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domingo, 12 de novembro de 2017

BRT do Rio estima gastos de R$ 800 mil mensais com vandalismo na Transoeste

Transportes  🚌

Com o prejuízo, o modal pode interromper as operações na Avenida Cesário de Melo, via onde se registra o maior número de ocorrências e que liga os bairros de Campo Grande e Santa Cruz. O consórcio cogita deixar de atender 22 estações. A decisão pode impactar cerca de 30 mil passageiros.

Léo Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Divulgação Prefeitura do Rio
Os gastos do consórcio BRT Rio voltados para a recuperação de estações do corredor Transoeste afetadas por atos de vandalismo são de aproximadamente R$ 800 mil por mês. Com o prejuízo, o modal pode interromper as operações na Avenida Cesário de Melo, via onde se registra o maior número de ocorrências e que liga os bairros de Campo Grande e Santa Cruz. O consórcio cogita deixar de atender 22 estações. A decisão pode impactar cerca de 30 mil passageiros.
De acordo com a diretora de relações institucionais do BRT Rio, Suzy Balloussier, com exceção de duas estações que estão fechadas, a operação no trecho vinha sendo mantida mesmo com o vandalismo recorrente. No entanto, outro problema se somou ao cenário: as empresas em crise não estão conseguindo entregar integralmente a frota.
A Transoeste liga a zona oeste do Rio de Janeiro à Barra da Tijuca. O consórcio BRT Rio é responsável pela operacionalização do corredor. Ele planeja as viagens conforme a demanda ao longo do dia. Para tanto, precisa receber os ônibus e a mão de obra - sobretudo motoristas - das empresas contratadas pelo Poder Público. No caso da Transoeste, são 11 empresas.
"Elas não estão conseguindo fazer os pagamentos. Por exemplo, não pagam os fornecedores de óleo diesel. E aí não tem combustível para todos os ônibus da frota. Também estão com problemas para manter a mão de obra. E o resultado é que estamos com a corda esticadíssima. Se entregarem menos ônibus do que já estão entregando, a operação fica inviável", diz Suzy Balloussier.
A diretora de relações institucionais do BRT Rio avalia que é questão de dias ou de semanas para que a frota se torne insuficiente para atender a demanda. "Não é uma decisão administrativa. É uma contingência operacional. A opção será deixar de operar na Avenida Cesário de Melo, porque lá temos o maior prejuízo com vandalismo e a menor arrecadação, por conta da evasão. São muitas pessoas que não pagam a passagem e dão calote."

Mira de fuzis
O vandalismo no corredor Transoeste já foi tema de diversos ofícios enviados pelo consórcio à Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). O BRT Rio pede algumas providências: policiamento intensivo para coibir o vandalismo e a evasão, fiscalização pela própria SMTR sobre vans que circulam transportando passageiros ilegalmente e atuação da Guarda Municipal sobre o comércio clandestino.
Suzy Balloussier avalia que, embora o BRT seja uma parceria público-privado, o Poder Público não tem feito sua parte. "Não estamos pedindo dinheiro para a prefeitura. Estamos pedindo que os órgãos públicos atuem naquele eixo, para podermos continuar operando. A coisa é séria. Não é qualquer vandalismo. É tiro, incêndio, quebra de portas, pedradas de fora para dentro. É caso de segurança pública."
Ela dá o exemplo da Estação Vila Paciência, uma das duas que já estão fechadas. A estrutura foi incendiada em 2015 e reconstruída. "Nós colocamos nossos funcionários lá para trabalhar. No primeiro dia, foram expulsos por elementos armados com fuzis. A estação foi novamente depredada, tiraram monitores, câmaras, vidros, borrachões, instalações elétricas. Voltamos mais uma vez com operários e dessa vez não foi possível nem terminar a obra. Eles foram colocados para fora também sob a mira de fuzis."
Segundo a SMTR, as solicitações do consórcio já foram respondidas e a maioria das reivindicações refere-se a questões de segurança pública, afeitas a outros órgãos. Em nota, a pasta afirma que o BRT Rio tem obrigação de "manter os serviços operando de forma regular e satisfatória e que as reclamações referentes à segurança pública, que não são da alçada da SMTR, foram encaminhadas aos órgãos competentes". O texto registra ainda que, em caso de paralisação do sistema BRT, os consórcios responsáveis sofrerão as penalidades administrativas previstas. Por sua vez, a Polícia Militar informou que atua no entorno de todas as estações e age imediatamente sempre que acionada.
O sistema BRT é um dos principais legados da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Rio. Concebido como solução de mobilidade para os eventos esportivos, ele é formado por ônibus articulados que transitam em três corredores: Transoeste, Transolímpica e Transcarioca. Diariamente, o modal transporta em média 380 mil passageiros. Para sua implementação, várias linhas de ônibus deixaram de existir ou se tornaram apenas alimentadoras, fazendo com que muitas pessoas dependam do BRT para se deslocar.
Fonte - Agência Brasil  12/11/2017

