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terça-feira, 5 de julho de 2016

Comissão Europeia discute sanções a Portugal e Espanha, em Estrasburgo

Internacional

Em 2015, Portugal e Espanha não conseguiram atingir a meta de manter os déficits abaixo dos 3%. De acordo com dados validados pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, o Eurostat, o déficit orçamental de Portugal foi 4,4%, no ano passado; e a Espanha registrou um déficit de 5,1% em 2015.

Marieta Cazarré
Correspondente da Agência Brasil

foto - ilustração
Representantes da Comissão Europeia estão reunidos hoje (5), em Estrasburgo, na França, para discutir sobre os Procedimentos por Déficit Excessivo (PDE) de Portugal e Espanha, aproximadamente um mês e meio após terem adiado uma decisão sobre sanções aos dois países.
Em 2015, Portugal e Espanha não conseguiram atingir a meta de manter os déficits abaixo dos 3%. De acordo com dados validados pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia, o Eurostat, o déficit orçamental de Portugal foi 4,4%, no ano passado; e a Espanha registrou um déficit de 5,1% em 2015.
A decisão final de aplicar ou não as sanções cabe ao Conselho de Assuntos Econômicos e Financeiros (Ecofin) da União Europeia que se reúne no próximo dia 12 de julho.
Em um contexto de saída do Reino Unido da União Europeia e em um cenário de discordância entre países europeus sobre a imposição de sanções, o governo português insiste que punições por uma falha do passado, impossível de corrigir, seriam uma injustiça.
foto - ilustração
Ainda não se sabe exatamente qual será a decisão da Comissão Europeia sobre o assunto. Uma das hipóteses é de que a Comissão estaria disposta a dar mais três semanas a Portugal e Espanha para que possam propor medidas de correção do déficit e evitar, assim, as sanções.
Outra hipótese é de que a Comissão pode considerar que os dois países de fato não fizeram esforços suficientes para reduzir o déficit e, assim, descumpriram o Pacto de Estabilidade e Crescimento, e podem receber multas de até 0,2% do PIB.
Por fim, outra possibilidade é de o Conselho (Ecofin) propôr uma redução significativa da multa, ou até uma “multa zero”, sem sanções, mas com caráter simbólico. Embora para isso seja necessária uma maioria qualificada dos países.
A posição defendida por Portugal é de que não haja sanções, apenas recomendações claras para a execução orçamentária de 2016. O primeiro-ministro, António Costa, afirmou que medidas adicionais não corrigirão o déficit do ano passado e que a execução orçamental de 2016 "está a correr bem".
"Manteremos com total serenidade a mesma determinação na execução orçamentária de 2016 que, como os números têm revelado, está a correr em linha com aquilo que foi orçamentado, não exigindo nem medidas adicionais nem planos B", disse António Costa.
Já o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, disse acreditar que a Comissão não irá aplicar sanções a Portugal.
Embora o governo português antecipe uma redução do déficit para 2,2% do PIB este ano e 1,4% em 2017, Bruxelas estimou, em maio, que o déficit fique nos 2,7% do PIB este ano e em 2,3% em 2017. Mais recentemente, a Comissão estimou que o déficit ficará perto dos 3% em 2016.
Para encerrar o Procedimento por Déficit Excessivo, a trajetória do déficit deve apontar para uma redução duradoura, ou seja, ficar abaixo dos 3% nos próximos dois anos.
Fonte - Agência Brasil  05/07/2016

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Rússia defende fim imediato do embargo dos Estados Unidos a Cuba

Internacional

Embaixador cubano se encontrou com vice-chanceler russo-Embaixador cubano na Rússia, Emilio Lozada Garcia, e expressou seu apoio aos esforços de Havana pelo levantamento imediato do bloqueio.

