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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

A China é a campeã de sistemas de transportes sobre trilhos - 中國是鐵路運輸系統的領導者。

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃🚃 🚇

A China possui os mais extensos e movimentados sistemas de monotrilho do mundo, entre elas, Chongqing, Wuhan e Wuhu. Chongqing se destaca como  a mais importante cidade chinesa a utilizar o sistema de Monotrilho. 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
.A China já possui os mais extensos e movimentados  sistemas de monotrilho do mundo”, várias cidades chinesas adotaram com sucesso a essa tecnologia. Apesar de opiniões controversas de alguns especialistas no assunto ao afirmarem que o monotrilho não é a melhor opção para grandes cidades questionando à sua baixa capacidade isso não é uma afirmação totalmente verdadeira, na China a cidade de Chongqing é  um bom exemplo dessa contradição. Os sistemas de Monotrilhos podem operar com velocidade de 80 km/h e ter as suas composições estendidas, assim como as de Metrô, até 6 ou 8 carros aumentando consideravelmente a sua capacidade de transportes de passageiros. Na cidade de  Chongqing  em 2024, o sistema de transporte sobre trilhos ultrapassou 10 bilhões de viagens. A capacidade do sistema de Monotrilhos, porém, varia de acordo com o tipo de aplicação. A China possui os mais extensos e movimentados sistemas de monotrilho do mundo, entre elas, Chongqing, Wuhan e Wuhu. Chongqing se destaca como  a mais importante cidade chinesa a utilizar o sistema de Monotrilho. Um dos principais fatores negativos dos sistemas de Monotrilho,é o conflito gerado pelo impacto visual na paisagem urbana das cidades, devido aos elevados e colunas de concreto implantadas para a circulação dos trens. Mesmo tendo uma das maiores redes de transportes sobre trilhos, a China mantem um histórico de segurança nos últimos anos com nível muito elevado.         
 Atualmente até o fim do ano de 2025,a China conta com 58 cidades operando sistemas de transporte urbano sobre trilhos, metrô, monotrilho, trilhos suburbanos, maglev e outros modais. Das 58 cidades, 41 cidades têm linhas de metrô convencional. Até o fim de 2025, a extensão dos sistema de  transporte urbano sobre trilhos da China totalizou 13.071,58 km. O metrô com 382 linhas e número total de 6.651 estações, detém a maior parte com 10.007,06 km ou 76,56% do total. 

Sistemas de Metrô da China
Cidades             Extensão em km           Estações          Numero de passageiros(em milhões)
Xangai                   1.041,85   km                  523                  10.272.000
Pequim                     982,28   km                  539                    9.893.000           
Chengdu                   869,71   km                  452                    6.034.000               
Guangzhou               784,28   km                  397                    8.905.000                  
Shenzhen                  642,94   km                  441                    8.450.000         
                           
Trens de Alta velocidade
A rede ferroviária de trens de alta velocidade chinesa ultrapassou 50.000 km no final de 2025, chegando a aproximadamente 50.400 km de linhas em operação. As linhas  de TAV abrangem mais de 97% das cidades chinesas com a população maior de 500 mil habitantes.
Velocidade: Os trens de alta velocidade  operam regularmente com velocidades de 350 km/h. 

Trens Maglev
A China atualmente possui pelo menos três linhas comerciais de trem de levitação magnética (maglev) em operação: a linha de alta velocidade no aeroporto de Xangai (Transrapid), a linha S1 de Pequim e a linha expressa de Changsha. Uma linha turística de maglev foi adicionada em Fenghuang,   lançada em 2022, com novas rotas em desenvolvimento.
*As informações contidas nessa matéria podem estar sujeitas a novas atualizações
Pregopontocom 02/02/2026







quarta-feira, 9 de setembro de 2015

China aprova projetos ferroviários de 70 bilhões de yuans

Transportes sobre trilhos/Internacional

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reformas (NDRC, na sigla em inglês) informou que um dos projetos, que ligará a província de Yunan, no sudoeste da China, ao vizinho Laos, está avaliado em 51,6 bilhões de yuans. 

