UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador União Europeia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador União Europeia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de junho de 2016

Transporte multimodal será discutido na ANTT em evento

Transportes multimodais

O evento vai promover a troca de experiências no desenvolvimento de corredores logísticos multimodais, propiciada pelo acordo de cooperação técnica entre a ANTT e a Direção Geral de Mobilidade e Transporte (DG MOVE), iniciativa integrante do projeto de Diálogos Setoriais Brasil - União Europeia.

ANTT
foto - ilustração
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realiza, nos dias 15 e 16/6, o “Seminário Transporte Multimodal: Experiências e Desafios do Brasil e União Europeia”. O evento vai promover a troca de experiências no desenvolvimento de corredores logísticos multimodais, propiciada pelo acordo de cooperação técnica entre a ANTT e a Direção Geral de Mobilidade e Transporte (DG MOVE), iniciativa integrante do projeto de Diálogos Setoriais Brasil - União Europeia.
No mês de março, representantes da Agência visitaram países europeus em missão de cooperação técnica coordenada pela DG MOVE/UE. O seminário será a oportunidade para dar continuidade à troca de experiências sobre a regulação do setor de transporte multimodal empreendidas durante a missão.
Programação – O evento contará com seis painéis, em que parceiros europeus e representantes de instituições brasileiras destacarão as experiências em relação a “Planejamento de Políticas de Transporte Multimodal”; “Corredores Multimodais de Transporte: Estudos de Caso”; “Desenvolvimento do Transporte Multimodal no Brasil”; “Desafios do Transporte Multimodal no Brasil”; “Perspectiva do setor privado sobre desenvolvimento do transporte multimodal”; e “Financiamento de Infraestrutura de Transporte Multimodal”.
Diálogos Setoriais – Brasil e União Europeia firmaram uma parceria estratégica durante a Primeira Cúpula UE-Brasil, realizada em Portugal, no ano de 2007. Atualmente, existem cerca de 30 diálogos sobre diversos temas como agricultura; ciência e tecnologia; governança; mobilidade urbana; e serviços financeiros, sendo incorporado, em 2015 por iniciativa da ANTT, o diálogo sobre transporte terrestre.
A União Europeia custeia as ações dos projetos das instituições do governo federal brasileiro. Os recursos permitem o financiamento de missões de visita técnica, contratação de peritos para desenvolvimento de estudos, publicações, entre outras atividades.
O seminário faz parte do projeto “Corredores Logísticos Multimodais”, selecionado pelo Diálogos Setoriais, assim como outro projeto na área de ferrovias (Troca de Experiências para Regulação do Setor de Transporte Ferroviário).
Fonte - ANTT  06/06/2016

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Eurodeputados exigem que UE não negocie com governo Temer

Política

O eurodeputado Xavier Benito, do partido espanhol Podemos, enviou uma carta assinada por mais de 30 parlamentares do bloco à Alta Representante da União Europeia (UE) para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, para que Bruxelas não negocie o acordo comercial com o Mercosul enquanto o presidente interino Michel Temer estiver no poder.

Sputnik
© Sputnik/ Aleksei Nikolsky
"O acordo comercial com o Mercosul", diz o documento, citado pela agência EFE, "não só se limita a bens industriais ou agrícolas, mas inclui outros afastados como serviços, licitação pública ou propriedade intelectual. Por isso, é extremamente necessário que todos os atores implicados nas negociações tenham a máxima legitimidade democrática: a das urnas".
Benito, que também atua como primeiro vice-presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações com o Mercosul, questiona a “legitimidade democrática necessária para um assunto desta magnitude”.
"O mandato de Dilma Rousseff só pode ser mudado mediante o único método democraticamente aceitável: as eleições", afirma a carta, acrescentando que os eurodeputados compartilham “a preocupação expressada também pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela Unasul sobre a severa situação na qual Dilma Rousseff foi condenada por um Congresso doente de corrupção e claramente orientado por obscuras intenções".
"É necessário suspender as negociações entre a UE e o Mercosul já que tal acordo comercial não deveria ser negociado com o atual governo brasileiro", conclui o documento, exortando Bruxelas a dar “seu total apoio e envolvimento para o restabelecimento da ordem democrática no Brasil".
Fonte - Sputnik  30/05/2016

sábado, 19 de setembro de 2015

Alemanha e Áustria pedem ajuda de 5 bilhões de euros para atender refugiados

Internacional

O chanceler austríaco, Werner Faymann, e o vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, disseram, depois de uma reunião em Viena, que esse dinheiro deveria vir da União Europeia, dos Estados Unidos e dos países ricos do Golfo Pérsico.

