UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Pesquisa mostra rejeição maior ao transporte coletivo após pandemia

Mobilidade/Transportes 🚌 🚄  🚇

O levantamento foi feito com uma amostra aleatória e anônima de 9,5 mil usuários do Moovit nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza, de 14 a 21 de agosto. A pesquisa perguntou aos entrevistados se eles usavam o transporte público antes da pandemia, se continuavam usando e se usariam nos seis meses seguintes.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arqivo
Uma pesquisa produzida pela Moovit, empresa de soluções de mobilidade que detém o aplicativo de mesmo nome, mostra que os brasileiros passaram a ter maior rejeição ao transporte coletivo após o início da pandemia de covid-19. O levantamento foi feito com uma amostra aleatória e anônima de 9,5 mil usuários do Moovit nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza, de 14 a 21 de agosto. A pesquisa perguntou aos entrevistados se eles usavam o transporte público antes da pandemia, se continuavam usando e se usariam nos seis meses seguintes. As respostas de 85% dos entrevistados foram positivas na primeira questão, e de 68% e 70% na segunda e terceira, respectivamente, o que mostra menor adesão ao transporte coletivo após o início da pandemia. O levantamento perguntou também sobre o que faria com que o entrevistado usasse mais o transporte público durante a pandemia: 77% disseram que seria necessário aumentar a frota disponível; 64%, saber localização do ônibus em tempo real; 45%, ter certeza sobre as linhas em operação; 44%, saber quais veículos estão lotados; e 39% queriam a implementação de horários alternativos às horas de pico. A pesquisa questionou se os entrevistados usavam carro próprio para se locomover na cidade antes da pandemia, se estavam utilizando durante a pandemia e se utilizariam nos seis meses seguintes. As respostas de 6% dos entrevistados foram positivas para a primeira questão, e de 10% na segunda e terceira. “[Os dados mostram] alguns impactos para as cidades. Vai ter mais carros nas ruas, pode ser que acorram mais congestionamentos. Aqui no Rio de Janeiro eu já estou sentindo trânsito, engarrafamento nos horários de pico”, destacou o gerente geral da Moovit no Brasil, Pedro Palhares. O levantamento perguntou ainda sobre as razões de os entrevistados usarem o carro: 48% disseram que o modal é mais seguro; 21%, que é a preferência de sempre; 15%, que o transporte coletivo ainda não voltou ao normal; 14%, que é mais conveniente; e 3%, que o transporte público não atende as necessidades.
Fonte - Agência Brasil  18/11/2020

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Transporte coletivo: roubos a ônibus caem 58,30% na Grande Aracaju

Transporte/Segurança  🚌

Os roubos a ônibus do transporte coletivo da capital e da Região Metropolitana caíram 58,30% em comparativo entre o período de janeiro a setembro de 2019 e de 2020. Os dados são do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp) 

ASN
divulgação/ASN
Os dados foram obtidos a partir de comparativo entre o período de janeiro a setembro de 2019 e de 2020 Quarta-Feira, 14 de Outubro de 2020 Os roubos a ônibus do transporte coletivo da capital e da Região Metropolitana caíram 58,30% em comparativo entre o período de janeiro a setembro de 2019 e de 2020. Os dados são do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp) e reforçam o comprometimento da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) no combate à criminalidade e na melhoria da segurança de toda a população sergipana. No levantamento feito pelo Setransp, de janeiro a setembro de 2019, foram registradas 235 investidas criminosas nos veículos do transporte coletivo metropolitano, que circulam entre Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros. Já no mesmo período de 2020, esse número caiu para 98 ocorrências de roubos nos ônibus. Os dados apontam uma redução de 58,30%. Ainda conforme os dados do Setransp, se forem observados os números contabilizados entre janeiro e setembro de 2016 - ano em que houve aumento na incidência da criminalidade em Sergipe -, houve uma queda de mais de 90% na incidência de assaltos no transporte coletivo. No mesmo período daquele ano, foram 1.306 investidas criminosas. Já neste ano, com 98 ocorrências, a queda foi de 92,5% nos casos de roubos nos coletivos. O secretário João Eloy de Menezes atribuiu a queda na incidência de roubos no transporte coletivo da capital e da Região Metropolitana ao planejamento estratégico adotado pelas instituições que formam a SSP, em paralelo aos investimentos do Setransp, na melhoria dos equipamentos de segurança, que foram instalados nos veículos do sistema de transporte. “Estamos, constantemente, ouvindo os anseios de toda a população para a melhoria da segurança pública em cada região do estado. Monitoramos a mancha criminal, nos reunimos e traçamos ações operacionais entre as Polícias Militar e Civil para reforçarmos, cada vez mais, o combate à criminalidade em nosso estado. Assim, estamos focados, sempre, no bem-estar da população sergipana”, ressaltou o gestor da SSP. João Eloy reforçou que o esforço das empresas na implementação das orientações fornecidas pela Segurança Pública também foi um fator primordial para a retração na incidência de investidas criminosas contra os coletivos. “Pedimos que fossem ampliadas as câmeras e que as imagens tivessem melhorias na resolução. E reforçamos que, quanto mais rápido esse conteúdo chega até nós, mais rápida é a resposta das polícias”, frisou.
Com informações da ASN/Gov SE  14/10/2020

