UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

21ª SEMANA DE TECNOLOGIA e METROFERR - O custo da imobilidade

Mobilidade

O painel "O CUSTO DA IMOBILIDADE", será realizado no dia 09 de setembro, das 10h40 às 12h00, no auditório principal na 21ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, evento realizado pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP, no período de 08 a 11 de setembro próximo, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP).

Digital Assessoria Comunicação Integrada
foto montagem - ilustração
Em face da atual conjuntura econômica, temos enfrentado cortes expressivos nos investimentos em transporte público de qualidade, o que provocará o adiamento da implantação de soluções que possam reverter o quadro crítico da mobilidade urbana em nossas cidades.
Por diversos motivos, dos quais a crise orçamentária é apenas um, temos assistido a um recrudescimento do rodoviarismo, agravando as condições precárias da mobilidade e adiando uma vez mais a implantação das redes estruturais que poderão permitir a reversão desse quadro.
O painel "O CUSTO DA IMOBILIDADE", será realizado no dia 09 de setembro, das 10h40 às 12h00, no auditório principal na 21ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, evento realizado pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP, no período de 08 a 11 de setembro próximo, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo (SP).
Esse painel pretende demonstrar que a imobilidade, entendida como a inação na implantação de políticas públicas voltadas à promoção do transporte sustentável, custará mais caro ao país que qualquer esforço que precise ser feito para levar a cabo essas políticas.
“O painel é a continuidade de um documento preparado por ocasião da conferência RIO+20 (UNCSD) com o objetivo de defender a inclusão do tema do transporte sustentável no documento final, pois o assunto não constava do draft zero. A elaboração desse documento foi coordenada pela ILATS - Iniciativa Latino-Americana para o Transporte Sustentável, e tinha como base de sustentação uma publicação intitulada “O Custo do Insustentável” (disponível em http://issuu.com/ilats/docs/o_custo_do_insustentavel_1_1web )”, explica o diretor da AEAMESP, Luiz Antonio Cortez Ferreira.
foto - ilustração
De acordo com Cortez, apesar do nome, a publicação continha as bases científicas mas não monetizava os impactos. “Nosso objetivo agora é apresentar estudos monetizando esses impactos. Além do painel na 21ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, pretendemos publicar ainda este ano um caderno com trabalhos e artigos científicos sobre os temas que serão apresentados durante as apresentações”, complementa Cortez.
Segundo ele, o painel abordará os principais impactos que afetam as metrópoles: poluição veicular e saúde, acidentes de trânsito, congestionamentos, além de um estudo apresentando impactos positivos na economia.

Composição do painel
O painel com a moderação do médico sanitarista e político brasileiro, filiado ao Partido Verde Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho contará com quatro palestrantes: a professora da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, Simone Georges El Khouri Miraglia, que falará sobre os reflexos da poluição veicular, saúde e custos decorrentes; o técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, Carlos Henrique Carvalho, fará uma apresentação sobre custos dos acidentes de trânsito; o Especialista Sênior em Competitividade Industrial e Investimentos na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro – FIRJAN, que falará sobre os custos dos congestionamentos; e o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo – FEA USP, Eduardo Haddad, que fará uma apresentação sobre os impactos econômicos da rede de metrô em operação (“The Underground Economy: Tracking the Wider Impacts of the São Paulo Subway System”, disponível em http://www.usp.br/nereus/?p=3011)
Cada apresentação terá 15 minutos e 20 minutos foram reservados para os comentários do moderador e perguntas e respostas.
Paralelamente à 21ª Semana de Tecnologia Metroferroviária acontece a METROFERR EXPO 2015, uma exposição que reúne empresas fabricantes de equipamentos metroferroviários, fornecedores de peças e serviços, mídias especializadas, etc. que levam ao evento as inovações oferecidas ao mercado metroferroviário.
Serviço
21ª SEMANA DE TECNOLOGIA e METROFERR
Data: 08 a 11 do 09 de 2015
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo – SP
Fonte - ABIFER  27/08/2015

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Passagem de ônibus nas capitais está defasada em 12,8%, diz NTU