Da Agência Lusa
Ag.Brasil
A Alemanha e a Áustria pediram hoje (19) um pacote imediato de ajuda humanitária, no valor de 5 bilhões de euros, para melhorar a situação nos campos de refugiados no Oriente Médio.
O chanceler austríaco, Werner Faymann, e o vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, disseram, depois de uma reunião em Viena, que esse dinheiro deveria vir da União Europeia, dos Estados Unidos e dos países ricos do Golfo Pérsico.
"Devemos ajudar os países onde a miséria é tão grande que as pessoas decidem sair. Se as pessoas não têm o que comer e beber, que mais podem fazer que não seja fugir?", disse Sigmar Gabriel, em entrevista.
Os países vizinhos da Síria, sobretudo a Turquia, o Líbano e a Jordânia, onde a guerra civil se prolonga há cinco anos, acolheram milhões de sírios.
O vice-chanceler alemão afirmou que a União Europeia, os Estados Unidos e os países árabes deveriam dar mais ajuda e lembrou que o programa de alimentação da Organização das Nações Unidas teve de reduzir a ajuda mensal aos refugiados de US$ 27 para US$ 13 por falta de fundos.
Werner Faymann, por sua vez, criticou os muros que a Hungria está construindo nas fronteiras com a Sérvia, Croácia e Romênia.
"Um país pode construir um muro e tentar entregar as tarefas humanitárias aos seus vizinhos", afirmou o austríaco, defendendo que, para alguns problemas do mundo, não bastam as soluções nacionais. Ele apelou à solidariedade internacional para encontrar uma solução.
Fonte - Agência  Brasil  19/09/2015

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Mundo enfrenta pior crise de refugiados desde a 2ª Guerra, diz União Europeia

Internacional

A Comissão Europeia apresentou, em maio, uma proposta de distribuição dos refugiados pelos Estados membros da União Europeia, para aliviar os países que recebem maior número de imigrantes e refugiados, mas a proposta foi recusada pelos líderes europeus.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
O mundo enfrenta a pior crise de refugiados desde a 2ª Guerra Mundial e a Europa deve contribuir para resolvê-la de forma "decente e civilizada”, afirmou hoje (14) o comissário europeu para as Migrações, Dimitris Avramopoulos. “O mundo encontra-se hoje diante da pior crise de refugiados, desde a 2ª Guerra Mundial”, disse o comissário numa conferência de imprensa em Bruxelas.
A Europa “não tem conseguido gerir o grande fluxo de pessoas que procuram refúgio nas nossas fronteiras”, acrescentou o comissário, frisando que a Europa foi construída sobre o princípio da “solidariedade com os que precisam”. “São seres humanos, pessoas desesperadas. Precisam da nossa ajuda e do nosso apoio”, afirmou.
“O que temos de fazer é organizar o nosso sistema para enfrentar este problema de forma decente e civilizada, à maneira europeia”, disse, ao mencionar a situação “especialmente urgente” da Grécia, mas também de outros países, como Itália e Hungria.
A Comissão Europeia apresentou, em maio, uma proposta de distribuição dos refugiados pelos Estados membros da União Europeia, para aliviar os países que recebem maior número de imigrantes e refugiados, mas a proposta foi recusada pelos líderes europeus.
De acordo com o comissário, a Grécia recebeu, só em julho, 50 mil pedidos de asilo, quase dez vezes mais que os 6 mil registrados em julho de 2014. O comissário europeu esteve esta semana em Atenas e na ilha grega de Kos, no Mar Egeu, onde o grande fluxo de refugiados sírios e afegãos e a falta de locais para acolhê-lhos têm provocado tensões. Em breve, vai à Turquia, de onde partem diariamente centenas de migrantes com destino à costa grega.
Também vai visitar, nos próximos dias, Calais, no Norte de França, onde centenas de imigrantes que pretendem ir para o Reino Unido tentam entrar no Eurotúnel para atravessar o Canal da Mancha. Essas tentativas resultam, frequentemente, em morte.
O comissário reconheceu também que a Hungria é “um dos países mais expostos” desde que, há vários meses, a rota dos Balcãs é a preferida por muitos refugiados da Síria e do Afeganistão. Só em julho, afirmou, a Hungria recebeu 35 mil pedidos de asilo.
Fonte - Agência Brasil  14/08/2015

quarta-feira, 11 de março de 2015

Economia do G20 mantém crescimento de 0,9% no último trimestre de 2014

Economia/Internacional

Os países onde a economia se mostrou mais dinâmica entre outubro e dezembro do ano passado foram a Índia e a China, que tiveram crescimentos de 1,6% e 1,5%, respectivamente.Os dois países, no entanto, registraram desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando as taxas de crescimento do PIB da Índia e da China foram 2,2% e 1,9%.

