UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Maceió supera meta da ONU para redução de mortes no trânsito

Transito  🚗

A proposta foi reduzir pela metade o número de mortes em acidentes de trânsito. A capital alagoana já obteve uma redução de 74,5%, resultado superior à meta estabelecida, e antes do prazo estabelecido, que seria 2020.

Da Redação
divulgação - Ascom/ SMTT
A cidade de Maceió foi a primeira capital do Brasil a bater a meta pactuada em 2010, no Plano Global com a “Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020)”, pela Organização das Nações Unidas (ONU). A proposta foi reduzir pela metade o número de mortes em acidentes de trânsito. A capital alagoana já obteve uma redução de 74,5%, resultado superior à meta estabelecida, e antes do prazo estabelecido, que seria 2020.
A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) informa que a meta foi alcançada com ações preventivas, de combate aos principais fatores causadores desses acontecimentos. “Orientar os motoristas quanto à conduta correta na hora de dirigir ajuda a prevenir acidentes. Por isso, a equipe de Educação de Trânsito vem realizando o trabalho de prevenção com ações educativas durante todo o ano”, afirma o gestor do órgão, Antonio Moura.
Durante a campanha “Maio Amarelo” de 2017, a SMTT de Maceió se destacou pelas iniciativas realizadas durante o mês proposto para conscientização no trânsito. Em junho do ano passado, o Observatório Nacional de Segurança Viária concedeu medalha de destaque na campanha nacional ao órgão gestor do trânsito em Maceió. A diretora de Educação no Trânsito da SMTT, Juliana Normande, recebeu a honraria em solenidade realizada no auditório da Fundação Telefônica, em São Paulo.
“Nós fizemos um investimento muito grande em palestras educativas em empresas, obras, faculdades, blitz educativa também, e são essas ações olho no olho que fazem a diferença. Procuramos sempre trabalhar com as estatísticas para atender ao público que, naquele momento, está mais carente desse serviço de educação” afirma a diretora, que está à frente da equipe de Educação de Trânsito desde 2013.
As blitze da SMTT também têm como objetivo prevenir acidentes. A fiscalização também é um ato de prevenção, já que os motoristas que estiverem cometendo irregularidades no trânsito e apresentando má conduta serão advertidos, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Além da prevenção, a SMTT também atua na fiscalização, responsabilizando os autores de infrações no trânsito. “As equipes de fiscalização de trânsito vêm notificando os condutores que andam com a habilitação vencida e veículos em mau estado de conservação, além de fiscalizar as cinquentinhas, que geralmente são conduzidas por pessoas sem habilitação e sem o equipamento de segurança”, explica o assessor técnico de trânsito da SMTT, Wanderson Freitas.

Fiscalização eletrônica
foto - Ascom/SMTT

Um dos fatores que contribuíram para a redução do número de mortes em acidentes de trânsito foi a instalação de fiscalização eletrônica em 2016 na capital alagoana. Os equipamentos, desligados desde dezembro de 2017 por determinação judicial, fiscalizavam, entre outras infrações, o excesso de velocidade em algumas das principais vias de Maceió.
Essa política de controle da velocidade de circulação de veículos é utilizada com sucesso em cidades desenvolvidas do Brasil, com o intuito de reduzir o número e a gravidade dos acidentes no trânsito. O excesso de velocidade aumenta a probabilidade de acidente, a gravidade dos ferimentos e o risco de vítimas fatais, seja em atropelamentos ou em colisões.
Com a instalação dos radares, o número de infrações diminuiu e o controle de velocidade foi feito em lugares considerados focos de acidentes, como as Avenidas Fernandes Lima e a Menino Marcelo.
“Ultrapassar a meta e ser a primeira capital do país a fazê-lo nos deixa, além de felizes, animados para prosseguir o nosso trabalho, tanto de educação de trânsito como nas fiscalizações também, para que nós possamos continuar a ter números tão expressivos quanto este das reduções”, comemora Antônio Moura.
Com informações da SMTT/Prefeitura de Maceió  29/01/2018

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Reduzir mortes no trânsito

Trânsito  🚗

Uma das metas estabelecidas pelos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) é a de redução das mortes à metade até 2020.Estudos revelam que o custo social de acidentes de trânsito chega R$ 30 bilhões por ano.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Em 2015 morreram, no Brasil, cerca de 38 mil pessoas em acidentes de trânsito, conforme dados oficiais. Uma das metas estabelecidas pelos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) é a de redução das mortes à metade até 2020.
Estudos revelam que o custo social de acidentes de trânsito chega R$ 30 bilhões por ano. Em reunião na Câmara Federal para discutir sugestões sobre segurança e legislação relacionadas ao trânsito, o coordenador-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Francisco Garronce, disse que muitos acidentados não são registrados como vítimas do trânsito: “Ninguém vai querer embarcar num avião sabendo que todo dia está caindo um avião e matando cem pessoas. Mas todos os dias o trânsito brasileiro mata mais do que cem. Nós criamos um filtro como se isso fosse normal".
Garronce lamentou que o Brasil ainda não tenha aderido ao WP29 (Working Party 29), um grupo de trabalho da ONU que hoje conta com 62 países e discute a evolução das regulamentações dos itens de segurança dos veículos.
Fonte - Portogente  10/11/2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Excesso de velocidade foi responsável por 79% das multas nas estradas baianas em 2016

Trânsito  🚗

Na comparação com os dois últimos anos, houve uma redução de aproximadamente 25% no número de acidentes registrados. O levantamento identificou uma redução de 1.682 ocorrências. Pelo terceiro ano consecutivo, a imprudência lidera o ranking das estatísticas. Em 2016 foi o que causou 81,4% dos acidentes nas rodovias estaduais.

Da Redação
foto -  Ulgo Oliveira/Seinfra
O excesso de velocidade foi responsável por 79% das multas emitidas nas estradas baianas em 2016, de acordo com levantamento realizado pela Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra). No ano anterior, a maior causa da aplicação de multas foi a falta de documentação dos condutores.
Na comparação com os dois últimos anos, houve uma redução de aproximadamente 25% no número de acidentes registrados. O levantamento identificou uma redução de 1.682 ocorrências. Pelo terceiro ano consecutivo, a imprudência lidera o ranking das estatísticas. Em 2016 foi o que causou 81,4% dos acidentes nas rodovias estaduais.
“Entre as infrações mais cometidas estão: excesso de velocidade, desobediência à sinalização, ultrapassagens em locais proibidos e ingestão de álcool. Problemas nas estradas respondem a 3,9% das ocorrências”, explica o diretor de Operação e Tráfego da Superintendência de Infraestrutura de Transporte (SIT), Anselmo Calixto.
Segundo o capitão Jorge Lopes, do Batalhão de Policia Rodoviária da Polícia Militar da Bahia, o condutor ainda não pratica a direção preventiva. “O motorista aproveita a estrada para testar a velocidade do veículo. Mesmo com as campanhas educativas, eles ainda não se sensibilizaram para as práticas que causam acidentes de trânsito”, afirma o especialista.
As vias com maior índice de acidentes são as da região Sul, Extremo Sul e Litoral Norte, locais que dão acesso às praias. De janeiro de 2014 até dezembro de 2016, o ranking foi liderado pela BA-099 (Estrada do Coco) com 12,7% dos casos, seguida pela BA-001, que corta o litoral sul da Bahia, com 8,8%, e em terceiro lugar a BA-522, região do Recôncavo Baiano, com 4,8% dos registros.

Fiscalização
Em setembro de 2016 foi assinado um Termo de Cooperação Técnica, onde a Seinfra e entidades governamentais se comprometeram a reduzir em pelo menos 30% do índice de mortes nas estradas baianas até 2020. A Seinfra tem investido na melhoria da pavimentação e sinalização das rodovias, além de ampliar a fiscalização e ações educativas no estado.
A Seinfra é responsável por 18.754 quilômetros de estradas estaduais e tem o papel de construir, realizar manutenções e fiscalizar 308 rodovias baianas. As BR’s que cortam a Bahia são de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). As BR’s 116 e 324 estão sob concessão da Via Bahia, incluído também a BA-526 (Base naval de Aratu – Simões Filho).
Com informações da Secom Ba. 02/01/2017

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2017 chegando: em velocidade?

Mobilidade/Ponto de Vista  🚗

Analisada de per si, como variável isolada, evidências indicam que há uma correlação, direta, entre velocidade de veículos, número de acidentes e acidentados, e gravidade de danos (humanos e materiais): esses tendem a ser menores quanto menor a velocidade (ao menos na faixa de velocidades usuais)!

