UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Bahia mantém segundo lugar em investimentos dos estados em 2017

Economia  🚇

Levantamento sobre as despesas liquidadas pelos estados na área mostra que a Bahia, com um total de R$ 2,48 bilhões, ficou novamente atrás apenas de São Paulo, com R$ 8,81 bilhões. Levando-se em conta a proporção entre os respectivos orçamentos, pode-se considerar, em termos relativos, que o governo baiano destinou mais recursos que o paulista para obras e ações que beneficiam diretamente a população.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
A Bahia manteve o segundo lugar em volume de investimentos públicos no país em 2017, de acordo com dados divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo. Levantamento sobre as despesas liquidadas pelos estados na área mostra que a Bahia, com um total de R$ 2,48 bilhões, ficou novamente atrás apenas de São Paulo, com R$ 8,81 bilhões. Levando-se em conta a proporção entre os respectivos orçamentos, pode-se considerar, em termos relativos, que o governo baiano destinou mais recursos que o paulista para obras e ações que beneficiam diretamente a população.
Publicados na edição do último dia 11, os dados mostram os dois estados nas mesmas posições ocupadas em 2016, quando a Bahia também havia ficado em segundo quando considerados os valores de investimentos em termos absolutos, com a liderança cabendo ao estado mais rico do país.
"As finanças estaduais em todo o país ainda se ressentem dos efeitos da crise econômica, e o cenário em 2017 foi de estagnação, mas conseguimos, tendo à frente o governador Rui Costa, manter o ritmo da arrecadação e o controle rigoroso dos gastos públicos", afirma o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.
Graças a essa estratégia, a Bahia tem assegurado a plena operacionalização da máquina pública, ressalta Vitório. "O trabalho árduo nos permitiu fechar com equilíbrio mais um ano difícil, em dia com os salários dos servidores e os compromissos com fornecedores, mantendo a máquina pública em funcionamento e ainda investindo mais que a maioria dos estados".
Entre os principais exemplos de investimentos do governo estadual em 2017 estão os novos corredores estruturantes em Salvador, a exemplo da Via Barradão, inaugurada no último sábado (10); a expansão do metrô; a construção e a recuperação de estradas em todo o estado; a implantação de obras de segurança hídrica que minimizam os efeitos da seca; os hospitais regionais do Cacau e da Chapada e as policlínicas regionais; a renovação da frota da Segurança Pública e a implantação dos distritos integrados de segurança no interior; e, na educação, a reforma de escolas, a implantação de escolas culturais e quadras cobertas.
Com informações da Seinfra BA  20/02/2018

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Expansão ferroviária chinesa mostra eficiência do Estado como motor do desenvolvimento

Transportes sobre trilhos  🚅

A China investiu 801 bilhões de yuans (cerca de 123 bilhões de dólares) em projetos ferroviários e pôs em operação 3,03 mil quilômetros de novas vias ferroviárias em 2017, superando suas metas anuais de investimento de 800 bilhões de yuans e 2,1 mil quilômetros de novas ferrovias, de acordo com a Corporação de Ferrovias da China.

Carta Maior
foto - ilustração/arquivo
A China cumpriu suas metas anuais de aumento do investimento ferroviário em 2017 uma vez que as autoridades continuaram promovendo a construção de vias ferroviárias.
A China investiu 801 bilhões de yuans (cerca de 123 bilhões de dólares) em projetos ferroviários e pôs em operação 3,03 mil quilômetros de novas vias ferroviárias em 2017, superando suas metas anuais de investimento de 800 bilhões de yuans e 2,1 mil quilômetros de novas ferrovias, de acordo com a Corporação de Ferrovias da China.
Até o fim de 2017, a quilometragem total de vias ferroviárias em operação da China chegou a 127 mil quilômetros. As ferrovias de alta velocidade chegaram a 25 mil quilômetros, em comparação com os 22 mil quilômetros no fim de 2016.
O crescimento dos projetos de construção ferroviária teve lugar em um momento em que o país está sofrendo a constante desaceleração do crescimento do investimento em ativos fixos.
Nos primeiros 11 meses de 2017, o investimento em ativos fixos cresceu 7,2% anualmente, menos que o 8,3% registrado no mesmo período de 2016.
A China investirá com firmeza em desenvolvimento do transporte este ano, o mesmo nível que em 2017, disse o ministro de Transporte Li Xiaopeng no fim de dezembro, ao se referir à principal meta de transporte para 2018.
Nos próximos três anos, o transporte terá um maior papel para erradicar a pobreza e obter um desenvolvimento mais ecológico e seguro, de acordo com Li.

