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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

BR do Mar pode acabar com estaleiros brasileiros

Ponto de Vista  🚢

Estratégia não é um destino nem uma solução. Não é um problema a ser resolvido. É uma jornada, e precisa de liderança permanente.(Cynthia Montegomery – O Estrategista) - Segundo especialistas, “apesar da letargia, o País tem todo o expertise para a construção de embarcações de nível mundial e essa seria a oportunidade de demonstrar essa capacidade”. 

Portogente
foto - ilustração/arquivo
A indústria naval terá uma boa oportunidade de manifestar suas preocupações, no Logistique 2019, principal evento de logística e transporte multimodal no Sul do Brasil, que acontece de 27 a 29 de agosto, em Joinville (SC). Para o ex-presidente do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Harro Burmann, a medida provisória BR do Mar pode ser uma “pá de cal na indústria naval brasileira”.
O Brasil já foi um dos maiores exportadores de navios com alta tecnologia embarcada à época entre os anos de 1980 e 1990. Aí veio um declínio creditado aos programas da Marinha Mercante. Segundo especialistas, “apesar da letargia, o País tem todo o expertise para a construção de embarcações de nível mundial e essa seria a oportunidade de demonstrar essa capacidade”. Mas, infelizmente, vive um momento de carência de nacionalismo. Ao ponto de um ministro de Estado ameaçar que, se não acolhida a sua proposta, ele muda para o EUA.
Por suas fortes raízes marinheiras, extensa costa e tantos rios navegáveis, o Brasil não pode abrir mão de ter uma indústria naval forte que assegure sua soberania. Portanto, o projeto BR do Mar segue na contramão dos interesses nacionais e pode matar a construção naval brasileira. Porque propõe, como "solução" para a cabotagem, aumentar em até 50% da frota com afretamento de embarcações estrangeiras e isenção de impostos para navios construídos no exterior.

foto - ilustração/arquivo
Também parece equivocado o diagnóstico do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, de que “medidas previstas no BR do Mar livram a cabotagem das amarras que visavam a proteção da indústria naval, mas tiravam seu potencial”. Seria o mesmo que afirmar: as universidades brasileiras formam engenheiros navais de baixa qualidade. O que não corresponde à verdade. Portogente abre espaço para esse debate, por aqui e agora.
A crise do setor naval nacional não pode ser resolvida com achismo. Tampouco os raciocínios interesseiros enterrarem os nossos estaleiros. É uma atividade estratégica para a economia, cuja produtividade afeta a qualidade da nossa Marinha de Guerra.
A cabotagem deve soltar todas suas amarras. Da mesma forma, é imperativo preservar e retomar a construção de embarcações nacionais que cheguem ao mundo. Ou seja, ter estratégia.
Fonte - Portogente  19/08/2019

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Aprovado R$ 848 milhões para a indústria naval

Economia

Em reunião no dia 15 de dezembro último, o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), aprovou o valor de R$ 848,1 milhões para o financiamento de projetos da indústria naval,em reunião no Ministério dos Transportes.

Portogente
foto - ilustração
O valor de R$ 848,1 milhões foi aprovado na última reunião do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) para o financiamento de projetos da indústria naval, em reunião no dia 15 de dezembro último, no Ministério dos Transportes. Do valor total aprovado para os projetos, R$ 481,1 milhões serão destinados à construção de 166 embarcações de navegação interior. Para a construção de três navios petroleiros Suezmax foram aprovados R$ 326,3 milhões (suplementação). Outros R$ 40,7 milhões restantes foram destinados a uma embarcação porta-contêiner (manutenção e reparo) e para alteração de projeto de duas embarcações de apoio offshore.
O Fundo da Marinha Mercante financia até 90% do valor dos projetos ou até 100% para projetos de transporte fluvial de passageiros de elevado interesse social. A definição do percentual de financiamento depende do conteúdo nacional de cada projeto e do tipo da embarcação, e estão definidos na Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 3828/2009.
O FMM é administrado pelo CDFMM por meio do Departamento da Marinha Mercante, vinculado à Secretaria de Fomento para Ações de Transportes (SFAT) do Ministério dos Transportes. De 2011 até hoje, o FMM desembolsou R$ 20,68 bilhões no fomento ao transporte aquaviário e à indústria naval brasileira.
Está mais do que na hora, ou até já passou da hora, de fortalecermos a indústria naval, o aumento do transporte por hidrovias, cabotagem e apoio marítimo à exploração de petróleo e gás brasileira.
Fonte - Portogente  21/12/2015

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Aprovados investimentos de R$ 3,9 bilhões em projetos da indústria naval

Economia

Serão construídas novas embarcações e um novo estaleiro de reparos.O CDFMM (Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante) também aprovou reparos para cinco embarcações e construção de um novo estaleiro de reparos.

