UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

SALVADOR,CHUVAS,INUNDAÇÕES E TRAGÉDIAS

Ponto de Vista

Não foram poucas as enchentes, enxoradas, alagamentos, transtornos no trânsito, nos transportes, nos deslocamentos da população,prejuízos no comércio e para a cidade em geral,isso sem falar nos desabamentos de encostas, beiradas da orla, casas e o pior, a perda de preciosas vidas humanas geralmente nos bairros periféricos da cidade,um prejuízo inominável, fatos que geralmente se repetem rotineiramente a cada chuva forte que vem para lavar a cidade de "São Salvador"

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
alagamento na comunidade do Bate Facho - Av.Jorge Amado
O mais do mesmo, o fato que se repete rotineiramente a cada chuva forte que vem para lavar a cidade de "São Salvador",ainda que pese o nome,nenhum "salvador" apareceu para mitigar os graves problemas que ocorrem na nossa cidade sempre que desaba um temporal sobre ela. Não foram poucas as enchentes, enxoradas, alagamentos, transtornos no trânsito,nos transportes,nos deslocamentos da população,prejuízos no comércio e para a cidade em geral, isso sem falar nos desabamentos de encostas,beiradas da orla,casas e o pior,a perda de preciosas vidas humanas geralmente nos bairros periféricos da cidade,um prejuízo inominável.
Mais porque depois de repetitivas vezes tais fatos ainda persistem em nossa cidade?
Pessoas de maneira leviana e imediatista,preferem jogar a culpa na população por não descartar de maneira adequada o lixo que produz.Mais seria essa a principal causa? Quais condições são colocados pelo poder público a disposição da população para um descarte adequado e consciente?
O problema de Salvador é de "infraestrutura",de falta planejamento urbano,de políticas públicas,de eficiência administrativa,de decisão e coragem para enfrentar os problemas da cidade de maneira correta e eficiente,da ausência de uma ampla rede de drenagem consistente e independente dos rios e córregos urbanos, que possam suportar a grande quantidade de águas pluviais nas épocas chuvosas.Essa não é função dos rios e córregos,eles poderão ajudar na dispersão das águas ,mais não como protagonistas.Para os rios urbanos,bem cuidados e bem tratados,cabe amenizar o clima, humanizar e embelezar o ambiente urbano da cidade. Tamponar,encapsular os rios e córregos urbanos dando a eles a função exclusiva da dispersão das águas pluviais ou de esgotos é uma "estupidez" (a única maneira de nominar isso),ao limitar a capacidade hídrica de transporte em tais galerias ou tubulações,automaticamente o excesso muito mais volumoso das águas vai a procura de outros espaços para sua dispersão,e o único caminho disponível nesse caso é a superfície da cidade,causando assim as corriqueiras e nefastas inundações.Além disso a excessiva impermeabilização do solo contribui para o baixo índice de capacidade de absorção das águas das chuvas contribuindo para o agravamento das frequentes inundações.Cuidar das encostas antes das tragédias,relocar adequadamente populações em áreas eminentes de risco,tudo isso deve ser levado em conta,é melhor prevenir do que lamentar.Falta planejamento urbano adequado para a cidade,faltam projetos para médio e longo prazo,falta coragem e disposição para realização de obras necessárias "enterradas", longe dos olhos dos "eleitores",obras que não aparecem como elevados e viadutos de concreto ou suntuosas e desnecessárias, tal como a do BRT, que só agravará mais ainda a ocorrência de inundações,além de influir negativamente(com suas inúmeras obras de arte em concreto),no micro clima nas áreas por ele afetadas.Não existe um conceito de urbanismo planejado para  a cidade que considere o seu futuro e das próximas gerações,os projetos são sempre imediatistas,com soluções breves de curto prazo quase sempre voltadas para interesses políticos e oportunos. Salvador continua uma Veneza em épocas de chuvas....mas,as águas fazem de "Venézia" com suas gondolas, uma atração turística internacional(ainda que isso cause grandes transtornos a sua população e a vida da cidade)....Salvador é uma "tragédia"....repetitiva e irremediável....pelo menos até por enquanto.
Pregopontocom 26/11/2019


imagem do Facebook/Ednillson de O. Pereira

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ATÉ QUANDO SALVADOR????!!!!!

Rios de Salvador 🌊

A luta entre a comunidade do Bate Facho e o Rio Pituaçu é antiga e duradoura,o Rio luta pelo retomada do espaço que lhe foi tirado,os moradores pelo direito a moradia e uma vida com dignidade.Nessa contenda não há vencedores e todos saem derrotados,....o povo e o Rio....até quando?......