Trens de alta velocidade em 2025
As ferrovias de alta velocidade da China somarão 38 mil quilômetros até 2025, ante os 25 mil no final de 2017, disse o operador ferroviário.
As ferrovias do tipo em operação no país respondiam por 66,3% do total mundial no final de 2017, disse Lu Dongfu, gerente-geral da China Railway Corporation.
O operador pretende construir 4 mil quilômetros de trilhos este ano, 3,5 mil dos quais serão de alta velocidade.
A rede ferroviária do país atingirá 175 mil quilômetros até 2025, comparadas com 127 mil no final do ano passado.
Em 2017, um total de 3,04 bilhões de viagens de passageiros foi feito de trem, aumento de 9,6% em termos anuais. Mais de 56% das viagens foram feitas nas ferrovias de alta velocidade.
Cerca de 70% das passagens são vendidas online e mais de 70% dos negócios de cargas são realizados online.
A velocidade mais alta dos trens-bala aumentou para 350 km/h, quando os trens-bala Fuxing (“rejuvenescimento”) começaram operação entre Beijing e Shanghai em 21 de setembro de 2017.
O Fuxing representa uma melhora significativa dos trens-bala anteriores conhecidos como Hexie (“harmonia”). Completamente projetado e fabricado na China, o Fuxing tem mais espaço e é mais eficiente em energia, com uma vida útil mais longa e uma confiabilidade melhor.
No ano passado, 3,6 mil viagens de trens de carga foram feitas entre a China e as cidades europeias, ultrapassando os seis anos anteriores juntos, disse Lu.
Fonte - Revista Ferroviária  03/01/2018

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O Brasil é refém de uma ideia perigosa

Ponto de Vista   🔍

A editora Autonomia Literária marca um gol de placa ao lançar a edição brasileira do consagrado livro “Austeridade: a história de uma ideia perigosa”, de Mark Blyth. Com a leitura do livro se entende que a austeridade tem uma longa história de fracassos e que, no fundo, trata-se de programa de distribuição de renda e riqueza ao revés. Para além de perigosa, a austeridade é uma ideia falaciosa, repetida incessantemente pelo governo e pelos meios de comunicação no Brasil. Desconstruir essa ideia e a retórica que a sustenta é uma tarefa necessária.