Por Frederico Bussinger *- Portogente
foto - ilustração/arquivo
"Viver é perigoso. Muito perigoso!" [Guimarães Rosa], ''Viver é perigoso? Então, com sua licença!
Não tenho medo.Nasci assim, encantada pela vida..." [Clarice Lispector]

Analisada de per si, como variável isolada, evidências indicam que há uma correlação, direta, entre velocidade de veículos, número de acidentes e acidentados, e gravidade de danos (humanos e materiais): esses tendem a ser menores quanto menor a velocidade (ao menos na faixa de velocidades usuais)!
Em meio a tantos “conteúdos” opinativos, dois artigos do meticuloso Mario Garcia (01, 02) fornece, didaticamente, uma profusão de dados, correlaciona variáveis, ensaia análises e propõe conclusões que ele, modesta e responsavelmente, caracteriza como ”até certo ponto superficiais”. E sugere um roteiro para que o conhecimento do tema seja aprofundado.
Mas, infelizmente, é pouco provável que esse (rico e sério) material tenha muita utilidade nas discussões que deverão ser re-acesas se e quando entrarem em vigor as novas (velhas) velocidades nas avenidas Marginais paulistanas (plano ”Marginal Segura”); anunciadas pelo futuro Prefeito João Dória. O condicional fica por conta do imponderável; resultante de manifestações/iniciativas/ações do MP, de “especialistas” e de entidades/movimentos que se já se manifestaram contrários ao plano.


A medida é paulistana; mas a repercussão deve ser nacional... como também ocorreu quando começou a recente onda reducionista.
A verdade é que, já de algum tempo, velocidades máximas de circulação em ruas, avenidas e estradas deixaram de ser algo apenas técnico, de trânsito e/ou da exclusiva competência/responsabilidade das autoridades públicas. Elas agora integram o rol das suspeitas de desvios de governantes (“indústria de multas”) e/ou, em muitos casos, uma senha para distinguir o ser social do ser individualista; o moderno do ultrapassado; a esquerda da direita; o bem do mal. Talvez, até, um traço do (sonhado) “homem novo”.
Daí, porque, a expectativa é que todos tenhamos posição a respeito. Daí porque, também, defesas tão enfáticas. Apaixonadas, mesmo.
“Uma vida não tem preço!” é o leitmotiv da redução de velocidades.
Alguma dúvida em relação ao princípio? Alguma divergência? Aliás, é justamente isso que nos ensina Jesus ao propor, em parábola, o cuidado especial com a ovelha que se perdeu (ante as outras 99: Lucas 15: 3-7).
Difícil entender-se, assim, o porquê outras condições/variáveis, que também contribuem para as estatísticas de acidentes e acidentados no trânsito (na circulação, de uma forma mais ampla!), não mereçam discussões tão enfáticas, defesas tão apaixonadas, tanto empenho e espaços na mídia como o que faz jus o tema da redução das velocidades máximas!
Por que, p.ex., a circulação de ambulantes entre veículos e travessia de pedestres nas expressas das Marginais ficam em segundo (3º; 4º...) plano? Por que ainda tantos acidentes envolvendo condutores alcoolizados e drogados? Travessias fora da faixa; com semáforos fechados (veículos e pedestres); ultrapassagens em locais proibidos; ziguezagues; calçadas que impõem circulação de pedestres nas vias; etc; etc; não seriam dignos de maior atenção?
E, principalmente, a possibilidade de circulação de motos (e bicicletas) nos “corredores” entre carros, ônibus e caminhões; nas ruas, avenidas e estradas. Muitas vezes ziguezagueando e em velocidades bem superiores às permitidas (talvez pela dificuldade de serem detectadas).
O Código de Trânsito Brasileiro – CTB, aprovado pelo Congresso Nacional em 1997, até proibiu tal prática; alinhando-se às normas de trânsito da maioria dos países (recente e polêmica experiência na Califórnia - 01, 02 - é uma exceção). O art. 56 dispõe (dispunha?): "É proibida ao condutor de motocicletas, motonetas e ciclomotores a passagem entre veículos de filas adjacentes ou entre a calçada e veículos de fila adjacente a ela".
Tal dispositivo (entre vários outros), todavia, foi vetado sob a seguinte justificativa: "Ao proibir o condutor de motocicletas e motonetas a passagem entre veículos de filas adjacentes, o dispositivo restringe sobre maneira [sic!] a utilização desse tipo de veículo que, em todo o mundo, é largamente utilizado como forma de garantir maior agilidade de deslocamento. Ademais, a segurança dos motoristas está, em maior escala, relacionada aos quesitos de velocidade, de prudência e de utilização dos equipamentos de segurança obrigatórios, os quais encontram no Código limitações e padrões rígidos para todos os tipos de veículos motorizados. Importante também ressaltar que, pelo disposto no art. 57 do Código, a restrição fica mantida para os ciclomotores, uma vez que, em função de suas limitações de velocidade e de estrutura, poderiam estar expostos a maior risco de acidente nessas situações.” (Mensagem nº 1.056/97).
O que dizer dessa justificativa à luz do “uma vida não tem preço!”? A derrubada do veto não caberia ser priorizado no Programa Brasileiro da “Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020” da ONU (02)? Por que, neste caso, “especialistas”, entidades/movimentos e imprensa não invocam paradigmas estrangeiros? Em tempo: a pertinência do veto nunca foi pacificada (01, 02).
Certamente pode-se antever uma tenaz oposição dos proprietários/condutores das, hoje, 24,7 milhões (SET/2016) de motos (eram 9,4 milhões em 2006: crescimento de 163% em uma década!). Particularmente dos motofretistas; atualmente imprescindíveis para o funcionamento da economia e da vida das metrópoles. Seria por tal conveniência que, apesar da importância, esse tema fica em plano secundário (mesmo entre “especialistas” e dirigentes de entidades/movimentos)?
De qualquer forma, fica aqui como mais uma sugestão para os sinceros; para aqueles que não desejam apenas acompanhar a moda, fazer um discurso “politicamente correto”, e/ou “estar-bem-na-foto”. Também para a Comissão da ANTP que estuda/sistematiza propostas para alterações do CTB.

Entretanto, como é certo que o debate inevitavelmente prosseguirá, quatro outras observações/sugestões:
1) “Aumentar a velocidade traz riscos?” (ou alguma variação deste enunciado) é uma pergunta frequente da imprensa.
o O pressuposto (equivocado!) é que há um ambiente, um mundo, um cenário onde existe risco e outro não.
o Seria muito importante que “especialistas”, quando entrevistados, começassem por esclarecer (algo que raramente acontece!) que riscos já existem. Sempre existem! Inexoravelmente existem!
o A discussão é, pois, apenas de grau: se uma dada decisão aumenta o risco, ou o diminui (ao invés de “trazer”, ou “criar” o risco).
o Aliás, seria bom que jornalistas também se apropriassem desse conceito; aplicável não apenas ao trânsito urbano. Quando mais não fosse, para ajudar a calibrar expectativas (variável também importante dos processos decisórios).

2) Na verdade, entenderíamos melhor o fenômeno, e as medidas/ações provavelmente seriam mais eficazes, se acidentes de trânsito fossem tratados/analisados probabilisticamente (e não deterministicamente; como normalmente o fazem os opinativos!).
o A propósito, Leonard Mlodinow trata saborosamente do tema em “O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas” (01, 02, 03, 04): apesar do título, um best-seller muito sério!

3) Há poucos dias, numa entrevista em uma das principais emissoras da Capital, um dirigente de importante entidade militante no setor (obviamente atacando o “Marginal Segura”!) disse algo mais ou menos assim: “Mas ele (o prefeito) só está aumentando a velocidade por ser um compromisso de campanha!”.
o Muito possivelmente não é voz isolada!
o Por isso não pode/deve passar despercebido: nossa democracia é tão incipiente, quer-se que nossas eleições sejam tão desmoralizadas, que uma tal manifestação é verbalizada e ouvida como se fosse algo muito natural. Na prática, e independentemente do mérito, corroborando os (tão criticados) “estelionatos eleitorais”.
o Evidentemente que governantes podem mudar de posição (aliás, a imprensa reporta que Dória já o fez diversas vezes): política é feita no dia a dia; não apenas nos processos eleitorais. Por isso ajuda pouco à consolidação de nossas instituições a desqualificação de compromissos eleitorais!
o E ainda vale lembrar: esse foi um compromisso explícito. De uma campanha vitoriosa. E em 1º turno.
o Assim, ainda que de outros tempos e em outro contexto, caberia parodiar o motorista-Eriberto (que impulsionou o impeachment do Collor - 1992) em sua singela, mas demolidora, resposta ao (“tropa-de-choque”) Roberto Jefferson; quando procurou desqualificar suas motivações: “Ué; o senhor acha isso pouco?”