DR
foto - ilustração
Moscou voltou a defender o levantamento imediato do embargo norte-americano contra Cuba. A posição é reiterada em um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo publicado nesta quinta-feira, 4. A chancelaria informa que o Vice-Ministro Sergei Ryabkov se encontrou com o Embaixador cubano na Rússia, Emilio Lozada Garcia, e expressou seu apoio aos esforços de Havana pelo levantamento imediato do bloqueio. O diplomata russo também se pronunciou contra a inclusão de Cuba na lista unilateral de Washington dos chamados países fomentadores do terrorismo.
Os Estados Unidos introduziram sanções contra o país latino-americano em 1960, em resposta à política de expropriação de bens dos cidadãos e corporações norte-americanos na ilha. Dois anos depois, as restrições foram endurecidas e Washington decretou o embargo quase total nas áreas financeira, econômica e comercial.
Fonte - Diário da Russia  04/09/2014

domingo, 31 de agosto de 2014

Putin avisa União Europeia da dificuldade de voltar ao mercado russo

Internacional

"O perigo para os nossos fornecedores tradicionais é que quando a empresa se instala em um mercado, neste caso o russo, afastá-la depois vai ser muito difícil, ou até impossível", disse Putin em declarações à televisão pública do país.

Da Agência Lusa 
Wilson Dias/Agência Brasil
O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu hoje (31) a União Europeia de que será difícil voltar ao mercado russo, depois de ele ser ocupado por empresas latino-americanas e asiáticas.
"O perigo para os nossos fornecedores tradicionais é que quando a empresa se instala em um mercado, neste caso o russo, afastá-la depois vai ser muito difícil, ou até impossível", disse Putin em declarações à televisão pública do país.
Para ele, as empresas europeias sabem isso e estão decepcionadas com os seus governos devido à política de sanções contra Moscou.
Putin, que proibiu as importações de alimentos, frutas e verduras do Ocidente, em resposta às sanções contra a Rússia pelo seu papel no conflito ucraniano, reconheceu e lamentou que os produtores russos não conseguem cobrir essas importações.
"Por isso, agora trabalhamos com outros produtores estrangeiros. São países da América Latina: o Brasil, a Argentina, o Chile. Também com os nossos parceiros asiáticos: produtores chineses e de outros países", disse o presidente.
Ele classificou de "irrisórias" as tentativas europeias de convencer esses países a não exportar a sua produção para o mercado russo.
"É difícil imaginar que os homens de negócios não aproveitem a ocasião para acessar o nosso mercado", acrescentou.
Nos supermercados de Moscou já se nota a escassez de frutas e hortaliças e lácteos europeus.
A crise ucraniana, que provocou a pior degradação das relações entre Moscou e o Ocidente desde o final da guerra fria, teve nova etapa esta semana devido a informações relativas a incursões de soldados russos na Ucrânia.
Fonte - Agência Brasil  31/08/2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

China recusa parceria com os EUA para impor sanções contra a Rússia

Internacional

China recusa parceria com EUA para impor sanções à Rússia por conta da crise na Ucrânia -A tentativa dos Estados Unidos de convencer a China a se juntar às sanções do Ocidente contra a Rússia foi anunciada pelo coordenador do Departamento de Estado dos EUA, Daniel Freed. 