terça-feira, 14 de abril de 2015

Em apenas 3 anos, BRT Transoeste já está saturado

Mobilidade

A questão básica é a seguinte: Por que a escolha do BRT?…1º ) Forte influência do lobby dos pneus . 2º) Para o administrador público que quer uma obra rápida e supostamente mais barata,para que possa ser inaugurada ainda dentro do período da sua gestão.Ainda assim os projetos de sistemas de BRT são abreviados para que consumam menos tempo de construção a exemplo do Transoeste e muito outros sistemas iguais implantados a toque de caixa no pais.....

Caio Lobo

E é aniversário de 3 anos do BRT Transoeste, o primeiro BRT que foi entregue na cidade do Rio de Janeiro. Foram convidados 15 mil pessoas para a festa, porém 17 mil vieram, saturando e estragando a festa.
Não entendeu nada o que disse? Vou explicar então. 3 anos se passaram desde a entrega do BRT Transoeste, com custo de R$ 900 mi, e hoje o sistema já esta saturado. Projetado para levar 15 mil pessoas por hora, ele leva hoje 17 mil.
Segundo o engenheiro Eduardo Ratton, em entrevista ao jornal Extra, que o BRT suporta até 15 mil passageiros por hora/sentido. Acima disso, recomenda-se o VLT, que comporta até 35 mil. A partir daí, é metrô. Ratton disse também que o BRT de Curitiba, que inspirou de modelo para o carioca, encontra-se saturado atualmente, porém isso levou 30 anos para acontecer. A capital paranaense já tem projetos de metrô para substituir o BRT.
A Secretaria municipal de Transportes reconhece que “existem problemas, sim, que estão sendo identificados” e promete resolver as questões com obras de infraestrutura ou ajustes determinados pela prefeitura. O órgão ressalta que já solicitou o aumento da frota ao consórcio e desenvolveu um pacote de melhorias que será encaminhado à Secretaria municipal de Obras.
O consórcio BRT reconhece as falhas, mas afirma que a frota cresceu 20% desde 2012. O BRT ressalta que uma parcela dos passageiros do Transoeste migrará para a Transolímpica a partir de 2016. O consórcio não informou a média de passageiros por hora/sentido na Transcarioca.
Fonte - Via Trólebus  13/04/2015