Pedro Rossi* - Portogente
foto - ilustração
A editora Autonomia Literária marca um gol de placa ao lançar a edição brasileira do consagrado livro “Austeridade: a história de uma ideia perigosa”, de Mark Blyth. A austeridade é marca registrada da crise econômica brasileira e pré-requisito para se entender o sentido dos sacrifícios impostos à população brasileira; a precarização dos serviços públicos, a redução das transferências sociais, os milhões de novos desempregados etc. Com a leitura do livro se entende que a austeridade tem uma longa história de fracassos e que, no fundo, trata-se de programa de distribuição de renda e riqueza ao revés. Para além de perigosa, a austeridade é uma ideia falaciosa, repetida incessantemente pelo governo e pelos meios de comunicação no Brasil. Desconstruir essa ideia e a retórica que a sustenta é uma tarefa necessária.
A defesa da austeridade sustenta que, diante de uma desaceleração econômica e de um aumento da dívida pública, o governo deve realizar um forte ajuste fiscal, preferencialmente com corte de gastos públicos em detrimento de aumento de impostos. Esse ajuste teria efeitos positivos sobre o crescimento econômico ao melhorar a confiança dos agentes na economia.
Ou seja, ao mostrar “responsabilidade” em relação às contas públicas, o governo ganha credibilidade junto aos agentes econômicos e, diante da melhora nas expectativas, a economia passa por uma recuperação decorrente do aumento do investimento dos empresários, do consumo das famílias e da atração de capitais externos. A austeridade teria, portanto, a capacidade de reequilibrar a economia, reduzir a dívida pública e retomar o crescimento econômico.
Por vezes esse discurso é acompanhado da metáfora que compara o orçamento público com o orçamento doméstico na qual o governo, assim como uma família, não deve gastar mais do que ganha. Logo, diante de uma crise e de um aumento das dívidas, deve-se passar por sacrifícios e por um esforço de poupança.
Os anos de excessos, portanto, devem ser remediados com abstinência e sacrifícios e a austeridade é o remédio. No caso brasileiro é comum a análise de que os excessos (de gastos sociais, de aumento de salário mínimo, de intervencionismo estatal etc.) nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) estão cobrando os sacrifícios necessários. Como na fábula da cigarra e da formiga, os excessos serão punidos e os sacrifícios, recompensados.
Esse discurso tem inúmeras fragilidades. A primeira delas está na mediação entre o ajuste fiscal e o crescimento econômico. Argumenta-se que o ajuste fiscal melhora a confiança nos agentes que, por sua vez, passam a investir e consumir. Contudo, um empresário não investe porque o governo fez ajuste fiscal, e sim quando há demanda por seus produtos e perspectivas de lucro. E, nesse ponto, a contração do gasto público não aumenta a demanda no sistema, ao contrário, essa contração, por definição, reduz a demanda no sistema. Em uma grave crise econômica, quando todos os elementos da demanda privada (o consumo das famílias, o investimento e a demanda externa) estão desacelerando, se o governo contrair a demanda pública, a crise se agrava.
Os efeitos da austeridade podem ser entendidos de forma intuitiva. O gasto de alguém é a renda de outra pessoa: quando alguém gasta, alguém recebe. Quando o governo contrai o seu gasto, milhões de pessoas passam a receber menos, o que tem impactos negativos na renda privada. É uma verdade contábil dizer que o gasto público é receita do setor privado, assim como a dívida pública é ativo privado e o déficit público é superávit do setor privado.
Quando o governo corta gastos com um investimento destinado a uma obra pública, por exemplo, o efeito é direto sobre a renda e o emprego, uma vez que a empresa que seria contratada via licitação deixa de contratar empregados e comprar materiais. Da mesma forma, o corte de gastos em transferências sociais reduz a demanda dos que recebem os benefícios e desacelera o circuito da renda.
Nesse sentido, em uma economia em crise, a austeridade gera um ciclo vicioso em que o corte de gastos reduz o crescimento, o que deteriora a arrecadação e piora o resultado fiscal, o que leva a novos cortes de gastos. Ou seja, em um contexto de crise econômica, a austeridade é contraproducente e tende a provocar queda no crescimento e aumento da dívida pública, resultado contrário ao que se propõe.
Isso quer dizer que o governo nunca deve cortar gastos? Não. Quando a economia está aquecida, o corte do investimento na obra pública, por exemplo, pode não ter um efeito negativo na economia, uma vez que a empresa que seria contratada pelo governo provavelmente será contratada por outra pessoa ou empresa. Da mesma forma, a redução das transferências sociais pode ter impactos distributivos, mas não necessariamente contracionistas.
Já o mesmo não ocorre quando há escassez de demanda, desemprego e excesso de capacidade ociosa na economia: nesse caso, a demanda pública não só não gera inflação como aumenta renda e emprego. Ou seja, a demanda pública pode e deve ser mantida e ampliada em períodos de crise.
Isso implica dizer que a administração do orçamento do governo não somente não deve seguir a lógica do orçamento doméstico, mas deve seguir a lógica oposta. Quando as famílias e empresas contraem o gasto, o governo deve ampliar o gasto de forma a contrapor o efeito contracionista do setor privado.
Além disso, a comparação entre o orçamento público e o familiar é incoerente, pois desconsidera três fatores essenciais. O primeiro é que o governo, diferentemente das famílias, tem a capacidade de definir o seu orçamento. Isso porque a arrecadação de impostos decorre de uma decisão política, e está ao alcance do governo, por exemplo, tributar pessoas ricas ou importações de bens de luxo, para não fechar hospitais. Ou seja, diferentemente do orçamento familiar, o orçamento público decorre de uma decisão coletiva sobre quem paga e quem recebe, quanto paga e quanto recebe.
O segundo fator que diferencia o governo das famílias é que, quando o governo gasta, parte dessa renda retorna sob a forma de impostos. Ou seja, ao acelerar o crescimento econômico com políticas de estímulo, o governo está aumentando também a sua receita. Por fim, o terceiro fator não é menos importante: as famílias não emitem moeda, não têm capacidade de emitir títulos em sua própria moeda e não definem a taxa de juros das dívidas que pagam. Já o governo faz tudo isso. Portanto, a metáfora que compara os orçamentos público e familiar é dissimulada e desvirtua as responsabilidades que a política fiscal tem na economia, em suas tarefas de induzir o crescimento e amortecer os impactos dos ciclos econômicos na vida das pessoas.
*Pedro Rossi é professor do Instituto de Economia e diretor do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica da Unicamp
Fonte - Portogente  01/12/2017

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Bahia fica em segundo no ranking de investimentos dos estados em 2016

Política  🚇

A Bahia ficou em segundo lugar no ranking de investimentos públicos realizados pelos estados brasileiros em 2016, sendo superada apenas por São Paulo, que tem orçamento cinco vezes maior e investiu R$ 8,3 bilhões. Os dados foram extraídos dos relatórios de demonstrações contábeis divulgados por 23 estados em seus portais de transparência e no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconf), mantido pela Secretaria do Tesouro Nacional. 