Da Agência Lusa
foto - ilustração/Pregopontocom
O Produto Interno Bruto (PIB) dos países do G20 cresceu 0,9% no último trimestre de 2014, o mesmo ritmo do trimestre anterior, apesar da desaceleração das economias da Índia e da China, informou hoje (11) a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo a organização, o PIB do G20 no último trimestre de 2014 cresceu 3,4% em relação a 2013.
Os países onde a economia se mostrou mais dinâmica entre outubro e dezembro do ano passado foram a Índia e a China, que tiveram crescimentos de 1,6% e 1,5%, respectivamente
Os dois países, no entanto, registraram desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando as taxas de crescimento do PIB da Índia e da China foram 2,2% e 1,9%.
A economia norte-americana avançou, entre outubro e dezembro, 0,5%, bem abaixo da taxa de 1,2% registrada no trimestre anterior.
O conjunto do PIB da União Europeia e da zona do euro aumentou 0,3% no mesmo período.
A Alemanha, a maior economia europeia, cresceu 0,7% entre outubro e dezembro, enquanto o PIB da França, a segunda maior potência econômica da Europa, avançou 0,1% e o de Itália registrou crescimento nulo.
O PIB do Reino Unido, que não partilha a moeda única europeia, avançou 0,5% no último trimestre de 2014.
A atividade econômica no México avançou no último trimestre do ano passado 0,7%, acelerando em relação ao período anterior, quando tinha crescido 0,5%.
Fonte - Agência Brasil  11/03/2015

domingo, 14 de setembro de 2014

União Europeia busca bilhões de euros para reavivar a economia

Internacional

Um plano do Banco Central Europeu de reviver um mercado de instrumentos de dívidas lastreados por ativos seria outra forma de financiamento

Correio do Brasil
Por Redação - Reuters 

A União Europeia buscou formas de injetar bilhões de euros na sua enfraquecida economia sem aprofundar suas dívidas, considerando opções que vão de um mercado de capitais pan-europeu até um grande fundo de investimentos. Com a economia europeia com dificuldades para se recuperar da pior crise financeira da atual geração, os ministros das Finanças da UE pediram à Comissão Europeia, braço executivo do bloco e ao Banco Europeu de Investimentos (BEI) que montassem uma lista de projetos de crescimento econômico e decidissem como financiá-los.
- Demos o mandato à Comissão e ao BEI para que apresentassem em pouco tempo um relatório inicial de medidas práticas que podem ser tomadas em projetos lucrativos de investimentos que possam ser justificáveis – afirmou o ministro da Economia da Itália, Pier Carlo Padoan, em coletiva de imprensa. Os ministros devem discutir os projetos e as ferramentas de investimentos no próximo encontro, em Luxemburgo, em outubro. Não há detalhes disponíveis sobre quais projetos seriam realizados.
Para financiá-los, os ministros discutiram quatro ideias: uma sugestão italiana de novas ferramentas de financiamento para empresas, uma proposta franco-alemã de aumento de investimentos privados, uma ideia polonesa de criação de um fundo conjunto da UE de 700 bilhões de euros (US$ 907 bilhões ), e um pedido do novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para um programa de investimentos no valor de 300 bilhões de euros para recuperar a economia do continente. Um plano do Banco Central Europeu de reviver um mercado de instrumentos de dívidas lastreados por ativos seria outra forma de financiamento.
- Não temos a vareta mágica, mas precisamos de crescimento, precisamos estimular a demanda sem assumir dívidas afirmou o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, após o encontro em Milão. “Precisamos da combinação certa entre o dinheiro público e privado.”
Fonte - Correio do Brasil  14/09/2014

domingo, 31 de agosto de 2014

Putin avisa União Europeia da dificuldade de voltar ao mercado russo

Internacional

"O perigo para os nossos fornecedores tradicionais é que quando a empresa se instala em um mercado, neste caso o russo, afastá-la depois vai ser muito difícil, ou até impossível", disse Putin em declarações à televisão pública do país.

Da Agência Lusa 
Wilson Dias/Agência Brasil
O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu hoje (31) a União Europeia de que será difícil voltar ao mercado russo, depois de ele ser ocupado por empresas latino-americanas e asiáticas.
"O perigo para os nossos fornecedores tradicionais é que quando a empresa se instala em um mercado, neste caso o russo, afastá-la depois vai ser muito difícil, ou até impossível", disse Putin em declarações à televisão pública do país.
Para ele, as empresas europeias sabem isso e estão decepcionadas com os seus governos devido à política de sanções contra Moscou.
Putin, que proibiu as importações de alimentos, frutas e verduras do Ocidente, em resposta às sanções contra a Rússia pelo seu papel no conflito ucraniano, reconheceu e lamentou que os produtores russos não conseguem cobrir essas importações.
"Por isso, agora trabalhamos com outros produtores estrangeiros. São países da América Latina: o Brasil, a Argentina, o Chile. Também com os nossos parceiros asiáticos: produtores chineses e de outros países", disse o presidente.
Ele classificou de "irrisórias" as tentativas europeias de convencer esses países a não exportar a sua produção para o mercado russo.
"É difícil imaginar que os homens de negócios não aproveitem a ocasião para acessar o nosso mercado", acrescentou.
Nos supermercados de Moscou já se nota a escassez de frutas e hortaliças e lácteos europeus.
A crise ucraniana, que provocou a pior degradação das relações entre Moscou e o Ocidente desde o final da guerra fria, teve nova etapa esta semana devido a informações relativas a incursões de soldados russos na Ucrânia.
Fonte - Agência Brasil  31/08/2014

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Europa atira ‘no próprio pé’ impondo sanções à Rússia....

