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quinta-feira, 23 de julho de 2020

BYD está disposta a pagar as desapropriações da linha 18-Bronze

Transportes sobre trilhos  🚄

O Diretor de negócio da BYD, Alexandre Liu, informou à reportagem do jornal Diário do Grande ABC, que o grupo se colocaria à disposição do governo do Estado, administrado por João Doria, para injetar dinheiro e realizar as desapropriações de terrenos e imóveis que aparecerem no traçado da linha.

Rede Noticiando
foto - ilustração/arquivo
A BYD, empresa especializada em mobilidade elétrica, informou que está disposta até a bancar as desapropriações para retomar o projeto original da linha 18-Bronze do monotrilho. A fase de desapropriações é de responsabilidade do governo do estado, e foi o maior entrave para o andamento das obras, que culminou no cancelamento do projeto e no lugar, a gestão Doria resolveu colocar um corredor de ônibus do tipo BRT (Bus Rapid Transit), cujo projeto se quer foi apresentado até o momento.
O Diretor de negócio da BYD, Alexandre Liu, informou à reportagem do jornal Diário do Grande ABC, que o grupo se colocaria à disposição do governo do Estado, administrado por João Doria, para injetar dinheiro e realizar as desapropriações de terrenos e imóveis que aparecerem no traçado da linha.
"Se for necessário, estamos dispostos a realizar as desapropriações. Basta saber se é possível que uma empresa privada possa realizar este tipo de trâmite. Mas reforço a informação, a BYD se coloca inteiramente à disposição do governo do Estado para que a Linha 18 seja executada com tecnologia de monotrilho", declarou Liu, ao jornal.
Baldy diz que não existe nenhuma proposta sobre a linha 18-BronzeQuestionado em uma rede social sobre essa proposta da BYD, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, respondeu que não existe nenhuma proposta de qualquer empresa, algo que na realidade não é verdade.
"Não existe nenhuma proposta de qualquer empresa. Nada formalizado ao Estado para qualquer projeto. Ainda que seja para a já extinta Linha 18 pelos comitês responsáveis dentro do Governo", disse Baldy.
Em outra ocasião, Baldy respondendo mais uma vez a questionamento em redes sociais disse que "não existe mais a Linha 18", quando foi perguntando sobre as possibilidades do projeto original ser retomado.
"Não existe nenhuma proposta de qualquer empresa. Nada formalizado ao Estado para qualquer projeto. Ainda que seja para a já extinta Linha 18 pelos comitês responsáveis dentro do Governo", disse Baldy.
STM respondeu ao jornalPor meio de nota, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos alegou que o assunto não está mais sob governança da pasta, já que o objeto está extinto.
Nem monotrilho muito menos BRTUm ano após cancelar o projeto de monotrilho na Linha 18-Bronze e escolher um corredor de ônibus como alternativa, nem o contrato de concessão foi rescindido, muito menos foi apresentado o projeto para a implantação do BRT.
Do que se prometeu na época de investimentos em mobilidade no ABC, foram apenas a chegada de "trem novos" (com 10 anos de uso) para a Linha 10-Turquesa da CPTM, fora isso, tudo ficou na promessa.
Secretário afirma que deve lançar obras do BRT do ABC ainda em 2020O secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, voltou a afirmar que o governo estadual pretente lançar as obras do corredor de ônibus entre São Paulo e o ABC ainda em 2020.
A afirmação do titular da pasta de transportes metropolitanos foi dada durante uma reunião Conjunta das Comissões de Transportes e Comunicações e de Assuntos Metropolitanos e Municipais, da Assembleia Legislativa.
Agora é esperar.Resta agora, a população do ABC aguardar novidades em relação ao projeto do corredor de ônibus, que deve ser operado - sem novidade alguma - pela Metra.
Fonte - Revista Ferroviária  22/07/2020

terça-feira, 7 de julho de 2015

Governo de MT deverá gastar R$ 20 milhões em desapropriações do VLT

Transportes sobre trilhos

O metrô de superfície deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo de 2014, mas atualmente o contrato do estado com o Consórcio VLT, responsável pela obra. Não há cronograma válido para a retomada do modal de transporte, licitado em R$ 1,4 bilhão, que segue sem prazo para ser finalizado.