Natália Pianegonda
CNT de Notícias*
foto - Arquivo CNT
O FMM (Fundo de Marinha Mercante) aprovou o financiamento de projetos da indústria naval num valor aproximado de R$ 3,9 bilhões. Desse montante, R$ 3 bilhões são para a construção de oito novas embarcações para cabotagem, 89 para navegação interior e três para o transporte de passageiros.
O CDFMM (Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante) também aprovou reparos para cinco embarcações e construção de um novo estaleiro de reparos.
Além disso, foram confirmadas prioridades de apoio financeiro no valor de R$ 845 milhões para projetos reapresentados em função de suplementação ou novo prazo para contratação em até 120 dias, envolvendo nove embarcações, um dique flutuante e um estaleiro.
A reunião em que os financiamentos foram debatidos ocorreu no dia 25 de setembro, no Ministério dos Transportes. Nos próximos dias, será publicada resolução no Diário Oficial da União com os projetos aprovados. Depois, as empresas poderão iniciar o processo de contratação dos financiamentos junto aos agentes financeiros do FMM.
O Fundo financia até 90% do valor dos projetos ou até 100% para propostas que beneficiem o transporte fluvial de passageiros de elevado interesse social. A definição do percentual de financiamento depende do conteúdo de cada projeto e do tipo da embarcação.
De 2011 a 2014, o FMM desembolsou R$ 17 bilhões no fomento ao transporte aquaviário e à indústria naval. A próxima reunião do Conselho será no dia 17 de dezembro.
*Com informações do Ministério dos Transportes
Fonte - Agência CNT de Notícias  28/09/2015

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Estaleiro Atlântico Sul deve entregar mais dois navios em 2015

Economia

Navio Marcílio Dias foi batizado em cerimônia com a presença da presidente Dilma,o presidente do EAS, Harro Ricardo Schlorke Burmann, disse durante a cerimônia que o cronograma da empresa prevê a entrega de outros dois navios ainda em 2015.

Diário de Pernambuco
Com informações de André Clemente

O primeiro petroleiro produzido pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o João Cândido, sofreu um atraso de quase dois anos na entrega. Mas desde aquele 25 de maio de 2012, o ritmo de produção ganhou mais velocidade. Foram entregues outros quatro navios: Zumbi dos Palmares, Dragão do Mar, Henrique Dias e André Rebouças. O último - que leva o nome do militar baiano que se engajou na campanha abolicionista e ajudou a criar, na década de 1880, a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, ao lado de Joaquim Nabuco e José do Patrocínio - foi entregue à Transpetro nesta quinta-feira (14). Durante a cerimônia, que contou com a presença de Dilma Rousseff, o presidente do EAS, Harro Ricardo Schlorke Burmann, disse que o cronograma da empresa prevê a entrega de outros dois navios ainda em 2015.
"Temos metas ambiciosas para este ano. Em agosto, planejamos entregar o Marcílio Dias, batizado hoje, e mais outro em dezembro, que é o sétimo navio e que já está em construção no dique seco, ressaltou. Burmann também acrescentou que processo de construção tem buscado nível de aprendizagem contínua. "O André Rebouças foi construído com cerca de 4 milhões de horas/homem, metade do tempo dos primeiros navios. A previsão é que os navios de número nove e dez, com metade do tempo de trabalho do que se produz hoje."
Em dezembro, durante a entrega do Henrique Dias, o EAS divulgou nota afirmando que o André Rebouças é o projeto mais completo até o momento do estaleiro, já que foi empregada integralmente a tecnologia de construção e montagem por megablocos. “O uso desse processo permite ganhos como redução do tempo de construção e incremento da qualidade no acabamento da embarcação. Graças a essa inovação tecnológica de 'acabamento avançado'”. O André Rebouças tem as mesmas dimensões dos outros quatro navios que já tinham sido entregues pelo estaleiro pernambucano: 274,2 metros de comprimento, 48 metros de largura e porte bruto de 157,7 mil toneladas.
O presidente da Transpetro, Cláudio Campos, destacou o nível de qualidade dos navios produzidos do EAS. "Para nós, que somos os contratantes, percebemos que o programa de renovação da frota está no caminho certo", comentou. Um quadro diferente do observado em 2012. Logo após receber o João Cândido, a Transpetro anunciou que o Atlântico Sul seria multado em R$ 3,6 milhões pelo atraso em 20 meses na entrega do petroleiro. As más notícias não pararam por aí. Na ocasião, o então presidente da Transpetro, Sergio Machado, afirmou que os contratos de compra e venda dos navios assinados junto ao EAS estavam suspensos.
O acordo foi sustado porque o estaleiro não estava conseguindo cumprir o cronograma de entregas e estava inadimplente com o contrato porque estava sem parceiro tecnológico. Em março de 2012, a coreana Samsung anunciou a saída do negócio, onde detinha 6% de participação e era parceira técnica. Os problemas foram sendo resolvidos aos poucos, depois que o EAS anunciou o novo parceiro tecnológico: a japonesa IHI Marine.
Mas a vida do EAS está longe de ser um mar de rosas. Recentemente, o estaleiro demitiu mais de mil trabalhadores, depois de suspender contratos com a Sete Brasil, empresa criada pelo governo federal para comprar navios-sonda de estaleiros do Brasil para alugar à Petrobras, mas que não estava repassando pagamentos por estar sendo investigada por corrupção na Operação Lava-Jato. Foram seis sondas suspensas. Nenhuma havia sido entregue, em um contrato de US$ 6 billhões. Há uma mobilização para viabilizar os empréstimos para que os contratos sejam revisados, mas serão menores.
Fonte - Diário de Pernambuco  14/05/2015

