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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Sistema de compartilhamento de carros elétricos começa a funcionar em Recife

Sustentabilidade

São disponibilizados três veículos de aluguel, que não poluem e produzem pouco ruído.Os automóveis podem ser retirados e devolvidos entre 7h e 19h em cinco estações

João Vitor Pascoal
Diário de Pernambuco
foto - DP/D.A Press 
Eles não poluem o meio ambiente, ocupam menos espaço no trânsito e estarão à disposição dos recifenses a partir de hoje. O sistema de compartilhamento de automóveis elétricos Carro Leve, pioneiro no país, se inspira em exemplos que deram certo em grandes metrópoles ao redor do mundo, como Paris, Nova York e Xangai.
Ao todo serão três carros importados da China, fruto de iniciativa do Porto Digital em parceria com o governo do estado e o Ministério da Ciência e Tecnologia. Os automóveis funcionarão de forma similar ao Bike PE e podem ser retirados e devolvidos entre 7h e 19h em cinco estações localizadas nos bairros do Recife, São José, Santo Amaro e Derby.
Como são elétricos, não utilizam combustíveis fósseis para a circulação e não emitem dióxido de carbono (CO2), um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, que seria despejado no ar recifense. Na questão da fiscalização, no entanto, os veículos são iguais aos demais que circulam na capital pernambucana. Todos são emplacados e as possíveis infrações serão creditadas aos responsáveis, por meio dos dados oferecidos no cadastro.
De acordo com o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, a quantidade de veículos pode ser expandida contando com o apoio de empresas interessadas em se associar ao projeto. “Esperamos que, com a consolidação da ideia, a inciativa privada e o poder público vejam o valor mercadológico da iniciativa e resolvam expandi-la, como aconteceu com as bicicletas compartilhadas, que também começaram como projeto piloto”, aponta.
Para poder ter acesso aos carros, o usuário deve baixar o aplicativo do Porto Leve e efetuar o cadastro. Com o procedimento online realizado, é preciso efetuar o cadastramento presencial uma única vez na garagem da empresa Serttel, parceira do Porto Digital no projeto. “Os carros são veículos que envolvem mais riscos, então é necessário esse primeiro encontro cara a cara. No local também será realizada uma espécie de test-drive para o usuário”, explica Cidinha Gouveia, gerente de Projetos do Porto Digital.
Por meio do aplicativo o usuário pode informar a estação em que está e oferecer a coarona para outro usuário. Ao fazer isso, o custo dos 30 minutos de locomoção é reduzido de R$ 20 para R$ 10. Caso a pessoa interessada não apareça na estação dentro de 15 minutos, quem liberou o carro pode seguir sozinho. Caso a pessoa chegue ao local, o custo da viagem é dividido e fica em R$ 5 pela meia hora. “É uma forma de incentivar a dividir o carro para, quem sabe, modificar essa cultura de andar sozinho”, explica Cidinha.
Lançado em dezembro de 2014, o sistema de partilha realizou testes com 20 usuários. Foram mais de mil quilômetros percorridos em cerca de 930 viagens, numa média de cinco deslocamentos diários. Nos testes, o tempo médio de duração de cada viagem foi de 15 minutos. A previsão inicial de disponibilidade ao público estava prevista para março. Diante da dificuldade para encontrar empresas de seguro que contemplam a iniciativa, o início acabou sendo adiado.
A próxima fase do projeto é a instalação de totens nas estações para a recarga dos automóveis. Por enquanto, elas serão feitas na sede da Serttel. “Ainda não há previsão, dependemos, entre outras coisas, de um entendimento com a prefeitura para o fornecimento de energia nas estações”, afirma Cidinha Gouveia.
O lançamento oficial do início da operação do serviço será hoje às 11h, na sede da aceleradora de empresas do Porto Digital, Jump Brasil.
Fonte - Diário de Pernambuco  03/09/2015

sábado, 20 de dezembro de 2014

Chega ao Brasil compartilhamento de carros elétricos

Mobilidade

Esta semana começou a funcionar, no Recife, o primeiro sistema de compartilhamento de veículos elétricos do país (car sharing).O objetivo do compartilhamento de carros elétricos é reduzir os engarrafamentos e a poluição