Agência Estado - RF
foto - ilustração
O órgão de planejamento econômico da China deu aprovação a dois projetos ferroviários que preveem investimentos em torno de 70 bilhões de yuans (US$ 11 bilhões), numa última tentativa de estimular gastos em infraestrutura em meio à desaceleração da economia.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reformas (NDRC, na sigla em inglês) informou que um dos projetos, que ligará a província de Yunan, no sudoeste da China, ao vizinho Laos, está avaliado em 51,6 bilhões de yuans. O outro projeto, com valor total de 18,1 bilhões de yuans, vai conectar as províncias de Hebei e Shanxi, no norte do país.
Ontem, a NDRC já havia aprovado outros seis projetos de infraestrutura.
O governo chinês tem se esforçado para ampliar os investimentos em infraestrutura, diante de novos sinais de fraqueza da economia. No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) da China teve expansão anual de 7%, o menor ritmo em seis anos. A volatilidade recente das bolsas locais e a desvalorização do yuan, anunciada na semana passada, ajudam a reforçar os temores com a economia chinesa.
Fonte - Revista Ferroviária  09/09/2015

quarta-feira, 4 de março de 2015

Nova rota ferroviária partindo da China chega à Espanha

Internacional

A China pode até estar projetando uma imagem de autoconfiança e arrogância ao se apoderar de recifes e construir ilhas artificiais no mar da China Meridional, mas a realidade é muito diferente. Pequim está olhando para o Ocidente precisamente porque a vista para o Pacífico é cheia de perigos.

