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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Salvador atrasa Plano de Mobilidade e está impedida de receber recursos

Mobilidade

A Política Nacional de Mobilidade Urbana – Lei 12.587/2012 – determina que cidades com mais de 20 mil habitantes são obrigadas a elaborar o PlanMob, instrumento de política de desenvolvimento urbano que tem objetivo de promover a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas na capital baiana.O prazo venceu em meados de abril deste ano e, sem o Plano, a gestão soteropolitana está impedida de dar início às obras.

Por David Mendes - TB
foto - ilustração
Salvador - Com dois meses de atraso, a prefeitura de Salvador ainda não concluiu o Plano de Mobilidade (PlanMob), o que impede o recebimento de recursos federais na ordem de R$ 541,8 milhões destinados à implantação do corredor exclusivo para o BRT (Bus Rapid Transit) que vai fazer, inicialmente, o trajeto Estação da Lapa x Ligação Iguatemi-Paralela (LIP).
A Política Nacional de Mobilidade Urbana – Lei 12.587/2012 – determina que cidades com mais de 20 mil habitantes são obrigadas a elaborar o PlanMob, instrumento de política de desenvolvimento urbano que tem objetivo de promover a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas na capital baiana.
O prazo venceu em meados de abril deste ano e, sem o Plano, a gestão soteropolitana está impedida de dar início às obras.
Por meio de nota, o Ministério das Cidades afirmou que depende da administração municipal, já que a lei define que os municípios que não tenham elaborado o PlanMob não poderão receber recursos até estarem regularizados. “Neste momento, aguardamos a informação da prefeitura de Salvador quanto ao cumprimento da legislação para efetuarmos o empenho inicial que possibilitará a contratação do referido projeto”, afirmou a pasta.
Para o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Fábio Mota, em entrevista à Tribuna, a análise por parte do Ministério está equivocada. “Quando o pedido foi feito ao Ministério das Cidades não tinha exigência de ter o Plano de Mobilidade Urbana. Essa exigência é nova. O nosso pedido é anterior a todo esse tipo de exigência, mas, mesmo assim, entendo que essa exigência também está sanada porque o nosso Plano de Mobilidade está sendo realizado, está em processo de licitação e fica pronto em dezembro”, afirmou.
Ainda de acordo com Mota, a prefeitura já apresentou justificativa ao Ministério das Cidades, que deve nos próximos dias analisar o pedido e liberar os recursos. “Essa exigência vale para quem assinou convênios a partir de abril deste ano. Quando nós assinamos com o governo federal no ano passado, entregamos todas as documentações e tudo que foi nos exigido e, naquele momento, não tinha essa exigência. Se eles quisessem ter feito o empenho desde o ano passado até abril deste ano, já estaria tudo pronto para ser feito.
Desabilitada a receber recursos da União, a prefeitura garante que a pendência agora está apenas na liberação dos recursos por parte do governo federal para poder dar início ao processo licitatório para contratação da empresa que ficará responsável pelas obras. Para Fábio Mota, a gestão soteropolitana esbarra em um processo burocrático interno patrocinado pelos técnicos do Ministério das Cidades. “Como tem recursos federais, não podemos licitar o projeto sem a autorização da Caixa. E a Caixa só autoriza com empenho dos recursos federais”.
Em entrevista recente publicada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU), o diretor geral de Mobilidade e Acessibilidade da Semob, Francisco Ulisses, afirmou que a elaboração do PlanMob é necessária tanto pela lei, quanto pela necessidade de mobilidade da população soteropolitana.
“É fundamental por duas razões: a primeira, é que Salvador tem uma das situações mais desafiantes de mobilidade do país com tendência de agravamento. O tempo de deslocamento casa-trabalho de 40 minutos, em média, é o terceiro mais alto do país (somente inferior aos tempos de Rio e São Paulo). A frota de veículos individuais cresceu 7,4% ao ano entre 2007 e 2013 e, no cenário inercial, deve continuar crescendo em função da relativamente baixa penetração de veículos por habitante em Salvador quando comparada a outras capitais brasileiras”, destacou.
Fonte - Tribuna da Bahia  19/06/2015