Por Redação-CB
Com Vermelho-de Pequim/Moscou

A China vai perder a oportunidade de reformatar a ordem mundial se sucumbir à pressão dos Estados Unidos para impor sanções contra a Rússia, afirmou o presidente do Instituto de Estratégia Nacional, Mikhail Remizov. Assim ele comentou as tentativas de Washington de propor a Pequim amizade contra Moscou por causa de sua política na Ucrânia.
Essas declarações parecem paranoia e perda total do sentido da realidade, acredita o vice-presidente do Centro de Tecnologias Políticas, Serguei Mikheev.
A tentativa dos Estados Unidos de convencer a China a se juntar às sanções do Ocidente contra a Rússia foi anunciada pelo coordenador do Departamento de Estado dos EUA, Daniel Freed. A China, educadamente mas com firmeza, rejeitou aos Estados Unidos o apoio de sua política antirrussa. O Ministério das Relações Exteriores chinês explicou na sua resposta aos Estados Unidos que a introdução de quaisquer tipos de proibições não vai ajudar a resolver a situação na Ucrânia.
- A China tem um motivo bastante sólido e forte para não ceder a tal pressão. Nos últimos anos surgiu uma tendência de transformação da China em um centro alternativo de poder no cenário mundial. Regimes de muitos países da Ásia, América Latina, África, que estão tendo dificuldades com os norte-americanos, muitas vezes se focam e reorientam para a China. E isso é vantajoso para a China. E se agora ela demonstrasse maleabilidade perante a pressão bruta dos Estados Unidos, então, sem dúvida, ela teria demonstrativamente recusado esse estatuto de centro de poder alternativo, ela teria perdido a cara. Os Estados Unidos não têm nenhum prêmio para a China em troca de sanções contra a Rússia – acredita o analista político Serguei Mikheev.
Segundo ele, “os norte-americanos não têm nada que eles pudessem oferecer aos chineses para que os chineses estragassem suas relações com a Rússia. Se a China concordar com sso, então ela reconhecerá de fato a liderança dos Estados Unidos como potência mundial e se tornará um de seus vassalos. Isso nunca vai acontecer. A China está vendendo quantidades enormes de produtos no mercado russo, por isso perder esse mercado assim de repente ou arranjar problemas nele não é interessante para a China de forma nenhuma. E a China não vai envolver-se em competição geopolítica com a Rússia, que é um vizinho próximo e um dos seus próximos parceiros políticos, só para agradar os Estados Unidos”.
Ele afirma ainda que “é conversa de filisteus os rumores de que os Estados Unidos vão dar à China tecnologias em troca de sanções contra a Rússia. Os Estados Unidos nunca irão fortalecer com suas próprias mãos o seu concorrente global, algo que Pequim entende perfeitamente. O máximo que nesta situação a China pode obter dos Estados Unidos é um tapa nas costas, sorrisos e apelos ao estabelecimento da democracia”.

Nova frente
Nesta manhã, os militares da Ucrânia disseram que um grupo de combate das forças russas que se fazia passar por rebeldes separatistas cruzou a fronteira sudeste do país com dez tanques e dois veículos blindados de infantaria, com o objetivo de abrir uma nova frente no conflito separatista. Um pouco antes, um comunicado militar disse que guardas de fronteira tinham detido o avanço de uma coluna de blindados nos arredores de Novoazovsk, a localizada situada no ponto mais extremo do sudeste na região do Mar Azov, e moradores locais, contatados por telefone, disseram ter visto tanques e outros veículos blindados se movimentando perto da cidade.
– Esta manhã houve uma tentativa de militares russos disfarçados de combatentes de Donbas de abrir uma nova área de confronto militar na região de Donetsk, no sul – disse o porta-voz Andriy Lysenko a jornalistas.
Donbas é o nome dado localmente ao leste industrializado da Ucrânia, palco do conflito de cinco meses. Se os rebeldes tomarem o controle das regiões do sul, eles poderiam dar apoio ao bastião separatista de Donetsk, a partir do sul, com acesso mais fácil à fronteira russa.
Combates entre forças do governo e separatistas pró-Rússia vêm se concentrando até agora ao redor das duas maiores cidades sob controle rebelde, Donetsk e Lugansk. A Ucrânia acusa a Rússia de promover rotineiramente ataques contra posições do governo ucraniano através da fronteira em apoio aos rebeldes que estão cada vez mais cercados pelas forças de Kiev.
A nova acusação de uma flagrante incursão militar russa na Ucrânia certamente vai azedar ainda mais a atmosfera entre os dois países antes das conversações na terça-feira entre o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e o da Rússia, Vladimir Putin.
Fonte - Correio do Brasil  25/08/2014

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Europa atira ‘no próprio pé’ impondo sanções à Rússia....

Internacional

Europa atira ‘no próprio pé’ ao impor sanções à Rússia, diz premiê húngaro - O premiê húngaro, Viktor Orban, aponta a necessidade de se rever as sanções contra a Rússia

