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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Justiça suspende aumento das tarifas de ônibus em São Paulo

Transportes  🚌

No pedido, os defensores contestam o reajuste das tarifas por ser superior a inflação e beneficiar empresas que foram contratadas sob regime emergencial.Na decisão, a juíza diz que a administração municipal não apresentou fatos que justifiquem o aumento das tarifas para contratos que foram renovados de forma emergencial poucos meses antes, em julho de 2018.

Daniel Mello - Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Em decisão liminar, a juíza Carolina Martins Clemêncio Duprat Cardoso, da 11ª Vara de Fazenda Pública, suspendeu o aumento no valor das tarifas das passagens de ônibus na capital paulista de R$ 4 para R$ 4,30. A medida estava em vigor desde 7 de janeiro deste ano. A decisão atende a uma ação civil pública impetrada pela Defensoria Pública de São Paulo.
No pedido, os defensores contestam o reajuste das tarifas por ser superior a inflação e beneficiar empresas que foram contratadas sob regime emergencial. A prefeitura só conseguiu realizar uma nova licitação para o transporte público no último dia 5 de fevereiro. A liminar publicada na noite de ontem (13).
Na decisão, a juíza diz que a administração municipal não apresentou fatos que justifiquem o aumento das tarifas para contratos que foram renovados de forma emergencial poucos meses antes, em julho de 2018.
A magistrada destaca ainda que a prefeitura descumpriu procedimentos previstos no Estatuto da Cidade, como a apresentação prévia do reajusta ao Conselho Municipal de Trânsito e Transporte.
“Por tais fundamentos, e como o Município não demonstrou haver embasamento contratual para o reajuste atacado, nesta fase inicial conclui-se não haver respaldo fático ou legal para se determinar os reajustes de tarifa nos termos da Portaria SMT [Secretaria Municipal de Transportes] 189/2018”, ressalta a juíza Carolina Cardoso sobre a portaria que definiu o reajuste.
Em janeiro, quando houve o reajuste de tarifas, a prefeitura de São Paulo argumentou que o reajuste era baseado na inflação acumulada nos últimos três anos, de acordo com o IPC-Fipe, de 13,06%. Na ocasião, houve aumento também no valor da tarifa da integração ônibus + transporte sobre trilhos (Metrô ou trens metropolitanos) passou de R$ 7,21 para R$ 7,48.
Segundo a administração municipal, a medida foi adotada para recompor as perdas causadas pela falta de reajuste em 2016 e 2017, quando o preço das passgens foi mantido em R$ 3,80.
A prefeitura informou, por meio de nota, que ainda não foi notificada da decisão liminar. No entanto, a administração municipal afirma que caso a determinação judicial seja mantida, seria preciso retirar R$ 576 milhões destinados a outros serviços para pagar os subsídios concedidos às empresas de ônibus. “A decisão, por seu enorme impacto orçamentário e financeiro, desarruma severamente o planejamento orçamentário da municipalidade e trará incalculáveis prejuízos ao povo de São Paulo”, diz o comunicado.
Fonte - Agência Brasil  14/02/2019

domingo, 7 de janeiro de 2018

Tarifa de transporte em São Paulo fica mais cara a partir de hoje (07/01)

Transportes  🚌 🚇

O Bilhete Mensal custa agora R$ 194,30 ; o valor integrado entre ônibus e trens, R$ 307,00; o Bilhete 24 Horas R$ 15,30 no caso do uso apenas em ônibus ou R$ 20,50 integrado entre os modais). A tarifa escolar passará de R$ 1,90 para R$ 2.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
As tarifas básicas do Metrô, dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e de ônibus na capital paulista ficaram 5,26% mais caras a partir de hoje (7). O valor passou de R$ 3,80 para R$ 4.
Já o reajuste das tarifas integradas dos ônibus municipais com os trens do Metrô e da CPTM será de 2,44% e o Bilhete Único Integrado subirá de R$ 6,80 para R$ 6,96. O Bilhete Mensal custa agora R$ 194,30 ; o valor integrado entre ônibus e trens, R$ 307,00; o Bilhete 24 Horas R$ 15,30 no caso do uso apenas em ônibus ou R$ 20,50 integrado entre os modais). A tarifa escolar passará de R$ 1,90 para R$ 2.
A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos informou que o aumento das tarifas básicas ficou abaixo da inflação acumulada desde a última correção, em janeiro de 2016 (9,25%). O governo paulista argumentou que foram feitos reajustes "para adequar a receita ao custo dos sistemas. Durante o ano de 2017, a tarifa básica se manteve inalterada, graças a um esforço conjunto da prefeitura e do governo do estado, para não impactar no orçamento dos cidadãos que dependem do transporte público”.
O comunicado informa ainda que não haverá mudança no sistema de gratuidades para idosos, estudantes e desempregados. Em 2017, 312 milhões de passageiros foram beneficiados, o equivalente a mais de R$ 2 bilhões.
Fonte - Agência Brasil  07/01/2018

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Transporte público por ônibus, trens e metrô em SP tem reajuste de 5,26%

Transportes  🚌 🚇

A nova tarifa de R$ 4 passa a valer para o metrô, os trens da CPTM e os ônibus municipais (SPTrans).As demais tarifas são: integração ônibus + trens (Metrô/CPTM), que aumentou de R$ 6,8 para R$ 6,96 (aumento de 2,35%); bilhete diário comum (24 horas), de R$ 15 para R$ 15,3 (+2%); bilhete diário integrado (24 horas), de R$ 20 para R$ 20,5 (+2,5%); bilhete mensal comum: de R$ 190 para R$ 194,3 (+2,26%); e bilhete mensal integrado, de R$ 300 para R$ 307 (+2,33%).