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Congestionamentos já mudam a rotina de cidades do Interior

Ceará

O planejamento urbano parece não acompanhar o aumento da frota de veículos nos grandes centros regionais. - E o transporte público de regra geral, ainda é também um grande problema a ser resolvido.

Diario do Nordeste
Jéssyca Rodrigues / Sucursais*

Em sedes municipais como Sobral, ainda há veículos da região
FOTO -  JÉSSYCA RODRIGUES
Sobral Seja na hora do rush ou meio da manhã, o sobralense tem enfrentado engarrafamentos que chegam a durar meia hora nas principais vias da cidade. Com uma a frota de automóveis de 74.354, sendo que desses, 37.048 são motos, a cidade recebe, ainda, veículos de toda a Zona Norte.
O ano de 2014 foi marcado por mudanças no trânsito da região, sendo o maior marco o início das operações assistidas do Metrô de Sobral, que causou diversas mudanças, como a do Arco de Nossa Senhora de Fátima, onde o acesso da Avenida Dom José, em frente ao Colégio Luciano Feijão, cruzando a linha férrea, recebeu um sinal no sentido da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) e o desvio do fluxo de veículos do Sinhá Sabóia, na direção do Centro da Cidade, pela Ponte José Euclides Ferreira Gomes Jr. Outra intervenção foi na Avenida John Sanford, que passou a ter mão única no sentido bairro-Centro, no trecho que vai da Rua do Cachoeiro até a Escola Gerardo Rodrigues. O trânsito no sentido contrário é feito apenas pela Rua Juca Parente, que já tem sentido único. A mudança tem como objetivo "melhorar o trânsito na região, proporcionando maior fluidez ao tráfego de veículos", explica o secretário da Cidadania e Segurança, Pedro Aurélio Aragão.
O que deu certo na Avenida John Sanford não funcionou no Boulevard do Arco. O funcionário público Custódio Azevedo conta que chegou a esperar 40 minutos na rotatória do Arco de Nossa Senhora de Fátima, onde recentemente foram instalados semáforos. "Nunca vi uma rotatória ter sinal, quanto mais três sinais seguidos, a cada esquina", desabafa. Outros pontos de engarrafamento são a Avenida do Contorno e Rua Coronel Frederico Gomes.
As obras do Projeto Sobral Novo Centro também têm prejudicado o cotidiano dos motoristas, sendo que, a cada dia, um novo trecho é liberado ou interditado, de acordo com a necessidade das obras. "Nós nunca sabemos para onde ir", afirma a empregada doméstica Luziane Costa, "seja de moto ou de carro, todo dia é uma interdição diferente, uma buraqueira e um congestionamento sem fim", desabafa.

Cariri
Em Juazeiro do Norte, município mais populoso da Região Metropolitana do Cariri, a grande quantidade de automóveis e motocicletas que trafega diariamente acaba gerando transtornos a motoristas e pedestre. Além da grande quantidade de veículos de passeio, também cresce o número de ônibus de turismo, coletivos e caminhões de cargas. Embora não existam números oficiais em relação ao número de veículos que circulam todos os dias por Juazeiro do Norte, um levantamento realizado em 2012 já apontava que a frota local, àquela ocasião, era superior a 80 mil automóveis.
Os engarrafamentos são mais comuns em horários específicos. Pela manhã, entre 7 horas e 8h30, e no fim do dia, das 17 horas as 18h30. Os pontos de maior lentidão ou de engarrafamentos nestes horários acontecem nas imediações do giradouro de acesso à Avenida Padre Cícero, que liga Juazeiro do Norte ao município de Crato, bem como no sentido Centro da Cidade; e em artérias de maior movimentação do comércio local, como as ruas São Pedro e São Paulo, por exemplo.
"Aqui em Juazeiro o sujeito tem que ter é paciência pra dirigir. Principalmente quem precisa passar pela Praça do Giradouro, em direção ao Crato, no fim do dia, ou então ali próximo ao Centro, até umas 17 horas. A confusão é grande. Não tem quem dê jeito mais não", avalia o mototaxista Geraldo Luis de Sousa, que há mais de 20 anos trafega pelas ruas da cidade.

