UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 23 de junho de 2020

Terremoto de magnitude 7,4 atinge sul do México e provoca tsunami no Pacífico

Internacional  🌊

Uma pessoa morreu em Oaxaca, relatou o governador local, Alejandro Murat, depois que o tremor atingiu o Estado na costa do Pacífico no meio da manhã.O serviço sismológico mexicano disse que existe um tsunami em curso no litoral de Oaxaca e que o nível do mar subiu 60 centímetros na praia de Huatulco, um destino popular entre turistas norte-americanos e canadenses.

Agência Brasil/Reuters
foto - ilustração/Google Maps
Um terremoto forte de magnitude 7,4 atingiu o litoral sul do México nesta terça-feira, matando ao menos uma pessoa, danificando estradas pavimentadas e desencadeando um tsunami em áreas litorâneas próximas do Pacífico.
Uma pessoa morreu em Oaxaca, relatou o governador local, Alejandro Murat, depois que o tremor atingiu o Estado na costa do Pacífico no meio da manhã.
O serviço sismológico mexicano disse que existe um tsunami em curso no litoral de Oaxaca e que o nível do mar subiu 60 centímetros na praia de Huatulco, um destino popular entre turistas norte-americanos e canadenses.
A agência de proteção civil do país recomendou que os moradores se afastem do litoral. Vídeos publicados em redes sociais mostraram a água do mar recuando em Oaxaca, um estado montanhoso que abriga plantações de café e resquícios da arquitetura colonial espanhola.
Terremotos de magnitude superior a 7 são sismos de grande dimensão capazes de provocar danos grandes e generalizados. Um terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a região central do México em 2017 matou 355 pessoas na Cidade do México e em Estados vizinhos.
O tremor desta terça-feira provocou um alerta de tsunami nas costas do Pacífico do México e das Américas Central e do Sul. Ondas de até um metro de altura podem surgir no litoral mexicano, alertou a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.
Edifícios tremeram na Cidade do México, localizada a centenas de quilômetros.
Fonte - Agência Brasil  23/06/2020

terça-feira, 3 de março de 2020

Primeira cidade eco inteligente do mundo será construída no México

Sustentabilidade  🏠 🌱

Com previsão de conclusão em 2026, a Smart Forest City é inspirada nas cidades-floresta das civilizações maia e será completamente autossuficiente em termos de alimentos e energia. Em parceria com o escritório Transsolar Lima Engineering, serão implementadas soluções de eficiência energética, como painéis solares em todo o perímetro

Revista Amazônia
Revista Amazônia
Já pensou onde viveremos no futuro? A primeira cidade eco inteligente do mundo será construída a 100 km de Cancún, no México. Assinado pelo grupo imobiliário Karim’s e o escritório Stefano Boeri Architetti, o projeto inovador pretende abrigar 130 mil habitantes e 7,5 milhões de plantas em um terreno de 557 hectares.
Com previsão de conclusão em 2026, a Smart Forest City é inspirada nas cidades-floresta das civilizações maia e será completamente autossuficiente em termos de alimentos e energia. Em parceria com o escritório Transsolar Lima Engineering, serão implementadas soluções de eficiência energética, como painéis solares em todo o perímetro. Uma torre de dessalinização irá fornecer água tratada vinda do mar por meio de um sistema de canais usados para circulação e irrigação no cinturão externo dos campos agrícolas que circundam a área urbana. Também está previsto a construção de jardins aquáticos para combater inundações.
A projeto de urbanismo inclui telhados e fachadas verdes, parques públicos e jardins privados, que contribuirão para alcançar o equilíbrio entre a quantidade de áreas verdes e a pegada de construção. Dessa forma, a cidade absorverá 116 mil toneladas de dióxido de carbono com 5.800 toneladas de CO2 armazenadas por ano. A Smart Forest City ainda oferecerá um sistema de transporte com carros elétricos, barcos e lanchas aos moradores, que somente poderão acessar a área usando esses veículos.
A cidade inteligente tem o intuito de devolver à natureza uma grande área verde onde um distrito comercial seria construído. Os 400 hectares destinados terão 7,5 milhões de plantas de 400 espécies diferentes, cuidadosamente selecionadas pela botânica e arquiteta paisagista Laura Gatti. Do total, 260 mil serão árvores, contabilizando 2,3 árvores por habitante. Todo o lixo produzido será recuperado e reciclado e cada habitante terá a sua disposição 40 metros de superfície verde.
Com foco em inovação tecnológica e qualidade ambiental, a cidade eco inteligente também terá um centro de pesquisa avançada para hospedar departamentos de universidades de todo o mundo, organizações internacionais e empresas que lidam com questões de sustentabilidade e o futuro do planeta. Além disso, o “Vale do Silício latinoamericano” acolherá pesquisadores e estudantes universitários do México e do mundo.
Fonte - Revista Amazônia  03/03/2020