Internacional

Europa atira ‘no próprio pé’ ao impor sanções à Rússia, diz premiê húngaro - O premiê húngaro, Viktor Orban, aponta a necessidade de se rever as sanções contra a Rússia

Por Redação - C B
c/agências internacionais de Budapeste

A União Europeia prejudicou a si mesma com as sanções impostas à Rússia por conta da crise na Ucrânia, disse nesta sexta-feira o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, pedindo por uma reconsideração. Os comentários de Orban acontecem um dia após seu homólogo eslovaco, o premiê Robert Fico, ter criticado as sanções como “sem sentido”, dizendo que elas ameaçam o crescimento econômico do bloco europeu, composto de 28 países.
– A política de sanções perseguida pelo Ocidente, ou seja, nós mesmos, uma necessária consequência ao que os russos estão fazendo, causa mais dano para nós do que para a Rússia. Na política, isso é chamado dar um tiro no próprio pé – disse Orban em uma entrevista no rádio.
A Hungria, um país orientado para as exportações, tem uma grande dependência de importações de energia da Rússia, e no começo deste ano Budapeste fechou um acordo com a empresa russa Rosatom para expandir a única usina nuclear húngara, em um acordo de 10 bilhões de euros (US$ 13 bilhões). A Rússia também é o maior parceiro comercial da Hungria fora a União Europeia, com exportações de 2,55 bilhões de euros em 2013.
– A UE não deve apenas compensar os produtores de alguma forma, sejam eles poloneses, eslovacos, húngaros ou gregos, que agora têm que sofrer perdas, mas como toda a política de sanções deve ser reconsiderada – disse Orban.
Ministros das Relações Exteriores da UE realizaram uma reunião de emergência nesta sexta-feira para discutir os conflitos na Ucrânia e no Iraque. Orban já sinalizou oposição às sanções econômicas contra a Rússia por medo de que o caso prejudique a economia doméstica. Nesta sexta-feira, ele disse que buscaria maneiras de facilitar uma reconsideração.
– Eu farei meu máximo. É claro que estamos todos cientes do peso da Hungria, então as possibilidades são claras, mas estou buscando parceiros para mudar a política de sanções da UE, a qual eu acho que não foi considerada com suficiente meticulosidade – afirmou o premiê.
O Ministério da Agricultura da Hungria disse em nota, na terça-feira, que as exportações agrícolas não seriam prejudicadas significativamente pelo embargo de importações da Rússia a uma grande variedade de alimentos vindos da UE, mas tende a revisar a declaração.
Fonte - Correio do Brasil  15/08/2014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

União Europeia e Suíça debatem hoje restrições à imigração

Internacional

A Comissão Europeia tinha anunciado, no dia do referendo, que ia avaliar as relações bilaterais com a Suíça devido às limitações. "A UE vai examinar as implicações dessa iniciativa nas relações UE-Suíça como um todo," informou a comissão em um comunicado emitido depois do resultado do referendo.

Agência Brasil
Com informações da Agência Lusa
EBC
Representantes da União Europeia (UE) e da Suíça se reúnem hoje (20) para debater o impacto do resultado do referendo suíço realizado no começo de fevereiro, quando mais de metade dos suíços aprovou a imposição de cotas para trabalhadores estrangeiros - o que foi criticado por membros da UE. A reunião desta quinta-feira ocorre a pedido da Suíça, com a presença do diretor-geral do Serviço Europeu de Ação Exterior, David O'Sullivan, e do secretário de Estado dos Assuntos Exteriores suíço, Yves Rossier.

A Comissão Europeia tinha anunciado, no dia do referendo, que ia avaliar as relações bilaterais com a Suíça devido às limitações. "A UE vai examinar as implicações dessa iniciativa nas relações UE-Suíça como um todo," informou a comissão em um comunicado emitido depois do resultado do referendo.

A proposta de limitar a entrada de cidadãos da UE foi feita pelo partido suíço de extrema direita, a União Democrática do Centro (UDC). A população da Suíça também aprovou o princípio da preferência pelo trabalhador nacional em detrimento do estrangeiro, o que estava abolido desde meados da década de 1990 para todos os trabalhadores de origem dos países membros da União Europeia.
Fonte - EBC  20/02/2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O PEIXE E O GATO - O ACORDO COM A UE E O FUTURO DO MUNDO.