Centro-Sul
A cidade de Iguatu, a maior da região Centro-Sul, também já registra pontos de engarrafamentos. As áreas mais críticas são o acesso ao núcleo urbano, pela ponte rodoviária sobre o Rio Jaguaribe, no bairro Alto do Jucá, e o cruzamento das ruas 13 de Maio e Santos Dumont, no Centro.
As mudanças verificadas na infraestrutura urbana 'obrigaram' que veículos tenham que trafegar por ruas do Centro para chegar a outras áreas da cidade. Na Rua 13 de Maio, o funcionamento de três equipamentos (hospital, Câmara de Vereadores e escola) atraem centenas de carros diariamente.
Nos horários de pico, filas de carros se estendem por até 2 Km na Rua Cruzeiro do Sul, segmento urbano da CE-060. "O semáforo não permite um fluxo maior de veículos", observa o secretário municipal de Trânsito, Gomes Filho. "O número de veículos aumentou nos últimos dez anos e é necessário um projeto urbano que atenda à demanda atual". Caso não ocorram mudanças, obras de alargamento, por exemplo, a tendência é verificar longos engarrafamentos na Cruzeiro do Sul, principal via de acesso à Avenida Perimetral, em um futuro próximo.

Sertão Central
As duas maiores cidades do Centro do Estado, Quixadá e Quixeramobim, vivem atualmente duas realidades diferentes em matéria de tráfego urbano. Enquanto as ruas de Quixadá estão se tornando cada vez mais estreitas a até surgindo momentos de rush, por falta de planejamento e estrutura urbana, em Quixeramobim, duas grandes obras para aliviar o fluxo dos veículos estão sendo realizadas. Uma delas é a Avenida Antônio Conselheiro e a outra é a Ponte da Maravilha, onde há necessidade de parar o fluxo de um lado do leito para quem vem em sentido contrário poder cruzar a ponte. As duas estão sendo duplicadas.
A respeito do tráfego nas ruas da área comercial de Quixadá, o diretor do Departamento Municipal de Trânsito (DMT), Blasco Monte, informou que a alternativa encontrada pela administração municipal, a curto prazo, para eliminar os congestionamentos será a instalação de mais semáforos em cruzamentos estratégicos. Outra medida adotada a partir do início de 2015 será a implantação do estacionamento rotativo nas principais vias do Centro, acrescentou.
Em Quixeramobim, a Prefeitura deu início a um projeto de mobilidade urbana, denominado "Quixeramobim 2020". Conforme o secretário municipal de Infraestrutura, Luis Edson Nógimo, a aplicação de uma série de normas aliadas à execução de obras, como as da nova avenida e do alargamento da ponte em breve vão melhorar o tráfego na cidade e evitar congestionamentos. Sem elas o trânsito iria se tornar tão desagradável quanto nos grandes centros urbanos, inclusive do Interior.
Jéssyca Rodrigues / Colaboradora*
Fonte - Diário do Nordeste 05/12/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Com absoluta certeza esse não deve ser um problema único das cidades interioranas do estado do Ceará....

terça-feira, 1 de abril de 2014

BRT do Rio de Janeiro: Um sistema de transporte que já nasceu com problemas

BRT 

Colisões e atropelamentos fazem parte de uma triste rotina e, para especialistas, não faltam razões para isso. Eles alertam que este tipo de modal deve seguir gerando cada vez mais transtornos, principalmente por causa da ausência de planejamento e integração com os outros meios de transporte, da falta de treinamento dos motoristas e do mau hábito dos brasileiros de não respeitarem as sinalizações.

Camila Funare
Jornal do Brasil

O BRT do Rio de Janeiro acumula, desde que foi implementado, uma impressionante sequência de acidentes. Colisões e atropelamentos fazem parte de uma triste rotina e, para especialistas, não faltam razões para isso. Eles alertam que este tipo de modal deve seguir gerando cada vez mais transtornos, principalmente por causa da ausência de planejamento e integração com os outros meios de transporte, da falta de treinamento dos motoristas e do mau hábito dos brasileiros de não respeitarem as sinalizações.
Somente nesta semana, ocorreram dois acidentes envolvendo esse sistema. Na manhã de quinta-feira (25), um caminhão bateu em um ônibus BRT na saída do Túnel da Grota Funda, na Avenida das Américas, na zona oeste do Rio. O caminhão, que transportava papelão, acabou tombando, e 32 passageiros sofreram lesões leves. Já na última segunda-feira (24), três crianças foram atropeladas por um ônibus BRT, na estrada do Mato Alto, também na zona oeste. Érica Macedo dos Santos, de 6 anos, Melyssa Farias Areis e Mariana Ferreira Augusto, ambas com 11 anos morreram, e outros quatro ficaram feridos.