Isabela Vieira 
Repórter da Agência Brasil 
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Depois de compartilhar bicicletas, cidades brasileiras dão os primeiros passos para fazer o mesmo com os carros. Esta semana começou a funcionar, no Recife, o primeiro sistema de compartilhamento de veículos elétricos do país (car sharing). O modelo, implantado nos Estados Unidos e na Europa, permite ao usuário pegar o carro em vagas ou garagens espalhadas pela cidade e devolvê-lo, depois, em um período determinado. Em 2015, o modelo deve estar em funcionamento também no Rio de Janeiro, que lançou este mês chamada pública sobre a viabilidade do projeto. Uma empresa em São Paulo oferece o serviço desde 2010, mas tem somente carros movidos à combustível.
A escolha pelo compartilhamento de carros elétricos no Recife, segundo a gerente do projeto do Porto Digital, Cidinha Gouveia, busca melhorar a mobilidade no centro. “O trânsito aqui está ficando pior que em outras capitais [mais populosas] como São Paulo, segundo estatísticas recentes. Nos horários de pico, é impossível se deslocar de um ponto a outro e as pessoas podem esperar até 40 minutos por uma vaga”, informou. Com o novo sistema, que tem vagas fixas em três estações, quem precisa de um carro para curtas distâncias pode fugir dos problemas.
No Recife Antigo, bairro do centro, a iniciativa começou a ser testada segunda-feira (15) e estará disponível ao público em março. Os usuários poderão aderir a um plano mensal de R$ 30 e arcar com uma taxa extra de R$ 20 por uso, com a possibilidade de esse valor ser divido, se for concedida carona. É que o sistema identifica pessoas que pretendem fazer o mesmo trajeto .
Ainda pouco conhecido no país, o compartilhamento tem um grande potencial, avalia o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Leonardo Meira. Ele explica que o modelo surgiu na Europa na década de 1980 e é complementar ao transporte público, incluindo as bicicletas. Além de reduzir a poluição e o trânsito nas cidades, Meira destaca que incentiva a racionalização do uso do carro. “Pesquisas mostram que o compartilhamento tira das ruas até sete carros particulares, na Alemanha e na Suíça, onde é muito forte.”
Vislumbrando o sucesso das bicicletas compartilhadas, a cidade do Rio lançou chamada pública para colher propostas para o sistema. “Queremos saber quantos veículos são necessários, quantos carros devem ter cada estação, quantas estações precisam ser criadas, em quais bairros e com qual a distância”, explicou o subsecretário de Projetos Estruturantes da Secretaria Especial de Concessões e Parcerias Público-Privadas, Gustavo Guerrante.
No Rio, a ideia é que o compartilhamentos seja usado para curtas e longas distâncias, a partir de 2015, utilizando vagas especiais na cidades, que já estão sendo separadas, antecipou Guerrante. “Não podemos limitar a um trajeto curto porque, supondo que a pessoa sai do centro da cidade em direção à Barra [da Tijuca], não tem jeito, o trajeto pode chegar a 40 quilômetros.”
A empresa Zazcar, em São Paulo, foi a primeira a oferecer o compartilhamento no país. Em entrevista à imprensa, o presidente Felipe Barros disse que a procura cresce ano a ano por pessoas que abriram mão de ter um veículo próprio. Com cerca de 3 mil usuários e 45 estações para retirada de veículos, o aluguel por hora varia entre R$ 6,90 e R$ 11,50.
Como mostra de que o serviço está chegando a todo país, a partir de 2015 começa a funcionar, em Porto Alegre, em fase de testes, o compartilhamento de carros elétricos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Criado por estudantes da pós-graduação, que montaram a startup MVM Technologies, o sistema interligará todos o campus, antes de chega a toda a cidade. "Temos um planejamento para segunda etapa, tornando possível um serviço de escala, em Porto Alegre. Fora disso, a expansão para região metropolitana, o que é possível , temos que ver um prazo mais longo”, explicou o diretor executivo da empresa, Lucas de Paris.
Para o professor do curso de pós-graduação em Transportes da Universidade de Brasília (UnB) José Augusto Abreu, o compartilhamentos de carros elétricos é eficiente em casos eventuais e tem grande potencial de melhorar a qualidade de vida na área urbana. “Temos um trânsito engarrafado, com poluição elevada e risco de acidente. Os carros elétricos são uma ótima alternativa para retirar veículos das ruas, reduzir a emissão de gases tóxicos e de barulho, pois são mais silenciosos”, analisa ele, defensor também do compartilhamento de bicicletas.
Fonte - Agência Brasil  20/12/2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sistema de carros elétricos compartilhados chega a Recife