Política

Mauro Santayana

(JB) - Pressionada pelos que procuram rotular seu governo como intervencionista, e por reportagens como a que saiu anteontem na The Economist – acusando o Brasil de protecionismo, a Presidente Dilma desvia os olhos do peixe e os coloca no gato.
Para responder aos adversários e à pressão do “establishment” financeiro internacional - exercida via FMI, The Economist, The Wall Street Journal, et caterva, como o El Pais - o governo pretende enviar a Bruxelas, na próxima quinzena, os Ministros das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, para estabelecer cronograma definitivo para a negociação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Européia.
Na semana passada, o Vice-Presidente da Comissão Européia, Antonio Tajani, esteve no Brasil para discutir o assunto, e é compreensível que o Palácio do Planalto queira mostrar resultados nessa questão, antes das eleições do ano que vem.
Um acordo de livre comércio com a União Européia esvaziaria o discurso de que o Brasil é protecionista e faria o mesmo com o Mercosul, vilipendiado como o menino feio e mal educado, frente a alunos bem mais “bonitinhos” e bem comportados, como o México e a Aliança do Pacífico, por exemplo.
O que não pode ocorrer, no entanto – e é preciso que se atente a isso - é que uma decisão dessa natureza seja tomada a toque de caixa, porque se está prestando mais atenção ao gato – no caso, os adversários - do que ao peixe – nosso mercado e interesses nacionais.
A questão, como sempre ocorre, entre grandes nações e grupos de países, é mais de natureza geopolítica, do que meramente econômica.
Em primeiro lugar, para decidir o melhor caminho, é preciso não aceitar, a priori, a alegação de que o Brasil é um país protecionista.
Protecionistas são os Estados Unidos, a Europa, o Canadá.
Tão protecionistas que já os derrotamos várias vezes em contendas internacionais – inclusive na Organização Mundial do Comércio – como nos casos do algodão, do suco de laranja, do frango congelado, ou dos subsídios à fabricação de aviões, por exemplo.
O Brasil tem direito a ter política industrial, o que é diferente.
Temos tanto direito de exigir conteúdo nacional nas compras da Petrobras, por exemplo, quanto tem os EUA de exigir da Embraer a construção de uma fábrica de aviões nos Estados Unidos, com participação minoritária da empresa brasileira em associação com um sócio local – como condição, sine qua non, para vender aviões de guerra Super-Tucanos para a Força Aérea dos EUA.
Condição, aliás, à qual está sujeita qualquer empresa que queira vender e fornecer – mesmo que apenas parafusos – para o governo norte-americano.
O segundo argumento para se assinar, rapidamente, um tratado com a UE, seria a iminência da assinatura de um Acordo de Livre Comércio entre a Europa e os EUA, que criaria o maior bloco comercial do mundo.
A conclusão das negociações entre o Mercosul e os europeus – dizem os defensores da tese – permitiria que o Brasil entrasse, no futuro, no mercado EU-EUA, evitando que ficássemos isolados.
A pressa, nesse caso, também não se justifica, O acordo de livre comércio entre a Europa e os Estados Unidos recém começou a ser negociado em julho, há uma série de atritos – a França, por exemplo, quer deixar a indústria cultural de fora – e a revelação da espionagem da NSA, também contra alvos europeus, esfriou consideravelmente o entusiasmo inicial com a proposta.
Por causa do escândalo revelado por Snowden, a França ameaçou suspender as negociações, depois aceitou a sugestão alemã de continuar com os encontros e exigir esclarecimentos dos norte-americanos. A Comissária de Assuntos Europeus, Cecilia Malmstroem, em carta à Secretária norte-americana de segurança interna, afirmou:
"Vivemos um momento delicado em nossas relações com os Estados Unidos. A confiança mútua foi seriamente erodida e espero que os EUA façam tudo o que estiver ao seu alcance para restaurá-la".
Finalmente, duas considerações: o Mercosul, com todos os seus defeitos, não pode ser comparado com a Aliança do Pacífico. Ela é uma ilusão, na qual o maior sócio, o México, tem 90% de seu comércio internacional com outro grupo, o NAFTA ( 80% com os Estados Unidos).
Nem o Mercosul vai tão mal, nem a Aliança do Pacífico é a oitava maravilha da qual estão falando. O Brasil, por exemplo, vai crescer este ano 2,5% enquanto o México crescerá menos da metade, 1,2%. Com nosso país recebendo cinco vezes mais Investimentos Estrangeiros Diretos – 65 bilhões de dólares contra 12 bilhões de dólares – do que o México no ano passado.
Finalmente, antes de fazer um casamento com a Europa, de papel passado e tudo, cabe analisar o futuro do mundo.
A UE – principalmente por causa das crises recorrentes e do acelerado processo de envelhecimento de sua população, terá, no futuro, cada vez menos consumidores.
A diminuição do seu mercado interno e a concorrência com os Estados Unidos não nos daria qualquer chance na exportação de manufaturados.
Na agricultura, continuaríamos reféns de seus subsídios e barreiras. Abriríamos, em troca, nossas fronteiras, para que eles colocassem aqui bens industriais e manufaturas que não teriam como vender dentro da zona do euro.
A China e a Índia, por outro lado – para ficar só nos BRICS - estão agregando dezenas de milhões de consumidores à sua economia todos os anos. Pequim abandona paulatinamente sua dependência dos mercados externos, para, do alto de seus quase 4 trilhões de dólares em reservas – dedicar-se, cada vez mais, ao desenvolvimento de seu mercado interno.
Qual será, então, o melhor caminho para o Mercosul ?
Atrelar-se a um mercado envelhecido de 880 milhões de habitantes que consomem cada vez menos e que crescerá a uma média de menos de 1% este ano – ou a um mercado de 3, 4 bilhões de habitantes, que crescerá a uma média de mais de 6% em 2013, que tem fome de todo o tipo de produto e agrega dezenas de milhões de consumidores a cada ano?
Um caminho pode até não excluir obrigatoriamente o outro, mas é melhor pensar primeiro no peixe, e menos no que o gato quer que façamos, na hora de escolher qual será o nosso lugar e o nosso destino nos próximos anos.
Fonte -  Mauro Santayana 21/10/2013

