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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Cidade de São Paulo registra menor número de mortes no trânsito desde 1979

Transito

No ano passado, houve 992 vítimas fatais em 953 ocorrências. O total de mortes caiu 20,3% em relação a 2014 e 34,1% em um período de dez anos, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CET.A queda do número de mortes foi um resultado muito significativo,segundo a CET,levando-se em conta que o número de acidentes fatais vinha reduzindo entre 2008 e 2013, mas teve um aumento de 7,3% em 2014.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

arquivo/Ag.Brasil
Em 2015, a cidade de São Paulo teve o menor número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito desde 1979, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a registrar os números no Instituto Médico-Legal (IML). No ano passado, houve 992 vítimas fatais em 953 ocorrências. O total de mortes caiu 20,3% em relação a 2014 e 34,1% em um período de dez anos, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CET.
Os pedestres representaram 42% do total de mortos, com 419 óbitos, seguidos pelos motociclistas (com 370 mortes, ou 37,3% do total) e por motoristas e passageiros (172 vítimas, ou 17,3%). “Apesar de a frota de automóveis ser seis vezes maior que a de motos, o número de motociclistas mortos foi o dobro dos motoristas e passageiros”, informou a CET, em nota.
A queda do número de mortes foi um resultado muito significativo,segundo a CET,levando-se em conta que o número de acidentes fatais vinha reduzindo entre 2008 e 2013, mas teve um aumento de 7,3% em 2014.
Nos últimos dez anos, as mortes por tipo de usuário tiveram queda em quase todos os grupos: o recuo foi 44% entre os pedestres; 46,1% entre motoristas e passageiros e 66,7% entre ciclistas. A exceção são os motociclistas, cujo número de óbitos subiu 7,2%.

Total de acidentes
No total, foram registrados 20.260 acidentes de trânsito com vítimas na cidade em 2015, com 24.260 vítimas. Um quarto das ocorrências foram atropelamentos, chegando a 4.904 casos. Os 15.356 restantes foram classificados como acidentes com vítimas nos veículos. Do total das 953 ocorrências fatais, 407 foram atropelamentos, o que significa 42,7%.
O número de acidentes com vítimas teve redução de 14% em 2015, em comparação ao ano anterior. O percentual de redução foi aproximadamente o mesmo tanto para os atropelamentos – de 5.771 para 4.904 casos – quanto para as ocorrências com vítimas nos veículos – de 17.776 para 15.356.
Os mais de 20 mil acidentes registrados no ano passado tiveram a participação de 33.728 veículos, sendo 16.149 automóveis (47,9% do total), 12.412 motocicletas (36,8%), 2.587 ônibus (7,7%), 643 caminhões (1,9%) e 601 bicicletas (1,8%). Na comparação anual dos acidentes, houve queda nas ocorrências com todos os tipos de veículos em relação a 2014.
“A evolução do índice de mortes por 100 mil habitantes mostra que as previsões feitas pela CET de redução gradativa nas ocorrências fatais de 50% em dez anos – meta preconizada pela ONU [Organização das Nações Unidas] – vêm sendo cumpridas com sucesso. As projeções feitas apontavam que o número de mortes para cada 100 mil habitantes, em 2015, seria de 8,4. O valor medido no ano passado, no entanto, foi 8,26”, disse a CET, em nota.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2016

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ceará reduz em 25% acidentes com morte

Trânsito

A redução ainda é pequena, aponta o governador Camilo Santana, ao anunciar um investimento total de R$ 1,1 bilhão em ações que envolvem inúmeras medidas em ações,para tentar diminuir ainda mais os índices, para os próximos anos. 

Lêda Gonçalves 
Diário do Nordeste

O Ceará conseguiu reduzir em 25% o número de acidentes de trânsito envolvendo mortes entre janeiro e outubro de 2015 na comparação com igual período de 2014. Foram 423 acidentes no ano passado e 337 neste ano. No entanto, a redução ainda é pequena, aponta o governador Camilo Santana, ao anunciar um investimento total de R$ 1,1 bilhão em ações que envolvem inúmeras medidas para os próximos anos, com o conceito básico “Seja você a mudança no trânsito.Respeite a Vida”.
Entre as medidas, que integram o Pacto pelo Ceará Pacífico, está a ampliação da Carteira Nacional de Habilitação População (CNH) gratuita para a categoria “B” (carro). Além disso, doação de capacetes para os aprovados na CNH “A” (motos). As duas iniciativas terão recursos de R$ 6,5 milhões por ano.
Camilo informou sobre a implantação de 27 passarelas nas rodovias (serão R$ 29 milhões aplicados ao longo de três anos); a instalação de mais dez novos postos da Polícia Rodoviária Estadual (PRE); incremento na sinalização vertical, horizontal e dispositivos de segurança, com uso de R$ 50 milhões/ano.

Publicações
“Avançamos sim, mas ainda estamos longe de alcançarmos o ideal”, avaliou ele, ao anunciar que a campanha terá vídeos na TV e publicações nos jornais estreladas por personalidades conhecidas dos cearenses: Xande (Aviões do Forró); os jogadores Ricardinho (Ceará) e Corrêa (Fortaleza), os humoristas Rossicléia e Tirullipa e a dupla sertaneja Luís Marcelo e Gabriel. Outro item é a parceria firmada com a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), junto com as 57 cidades que possuem Departamento Municipal de Trânsito (Demutran). O convênio prevê a instituição de um programa de incentivo de municipalização do restante dos municípios e seminários educativos nas 14 regiões do Estado.
Segundo Camilo, o objetivo é reduzir o número de acidentes a partir da educação no trânsito, abordando os riscos do consumo de álcool associado à direção e à cidadania. “No ano passado, em consonância com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a PRE, de 170 mil sinistros ocorridos no Brasil, 43 mil pessoas morreram. O que comprova a preocupação e a necessidade de melhorias”. O secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Saúde, Marcos Gadelha, disse que os 170 mil acidentes somaram R$ 12,3 bilhões, segundo o Ipea e o IBGE. Isso representa, em média, por cada um, R$ 72,7 mil à sociedade.
“E se deixa mortes, o valor sobe para R$ 646,7 mil. Sem falar do sofrimento das famílias. Por isso, é um problema de saúde pública grave”. Em relação à Lei Seca, desde junho de 2008 até outubro passado, somente o Detran e BPRE notificaram 40 mil motoristas com indícios de que estavam alcoolizados.
Fonte - Diário do Nordeste  02/12/2015