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sábado, 30 de abril de 2016

Angela Merkel se recusa a apoiar Steinmeier para presidência da Alemanha

Internacional

A chanceler alemã, Angela Merkel, se recusou a apoiar o ministro de Relações Exteriores do país, Frank-Walter Steinmeier, em sua candidatura à presidência da Alemanha, segundo a revista Der Spiegel.

Sputinik
Sputnik
A chanceler alemã, Angela Merkel, se recusou a apoiar o ministro de Relações Exteriores do país e integrante do Partido Social Democrata (SPD), Frank-Walter Steinmeier, em sua candidatura à presidência da Alemanha, segundo publicou a revista Der Spiegel neste sábado.
Segundo a reportagem, Merkel, que chefia a União Democrata Cristã (CDU), disse ao líder do SPD e ministro da Economia, Sigmar Gabriel, que ela não pode apoiar um candidato do SPD nas eleições federais marcadas para 2017.
O atual presidente, Joachim Gauck, 76, deve fazer em breve um anúncio sobre seu futuro político. Tudo indica, por enquanto, que ele não tentará reeleição.
Steinmeier, ministro de Relações Exteriores desde 2013, vem conversando com seus amigos particulares sobre seu interesse em disputar a presidência.
Entretanto, como nenhum partido tem maioria absoluta no parlamento alemão, Steinmeier precisaria, para ter alguma chance de se tornar presidente, do apoio da CDU e de seu partido-irmão bávaro, o CSU, que atualmente forma coalizão com o SDP no governo alemão.
Fonte - Sputnik  30/04/2016

domingo, 27 de julho de 2014

Para analista, a Alemanha planeja participar do BRICS

Economia

O escritor de boletim financeiro, Jim Willie, diz que não importa quem derrubou o jato comercial da Malásia sobre a Ucrânia que haverá massivas consequências.Willie afirma: "Aqui está a grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo à Europa: você tem duas opções aqui. Junte-se a nós na guerra contra a Rússia.

Stanilaw Calandreli

O analista financeiro Jim Willie categoricamente afirmou que a Alemanha está se preparando para abandonar o sistema unipolar apoiado pela NATO e os EUA e juntar-se às nações do BRICS, e por isso a NSA foi pego espionando Angela Merkel e outros líderes alemães.
Em entrevista à Greg Hunter, do blog USA Watchdog, Willie, um analista e PhD em estatística, afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de espionagem da NSA, visando a Alemanha, é o clima de medo que ronda os Estados Unidos de que as potências financeiras da Europa estejam procurando fugir do inevitável colapso do dólar.
O escritor de boletim financeiro, Jim Willie, diz que não importa quem derrubou o jato comercial da Malásia sobre a Ucrânia que haverá massivas consequências. 
Willie afirma: "Aqui está a grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo à Europa: você tem duas opções aqui. Junte-se a nós na guerra contra a Rússia. Junte-se a nós nas sanções contra a Rússia. Junte-se a nós nas constantes guerras e conflitos, isolamento e destruição à sua economia, na negação do seu fornecimento de energia e na desistência dos contratos.

