UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sábado, 29 de julho de 2017

Governo do Maranhão entrega APA do Itapiracó, maior espaço público de convivência e lazer do estado

Sustentabilidade  🌱

“Essa é a nossa concepção de valorização dos espaços públicos, democráticos, gratuitos compreendendo que uma cidade mais humana é um direito”. Com essa frase, o governador Flávio Dino inaugurou neste sábado (29) a Área de Proteção Ambiental do Itapiracó (APA), em São Luís, que foi totalmente revitalizada pelo Governo do Estado e beneficiada com a inclusão de equipamentos para lazer, construção de espaços de entretenimento e cultura e recuperação de áreas verdes

Da Redação
foto - Karlos Gerômy/Secapx
Em solenidade que contou com uma vasta programação cultural e atividades de entretenimento para várias idades, o governador Flávio Dino recebeu muito carinho da população, que lotou o espaço para aproveitar ações como aula de zumba, shows, teatro de bonecos, atividades lúdicas, demonstração de vários esportes, entre estes judô, hand beach, handball, beach soccer; de manobras na pista do skate, tênis de mesa e jogos de tabuleiros.
“Hoje nós estamos inaugurando esse grande espaço de lazer, de convivência comunitária. É um espaço urbano adequado a múltiplas práticas esportivas e de lazer para todas as idades”, ressaltou Flávio Dino, que enfatizou ser importante também a conservação, manutenção e atividades de educação ambiental.
Com investimentos de R$ 14 milhões, a APA do Itapiracó ganhou três praças – Praça do Atleta, Praça da Criança e Praça da Família, – com campos de futebol, quadra poliesportiva coberta, parquinhos infantis, circuito de skate, áreas para futebol de areia e futevôlei. Circulam a reserva outras 13 praças de menor porte que levam a trilhas ecológicas e pista de cooper que somam mais de 10km de áreas para caminhada. Pelos caminhos é possível chegar às três praças maiores e cruzar a Chácara Itapiracó, Comunidade Canudos e Terra Livre.
A APA conta ainda com calçadão para comodidade do público, três estacionamentos com capacidade para 250 veículos e segurança 24 horas, com a instalação de um Batalhão da Polícia Ambiental. A reserva faz parte da Unidade de Conservação (UC) Estadual de Uso Sustentável e foi criada por meio do Decreto Estadual n° 15.618 de 23 de junho de 1997. São 322 hectares e circundada por diversos bairros.
Para o secretário de Meio Ambiente, Marcelo Coelho, a APA do Itapiracó é um marco na história do Maranhão, pois é, hoje, o maior centro de lazer do estado e será a primeira de muitas outros que o Governo entregará por todo o Maranhão, a exemplo dos que estão em construção nas cidades de Balsas e Codó. “Estamos implantando um modelo de preservação sustentável. Vamos refuncionalizar essas áreas já ocupadas com equipamentos urbanos de qualidade e voltados para o uso sustentável de suas dependências pela comunidade”, afirmou Coelho.

foto - Karlos Gerômy/Secap
Esporte, lazer e família
O secretário de Esporte e Lazer, Márcio Jardim, reiterou que essa é a maior área de lazer hoje do estado do Maranhão, que atende aquilo que “é uma dimensão importante na vida das pessoas, que é o direito ao lazer e a atividade física”. A APA conta com vários equipamentos esportivos e “certamente será um espaço bastante utilizado por toda a comunidade não só dessa região, mas de toda a cidade de São Luís”.
De acordo com o secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, a APA é uma grande oportunidade para todas as pessoas da Grande Ilha. “Aqui nós temos a Praça da Família, que é um espaço para a integração para as pessoas se aproximarem mais. Isso também ajuda na formação da cidadania. A Praça da Criança, para que as crianças possam desenvolver as suas atividades, as suas brincadeiras. A Praça do Atleta, para atividades esportivas. Temos 10km entre trilho em solo natural e passeio”, explicou, realçando se tratar de um grande espaço que ajuda a melhorar a vida das pessoas na questão da saúde, integração comunitária e qualidade de vida.

Parque do Rangedor
Durante a inauguração da APA do Itapiracó, o governador Flávio Dino anunciou que o Governo do Estado já está se preparando para transformar o Parque do Rangedor em outro grande espaço de lazer e esporte do Maranhão. “Nós pretendemos que outros espaços como esse surjam em São Luís. A próxima etapa é o início das obras do Parque do Rangedor. De modo que nós teremos, ao fim do nosso Governo, além da recuperação plena das nossas praias, também integrados a vida urbana para que as pessoas vivam melhor”, completou.

O secretário de Meio Ambiente explicou que a obra para o Parque do Rangedor estão em fase de licitação e que, em breve, São Luís verá mais uma área de preservação ambiental também transformada em espaços de integração social, lazer e esporte. “Vai ser outra grande obra”, finalizou Marcelo Coelho.
Com informações da Secap/Gov. Maranhão  29/07/2017

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Garantir segurança do pedestre é o primeiro passo para melhorar trânsito, defende especialista

Mobilidade​

Arquiteto espanhol Francesc Ventura i Teixidor falou sobre o tema durante o III Seminário Internacional Mobilidade e Transporte, realizado em Brasília (DF).Outro desafio, segundo ele, é reduzir os conflitos pelo espaço nas ruas, garantindo que todos possam utiliza-lo de forma equânime e com menos riscos: pedestres, ciclistas, transporte motorizado coletivo e individual. 

Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias
foto -  Sergio Alberto
Garantir a segurança nos deslocamentos a pé é uma variável essencial para aumentar a segurança em todo o sistema de trânsito, na avaliação do arquiteto e urbanista espanhol Francesc Ventura i Teixidor. Presidente da Agrupación Barcelona Movilidad, projeto centralizado na Universidade Politécnica de Catalunha voltado ao desenvolvimento de parcerias, pesquisas e ações para a mobilidade na cidade espanhola, ele diz que, ao melhorar a segurança para os pedestres, há estímulo aos deslocamento não motorizado e ao uso do transporte coletivo, além de ampliar a valorização e apropriação do espaço público.
Segundo o especialista, isso passa por melhorias na sinalização e iluminação noturna. O passo seguinte, diz ele, é reduzir a sensação de insegurança no transporte público, tanto para o usuário do serviço quanto ao próprio sistema, alvo de ameaças criminais e de vandalismo. "Se as pessoas se sentem inseguras, se deslocarão com medo. Ou entre sair e não sair, ou usar transporte ou o privado ou o público, optam por ficar em casa, utilizar o carro, o que implica em não relacionar-se, não conviver", destaca. O resultado é a diminuição da quantidade de pessoas nas ruas, o que também implica em mais riscos aos que transitam a pé, além do aumento de veículos nas vias, cujo efeito é a maior probabilidade de acidentes.
Outro desafio, segundo ele, é reduzir os conflitos pelo espaço nas ruas, garantindo que todos possam utiliza-lo de forma equânime e com menos riscos: pedestres, ciclistas, transporte motorizado coletivo e individual. Para isso, ele lembra que todos devem ter consciência de que quem está a pé e de bicicleta tem prioridade, mas todo mundo possui responsabilidades para redução de acidentes.
Tornar os itinerários a pé mais seguros também demanda uma readaptação dos espaços da cidade, segundo o arquiteto. Ele cita a redução dos limites de velocidade nas ruas, o impedimento de alguns usos - como para estacionamentos - de vias públicas a melhoria dos sistemas de informação e sinalização, calçadas mais largas e com menos desníveis. "Itinerários seguros são uma mistura do desenho urbano com a relação dos indivíduos com o espaço urbano", complementa Francesc. Para isso, diz ele, também são necessárias vias largas, pavimentos bem conservados e com menos desníveis. Os tempos dos semáforos também precisam ser pensados para pedestres.
A disposição do mobiliário urbano é outro fator que ajuda a atrair mais pedestres para as ruas, em detrimento do uso dos carros, explica o arquiteto. O ideal é oferecer ao cidadão uma condição para que ele também se sinta responsável e confortável no espaço público. "Incrementando a beleza e a personalidade do espaço transitado faz você identificá-lo como algo seu. Quando você reconhece o espaço como algo seu, é o primeiro a cuidar, e faz você sentir-se melhor. Quanto mais a rua é um lugar de estar e menos de passar, mais humana e segura será", completa.
Em Barcelona, o Plano de Mobilidade Urbana 2013-2018 tem como objetivo fazer do espaço público um lugar confortável e tranquilo para a mobilidade coletiva e compartilhada, protegendo especialmente os usuários mais frágeis e minimizando os riscos de sua complexa coexistência. Além disso, há o Plano Local de Segurança 2013-2018, que estabelece a meta de reduzir 30% das mortes e 20% dos feridos graves no trânsito até 2020.
O arquiteto espanhol Francesc Ventura i Teixidor foi um dos palestrantes do III Seminário Internacional de Mobilidade e Transportes, realizado pela UnB (Universidade de Brasília) na Câmara dos Deputados. O evento começou no dia 13 e termina no dia 16 de outubro.
Fonte - Agência CNT de Notícias  15/10/2015

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Controle da água do Cantareira deveria ter começado antes, diz presidente da ANA

Crise da água

Segundo ele, a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) apresentou estudos equivocados sobre a gravidade da crise no estado. “Erraram porque [houve] a cultura de que a chuva viria, de que não se pode fazer uma gestão restritiva, que ela teria impacto sobre a opinião da população", destacou. "Se a gente não tiver coragem para tomar as medidas necessárias neste processo, corremos o risco de não termos água em 2016”.