Por Redação - C B
c/agências internacionais de Budapeste

A União Europeia prejudicou a si mesma com as sanções impostas à Rússia por conta da crise na Ucrânia, disse nesta sexta-feira o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, pedindo por uma reconsideração. Os comentários de Orban acontecem um dia após seu homólogo eslovaco, o premiê Robert Fico, ter criticado as sanções como “sem sentido”, dizendo que elas ameaçam o crescimento econômico do bloco europeu, composto de 28 países.
– A política de sanções perseguida pelo Ocidente, ou seja, nós mesmos, uma necessária consequência ao que os russos estão fazendo, causa mais dano para nós do que para a Rússia. Na política, isso é chamado dar um tiro no próprio pé – disse Orban em uma entrevista no rádio.
A Hungria, um país orientado para as exportações, tem uma grande dependência de importações de energia da Rússia, e no começo deste ano Budapeste fechou um acordo com a empresa russa Rosatom para expandir a única usina nuclear húngara, em um acordo de 10 bilhões de euros (US$ 13 bilhões). A Rússia também é o maior parceiro comercial da Hungria fora a União Europeia, com exportações de 2,55 bilhões de euros em 2013.
– A UE não deve apenas compensar os produtores de alguma forma, sejam eles poloneses, eslovacos, húngaros ou gregos, que agora têm que sofrer perdas, mas como toda a política de sanções deve ser reconsiderada – disse Orban.
Ministros das Relações Exteriores da UE realizaram uma reunião de emergência nesta sexta-feira para discutir os conflitos na Ucrânia e no Iraque. Orban já sinalizou oposição às sanções econômicas contra a Rússia por medo de que o caso prejudique a economia doméstica. Nesta sexta-feira, ele disse que buscaria maneiras de facilitar uma reconsideração.
– Eu farei meu máximo. É claro que estamos todos cientes do peso da Hungria, então as possibilidades são claras, mas estou buscando parceiros para mudar a política de sanções da UE, a qual eu acho que não foi considerada com suficiente meticulosidade – afirmou o premiê.
O Ministério da Agricultura da Hungria disse em nota, na terça-feira, que as exportações agrícolas não seriam prejudicadas significativamente pelo embargo de importações da Rússia a uma grande variedade de alimentos vindos da UE, mas tende a revisar a declaração.
Fonte - Correio do Brasil  15/08/2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Rússia: sanções tendem elevar o custo de vida dos europeus

Internacional

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu para os riscos de novas sanções contra o seu país - “Ao partir para uma sequência de sanções, Bruxelas, por sua própria vontade, está criando barreiras para uma maior cooperação com a Rússia em uma esfera tão importante quanto à da energia. Isso é uma medida impensada e irresponsável.


Por Redação
Com agências internacionais - de Moscou

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou nesta quarta-feira que as sanções impostas pela União Europeia ao país por conta da crise na Ucrânia vão “inevitavelmente” elevar ainda mais os preços da energia na Europa.
“Ao partir para uma sequência de sanções, Bruxelas, por sua própria vontade, está criando barreiras para uma maior cooperação com a Rússia em uma esfera tão importante quanto à da energia. Isso é uma medida impensada e irresponsável. Vai inevitavelmente levar a um aumento dos preços no mercado europeu”, disse o ministério em comunicado. Em recente pronunciamento, o presidente russo, Vladimir Putin, já havia alertado para este fato.

Embargo
Logo pela manhã, a Rússia anunciou um embargo à maioria das importações de frutas e vegetais da Polônia e disse que pode estender as restrições ao resto da União Europeia, em sua primeira aparente retaliação pelas sanções do Ocidente impostas no dia anterior por conta da crise na Ucrânia.
Moscou, que compra mais de 2 bilhões de euros de frutas e vegetais da UE por ano, maior mercado de exportação desse tipo de produtos, disse que a proibição se dá por motivos sanitários. Produtores poloneses de frutas disseram que a proibição era política, embora a Rússia tenha negado isso.
A Rússia foi frequentemente acusada no passado de utilizar inspeções sanitárias para restringir o comércio de países com os quais tem disputas políticas. A UE disse estar estudando o anúncio, o qual foi descrito como uma surpresa.
A proibição aconteceu um dia após a União Europeia e os Estados Unidos terem imposto suas primeiras sanções, buscando atingir setores amplos da economia russa, restringindo vendas de equipamentos para os setores de petróleo e defesa e limitando o acesso de bancos estatais a mercados de capitais ocidentais.
Moscou nega as acusações ocidentais de que tenha fornecido armas e apoiado rebeldes que combatem forças da Ucrânia no leste do país. Autoridades russas condenaram as sanções de terça-feira.
A pressão por sanções contra os russos aumentou dramaticamente após 17 de julho, quando um avião da Malásia foi abatido em território rebelde com a utilização, segundo Washington e Bruxelas acreditam, de um míssil fornecido pela Rússia.
De acordo com dados da Comissão Europeia, a UE vendeu á Rússia 1,2 bilhão de euros em frutas e 886 milhões de euros em vegetais em 2011, representando 28 por cento das exportações de frutas do bloco e 21,5 por cento de vegetais. Para alguns países da UE, incluindo a Polônia, esses percentuais são ainda maiores.
Ao impuserem ações como essa primeiramente contra a Polônia, que foi parte do bloco soviético há pouco mais de apenas duas décadas, Moscou atinge um dos mais fervorosos apoiadores de maiores sanções contra a Rússia pelo apoio a rebeldes na Ucrânia.
– Nossas restrições não estão ligadas às sanções da UE, porque esta situação (das importações da Polônia) tem se desenvolvido há um bom tempo – disse o porta-voz da agência de inspeção sanitária russa, Alexei Alekseenko. As restrições serão começadas a partir de 1o de agosto.