Valor Econômico
foto - ilustração/oretornodaasia
Os mercados atacadistas de bugigangas baratas de Yiwu, um centro de comércio a poucas horas de Xangai, prosperaram exportando seus produtos além do oceano.
Negociantes árabes e africanos se misturam a compradores europeus para adquirir artigos variados, como flores de plástico, braceletes e lanternas, que são transportados em caminhões até os portos próximos, colocados em contêineres e embarcados em navios.
Em novembro, contudo, parte da produção da cidade foi para o outro lado: um trem fretado partiu de Yiwu para Madri, inaugurando a malha ferroviária mais longa do mundo, uma viagem por cerca de 13 mil quilômetros ao longo da antiga Rota da Seda, através da Ásia Central. A estrada de ferro é parte de um dos projetos de transporte e infraestrutura mais ambiciosos da história, concebido num momento em que a China, sob o governo do presidente Xi Jinping, busca novos sonhos continentais.
Xi é motivado pela insegurança. A China pode até estar projetando uma imagem de autoconfiança e arrogância ao se apoderar de recifes e construir ilhas artificiais no mar da China Meridional, mas a realidade é muito diferente. Pequim está olhando para o Ocidente precisamente porque a vista para o Pacífico é cheia de perigos.
A China se sente sufocada por uma rede de alianças militares americanas que se estende desde a Coreia do Sul e o Japão, passa pelas Filipinas e vai até a Austrália. Ainda que a China esteja rapidamente ampliando seu poderio militar, a Marinha dos Estados Unidos segue dominando os oceanos. Num eventual conflito, os navios de guerra e os submarinos dos EUA podem estrangular a economia da China com um bloqueio naval.
O governo chinês também vê riscos numa nova ordem de comércio regional atualmente em formação. O presidente dos EUA, Barack Obama, está renovando os esforços para finalizar a Parceria Transpacífico, um acordo gigante de livre-comércio que vai unir 12 países que respondem por 40% do PIB mundial, mas que excluirá a China. O acordo está no âmago da chamada "virada" de Obama para a Ásia, que Pequim interpreta como uma estratégia ao estilo da Guerra Fria para impedir o crescimento de um concorrente global.
Por isso, Xi está se voltando para a Eurásia. O objetivo, como ele coloca, é "romper o gargalo da conectividade".
O plano improvável de reabrir a porta dos fundos da Europa através da Ásia Central - que a China chama de "Cinturão Econômico da Rota da Seda" - está se tornando uma luta épica contra vastas distâncias e uma geografia selvagem.
A linha entre Yiwu e Madri serpenteia por Cazaquistão, Rússia, Belarus, Polônia, Alemanha e França em seu caminho até a Espanha. Parte de um clima subtropical e atravessa um deserto e estepes onde as temperaturas podem cair a 40 graus negativos no inverno.
A logística é imensamente complexa. Por causa das diferentes bitolas ao longo do caminho, os contêineres têm que ser transferidos por guindastes para novos vagões três vezes - ao entrar no Cazaquistão, na Polônia e, por fim, ao chegar na Espanha.
Já existe um trem comercial entre a cidade de Chongqing, no sudoeste da China, e Duisburg, na Alemanha, e a cidade de Zhengzhou, na região central da China, é ligada a Hamburgo. Mas locomotivas nunca substituirão navios: no máximo, podem puxar poucas centenas de contêineres enquanto os maiores navios podem carregar até 18 mil. A navegação ainda é muito mais barata, embora o trem seja mais rápido. A troca entre custo e velocidade torna o frete ferroviário válido principalmente para bens de maior valor.
Várias rotas ferroviárias muito longas estão sendo planejadas. Algumas parecem possíveis, como um trem de alta velocidade entre Pequim e Moscou. Outras são puramente fantasiosas, inclusive uma linha que entra em um túnel no Ártico e termina em Nova York, passando pelo Canadá.
Tudo é parte da grande visão de Xi: as linhas de trem serão a forma de atar com laços de aço a economia da China às de seus vizinhos.
Esse é o motivo do investimento inicial de US$ 40 bilhões que a China fez no Fundo da Rota da Seda para modernizar a rede ferroviária existente, construir novos troncos e desvios e instalar dutos de petróleo e infraestrutura industrial nos países que atravessa.
O empreendimento gigantesco, agora uma prioridade nacional, explora algumas das forças da China. Ao contrário do Pacífico Ocidental, onde os EUA devem continuar sendo a força dominante por muitos anos, a Ásia Central está livre para ser conquistada.
Há um vácuo de poder ali desde que o esfacelamento da União Soviética, em 1991, criou países autônomos. As elites governantes do Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Turcomenistão ainda são politicamente próximas do Kremlin, mas seu futuro econômico está na China.
A maioria desses países é receptiva à forma chinesa de fazer negócios no mundo em desenvolvimento: iniciativa do Estado e prioridade a investimentos em energia, mineração e indústria pesada e com grande impacto ambiental. Já a Parceria Transpacífico vai se concentrar no comércio de serviços e impõe padrões elevados de práticas trabalhistas e ambientais.
As imensas caravanas da Rota da Seda foram extintas há 400 anos pela concorrência dos navios europeus e as turbulências militares e políticas da instável região. Xi enfrenta um conjunto semelhante de desafios e sem garantia de sucesso.
Fonte - Revista Ferroviária  04/03/2015

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

SuperVia recebe novos carros de passageiros

Transportes sobre trilhos

RF
foto - ilustração
A SuperVia recebeu em dezembro mais quatro carros de passageiros dos 80 carros que foram comprados da Alstom e estão sendo produzidos no Brasil. No início do mês de dezembro, a concessionária carioca já tinha recebido dois carros. Esses carros formarão o primeiro trem desta encomenda.
A previsão é que os primeiros trens comecem a operar no primeiro semestre de 2014. Os 80 carros devem ser entregues até setembro de 2014. Eles contam com ar condicionado, passagem interna entre os carros, sistema que não permitirá a abertura de portas durante as viagens, TVs e painéis de LED, mapa de linhas, circuito interno de câmera e capacidade para transportar até 2.600 passageiros por composição.
A operadora está investindo R$ 280 milhões que, além dos carros, contempla a construção de uma fábrica de montagem de trens nas dependências da oficina de Deodoro, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Em 2014, além desses 80 novos carros, a concessionária começará a receber outros 240 carros, encomendados da China pelo Governo do Estado, cuja entrega foi antecipada de setembro para o mês de abril.
Fonte - Revista Ferroviária  02/02/2014