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Mudanças no transporte coletivo aumentaram risco de contágio dos grupos mais vulneráveis à covid-19

Mobilidade/Pesquisa  🚍 🚄  🚇

As conclusões do trabalho estão reunidas em uma nota técnica publicada pela Rede de Pesquisa Solidária. O estudo foi coordenado por Mariana Giannotti, pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e professora da Escola Politécnica (Poli), e teve participação dos pesquisadores Tainá Bittencourt e Pedro Logiodice, ambos da Poli e do CEM

Jornal da USP
imagem - ilustração/arquivo
Estudo produzido pela Rede de Pesquisa Solidária mostra que as mudanças operacionais realizadas pelos governos estaduais e municipais no transporte público, como redução na circulação de ônibus, trens e metrô, não acompanharam adequadamente a demanda e aumentaram as lotações dos transportes públicos particularmente nas periferias de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, o que aumentou o risco de contágio da covid-19. Na capital paulista, as linhas da região central tiveram redução de 68% de passageiros e de 61,3% no número de ônibus circulando, ao passo que na região leste, a demanda se reduziu em cerca de 5% a menos do que na região central (63,6%), mas a redução da oferta de ônibus não acompanhou essa diferença, sendo mantida em 61,6%. Assim, o estudo conclui que as desigualdades relacionadas ao transporte público aumentaram em razão das medidas adotadas pelos gestores durante a pandemia.
As conclusões do trabalho estão reunidas em uma nota técnica publicada pela Rede de Pesquisa Solidária. O estudo foi coordenado por Mariana Giannotti, pesquisadora do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e professora da Escola Politécnica (Poli), e teve participação dos pesquisadores Tainá Bittencourt e Pedro Logiodice, ambos da Poli e do CEM. O centro é um dos integrantes da rede, que reúne mais de 40 pesquisadores para analisar a eficácia e sugerir aperfeiçoamentos das políticas públicas para o enfrentamento da covid-19. "Além de não reduzirem as taxas de lotação observadas nos anos anteriores, no sentido de diminuir a exposição e contaminação nos trajetos, [as mudanças] geraram muitas vezes condições ainda piores do que antes da pandemia", destacam os autores.
De acordo com a pesquisa, as alterações feitas no sistema de transporte durante a pandemia elevaram em até 80% a frequência nas estações nas regiões periféricas. "A redução da circulação de ônibus, que pode fazer algum sentido do ponto de vista financeiro, provoca lotações, aglomerações e aumenta, assim, o risco de contágio da população. As desigualdades sociais e de raça nos deslocamentos urbanos aumentam o risco de contágio em moradores das periferias." Com base no observado pelos pesquisadores, e considerando o cenário de retomada das atividades não essenciais, eles sugerem medidas para redução dos riscos, como a utilização de veículos adicionais em trechos de maior lotação, somados a veículos expressos e diretos entre grandes terminais e polos de origem e destino de viagens. "Isso pode criar pontos de alívio e reduzir os custos associados ao maior número de veículos em operação", destacam.
O reforço de linhas locais e capilares que conectam as diferentes áreas da cidade às linhas estruturais de transporte público de média e alta capacidade também pode contribuir para reduzir a pressão por mais ônibus e aumentar a frequência do serviço. "O estudo indica que é importante olhar a cidade como um todo, mas não apenas de forma agregada. As ações devem considerar as diferenças presentes no território para atuar de forma condizente à realidade de cada região, em busca de minimizar o impacto das desigualdades socioespaciais", afirma a professora Mariana Giannotti.
Demanda e ofertaAs políticas de isolamento restritivas adotadas em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro reduziram a frequência aos locais de trabalho, ambientes de lazer e uso dos transportes públicos. Com isso, várias cidades diminuíram a oferta de ônibus, trens e metrôs. Mais de 300 linhas foram suspensas na Grande São Paulo e quase 600 na Grande Rio, por exemplo. Contudo, a demanda e a oferta reduziram em diferentes proporções e de forma não homogênea pelas cidades e uma grande parte das linhas de ônibus que teve aumento da demanda atende a periferia, cuja população enfrenta condições de trabalho mais precárias, recebe menor remuneração e se desloca por mais tempo e em piores condições.