 G1 - RF
foto - ilustração
O governo de Mato Grosso deverá gastar em torno de R$ 20 milhões em desapropriações para a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana. O metrô de superfície deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo de 2014, mas atualmente o contrato do estado com o Consórcio VLT responsável pela obra,"esta temporariamente suspenso". Não há cronograma válido para a retomada do modal de transporte, licitado em R$ 1,4 bilhão, que segue sem prazo para ser finalizado.
"Já começamos a fazer os pagamentos da desapropriação. Estamos conseguindo fazer as liberações [de dinheiro], mas isso vai demorar um ou dois anos, porque vamos fazer a liberação à medida que a obra for realizada. Como o cronograma inicia pelo Aeroporto-Porto, estamos dando prioridade para essa área. Depois, faremos a Avenida do CPA e a terceira será do Morro da Luz com o Coxipó", disse o secretário de estado de Cidades (Secid), Eduardo Chiletto.
Em relação aos gastos com o metrô de superfície, Chiletto disse que o estado não deverá pagar o valor adicional pedido pelo Consórcio VLT e que está tentando parceria para conseguir recursos.
"Se for somar mais o reajuste que querem, a obra ficaria em até R$ 2,2 bilhões. O estado não tem esse dinheiro e entendemos ilegal esse pedido. Estamos trabalhando paralelamente uma parceria público-privada para viabilizar a parte financeira, porque o que está pegando mais não é o cronograma de obras, é o financeiro", disse Chiletto.
O contrato foi suspenso no começo do ano pelo governo para que pudesse passar por auditorias motivadas por suspeitas de irregularidades. E, em abril, também foi suspenso, mas por 75 dias, pela Justiça Federal após conciliação entre consórcio e estado. O prazo terminou no dia 21 de junho. Em tese, o contrato deveria ter sido retomado nessa data, mas o Consórcio VLT pediu mais 30 dias de suspensão à Justiça. A solicitação ainda não foi julgada.
O VLT deverá ser implantado em dois eixos. Um do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até o CPA (Centro Político Administrativo), na capital; o outro entre o Coxipó e o Centro, ambos na capital. Enquanto as obras do VLT não são retomadas, o governo deverá fazer a readequação viária de trechos em que serão instalados os trilhos do modal de transporte. Deverão ser gastos R$ 2,7 milhões.

Transforma Mato Grosso
As declarações de Chiletto foram dadas durante lançamento do programa Transforma Mato Grosso, nesta segunda-feira (6), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, que prevê realizar mais de três mil ações em diversas áreas até o final deste ano. O investimento deverá ser de R$ 3 bilhões.
Os eixos do programa são Viver Bem, Educar para Transformar e Emancipar, Cidades para Viver - Municípios Sustentáveis, Estado Participativo e Empreendedor, e Gestão Eficiente, Transparente e Integrada.
Fonte - Revista Ferroviária  07/07/2015

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Governo do Estado apresenta plano de desapropriações do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos

O documento é uma das condições determinadas pela Justiça Federal, em audiência de conciliação realizada no dia 7 de abril, para a retomada das obras.Também foi entregue um relatório técnico com observações sobre algumas inconsistências encontradas pelo Estado no cronograma apresentado pelo Consórcio, que prevê a finalização da obra em 2018.

Mídia News
foto - ilustração
A Secretaria de Estado das Cidades (Secid-MT) entregou para o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, na manhã de terça-feira (26), o plano de desapropriações referente à obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
O documento é uma das condições determinadas pela Justiça Federal, em audiência de conciliação realizada no dia 7 de abril, para a retomada das obras.
Também foi entregue um relatório técnico com observações sobre algumas inconsistências encontradas pelo Estado no cronograma apresentado pelo Consórcio, que prevê a finalização da obra em 2018.
Segundo a coordenadora de desapropriações da Secid, Geissany Silva, é necessário que se faça o realinhamento entre o cronograma já montado pelo Consórcio e o plano de desapropriações montado pelo Estado.
De acordo com a coordenadora, a redefinição das datas para prosseguimento das obras se deve ao fato do Consórcio solicitar que o Estado realize as desapropriações 120 dias antes do início das construções.
“Com este prazo estipulado e com o cronograma das obras tendo início no dia 01 de julho, o próprio Estado acabaria dando causa ao atraso das obras, o que legalmente é inviável e incorreto”, disse.
Devido aos apontamentos feitos pela equipe da Secid, o Consórcio VLT se comprometeu em analisar os documentos e apresentar manifestação no prazo de 10 dias. Após este período, será realizada uma nova reunião entre Estado e as empresas responsáveis pela obra do modal.
De acordo com o secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, o governo tem buscado alternativas para que a obra seja viabilizada.
“A expectativa é de que antes de ocorrer uma nova audiência, as partes já estejam conciliadas no que diz respeito às questões técnicas”, afirmou.
Conforme cronograma, a próxima audiência de conciliação junto à Justiça Federal deve acontecer nos últimos dias do mês de junho.