4) Last, but not least: as autoridades e a engenharia de trânsito são cobradas (por nós todos; incluindo “especialistas”, dirigentes de entidades/movimentos e imprensa!) também por fluidez.
o Encontrar soluções de compromisso entre segurança e fluidez é sua (difícil!) missão.
o Ou se está propondo velocidades máximas ZERO na expectativa que, assim, acidentes e acidentados sejam também zerados?
Seria muito bom se avançássemos no sentido de análises mais fundamentadas; de debates mais qualificados; de práticas democráticas mais avançadas: a definição das velocidades máximas no viário de SP pode ser um bom laboratório.
*Consultor. Foi presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), SPTrans, CPTM e Confea. Diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), do Departamento Hidroviário de SP e do Metrô de SP. Presidiu também o Conselho de Administração da CET/SP, SPTrans, Codesa (Porto de Vitória), RFFSA, CNTU e Comitê de Estadualizações da CBTU. Coordenador do GT de Transportes da Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC-SP). Membro da Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização e do Conselho Fiscal da Eletrobrás.
Fonte - Portogente - 30/12/2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Movimentos pedem ao MP manutenção da velocidade reduzida em vias de São Paulo

Trânsito 🚗

Desde o ano passado, a prefeitura vem reduzindo as velocidades permitidas em avenidas e ruas da cidade. As mudanças que tiveram mais impacto e visibilidade foram as feitas nas marginais Pinheiros e Tietê.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Grupos de ativistas em mobilidade entregaram um documento pedindo ao Ministério Público de São Paulo que seja mantida a política de redução da velocidade máxima nas vias da capital paulista. Assinam o dossiê a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo (Cidadeapé), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e os movimentos Bike é Legal, Bike Zona Sul e Sampapé.
Desde o ano passado, a prefeitura vem reduzindo as velocidades permitidas em avenidas e ruas da cidade. As mudanças que tiveram mais impacto e visibilidade foram as feitas nas marginais Pinheiros e Tietê.
Em julho de 2015, a velocidade máxima permitida para os carros nas pistas expressas das marginais foi reduzida de 90 quilômetros por hora (km/h) para 70 km/h. Para os caminhões, o limite diminuiu de 70 km/h para 60 km/h. Na pista local da Marginal Pinheiros, a velocidade permitida passou de 70 km/h para 50 km/h. Na faixa central da Tietê, caiu de 70 km/h para 60 km/h.

Aumento das velocidades
Durante a campanha, o prefeito eleito João Dória apresentou como proposta a revisão da redução dos limites, especialmente nas marginais. “Nas marginais passam 3,5 milhões de pessoas todos os dias. Muitas dessas pessoas que passam ali todos os dias dependem dessas vias para sobreviver, com o transporte de mercadorias e pessoas. Não faz sentido você ter uma velocidade reduzida em vias expressas”, disse Dória em sabatina na TV Brasil em parceria com o jornal El País.
As entidades pedem que a nova gestão municipal dialogue com a sociedade civil antes de fazer alterações nessa política. "Estamos buscando todas as vias de diálogo com a nova gestão para dar visibilidade às pessoas mais vulneráveis no trânsito, mas vemos que não temos mais opções. Por isso, protocolamos os documentos, para mostrar que existe uma demanda contrária à volta das altas velocidades", enfatizou Ana Carolina Nunes, representante do Cidadeapé.
No dossiê entregue ontem (19) ao Ministério Público pelas sete entidades são apresentados os dados e marcos legais que embasam a diminuição da velocidade nas vias.

Redução de acidentes

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgou em outubro um balanço que mostrou uma queda de 52% no número de acidentes com mortes nas marginais Tietê e Pinheiros durante o primeiro ano da implantação da redução de velocidade nas duas vias. De julho de 2014 a junho de 2015, foram registrados 64 acidentes com mortes. De julho de 2015 a junho de 2016, ocorreram 31.
A queda foi influenciada principalmente pela redução dos atropelamentos com mortes, que passaram de 24 ocorrências – de julho de 2014 a junho de 2015 – para apenas uma ocorrência no período de julho de 2015 a junho de 2016, redução de 95,8%. Já os acidentes com mortes envolvendo veículos caíram de 40 para 30 ocorrências, diminuição de 25%.
Entre os números apresentados pelas entidades está o de ciclistas e pedestres que passam pelas vias e estariam sujeitos a acidentes. Na Marginal Pinheiros, na altura da Ponte Cidade Universitária, calcula-se que 140 pessoas andem de bicicleta, das 7h às 8h, e 1,6 mil a pé, das 18h às 19h. Na Marginal Tietê, na altura da Ponte da Freguesia do Ó, foram contabilizados 90 ciclistas, das 18h às 19h, e 130 pedestres no mesmo horário.
Fonte - Agência Brasil  20/12/2016

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Estatísticas mostram queda de acidentes em vias que tiveram redução de velocidade

Trânsito 🚗

A cidade de São Paulo é um caso emblemático. Apesar de toda crítica pela decisão, depois de um ano de velocidade reduzida nas Marginais Pinheiros e Tietê, o número de acidentes com vítimas (mortas ou feridas) caiu 37,5% nas vias, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Mariana Czerwonka
Portal do Trânsito

foto - ilustração/Plus Google
Muitos não acreditaram, foram contra a implementação e reclamam até hoje, mas os resultados em várias cidades que tiveram o limite de velocidade reduzido em determinadas vias é surpreendente. “A redução e o controle de velocidade são as ferramentas ideais para reduzir congestionamentos, acidentes e ainda poluir menos”, afirma Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.
A cidade de São Paulo é um caso emblemático. Apesar de toda crítica pela decisão, depois de um ano de velocidade reduzida nas Marginais Pinheiros e Tietê, o número de acidentes com vítimas (mortas ou feridas) caiu 37,5% nas vias, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Em Curitiba, onde essa medida também foi implantada, a região da chamada Área Calma, com limite de 40 km/h, seguiu a mesma tendência e teve uma queda de 32,54% no total de atendimentos de acidentes no local e de 24,21% no total dos registros de acidentes do que nos 11 meses anteriores à implantação do projeto, segundo dados do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) para o projeto Vida no Trânsito.
Não é só no Brasil que há exemplos bem sucedidos, também é o caso de Londres, cidade que, segundo estudos, conseguiu reduzir em 40% o número de mortos e feridos graves em acidentes de trânsito. A conquista se deve à implementação do limite de 32 km/h em ruas e avenidas estratégicas da capital inglesa, que começou a ser implantado nos primeiros anos do mandato do ex-prefeito Boris Johnson.

Organização Mundial de Saúde

Essa medida não é um fato isolado. Existem vários estudos internacionais que comprovam a eficácia da redução dos limites de velocidade. Segundo relatório pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), medidas de prevenção como adotar limites máximos de velocidade em vias urbanas inferiores ou iguais a 50 quilômetros por hora, entre outras, são essenciais para reverter o crescente número de mortes por lesões causadas no trânsito.

Nós do Trânsito
No terceiro programa da série “Nós do trânsito”, o Doutor em História Rodrigo Santos e o Especialista Celso Mariano analisaram a redução de limite de velocidade das vias de grandes cidades e promoveram um grande debate em torno do assunto.
“Nós como cidadãos não devemos apenas acatar uma regra, mas sim questioná-la e entendê-la. Nosso objetivo, nesse programa, foi explicar os motivos técnicos que levam os gestores a implementar essa medida e como ela funciona”, explica Mariano.
Fonte - Portal do Trânsito  13/12/2016

Nós do Trânsito


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Workshop de trânsito discute ações conjuntas para reduzir acidentes

Trânsito

O evento, promovido pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA), marcou o terceiro dia de atividades da Semana Nacional de Trânsito (SNT) e discutiu ações conjuntas para diminuir o número de vítimas de acidentes.