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Ministério Público pede que prefeitura de Manaus envie Plano de Mobilidade Urbana até abril

Mobilidade

Manaus pode ficar sem recursos federais para mobilidade.Sem o plano aprovado na Câmara, capital amazonense pode deixar de receber verbas federais para mobilidade urbana 

A Crítica
créditos: Winnetou Almeida
O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) recomendou ao Município de Manaus o envio imediato do projeto referente ao Plano de Mobilidade Urbana à Câmara Municipal de Manaus para possibilitar a participação efetiva da sociedade civil na elaboração do documento em tempo hábil.
Caso não elabore o plano até abril de 2015, a capital amazonense pode deixar de receber verbas federais para a mobilidade urbana, conforme determina a Lei 12.587/2012 (Lei de Mobilidade Urbana). Mesmo sem ter sido concluído, plano deve ser enviado pela Prefeitura ao MPF no prazo de cinco dias.
No documento, o MPF/AM pede à Prefeitura que disponibilize, em local de fácil visualização na página oficial na Internet e no prazo de dez dias, a íntegra do Plano de Mobilidade Urbana e de todos os estudos e anexos, organizados de maneira sistemática e acompanhados de sumário explicativo e cronograma das medidas previstas para sua implementação.
De acordo com o procurador da República Jorge Medeiros, autor da recomendação, desde 2012 os municípios com mais de 20 mil habitantes estão cientes do dever de elaborar o Plano de Mobilidade Urbana integrado ao Plano Diretor Municipal, obrigação estabelecida pela Lei 12.587/2012.
“Até a presente data não existe nenhum registro de encaminhamento à Câmara de Vereadores de Manaus, pelo Executivo municipal, de projeto de lei versando sobre o Plano de Mobilidade Urbana”, ressalta o procurador no documento.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) reconheceu, por meio de ofício, o atraso na elaboração do projeto e informou que já existem estudos e elementos técnicos referentes ao Plano de Mobilidade Urbana, apontando o mês de fevereiro deste ano como o prazo para conclusão dos trabalhos.
Na recomendação, o MPF/AM ressalta que a participação da sociedade civil é condição indispensável para a validade do plano, com imposição legal de aplicação de instrumentos como órgãos colegiados, ouvidorias e procedimentos sistemáticos de comunicação, além de audiências e consultas públicas.
A inexistência do Plano de Mobilidade Urbana na cidade de Manaus já havia sido atacada pelo MPF em trecho de ação civil pública que suspendeu as obras do monotrilho, no final de 2013. No processo, o órgão classificou a falta do plano como “reforço” em relação às inadequações na implementação do projeto, que acabou descontinuado.
“O que se verifica é a atuação do ente federativo fora de sua esfera de competência, procurando implementar um projeto de maneira isolada, como um ponto fora da curva, que ignora a imposição legal da necessidade de planejamento pelo município de sua política de mobilidade urbana”, diz um trecho da ação.

Diretrizes
A Lei de Mobilidade Urbana estabelece como partes obrigatórias do plano municipal onze itens, dos quais se destacam os serviços de transporte público coletivo, a circulação viária, a infraestrutura do sistema de mobilidade urbana e a integração dos modos de transporte público e destes como os privados e os não motorizados.
Problemas crônicos enfrentados pela cidade de Manaus como operação do transporte de carga nas ruas e áreas de estacionamentos públicos e privados também devem ter diretrizes apontadas no Plano de Mobilidade Urbana.
No plano, os municípios deverão identificar claramente dos objetivos de curto, médio e longo prazo com clara previsão dos meios financeiros e institucionais que assegurem a implantação e execução das medidas previstas. Também deverão formulados e implantados mecanismos de monitoramento e avaliação sistemáticos e permanentes dos objetivos estabelecidos.
Fonte - Mobilize  09/02/2015