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terça-feira, 29 de março de 2016

Prefeitura de São Luis lança edital de licitação do Sistema de Transporte Público

Transporte público

Após o lançamento do edital de licitação do sistema de transporte público de São Luis no dia 28/03,as empresas de ônibus terão 45 dias para apresentar propostas.O edital prevê substituição imediata de 200 ônibus fora da idade média recomendada,bem como climatização e acessibilidade em toda a frota

O Imparcial
foto - Pregopontocom /TI  Praia Grande  São Luis
Foi lançado, na manhã de ontem, o edital de Licitação do Sistema de Transporte Urbano em São Luís. O evento aconteceu no auditório da Prefeitura de São Luís, localizado no Centro. O lançamento contou com a presença do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o secretário Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Canindé Barros, o vereador Pavão Filho e demais autoridades.
A licitação servirá para que a prefeitura abra uma livre concorrência que irá selecionar empresas de todo o Brasil para administrarem o sistema de transporte de São Luís.
O documento já está à disposição das empresas ou concessionárias, que poderão fazer suas propostas num prazo de 45 dias. O novo modelo do serviço de transporte estabelece no primeiro ano de operação das empresas selecionadas: a substituição imediata de 200 ônibus fora da idade média recomendada pelo edital, bem como acessibilidade em toda frota, inserção no sistema de ônibus, substituição gradativa da frota convencional por ônibus com ar-condicionado, sendo 180 climatizados.
Outra novidade a partir da licitação será a telemetria - ferramenta de controle e fiscalização do sistema que permitirá o acompanhamento preciso de toda a rota do veículo, evitando que este faça desvios ou deixe de passar em pontos onde originalmente deveria fazer parada. A licitação também proporcionará a redução da idade média dos ônibus em circulação na capital. O número que atualmente é 5,8 pode ser reduzido para quatro anos, a partir da licitação.

Lotes
O edital ficou dividido em quatro lotes, podendo participar uma empresa ou por consórcio (empresas juntas). Cada empresa ou consórcio poderá atuar em apenas um lote, evitando assim o monopólio. Todos os benefícios existentes (idosos, meia-passagem, cartão criança etc) serão mantidos. A previsão para a conclusão do processo licitatório é até julho. Depois de assinados os contratos, as empresas ou consórcios vencedores terão 90 dias para se adaptarem às exigências do edital.
Fonte - O Imparcial   29/03/2016

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Secretário critica Neto, clama por adiamento de licitação de ônibus e aponta 'equívocos técnicos'

Salvador

A metropolização de Salvador é inevitável e já aconteceu sem que as administrações municipais se dessem conta se preocupassem e procurassem entender essa transformação.A metropolização das cidades envolvidas é inevitável e isso já faz parte do novo plano de mobilidade urbana (LEI Nº 12.587, DE 3 DE JANEIRO DE 2012) 

Evilásio Júnior
Foto: Elói Corrêa/ GOV BA
O secretário estadual de desenvolvimento Urbano, Manuel Ribeiro, afirmou que o objetivo do ofício enviado pelo Estado ao Município para suspender a licitação do transporte coletivo de Salvador é uma solicitação para que se "examine a necessidade de adiar o processo por conta de equívocos técnicos". Em entrevista ao Bahia Notícias, ele reclamou do imbróglio diplomático gerado pela troca de farpas via imprensa. "A primeira coisa que eu gostaria de colocar é que isso foi um ofício do governador para o prefeito, que muito pouca gente do Estado sabia e, de repente, o governador recebeu a resposta de forma não muito delicada. A resposta deveria ser pessoal", condenou. De acordo com o titular da Sedur, três aspectos motivaram o pedido: a contestação do prefeito ACM Neto (DEM) à Lei que criou a Entidade Metropolitana, a "dificuldade de diálogo" com a prefeitura e "problemas" no edital que abriu a concorrência pública. Segundo Ribeiro, a primeira questão diz respeito à opção de se utilizar outorga onerosa, para arrecadar R$ 180 milhões aos cofres municipais. "Está na contramão da Lei Federal de Mobilidade e contra o princípio geral de modicidade tarifária. Por que não fazer por menor preço, que você estabelece um sistema equilibrado? Essa opção não só tira dinheiro do passageiro do ônibus, como também vai acabar prejudicando a própria prefeitura, porque ela está dizendo que o sistema de transporte dela é superavitário. Por exemplo, ela está pleiteando agora com o governo federal o BRT. Como pleitear recursos se o seu sistema é superavitário? Acho não só socialmente ruim, como também vai dificultar em nível de investimento na cidade", assinalou.