COMENTÁRIO Pregopontocom

A questão básica é a seguinte: Por que a escolha do BRT?…1º ) Forte influência do lobby dos pneus . – 2º) Para o administrador público que quer uma obra rápida e supostamente mais barata,para que possa ser inaugurada ainda dentro do período da sua gestão.Ainda assim os projetos de sistemas de BRT são abreviados para que consumam menos tempo de construção a exemplo do Transoeste que possui apenas uma faixa por sentido com as ultrapassagens sendo feitas apenas nas estações.-3º) Um sistema de BRT completo e tecnicamente correto exige duas calhas de “concreto”/por sentido (ida e volta) cada uma com no mínimo 7(sete) metros de largura com duas faixas continuas em cada calha,uma de circulação e outra de ultrapassagem permanente.O sistema deve ser composto por 3 linhas,Uma paradora (todas as estações),Uma Semi Expressa (que serve apenas algumas estações com picos de demandas) e a linha Expressa (direta) que liga apenas as estações de ponta.Por esse exato motivo e também por eventuais interrupções que possam a vir ocorrer nos corredores em virtude de acidentes ou panes nos veículos, que possam ocasionar algum tipo de bloqueio, é que se faz necessário a implantação de calhas com duas faixas permanentes ao longo de todo o circuito,para que a operação não sofra solução de continuidade com a interrupção do fluxo causados por tais intercorrências.E qual a capacidade de atendimento de demanda observados rigorosamente todos esses parâmetros na implantação do sistema?…..A capacidade de atendimento de demanda normal sem superlotações ou transtornos causados nos embarque e desembarques dos passageiros nas estações é de 19.000 passageiros/h.por sentido,podendo chegar a 23.000 passageiros/h.pico.p/sentido.Dentro desse quadro e mantendo uma "velocidade média" de 26 km/h o sistema opera dentro da normalidade e dentro de um prazo não muito longo, ainda a depender da localidade onde seja implantado. Mas….. é preciso lembrar que o mesmo nunca deve ser utilizado quando a demanda detectada para o serviço já atinge 70 % da sua cota máxima,pois tornara o projeto inviável dentro de um curtíssimo prazo de tempo de operação,e é isso exatamente o que acontece com o Transoeste e muitos outros sistemas de BRTs implantados no Brasil a toque de caixa.O resultado é que no fim o Governo acaba gastando 3(três) vezes mais do que deveria para implantar um sistema duradouro para médio e longo prazo.Gasta 1ª vez para fazer o mal feito,a 2ª para desmancha-lo e a 3ª para fazer um projeto correto e de longa duração…Não existe mistério nessa questão,existe sim falta de bom senso,de planejamento,de responsabilidade com a cidade e a coisa pública e de respeito ao cidadão……..

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Defensoria Pública do Rio propõe acordo de indenizações por acidentes de ônibus - BRT

BRT - Rio

Os dois acidentes ocorreram na manhã de ontem (13), na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. No primeiro, por volta das 7h30, 120 pessoas ficaram feridas na colisão de dois ônibus. No segundo acidente, meia hora depois, de acordo com o Corpo de Bombeiros, 30 pessoas ficaram feridas.

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro - Representantes das empresas Jabour e Pégaso e do Consórcio BRT – responsável pela operação do sistema de corredor expresso, exclusivo para ônibus, no Rio de Janeiro – estiveram reunidos hoje (14) na Defensoria Pública-Geral do Estado do Rio de Janeiro.
Eles ouviram da coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), Patrícia Cardoso, e do coordenador de Tutela Coletiva do Nudecon, Eduardo Chow, uma proposta de acordo para adesão ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com o objetivo de definir indenizações às vítimas de dois acidentes que envolveram ônibus das empresas.
Segundo o defensor Eduardo Chow, os representantes das empresas se comprometeram a informar amanhã (15) se aceitam assinar o acordo, o que deve acontecer até as 15h. Ele disse estar esperançoso com a adesão ao TAC. “Eles deram sinal positivo, mas teriam que conversar com as outras diretorias antes de dar uma resposta definitiva, mas foi boa a reunião. Eles receberam bem a proposta”, disse à Agência Brasil.
Os dois acidentes ocorreram na manhã de ontem (13), na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. No primeiro, por volta das 7h30, 120 pessoas ficaram feridas na colisão de dois ônibus. No segundo acidente, meia hora depois, de acordo com o Corpo de Bombeiros, 30 pessoas ficaram feridas.
Já o Procon estadual instaurou hoje (14) processo administrativo contra o Consórcio BRT, por causa dos dois acidentes no Corredor Transoeste. O consórcio foi intimado a apresentar sua defesa e poderá ser multado.
De acordo com o Procon, ligado à Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, a decisão é baseada no Código de Defesa do Consumidor (CDC), cujo Artigo 6° determina que o consumidor tem o direito básico de se adequada prestação dos serviços públicos em geral. Ainda no código, o Artigo 22 define que órgãos públicos ou suas concessionárias são obrigados a fornecer serviços eficientes e seguros.
Fonte - Agência Brasil  14/01/2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Dois acidentes com BRT no sistema Transoeste deixam 150 feridos na manhã de hoje