Nas regiões mais afastadas, a lotação dos ônibus se mantém muito próxima dos já altos níveis observados antes da pandemia, o que contribui para a disseminação do vírus e aumenta as desigualdades entre as regiões e populações. "Nesse cenário, em que a redução da oferta é proporcional à redução da demanda, a lotação estimada para grande parte das linhas periféricas seria maior do que seis passageiros por metro quadrado, o que corresponde a uma distância entre pessoas muito menor do que os dois metros recomendados pelas agências e organizações de saúde, resultando em altíssimo risco de contaminação pelo vírus", alertam.
A suspensão de rotas e redução da frequência, aliadas às restrições ao tráfego de veículos, provocaram a migração dos passageiros para outros modos de transporte que continuaram operando, como o metroferroviário. "A frequência às estações de metrô e trem em São Paulo e Rio de Janeiro no início de maio, por exemplo, estava em 30% do usual nas regiões centrais, onde as condições sociais para o isolamento social são maiores. Nas regiões periféricas, a demanda seguiu os padrões anteriores à pandemia e, em alguns casos, chegou a ser até 80% maior", contabilizam no estudo.
Reduzindo a desigualdadeCom base nesse cenário, os pesquisadores propuseram medidas que podem reduzir as desigualdades relacionadas ao transporte, apresentando simulações do impacto de diferentes cenários de isolamento social para a cidade de São Paulo. Na simulação com operação total da frota, o risco de contaminação causada pela aglomeração nos deslocamentos com transporte público é consideravelmente reduzido com as políticas de isolamento social.
Com taxa de isolamento médio de 45% e a premissa de disponibilidade de assentos para todos os usuários (sem aglomerações no corredor dos veículos), a recomendação é de aumento da oferta de ônibus em circulação em relação à operação anterior à pandemia, de modo a garantir deslocamentos mais seguros em termos do risco de contaminação. No centro, a frota poderia ser reduzida a níveis mais baixos, porém deveria manter a garantia de uma frequência horária mínima.
Na simulação de um quadro pós-isolamento social e com a retomada de 100% dos deslocamentos, foi adotado como critério a taxa de lotação máxima de dois passageiros por metro quadrado para garantir algum espaço entre passageiros em pé. Nesse cenário se repete a recomendação dada para o cenário anterior, mas grande parte das linhas que servem as regiões periféricas teria que receber mais do que o dobro do número de veículos que operam usualmente, ou contar com alternativas complementares de transportes como vans ou similares.
A Rede de Pesquisa Solidária é uma iniciativa de pesquisadores para calibrar o foco e aperfeiçoar a qualidade das políticas públicas dos governos federal, estaduais e municipais que procuram atuar em meio à crise da covid-19 para salvar vidas. O alvo é melhorar o debate e o trabalho de gestores públicos, autoridades, congressistas, imprensa, comunidade acadêmica e empresários, todos preocupados com as ações concretas que têm impacto na vida da população. Trabalhando na intersecção das Humanidades com as áreas de Exatas e Biológicas, trata-se de uma rede multidisciplinar e multi-institucional que está em contato com centros de excelência no exterior, como as Universidades de Oxford e Chicago.
A coordenação científica está com a professora Lorena Barberia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. No comitê de coordenação estão: Glauco Arbix (FFLCH e Observatório da Inovação), João Paulo Veiga (FFLCH), Graziela Castello, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), Fábio Senne (Nic.br) e José Eduardo Krieger, do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O comitê de coordenação representa quatro instituições de apoio: o Cebrap, o Observatório da Inovação, o Nic.br e o Incor. A divulgação dos resultados das atividades será feita semanalmente através de um boletim, elaborado por Glauco Arbix, João Paulo Veiga e Lorena Barberia. São mais de 40 pesquisadores e várias instituições de apoio que sustentam as pesquisas voltadas para acompanhar, comparar e analisar as políticas públicas que o governo federal e os Estados tomam diante da crise.
Fonte - Revista Ferroviária  17/06/2020