terça-feira, 13 de junho de 2017

Começam os testes com trens da linha de Toluca na cidade do México

Transportes sobre trilhos  🚇

Os testes dinâmicos começaram na linha interurbana México-Toluca em 12 de junho.A linha de seis estações, que deverá ser inaugurada em abril próximo, prevê levar cerca de 230 mil passageiros por dia em uma viagem com duração de 39 minutos entre Zinacantepec.

IRJ
IRJ
Começaram no dia 12 de junho,os testes dinâmicos da linha de metrô interurbana Mexico-Toluca, uma UUC da CAC Civity
Os testes dinâmicos começaram na linha interurbana México-Toluca em 12 de junho, quando uma UUC da CAC Civity trafegou em baixa velocidade entre as estações de Zinacantepec e Pino Suárez.
O consórcio liderado pela CAF que inclui a Thales, Isolux-Corsán e AZVI,fechou um contrato de 690 milhões de euros em dezembro de 2014 para equipar a linha de bitola padrão.A CAF está fornecendo uma frota de 30 composições de cinco carros,e o primeiro deles já chegou ao México em janeiro.
A linha de seis estações, que deverá ser inaugurada em abril próximo, prevê levar cerca de 230 mil passageiros por dia em uma viagem com duração de 39 minutos entre Zinacantepec e uma integração com o metrô da Cidade do México na estação Observatório.
Com informações do International Railway  Journal  13/06/2017

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

México iniciou negociações de livre comércio com seis países

Internacional  👀

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, autorizou o início das negociações sobre livre comércio com seis países, informou nesta terça-feira o ministro da economia do México, Ildefonso Guajardo.

Sputnik
foto - ilustração
"O presidente já me autorizou a transformar a Parceria Transpacífica (TPP) em acordos bilaterais com todos os países, com os quais ainda não temos um acordo de livre comércio", declarou Guajardo. O país latino-americano negociará com Austrália, Brunei, Malásia, Nova Zelândia, Singapura e Vietnã.
Segundo o ministro, apesar das negociações, México tentará ratificar em novembro deste ano o TPP com Austrália, Japão, Malásia, Nova Zelândia e Singapura, destacou o portal El Economista.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, desde o início do mandato, uma série de medidas, voltadas para a "defesa" da economia norte-americana. Entre outras medidas, o chefe de Estado dos Estados Unidos assinou um decreto sobre a saída dos EUA do TPP, no âmbito do qual estava sendo planejada a criação de uma zona de livre comércio no Círculo do Pacífico. A região do pacífico é responsável por 40% de toda a economia mundial e por um terço do comércio global.
Fonte - Sputnik  31/01/2017

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Alstom entrega o primeiro trem da Linha 3 do metrô de Guadalajara, no México

Transportes sobre trilhos  🚇

A Linha 3,que será operada pelo Sistema de Tren Eléctrico Urbano (SITEUR),tem cerca de 21 km e cruza Zapopan, Guadalajara e Tlaquepaque. A estimativa é que a linha transporte diariamente,cerca de 230.000 passageiros.