domingo, 12 de maio de 2013

Sociólogo português diz crise econômica criará o Estado de Mal-Estar na Europa

Gilberto Costa
Correspondente da Agência Brasil/ EBC
Lisboa – A crise econômica está fazendo a Europa deixar de ser o continente em que as políticas sociais diminuem os efeitos das desigualdades econômicas e permitem uma boa qualidade de vida ao conjunto da população. “Querem criar o Estado de Mal-Estar na Europa”, critica Boaventura de Sousa Santos, o sociólogo português mais conhecido no Brasil, fazendo referência ao antigo Welfare State [Estado de Bem-Estar] criado na Europa, a partir do final da 2ª Guerra Mundial (1945).
Segundo Boaventura, a Europa está deixando de ser um continente de primeiro mundo para tornar-se “um miniatura do mundo, com países de primeiro, segundo e terceiro mundos”. Ele se refere ao empobrecimento de alguns países e a falta de proteção aos cidadãos, como acontece em Portugal, na Espanha e na Grécia, mas com reflexos em todo o continente.
Para o sociólogo, o modelo de governança da União Europeia esvaziou-se e o projeto está desfeito de forma irreversível. Ele atribui ao “neoliberalismo” os problemas enfrentados pelo continente, como o desemprego. “Esta crise foi criada para destruir o trabalho e o valor do trabalho”, disse, ao encerrar em Lisboa um colóquio sobre mobilidade social e desigualdades.
Conforme os dados do Eurostat, há 26,5 milhões de pessoas desempregadas nos 27 países – contingente superior a toda a população na Região Sul do Brasil (Censo 2010). Para o sociólogo, parte das demissões ocorre por alterações nas regras de contratação. “Mudam os contratos de trabalho, mas não mudam os contratos das PPPs”, disse se referindo às parcerias público-privadas contratadas entre governos e companhias particulares para a exploração de serviços como concessionários ou de infraestrutura.
Além da inflexão na economia e no plano social, Boaventura assinala transformações políticas, como o esvaziamento do poder decisório dos parlamentos, e dos lugares de “concertação social”, como os portugueses chamam os conselhos e pactos criados para diminuir conflitos entre empresários, trabalhadores e governo. Na opinião do sociólogo, em vez dessas instâncias, se impõe a vontade dos credores externos, como acontece em Portugal, segundo ele, por causa da Troika (formada pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia).
Boaventura Sousa Santos diz que a ação direta da Troika leva à imobilidade do governo e questiona a racionalidade dos cortes dos gastos sociais que estão sendo feitos. Na Assembleia da República, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, disse que haverá convergência das pensões e aposentadorias de ex-funcionários públicos e ex-empregados privados. O chefe do Executivo português afirmou que não é uma opção ajustar a economia e mudar direitos adquiridos. “O país tem que ajustar”, defendeu
A oposição critica, diz que a medida é inconstitucional, e reclama do governo por tratar a austeridade como inevitável. De acordo com o secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, em menos de dois anos de mandato de Passos Coelho 459 mil empregos foram cortados - quase a metade dos 952,2 mil desempregados contabilizados em março.
Fonte -Agência Brasil  11/05/2013

sábado, 1 de dezembro de 2012

O "Capitalismo" não é só selvagem,é um "grande sangue suga" que quando não mata aleija...


O “sopão dos pobres” e os banqueiros

Por Altamiro Borges
A União Europeia aprovou nesta semana os chamados “planos de reestruturação” para quatro bancos da Espanha. Ao todo, eles receberão cerca de 37 bilhões de euros – o equivalente a 100 bilhões de reais. A ajuda financeira, que sai dos tributos cobrados de milhões de europeus que hoje são vítimas de desemprego, do arrocho salarial e da regressão dos direitos trabalhistas, objetiva salvar o combalido “deus-mercado”, o sistema financeiro parasitário que é responsável pela grave crise capitalista no velho continente.
Entre os beneficiários deste socorro está o Bankia, um dos maiores bancos da Espanha que roubou descaradamente seus correntistas e acionistas. Perto destes gigantes privados, a corrupção em órgãos públicos de vários países parece coisa de ladrão de galinha. Mas a mídia rentista prefere fazer escândalo contra os desvios de recursos de agentes públicos – que merecem, lógico, total repúdio. No caso do roubo dos banqueiros, ela evita dar manchetes ou fazer escarcéu nas telinhas da tevê. Ela é cúmplice do assalto!