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Prefeitura de Maceió promove Operação Coletivo Seguro

Mobilidade  🚌

Operação Coletivo Seguro remove ônibus por irregularidades.Na ocasião, 18 autuações foram aplicadas de acordo com Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como iluminação interna e externa deficitárias, elevadores de acessibilidade danificados, pneus em mau estado de conservação, para-brisas trincados e sensores sonoros inoperantes. Dois outros ônibus foram removidos ao depósito de veículos da SMTT.

Da Redação
foto - Ascom/SMTT
Mais uma etapa da Operação Coletivo Seguro aconteceu, na manhã desta sexta-feira (1º), em Maceió. Equipes de fiscalização da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) estiveram no Terminal do Trapiche da Barra, onde lacraram e encaminharam às suas respectivas garagens sete ônibus em situação irregular.
Na ocasião, 18 autuações foram aplicadas de acordo com Código de Trânsito Brasileiro (CTB), como iluminação interna e externa deficitárias, elevadores de acessibilidade danificados, pneus em mau estado de conservação, para-brisas trincados e sensores sonoros inoperantes. Dois outros ônibus foram removidos ao depósito de veículos da SMTT.
“Esta ação é uma forma que o Município tem de cobrar que as empresas cumpram com o que foi estabelecido na licitação. É de extrema importância para garantir um transporte de qualidade aos maceioenses. A SMTT continuará realizando esta operação nos terminais, verificando sempre o estado de conservação dos ônibus e qualquer outra irregularidade que possa prejudicar os passageiros”, explica o assessor técnico de Transportes da SMTT, Alexsandre Serafim.

Participação da população
Os usuários dos ônibus que fazem parte do Sistema Integrado de Mobilidade de Maceió (SIMM) também possuem um papel fundamental na fiscalização das condições de segurança dos veículos. Pelo Disque SMTT, no número 118, o maceioense pode registrar qualquer tipo de ocorrência referente aos coletivos. O horário de atendimento é de segunda à sexta, das 7h às 19h.
Com informações da Ascom SMTT /Maceió  01/11/2019

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Carros e Motos transportam 31% da população e consomem 85% dos gastos

Mobilidade

Carros e motos consomem 85% dos gastos para transportar apenas 31% da população. O mais recente relatório do SIM - Sistema de Mobilidade Urbana da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) - referentes aos dados de 2012 releva o disparate da situação do transporte adotado no país.