Obra
Iniciada em 2012, a obra do VLT tinha conclusão esperada para a Copa do Mundo de 2014 e hoje tem a previsão de finalização apenas em 2018.
Orçada em R$ 1,47 bilhão, a obra não tem nem metade dos serviços concluídos e já consumiu cerca de R$ 1 bilhão dos cofres públicos.
Além disso, o Consórcio VLT cobra pelo menos mais R$ 400 milhões do Governo de Mato Grosso para executar o projeto.
Fonte - Revista Ferroviária  28/05/2015

sábado, 6 de setembro de 2014

Contrato da Linha 6 do Metrô de SP é ilegal, diz a Justiça

São Paulo

Segundo juízas, o próprio contrato do empreendimento é nulo - O pagamento das expropriações tem saído dos cofres do governo do Estado, embora o processo esteja sob a responsabilidade da Concessionária Move São Paulo, que construirá e operará, até 2039, o ramal de 15,9 km.

R 7
foto - ilustração
A Justiça barrou parte do processo de desapropriação para as obras da linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo — uma (PPP) parceria público-privada —, o que pode levar a atrasos. Duas juízas entenderam que é ilegal a forma como são feitas as expropriações para a construção da chamada "linha das universidades", orçada em R$ 9,6 bilhões. Elas entendem que o próprio contrato do empreendimento é nulo. Ainda cabe recurso.
O pagamento das expropriações tem saído dos cofres do governo do Estado, embora o processo esteja sob a responsabilidade da Concessionária Move São Paulo, que construirá e operará, até 2039, o ramal de 15,9 km. Ela é formada por Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC Participações e Fundo Eco Realty. Para as juízas, que apreciaram duas ações desapropriatórias diferentes, não existe validade no contrato firmado em 2013 entre a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos e o consórcio, uma vez que o uso de verbas estatais para quitar os despejos não obedece à legislação sobre regimes de concessão de serviços públicos.
De acordo com a Lei Federal 8.987/95, nos casos em que o poder concedente delega as desapropriações à concessionária, é ela mesma que precisa fazer os pagamentos. Cerca de 370 ações desapropriatórias são necessárias para as obras da linha 6, entre a Vila Brasilândia, na zona norte, e o centro, passando por bairros como Higienópolis e Bela Vista. As desapropriações custarão R$ 673,6 milhões.

Ofensa
A juíza Maricy Maraldi, da 9ª Vara de Fazenda Pública da capital, observa na sentença que o pagamento das desapropriações pelo governo do Estado é "inadmissível", com "flagrante ofensa" à lei federal. Segundo Maricy, o governo "não participou da escolha do escritório de advocacia" para as desapropriações, encargo repassado à concessionária, "que atua sob o regime de direito privado e objetiva apenas à satisfação de seus interesses". A sentença é de 15 do mês passado.
Em outra ação, a juíza Cynthia Thomé, da 6ª Vara de Fazenda Pública, lembra que, além da lei federal, as desapropriações da linha 6 fere a lei estadual 7.835/92, que versa sobre o mesmo tema.
"A concessionária atua sob o regime privado, e visa apenas lucros", diz em decisão do dia 13.