Junte-se a nós nessas guerras e sanções, porque nós realmente queremos que você mantenha o regime do dólar. Eles vão dizer que estão cansados ​​do dólar. . . Estamos empurrando a Alemanha para fora do nosso círculo. Não se preocupem com a França, nem se preocupem com a Inglaterra, se preocupem com a Alemanha. A Alemanha tem, no momento, 3.000 empresas fazendo negócios reais, e elas não vão se juntar ao período de sanções".
Willie continua: "É um jogo de guerra e a Europa está enjoada dos jogos de guerra dos EUA. Defender o dólar é praticar guerra contra o mercado. Você está conosco ou está contra nós?". Quanto a espionagem da NSA sobre a Alemanha, Willie diz: "Eu acho que estão à procura de detalhes no caso de suporte à Rússia sobre o ‘dumping’ ao dólar. Eu penso, também, que estão à procura de detalhes de um possível movimento secreto da Alemanha em relação ao dólar e juntar-se ao BRICS. Isto é exatamente o que eu penso que a Alemanha fará".
Willie calcula que quando os países se afastarem do dólar dos EUA, a impressão de dinheiro (quantitative easing, QE) aumentará e a economia piorará. Willie chama isso de ‘feedback loop’, e afirma, "Você fecha o ‘feedback loop’ com as perdas dos rendimentos causados pelos custos mais elevados que vêm da QE. Não é estímulante. É um resgate ilícito de Wall Street que degrada, deteriora e prejudica a economia num sistema vicioso retroalimentado... Você está vendo a queda livre da economia e aceleração dos danos. A QE não aconteceu por acaso. Os estrangeiros não querem mais comprar os nossos títulos. Eles não querem comprar o título de um banco central que imprime o dinheiro para comprar o título de volta! A QE levanta a estrutura de custos e causa o encolhimento e desaparecimento dos lucros. A QE não é um estímulo.É a destruição do capital".
Na chamada "recuperação" a grande mídia tem batido na mesma tecla durante anos, Willie diz: "Eu acredito que os EUAentrou em uma recessão que não sairá até que o dólar tenha desaparecido. Se calcular-mos a inflação corretamente... veremos uma recessão monstro de 6% ou 7% agora. Eu não penso que a situação melhore até que o dólar seja descartado”. “Portanto, estamos entrando na fase final do dólar".
Para finalizar, Willie diz: "Você quer se livrar de obstáculos políticos? Vá direto para o comércio e negócios. Por que é que a Exxon Mobil continua realizando projetos no Ártico e no mar Negro (na Crimeia) com os russos e suas empresas de energia? Nós já temos empresas de energia dos Estados Unidos desafiando nossas próprias sanções, e mesmo assim estamos processando os bancos franceses por fazerem a mesma coisa. Isso é loucura. Estamos perdendo o controle.
Entrevista com Jim Willie - http://usawatchdog.com/germany-secretly-planning-on-joining-brics-jim-willie/
Fonte - Luis Nassif on Line GGN  27//07/2014

sábado, 20 de outubro de 2012

UM MAL NECESSÁRIO........

“Um mal necessário” – O mundo do World of Warcraft


Por Laerte Braga(*), especial para sua coluna no QTMD?