Inesperado
Em meio ao conflito diplomático e econômico, a confiança econômica da zona do euro melhorou inesperadamente em julho apesar do aprofundamento da crise entre o Ocidente e a Rússia acerca da Ucrânia, mostraram dados nesta quarta-feira, e as expectativas de inflação entre consumidores e companhias registraram alta.
A confiança de consumidores subiu em três das cinco maiores economias da zona do euro, liderada pela Itália e seguida pela França e Holanda, enquanto o motor de crescimento do bloco, a Alemanha, e a Espanha viram a confiança piorar.
O índice mensal de confiança econômica para os 18 países de moeda única subiu para 102,2 em julho ante um número revisado de 102,1 em junho. Economistas consultados pela Reuters haviam previsto uma queda para 101,8 em julho.
As expectativas de inflação dos consumidores mostrou uma melhora marginal para 8,7 em julho ante 8,6 em junho, enquanto a perspectiva de companhias para os preços de vendas retornou a território positivo em julho pela primeira vez em sete meses.
Separadamente, o indicador de clima de negócios, que aponta a fase do ciclo de negócios, caiu para 0,17 em julho ante 0,21 em junho, sua pior leitura desde outubro de 2013.
Fonte - Correio do Brasil  30/07/2014

domingo, 27 de julho de 2014

Para analista, a Alemanha planeja participar do BRICS

Economia

O escritor de boletim financeiro, Jim Willie, diz que não importa quem derrubou o jato comercial da Malásia sobre a Ucrânia que haverá massivas consequências.Willie afirma: "Aqui está a grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo à Europa: você tem duas opções aqui. Junte-se a nós na guerra contra a Rússia.

Stanilaw Calandreli

O analista financeiro Jim Willie categoricamente afirmou que a Alemanha está se preparando para abandonar o sistema unipolar apoiado pela NATO e os EUA e juntar-se às nações do BRICS, e por isso a NSA foi pego espionando Angela Merkel e outros líderes alemães.
Em entrevista à Greg Hunter, do blog USA Watchdog, Willie, um analista e PhD em estatística, afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de espionagem da NSA, visando a Alemanha, é o clima de medo que ronda os Estados Unidos de que as potências financeiras da Europa estejam procurando fugir do inevitável colapso do dólar.
O escritor de boletim financeiro, Jim Willie, diz que não importa quem derrubou o jato comercial da Malásia sobre a Ucrânia que haverá massivas consequências. 
Willie afirma: "Aqui está a grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo à Europa: você tem duas opções aqui. Junte-se a nós na guerra contra a Rússia. Junte-se a nós nas sanções contra a Rússia. Junte-se a nós nas constantes guerras e conflitos, isolamento e destruição à sua economia, na negação do seu fornecimento de energia e na desistência dos contratos.