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

OS TRENS E A ECONOMIA DE ALTA VELOCIDADE CHINÊSA

Transportes Sobre trilhos

Crise global: a alternativa da China e o que ela diz ao Brasil



Linhas de trem de alta velocidade:
 quase dez mil quilômetros construídos
 em cinco anos
Ao investir em infra-estrutura e serviços públicos, e estimular aumento expressivo dos salários, país sugere caminho oposto à “austeridade” europeia.

Antonio Martins
Outras Palavras

Ao escrever, na semana passada, sobre o sistema chinês de trens de alta velocidade, a correspondente do New York Times, Keith Bradsher, não escondeu sua admiração. Apenas cinco anos depois de inaugurada, relatou, a rede já tem quase dez mil quilômetros. Serve mais de cem cidades. O número de passageiros transportados,54 milhões por mês,já é duas vezes maior que o de usuários dos aviões. As viagens são confortáveis, silenciosas, extremamente pontuais. O serviço atrai tanto executivos quanto operários. O preço das passagens não oscila ao sabor do mercado: políticas públicas definiram que elas deveriam custar, desde o início, no máximo metade das tarifas aéreas. Não sofreram reajustes, desde então. Como os salários industriais duplicaram, o serviço tornou-se cada vez mais popular. Os trens trafegam quase sem assentos vazios. Em Changsha, metrópole emergente no sudeste do país, de onde a repórter escreveu, a estação já tem 16 plataformas, e está sendo duplicada.
Keith não parecia preocupada com o debate de políticas macroeconômicas. Mas seu texto é uma excelente descrição das escolhas que têm permitido à China, há cinco anos, manter-se a salvo crise internacional e executar, de quebra, projetos estratégicos ousados. Vale examinar este movimento, por pelo menos dois motivos: a) ele contrasta com as políticas “de austeridade” que estão sendo adotadas em boa parte dos países ocidentais (especialmente na Europa), com consequências sociais desastrosas; b) ele demonstra que o Brasil não precisará adotar o caminho europeu, ao contrário do que sugerem, com frequência, os analistas conservadores.
O exame das opções adotadas pela China, após 2008, está presente num outro texto recente: uma análise dos últimos dados macroeconômicos do país, feita por Jim O’Neill, para a Agência Bloomberg. O’Neill é insuspeito de simpatias pelo regime chinês: trabalhou por quase vinte anos no mega-banco de investimentos Goldman Sachs, chegando a ser seu economista-chefe (entre 2001 e 2011). Porém, arguto e pragmático, foi um dos primeiros economistas a perceber a importância das chamadas “economias emergentes”. Em 2001, cunhou o acrônimo BRICS.
No artigo da semana passada, ele ironiza: a China “vai desapontar os pessimistas novamente. [...] A ‘aterrissagem forçada’ [de sua economia] ainda não aconteceu, e os indicadores recentes levam-me a duvidar (não pela primeira vez) de que venha a ocorrer. [...] Desde que acompanho o país, inúmeros céticos têm previsto seu colapso. Talvez seja hora de vê-los com ceticismo…” Mas o que leva O’Neill a tais provocações?