Processo
As ações de desapropriação foram propostas pela Move São Paulo contra pessoas afetadas pela obra. O mérito de nenhuma nem sequer foi julgado, dado o entendimento das juízas de que o contrato é nulo. Inicialmente, o governo do Estado havia lançado um edital que previa o pagamento das desapropriações conforme a lei, mas não houve interessados e a regra foi mudada. Cynthia explica.
— A ausência de interessados não justifica a manobra realizada pelo Estado, ao arrepio da lei, curvando-se, de forma flagrante ao interesse particular.
A Move São Paulo informou na quinta-feira (4), que vai "recorrer das decisões, por meio dos recursos previstos na lei, instruídos com parecer da Procuradoria-Geral do Estado" e não haverá atraso. A Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos foi procurada, mas não respondeu às solicitações da reportagem.
Na data da assinatura do contrato, em dezembro de 2013, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) informou que as obras começariam no primeiro semestre, o que não ocorreu. O ramal levará 633 mil passageiros por dia e deve abrir completamente em 2020.
Fonte - STEFZS  05/09/2014

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Famílias tiveram casas desapropriadas sem necessidade para obras da Copa no Rio, denuncia comitê

Cidadania

Akemi Nitahara 
Agência Brasil 
foto - ilustração
Rio de Janeiro – Terrenos desapropriados pela prefeitura do Rio em 2010 e 2011 para a construção do corredor do BRT Transoeste estão desocupados. A denúncia foi feita pelo Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas, que levou organizações de direitos humanos ao local no Recreio dos Bandeirantes.
O presidente da Associação dos Moradores da Vila Recreio 2, Laércio Chagas, diz que 90% do terreno desapropriado não foi incluído nas obras. “Só utilizaram uma parte, 90% ficou lá. Só tiraram as casas. E tem casas do outro lado da rua que estão quebradas e não fizeram nada”.
De acordo com Chagas, só na comunidade dele foram retiradas 400 famílias sem necessidade. “Eles [as entidades de direitos humanos] viram o tamanho do local que não foi utilizado para nada. A gente tem certeza que foi uma desapropriação desnecessária, com tanta covardia. Não tivemos assistência da prefeitura para nada, ainda mais os que entraram na Justiça”. Chagas diz que o dinheiro que recebeu de indenização não deu para comprar uma casa nova e hoje paga aluguel.
O representante do comitê Renato Cosentino diz que as remoções ocorreram sem que os moradores recebessem explicações claras. “Em 2011, as pessoas não conheciam o projeto, diziam 'a gente não sabe o que vai acontecer com o terreno'. E boa parte deles [dos terrenos] hoje estão vazios, sem uso. Então é grave, as pessoas perderam suas casas, centenas de famílias foram removidas, a princípio para as obras da Transoeste, só que esses terrenos estão ali sem nenhuma utilidade”.
De acordo com Consentino, existem várias denúncias de violações de direitos nas remoções. “Indenizações baixas, pessoas levadas para locais muito distantes e a gente não vê motivo para essa remoção ter ocorrido”. Para o comitê, a remoção está relacionada à especulação imobiliária. “Ali no Recreio é uma área de expansão do mercado imobiliário, esse foi um dos motivos. A presença de comunidades desvaloriza a terra e os novos empreendimentos”, diz.
Cosentino diz que ainda há moradores da Vila Harmonia e Restinga que não receberam a indenização. Representantes da Anistia Internacional, Justiça Global e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores acompanharam a visita. De acordo com Cosentino, será marcada uma audiência pública para discutir a questão na Câmara.
A Secretaria Municipal de Obras informou que apenas executou a obra do BRT Transoeste, não sendo responsável pelo projeto, remoções ou terrenos. A Secretaria Municipal de Habitação (SMH) enviou nota em que diz conduzir os processos de reassentamento de forma democrática e com respeito aos direitos de cada família.
“O próprio decreto municipal que trata dos reassentamentos estabelece todos os procedimentos obrigatórios para reassentar uma família. Isso implica avisá-las com antecedência, esclarecer sobre a natureza e a importância do reassentamento, sempre motivado por interesse público mais amplo. Além de receber as informações, as famílias são recebidas individualmente na própria Secretaria Municipal de Habitação [SMH] e informadas sobre o valor de suas benfeitorias e as alternativas para reassentamento”, diz a nota.
De acordo com a SMH, 20 famílias da Vila Recreio 2 foram reassentadas, 67 da Vila Harmonia e 69 da Restinga, “que optaram entre um imóvel do Programa Minha Casa, Minha Vida ou indenização”. A SMH também informou que não é responsável pelo projeto do BRT ou pelos terrenos que ficaram vazios.
A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos informa que os terrenos que ficaram vazios foram “de grande importância para a implantação do corredor expresso” da Transoeste. Em nota, a Seconserva diz que parte do terreno da Vila Harmonia “foi cedido para a implantação da sede da 18ª Gerência de Conservação. No local, funciona a sede administrativa, com vestiários para os funcionários, almoxarifado e refeitório”. Porém, a secretaria destaca que “não faz uso de demais áreas dos outros terrenos”.
Fonte - EBC  05/09/2013