BRT

Dois acidentes com o BRT Transoeste deixam 150 feridos nesta manhã - Um dos ônibus teria perdido o freio e provocado a colisão, relata passageiro. O acidente ocorreu na Avenida das Américas, na zona oeste do Rio. Um deles com dois ônibus articulados, na altura da estação CTEx, em que cerca de 120 pessoas ficaram levemente feridas.

O Globo 
Da redação 
Acidentes entre ônibus do BRT hoje cedo, no Rio créditos:
 Carlos Eduardo Cardoso /Agência O Dia
Rio - Pelo menos 150 pessoas ficaram feridas nos dois acidentes envolvendo quatro ônibus do BRT Transoeste na manhã desta terça-feira (13), informou o jornal O Globo, em matéria assinada por Elaine Neves e Ana Cláudia Costa.
O acidente ocorreu na Avenida das Américas, na zona oeste do Rio. Um deles com dois ônibus articulados, na altura da estação CTEx, em que cerca de 120 pessoas ficaram levemente feridas. Minutos depois, outro acidente, também com dois ônibus, aconteceu na altura da estação Pontal, deixando 30 feridos. Bombeiros dos quartéis de Guaratiba e Barra da Tijuca foram acionados para prestar atendimentos aos passageiros. Grande parte das vítimas foi encaminhada para o hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

Veículo sem freios
Passageiros que estavam nos ônibus do BRT disseram que o coletivo que bateu na traseira do outro veículo teria perdido o freio. Segundo a diarista Rose Aguiar, o primeiro ônibus parou no sinal da estação, e o motorista discutia com alguém no celular. Nesse momento, o coletivo que vinha atrás teria tentado parar, mas não conseguiu. Ainda de acordo com a passageira, já no hospital, o motorista do ônibus de trás teria dito que o veículo estava sem freio, até mostrando fotos do pedal do freio quebrado.
De acordo com o consórcio, um coletivo foi disponibilizado para levar os feridos porque ambulâncias não davam conta para socorrer todas as vítimas.
Fonte - Mobilize  13/01/2015

domingo, 13 de outubro de 2013

Estações do BRT no Rio são fechadas depois de vandalismo

Protestos

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
foto ilustração - mobilize

Rio de Janeiro – Duas estações do corredor exclusivo de ônibus (BRT) Transoeste permanecem fechadas depois de terem sido alvo de furtos e depredações na madrugada de ontem (12). As estações Cesarão 1 e 2 foram fechadas na sexta-feira (11), devido a uma operação policial na Favela do Rola, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio.
Depois da operação policial, em que um homem foi morto, moradores incendiaram um ônibus e depredaram as duas estações. As demais estações do BRT estão abertas, segundo a Secretaria Municipal de Transportes.
A Polícia Militar ocupa o entorno da favela.
Fonte - Agência Brasil  13/10/2013

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Problemas nos trens e no BRT provocam transtornos no transporte público do Rio