Jornal da Manhã
foto - ilustração
O transporte coletivo atende somente 29% da população, mas é responsável por oferecer a maior oferta de deslocamentos, atendendo 57,2% das necessidades de deslocamentos da sociedade
O mais recente relatório do SIM - Sistema de Mobilidade Urbana da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos) - referentes aos dados de 2012 releva o disparate da situação do transporte adotado no país. De todos os gastos embutidos e relacionados à mobilidade no Brasil, 85% deles são direcionados aos transportes individuais (carros e motos), entretanto, esta opção atende apenas 31% da população e corresponde a apenas 31% das distâncias percorridas. O relatório flagra ainda que a grande maioria da população prefere o transporte não motorizado, a pé ou de bicicleta (40% da população), para suas necessidades de deslocamento. Apenas 29% da população utiliza o transporte coletivo para se deslocar. O transporte individual, feito por carro ou moto, é utilizado por apenas 31% da população. A pesquisa levantou os dados referentes aos sistemas de transportes de cidades com 60 mil habitantes ou mais, o que representa 438 municípios que somam 119 milhões de habitantes – 61% da população brasileira. Contando com os custos dos próprios deslocamentos e das externalidades (poluição, acidentes de trânsito, uso de estrutura viária, etc.), a mobilidade para 61% da população em todo o País custou R$ 205,8 bilhões no ano de 2012. Os transportes individuais motorizados consumiram R$ 174 milhões deste montante, o equivalente a 85% de todos os custos. A pesquisa demonstra que o meio mais utilizado para se percorrer as distâncias necessitadas pela população foi o transporte coletivo, com 57,2% de todas as distâncias percorridas. O transporte a pé ou de bicicleta atendeu apenas a 11,8% dos deslocamentos e o transporte individual só atende a 31% das distâncias percorridas pela população. Segundo o gerente da AMTU, Paulo Pupo, enquanto os carros e motos recebem a maior parte dos estímulos diretos e indiretos, são os ônibus os responsáveis pela maior parte dos deslocamentos em transportes públicos. “Os dados mostram a necessidade de o transporte por ônibus receber prioridade e investimentos para que a maioria da população brasileira seja atendida com mais qualidade, menor custo para o País e para o próprio usuário, sem dizer menor poluição ou consumo de energia não renovável pela sociedade.” Em um rápido comparativo é possível exemplificar que um ônibus coletivo retira 50 carros das ruas, evitando todo o gasto financeiro e prejuízo ambiental que estes veículos despendem. Aliás, em relação ao custo de deslocamento, o transporte coletivo ainda é o mais barato e eficiente das opções existentes, principalmente aos trabalhadores, que se beneficiam da lei que regulamenta o vale-transporte, subsidiado pelos empregadores que também se garantem dentro da legalidade do benefício. O custo não pode ultrapassar 6% do salário do empregado. Por exemplo, o custo mensal do vale-transporte em Marília é de R$ 132,00/ mês. Se um empregado ganha R$ 1.000,00, 6% deste total representa R$ 60,00. A empresa é quem paga o que exceder, que no caso seria R$ 72,00. Em Marília, a AMTU (Associação Mariliense de Transporte Urbano) estimula o uso do transporte coletivo como principal opção de mobilidade para a população e pagamento com cartão para maior segurança e agilidade das viagens, seja para deslocamentos para o trabalho, laser, etc. Mais informações pelo 3402-9010 ou no site -  www.amtumarilia. com.br.
Fonte - Jornal da Manhã  19/04/2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Moradores usam bondinho turístico como transporte coletivo em Pindamonhangaba

Transportes sobre trilhos

Mesmo com uma velocidade máxima de até 20 km por hora, a média de passageiros em 2014 aumentou cerca de 52% em relação ao mesmo período de 2013.Quem vive em bairros afastados da cidade utiliza o trem como o principal meio de transporte coletivo.

G1

Vale do Paraíba e Região  - Em Pindamonhangaba, o bondinho que atravessa a cidade não é apenas sinônimo de passeio e lazer. Quem vive em bairros afastados da cidade utiliza o trem como o principal meio de transporte coletivo. Mesmo com uma velocidade máxima de até 20 km por hora, a média de passageiros em 2014 aumentou cerca de 52% em relação ao mesmo período de 2013.
A viagem no trem é devagar. Até o bairro Piracuama, na zona rural da cidade, são 20 km percorridos em uma hora, mas para quem utiliza o transporte, o tempo é para curtir paisagens bucólicas e cenários naturais.
"Eu sou privilegiado de ter um transporte fácil desse, bom, na natureza, sem trânsito. Sem guerra de sobe e desce, ônibus, tudo tranquilo", disse o mestre de obras, Edmundo de Alcântara.
É na estação do bairro Piracuama que é possível perceber a importância do bondinho no cotidiano das pessoas. Em média, cerca de 130 passageiros usam o bondinho diariamente entre o centro da cidade e os bairros. Para quem mora na zona rural, ele é a única opção coletiva para chegar à cidade.
"Quando a gente vai na cidade, ao médico e também para ir trabalhar usamos o bondinho. Para mim é mais fácil, passa perto da minha casa e lá não tem ônibus. Eu teria que andar, então o bondinho é a condução que a gente precisa todo dia", afirmou a dona de casa, Ana Celina Marques.

Movimento
De janeiro a outubro de 2014, o movimento no bondinho aumentou 52% em relação ao mesmo período de 2013. Por mês, em média, quatro mil passageiros usam esse meio de transporte, o que exige uma boa estrutura.
Segundo o diretor de infraestrutura, Júlio César Ferraz, cerca de R$ 8,5 milhões serão gastos em obras nas estações, que serão adaptadas para deficientes físicos, além da troca de trilhos e dormentes.
"Estamos fazendo a troca de 16 mil metros de trilhos e três mil metros de dormentes. Essa revitalização na verdade ela é tanto para melhoria quanto para a segurança dos usuários e dos nossos trens. Primeiramente nós estamos atendendo o trecho do subúrbio da cidade, onde nós estamos trocando revitalizando algumas estações, com rampas de acessibilidade e em outras estamos trocando também a parada, para atender não só uma solicitação dos moradores da região como também para melhorar o acesso de embarque ao bonde", afirmou o diretor.
Fonte - STEFZS  19/01/2015

