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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Indústria ferroviária aumenta faturamento

Economia

Faturamento em 2015 foi 6,2 bilhões de reais; 10,7% a mais que os R$ 5,6 bi registrados em 2014.O crescimento foi atribuído ao aumento no número de locomotivas produzidas, além do aumento no setor de serviços.

RF
foto - ilustração
A indústria ferroviária nacional registrou em 2015 faturamento de 6,2 bilhões de reais; valor que supera em 10,7% os R$ 5,6 bi registrados no ano anterior. A informação é da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) e do Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), associações que representam juntas cerca de 110 empresas ou 90% do faturamento nacional para o setor. O crescimento foi atribuído ao aumento no número de locomotivas produzidas, além do aumento no setor de serviços.
Em 2015, foram produzidos no Brasil 4.683 vagões (75 destinados à exportação), 129 locomotivas (6 para exportação); e 322 carros de passageiros (78 para exportação). Os números estão abaixo dos registrados em 2014 para vagões e carros de passageiros (4.703 vagões e 374 carros de passageiros), mas superam — em 49 unidades — o número produzido de locomotivas, que em 2014 ficou em 80 máquinas. As 129 locomotivas produzidas em 2015, aliás, representam um recorde histórico, desde 1971.
Para 2016, há a expectativa da produção de mais 4.000 vagões (50 para exportação), 100 locomotivas (10 para exportação) e 473 carros de passageiros (72 para exportação). Apesar de um cenário aparentemente empolgante, principalmente em vista do período econômico brasileiro, a indústria se mantém cautelosa. “Nós temos que ter algum otimismo, mas tem que ser um otimismo cauteloso, pela situação do país.”, afirma Vicente Abate, presidente da Abifer e diretor do Simefre. “Nesses dois anos em que a economia do país de uma forma geral está com problemas, o setor não está. Então dá a impressão que a gente está ‘bombando’, mas não, a gente tem preocupação, porque mais um ano, 2016, que a gente vai sofrer com recessão de recursos, pode eventualmente nos afetar”, completa.
Em relação a 2016, a indústria depende de uma demanda que vem principalmente do setor público, especialmente nos carros de passageiros. Parte dos números projetados para 2016 são encomendas já em carteira, mas outra parte ainda precisa ser conseguida. “O que a gente está projetando são números bons ainda para o nosso mercado, mas são números que a gente vê preocupação; que eles possam se cumprir efetivamente, que tudo dê certo naquilo que a gente está imaginando e que, mais ainda no caso de [carros de] passageiros, comecem a surgir as licitações para poder cobrir anos posteriores, como 2017”, explica Abate.

Confira abaixo alguns números dos últimos anos:


Fonte - Revista Ferroviária  18/01/2016

sexta-feira, 1 de março de 2013

Trens que Ligavam Rio a SP e BH apodrecem em Minas


Uma excelente matéria feita pelo Estado de Minas em 12 de Novembro de 2012 mostra o estado de abandono das locomotivas e carros que faziam tanto o trajeto Rio - Belo Horizonte - Rio, quanto o trajeto Rio - São Paulo - Rio.
O trem ligando a capital mineira era operado pela Vera Cruz. A viagem de 640 quilômetros partia e chegava no Rio na Central do Brasil e sua duração variava entre 12 e 14 horas. A primeira viagem foi feita em 29 de Março de 1950, exatos 40 anos antes da última. Cada trem levava sete ou oito carros, sendo que um deles era o disputado carro restaurante, onde os passageiros se reuniam para comer alguma coisa e tomar cerveja.
Hoje, estes trens apodrecem em Belo Horizonte, Santos Dumont (MG) e Juíz de Fora (MG). No final dos anos 80, os trens entre as duas capitais davam cada vez mais preferência aos trens cargueiros e as viagens de passageiros estavam ficando cada vez mais longas. Com a privatização da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima em 1996 é que estes trens foram colocados de lado de uma vez.
O Governo de Minas Gerais luta para que a parte que pode ser aproveitada destes trens possa ser colocada em trens turísticos, como, por exemplo, na ligação de 15 quilômetros entre.Santos Dumont e a Fazenda Cabangu. Mas este projeto esbarra na burocracia.
É preciso reativar as linhas entre as capitais de Rio, São Paulo e Minas Gerais, com trilhos e trens modernos, que possam fazer a viagem em mais ou menos o mesmo tempo do ônibus (cerca de 6 horas para São Paulo e 7 para Belo Horizonte).
Fonte - São Paulo Trem Jeito  01/03/2013