Transportes

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro – Milhares de passageiros dos trens urbanos que ligam o centro às zonas norte e oeste e dos
ônibus BRT, que fazem a ligação Barra da Tijuca – Santa Cruz, na zona oeste, tiveram uma manhã de caos. Vinte e sete estações da Supervia, concessionária que administra o serviço, ficaram fechadas por mais de uma hora e os ônibus do BRT só voltaram a circular quatro horas depois dos horários previstos.
Um trem do ramal de Santa Cruz enguiçou antes de chegar na Estação de Engenho de Dentro. Os passageiros foram obrigados a descer e caminhar pelos trilhos. Indignados, muitos fizeram um protesto pacífico, colocando camisetas e mochilas sobre os trilhos. Na estação vizinha, de Quintino Bocayuva, alguns passageiros atearam fogo na cabine de uma composição. As chamas se espalharam antes da chegada dos bombeiros, mas ninguém ficou ferido.
Muitas pessoas, vindas da zona oeste e da Baixada Fluminense que desembarcavam na Central, se queixavam da demora no atendimento por parte da Supervia no momento do acidente. Algumas delas disseram que demoraram mais de duas horas para chegar no centro da capital fluminense.
"Eu saí de Nilópolis - Baixada Fluminense - às 8h e só consegui chegar aqui no centro às 10h30. Esses problemas nos trens tem sido cada vez mais recorrentes. Aí, depois, as pessoas ficam chamando os passageiros de vândalos", disse o vigilante Jeferson Oliveira.
A comerciante Natália Dias, que deveria estar às 8h no centro para o seu primeiro dia no novo emprego, se queixou da falta de informações. "Nós ficamos quase 20 minutos com o vagão fechado sem qualquer tipo de informação. Nós utilizamos esse meio de transporte justamente pela rapidez e agilidade, mas não é isso que acontece no dia a dia. Somos tratados como animais. Estamos cansados”, disse a comerciante que mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A Supervia informou, em nota, que o incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros. No entanto, bombeiros e técnicos da empresa permanecem na estação para retirar a composição e liberar as linhas, que ficaram interditadas por mais de uma hora.
Ainda na nota, a Supervia diz que “não existe nenhum material inflamável nos trens e, por isso, suspeita que o fogo foi criminoso”. A empresa acrescentou que foram veiculados avisos aos passageiraos que estavam nos trens e em todas as estações a cada minuto, informando sobre a situação.
Também em nota, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos (Agetransp), informou que abriu boletim de ocorrência e enviou fiscais à Estação de Engenho de Dentro para apurar os motivos do incidente ocorrido pela manhã.
O diretor do Sindicato dos Ferroviários do Rio de Janeiro, Pedro Ricardo de Oliveira, disse que o sistema de trens está cada vez pior. “Cada vez mais o sistema está deteriorado. Cada vez mais vemos a falta de manutenção, a falta de compra de novos materiais. Se alguém está sabotando alguma coisa é a Supervia que está sabotando a população”.
No BRT, o sistema rápido de ônibus, os manifestantes interromperam a circulação na Estação Magarça, em protesto pelo número reduzido de coletivos e pela superlotação. Em nota, o consórcio BRT declarou que a ligação entre Santa Cruz e o Terminal Alvorada foi interrompida desde as 7h25 em função de uma manifestação na estação. “Passageiros deixaram a plataforma de embarque e ocuparam a canaleta de circulação exclusiva dos ônibus que operam o BRT Transoeste, chegando a danificar um ônibus articulado. O protesto provocou reflexos na pista lateral, comprometendo o trânsito em geral na região”.
Fonte - Agência Brasil  03/09/2013

domingo, 14 de julho de 2013

Prefeitura reabre estação de corredor exclusivo de ônibus depredada durante protesto no Rio