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Indústria naval brasileira deve alcançar excelência internacional em até dez anos

Economia

“Os benefícios da consolidação de uma indústria naval forte, moderna e produtiva são permanentes. A indústria está avançando e realizando parcerias com sócios internacionais importantes. Dentro de sete a dez anos, o país poderá ter o mesmo grau de excelência dos melhores estaleiros da Coreia do Sul e do Japão....

Fatos e Dados
Fatos e Dados
O Brasil contará com uma indústria naval avançada em até dez anos, afirmou o coordenador executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) e assessor da nossa presidência para Conteúdo Local, Paulo Sergio Rodrigues Alonso, durante palestra sobre a indústria naval, em São Paulo.
“Os benefícios da consolidação de uma indústria naval forte, moderna e produtiva são permanentes. A indústria está avançando e realizando parcerias com sócios internacionais importantes. Dentro de sete a dez anos, o país poderá ter o mesmo grau de excelência dos melhores estaleiros da Coreia do Sul e do Japão desde que sejam superados desafios como a melhoria do planejamento e gestão e da produtividade, a integração das cadeias de suprimento, o investimento em pessoal, a modernização da construção e montagem e o resgate da engenharia industrial" afirmou o executivo.
Alonso ressaltou que, desde 2003, a indústria naval brasileira já criou mais de 78 mil empregos e construiu 10 estaleiros e 17 canteiros para construção de módulos de médio e grande portes. Até 2020, serão mais 38 plataformas, 28 sondas, 146 barcos de apoio e 88 navios de grande porte destinados à indústria de petróleo e gás.
O executivo destacou que o Prominp foi um marco para a recuperação da indústria naval do país. Concebido pelo Ministério de Minas e Energia e sob a nossa coordenação executiva, o programa foi lançado em dezembro de 2003 no estaleiro BrasFels, durante a assinatura do contrato para a construção da P-52. Desde então, as exigências de conteúdo local passaram a permear os diversos elos da cadeia de fornecedores de materiais, equipamentos e serviços demandados pela construção naval e offshore, informou o coordenador. “A meta é que essa política seja capaz de tornar a indústria brasileira competitiva nos mercados interno e externo com preço, prazo e qualidade equivalentes aos dos melhores players mundiais do setor”, disse.
Paulo Alonso lembrou ainda que Coreia do Sul e Japão levaram pelo menos 30 anos para atingir o nível de desenvolvimento em que se encontram hoje, e o Brasil tem, portanto, a oportunidade de chegar a esse patamar em pouco mais da metade desse tempo. Para alcançar o objetivo, o programa também atua fortemente na capacitação de profissionais para o setor.
Com a Marinha Mercante, por exemplo, Alonso cita que, em 2009, dois termos de cooperação viabilizaram a modernização das instalações dos centros de treinamento da Marinha do Brasil e a ampliação significativa da formação de oficiais para a Marinha Mercante.
Desde 2006, cursos de qualificação viabilizados pelo Prominp capacitaram 97 mil profissionais em 185 categorias voltadas para a indústria de petróleo e gás.
Fonte - www.petrobras.com.br  15/08/2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Indústria naval brasileira está consolidada, diz coordenador do Ipea