Da Redação
foto-ilustração/arquivo
Em 2015, foram registradas no Brasil mais de 40 mil mortes em acidentes de trânsito. Na Bahia, morrem anualmente 370 pessoas nas estradas estaduais. Os números foram apresentados no Workshop Grupo Gestor Vida no Trânsito, nesta terça-feira (20), no Grande Hotel da Barra, em Salvador. O evento, promovido pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA), marcou o terceiro dia de atividades da Semana Nacional de Trânsito (SNT) e discutiu ações conjuntas para diminuir o número de vítimas de acidentes.
O encontro teve a participação também da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Ministério da Saúde, do Esquadrão Águia da Polícia Militar, das secretarias municipais de Mobilidade e Saúde e da Transalvador. “Trânsito hoje é uma questão de saúde pública, uma epidemia, sendo o custo com internamento, medicamentos e UTI muito alto. Por isso, a Sesab não poderia ficar de fora do planejamento das ações preventivas para enfrentar o problema", disse a diretora da Vigilância Epidemiológica do órgão, Maria Aparecida Figueiredo.
O grupo gestor é um colegiado composto por membros de intuições públicas de trânsito, segurança e saúde, atualmente sob a coordenação do Detran, que defende a consolidação dos dados estatísticos de acidentes, com o objetivo de implementar políticas públicas eficazes no setor. Segundo o seu diretor geral, Lúcio Gomes, é preciso atuar conjuntamente para ter números mais confiáveis, usando as ferramentas da tecnologia. “Assim, as nossas ações poderão ser realizadas atacando os principais gargalos, e a sociedade terá uma visão mais abrangente dos impactos do trânsito".
Com informações da Secom Ba.  20/09/2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Cidade de São Paulo registra menor número de mortes no trânsito desde 1979

Transito

No ano passado, houve 992 vítimas fatais em 953 ocorrências. O total de mortes caiu 20,3% em relação a 2014 e 34,1% em um período de dez anos, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CET.A queda do número de mortes foi um resultado muito significativo,segundo a CET,levando-se em conta que o número de acidentes fatais vinha reduzindo entre 2008 e 2013, mas teve um aumento de 7,3% em 2014.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

arquivo/Ag.Brasil
Em 2015, a cidade de São Paulo teve o menor número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito desde 1979, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a registrar os números no Instituto Médico-Legal (IML). No ano passado, houve 992 vítimas fatais em 953 ocorrências. O total de mortes caiu 20,3% em relação a 2014 e 34,1% em um período de dez anos, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CET.
Os pedestres representaram 42% do total de mortos, com 419 óbitos, seguidos pelos motociclistas (com 370 mortes, ou 37,3% do total) e por motoristas e passageiros (172 vítimas, ou 17,3%). “Apesar de a frota de automóveis ser seis vezes maior que a de motos, o número de motociclistas mortos foi o dobro dos motoristas e passageiros”, informou a CET, em nota.
A queda do número de mortes foi um resultado muito significativo,segundo a CET,levando-se em conta que o número de acidentes fatais vinha reduzindo entre 2008 e 2013, mas teve um aumento de 7,3% em 2014.
Nos últimos dez anos, as mortes por tipo de usuário tiveram queda em quase todos os grupos: o recuo foi 44% entre os pedestres; 46,1% entre motoristas e passageiros e 66,7% entre ciclistas. A exceção são os motociclistas, cujo número de óbitos subiu 7,2%.

Total de acidentes
No total, foram registrados 20.260 acidentes de trânsito com vítimas na cidade em 2015, com 24.260 vítimas. Um quarto das ocorrências foram atropelamentos, chegando a 4.904 casos. Os 15.356 restantes foram classificados como acidentes com vítimas nos veículos. Do total das 953 ocorrências fatais, 407 foram atropelamentos, o que significa 42,7%.
O número de acidentes com vítimas teve redução de 14% em 2015, em comparação ao ano anterior. O percentual de redução foi aproximadamente o mesmo tanto para os atropelamentos – de 5.771 para 4.904 casos – quanto para as ocorrências com vítimas nos veículos – de 17.776 para 15.356.
Os mais de 20 mil acidentes registrados no ano passado tiveram a participação de 33.728 veículos, sendo 16.149 automóveis (47,9% do total), 12.412 motocicletas (36,8%), 2.587 ônibus (7,7%), 643 caminhões (1,9%) e 601 bicicletas (1,8%). Na comparação anual dos acidentes, houve queda nas ocorrências com todos os tipos de veículos em relação a 2014.
“A evolução do índice de mortes por 100 mil habitantes mostra que as previsões feitas pela CET de redução gradativa nas ocorrências fatais de 50% em dez anos – meta preconizada pela ONU [Organização das Nações Unidas] – vêm sendo cumpridas com sucesso. As projeções feitas apontavam que o número de mortes para cada 100 mil habitantes, em 2015, seria de 8,4. O valor medido no ano passado, no entanto, foi 8,26”, disse a CET, em nota.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Colisões frontais caem 36% no primeiro mês em vigor da lei do farol baixo nas rodovias

Trânsito

O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (12).Para a PRF, ainda é cedo para atribuir a queda nas estatísticas à nova legislação. Apesar disso, o assessor nacional de comunicação do órgão, Diego Brandão, analisa que é um indicativo do impacto positivo da medida: “um mês é um período curto para fazer uma inferência tão concreta, mas é um indício.  

Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias

foto - José Cruz/ABr - 12/08/2016
No primeiro mês de vigência da lei que obriga que, durante o dia, motoristas trafeguem com o farol baixo aceso em rodovias, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) registrou queda de 36% nas colisões frontais em BRs. Entre 8 de julho, quando a norma entrou em vigor, e 8 de agosto de 2016, foram 117 acidentes desse tipo, contra 183 do mesmo período de 2015. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (12).
Para a PRF, ainda é cedo para atribuir a queda nas estatísticas à nova legislação. Apesar disso, o assessor nacional de comunicação do órgão, Diego Brandão, analisa que é um indicativo do impacto positivo da medida: “um mês é um período curto para fazer uma inferência tão concreta, mas é um indício. A simples mudança da legislação, lógico, não vai mudar esse cenário. Tem fiscalização, educação para o trânsito, reengenharia. Tudo faz com que a gente tenha uma mudança. Mas é uma tendência”. Segundo Brandão, manter o farol aceso melhora a visibilidade e, com isso, há aumento na segurança. “Acreditamos que essa inovação de legislação é importante, porque há um reflexo direto em visibilidade, e qualquer coisa que ajude na redução de acidentes é válido”, analisa.
As colisões frontais são o tipo de acidente mais grave, pois causam, proporcionalmente, o maior número de óbitos em rodovias federais. Nos acidentes registrados entre 8 de julho e 8 de agosto, 39 pessoas morreram e 67 ficaram gravemente feridas, respectivamente 56% e 41% menos que no mesmo período do ano passado, quando houve 88 óbitos e 113 feridos graves.
Os números também apontam redução de 34% nos atropelamentos: 86 registrados em 2016, contra 131 de 2015, considerando apenas os acidentes ocorridos durante o dia em BRs. Nesses atropelamentos, houve queda no número de mortos - 10 óbitos em 2016 e 16 em 2015 - e de feridos graves - 43 feridos graves em 2016 e 63 em 2015.

Mais de quatro mil multas por dia
Na média, a PRF flagrou mais de quatro mil motoristas por dia desrespeitando a regra no primeiro mês de vigência da lei. Entre os dias 8 de julho e 8 de agosto, foram emitidos 124.180 autos de infração.
O descumprimento da lei federal é considerado infração média, com quatro pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 85,13. A partir de novembro, o valor passará para R$ 130,16.
Goiás, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina foram os estados com mais flagrantes de motoristas conduzindo durante o dia com os faróis apagados. Em Goiás, foram 14,6 mil multas; no Paraná, foram registrados 12,9 mil flagrantes; em Minas, 12,6 mil; no Rio, a PRF contabilizou 11,1 mil infrações; em Santa Catarina, 10,7 mil condutores foram autuados.
Fonte - Agência CNT de Notícias 

segunda-feira, 28 de março de 2016

Velocidade não é uma solução é um problema

Mobilidade/Trânsito

A melhoria da qualidade e da fluidez do trânsito deve ser o resultado de um bom planejamento urbano,investimentos em sistemas de transportes públicos eficientes sustentáveis e de alta capacidade,a integração racional entre todos os sistemas de transporte existentes,a adoção de velocidades calmas nas vias urbanas,e a humanização das cidades conciliando todos os entes envolvidos.