Da Redação
O Metrô de Salvador é destaque em investimentos
 na área de infraestrutura. foto -  Daniele Rodrigues/Sedur)
Com R$ 3,2 bilhões aplicados em obras e ações de infraestrutura e desenvolvimento social na capital e no interior, a Bahia ficou em segundo lugar no ranking de investimentos públicos realizados pelos estados brasileiros em 2016, sendo superada apenas por São Paulo, que tem orçamento cinco vezes maior e investiu R$ 8,3 bilhões. Considerando-se a soma dos valores registrados no biênio 2015-2016, o governo baiano totalizou R$ 5,5 bilhões e também foi destaque no cenário nacional. Bahia, São Paulo e Minas Gerais são os três únicos estados a registrar mais de R$ 5 bilhões investidos no período.
Os dados foram extraídos dos relatórios de demonstrações contábeis divulgados por 23 estados em seus portais de transparência e no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconf), mantido pela Secretaria do Tesouro Nacional. Ainda não estão disponíveis os dados de Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Pará e Roraima.
Tomando-se como parâmetro a evolução dos valores investidos entre 2015 e 2016, a Bahia também se destaca, tendo registrado o segundo melhor desempenho entre os maiores estados brasileiros e ficando atrás apenas do Paraná. Mesmo com a recessão econômica, o investimento do governo baiano cresceu 41,4% no estado, considerando-se os valores relativos aos três poderes. Se levado em conta apenas o investimento do Executivo, a evolução foi maior: 45,04%.
Os recursos impulsionaram obras e ações em todo o estado, ampliando a infraestrutura necessária ao desenvolvimento econômico e contribuindo também para gerar emprego e renda. As áreas em que o Estado mais investiu foram as de Desenvolvimento Urbano, Infraestrutura Hídrica, Infraestrutura, Segurança Pública, Saúde, Educação, Desenvolvimento Econômico, Justiça e Direitos Humanos, Cultura, Trabalho, Emprego, Renda e Esporte e Administração Penitenciária.
Destaque, na área de infraestrutura, para obras como o Metrô de Salvador e as novas vias estruturantes Linha Azul, Linha Vermelha e Via Expressa Barradão/Paralela, em Salvador, e, no interior, a Via Atlântica, a Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas, a construção e a recuperação de estradas, a Ponte do Pontal, em Ilhéus, e a Barragem do Rio Colônia, em Itapé.
Na área social, são destaques na capital o Programa de Contenção de Encostas, a segunda etapa do Hospital Geral do Estado (HGE 2), o Hospital da Mulher, a recuperação de ruas do Centro Antigo e o Centro de Operações e Inteligência da Secretaria da Segurança Pública. No interior, estão entre os destaques os hospitais da Chapada Diamantina e do Cacau, a implantação de policlínicas e a construção de escolas.

Equilíbrio fiscal
Além de ampliar os investimentos públicos, a Bahia encerrou 2016 em dia com outros importantes parâmetros de equilíbrio fiscal. O Estado vem mantendo os salários dos servidores rigorosamente em dia, vem honrando os compromissos com os fornecedores e tem a dívida sob controle. Parte dos valores investidos é proveniente de recursos obtidos pelo Estado via operações de crédito graças à capacidade de endividamento do governo baiano, ressalta o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.
Com uma dívida consolidada líquida equivalente a metade da receita corrente líquida, a Bahia é um dos estados em melhores condições no país neste quesito. De acordo com a legislação, os governos estaduais podem comprometer o equivalente a até duas vezes a sua receita com dívidas.
A Bahia está muito aquém desse patamar, ao contrário dos maiores estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, que já ultrapassaram ou estão prestes a ultrapassar o limite legal e contam, portanto, com baixa capacidade de endividamento. “Só dependemos do aval da União para contratar novas operações para manutenção da nossa pauta de investimentos”, explica o secretário Manoel Vitório, lembrando que recentemente, após o sinal verde do Tesouro Nacional, o governo aprovou na Assembleia Legislativa a autorização para empréstimo de R$ 600 milhões junto ao Banco do Brasil, destinado a reforçar os investimentos públicos em diversas áreas.
Com informações da Secom Ba.  10/02/2017

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Relatório internacional aponta avanços na educação brasileira

Educação

A informação faz parte da publicação Education at a Glance 2015, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta terça-feira, 24, em Brasília.O relatório da OCDE aponta que, em 2012, 17,2% do investimento público total brasileiro foi destinado para a educação. Em 2005 esse percentual foi de 13,3%.