A China, diz ele, realizou com grande êxito uma transição notável, a partir de 2008. O dinamismo de sua economia apoiava-se, até então, numa notável capacidade de exportação. Seu superávit externo equivalia a 10% de seu PIB. Esta vantagem, porém, poderia converter-se em catástrofe: a queda do consumo provocada pela crise, em todo o mundo, tendia a golpear as vendas externas chinesas, com grande impacto sobre produção e emprego.
A saída foi uma importantíssima mudança de foco. A China não deixou de exportar (e, inclusive, de melhorar o perfil de suas exportações, que se tornaram mais sofisticadas). Mas adotou duas medidas audaciosas. Primeiro, um gigantesco pacote de estímulo a obras de infra-estrutura e serviços públicos. Quase 600 bilhões de dólares foram destinados a esta finalidade  em contraste com a atitude da maior parte dos governos ocidentais, que se concentrou em salvar bancos falidos. A vasta rede de trens de alta velocidade é um dos resultados deste esforço. As obras de mobilidade foram complementadas pela construção de diversas redes de metrô, nas grandes metrópoles. A correspondente do New York Times nota que, hoje mais da metade das grandes máquinas de escavação de túneis para trens urbanos opera na China.
Em paralelo, houve estímulo ao aumento dos salários. Os chineses deveriam consumir o que antes era exportado, pensaram os planejadores. Em determinado período, esta visão evoluiu para uma atitude inesperada. Os dirigentes do Partido Comunista apoiaram discretamente, em meados de 2010, uma onda de greves operárias. O superávit externo caiu para 2% do PIB. Porém, salários mais altos e serviços de infra-estrutura de alta qualidade estão produzindo mudanças nítidas na qualidade de vida dos chineses, aponta Keith Bradsher. Em Changsha, ela entrevistou pessoas que quase não podiam visitar familiares, devido à longa duração da viagem. Com as novas linhas, alguns trajetos, que exigiam um dia antes dos trens, podem agora ser cumpridos em duas horas. É quase inevitável um paralelo com o Brasil, onde as distâncias também são continentais. Que efeitos sociais teria, num país de intensa migração interna, um transporte ferroviário eficiente que ligasse as capitais do Sudeste às do Nordeste?
Mas o caso chinês torna-se ainda mais relevante quando se examina o novo debate sobre a crise econômica, já em curso no Brasil. Entre a mídia e os partidos conservadores difundem-se, com intensidade crescente, as ideias de que o país viveu anos de “gastança” do Estado; e de que medidas “populistas” tornaram inevitável um “aperto de cintos”, após as eleições de 2014.
O exemplo asiático sugere que há espaço para formular uma proposta de sentido oposto. No esforço para reduzir desigualdades seculares, o Brasil precisa de um choque de investimento em serviços públicos e infra-estrutura. Significa transformar a qualidade das redes públicas de Educação, Saúde ou incentivo à Cultura; e multiplicar os investimentos em Mobilidade Urbana, Transportes de longa distância, Habitação, Urbanização das periferias, Saneamento, Despoluição de rios, Energias renováveis e limpas.
O cumprimento destas tarefas geraria uma mobilização nacional capaz de estimular outras transformações indispensáveis. Por exemplo, geração de ocupações qualificadas; ou estímulo a formas participativas de democracia para que a decisão sobre os investimentos não fique limitada aos circuitos que unem empreiteiras e legislativos.
Este conjunto de ações exigiria mudar a agenda política nacional, radicalizando a “inclusão social” iniciada na última década e dando-lhe novo sentido. Não se trataria mais de “integrar” novos contingentes ao padrão de desenvolvimento atual; mas de questioná-lo e, em muitos casos, inverter seus rumos (por exemplo, o estímulo ao uso do automóvel). Requer enorme esforço  para imaginar as bases do novo projeto, as forças sociais que poderiam apoiá-lo, as equações políticas necessárias para torná-lo viável.
Mas é este, precisamente, o estímulo implícito na experiência recente da China. Ela demonstra que o debate brasileiro não precisa ficar restrito à opção entre manter as conquistas já alcançadas e retroceder aos tempos do neoliberalismo. É possível ousar um novo passo  e realizá-lo com êxito.
Fonte - Carta Capital  30/09/2013