A.Luis
foto - ilustração/Pregopontocom
É um grande equivoco por parte daqueles que acham que aumentar a velocidade em vias urbanas nas cidades é a solução para se resolver os atuais problemas de fluidez do transito seja la onde for.
A Av. Paralela em Salvador é um exemplo,uma via Urbana embora extensa cortando a cidade na direção norte,sendo a principal via de ligação com a RMS/Norte a partir da cidade Lauro de Freitas,é uma via urbana cujas as margens já se encontram em avançado estado de adensamento.Como tal,o ideal seria mesmo em prol do bom senso se estabelecer uma velocidade máxima mais calma em torno de 70km para veículos leves e de 60Km para veículos pesados,o que proporcionaria melhores condições de segurança a todos que transitam na citada via.Não é a velocidade que ira melhorar a fluidez no trânsito no local,ledo engano daqueles que assim pensam (Isso passa também pela melhoria da oferta e da qualidade do transporte público no local e o sistema Metroviário integrado aos demais sistemas existentes sem dúvida será uma solução importante e positiva nessa questão),A cidade de São Paulo com uma ação bastante corajosa e positiva (bem como muitas outras cidades ao redor do mundo),conseguiu ao diminuir os limites de velocidades para 70Km e 50Km respectivamente nas suas vias marginais,diminuir também os índices de acidentes com vítimas fatais em torno de 36% além do que,a diminuição da velocidade ao contrário do que muitos supõe,também contribuiu para a melhorar a fluidez do transito nestas vias,A velocidade não é um fator relevante para a melhoria da fluidez do transito,ao contrário,ele provoca transtornos,insegurança e acidentes.Respeitando-se a lógica e os fundamentos da engenharia,da segurança e a humanização do trânsito,a realidade será bem diferente,de casos em que  haja ausência desses fatores.

foto - ilustração/Pregopontocom
O transporte público sem duvida também terá que dar a sua grande contribuição como parte principal na solução para a melhoria da mobilidade urbana sustentável,ocupando mais espaços até então destinados ao transporte individual.Um planejamento adequado e mais criterioso do transito para as cidades,ira contribuir substancialmente para melhorar as condições de trafegabilidade,a redução de acidentes,os pesados custos decorrentes dos mesmos,e a segurança de todos os entes envolvidos,incluindo a parte mais frágil,o pedestre.Muitas vezes por medidas equivocadas e por falta de iniciativa do poder público,na adoção de planejamento,projetos e políticas públicas adequadas que visem a melhoria da qualidade do trânsito e da mobilidade urbana,a realidade pode se tornar dura e trágica.
A velocidade não é uma solução,é um problema.
Pregopontocom/Salvador Sobre Trilhos 28/03/2016

sexta-feira, 25 de março de 2016

Na Contramão do bom senso

Trânsito

“Irresponsabilidade. Para ganhar votos, candidatos à prefeitura de SP, prometem, se eleitos, voltar a aumentar o limite de velocidade na cidade.”

ANTP

Em sua página no Facebook o jornalista Gilberto Dimenstein se indignou ao juntar dois fatos próximos e, a seu ver, contraditórios: de um lado notícias de candidatos à Prefeitura de SP (1) (2) prometendo retroagir decisão do atual prefeito da capital que reduziu a velocidade nas marginais; de outra, matéria em jornais apontando queda vertiginosa no número de mortes no trânsito de São Paulo (maior queda desde 1998).
Ao juntar os dois fatos Dimenstein conclui: “hoje pode-se deduzir que, se a promessa for cumprida, o novo prefeito corre o risco de ser acusado de homicídio culposo - ou seja, sem intenção de matar. Mas homicídio”.
Como seria de se esperar, choveram comentários negativos à opinião do jornalista, a maioria, como acontece com frequência, de pessoas que se julgam autoridades em trânsito e segurança viária. Alguns afirmaram que a redução dos acidentes tem mais a ver com a crise econômica do que com a redução da velocidade, buscando uma explicação acaciana para um fenômeno complexo – menos carros nas ruas, menos acidentes como consequência... Outros garantiram que a finalidade da redução da velocidade foi única e exclusivamente gestada e parida para favorecer a famigerada “indústria da multa”.
Os demais comentários negativos seguem o mesmo diapasão: muita revolta, quase nenhuma consistência. Fica nítida a cultura do rodoviarismo, impregnada em corações e mentes. São argumentos simplistas que defendem, por exemplo, maiores investimentos no viário para dar vazão ao crescimento contínuo da frota de automóveis. O mau uso que se faz do viário, privilegiando seu uso a uma minoria, parece estar fora do horizonte de preocupação dessas pessoas.
O que poucos sabem, ou se recusam saber, é que ampliar a capacidade das vias como forma de permitir maior fluidez para o trânsito de carros produz efeito inverso, ao contrário do que o senso comum imagina. Um exemplo emblemático está na memória recente do paulistano: o congestionamento na Marginal do Tietê, que dobrou desde que a via foi ampliada em 2010.
Não à toa cidades como Paris, Londres e Nova York seguem na contramão desta postura retrógrada. Ao invés de ampliar, agem para reduzir o espaço destinado aos carros, a uma média de 30 km de ruas a cada ano. O que, em outras palavras, significa garantir uso mais igualitário de um espaço que é coletivo (e hoje escasso).
Evidente que o uso do viário urbano integra uma problemática complexa: a forma como a cidade (não) funciona. Reduzir a quantidade de carros nas ruas tem a ver, sobretudo, com a maneira como as pessoas se locomovem, e de que forma elas podem fazer isso de maneira sustentável, confortável e barata. Investir em transporte coletivo, e ao mesmo tempo evitar o espalhamento das cidades, é a principal questão a ser resolvida pelos gestores públicos realmente preocupados em produzir uma cidade vibrante e economicamente viável. Uma cidade que atraia não apenas negócios e oportunidades como, concomitantemente, ofereça condições dignas de vida a seus cidadãos.
Uma questão hoje já é consenso entre quem lida e vive em grandes cidades do planeta: o modelo que prioriza o automóvel como principal modo de locomoção tornou-se insustentável. Organizar a cidade em função dos carros ao invés das pessoas, como vimos fazendo nos últimos 50 anos, mostrou-se o grande equívoco das gestões públicas, escancaradamente visível numa situação de crescimento exponencial da urbanização. Acreditar ainda que a fluidez do trânsito deve pairar soberana sobre todo o resto – o que inclui a preservação de milhares de vidas – é, no mínimo, atentar contra a vida das cidades e de quem nelas habita. Menos espaço e menor velocidade para os automóveis, eis o nome da canção.
Com informações da ANTT  25/03/2016

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Número de acidentes graves em rodovias federais no carnaval cai 55,2%

Trânsito/Rodovias  

Números do resultados da Operação Carnaval nas rodovias federais realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e divulgados pelo Ministério da Justiça revelam que a redução do número de acidentes ficou em 39,6%,e de acidentes graves, em 55,2%.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

imagem/Ag.Brasil
As rodovias federais brasileiras registraram redução em todos os índices relacionados a acidentes durante o feriado de carnaval de 2016, na comparação com o de 2015. De acordo com o balanço final, divulgado hoje (12) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), este ano, houve 1.704 acidentes nas estradas federais, com 1.643 feridos. Do total de ocorrências, 185 foram classificadas como graves, nos quais pelo menos uma vítima fica gravemente ferida ou morre. Em 2015, os 2.824 acidentes registrados deixaram 1.849 pessoas feridas. No ano passado, 413 acidentes foram considerados graves. Com isso, em números absolutos, a redução do número de acidentes ficou em 39,6%, e de acidentes graves, em 55,2%.
Os dados mostram que, no carnaval deste ano, houve uma média de 1,97 acidente grave por milhão de veículos em circulação – uma queda de 58%. O número de mortos caiu 9%, de 116 casos em 2015 para 106 este ano.
“Esse resultado foi espetacular. Temos observado uma queda brutal [desses índices] desde 2011, com uma linha vertiginosamente descendente, após um período em que ela estava ascendente, tanto nas estatísticas relativas à frota quanto em termos absolutos”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em entrevista coletiva.
Entre 2011 e 2016, a PRF registrou, no feriado de carnaval, queda de 60% no número de acidentes nas rodovias federais, de 40% no de feridos e de 51% no de mortos. “Isso se deve ao fato de estarmos ajudando as polícias a melhorar suas gestões e às campanhas que tem sido feitas nesses anos”, disse Cardozo. “ Não tenho dúvida de que as fiscalizações de alcoolemia [nível de álcool no sangue] também ajudaram a melhorar esses números. Em 2011 foram 2 milhões de casos de alcoolemia flagrados . Agora, foram mais de 5 milhões”, acrescentou.