Mobilidade

Sistema de compartilhamento de carros elétricos é lançado no Recife - Iniciativa é a primeira do Brasil e começa a ser testada no próximo dia 15. A partir de março, todos poderão utilizar os três carros importados da China

G1 - Autor: Marina Barbosa 
Carros elétricos foram importados da China
créditos: Marina Barbosa / G1
O sistema de compartilhamento de carros elétricos, originalmente chamado de car sharing, está chegando ao Brasil. É a capital pernambucana que vai inaugurar o projeto, que permite alugar carros sustentáveis por determinado intervalo de tempo através do celular. A ideia é uma das saídas encontradas por países como França, Estados Unidos e China para o problema da alta emissão de gases poluentes por veículos automotivos. No Recife, ainda pretende incentivar o uso de transportes alternativos e começa a funcionar em dez dias, no próximo dia 15.
O primeiro mês servirá como teste. Por isso, apenas 20 pessoas previamente escolhidas poderão utilizar os veículos sustentáveis, que vão ficar disponíveis em três estações de compartilhamento – nas ruas do Brum e Vasco Rodrigues, no Bairro do Recife; e na Rua do Lima, em Santo Amaro, área central da capital. O número de usuários vai crescer gradualmente nos dois próximos meses. E, em março, o projeto será aberto ao público através do aplicativo para celular do Porto Leve. O dispositivo já oferece o aluguel de bicicletas por meio de uma parceria das empresas Porto Digital e Serttel, que também são responsáveis pela implantação do car sharing.
Daqui a três meses, o sistema também vai ganhar três novas estações de compartilhamento, na Praça do Derby, na Prefeitura do Recife e na Casa da Cultura. No entanto, o número de automóveis vai continuar o mesmo. "É um protótipo, por isso fica com três carros. Esperamos que, com a consolidação da ideia, o poder público veja seu valor e resolva expandi-la, como aconteceu com o aluguel de bicicletas que hoje já tem mais de 70 estações", explica o diretor do Porto Digital, Francisco Saboya, destacando que a função da empresa é testar tecnologias que contribuam com os maiores desafios urbanos da atualidade: mobilidade, sustentabilidade e segurança. Por isso, cabe ao poder público ou a outra empresa privada ampliá-las. Já a Serttel fica responsável pelo desenvolvimento e operação do sistema.