Da Redação
foto - Divulgação/Alstom
A Alstom,em parceria com a CPVM, entregou em 24/01,a SCT (Secretaría de Comunicaciones y Transporte),o primeiro dos 18 trens Metropolis que circularão na nova Linha 3 do metrô de Guadalajara no México.
A Linha 3,que será operada pelo Sistema de Tren Eléctrico Urbano (SITEUR),tem cerca de 21 km e cruza Zapopan, Guadalajara e Tlaquepaque. A estimativa é que a linha transporte diariamente,cerca de 230.000 passageiros.
O Metropolis que circulará em Guadalajara é composto por três carros climatizados.O metrô segue os mais elevados padrões ambientais com o consumo de energia reduzido,graças ao peso leve do trem, a otimização de performance de tração e recuperação de energia. O trem atinge uma velocidade máxima de 90km/h e inclui um sistema de comunicação e informação para passageiros. As composições Metropolis são produzidas na fábrica da Alstom de Santa Perpetua, em Barcelona, Espanha.
A SCT firmou com a Alstom em dezembro de 2014,um contrato para fornecer e integrar um sistema inteiro de metrô.Além dos 18 trens Metropolis,os sistemas de comunicação,subestações de alta voltagem e tração e sistemas de sinalização e controle de tráfego baseados no Urbalis 400,o sistema CBTC da Alstom. 
Com informações da Alstom  27/01/2017

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Apresentado em Guadalajara um modelo do veículo da linha 3 de Metrô Leve

Transportes sobre trilhos  🚄

Serão 18 trens da família Metropolis,com 03 carros cada,fornecidos pela Alstom através de um contrato assinado em 2014,que abrange também subestações e sistemas de comunicação.Os veículos serão de alumínio-bodied, e terão capacidade para 589 os passageiros.

Da Redação
Railway Gazette
Um modelo do veículo que será usado na futura linha 3 de Metrô Leve em Guadalajara,foi colocado em exposição na cidade pela operadora do sistema SITEUR.
Serão 18 trens da família Metropolis,com 03 carros cada,fornecidos pela Alstom através de um contrato assinado em 2014,que abrange também subestações e sistemas de comunicação.
O sistema de sinalização e controle de trens será  CBTC Urbalis 400 da Alstom,com sistema de radio da TETRA.A CPVM também fornecera sistemas ferroviários em parceria com a Alstom.
Os trens estão sendo construídos na fábrica de Barcelona da Alstom.O primeiro trem deverá ser entregue no mês de dezembro em Guadalajara,com o teste já programado para iniciar em março do próximo ano.
Os veículos serão de alumínio-bodied,terão 52.8 metros de comprimento,2.89m de largura e 3.89m de altura,com capacidade para 589 os passageiros.Os carros serão equipados com câmeras de vigilância interna e externa,iluminação LED e espaços para cadeiras de rodas.A velocidade máxima será de 80 Km / h, permitindo um tempo de viagem,ida e volta,em 33 min na linha com com 21,5 km de extensão
A escavação do túnel do trecho subterrâneo de 5,3 km,da linha que terá 18 estações em todo  percurso,começou em junho. O túnel entre Glorieta de La normal e Plaza de la Bandera está sendo escavado a uma profundidade variada entre 20 m e 25 m.
Com informações da Railway Gazette  10/08/2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

CEPAL pede ‘equação renovada’ entre Estado, mercado e sociedade

Sustentabilidade

O estilo de desenvolvimento dominante é insustentável. Estamos atravessando uma mudança de época’, disse a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.As observações foram feitas durante o trigésimo sexto Período de Sessões do organismo da ONU – evento bienal mais importante da CEPAL –, que está sendo realizado na capital mexicana.