Transporte público

“No próximo mês alguns municípios deverão reajustar tarifas ou achar recursos para subvenção”, disse Otávio Cunha. “Feitas em algumas cidades, as isenções – em especial do ICMS sobre o diesel – apenas têm ajudado a não dar impactos maiores nas tarifas”, acrescentou. - Prefeitos temem que eventual reajuste nas tarifas de ônibus provoquem manifestações semelhantes as de 2013

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
foto - Pregopontocom
As passagens de ônibus, nas capitais, estão com uma defasagem média nos preços cobrados de 12,8%. A conta é da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU). De acordo com o presidente da entidade, Otávio Cunha, prefeitos receiam que a situação complique ainda mais, com um possível reajuste nos preços das tarifas. Ele destaca que os prefeitos trabalham com a possibilidade de novas manifestações, como as ocorridas em julho de 2013, caso os preços das passagens aumentem.
“No próximo mês alguns municípios deverão reajustar tarifas ou achar recursos para subvenção”, disse Otávio Cunha. “Feitas em algumas cidades, as isenções – em especial do ICMS sobre o diesel – apenas têm ajudado a não dar impactos maiores nas tarifas”, acrescentou.
Segundo ele, o déficit de 12,8% já considera as isenções feitas pelo governo federal na folha de pagamento, que mudou a contribuição patronal na alíquota de faturamento, resultando em uma diminuição de 4% no custo, além de 3,85% relativo à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
“Em consequência das manifestações de 2013 houve uma deflação de 5% nas passagens, apenas com as desonerações e reduções”, informou o presidente da associação. De acordo com a NTU, as gratuidades e os benefícios nos sistemas de transporte são outros fatores responsáveis pelo aumento de 17,8% no preço das passagens.
Representante de empresas de transporte coletivo
 reclama de incentivos do governo ao transporte
individual -Arq./Marcelo Camargo/Agência Brasil
A principal reclamação da entidade é a política de incentivo ao transporte individual, promovida pelo governo. “A política de preços do óleo diesel mostra isso. Entre junho de 2012 e novembro de 2014, o preço da gasolina aumentou 23%, enquanto o óleo diesel [principal combustível usado pelos ônibus] aumentou 38%”, disse Cunha.
Se o recorte for entre 2001 e 2014, o diesel contabiliza, segundo a NTU, um aumento de 202%. No mesmo período, as passagens aumentaram 163%, o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado foi 128% e a gasolina teve um reajuste de 76%. Otávio Cunha ressalta que o óleo diesel representa 23% do custo total dos serviços de transportes.
Para melhorar a situação das empresas, a NTU apontou algumas alternativas, em entrevista na Confederação Nacional dos Transportes. Entre elas, a criação de um programa emergencial de qualificação do transporte público urbano por ônibus; a adequação da estrutura do governo federal à Lei de Mobilidade Urbana o que, segundo Otávio Cunha, não tem ocorrido; um mutirão nacional em favor dos planos de mobilidade urbana; e o apoio à aprovação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 307/13, que destina 70% dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) aos municípios, 20% aos estados, e 10% ao governo federal.
“Se metade da subvenção [destinada a municípios] tiver como destino a operação de transporte público, metade dos custos estariam abatidos. Ou seja, reduziria pela metade o preço da passagem de ônibus”, disse o dirigente. Projeções da NTU indicam que, ao todo, seriam arrecadados cerca de R$ 35 bilhões por ano.
Ele propõe que a outra metade dos recursos municipais da Cide, no formato apresentado pela PEC, tenha como destino a infraestrutura de transportes das cidades.
As propostas apresentadas pela NTU para o setor, prevêm a priorização do transporte público sobre o individual, a continuidade dos investimentos federais, estaduais e municipais no transporte, e a implantação de uma política de preços diferenciada para tornar o óleo diesel mais barato.
*Matéria alterada às 15h02 do dia 20/11/2014 para correção do nome do presidente da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano
Fonte - Agência Brasil  20/11/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Enquanto permanecer no país a tendência em privilegiar o oligopólio do transporte público na sua grande maioria sobre pneus,rodoviarísta,em detrimento da implantação e expansão dos sistemas de transportes de massa sobre trilhos em conjunto com outras alternativas sustentáveis,dando a eles (setor rodoviário) força para que continuem dando as cartas no seguimento de transportes,enquanto o transporte público não deixar de ser visto apenas como uma atividade simplesmente comercial ou uma fonte incessante de lucros,enquanto o transporte público não for tratado pelos maioria dos administradores como uma "atividade essencial" de utilidade pública e social......vai ser isso ai. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Transmilenio - O fracasso do BRT