Outro questionamento do secretário diz respeito à ausência de um projeto básico adequado anterior à abertura da concorrência pública do setor. "O edital deveria ter um projeto básico. Serve para que o licitante possa determinar o preço que pode entrar nessa licitação. Não existe projeto básico. O que tem aí é um arremedo, já elogiando", criticou, ao opinar que o sistema tarifário previsto "só atende ao interesse privado e não ao interesse do usuário". "Tem tanta gente regulando ônibus metropolitano, trem, ônibus, Stec (Sistema de Transporte Complementar), que vai ser difícil ter a prática de reajustamento tarifário, por exemplo, anual. Podem ter datas e percentuais diferentes, o que também vai afetar o equilíbrio interno do sistema", cogitou. Ele chama a atenção de que, embora a exploração do sistema, conforme estimado na licitação, seja de 25 anos, não há previsão de integração com outros modais, a exemplo de ônibus intermunicipais, trens, lanchas e ferry boat, o que prejudicaria, sobretudo, o "usuário de baixa renda". No seu entendimento, a formatação do novo modelo de transporte poderá inviabilizar modais de massa como o metrô e o VLT, ainda na fase da promessa. "Outro problema que a gente vê é o risco da prática do modelo concorrencial, que está aí adotado. Todas as linhas, hoje, passam pelo Iguatemi, porque lá tem 22% dos passageiros. Isso pode acabar causando um prejuízo para o metrô, o trem e o VLT, que são vetores troncais que têm que ser alimentados pelos ônibus que entram nos bairros. Se privilegiar entre eles [empresários de ônibus], vai acabar prejudicando o sistema troncal", sentenciou, ao completar que "todas as pesquisas entre os usuários apontam que a principal insatisfação não é com o ônibus ou com o serviço e, sim, ficar muito tempo no transporte".
Foto: Betto Jr./ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Ele contesta ainda que a resolução do problema de circulação na cidade não se dará só com coletivos sobre rodas. "Principalmente se der prioridade ao transporte individual, visto que ainda não é cobrado estacionamento em shoppings e muita gente usa carro", considerou, ao fazer um apelo: "A gente tem que ver que os contratos de concessão são muito longos: o metrô são 30 anos e o ônibus, 25. Talvez esta seja a última oportunidade que a gente tenha de fazer algo planejado. A última licitação de ônibus, segundo a própria prefeitura diz, foi há 40 anos. Não vão ser seis meses de adiamento para fazer de outro jeito, com uma visão metropolitana de futuro, que vão perturbar e criar mais problemas para o transporte coletivo", apelou. Para se chegar a uma equação ele requer que o prefeito atenda ao regimento da Entidade Metropolitana. "O prefeito diz que não obedece à lei porque é inconstitucional. Lei é para ser obedecida. Inclusive o IPTU dele muita gente contestou, mas foi lá, pagou, e foi à Justiça contestar. Ele, como prefeito, tem que respeitar e dar o exemplo. Agora, se ele acha que a lei é inconstitucional, ele vá aos tribunais. O Supremo está aí para ele fazer uma ação de inconstitucionalidade, mas até ele ter uma decisão favorável, tem de cumprir", sugeriu.
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Ribeiro defende a legitimidade da norma, a partir da aprovação na Assembleia Legislativa, por 50 votos a três. "Na realidade, o Estado estava cumprindo um mandamento constitucional. É uma lei complementar para um grupamento de municípios limítrofes com funções públicas de interesse comum. Não foi para pirraçar o Município e, sim, cumprir suas atribuições constitucionais. Quem controla a entidade são municípios e não o Estado. Salvador tem mesmo número de votos que o Estado e o fiel da balança são os demais municípios. Essa lei foi bastante republicana, sem nenhuma intenção de subtrair a autonomia municipal. Quem tem que fazer a licitação do transporte é o Município, mas não dá para olhar só para o seu umbigo e, sim, para área metropolitana", justificou. Ele não sabe dizer se a Procuradoria Geral do Estado pretende acionar a prefeitura de Salvador, caso Neto cumpra a promessa de manter a licitação e os prazos estabelecidos no edital.
Fonte - Bahia Notícias  11/07/2014