Revista Amazônia 
foto - Presidência de México
O secretário da Fazenda e Crédito Público do México, Luis Videgaray Caso, e a renomada economista italiana e professora da Universidade de Sussex (Reino Unido), Mariana Mazzucato, destacaram na última quinta-feira (26) no México a proposta da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) para construir um novo estilo de desenvolvimento na região, baseada em uma renovada equação entre o Estado, o mercado e a sociedade.
As observações foram feitas durante o trigésimo sexto Período de Sessões do organismo da ONU – evento bienal mais importante da CEPAL –, que está sendo realizado na capital mexicana.
A proposta do organismo regional da ONU está inserida no documento “Horizontes 2030: a igualdade no centro do desenvolvimento sustentável”, apresentado na quinta-feira pela secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, em uma sessão presidida pela secretária de Relações Exteriores do México, Claudia Ruiz Massieu.
Bárcena explicou suas principais diretrizes às autoridades dos países-membros e associados da Comissão, que se resumem em reduzir os desequilíbrios econômicos, sociais e ambientais que hoje afetam a região, de modo a alcançar um desenvolvimento baseado na igualdade e na sustentabilidade.
“O estilo de desenvolvimento dominante é insustentável. Estamos atravessando uma mudança de época, com profundas mudanças tectônicas que a humanidade não pôde absorver em sua totalidade. Por isso, nossa proposta é realizar uma mudança estrutural com base em um grande impulso ambiental”, assinalou Alicia Bárcena em sua apresentação.
Bárcena mostrou que a região apresenta vários retrocessos, com um crescimento reduzido que não supera 2% nas últimas décadas, um comércio com o pior desempenho em oito décadas, pouco investimento físico, em capital humano em pesquisa e desenvolvimento, e uma latente vulnerabilidade externa.
Além disso, persistem desequilíbrios estruturais, como uma estrutura produtiva pouco diversificada, um atraso no esforço e no desempenho da inovação, a manutenção da pobreza e a concentração de renda, e uma alta vulnerabilidade à mudança climática.
“Para enfrentar estes desafios, propomos uma mudança estrutural progressiva que aumente a incorporação de conhecimento nas economias. São necessárias novas coalizões, novas instituições e alianças público-privadas. É preciso mudar o diálogo”, declarou a secretária-executiva da CEPAL.
“Nossa proposta por um novo estilo de desenvolvimento é política, não técnica. O horizonte é a igualdade, a mudança estrutural progressiva é o caminho e a política o instrumento”, acrescentou Bárcena.
Mais informações aqui - periododesesiones.cepal.org/
Fonte - Revista Amazônia  27/05/2016

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

México reinicia licitação para projeto de trem-bala do país

Internacional

O trem-bala entre a Cidade do México e o Estado de Querétaro terá uma distância de 210 quilômetros e a velocidade máxima desta linha será de 300 km/h.

China Radio International 

O Ministério dos Transportes e Telecomunicações do México divulgou dia 4/01 que vai reiniciar no dia 14 deste mês a licitação para o projeto de trem-bala entre a Cidade do México e o Estado de Querétaro.
Segundo a pasta, para uma empresa vencer a licitação tem que ter a capacidade de garantir a operação e segurança da obra, e deverá ser responsável ainda pela manutenção de cinco anos durante a operação experimental.
O ministério vai divulgar os detalhes sobre a concorrência no próprio dia 14 deste mês e o prazo para a licitação será de 180 dias.
O trem-bala entre a Cidade do México e o Estado de Querétaro terá uma distância de 210 quilômetros e a velocidade máxima desta linha será de 300 km/h. Este será o maior projeto de infraestrutura na história do México. O valor da obra chegará a US$440 bilhões.
No ano passado, um consórcio liderado pela China Railway Construction venceu a licitação, mas o país cancelou o resultado e decidiu a reiniciar o processo de concorrência para a obra, o que provocou grande dúvida no país.
Tradução: Guo Hao
Revisão: Luiz Tasso Neto
Fonte - STEFZS  07/01/2015

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O caos no México

Política

Mídia esconde o caos no México - É o pior índice de popularidade desde o início da gestão do presidente do México,o direitista Enrique Peña Nieto,em 2012.Nesta onda de descontentamento, vieram à tona graves denúncias de corrupção envolvendo o “moderno” e “austero” presidente do México. 