Motoristas alcoolizados
Segundo a PRF, entre a sexta-feira (5) e a quarta-feira (10), foram feitos 61.202 testes de alcoolemia, o que corresponde a um teste a cada sete minutos Com isso, foram retirados das rodovias 1.347 condutores embriagados e feitas 162 prisões de motoristas que apresentaram índice de alcoolemia superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. A punição prevista para esses casos é multa de R$ 1.915,40 e a suspensão do direito de dirigir. O período de detenção para quem foi preso pode ser de seis meses a três anos.
Ao todo, a PRF executou mais de 432 mil procedimentos de fiscalização em 187.455 veículos e flagrou 7.582 condutores ultrapassando em local proibido – tipo de infração que, segundo o órgão, é responsável pela maioria dos acidentes fatais. Nos seis dias da Operação Carnaval, 92 mil condutores foram flagrados dirigindo com velocidade superior à permitida para a via.
Fonte - Agência Brasil  12/02/2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

São Paulo registra queda de 21,4% no número de mortes no trânsito, aponta CET

Transito

De acordo com a companhia, entre janeiro e novembro do ano passado ocorreram 904 óbitos em acidentes de trânsito na capital, enquanto no mesmo período de 2014 foram registrados 1.150 mortes. Considerando-se apenas o mês de novembro, as mortes no trânsito diminuíram 23,5%, com 75 casos no ano passado, contra 98 em 2014.

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasileira

imagem/Ag.Brasil
O número de mortes no trânsito na cidade de São Paulo caiu 21,4% entre janeiro e novembro de 2015, na comparação com o mesmo período de 2014. O dado foi divulgado hoje (11) pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
De acordo com a companhia, entre janeiro e novembro do ano passado ocorreram 904 óbitos em acidentes de trânsito na capital, enquanto no mesmo período de 2014 foram registrados 1.150 mortes. Considerando-se apenas o mês de novembro, as mortes no trânsito diminuíram 23,5%, com 75 casos no ano passado, contra 98 em 2014.
Para a CET, a queda no número de mortes no trânsito é resultado da adoção de medidas do Programa de Proteção à Vida, implantado em 2013. Entre as ações previstas estão a redução da velocidade máxima para 50 quilômetros por hora em várias avenidas e ruas da cidade, a travessia de pedestres em faixas diagonais nos principais cruzamentos da cidade e os bolsões de parada em semáforos para motociclistas e bicicletas.
A intenção da prefeitura paulistana é que a cidade se aproxime da meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU)) para a Década de Segurança Viária de seis mortes para cada grupo de 100 mil habitantes até 2020. Em novembro do ano passado, a cidade atingiu a marca de 8,36 mortes por 100 mil habitantes, enquanto em todo o país a marca é de 23,4 mortes por grupo de 100 mil pessoas.
Em relação aos ciclistas, houve queda de 27,4% no número de mortes na mesma comparação, com o registro de 31óbitos nos onze primeiros meses do ano passado, contra 43, no mesmo período em 2014. Para a Secretaria Municipal de Transportes, a redução nas mortes de ciclistas se deveu à expansão da malha cicloviária municipal.
Também houve queda com relação aos motociclistas. Foram 332 óbitos entre janeiro e novembro de 2015 e 410 no ano anterior, o que representou queda de 19%.
O estudo feito pela CET também indicou redução no número de mortes de pedestres: de 506 óbitos entre janeiro e novembro de 2014 para 385 no mesmo período do ano passado.
Fonte - Agência Brasil  11/02/2016

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Índice de mortes por acidentes de trânsito cai 30,7% na capital paulista

Trânsito

A maior redução ocorreu entre os pedestres, que sofreram 18 acidentes fatais a menos em outubro de 2015, quando foram registradas 26 mortes contra 44 em 2014. A frota da capital aumentou em 70 mil veículos entre julho e outubro de 2015, mas, no período, foi verificada redução de 8% nos índices de mortes por 10 mil veículos.Conforme a pesquisa, houve queda de 21,2% no número de mortes em acidentes de trânsito na capital entre janeiro e outubro de 2015. 

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
A quantidade de mortes por acidentes de trânsito nas ruas de São Paulo caiu 30,7 % em outubro de 2015, em comparação com o mesmo mês de 2014, de acordo com estudo feito pela Secretaria Municipal de Transportes. Segundo o levantamento, o número de mortes passou de 101 para 70.
A maior redução ocorreu entre os pedestres, que sofreram 18 acidentes fatais a menos em outubro de 2015, quando foram registradas 26 mortes contra 44 em 2014. Entre os motociclistas, foram 28 mortes em outubro deste ano e 40 no mesmo mês do ano passado.
Conforme a pesquisa, houve queda de 21,2% no número de mortes em acidentes de trânsito na capital entre janeiro e outubro de 2015. Nesse período, foram registradas 829 mortes, 223 a menos que as 1.052 de 2014.
Também houve registro de queda no indicador de mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes. A redução chegou a 17,8% em outubro de 2015 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Ainda que, segundo o Detran, a frota da capital tenha aumentado em 70 mil veículos entre julho e outubro de 2015, também foi verificada redução de 8% nos índices de mortes por 10 mil veículos. Somente em outubro, comparado com o mesmo mês do ano anterior, o índice caiu 20,3 %.
De acordo com a secretaria, a quantidade de mortes de pedestres começou a cair com a implantação, em julho de 2015, da redução da velocidade máxima. Nos índices de julho, agosto, setembro e outubro de 2015 foi mantida a tendência de queda com registro, respectivamente, de 39, 35, 28 e 26 acidentes fatais envolvendo pedestres. Em outubro de 2014 morreram 44 pedestres. No mesmo mês de 2015, foram 26 mortes.
Na comparação entre janeiro e outubro de 2015 com o mesmo período do ano passado, a queda de mortes de pedestres chegou a 22,8%. A redução dos acidentes fatais com motociclistas, motoristas e passageiros e ciclistas atingiu 18,8%, 18,3% e 36,6%. Os dados são explicados pela expansão da malha cicloviária da cidade, que hoje tem 373,6 quilômetros. Desde julho de 2014, foram abertos 277 quilômetros de ciclovias.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Transportes informou que, caso seja mantido o ritmo de queda, a cidade de São Paulo poderá atingir a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) para segurança no trânsito antes do tempo estabelecido.
O objetivo do governo paulistano é não ultrapassar seis mortes a cada 100 mil habitantes por ano. "Hoje, o índice da cidade é de 8,82. Em 2012, era de 12”, acrescentou a nota da secretaria.
Fonte - Agência  Brasil  04/01/2016

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ceará reduz em 25% acidentes com morte

Trânsito

A redução ainda é pequena, aponta o governador Camilo Santana, ao anunciar um investimento total de R$ 1,1 bilhão em ações que envolvem inúmeras medidas em ações,para tentar diminuir ainda mais os índices, para os próximos anos. 

Lêda Gonçalves 
Diário do Nordeste

O Ceará conseguiu reduzir em 25% o número de acidentes de trânsito envolvendo mortes entre janeiro e outubro de 2015 na comparação com igual período de 2014. Foram 423 acidentes no ano passado e 337 neste ano. No entanto, a redução ainda é pequena, aponta o governador Camilo Santana, ao anunciar um investimento total de R$ 1,1 bilhão em ações que envolvem inúmeras medidas para os próximos anos, com o conceito básico “Seja você a mudança no trânsito.Respeite a Vida”.
Entre as medidas, que integram o Pacto pelo Ceará Pacífico, está a ampliação da Carteira Nacional de Habilitação População (CNH) gratuita para a categoria “B” (carro). Além disso, doação de capacetes para os aprovados na CNH “A” (motos). As duas iniciativas terão recursos de R$ 6,5 milhões por ano.
Camilo informou sobre a implantação de 27 passarelas nas rodovias (serão R$ 29 milhões aplicados ao longo de três anos); a instalação de mais dez novos postos da Polícia Rodoviária Estadual (PRE); incremento na sinalização vertical, horizontal e dispositivos de segurança, com uso de R$ 50 milhões/ano.