segunda-feira, 25 de março de 2013

Acessibilidade plena é meta ainda distante em Salvador

Acessibilidade plena é meta ainda distante

Raíza Tourinho
Raul Spinassé | Ag. A TARDE

Cerca de metade da frota de Salvador ainda não é adaptada para deficientes
O prazo de dez anos para que a infraestrutura e a frota de veículos de transporte coletivo de Salvador estejam plenamente acessíveis a portadores de necessidades especiais expira no final do ano que vem. Mas para a meta ser cumprida é preciso acelerar o processo de renovação.
O Decreto 5.296/04 (da Presidência da República) estabelece que todos os municípios brasileiros implantem as condições necessárias para a plena acessibilidade no transporte público até dezembro de 2014.
Salvador possui atualmente adaptação em 1.403 ônibus, o equivalente a 58% da frota, de acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador).
Precisa acelerar - De acordo com o órgão, este número é bem maior do que em 2007, quando apenas 7,7% possuíam elevadores. Mas só será possível atingir a meta dos 100% se for acelerada a aquisição de novos veículos. Desde 2008, todos os ônibus produzidos no Brasil já saem da fábrica adaptados.
"Se a renovação não for adiantada, pode ser que se chegue ao final de 2014 com 80%, 90% da frota adaptada", estima o diretor administrativo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho. Ele entende que, no "ritmo natural", a acessibilidade 100% seria alcançada apenas no final de 2015.
Otimismo no Setps - Embora não explique como pretende atingir a meta, o superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps), Horácio Brasil, está otimista em relação ao cumprimento do prazo. "Estamos com uma meta bem acompanhada. Acredito que, até o final de 2014, não tenhamos nenhum ônibus sem elevador".
A requalificação da infraestrutura também está prevista no decreto presidencial. Mas não há indicativos claros de que calçadas e pontos de ônibus estarão completamente acessíveis no prazo.
Em nota, a Transalvador declarou que "todos os novos projetos de implantação de pontos de ônibus e requalificação das estações de transbordo da cidade levam em consideração critérios de acessibilidade". Entretanto, o órgão não especificou se há algum projeto em execução.
Para Horácio Brasil, Salvador tem a desvantagem de ser "naturalmente acidentada". "Nas vias, teremos acessibilidade na medida do possível", diz. Elevadores para cadeirantes, contudo, são apenas parte dos componentes necessários à acessibilidade plena das pessoas com deficiência física.
Reclamações - A vice-presidente da Associação Baiana de Deficientes Físicos (Abadef), Silvanete Brandão, diz que a instituição recebe, diariamente, reclamações sobre o transporte público da cidade: "Se a pessoa não tem condições financeiras de bancar o transporte particular, sofre bastante".
A lista de queixas é extensa: calçadas esburacadas, sem rampas e com carros estacionados; pontos de ônibus sem abrigos ou itinerários e inacessíveis; condutores que não param os ônibus ou o fazem longe do ponto; elevadores quebrados, com equipamentos de segurança sujos e mal conservados; rodoviários despreparados para utilizar o equipamento ou lidar com as pessoas com deficiência...
"É um sacrifício. Há vezes em que, para chegar no horário, tenho que subir de joelhos no ônibus comum", afirma o cadeirante Edson Oliveira, que, três vezes por semana, vai de Sussuarana a Ondina para treinar basquete.
"Se a gente não souber os horários, 'mofa' no ponto. E isso quando eles não mudam", relata a cadeirante Itana Dasy, 25 anos. Ela enfrenta dificuldades todos os dias entre São Caetano e o Centro.
Fonte - A Tarde 24/03/2013

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Pesquisa aponta que paulistano preferiria usar transporte público se fosse de qualidade

De acordo com a pesquisa, a média gasta pelos moradores da capital paulista no trânsito é de duas horas e meia por dia, tanto de carro quanto de transporte coletivo. Mais de 2 milhões de paulistanos utilizam carro todos os dias. 65% deles afirmam que migrariam para o transporte público, se valesse a pena.


Fonte -  Jornal da Record 17/09/2012