Por Altamiro Borges

Nos meses que antecederam as eleições no Brasil, a mídia colonizada, que nutre o complexo de vira-lata, fez recorrentes elogios ao México e ao seu presidente, o direitista Enrique Peña Nieto. Ele seria um exemplo de político “moderno” e “austero”, e o país seria o paraíso da prosperidade na América Latina, uma prova do vigor do modelo neoliberal. Mas tudo não passava de propaganda ideológica. Agora, passado o pleito no Brasil, descobre-se que o México, sempre tão servil aos EUA, afunda numa grave crise econômica, moral e política. A mídia privada, porém, não faz qualquer autocrítica das patifarias que difundiu. Pior ainda, ela evita dar destaque ao caos vivido pelo pobre México.
Nesta segunda-feira (1), o jornal governista “El Universal” divulgou uma pesquisa revelando que 50% dos mexicanos reprovam o governo de Peña Nieto. É o pior índice de popularidade desde o início da sua gestão, em 2012. Há muito que o México passa por um processo cruel de regressão social, com altas taxas de desemprego e aumento da miséria. Essa barbárie decorre da política imposta pela oligarquia local, servil às imposições do Nafta, um acordo comercial que submete a nação à rapina dos EUA. Mas o que fez crescer a rejeição ao atual presidente foi a descoberta de que 43 alunos de uma escola de Ayotzinapa foram brutalmente assassinados pela polícia. A notícia deflagrou uma explosão de revolta no país.
Nesta onda de descontentamento, vieram à tona graves denúncias de corrupção envolvendo o “moderno” e “austero” presidente do México. A empreiteira que venceu a “licitação” para a construção de um trem-bala quando Peña Nieto era governador do Estado de México presenteou sua mulher, a atriz Angélica Rivera, com uma luxuosa mansão. O escândalo abalou ainda mais a popularidade do presidente tão bajulado pela mídia colonizada do Brasil. Estes e outros fatores serviram para desmascarar o yuppie neoliberal do México e para elevar a temperatura da luta de classes no país. O jornalista Eduardo Graça, numa reportagem para a revista CartaCapital, demonstra que a crise política é violenta no México.

****
Estamos no México, mas não se trata de uma novela produzida no país, embora pareça. A hipótese cada vez mais factível da segunda chacina em cinco meses, desta vez de 43 estudantes, contar com a participação direta da polícia levou milhares de mexicanos às ruas em revolta contra o colapso do sistema de segurança pública, a certeza da impunidade e o conchavo descarado entre autoridades locais e os cartéis de tráfico de drogas... Populares atearam fogo no prédio da Assembleia Legislativa do estado de Guerrero e na sede do PRI, o partido governista. Aeroportos e rodovias de grandes centros foram ocupados e os manifestantes chegaram a fazer de refém por algumas horas, na terça-feira 11, o secretário estadual de Segurança. Trata-se da maior crise relacionada à explosão da violência na segunda maior economia da América Latina (...).
O enredo ficou ainda mais complicado para o governo após a denúncia da jornalista Carmen Aristegui de que o presidente e a primeira-dama se revezam entre o palácio presidencial e uma mansarda avaliada em 7 milhões de dólares, registrada em nome do Grupo Higa. Trata-se de uma empreiteira que abocanhou 652 milhões de dólares em contratos com o Estado do México durante a administração Peña Nieto, entre 2005 e 2011. Ao assumir a Presidência do país, anunciou um leilão para a construção de um trem de alta velocidade entre o Distrito Federal e a cidade de Querétaro. A obra, avaliada em 3,7 bilhões de dólares, foi arrematada no início do mês por um consórcio liderado justamente pelo Higa.
*****


Os descalabros do governo “moderno” e “austero” do neoliberal Peña Nieto são antigos. Mas a mídia brasileira, em plena campanha pela eleição do também neoliberal Aécio Neves, preferiu esconder os podres. No final de 2013, a própria Angélica Rivera havia concedido entrevista jactando-se da nova mansão. Agora, só agora, a Folha tucana lembra que “o interior da casa do casal presidencial foi mostrado em detalhes pela primeira-dama em matéria de uma revista de celebridades em 2013. O piso é de mármore, e há quartos para os filhos do casal. ‘Los Pinos [residência oficial da Presidência] nos foi emprestada só por seis anos. Nossa verdadeira casa, nosso lugar é este’, disse Rivera”.