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
foto  ilustração - BRT Transoeste
Rio de Janeiro – A estação de BRT (corredor exclusivo de ônibus) de Cesarão 1, na zona oeste, foi
reaberta e voltou a operar, segundo nota divulgada hoje (14) pela prefeitura do Rio de Janeiro. 
 A estação foi depredada durante manifestação de moradores do conjunto habitacional Cesarão contra uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, no último dia 8, que deixou um morto na comunidade.
Os manifestantes quebraram equipamentos eletrônicos e móveis, que foram substituídos pelo operador do BRT Transoeste, sistema que liga vários bairros da zona oeste da cidade por meio de um corredor exclusivo de ônibus. Por isso, a estação ficou fechada por uma semana.
Na operação contra o tráfico de drogas realizada nas favelas do Rola e nos conjuntos Cesarão 1 e Cesarão 2, em Santa Cruz, foram apreendidos 103 cartuchos de maconha, 542 tubos de cocaína, além de 32 papelotes da mesma droga e uma pistola automática. A ação teve apoio de dois carros blindados do Bope, da Companhia de Ações com Cães (BAC) e de um helicóptero com atiradores de elite.
Devido à operação policial, um grupo de manifestantes do conjunto Cesarão 1 interrompeu o trânsito na Avenida Cesário de Melo, na altura da Rua Felipe Cardoso, em Santa Cruz. Um ônibus expresso do BRT, que faz a ligação entre Paciência e o Recreio dos Bandeirantes, foi apedrejado e a estação do BRT em frente ao conjunto habitacional foi invadida e depredada pelos manifestantes.
Fonte - Agência Brasil 14/07/2013

sábado, 12 de janeiro de 2013

Mais problemas no BRT Transoeste no Rio

Túnel de meio bilhão já terá reforço estrutural
O Globo
Fissura na rocha mantém Grota Funda, inaugurado há 7 meses, interditado
Alvinho Duarte/Arena
Após 35 horas alegando problemas elétricos, prefeitura admite que obra do corredor Transoeste precisará de intervenção com malha de aço e concreto. É o segundo problema estrutural na obra, concluída em 2012.
Inaugurado há 7 meses, ao custo de R$ 500 milhões (quase a metade de todo o BRT Transoeste), o Túnel da Grota Funda continuará interditado no sentido Recreio-Guaratiba no fim de semana, para obras de reforço estrutural. Após 35 horas alegando problemas elétricos para justificar a interdição, iniciada às 7h de quinta-feira, a prefeitura admitiu que foi encontrada uma fissura na rocha, que precisa ser contida com malha aço e concreto. A prefeitura atribuiu a fissura a problemas geológicos, e não a erro de execução da Odebrecht. O prefeito Eduardo Paes garantiu que “não há preocupação quanto à estabilidade geral do túnel" Especialista da Coppe/UFRJ, o professor Maurício Ehrlich disse que será necessário verificar ao longo do tempo estalos e trincas no revestimento para saber se outros pontos também exigirão reforço. Segundo ele, a formação de argilomineral, que pode ser a causa do problema, deveria ter sido prevista antes da obra.
Fonte - Domtotal 12/01/2013

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BRT.É o barato que sai caro. (O BRTrem do Rio)

‘Solução é temporária’

Mal “nasceu” e o primeiro corredor exclusivo de ônibus no Rio - o BRT Transoeste - já transporta os passageiros apertados e sem conforto. Para o engenheiro Luiz Antônio Cosenza, membro da divisão técnica de transportes do Clube de Engenharia, o BRT é uma solução temporária para o transporte público da zona oeste.
Foto: É o barato que sai caro. 

‘Solução é temporária’

Mal “nasceu” e o primeiro corredor exclusivo de ônibus no Rio - o BRT Transoeste - já transporta os passageiros apertados e sem conforto. Para o engenheiro Luiz Antônio Cosenza, membro da divisão técnica de transportes do Clube de Engenharia, o BRT é uma solução temporária para o transporte público da zona oeste. 
“Essa é uma solução imediata, mais barata, para poder inaugurar até a
Copa do Mundo, mas depois disso precisa ser revista. Em alguns anos não
conseguirá atender à demanda futura. Trocar os ônibus articulados por
biarticulados pode ajudar”, afirmou. Segundo Cosenza, o BRT só será viável enquanto a demanda não ultrapassar 15 mil passageiros por hora no mesmo sentido: “De 15 a 25 mil, teria que ser o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e, acima disso, só o metrô resolve”. 