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Governador do CE visita comunidade no Bairro de Fátima para negociar desapropriações do VLT

Moradores aguardavam para negociar diretamente com o governador há dois anos


Com informações do repórter Levi de Freitas
O governador Cid Gomes (PSB) visitou, na manhã desta sexta-feira, a comunidade Aldaci Barbosa, no Bairro de Fátima, para negociar as desapropriações para construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Os moradores aguardavam há dois anos para negociar diretamente com o governador, que foi à comunidade também na última segunda-feira (5).
Nos últimos anos, governador tem visitado comunidades na Capital que serão impactadas pelo VLT FOTO: Levi de Freitas
O Governo do Estado está oferecendo um apartamento a ser construído em terreno próximo à comunidade, mais indenização. As obras de construção do VLT na Avenida Borges de Meloirão afetar alguns comércios, que passariam para o lado onde fica a comunidade.
Enquanto o apartamento não fica pronto, o Estado compromete-se a pagar aluguel social no valor de R$ 400.
Cid Gomes chegou dirigindo seu próprio carro e caminhou pela comunidade, batendo de porta em porta. "Ô de casa! Vim só conversar, senhora!", dizia, ao chamar as proprietárias das residências. O governador também brincou com a expressão de surpresa de alguns moradores. "Tava dormindo, mulher? Venha aqui, pra gente conversar!", disse a outra moradora. Ao reunir um grupo de moradores, entrou em uma das casas, sentou-se no sofá, e começou a falar, explicando a proposta.
Nesta sexta, os moradores foram mais receptivos à visita do governador. Na segunda, a comunidade demonstrou insatisfação com o Governo por não ser comunicada de como acontecerão as desapropriações, já que as obras avançavam e mesmo assim não se sabia detalhes.
Moradores divergem em relação à proposta
Os comerciantes, que terão de deslocar seus comércios em cerca de 10 metros, ficaram satisfeitos com a proposta, de acordo com Maria Themes, que participou da reunião com o governador. "Há mais de 2 anos que nós aguardamos essa reunião. Nós gostamos da proposta e concordamos com ela. Só esperamos que seja cumprida. Agora tem de ver o outro lado, o lado das pessoas que moram atrás (na comunidade) o que eles vão pensar. Mas a proposta tá boa, só depende de cada um deles aceitar ou não. Os comerciantes aceitaram", disse.
Antônia Aragão de Souza, 46, mora de aluguel em uma das casas que será removida. Ela gostou da proposta feita por Cid. "O governador prometeu me dar um apartamento. Com isso eu saio do aluguel. Por mim, eu já saia hoje", disse, animada com as palavras de Cid Gomes. O governador afirmou que, no caso de Antônia, o proprietário da residência receberá a indenização enquanto que a moradora ganhará o apartamento.
Entretanto, nem todos os envolvidos na negociação com o Governo do Estado estão satisfeitos. Maria das Dores Alves, 66, mora na área há mais de 40 anos. Após a saída do governador, dona Maria encostou no muro de uma vizinha e chorou. "Ele não pode fazer isso com a gente", disse. A moradora não concorda em ser removida. "Fiquei muito magoada com essa história de tirar a gente daqui e botar em apartamento", desabafou. Ela exige, pelo menos, o pagamento de um valor "suficiente" para poder morar com os filhos. "Quero pelo menos R$ 100 mil, que é pra comprar uma casa pelo menos melhor que essa e morar com meus filhos e meus netos. Tô errada?", disse, após ser amparada pela neta.
O governador afirmou que uma equipe irá avaliar os imóveis. Os que custarem até R$ 40 mil receberão a indenização à vista, além do apartamento e o aluguel social. Já as casas que valerem acima de R$ 40 mil receberão a indenização e o aluguel, entretanto, o apartamento terá uma taxa que, segundo Cid Gomes, "pode varia até R$ 50, a ser paga em uns 20 anos". Dona Maria, insatisfeita, afirmou que não quer "passar o final da vida pagando apartamento".
Governador já fez outras visitas às comunidades atingidas devido ao VLT
Cerca de 50 casas da comunidade Aldaci Barbosa serão desapropriadas com a passagem do VLT. Essa não é a primeira visita surpresa do governador à comunidade, em agosto de 2011, ele esteve no local, e não foi bem recebido pelos moradores.
Em abril deste ano, Cid também enfrentou a resistência dos moradores da comunidade Jangadeiro, na Via Expressa, que protestaram contra as desapropriações no local. Sob gritos, o chefe do Executivo Estadual não alterou o tom de voz e continuou tentando explicar às famílias como serão as transformações no local, entretanto o protesto não cessou.
O projeto do VLT surgiu do pacote de obras para a Copa do Mundo de 2014, com objetivo de melhorar a mobilidade urbana da cidade. O sistema de transporte terá estações na Parangaba, Papicu, Montese, Vila União, Rodoviária, São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales, Mucuripe e Iate Clube.
Fonte - Diário do Nordeste  09/08/2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Amazonas busca aporte de R$ 701 mi para mobilidade urbana e infraestrutura