Funcionamento
Seguindo os exemplos que têm dado certo no exterior, o projeto pernambucano oferece o aluguel de carros elétricos por até meia hora a usuários cadastrados no aplicativo para celular do Porto Leve. Assim como as bicicletas de aluguel, os carros podem ser retirados e entregues em qualquer estação do programa. A única recomendação é que sejam preferencialmente utilizados por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, reduzindo, assim, a quantidade de automóveis nas ruas. A recomendação é sentida inclusive no preço.
Para utilizar o sistema, é preciso pagar uma mensalidade no valor de R$ 30, além de uma taxa extra para cada corrida. Se o usuário não oferecer carona, essa taxa é de R$ 20. Caso dê carona através do aplicativo para outro usuário do programa, o valor é dividido entre os dois usuários. Se o motorista oferecer a carona e mesmo assim nenhum interessado se manifestar nos 15 minutos de tolerância, também paga R$ 10. Ainda é preciso pagar uma taxa extra caso o motorista ultrapasse os 30 minutos permitidos para a utilização do veículo. Por cada minuto adicional será cobrado R$ 0,75.
"É uma forma de incentivar o compartilhamento do veículo para diminuir a quantidade de carros nas ruas e, assim, contribuir com a preservação ambiental", afirma o diretor de tecnologia da Serttel, Alberto Van Drumen. Na Europa, cada exemplar do car sharing retira entre seis e nove veículos tradicionais das ruas. A experiência também mostra que, comparado a um carro particular, os veículos sustentáveis gastam 4,5 vezes menos em cada quilômetro rodado. Alimentados por energia limpa, ainda evitam a utilização de combustíveis fósseis e contribuem para a redução da poluição atmosférica.
A carona, por sinal, é uma inovação do sistema brasileiro. "Nenhum outro modelo oferece essa possibilidade. Além disso, toda a nossa operação é feita pelo celular. No exterior não, há totens nas estações para desbloqueio do veículo", afirma o diretor de inovação e competitividade empresarial do Porto Digital, Guilherme Calheiros.
Para solicitar o veículo, basta entrar no aplicativo do Porto Leve e escolher a opção do car sharing. O aplicativo mostra as estações do projeto e o usuário precisa indicar a estação de origem para que o sistema verifique se há carros disponíveis naquele local. Também será preciso informar o destino, para garantir que haja vaga quando for devolver o carro. Cada estação conta com duas vagas exclusivas para os veículos sustentáveis.

Usuário indica estação de origem para checar
disponibilidade dos veículos
 (Divulgação / Porto Digital)
Depois de completar a solicitação, o usuário tem a possibilidade de oferecer uma carona e ver os interessados próximos. Caso essa opção seja escolhida, um relógio indica os 15 minutos de espera pelo companheiro. Esgotado o tempo, o chaveiro do veículo aparece para que o usuário desbloqueie a porta.
Passado todo esse processo, basta ligar o veículo. "É como um carro automático. Não há marcha, apenas freio e acelerador. Mas a principal diferença é mesmo o silêncio. Por se tratar de um carro elétrico, parece que está desligado", conta Van Drumen. Importados da China, os carros sustentáveis são inteiramente elétricos, equipados com ar-condicionado e demoram seis horas para serem carregados. Cada exemplar acomoda dois passageiros e alcança até 60 km/h. Quando totalmente carregado, pode rodar por até 120 quilômetros. O projeto teve custo total de R$ 500 mil, financiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia e pela Serttel, que arcou com o investimento em pesquisa e desenvolvimento.
Para utilizar o sistema, basta ser maior de 18 anos, ter carteira de habilitação, cartão de crédito e baixar o aplicativo do Porto Leve. Após fazer a inscrição no celular, é preciso apresentar os documentos de identidade e habilitação no escritório do Porto Digital, no Bairro do Recife. A organização lembra que os veículos são monitorados e têm placas, por isso, podem ser multados e os responsáveis pelas infrações serão notificados.

domingo, 25 de agosto de 2013

CIDADE PARA PESSOAS

Espaços Públicos

Espaços públicos reservados e compartilhados democraticamente para a circulação de pessoas nas cidades,devem ser criados e priorizados em função do bem estar de todos,garantindo prioritariamente o direito  as pessoas utilizarem e circularem nesses espaços com segurança,conforto e liberdade,criando-se dessa maneira uma relação harmonica,a partir do uso de um "conceito urbano humanístico",entre as pessoas e as cidades,proporcionando uma melhor convivência,elevando a qualidade de vida da população e tornando as cidades mais sustentáveis.
Pregopontocom




















































































































































































































Acervo Pregopontocom