Publicações
“Avançamos sim, mas ainda estamos longe de alcançarmos o ideal”, avaliou ele, ao anunciar que a campanha terá vídeos na TV e publicações nos jornais estreladas por personalidades conhecidas dos cearenses: Xande (Aviões do Forró); os jogadores Ricardinho (Ceará) e Corrêa (Fortaleza), os humoristas Rossicléia e Tirullipa e a dupla sertaneja Luís Marcelo e Gabriel. Outro item é a parceria firmada com a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), junto com as 57 cidades que possuem Departamento Municipal de Trânsito (Demutran). O convênio prevê a instituição de um programa de incentivo de municipalização do restante dos municípios e seminários educativos nas 14 regiões do Estado.
Segundo Camilo, o objetivo é reduzir o número de acidentes a partir da educação no trânsito, abordando os riscos do consumo de álcool associado à direção e à cidadania. “No ano passado, em consonância com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a PRE, de 170 mil sinistros ocorridos no Brasil, 43 mil pessoas morreram. O que comprova a preocupação e a necessidade de melhorias”. O secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Saúde, Marcos Gadelha, disse que os 170 mil acidentes somaram R$ 12,3 bilhões, segundo o Ipea e o IBGE. Isso representa, em média, por cada um, R$ 72,7 mil à sociedade.
“E se deixa mortes, o valor sobe para R$ 646,7 mil. Sem falar do sofrimento das famílias. Por isso, é um problema de saúde pública grave”. Em relação à Lei Seca, desde junho de 2008 até outubro passado, somente o Detran e BPRE notificaram 40 mil motoristas com indícios de que estavam alcoolizados.
Fonte - Diário do Nordeste  02/12/2015

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

São Paulo registra queda de 20% de acidentes fatais no transito da cidade

Trânsito

“Nossas projeções dão conta que, se for mantida essa tendência para toda a cidade, vamos economizar 60 leitos hospitalares, ou seja, serão liberados para a população, enquanto antes estavam sendo ocupados por acidentados no trânsito”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.

Renato lobo - VT
ViaTrolebus
Dados apresentados pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) aponta que a quantidade de mortes no trânsito na cidade de São Paulo caiu 20,3%, entre janeiro a agosto deste ano na comparação com o mesmo período de 2014. Foram 686 mortes, ante 861 nos primeiros oito meses do ano passado.
“Nossas projeções dão conta que, se for mantida essa tendência para toda a cidade, vamos economizar 60 leitos hospitalares, ou seja, serão liberados para a população, enquanto antes estavam sendo ocupados por acidentados no trânsito”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.

Redução de velocidade
Levando em conta apenas do mês de agosto, a redução de obitos foi de 28,6% – de 112 óbitos registrados em 2014 para 80 em 2015. “O mês de agosto é significativo, porque começamos a reduzir a velocidade máxima nas grandes vias e em especial, nas Marginais, no dia 20 de julho. Com isso, para efeito de comparação, havia um período de férias e só dez dias do mês, mas já havia uma redução significativa. Agora, em agosto, evidentemente que com outras vias importantes, mas um mês cheio e em volume que a cidade está acostumada, os resultados foram positivos”, disse o Secretário Municipal de Transportes, Jilmar Tatto.

Tipos de acidentes
Analisando o meio de transportes, acidentes fatais envolvendo ciclistas caíram 52,7%. Houve uma queda de 24,7% no número de motoristas e passageiros mortos, de 18,5% no total de pedestres e de 17,2% dos motociclistas.
Os dados ainda apontam que o índice anual de mortes por 100 mil habitantes chegou a 9,0 em agosto de 2015 na cidade de São Paulo. Em termos comparativos, o Brasil possui índice de 23,40, no Estado de São Paulo de 17,40. A meta da capital para a Década de Segurança Viária da ONU é reduzir para 6 mortes a 100 mil habitantes até 2020.
Fonte - ViaTrolebus  05/11/2015

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Com redução da velocidade, acidentes nas marginais Tietê e Pinheiros caem 36%

Transito

Em julho, a velocidade máxima permitida para os carros nas pistas expressas das marginais foi reduzida de 90 quilômetros por hora (km/h) para 70 km/h.Pistas locais das marginais Pinheiros e Tietê tiveram a velocidade reduzida para 50 km/h 

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
 Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os acidentes com vítimas nas marginais Tietê e Pinheiros, principais vias expressas da capital paulista, tiveram queda de 36% após a redução da velocidade máxima. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), foram 140 acidentes com mortos ou feridos entre 20 de julho e 13 de setembro. No mesmo período do ano passado, foram registradas 220 ocorrências. Em 2014, acidentes e atropelamentos causaram a morte de 73 pessoas nas duas vias.
Em julho, a velocidade máxima permitida para os carros nas pistas expressas das marginais foi reduzida de 90 quilômetros por hora (km/h) para 70 km/h. Para os caminhões, o limite diminuiu de 70km/h para 60km/h. Na pista local da Marginal Pinheiros, a velocidade permitida passou de 70km/h para 50km/h. Na faixa central da Tietê, caiu de 70 km/h para 60 km/h.
Houve ainda queda de 21% no número de acidentes sem vítimas nas vias. Nas oito semanas avaliadas, foram registradas 414 ocorrências e no mesmo período de 2014, 523.
As extensões dos congestionamentos também caíram, em média, 8% em relação ao ano passado. No horário de pico da tarde, a redução chegou a 14%, de 47,7 quilômetros para 40,9 quilômetros. No pico da manhã, a redução do tamanho dos engarrafamentos ficou em 11%, de 21,8 quilômetros para 19,4 quilômetros. Em toda a cidade, a queda na extensão dos congestionamentos é 6%.
Desde o ano passado, a prefeitura vem reduzindo a velocidade máxima em ruas e avenidas da cidade como forma de prevenir acidentes e atropelamentos. Ao longo de 2014, a medida foi implementada em 61 quilômetros de vias na capital.
Na última sexta-feira (11), dez vias responsáveis pela ligação entre as zonas leste e oeste da cidade tiveram o limite de velocidade reduzido de 60km/h para 50km/h. Passaram pela alteração a Avenida Francisco Matarazzo, Ligação Leste-Oeste, Avenida Alcântara Machado, o Viaduto Pires do Rio, a Rua Melo Freire, Avenida Conde de Frontin, Avenida Antônio Estevão de Carvalho, Avenida Doutor Luís Ayres, o Complexo Viário Itaquera e a Avenida José Pinheiro Borges.
Fonte - Agência Brasil  16/09/2015

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Acidentes caem 29% após redução da velocidade nas marginais em São Paulo

Mobilidade

Acidentes com vítima nas marginais de São Paulo caem 29% após redução da velocidade.Caiu ainda, em 10%, a lentidão no trânsito das marginais Tietê e Pinheiros nas últimas quatro semanas. Dados foram anunciados nesta quarta-feira (19) pela Prefeitura

Regina Rocha - Mobilize Brasil 
créditos - Fernando Stankuns/Wikipedia
Após a redução da velocidade máxima nas marginais Tietê e Pinheiros em São Paulo, dados preliminares da prefeitura referentes às últimas quatro semanas revelaram que a lentidão em ambas as vias caiu 21% no horário de pico da tarde e 3% pela manhã.
Os acidentes com vítimas tiveram redução de 29%, e sem vítimas caíram 20%. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira (19) pelo secretário de Transportes da Prefeitura, Jilmar Tatto. Os dados são preliminares, esclareceu Tatto.
No período de 20 de julho (data de início da redução da velocidade máxima) a 14 de agosto de 2015, a média diária de lentidão nas marginais Tietê e Pinheiros caiu 10% na comparação com o mesmo período de 2014 (entre 21 de julho e 15 de agosto do ano passado).
Os índices de lentidão caíram nos dois horários de pico. Pela manhã, a queda foi de 3% e, no período da tarde, foi de 21%. No período entre picos, houve aumento de 8%.
A segurança no trânsito também aumentou com a redução da velocidade máxima. O número de acidentes com vítimas (mortos e feridos) nas Marginais caiu 29%, na comparação entre as primeiras quatro semanas com os novos limites e o mesmo período de 2014. Foram 110 ocorrências no ano passado, contra 78 em 2015. Os acidentes sem vítima caíram 20%, de 272 para 217 ocorrências.
Também houve redução de 25% nos acidentes com mortes, e de 67% nos atropelamentos no período.