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
O governo do estado e a prefeitura de São Paulo anunciaram hoje (28) que a tarifa básica do transporte público coletivo por ônibus, trens e metrô terá aumento de 5,26% a partir de 7 de janeiro: passará dos atuais R$ 3,8 para R$ 4.
De acordo com a nota conjunta emitida pela prefeitura e o governo do estado, a elevação em 5,26% na tarifa básica está abaixo da inflação acumulada desde o último reajuste, em janeiro de 2016, e é necessária para “adequar a receita ao custo dos sistemas”.
Conforme a explicação, nos últimos dois anos, o índice inflacionário com base no IPC-Fipe alcançou 8,36%. Caso fosse aplicada toda a inflação do período, o transporte passaria a custar R$ 4,12 aos usuários”, diz o texto.
A nova tarifa de R$ 4 passa a valer para o metrô, os trens da CPTM e os ônibus municipais (SPTrans).
As demais tarifas são: integração ônibus + trens (Metrô/CPTM), que aumentou de R$ 6,8 para R$ 6,96 (aumento de 2,35%); bilhete diário comum (24 horas), de R$ 15 para R$ 15,3 (+2%); bilhete diário integrado (24 horas), de R$ 20 para R$ 20,5 (+2,5%); bilhete mensal comum: de R$ 190 para R$ 194,3 (+2,26%); e bilhete mensal integrado, de R$ 300 para R$ 307 (+2,33%).

Acima da inflação
Em abril de 2017, apesar de a tarifa básica do transporte não ter sido elevada (permaneceu em R$ 3,8), os demais preços de passagem já haviam sofrido aumentos expressivos: a integração subiu de R$ 5,92 para R$ 6,8 (elevação de 14,8%); o bilhete diário comum (24 horas) aumentou de R$ 10 para R$ 15 (+50%); o bilhete diário integrado (24 horas) foi elevado de R$ 16 para R$ 20 (+33%); o bilhete mensal comum subiu de R$ 140 para R$ 190 (+35,7%); e o bilhete mensal integrado aumentou de R$ 230 para R$ 300 (+30,4%).

Protesto
O Movimento Passe Livre (MPL) criticou a elevação do preço da passagem e informou, por meio de suas redes sociais, que voltará a promover, em janeiro, protestos contra o aumento da tarifa. A primeira manifestação está marcada para o dia 11, em frente ao Theatro Municipal.
“Enquanto o governador e o prefeito se importam somente com o lucro dos seus amigos empresários, a cada vez que a tarifa sobe, aumenta o número de pessoas excluídas do transporte coletivo”, destacou o movimento, por meio de nota.
Fonte - Agência Brasil  28/12/2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Justiça nega novo pedido do governo de SP para aumentar tarifa do transporte

Transportes/Tarifas  🚉

Na decisão, o desembargador Spoladore Dominguez, da 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, sustenta que não há risco de dano grave irreparável e prejuízo ao erário que justifique a elevação das tarifas.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A Justiça negou hoje (18) um novo pedido do governo do estado de São Paulo para suspender a liminar que impede o reajuste das tarifas de trem e metrô nos bilhetes integrados. Na decisão, o desembargador Spoladore Dominguez, da 13ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, sustenta que não há risco de dano grave irreparável e prejuízo ao erário que justifique a elevação das tarifas.
“O alegado prejuízo ao estado (R$ 404 milhões, apenas no exercício de 2017) não se consolidará, de forma imediata, a curto prazo; diferentemente do que, a priori, ocorrerá com a parcela dos usuários, que serão diretamente afetados pelo reajuste tarifário (23,86% dos usuários do Metrô; e 19,68% dos usuários da CPTM)”, disse Spoladore Dominguez em sua decisão.
Esse foi a segunda vez que o governo paulista tentou, sem sucesso, reverter a liminar do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, de 6 de janeiro, que suspende o reajuste das tarifas. Na primeira tentativa, em 10 de janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Paulo Dimas Mascaretti, também manteve a liminar.
O mérito do agravo de instrumento ainda será julgado, sem data definida, com a participação de mais dois desembargadores na votação. A tarifa da integração, que havia passado para R$ 6,80 no último dia 8, continua, até o julgamento final, a custar R$ 5,92.
A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com assessoria de imprensa do governo de São Paulo para comentar a nova manutenção da liminar. Anteriormente, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) defendeu que “o atendimento da ordem liminar impacta financeiramente de forma drástica e prejudicial o sistema de transporte e os cofres do governo do estado”. De acordo com o governo paulista, com a manutenção da decisão que proibiu o reajuste, o impacto financeiro em 2017 será de R$ 220 milhões.
Fonte - Agência Brasil  18/01/2017