O ministro Marco Aurélio Mello – Supremo Tribunal Federal – afirmou que a ditadura militar “foi um mal necessário”. Segundo ele, pelo que se antevia e pior, disse que foi preferível não esperar o que poderia ou não acontecer.
Inimigo visceral de Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa com os quais travava tertúlias jurídico/acadêmicas as mais enfadonhas possíveis, além do habeas corpus que permitiu a Salvatore Cacciola fugir do Brasil para a Itália, num dado momento associou-se ao mau humor de Joaquim Barbosa (mesmo levantando duvidas sobre a condição do colega ser presidente da Corte) e juntou-se a Gilmar Mendes na defesa da “democracia”.
Foi o que veio. O que poderia ter acontecido seria bem melhor.
O Supremo, àquela época, entre outros, tinha Evandro Lins e Silva, Ribeiro da Costa, Hermes Lima e Victor Nunes Leal. Mais ou menos o primeiro colocado versus aquele na zona do rebaixamento. Diferença abissal.
Quando o Parlamento francês proibiu o uso da burca por ofender as tradições libertárias da França, não se imaginou que duas mil mulheres muçulmanas deixariam de ir às ruas. Confinadas pela liberdade. Slavoj Zizek, em VIVENDO NO FIM DOS TEMPOS fala do poder do olhar. O que emana da burca, dos olhos de uma mulher que emergem e fitam através da burca.
É o mundo da hipocrisia, do politicamente correto, que o digam milhões de gregos desempregados, ou com suas pensões e aposentadorias reduzidas para salvar bancos europeus e a senhora Ângela Merkel atribuindo a si e a seu país o direito de intervir onde houver desrespeito às políticas econômicas traçadas pela Comunidade Européia.
A linha Maginot caiu mais uma vez. Paris está ocupada. Não foi salva nem pela decisão de De Gaulle de transformar La France em Le France, ou pela de Mitterand de salvar a língua evitando a invasão das legiões MacDonalds.
Haja brioche, já que não há mais guilhotina, triste papel do Hollande. Virou um Sarkozy antes mesmo de conhecer o palácio inteiro. “A quem me reporto?” “Ao general Franz qualquer coisa”.
Colleen Lachowicz, candidata democrata ao Senado no estado do Maine foi acusada pelos seus rivais republicanos de ter dupla personalidade. Assistente social, dedica seu tempo livre a jogar World of Warcraft, um vídeo game popular em todo o país. Aquele negócio de sair matando Deus e o mundo e no fim acumular pontos para ganhar novas vidas, algo por aí.
Republicanos preferem o jogo ao vivo. Um piloto de um caça não vê sangue quando a bomba que despeja sobre a Líbia, ou o Iraque, ou o Afeganistão, vê apenas os “monstros” sendo abatidos.
A crítica a Colleen pode garantir sua cadeira no Senado. É que milhões de norte-americanos jogam o jogo e entupiram a caixa de mails da candidata em solidariedade, dentre eles a atriz Jodie Foster. E, lógico, a reação das empresas que produzem jogos assim.
Quadro pior é o da TIM, quadrilha que opera parte dos serviços de telefonia móvel no Brasil, especializada em assaltar seus usuários. Decidiu que seus funcionários não podem ir ao banheiro em horários que julgarem necessários, mas nos determinados pela empresa. E porta transparente para o caso de demora. O supervisor vai e dá uma bronca daquelas.
A Justiça do Trabalho condenou a empresa a indenizar uma funcionária em 10 mil reais, mas o TRT – TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO – reduziu a indenização para mil reais e o TST, o superior, manteve a dupla humilhação. Horário para as necessidades fisiológicas e indenização medíocre. Dinheiro que a TIM tira, como qualquer operada de telefonia fixa ou móvel, em segundos, no roubo costumeiro em cima de usuários.
A ANATEL? O que é isso? Um monstro pré-histórico que sobreviveu ao período jurássico, ou uma dessas modernidades tucanas, gerenciamento tucano, agora com corroboração petista?
Empresas de supermercados têm a mesma prática e muitas delas mantêm cárceres privados, ou submetem trabalhadores a revistas humilhantes.
O tal do desenvolvimento econômico. A escravidão tomando outras formas, já que nunca deixou de existir. A luta de classes é uma realidade que tem sido permanente.
Que o diga o ministro Marco Aurélio Mello e seu “mal necessário”.
Sentença política e histórica de um ministro da Corte Suprema, num processo político que vai se tornando cada vez mais estranho, cada vez mais com cheiro de golpismo.
O que será que vem por aí?
Outro desses supremos magistrados já havia emitido sua opinião contra governos de coalisão.
O jornalista Paulo Francis escreveu que os meninos e jovens norte-americanos crescem em frente a computadores e máquinas de jogos matando monstros árabes, negros, latinos, o que é um passo para que, mais tarde, pilotando aviões da força aérea de seu país matem crianças em nome da democracia.
Entre eles mesmos. Mitt Romney, um fugitivo dum manicômio qualquer (mas não rasga nota de dólar) não declarou que 47% do cidadãos do seu país vivem “encostados” nos recursos públicos?
É candidato a presidente e na festa para arrecadar fundos de campanha um casal doador queria saber se havia entrada vip, pois não se misturava a milionários comuns.
Não existe mal necessário. Pelo simples fato que mal não é necessário.
Existe capitalismo e sua hipocrisia. Não é diferente nem nos EUA, nem na Alemanha do novo Reich, ou na França dos novos colaboracionistas.
Mas milhões de gregos, espanhóis, portugueses desempregados e palestinos assassinados diariamente no afã de garantir o poder do maior conglomerado terrorista que já se conheceu em toda a história. ISRAEL/EUA TERRORISMO S/A.
Obama em todo caso sabe fazer cerveja e tem usado a Casa Branca para experiências assim. O outro prefere paraísos fiscais para seu rico dinheirinho.
E tome bomba. Começa lá no World of Warcraft.

*Laerte Braga é jornalista e colaborador do “Quem tem medo da democracia?”, onde mantém a coluna “Empodera Povo“.
Fonte - Do blog Quem tem medo da democracia  20/10/2012