10 mil bancários demitidos
Os tais “planos de reestruturação” ainda têm contrapartidas que prejudicarão ainda mais a sociedade. O Bankia, por exemplo, terá que demitir 6 mil bancários. Os outros três bancos – Catalunya Banc, Novagalicia e Valencia – também precisarão dispensar trabalhadores e elevar as taxas de serviços aos clientes. Segundo os chamados “especialistas do mercado”, a tendência é que ocorra um processo de fusão do sistema bancário da Espanha, aumentando ainda mais a concentração e monopolização do setor.
Segundo estimativas do decadente jornal El País, cerca de 10 mil bancários serão demitidos nos quatro bancos, agravando ainda mais a situação do desemprego na Espanha – a maior da zona do euro, com taxa acima dos 25%. Já os "ativos tóxicos" destas instituições serão repassados para o Estado. Ou seja: quem pagará pelos papeis podres também serão os trabalhadores. Segundo o noticiário, a União Europeia deverá aprovar novos “planos de recapitalização” para outras instituições financeiras privadas ainda antes do Natal.

Os "comedores sociais" na Espanha
Enquanto os bancos salvam os seus lucros, à custa dos cofres públicos, muitos europeus hoje dependem do “sopão dos pobres”, segundo Clóvis Rossi, colunista da Folha que tem muito familiaridade com os tucanos nativos, mas rejeita os neoliberais da Europa – baita contradição! Hoje é comum os espanhóis procurarem os “comedores sociais” – “nome menos ultrajante que ‘sopão dos pobres’, que a América Latina conhece tão bem, mas que não se espera encontrar na rica Espanha, a quinta maior economia da Europa”.
“Não que não houvesse pobreza na Espanha antes da crise. Não que não houvesse favelas, aqui chamadas ‘chabolas’. Mas eram situações localizadas, que, em geral, afetavam imigrantes, e ficavam longe dos olhos do grande púbico. Agora, no entanto, a pobreza e os ‘comedores sociais’ ficam ‘a algumas ruas daqui’... A pobreza se incrustou, pois, na pele de uma Espanha torturada por receitas de ajuste que só aprofundam a recessão e, até agora, não ajudaram a reduzir a dívida pública”, estranha o jornalista.
Pena que Clóvis Rossi, que tem um texto brilhante, não reconheça que os tucanos brasileiros defendem as mesmas “receitas de ajuste” dos neoliberais europeus. É só analisar a pregação do cambaleante presidenciável do PSDB, o senador Aécio Neves, sobre o choque de gestão e sua apologia ao “deus-mercado”. Os “planos de recapitalização” dos banqueiros do velho e decadente velho continente e seu “sopão dos pobres” deveriam servir de alerta aos brasileiros – inclusive para alguns colunistas da mídia.
Fonte - Blog do Miro  30/11/2012

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Na viagem à Espanha, Dilma inverte os papéis


Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República
Do Blog Balaio do Kotscho
20/11/2012
Nem faz tanto tempo, o Brasil fazia papel de gandula e de pedinte na cena política internacional.
Na viagem de quatro dias à Espanha para participar da 22ª Cúpula Ibero-Americana, encerrada nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff mostrou que o Brasil inverteu estes papéis nos últimos anos.
De devedores a credores do FMI, percorremos um longo caminho de afirmação até Dilma entrar no Palácio Real para ouvir do rei da Espanha, Juan Carlos, um pedido para o Brasil contratar mais profissionais espanhóis, que enfrentam um dos índices mais altos de desemprego da Europa, e aumentar os investimentos das empresas brasileiras no país.
Quem poderia imaginar o rei da Espanha pedindo ajuda ao Brasil para tirar o país da maior crise da sua história recente?
Acontecia exatamente o contrário até outro dia, quando levas de brasileiros deixavam o nosso país em busca de emprego na Europa, e capitais espanhóis investidos aqui batiam em 80 bilhões de dólares.
Agora, Juan Carlos quer inverter o fluxo de capitais, argumentando que seu país tornou-se "a base europeia para muitas empresas ibero-americanas e queremos que seja também para as brasileiras".
Em questões migratórias, hoje estamos empatados: enquanto 100 mil espanhóis estão vivendo no Brasil, 100 mil brasileiros moram na Espanha.
O diálogo de igual para igual entre Juan Carlos e Dilma, com o Brasil dando exemplos de como enfrentar a crise econômica mundial e oferecendo ajuda à Europa, era algo impensável alguns anos atrás.
A presidente lembrou o que aconteceu nos anos 80 do século passado quando o Brasil era devedor do FMI e enfrentava uma estagnação econômica, como hoje acontece em vários países europeus.
"Só conseguimos sair de uma situação de crise e modificar a situação do Brasil quando combinamos robustez fiscal, ou seja, controle dos gastos públicos com crescimento; quando combinamos controle da inflação com distribuição de renda; quando apostamos no nosso mercado interno e desenvolvemos também uma política de exportações".
Em Madri, ao abrir o seminário "Brasil na senda do crescimento", Dilma defendeu um "amplo pacto global para a retomada do crescimento" e advertiu que "se todos fizerem ajustes simultâneos, o resultado é a recessão".
A presidente fez ainda em seu discurso uma veemente defesa da União Europeia, definida por ela como "uma das maiores conquistas da humanidade" e, antes de retornar ao Brasil, deixou claro que não vai deixar a Espanha na mão, como relata Clóvis Rossi, enviado especial da "Folha":
"A visita da presidente Dilma Rousseff à Espanha foi, acima de tudo, um esforço para demonstrar que o Brasil não tem a intenção de deixar o parceiro abandonado à própria sorte".
São outros tempos, bons tempos para o Brasil.
Por  Ricardo Kotscho
Fonte - Noticias R7 20/11/2012