Junte-se a nós nessas guerras e sanções, porque nós realmente queremos que você mantenha o regime do dólar. Eles vão dizer que estão cansados ​​do dólar. . . Estamos empurrando a Alemanha para fora do nosso círculo. Não se preocupem com a França, nem se preocupem com a Inglaterra, se preocupem com a Alemanha. A Alemanha tem, no momento, 3.000 empresas fazendo negócios reais, e elas não vão se juntar ao período de sanções".
Willie continua: "É um jogo de guerra e a Europa está enjoada dos jogos de guerra dos EUA. Defender o dólar é praticar guerra contra o mercado. Você está conosco ou está contra nós?". Quanto a espionagem da NSA sobre a Alemanha, Willie diz: "Eu acho que estão à procura de detalhes no caso de suporte à Rússia sobre o ‘dumping’ ao dólar. Eu penso, também, que estão à procura de detalhes de um possível movimento secreto da Alemanha em relação ao dólar e juntar-se ao BRICS. Isto é exatamente o que eu penso que a Alemanha fará".
Willie calcula que quando os países se afastarem do dólar dos EUA, a impressão de dinheiro (quantitative easing, QE) aumentará e a economia piorará. Willie chama isso de ‘feedback loop’, e afirma, "Você fecha o ‘feedback loop’ com as perdas dos rendimentos causados pelos custos mais elevados que vêm da QE. Não é estímulante. É um resgate ilícito de Wall Street que degrada, deteriora e prejudica a economia num sistema vicioso retroalimentado... Você está vendo a queda livre da economia e aceleração dos danos. A QE não aconteceu por acaso. Os estrangeiros não querem mais comprar os nossos títulos. Eles não querem comprar o título de um banco central que imprime o dinheiro para comprar o título de volta! A QE levanta a estrutura de custos e causa o encolhimento e desaparecimento dos lucros. A QE não é um estímulo.É a destruição do capital".
Na chamada "recuperação" a grande mídia tem batido na mesma tecla durante anos, Willie diz: "Eu acredito que os EUAentrou em uma recessão que não sairá até que o dólar tenha desaparecido. Se calcular-mos a inflação corretamente... veremos uma recessão monstro de 6% ou 7% agora. Eu não penso que a situação melhore até que o dólar seja descartado”. “Portanto, estamos entrando na fase final do dólar".
Para finalizar, Willie diz: "Você quer se livrar de obstáculos políticos? Vá direto para o comércio e negócios. Por que é que a Exxon Mobil continua realizando projetos no Ártico e no mar Negro (na Crimeia) com os russos e suas empresas de energia? Nós já temos empresas de energia dos Estados Unidos desafiando nossas próprias sanções, e mesmo assim estamos processando os bancos franceses por fazerem a mesma coisa. Isso é loucura. Estamos perdendo o controle.
Entrevista com Jim Willie - http://usawatchdog.com/germany-secretly-planning-on-joining-brics-jim-willie/
Fonte - Luis Nassif on Line GGN  27//07/2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

Rússia aprova sanções contra políticos dos EUA

Internacional

Lista inclui conselheiros de Barack Obama e John McCain
Com isso, as pessoas afetadas pela medida estão proibidas de entrar em território russo. Também fazem parte da relação o líder dos senadores democratas, Harry Reid, o presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, o presidente da comissão de relações exteriores do Senado, Robert Menendez, além dos senadores Dan Coats e Mary Landrieu.

Agência ANSA
foto - ilustração
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou nesta quinta-feira (20) a adoção de sanções contra nove dirigentes e parlamentares dos Estados Unidos, incluindo três conselheiros do presidente Barack Obama e do senador republicano John McCain.
Com isso, as pessoas afetadas pela medida estão proibidas de entrar em território russo. Também fazem parte da relação o líder dos senadores democratas, Harry Reid, o presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, o presidente da comissão de relações exteriores do Senado, Robert Menendez, além dos senadores Dan Coats e Mary Landrieu. Já os três conselheiros de Obama atingidos são Caroline Atkinson, Daniel Pfeiffer e Ben Rhodes. "Estou orgulhoso por ter sido incluído na lista daqueles que são contra as agressões de Vladimir Putin", declarou Boehner.
A restrição imposta pela Rússia a políticos norte-americanos é uma resposta às sanções já aprovadas pelo governo dos Estados Unidos contra aqueles considerados responsáveis pela crise na Crimeia, república autônoma que pertencia à Ucrânia e foi anexada por Moscou, assim como a cidade de Sebastopol.
"Foi assinada uma ordem do Executivo que autoriza impor sanções não somente contra indivíduos, mas também contra setores inteiros da economia russa", declarou Obama. As medidas incluem o veto ao ingresso em solo dos EUA e o congelamento de eventuais ativos que as pessoas afetadas possuam no país.
Fonte - Jornal do Brasil

