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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Associação baiana promove acessibilidade nas praias de Salvador

Ação Social

Há 26 anos,a Associação Baiana de Equoterapia (ABAE), em parceria com a Polícia Militar da Bahia / Esquadrão da Polícia Montada,promovem a utilização do cavalo como tratamento equoterápico para crianças e adolescentes com deficiência.Agora,a ABAE expande as atividades para as praias da capital baiana,e a equoterapia ganha reforço com a talassoterapia,tratamento terapêutico que se baseia nos recursos do ambiente marinho para promoção da saúde,do bem estar físico e mental.

Da Redação
foto - SJDHDS/Secom
O projeto 'Agora é a vez do Cavalo Marinho!' foi lançado na manhã deste domingo (21), na praia de Itapuã, Rua K, em Salvador, com banho de mar assistido, prática de stand up, passeio de bote, banho com cadeira anfíbio, futebol de areia, entre outras atividades lúdicas, tendo a participação de mais de 250 crianças e jovens cadastrados.
Há 26 anos, a Associação Baiana de Equoterapia (ABAE), em parceria com a Polícia Militar da Bahia / Esquadrão da Polícia Montada, promovem a utilização do cavalo como tratamento equoterápico para crianças e adolescentes com deficiência. Agora, a ABAE expande as atividades para as praias da capital baiana, e a equoterapia ganha reforço com a talassoterapia, tratamento terapêutico que se baseia nos recursos do ambiente marinho para promoção da saúde, do bem estar físico e mental.
“Ano passado surgiu a ideia de introduzir de forma lúdica o cavalo marinho e aproveitar a talassoterapia para que as crianças pudessem mudar de ambiente, saindo do quartel para a praia, ter contato com a areia e com a água para evoluírem em seu desenvolvimento. Fizemos um projeto piloto, aqui mesmo na rua K, e foi um sucesso. Hoje estamos realizando aqui e vamos para outras praias de Salvador”, explicou o comandante do Esquadrão de Polícia Montada da Bahia, Aloysio Herwans.
foto - SJDHDS/Secom
“De 15 em 15 dias estaremos em cinco praias da Salvador. Inauguramos em Itapuã porque é onde está a nossa sede, a cavalaria. Daqui vamos para Piatã, Ondina, Ribeira e Paripe, na praia de Tubarão. Todas essas praias já foram visitadas, as que não estão acessíveis ainda, nós adaptamos, colocando uma passarela com placas de EVA que suporta a cadeira de rodas”, afirmou Maria Cristina Guimarães Brito, superintendente de Coordenação de Projetos da ABAE, acrescentando ainda que o projeto conta com recursos do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente e do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, por meio da Secretaria Municipal de Combate à Pobreza (Semps).
Para Maria Cristina, foi uma manhã ímpar para a ABAE e também uma realização pessoal. “Mesmo sem saber, eu já praticava a talassoterapia, há mais de 30 anos, com meu filho Yuri, que tem paralisia cerebral. Fazia de forma empírica e intuitiva e era incentivada pelos médicos. Queremos que a cada 15 dias as famílias sejam assistidas e depois tirem proveito do que foi aprendido aqui para colocar em prática com seus filhos, na praia ou num passeio ao ar livre. É um projeto que está com a semente plantada, mas certamente vai visitar todas as cidades litorâneas do estado da Bahia”.