COMENTÁRIO DE  Salvador Sobre Trilhos

Conhecem aquele velho ditado conversa mole pra boi dormr?????......Pois é...""porque a cidade não suporta mais o modelo atual"".....????......mais a quantos anos????!!!!.... magico,engraçado,surreal,só agora ele descobriu isso...deu um jeitinho para atrasar o Metrô o quanto pode,e essa licitação vem se arrastando desde a época do antigo prefeito..."3 vezes na madeira"....sempre adiada e sempre empurrada com a barriga,não é agora que ela provavelmente vai andar.Acontece pelo que se especula,que nem os donos de ônibus de Salvador a querem, na verdade estão muito temerosos que consórcios poderosos e nacionais formados por grandes empresas do setor venham abocanhar uma boa fatia da sua mina de ouro,e por isso até já se articularam na reformulação dos seus consórcios locais,e todos sabem disso inclusive o concedente. A estratégia é apostar em um possível embargo da licitação,cheia de vícios, e arrumar um bode expiatório para justificar perante a população da cidade a sua não realização,muito comodo por sinal.A quem cabe os possíveis embargos já entendeu a pegadinha,e ai la vem adiamento em cima de adiamento na esperança que alguém morda a isca,só que essa estratégia não vai mais funcionar já esta desgastada.Salvador é hoje uma cidade que fundiu as suas fronteiras com as dos seus vizinhos que somando-se a eles formam o grande elo da RMS,e por isso não cabe mais pensar um sistema de transportes urbano exclusivo que não converse com os sistema de transportes a sua volta,dos seus vizinhos.A metropolização de Salvador é inevitável e já aconteceu sem que as administrações municipais se dessem conta se preocupassem e procurassem entender essa transformação.A metropolização das cidades envolvidas é inevitável e isso já faz parte do novo plano de mobilidade urbana (LEI Nº 12.587, DE 3 DE JANEIRO DE 2012) .....CAPÍTULO IV DAS ATRIBUIÇÕES Art. 16. São atribuições da União: I - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, Distrito Federal e Municípios, nos termos desta Lei; II - contribuir para a capacitação continuada de pessoas e para o desenvolvimento das instituições vinculadas à Política Nacional de Mobilidade Urbana nos Estados, Municípios e Distrito Federal, nos termos desta Lei; III - organizar e disponibilizar informações sobre o Sistema Nacional de Mobilidade Urbana e a qualidade e produtividade dos serviços de transporte público coletivo; IV - fomentar a implantação de projetos de transporte público coletivo de grande e média capacidade nas aglomerações urbanas e nas regiões metropolitanas... - Por tanto não adianta fazer marolas nem jogo de sena para criar um clima e iludir a população com discursos eufóricos de conteúdos políticos que não trara nenhuma solução efetiva para o problema, pelo contrário só ira agrava-lo mais ainda com um pesado ônus para a cidade e a sua população.Com a chegada do Metrô e a prevista modernização e reformulação dos trens do subúrbio e outros prováveis sistemas de transportes sobre trilhos (VLTs) e até sobre pneus, a de se entender que nem o sistema atual nem o sistema,de isolamento,proposto pela município servem para compor a nova realidade da mobilidade urbana de maneira ampla e metropolitana,a modernização e a racionalização de todo o sistema estrutural da mobilidade composta por vários modais,não pode ser transformada uma guerra política e mesquinha sem vencedores cujo o maior perdedor será sempre o povo e a cidade.O mais correto e o mais sensato será observar as diretrizes da nova lei de mobilidade urbana,sentarem -se a mesa,todos os envolvidos,prefeitos e governador e conjuntamente desarmados de interesse políticos econômicos e eleitorais em beneficio de uma nova ordem para a mobilidade urbana que contemple e integre todas as cidades da RMS e Salvador.Dessa forma só teremos a ganhar e todos sairemos vitoriosos.
A.Luis
Coordenador do Movimento Salvador Sobre Trilhos

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Suposta crise de empresas seria estratégia para readequação

Transportes

Não haveria motivos financeiros para o fechamento da Barramar, diz Takemoto - Ele explica que o transporte público é uma das três principais fontes de lucro do município, portanto não haveria motivos financeiros para o fechamento da Barramar.....

Priscila Machado - A Tarde
Arestides Baptista | Ag. A TARDE
Para o ex-diretor da Companhia Municipal de Transporte Coletivo de São Paulo, Walter Takemoto, o fechamento da Barramar e a suposta crise financeira não passam de um acordo entre os empresários e a prefeitura para formar os grupos consorciados que vão explorar o transporte público nos próximos 25 anos.
Ele explica que o transporte público é uma das três principais fontes de lucro do município, portanto não haveria motivos financeiros para o fechamento da Barramar ou para a falta de compromisso legais com os funcionários pela Capital.
"Ninguém deixaria linhas muito rentáveis, alegando prejuízos e incapacidade de se manter. A Barramar deve ter saído de cena após receber alguma compensação da prefeitura", opinou.
Ainda conforme ele, as empresas de ônibus, normalmente, praticam várias irregularidades do ponto de vista fiscal e tributário. "É uma prática mais ou menos comum no nosso país e é isso que faz com que as empresas mudem de nome ou de dono e permaneçam sob o controle da mesma família", disse.

Licitação
O secretário Fábio Mota negou que haja negociação entre empresas e a prefeitura. "São as empresas que decidem se querem ou não participar do processo licitatório. Estamos falando da necessidade de pagar por uma outorga onerosa. Só participa quem tem interesse", afirmou.
Ainda conforme Mota, o recurso serve como caixa para a prefeitura fazer investimento em obras de infraestrutura e mobilidade urbana.
O processo licitatório prevê que três grupos consorciados passem a explorar o transporte, por meio de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), o que, para o secretário, vai facilitar a administração.
Fonte - A Tarde  04/07/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Ainda poderíamos acrescentar as considerações do Sr Walter Takemoto o fato de que dentro dessa estratégia da empresa que se retirou misteriosamente do sistema de transportes de Salvador,abrindo mão das suas linhas para outras empresas sem nenhum ressarcimento aparente,poderíamos imaginar também o fato da mesma esta se preparando para dar um "bote" na licitação,formando um consorcio exclusivo juntamento com um grande grupo do setor a nível nacional já que ela detém uma boa infraestrutura de garagem e manutenção tudo dentro das especificações do edital de licitação e preservou toda a sua frota de veículos dando continuidade a manutenção regular dos mesmos com uma equipe da empresa matriz.....As cartas estão na mesa....aguardemos o inicio do jogo.