Veja abaixo a cronologia da crise recente:
26 de setembro
Policiais e traficantes atacam a tiros ônibus com alunos de magistério de Ayotzinapa, que estavam em Iguala para arrecadar fundos; 43 jovens desaparecem
30 de setembro
Suspeitos, prefeito de Iguala, Jose Luis Abarca, e sua mulher, María de los Ángeles, fogem
5 de outubro
Dois traficantes confessam a morte de 17 dos 43 desaparecidos e acusam Abarca de ser o mandante
4 de novembro
Abarca e sua mulher são encontrados e presos
7 de novembro
Procurador-geral Jesús Murillo diz que traficantes de cartel confessaram o assassinato de todos os desaparecidos. Os corpos teriam sido queimados e jogados em um rio. Pais questionam versão do governo
9 de novembro
Surge denúncia de que mulher do presidente teria comprado mansão de empresa agraciada com contratos do governo
Fonte - Blog do Miro  04/12/2014

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A NOVA CÚPULA DA ALIANÇA DO PACÍFICO

Opinião

"O Brasil é um país integrado à América do Sul e ao BRICS, que privilegia o crescimento de seu mercado interno, tem como principal parceiro comercial a China, e vende para todos os continentes do mundo.
Somos o mais avançado país em pesquisa agropecuária, extração de petróleo a milhares de metros de profundidade, em alto mar, a centenas de quilômetros da costa; em desenhar e fabricar aviões civis de passageiros de até 120 lugares. Produzimos mísseis navais e aéreos, foguetes de saturação, radares e mísseis de cruzeiro".