Benefícios
Sueli Lima, mãe de Yan Kevin, de seis anos, aprovou a atividade. "Quando Yan fica muito em casa, ele se estressa, e eu não tenho muita noção de como ajudá-lo. Cada dia é um desafio. Como ele gosta muito de água, estar aqui brincando e se divertindo é muito importante para o desenvolvimento dele. Hoje ele vai dormir a tarde toda e passar a semana bem mais relaxado”, disse.
Pietro tem três anos e é autista. Os pais dele, Laís Lopes e Reni Viana, contam como a equoterapia e a telassoterapia ajudam no seu desenvolvimento. “Pietro tinha várias dificuldades, principalmente de interação social. Com a equoterapia, que ele participa toda segunda-feira pela manhã, ele está superando essas dificuldades. Já se relaciona com os coleguinhas, está mais calmo e presta mais atenção às coisas, está melhorando cada dia mais. Agora, com este projeto, superou o medo da água e a aversão que tinha da areia, está sendo maravilhoso”, conta a mãe Laís Lopes, ao lado do pai, Reni Viana.
Também autista, Miguel Feitosa, 10, participou da equoterapia por mais de três anos. “Sinto muito a diferença, no comportamento, na atenção dele com as coisas e pessoas, a maneira de olhar, de interagir, hoje ele quer saber tudo, pergunta tudo. Agora estamos participando do 'Cavalo Marinho'. Essas atividades são essenciais para melhorar o desenvolvimento dele a cada dia”, disse Inaci de Fátima, mãe de Miguel.
Com informações da Secom Ba.  21/08/2016

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Cabos elétricos colocam em risco a vida de quem vai a uma praia em Salvador

Salvador

O risco de acidentes envolvendo cabos elétricos é uma constante entre os pedestres em Salvador.Na praia de Pituaçu, próximo ao circo Picolino, o desnível na calçada causado pela falta da tampa que protegeria os fios afeta principalmente os ciclistas.

Kelly Cerqueira - TB
TB
Em vários pontos da Orla de Salvador, caixas subterrâneas de acomodação de material elétrico estão danificadas, expondo ligações elétricas que alimentam os postes públicos de iluminação.
De responsabilidade da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), a situação se repete em vários pontos de Salvador, não se restringindo apenas à região da orla marítima.
Na praia de Pituaçu, próximo ao circo Picolino, o desnível na calçada causado pela falta da tampa que protegeria os fios afeta principalmente os ciclistas.
Os poucos centímetros que separam o buraco da ciclovia fizeram com que o estudante Fernando Santos Souza invadisse a área destinada para os pedestres para não correr o risco de sofrer um acidente. “Se a bicicleta cair aí, o pneu estoura na hora. Sem contar o risco de choque elétrico”, justificou.
Quem também reclamou da situação foi Rodrigo Bahia, morador do jardim Califórnia. “Quando havia barraca de praia aqui na Orla eu pisei em um fio solto na areia e tomei choque. Nunca esqueci disso, então já ando de olho nestas coisas”, contou. Frequentador assíduo da orla, ele diz que nunca presenciou um acidente envolvendo a fiação pública, mas garante que a situação das caixas subterrâneas na orla é um risco constante.
“São fios descascados. Não precisa ser um expert em eletricidade para ver que isso aí pode causar um acidente. Se chover, qualquer material pode virar um condutor e acabar machucando alguém”, continuou. A aposentada Vânia Cássia alerta que o quadro é encontrado em vários pontos da cidade e não só na Orla. “Tudo isso é falta de manutenção. Antigamente a prefeitura tampava esses compartimentos com chapas de ferro, mas acabou trocando o tipo de material para concreto por conta da ação de vândalos que acabavam furtando para trocar em ferros velhos”, informou.
Segundo ela, com a mudança, a tampa das caixas passou a ser feita de concreto e, a cada necessidade de manipular os fios subterrâneos, é preciso quebrar as estas estruturas. “A gente pode resumir o problema como falta de manutenção. O município está focando em grandes obras, mas pequenas manutenções também são importantes para manter a cidade funcionando bem”, opinou o engenheiro civil José Luiz.
Na última quarta-feira (25), a Tribuna entrou em contato com a Semop para saber quando a situação no local será regularizada. O órgão municipal ficou de enviar, no mesmo dia, representantes das empresas terceirizadas para verificar o quadro na Orla. Na tarde da última sexta-feira, um novo prazo para a resolução do problema foi apresentado pela Semop, ficando o conserto das irregularidades para o início desta semana.
Fonte - Tribuna da Bahia  01/12/2014