Revista Amazônia

O Brasil está entre os países que mais investiram em educação nos últimos anos. A informação faz parte da publicação Education at a Glance 2015, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta terça-feira, 24, em Brasília.
No evento de lançamento do documento, ocorrido no auditório do edifício-sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o presidente da autarquia, Chico Soares, destacou que o Brasil é também um dos países onde houve o maior crescimento da proporção do investimento público voltado para a educação. “Temos que reconhecer o esforço que o Brasil tem feito no sentido de avançar na qualidade da educação”, afirmou Chico. O presidente do Inep ressaltou que o Brasil está gastando quase 20% do investimento público em educação ao ano. “É o terceiro país que mais gasta, o que mostra como mudamos de 2000 até hoje”, destacou.
O relatório da OCDE aponta que, em 2012, 17,2% do investimento público total brasileiro foi destinado para a educação. Em 2005 esse percentual foi de 13,3%. Entre os 38 países analisados em 2012 para este recorte, apenas México e Nova Zelândia dedicaram maior proporção.
O volume de recursos que o Brasil tem investido nos últimos anos na educação básica demonstra também a escolha do país de priorizar a qualidade no ensino. No ano de 2000, o Brasil havia investido 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação básica, enquanto a média dos países da OCDE foi de 3,5% do PIB. Em 2012, o investimento em educação básica no Brasil foi da ordem de 4,7% do PIB, enquanto a média OCDE é de 3,7%.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, em 2015, o percentual do PIB brasileiro investido em educação já alcança 6,2%. “A educação não é corrida de 100 metros, é maratona. Mas o Brasil já pode se orgulhar do que fez nos últimos anos, mesmo sabendo que ainda temos muito o que melhorar”, completou.
A qualidade dos recursos educacionais escolares brasileiros é outro destaque do relatório da OCDE. O crescimento do índice no Brasil atinge quase o dobro em comparação com o crescimento da média da OCDE. Enquanto o Brasil cresceu 0,63 pontos, de 2003 a 2012, o crescimento médio da organização para o mesmo período foi de 0,36.
A análise foi construída a partir da percepção dos diretores de escolas e leva em conta o índice de qualidade dos recursos escolares do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). O avanço brasileiro se reflete principalmente na quantidade e adequação de livros utilizados em sala de aula e o uso de computadores e softwares para fins pedagógicos.
O documento da OCDE traz informações educacionais referentes ao ano de 2013 e dados financeiros relativos a 2012 de 46 países que em algum momento fazem parte da análise dos dados. Além de oferecer uma visão geral dos sistemas educacionais dos 34 países membros da OCDE, o Education at a Glance possibilita a comparação internacional dos sistemas educacionais de diferentes nações. Assim como a Rússia, o Brasil não está entre os países membros da OCDE, mas tem se destacado por ser uma das nações mais ativas na construção do relatório.
Oportunidade – Na comparação por faixa etária, o relatório mostra que o nível de escolarização da população vem aumentando em todos os países que fazem parte do estudo. No Brasil, o percentual de adultos que não têm ensino médio diminuiu entre diferentes gerações. Comparadas as pessoas de 55 a 64 anos de idade, a proporção de não concluintes de ensino médio é de 72% nessa faixa etária e de 39% entre aqueles de 25 a 34 anos. Esse é um dos maiores avanços registrados entre os países com dados disponíveis.
No quesito número de alunos por professor, por exemplo, em média os países da OCDE registram 15 estudantes em cada sala de aula nos anos iniciais do ensino fundamental. No Brasil, esse número é em média um pouco maior (21). Entretanto, a quantidade de alunos brasileiros por professor é menor que a de outros países latino-americanos como Chile (23), Colômbia (25) e México (28).
Relatório – Education at a Glance é um estudo anual que apresenta dados sobre a estrutura, o financiamento e o desempenho de sistemas educacionais de países membros da organização, além de nações parceiras e integrantes do G20. O objetivo é traçar uma visão geral dos sistemas educacionais desses países e possibilitar aos gestores a comparação internacional de aspectos de políticas nessa área, além de fomentar a reflexão sobre os esforços empreendidos no setor.
Fonte - Revista Amazônia  24/11/2015