sábado, 17 de novembro de 2012

Austeridade sozinha não ajudará Europa, diz Dilma

iG São Paulo | 17/11/2012

Em discurso na abertura da XXII Cúpula Ibero-americana, em Cádiz, a presidenta Dilma Rousseff alertou que as políticas de austeridade na Europa não estão funcionando
Adicionar legenda

AFP
Dilma Rousseff critíca políticas de austeridade na Europa em discurso na 22ª Cúpula Ibero-americana
Em seu discurso na sessão de abertura da 22ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Conferência Ibero-Americana, que ocorre em Cádiz, na Espanha, a presidenta Dilma Rousseff voltou a defender o modelo brasileiro de investimento público e abertura de mercados como antídoto contra a crise econômica mundial.
Portugal e Espanha estão entre os países da Europa que mais têm sofrido com os efeitos da crise no continente. A presidenta criticou o modelo de austeridade fiscal proposto por alguns países da União Europeia que penaliza a população e não apresenta os resultados esperados. "O Brasil defende que uma consolidação fiscal exagerada e simultânea na Europa não é a melhor resposta à crise mundial e pode até levar a um agravamento da recessão", disse Dilma.
“Temos assistido, nos últimos anos, aos enormes sacrifícios por parte das populações dos países que estão mergulhados na crise: reduções de salários, desemprego, perda de benefícios. As políticas exclusivas, que só enfatizam a austeridade, vêm mostrando seus limites em virtude do baixo crescimento. E, apesar do austero corte de gastos, assistimos ao crescimento dos déficits fiscais e não a sua redução. Os dados e as previsões para 2012 e 2013 mostram a elevação dos déficits e a redução dos PIBs [Produto Interno Bruto]”, disse.
Para a presidenta, a simples demonstração de rigor nos gastos públicos não é suficiente para garantir a confiança no mercado internacional. “Confiança não se constrói apenas com sacrifícios. É preciso que a estratégia adotada mostre resultados concretos para as pessoas, apresente um horizonte de esperança e não apenas a perspectiva de mais anos de sofrimento”, destacou.
Portugal e Espanha têm sofrido, não apenas com as pressões do resto da Europa pelo rigor fiscal, mas também com uma série de manifestações de trabalhadores contra as medidas adotadas em busca desta austeridade. Por causa dos cortes de salários e direitos sociais, os dois países têm enfrentado greves e confrontos entre trabalhadores e policiais.
Dilma cobrou que os países superavitários façam a sua parte para que se normalize a atividade econômica sadia entre os países abrindo mercados e estimulando as importações em seus territórios. Segundo a presidenta, os governos devem estimular o aumentar os investimentos e do consumo tendo como objetivo a retomada do crescimento da economia mundial.
Ela também apresentou dados sobre a economia brasileira para demonstrar que o modelo adotado pelo Brasil apostou na inclusão econômica e na garantia de direitos sociais para conseguir um desenvolvimento sustentado ao longo dos últimos anos. Dilma lembrou que os países da América Latina passaram 20 anos adotando o modelo de austeridade proposto agora a Portugal e à Espanha.
“Quando nos reunimos em Guadalajara [México], duas décadas atrás, a América Latina ainda vivia as consequências de sua “crise da dívida”. Os governantes de então, aconselhados pelo Fundo Monetário Internacional [FMI], acreditavam, erradamente, que apenas com drásticos e fortes ajustes fiscais poderíamos superar com rapidez as gravíssimas dificuldades econômicas e sociais nas quais estávamos mergulhados. Levamos assim duas décadas de ajuste fiscal rigoroso, tentando digerir a crise da dívida soberana e a crise bancária que nos afetava e, por isso, nesse período, o Brasil estagnou, deixou de crescer e tornou-se um exemplo de desigualdade social”, destacou.
Veja também:  Espanha quer aliança com América Latina para enfrentar crise -  Portugal e Espanha buscam novas relações com a América Latina
* Com Agência Brasil e Agência Estado
Fonte - iG São Paulo 17/11/2012