Atropelamentos
Na apresentação, Tatto mostrou gráfico indicando que o número de atropelamentos nessas vias vem diminuindo: foram 8 atropelamentos em 2013; 6 entre 2013-2014; e 2 entre 2014-2015. "O sentido das medidas é permitir que as pessoas possam andar com segurança nas nossas ruas. Nessa linha, em breve vamos anunciar a redução de velocidade em mais 11 vias da cidade", disse. O secretário também adiantou que estão nos planos outro tipo de sinalização mais específica ao pedestre.
O prefeito Fernando Haddad, presente à coletiva, declarou que a redução da velocidade trouxe resultados não só na diminuição do número de acidentes, mas também dos índices de lentidão nos horários de pico nas duas vias. "Ao melhorar a fluidez, também temos uma redução nos acidentes", defendeu. E lembrou de Paris que, a exemplo do que vem acontecendo em outras cidades do mundo, há um mês divulgou uma redução de 15% dos acidentes e aumento de 18% na fluidez do trânsito, após a adoção de medidas semelhantes. "Pois em São Paulo tivemos neste primeiro mês da redução um resultado muito superior, o dobro!", ressaltou.
Ele observou porém que não é possível comemorar nada ainda numa cidade que tem índice de 3 a 4 mortes por acidentes de trânsito por dia. "É inaceitável", enfatizou. E completou dizendo que além da redução dos carros, o plano da gestão é prosseguir adotando outras estratégias para "acalmar" o trânsito, como a implantação de lombadas nas alças de acesso das vias rápidas e o alargamento das calçadas (divulgado na imprensa hoje) onde a demanda de pedestres for maior do que o que comporta a via; caso da rua Vergueiro, Ladeira Porto Geral, entre outras, exemplificou.

Acidente na ciclovia
Fernando Haddad não quis se posicionar sobre as medidas que serão tomadas após o acidente que vitimou um idoso na ciclovia do Minhocão anteontem, e afirmou que a Prefeitura vai aguardar o resultado do inquérito. "Vamos acompanhar o inquérito para ver o que de fato aconteceu". Também o secretário Jilmar Tatto não se pronunciou, mas classificou o acidente como uma "tragédia, uma fatalidade" e disse que, se for preciso, poderão ser feitos ajustes no projeto, como melhoria na sinalização e outras.
Fonte - Mobilize  20/08/2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Campanha educativa contra acidentes ganha os cruzamentos rodoferroviários de João Pessoa

Transportes sobre trilhos

A ação tem por objetivo reduzir a zero o número de colisões e atropelamentos no sistema de trens urbanos de João Pessoa. Mesmo de baixo de chuva, a adesão dos condutores a campanha foi acima da expectativa.

CBTU
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Mais de 500 kits de segurança foram distribuídos com os condutores de veículos que passaram pela Blitz CBTU, instalada no semáforo em frente a Estação Ferroviária de João Pessoa, no primeiro dia da campanha educativa “Cruzamento com via férrea: você pode parar, o trem nem sempre!”. A ação tem por objetivo reduzir a zero o número de colisões e atropelamentos no sistema de trens urbanos de João Pessoa. Mesmo de baixo de chuva, a adesão dos condutores a campanha foi acima da expectativa.
Neste ano, a CBTU João Pessoa registrou uma queda de 28% no número de acidentes em relação ao mesmo período de 2014, quando ocorreram 11 acidentes, entre atropelamentos e colisões e neste ano, apenas oito. De acordo com Paula Campos, da Gerência Operacional, as principais causas de acidentes são desatenção ao volante, uso de telefone celular, imprudência e desrespeito a sinalização.
Nesta primeira fase, a CBTU pretende atingir diretamente os motoristas e transeuntes das passagens de nível e para isso está distribuindo o kit educativo, composto por adesivos, panfleto informativo e sacola de lixo nos cruzamentos de maior fluxo de veículos. A segunda fase será realizada durante a Semana Nacional de Trânsito, no mês de setembro, e no final do ano.
“Nós queremos que os motoristas fiquem mais atentos e respeitem a sinalização existente em todos os cruzamentos rodoferroviários. Só em atender ao PARE, OLHE E ESCUTE, o número de colisões pode ser zerado”, afirma o superintendente da CBTU João Pessoa, Wladme Macedo.

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O superintendente lembra que o trem não sai da linha para atingir ninguém, por isso é importante que os condutores de veículos e pedestres se conscientizem que a segurança ferroviária depende, principalmente, deles.
A CBTU João Pessoa mantém equipes especializadas que monitoram a via férrea e fazem a reposição da placa Cruz de Santo André e demais sinalização nos 30 km de linha, nos quatro municípios que atende. “Nós temos sinalização em todos os cruzamentos rodo-ferroviários. Nas passagens de maior fluxo, a CBTU reforça com sinalização sonora, luminosa e humana com a única finalidade de evitar acidentes, mas mesmo assim, eles ainda acontecem”, acrescenta Macedo.


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Nesta semana, a programação das atividades nos cruzamentos é a seguinte:

Dia 23/07 – Quinta feira – às 08h30 – Passagem de Nível Cimepar (Ilha do Bispo) – Às 10h
– Bayeux - Rua Pedro Ulisses. Às 14h – Rua Engenheiro de Carvalho.

Dia 24/07 – Sexta feira – às 09h – Santa Rita – Praça de Várzea Nova. Às 14h – Escola Normal de Santa Rita.
Fonte - CBTU  24/07/2015

sábado, 22 de setembro de 2012

Governo lança pacto pela redução de acidentes no trânsito


A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (21), ao lançar campanha permanente pela redução de acidentes de trânsito, que promover a paz nas estradas brasileiras é um compromisso do governo. Vestindo uma camisa com o rosto de Rafael Mascarenhas, filho mais novo da atriz Cissa Guimarães, que morreu atropelado há dois anos, Dilma homenageou todas as mães que perderam filhos no trânsito.
“Eu queria iniciar cumprimentando a Cissa Guimarães. Eu estou aqui com a camisa do Rafael porque eu quero iniciar homenageando todas as mães, todos os pais, todos os parentes que sofreram perdas como a da Cissa. São perdas irreparáveis (…) Juntos podemos fazer do trânsito uma oportunidade de exercitar nossa solidariedade e nossa prudência. Nossa cidadania e nosso respeito a esse bem que todos nós sabemos que é o mais precioso de todos, que é a vida”, afirmou.
Também presente à cerimônia,. o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, afirmou que a meta do governo ao lançar a campanha é reduzir pela metade o número de mortes por acidentes de trânsito no Brasil até 2020. Em 2010, 42.844 pessoas morreram nas estradas e ruas do país.
“Derrubar à metade o número de mortes significa salvar a vida de 21 mil pessoas a cada doze meses. Não podemos desperdiçar nosso futuro, desperdiçar tantas vidas. Nossas estradas não podem ser ralos por onde escoa a vida (…) Eu tenho certeza que [com a campanha] vamos alcançar os resultados”, disse o ministro.
Dor
A atriz Cissa Guimarães pediu penas mais severas para quem descumpre as leis de trânsito e disse esperar que a campanha lançada pelo governo promova uma mudança de comportamento na sociedade.
"Precisamos fazer um pacto para acabar com a sensação de impunidade. Que os agentes públicos se sintam comovidos com a dor das famílias quer perderam seus entes, que se aliem em adequar as punições a quem não respeita a vida. Eu tô com uma esperança enorme, to sentindo que a gente vai mudar, vai ser uma quebra de paradigma, de comportamento e eu tô compactuando total com isso", declarou a atriz.
"Há pouco escutei uma frase muito bonita para a Ciça: a sua dor é a nossa dor. Eu quero até que você que falou a frase se levantasse. Essa frase sitetisa o espírito desse pacto. Só é possível fazxer esse pacto quando a sua dor é a nossa dor", declarou Dilma, pedindo palmas para a moça que falou a frase, que se levantou na plateia.
O ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi afirmou que a estatística de acidentes de trânsito no Brasil é assustadora e por isso o lançamento da campanha representa um dia histórico. Segundo ele, a campanha vai deixar um legado para as próximas gerações.

Ouça trechos dos discursos da presidenta Dilma e de Ciça Guimarães:



Blog do Planalto.
Fonte - O Terror do Nordeste 22/09/2012