Economia

O estudo do Ipea foi apresentado hoje (14) na Marintec South America – 11ª Navalshore, no Rio de Janeiro. Esse é considerado o principal encontro estratégico para a indústria naval e offshore da América Latina. Ele engloba representantes de mais de 17 países, 380 marcas expositoras e 12 pavilhões internacionais.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
 Estaleiro Enseada do Paraguaçu - grandesconstruções
O crescimento da indústria naval brasileira em torno de 19,5% ao ano desde 2000, somado a investimentos que alcançam quase R$ 150 bilhões, consolidaram o setor no país. A opinião é do coordenador de Infraestrutura Econômica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Campos Neto. “Esses investimentos significam que a indústria naval está consolidada no país”.
Com base em contratos já firmados ou previstos para o desenvolvimento do pré-sal e também sobre as descobertas e perspectivas para águas profundas no Nordeste, Campos Neto disse à Agência Brasil que há demanda para investimentos no setor pelos próximos 25 anos. "Existe demanda para a indústria naval para os próximos 25 anos”, disse. Segundo Campos Neto e seu parceiro em um estudo sobre o ressurgimento da indústria naval no Brasil, o técnico de Planejamento e Pesquisa, Fabiano Pompermayer, a demanda identificada para esse período está em torno de R$ 220 bilhões.
O estudo do Ipea foi apresentado hoje (14) na Marintec South America – 11ª Navalshore, no Rio de Janeiro. Esse é considerado o principal encontro estratégico para a indústria naval e offshore da América Latina. Ele engloba representantes de mais de 17 países, 380 marcas expositoras e 12 pavilhões internacionais.
Carlos Campos Neto salientou a importância dos investimentos da Petrobras no processo de retomada do setor naval. “O que fez ressurgir a indústria naval e o que vai sustentá-la pelos próximos 25 anos é fortemente a indústria de petróleo e gás offshore (exploração em alto mar)”, comentou. O estudo mostra que o apogeu da indústria naval brasileira ocorreu na década de 1970, iniciando-se declínio nos anos 80, até quase a extinção do setor, na década seguinte. O economista avaliou que os erros cometidos no passado, entre os quais se destaca a gestão do Fundo de Marinha Mercante (FMM), não serão repetidos. “Eles não estão sendo cometidos”.
Campos Neto salientou que a indústria naval brasileira não será competitiva, porém, em todos os segmentos. Na área da construção de navios petroleiros, por exemplo, o Brasil não vai conseguir concorrer, em termos de preços e custos, com a China ou a Coreia. Por outro lado, o Brasil vai bem na produção de embarcações de apoio, plataformas offshore e navios sonda. “Nosso nicho de mercado, onde o Brasil tem se estruturado e desenvolvido melhor, é nesses três segmentos, que têm muita tecnologia embarcada. Isso para nós é muito bom”.
Fonte - Agência Brasil  14/08/2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Indústria naval gera riquezas e empregos para o país afirma Dilma Rousseff

Economia

Dilma lembrou que a indústria naval do país vive uma retomada a partir de decisão do governo de priorizar o produto nacional e passar a produzir no país os navios, plataformas e estaleiros de que a Petrobras necessita.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (21) que a indústria naval brasileira tem grande capacidade de gerar riquezas e fortalecer o produto nacional. O potencial para gerar empregos também foi citado pela presidenta no programa semanal de rádio Café com a Presidenta.
Dilma lembrou que a indústria naval do país vive uma retomada a partir de decisão do governo de priorizar o produto nacional e passar a produzir no país os navios, plataformas e estaleiros de que a Petrobras necessita.
A presidenta relatou que na última semana visitou um estaleiro em Ipojuca (PE) inaugurado há dez anos e agora produz grandes navios e plataformas para a produção de petróleo. “Pude comprovar mais uma vez a capacidade do Brasil de construir estaleiros, fabrica navios, produzir plataformas e ter uma indústria naval forte e competitiva, que agora gera empregos e garante renda a milhares de trabalhadores e suas famílias aqui no Brasil”, disse durante o programa.