Da Agência Brasil 
O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA),
 Vicente Andreu, em entrevista ao programa Espaço Público
 da TV Brasil - Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Ao comentar a crise hídrica que atinge o país, em particular o estado de São Paulo, o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, disse hoje (10) que a restrição da oferta de água no Sistema Cantareira deveria ter começado “muito antes” e que não basta controlar a água pela demanda, mas pela oferta possível de ser feita pelo sistema.
“Temos que gerenciar o risco de ficarmos sem essa água", disse. "Se cinco [dias sem água] por dois [com água] conseguir fazer com que os reservatórios sejam recuperados, é ótimo que seja adotado. Porém, como essa decisão foi protelada ao longo de um ano, e não foi tomada, o receio que se tem é que talvez o cinco por dois possa não dar a segurança necessária de que em novembro de 2015 ainda tenhamos água no Sistema Cantareira”, completou Andreu ao participar nesta terça-feira do programa Espaço Público, da TV Brasil.
Segundo ele, a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) apresentou estudos equivocados sobre a gravidade da crise no estado. “Erraram porque [houve] a cultura de que a chuva viria, de que não se pode fazer uma gestão restritiva, que ela teria impacto sobre a opinião da população", destacou. "Se a gente não tiver coragem para tomar as medidas necessárias neste processo, corremos o risco de não termos água em 2016”.
Para Andreu, é preciso haver mudanças de hábitos para diminuir o volume de água que cada brasileiro, principalmente na Região Sudeste, consome, além de evitar o desperdício. “Sempre se achou que a água era infinita no Brasil e aí gerou todo tipo de desperdício, seja na agricultura, como no âmbito das empresas de saneamento.”
Ele também defendeu que o Brasil retome uma política de construção de reservatórios. "Isso tem impactos sobre o meio ambiente? Tem. Tem impacto sobre algumas comunidades? Tem. Mas temos que colocar do outro lado os eventuais benefícios que uma política desse tipo tem, às vezes, até para controlar enchentes."
Fonte - Agência Brasil  10/02/2015

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Controle do uso de espaço público em Salvador gera polêmica

Cidade


Margarida Neide | Ag. A TARDE
No largo de Santana, no Rio Vermelho, um estabelecimento já foi notificado

Priscila Machado
A fiscalização do uso do espaço público por bares e restaurantes, realizada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), nos últimos dias 14 e 15, na Barra e no Rio Vermelho, tem gerado polêmica e apreensão entre comerciantes e consumidores.
Tirson Maltez, 65, dono de um bar no Campo Grande, é um dos que contestam a operação. "Essa ação vai afetar o turismo, além de piorar a crise que os restaurantes vêm enfrentando. Na Europa, é comum ocupar as ruas destinadas ao lazer com mesas e cadeiras", argumenta.
Para a administradora Luciana Dias, 32, as mesas não atrapalham as pessoas, porque são colocadas no final da tarde e em locais de lazer. Já o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Salvador (BHRS), Sílvio Pessoa, elogia a operação. Segundo ele, é preciso fiscalizar toda a cidade, inclusive estabelecimentos informais e irregulares.
A secretária de Ordem Pública, Rosemma Maluf, defende que o objetivo da ação municipal é disciplinar o uso do espaço público para facilitar a acessibilidade do pedestre. "O espaço é de todos, não pertence apenas aos empresários", salienta.
Segundo ela, a operação pode causar estranhamento devido à falta de fiscalização na gestão passada, mas as vistorias são fundamentais.
Foto: Margarida Neide | Ag. A TARDE
Na Mouraria, mesas e cadeiras ocupam calçada 

Outras ações - Entre os próximos dias 26 e 30, novas fiscalizações serão realizadas pela Semop. Os alvos das próximas ações serão Centro Histórico, Comércio e Lagoa do Abaeté, em Itapuã.
Segundo a secretária, constantemente o órgão municipal recebe reclamação de moradores sobre a ocupação indevida de ruas e calçadas. A Ribeira é o bairro campeão em reclamação, tanto de poluição sonora como visual.
"Esse bairro é uma zona de conflito permanente por ser, ao mesmo tempo, empresarial e comercial. O nosso papel é conciliar interesses opostos para proporcionar bem-estar à população", diz.
Nas últimas operações, houve 71 apreensões de materiais irregulares. Victor Souza, 34, gerente do Bar e Restaurante Santa Maria Pita e Nina, no Rio Vermelho, reclama da falta de diálogo entre fiscais e comerciantes.
"Eles chegaram aqui e levaram 5 mesas e 20 cadeiras, sem ao menos nos comunicar", conta. Segundo ele, em momento algum, o órgão fez uma comunicação verbal para, em seguida, apreender. Outro ponto comercial notificado no Rio Vermelho foi o Acarajé da Regina.
Já na Barra, foram advertidos os bares Oásis do Porto, Habeas Corpus, a lanchonete Bom Sabor e o restaurante Macau Chinês.
A ação é realizada com base no Decreto Municipal 12.105/ 1998, que dispõe sobre o respeito, pelos estabelecimentos, de faixa de pelo menos um metro de largura, entre o meio-fio e a área de acesso, para circulação de pedestres.
Dispõe, ainda, que o limite de mesas emitido no Documento de Arrecadação Municipal (DAM), atualizado anualmente pelos comerciantes, deve ser respeitado.
Fonte - A Tarde  23/08/2013