Mauro Santayana

(JB) - Se há uma coisa que muitas vezes, impressiona, em certos segmentos da elite e do empresariado nacional, é a facilidade com que se deixam pautar e manipular pela imprensa estrangeira – e seus replicantes locais – sem entender que por trás de tudo que não seja absolutamente factual, existem determinados interesses.
Esse é o caso, por exemplo, dos artigos e “análises” feitas pela mídia, a respeito da Aliança do Pacífico, que engloba o México, a Colômbia, o Peru e o Chile, e que reuniu-se há alguns dias, em Bogotá, proclamando retumbantemente o corte de 92% das tarifas no comércio entre seus sócios.
A AP está sendo apresentada, dentro e fora do Brasil, como o último prego no caixão do Mercosul, do ponto de vista econômico, e como a aliança que servirá de alternativa – principalmente, ideológica – para os diferentes mecanismos de integração – como a UNASUL e o Conselho de Defesa – que estão sendo promovidos pelo Brasil em nosso continente neste momento.
Em primeiro lugar, é preciso lembrar, Colômbia, Peru e Chile, longe de serem contra o Mercosul, são membros associados da organização – o México tem status de observador – e também da UNASUL e do CDS, o Conselho de Defesa Sul-americano. E o Chile, a partir da posse da presidente eleita Michelle Bachelet, tende se reaproximar do Brasil e do próprio Mercosul.
Acreditar que o Brasil vai perder para o México esses parceiros – com quem dividimos até projetos militares - é ignorar o fator geográfico, e esquecer que já dispomos de acesso facilitado a esses mercados, privilégio que não poderá ser alterado, sob a pena de essas nações também terem seus produtos barrados no mercado brasileiro, o maior das Américas, depois dos Estados Unidos.
Em segundo lugar é preciso relativizar a importância da AP, lembrando, por exemplo, que só o Brasil tem uma economia maior do que a de todos os seus membros reunidos.
E que o Mercosul, como um todo, com a recente inclusão da Venezuela, e um PIB total de 3.3 trilhões de dólares, representaria, se fosse uma nação, a quinta maior força econômica do mundo.
Por trás do mito da Aliança do Pacífico, existe a ilusão de um maior dinamismo da economia mexicana, o principal país do grupo – que cresceu no ano passado 1.2% - com relação à brasileira, a maior do Mercosul – que avançou 2.5% no mesmo período.
Existem mais coisas que definem o lugar que o Brasil e o México pretendem ocupar no mundo – e seus respectivos projetos de desenvolvimento – do que a mera geografia e o volume de exportações.
O México é um país totalmente integrado à América do Norte, e, nessa integração, ficou bom em terceirizar mão-de-obra barata, fabricar refrigerantes, cimento e pão de forma, e prestar serviços de telefonia.
O Brasil é um país integrado à América do Sul e ao BRICS, que privilegia o crescimento de seu mercado interno, tem como principal parceiro comercial a China, e vende para todos os continentes do mundo.
Somos o mais avançado país em pesquisa agropecuária, extração de petróleo a milhares de metros de profundidade, em alto mar, a centenas de quilômetros da costa; em desenhar e fabricar aviões civis de passageiros de até 120 lugares. Produzimos mísseis navais e aéreos, foguetes de saturação, radares e mísseis de cruzeiro.
Dominamos o ciclo do enriquecimento do urânio, fabricamos e possuímos aceleradores de partículas (o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron está em funcionamento e vem aí o Sirius, com 165 metros de diâmetro e 650 milhões de reais de investimentos), e estamos aprendendo a fazer submarinos nucleares, aviões de caça supersônicos e sistemas de transporte a levitação magnética (o Cobra-Maglev da Coppe), por exemplo.
Na internet, alguns mexicanos gostam de apresentar – ao contrário de nós mesmos, que não nos arriscamos a fazer o mesmo - como “mexicana” uma suposta superioridade em manufatura com relação ao resto da América Latina, que se desmente pelos seguintes fatos:
- A quase totalidade das fábricas instaladas no México são de outros países – não existe uma única marca mexicana de automóveis ou de bens de consumo avançados.
- O comércio exterior do México, embora volumoso, é tradicionalmente deficitário.
- A pesquisa e a engenharia de caráter industrial são majoritariamente desenvolvidas em outras regiões do mundo.
- Se não fossem os baixos salários e o mercado dos Estados Unidos do outro lado da fronteira, os mexicanos sequer teriam a sombra do parque “industrial” que possuem.
E não seriam um país exportador, considerando-se que 90% do que fabricam, tem como destino o TLCA - NAFTA (Canadá e Estados Unidos).
Trata-se, portanto, de condições, que não seria possível repetirmos aqui mesmo se quiséssemos - o que não é o caso - ou se viajássemos para a fronteira de Tijuana e regredíssemos de volta no tempo.
Mesmo quando se considera a indústria automobilística, paradigma de uma suposta superioridade industrial mexicana com relação ao Brasil, até mesmo pesquisadores daquele país se recusam a endossar isso.
Esse é, por exemplo, o caso do estudo“Industria Automotriz en México y Brasil: Una comparación de resultados después de la crisis de 2008”, da Dra. Lourdes Alvarez Medina, da UNAM – a maior universidade do México, que conclui seu texto da seguinte forma:
“Respecto a las características de cada industria se observa que México no ha desarrollado marcas propias, importa una gran cantidad de autopartes y componentes y no ha diversificado sus exportaciones ni tiene procesos de innovación importantes. Depende completamente del mercado de los Estados Unidos y ha descuidado su mercado interno.
Brasil por su parte tiene algunos productores locales de autobuses y chasis, tiene una cadena productiva mejor conformada y en algunos modelos tiene contenido local hasta de 90% y sus exportaciones automotrices están muy diversificadas y su mercado interno creció en tiempo de crisis. Además, los autos manufacturados en Brasil consumen gasolina y etanol en diferentes proporciones lo que le da a la flota vehicular brasileña cierta independencia del petróleo.”

Com todo o respeito pelo sofrido passado do México, que perdeu metade de seu território para os EUA, e pelo povo mexicano, sua arte, cultura milenar e literatura, se me perguntassem, principalmente, hoje, se preferiria estar no lugar do México ou do Brasil, ficaria – ao contrário do que muita gente pensa por aqui - na condição em que estamos.
Considerando-se nosso território, população, economia, capacidade de cooperação e articulação, dimensão e projeção geopolítica, ainda é preferível ser o principal país da América do Sul, do que um mero apêndice norte-americano.
Fonte - Do blog de Maro Santayana  13/02/2014