Dilma apresentou dados sobre o aumento na geração de empregos provocado pela retomada da indústria naval. Segundo a presidenta, atualmente, esse setor emprega quase 80 mil trabalhadores distribuídos pelos estaleiros no Nordeste, no Sudeste e no Sul. E, em 2017, a previsão é que sejam 100 mil os trabalhadores contratados na indústria naval. Em 2003, o setor empregava 7.465 pessoas, disse.
Ao final do programa, a presidenta lembrou que neste feriado nacional de 21 de abril é celebrado o Dia de Tiradentes, considerado por ela um símbolo da luta por um Brasil melhor, altivo e independente. Ela citou a seguinte frase dita por Tiradentes "Se todos quisermos, poderemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la" e disse que o renascimento da indústria naval brasileira mostra que ele tinha razão.
Fonte - Agência Brasil 21/04/2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Novas indústrias iniciam produção na Bahia

Economia

Ulisses Dumas | Ag. Bapress | Divulgação
Canteiro de obras da fábrica da Basf em Camaçari: multinacional está investindo R$ 1,2 bi na Bahia

Paula Janay Alves
A Tarde

Apesar dos gargalos, o setor industrial da Bahia vai ganhar fôlego novo em 2014. Pelo menos 19 empreendimentos entrarão em operação este ano, dentre eles o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, em Maragojipe, o Parque Eólico Curva dos Ventos, em Igaporã e Caetité, e a fábrica do grupo O Boticário, em Camaçari.
Também em 2014 serão concluídas as obras da montadora JAC Motors, o polo acrílico da Basf e a nova fábrica de motores da Ford.
Os maiores impactos na economia só serão sentidos a partir de 2015, quando as produções da Basf e a JAC Motors começarem, mas os efeitos imediatos com os investimentos na indústria da construção, contratação e treinamento de pessoal e montagens de equipamentos já começaram no ano passado e continuam em 2014.
Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Reinaldo Sampaio, a expectativa para 2014 é positiva. "Estamos convencidos que o PIB do Estado continuará avançando além da média do crescimento brasileiro, especificamente o PIB industrial", afirmou.
A fábrica do Grupo O Boticário entra em operação em junho. A capacidade de produção é de 30 milhões de itens de perfumaria e cuidados pessoais por ano. Ao todo, o grupo está investindo R$ 535 milhões na Bahia - R$ 380 milhões na fábrica e R$ 155 milhões em um centro de distribuição em São Gonçalo dos Campos. 

Megaprojeto
Quem passou pela Via Parafuso em setembro passado e viu o transporte dos dois reatores de mais de 300 toneladas pôde ter uma ideia da dimensão do complexo acrílico da Basf, ainda em construção em Camaçari.
Segundo o vice-presidente do Projeto Complexo Acrílico Basf, Willi Nass, atualmente a fábrica já emprega mais de 3 mil trabalhadores em sua construção. "Nós já estamos causando um impacto positivo na economia baiana. Estamos contratando empresas, principalmente de construção civil. Todas 100% baianas", afirma Nass.
Em 2014, a fábrica estará em fase de término das construções e início da montagem mecânica e elétrica. Após a finalização, mais de 230 empregos diretos e 600 indiretos serão gerados. A produção comercial começa em 2015.
Com investimento de R$ 1,2 bilhão (R$ 300 milhões só em 2014), a Basf irá produzir 200 mil toneladas de ácido acrílico por ano. O faturamento previsto é de US$ 300 milhões por ano. "Vamos reduzir as importações que o Brasil faz hoje. Serão menos US$ 200 milhões de importação, que é muito importante na balança comercial", afirma Nass.
A influência na balança comercial se deve à fabricação de superabsorventes, atualmente importado pelas indústrias que utilizam o material para produzir itens como fraldas descartáveis. Além disso, espera-se um aumento de US$ 100 milhões no volume de exportações.
Ainda para a instalação do polo acrílico, foi necessário um investimento de R$ 50 milhões da Braskem, que vai fornecer 100 mil toneladas por ano do propeno, fabricado pela empresa e utilizado como matéria-prima pela Basf.

Automóveis
Com investimento de R$ 1 bilhão, a fábrica da JAC Motors começa a nascer também em 2014. Com a terraplanagem quase finalizada, a estimativa é que a fase de construção civil se inicie, o que vai gerar mais empregos no setor.
Com a planta em operação mais de 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos serão gerados. Apesar de só ser inaugurada completamente em 2015, o primeiro carro baiano será lançado em 2014. A produção pode chegar a 80 mil veículos de passeio e 15 mil caminhões.
Já em construção, a nova fábrica de motores da Ford demandou um investimento de R$ 400 milhões e tem previsão de ficar pronta em 2014. A capacidade de produção é de 210 mil motores por ano.
Com os novos projetos, o desafio do Estado agora é melhorar e modernizar a infraestrutura, principalmente portos, rodovias e ferrovias, segundo os empresários.
Fonte - A Tarde  02/01/2014