Durante os horários de pico o sistema está transportando 10 mil pessoas.
Na sexta-feira foi registrado um total de 26.841 passageiros e, no sábado, de
15.718 usuários.

“Essa é uma solução imediata, mais barata, para poder inaugurar até a 
Copa do Mundo, mas depois disso precisa ser revista. Em alguns anos não
conseguirá atender à demanda futura. Trocar os ônibus articulados por
biarticulados pode ajudar”, afirmou. Segundo Cosenza, o BRT só será viável enquanto a demanda não ultrapassar 15 mil passageiros por hora no mesmo sentido: “De 15 a 25 mil, teria que ser o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e, acima disso, só o metrô resolve”.
Durante os horários de pico o sistema está transportando 10 mil pessoas.
Na sexta-feira foi registrado um total de 26.841 passageiros e, no sábado, de
15.718 usuários.

Fonte -  Metro Rio News 


"Fernando Molica: Um trem para o lugar do 'BRTrem'

Rio - O prefeito Eduardo Paes bem que procurou batizar o sistema de ônibus expressos da Transoeste. Tentou emplacar o nome ‘Ligeirão’, adaptação do ‘Ligeirinho’ de Curitiba, mas bastaram alguns dias para que a população, imbatível no quesito criatividade, recorresse ao nome original — BRT, abreviatura de Bus Rapid Transit — para inventar o termo ‘BRTrem’, maldade que, ao remeter à SuperVia, traduz o aperto enfrentado pelos passageiros. Apesar de proporcionar viagens mais rápidas que os ônibus tradicionais, o sistema, nesse seu início, demonstra não ser a panaceia para o complicado deslocamento numa cidade que tem mais de 70 quilômetros de uma ponta a outra.
O problema é que a prefeitura insistiu em algo condenado por todos os especialistas — o uso de ônibus para o transporte de massa. É até lugar-comum ressaltar que deslocamentos de muita gente por dezenas de quilômetros devem ser feitos sobre trilhos; os trens levam mais passageiros e têm a vantagem adicional de não soltar fumaça. Os ônibus do BRT são maiores e mais bonitos que os convencionais, mas não deixam de ser ônibus, incapazes de absorver a demanda gigantesca de uma cidade com o Rio. Mesmo assim, a prefeitura quer levá-los para a Transcarioca e a Transolímpica. Claro que o BRT da Transoeste deverá ser melhorado, sua implantação acabou de acontecer, há condições de torná-lo mais eficiente. Mas essas melhorias têm um limite: em 2016, o sistema deverá chegar ao Jardim Oceânico, na Barra, onde é prevista uma conexão com o metrô. É fácil imaginar o que acontecerá quando passageiros saídos de seis vagões correrem para embarcar num ônibus, por melhor e maior que seja.
Em três anos e meio de mandato, Eduardo Paes tem o grande mérito de ter desencavado projetos quase lendários, como o aterro sanitário e a revitalização da região portuária. As vias expressas também são pontos positivos, mas a opção pelo ônibus deveria ser revista. O mais difícil — abrir túneis, viabilizar a construção do leito dos corredores — já foi feito. Paes poderia transformar em limonada o limão expresso no irônico apelido ‘BRTrem’ — isto, se implantar naquelas vias um sistema de transporte sobre trilhos, como o VLT que seu próprio governo quer colocar no Centro. Sairia mais caro, mas além de trazer mais benefícios para a população, geraria, no prefeito, o orgulho de ter reabilitado o uso da palavra trem entre nós.

Fernando Molica é jornalista e escritor | E-mail: fernando.molica@odianet.com.br"
Enviado por :  Edinillson Pereira 15/08/2012