Negociações para a obtenção dos recursos começaram há uma semana entre o Governo do Estado e o Banco do Brasil.


Redação - jornalismo@portalamazonia.com
Foto: Reprodução/Shutterstock
MANAUS – Um novo conjunto habitacional com 2,5 mil residências será construído em Manaus. O investimento faz parte do programa federal ‘Minha Casa, Minha Vida’, e custará R$ 185 milhões, sendo R$ 155 milhões destinados a construção das moradias e outros R$ 30 milhões para obras de infraestrutura do conjunto. Estão previstos também obras do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) na capital e nos municípios de Itacoatiara e Iranduba.
Os projetos serão feitos com recursos do Banco do Brasil. Além do setor de habitação, investimentos serão destinados para infraestrutura e mobilidade urbana também serão realizados com financiamento do banco. O crédito total previsto é de cerca de R$ 701 milhões, e uma carta consulta com o detalhamento técnico de seis projetos na área de habitação, infraestrutura e mobilidade urbana, que deverão ser realizados com financiamento do banco.
As negociações para a obtenção dos recursos começaram há uma semana durante encontro do governador Omar Aziz com o vice-presidente do Banco do Brasil, César Borges. Na última segunda-feira (28) o governador em exercício, José Melo, que se reuniu com membros da direção regional da instituição financeira e secretários de Estado. Foram apresentado os projetos e as linhas de financiamento mais vantajosas do banco, com prazos mais largos para pagamento e custos menores para o Estado.
Na área de mobilidade urbana, o recurso será é destinado a desapropriações e alterações na rede de água, esgoto e energia elétrica ao longo do traçado das obras do monotrilho e do BRT. Para o monotrilho, a expectativa é de R$ 86 milhões. Já para o BRT, serão R$ 100 milhões para desapropriações, repassados a Prefeitura de Manaus.
A negociação de crédito inclui também a segunda fase do Prosamim, no bairro da Cachoeirinha, zona sul de Manaus. O recurso, R$ 200 milhões, será utilizado para completar as desapropriações e interligar o trecho que vai do viaduto, na avenida general Rodrigo Otávio, até a rua Silves. Com essa obra, haverá a interligação da Manaus Moderna ao Distrito Industrial.
Para o Prosamim no interior, o governo espera investir um total de R$ 130 milhões para obras nas cidades de Iranduba e Itacoatiara. Em Iranduba, o recurso será de R$ 75 milhões para obras no Cacau Pirera. Em Itacoatiara, serão R$ 55 milhões para as obras no bairro do Jauari.
Fonte - Portal Amazônia 29/01/2013