Para Orlando Alves dos Santos Jr., professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da UFRJ e pesquisador da Rede Observatório das Metrópoles, não houve uma preocupação no projeto do BRT em oferecer integração com os pedestres e com outros modelos de transporte, como carros e outros ônibus.
“Se analisarmos os acidentes envolvendo BRT, desde o início de sua implementação, veremos que eles ocorreram com modais que compartilham o mesmo espaço público que o BRT. A ausência de planejamento de integração desse modal com os outros acaba gerando acidentes, colisões violentas entre esses veículos, que não estão convivendo de forma pacífica. Vale ressaltar também que a ineficiência desse planejamento quase sempre está atrelada ao fato de não incluírem o veículo a pé na análise, meio de locomoção muito utilizado pelos brasileiros”, explica o pesquisador.
De acordo com uma pesquisa de campo no BRT Alvorada, feita pelo professor da UFRJ, o projeto já nasceu obsoleto. “Eu tive a oportunidade de viajar de BRT e constatei que o sistema não tinha capacidade de acomodar a demanda de passageiros, além de ser mal planejado. O ponto de ônibus, que possibilita a integração do ônibus com BRT, não coincide com a travessia, por isso os pedestres atravessam fora da faixa; os bicicletários não dão vazão para o número de bicicletas, sendo assim, o outro lado da rua também se tornou um bicicletário improvisado; há ausência de segurança, pois as portas do ônibus não se fecham, por causa da superlotação”, contou Orlando dos Santos Jr.
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Já para o engenheiro de Transportes e Mobilidade da Uerj, Alexandre Rojas, outro fator que pode contribuir para os acidentes, principalmente os atropelamentos, é a diferença deste veículo articulado, ou seja, mais longo, do ônibus rodoviário comum. “Os ônibus mais articulados são usados em trajetos maiores, contudo, ele deve ser dirigido como se fosse uma carreta, pois seu sistema de freios não é igual ao de um ônibus comum. Ele atua primeiro na parte de trás e depois vem em cascata para frente. O tempo de parada dele é mais longo, ou seja, demora mais para frear do que um ônibus comum. Se por acaso alguém atravessar na frente desse ônibus, o motorista pode não conseguir pará-lo totalmente a tempo”, afirma.
Porém, Rojas também cita a falta de obediência dos pedestres e motoristas às leis de trânsito como um fator que contribui para os constantes acidentes. “Os cariocas estão acostumados a atravessar fora da faixa e não esperar o sinal vermelho. Quem obedece, na verdade, é que está errado. Hoje, por exemplo, eu estava na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema [zona sul do Rio], quando um homem decidiu atravessar sem se importar com o fato do sinal estar livre para os carros. Consequência: um carro foi obrigado a dar uma freada brusca para não atropelá-lo e o homem ainda xingou o motorista”, contou.
Segundo o engenheiro de transportes, o que deveria e pode ser feito para amenizar essa situação são campanhas educativas, a fim de conscientizar a população sobre as leis de trânsito e sua importância. “O governo deveria investir no marketing de trânsito, colocando placas mais chamativas e chamadas de alerta, avisando que naquele trajeto há BRT, já que as convencionais não estão funcionando. Seria interessante também se existissem atividades lúdicas com as crianças para ensiná-las sobre o comportamento do pedestre no trânsito, porque se a criança for educada, ela transmite isso para os pais. Afinal, o código de trânsito prevê uma verba para educação”, argumenta Rojas.
Segundo o professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, Paulo Cezar Ribeiro, a ausência de guardas municipais no tráfego, necessário para fiscalizar o comportamento de pedestres e motoristas, facilitaria o fim das constantes infrações no trânsito. “Uma coisa que eu falo há mais de dez anos é que as pessoas não respeitam a sinalização. Se dermos uma volta pela cidade veremos uma quantidade enorme de motoristas infratores, no quesito comportamento, já que não há patrulhamento para fiscalizá-los. Só há radar parar multar por excesso de velocidade”, afirma.

Ribeiro também critica a ausência de um planejamento adequado na infraestrutura do sistema BRT e da integração com outros modais. “Como era o meio de transporte mais barato, rápido e fácil, simplesmente colocaram uma faixa exclusiva na Avenida das Américas para esse modal, construíram uma estação bem simples, e pronto. Não houve planejamento, logo não integrou-se nada”, censurou o especialista.
Fonte - Do Blog Meu Transporte  31/03/2014