quinta-feira, 13 de março de 2014

Rússia não descarta sanções recíprocas aos Estados Unidos e à União Europeia

Internacional

Vice-ministro russo destacou resposta simétrica às provocações

DR
foto ilustração - DR
O Vice-Ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Alexei Likhachev, disse nesta quinta-feira, 13, que o seu país não descarta a possibilidade de impor sanções recíprocas aos Estados Unidos e à União Europeia se forem realmente adotadas medidas que possam prejudicar a economia russa. De acordo com ele, Moscou está ciente da grande possibilidade de ser vítima de ações políticas do Ocidente, mas, no caso de um amplo pacote de medidas destinadas a afetar o comércio do país, o Kremlin saberá responder de forma simétrica às provocações.
Fonte - Diário da Russia  13/03/2014

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Relatório recomenda ao Brasil aprovar PEC do Trabalho Escravo

Trabalho Escravo

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil
foto EBC
Brasília – O relatório Índice de Escravidão Global
2013, divulgado pela Fundação Walk Free, recomenda que o Brasil aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Trabalho Escravo, que tramita há dez anos no Congresso Nacional, aumente as sanções, a pena e a multa para o uso de mão de obra forçada; fortaleça a Lista Suja do Trabalho Escravo; e pressione ainda mais as empresas que produzem ou que usem produtos provenientes de trabalho análogo à escravidão.
O Brasil está em 94º entre os 162 países avaliados proporcionalmente em relação à população. O país, de acordo com o relatório, tem de 170 mil a 217 mil pessoas em situação análoga à escravidão. No ranking das Américas, o Brasil está em 13º. No mundo, o país em que há, proporcionalmente, a maior prevalência de casos é a Mauritânia, na Costa Oeste da África; seguida pelo Haiti e Paquistão. Em termos quantitativos, os que mais registram casos são a Índia e a China, com, pelo menos, 13,3 milhões e 2,8 milhões de pessoas escravizadas respectivamente.
Nos parâmetros do índice, escravidão é a condição de uma pessoa sobre a qual é exercido qualquer poder de propriedade. Entre essas condições, estão a servidão por dívida, casamento forçado ou servil e a venda ou a exploração de crianças – inclusive em conflito armado.
“O Brasil tem boas práticas, com um plano nacional, políticas integradas, especialistas altamente treinados, juízes do Trabalho e a lista suja [Lista Suja do Trabalho Escravo], o que é ótimo. A maioria dos países não tem isso”, destacou o autor do índice, Kevin Bales, em referência, em especial, aos plano nacionais de erradicação do trabalho escravo, de 2003 e 2008.
Ainda assim, para Bales, o país pode melhorar por meio da adoção de medidas preventivas e protetivas, especialmente no que tange à exploração de mão de obra, casos em que são verificados as situações de condição análoga à escravidão no Brasil.
“O Brasil tem problemas? Sim, mas veja quantas pessoas saíram de situação análoga à escravidão devido à atuação de organizações e do governo: dezenas de milhares”, explicou o autor do relatório. De acordo com o índice, só em minas de carvão, entre 2003 e 2011, foram libertados 2,7 mil trabalhadores nesse tipo de situação.
Segundo o documento, atualmente, o grupo de pessoas mais vulneráveis ao trabalho escravo, no Brasil, é o de estrangeiros em busca de empregos – especialmente os haitianos e bolivianos, que emigram devido a condições econômicas, sociais e naturais em seus países. Esses estrangeiros são majoritariamente explorados por meio da escravidão por dívida.
“[Os estrangeiros] não podem ser invisíveis, especialmente para a população local. Quando há imigrantes, eles são tratados inferiormente. Se eles não falam bem português, ninguém fala com eles, são ignorados. É fácil não saber da situação”, explicou Bales.
O Brasil apresenta também problemas no que se refere ao trabalho penoso - atividades perigosas ou em condições precárias, como em minas de carvão. “O governo brasileiro tem assumido um papel ativo no reconhecimento da existência da escravidão moderna e na promoção de discussões [sobre o tema]”, ressalta o relatório da Fundação Walk Free, que cita como “exemplar” os esforços do Brasil no combate ao uso de mão de obra forçada.
Fonte - Agência Brasil  16/10/2013