Mobilidade

Sistema Transmilenio, Bogotá D.C. (BRT)






COMENTÁRIO Pregopontocom

Não da para entender uma cidade com 7 milhões de habitantes,e capital de um pais, em que  todo sistema de transporte público é feito unica e exclusivamente através de pneus.A escolha por essa "opção desastrosa" cabe única e exclusivamente a um "gênio"  chamado Enrique Peñalosa. A equivocada escolha tem custado um alto  preço a população da cidade.... e quanto custará mais agora para corrigir tal erro???????

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Queremos um trem para o litoral e o interior!

Mobilidade

Feriados voltam a escancarar irracionalidade social e ambiental do automóvel. Caos exige reabrir um debate: até quando país adiará reconstrução de sua malha ferroviária? - Já está mais do que claro que duplicação de rodovias, construção de novas pistas, túneis e viadutos não resolvem esse problema. Além de não darem conta da demanda – que só aumenta à medida que se abre mais espaço para veículos passarem....

Do Blog Raquel Rolnik

Mais uma vez a volta do feriado exigiu muita paciência dos paulistanos. Muita gente ficou horas parada no trânsito para conseguir voltar pra casa. Um amigo levou 10 horas para fazer um trajeto entre o litoral e a capital que normalmente dura 3 horas. Imagine só… você passa quatro dias descansando, mas chega em casa totalmente estressado depois desta agradabilíssima viagem de volta…
Já está mais do que claro que duplicação de rodovias, construção de novas pistas, túneis e viadutos não resolvem esse problema. Além de não darem conta da demanda – que só aumenta à medida que se abre mais espaço para veículos passarem –, as consequências ambientais são sempre grandes e raramente mitigáveis. Destruímos serras para chegar mais rápido e usufruir… das próprias serras…
Antigamente era possível ir de trem até Santos e até mesmo para o Guarujá. Lembro que íamos de trem para o Rio, para Minas e para todo o interior de São Paulo. É inacreditável que hoje, com tantos recursos e tecnologias disponíveis, não exista essa alternativa.
Além de ficarmos engavetados em viagens intermináveis, nossos carros entopem as belas praias, montanhas e cidades históricas que vamos visitar. Na maior parte delas, aliás, não há a menor necessidade de uso do carro. É possível resolver tudo a pé ou de bicicleta, ou usar transportes locais, minimizando o enorme impacto ambiental que essa imensa quantidade de veículos causa a pequenas vilas e cidades.
Precisamos urgentemente de um trem que ligue a metrópole ao litoral e ao interior.
No ano passado, o Governo do Estado anunciou a construção de uma linha de trem de média velocidade – 120 km por hora – para fazer essa ligação. O projeto – chamado de Trem Intercidades – prevê 430 km de malha ferroviária.
De acordo com o que foi divulgado pela imprensa, esse trem ligaria a capital a Campinas, Americana, Jundiaí, Santo André, São Bernardo, São Caetano, Santos, Sorocaba, São Roque, São José dos Campos, Taubaté e Pindamonhangaba. A publicação do edital para concorrência pública para empresas interessadas em entrar no projeto, via parceria público-privada, foi prometida para este ano, mas até agora nada…
Já imaginaram? Poder viajar tranquilamente, com conforto e hora marcada pra sair e pra chegar, preservando nossas praias e nossas cidades dos danos causados pelos carros?
Queremos um trem para o litoral e interior já!
Raquel é urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada.
Fonte - STEFZS  28/04/2014