UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 6 de março de 2018

Em defesa dos ferroviários

Ponto de Vista  🔍 🚃

No caso Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), a folha dos 57.734 aposentados e pensionistas é de R$ 143milhões (e não de R$153 milhões), o que dá uma média de R$ 2.483,77, com encargos incluídos.Desse contingente de 57.734, todos contribuíram para o INSS ao longo de sua vida funcional; somente 39.665 recebem complementação da União, de acordo com a legislação vigente, por terem salários um pouco acima do teto do INSS, o que ainda resulta em valores modestos, como se vê na média acima.

Clarice Maria de Aquino Soraggi*
Marcos Wanderley Ferreira - Portogente
foto - ilustração?arquivo
Para o secretário de Gestão de Pessoas do Ministério do Planejamento, Augusto Akira Chiba, os aposentados e pensionistas dos órgãos federais são um peso morto sobre os ombros dos brasileiros. Ao menos é o que leva a pensar o conteúdo da matéria publicada em 20 de fevereiro último, intitulada “Departamento de órgão extinto gera folha de R$6,4 bi”, pelo jornal Valor Econômico.
Para fundamentar sua tese, tendo em vista que a realidade não é bem essa, o secretário exagera nos números e omite informações. A matéria cita que o Poder Executivo desembolsou R$11 bilhões para pagar 634.157 servidores públicos, o que daria uma média de R$17.558,74/ servidor. É preciso notar que, no caso Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) uma das empresas citadas, a folha dos 57.734 aposentados e pensionistas é de R$ 143milhões (e não de R$153 milhões, como dito), o que dá uma média de R$ 2.483,77, com encargos incluídos.
Desse contingente de 57.734, todos contribuíram para o INSS ao longo de sua vida funcional; somente 39.665 recebem complementação da União, de acordo com a legislação vigente, por terem salários um pouco acima do teto do INSS, o que ainda resulta em valores modestos, como se vê na média acima. Importante apontar que se trata de grupo de cidadãos com idade média de 85 anos cuja sobrevivência depende desse benefício.
Não concordamos ainda com o foco dado na entrevista, segundo o qual “o governo tem que avaliar bem a questão da política a ser adotada nos novos concursos, pois terá que bancar o servidor por pelo menos 70 anos, considerando que, quando o funcionário morrer, terá que pagar pensão para o familiar”. Esse entendimento é simplesmente estarrecedor.
Vale relembrar ainda que a RFFSA, ao ser extinta era uma megaempresa, a título de patrimônio ou de quilômetros de linhas, quantidade de vagões e locomotivas e abrangência nacional, já que percorria 19 estados. Era a maior empresa do Brasil, superando, à época, inclusive a Petrobrás. Portanto, tinha quadro de pessoal compatível com sua magnitude.
Após privatização da RFFSA, os operadores ferroviários deixaram de atender aos ramais deficitários e clientes que não se mostravam atraentes economicamente.
Esse espaço foi ocupado pelo modal rodoviário, piorando ainda mais a nossa matriz de transporte e logística com o incremento de um meio mais caro, poluente e perigoso. Esse sucateamento da ferrovia atinge ainda os profissionais oriundos da empresa.
Alguns desses ferroviários foram alocados na Valec, em quadro especial – e não cedidos como informa o Secretário, dando a entender que a RFFSA continua responsável por seus vencimentos –, com salários em média 200% inferiores ao restante do quadro da companhia. A situação é lamentável, pois se trata de mão de obra altamente qualificada, cuja desvalorização é um prejuízo para o País.
*Clarice Maria de Aquino Soraggi é diretora Sudeste da Federação Nacional dos Engenheiros ( FNE) e vice-presidente da Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários (Faef); Marcos Wanderley Ferreira é vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) e presidente da Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários (Faef)
Fonte - Portogente  06/03/2018

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Trabalhadores da CPTM decidirão se aceitam reajuste para não entrar em greve

Transportes sobre trilhos

Segundo o tribunal, houve concordância entre os sindicatos e a empresa sobre outras 56 cláusulas sociais, tais como benefício saúde e assistência odontológica, mas ainda não houve acordo sobre o valor do reajuste que foi oferecido pela empresa. 

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Para tentar evitar uma greve dos trabalhadores dos trens de São Paulo na próxima quarta-feira (11), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) apresentou, durante reunião de negociação no Tribunal Regional do Trabalho da 2a região (TRT-2), uma proposta de reajuste parcelada de 5,22% aos quatro sindicatos da categoria. A sugestão deverá ser analisada em assembleias pelos trabalhadores na noite de amanhã (10). Os trabalhadores pedem reajuste de 11,08%.
Segundo o tribunal, houve concordância entre os sindicatos e a empresa sobre outras 56 cláusulas sociais, tais como benefício saúde e assistência odontológica, mas ainda não houve acordo sobre o valor do reajuste que foi oferecido pela empresa. Caso a proposta oferecida pela empresa não seja aceita pelos trabalhadores nas assembleias de amanhã, eles poderão entrar em greve a partir de quarta-feira (11).
Ao final da reunião de negociação, o desembargador Wilson Fernandes, vice-presidente judicial do TRT-2, fez um apelo para que os trabalhadores permaneçam em estado de greve, sem a paralisação na quarta-feira, e que a CPTM considere aumentar o valor do reajuste, para que as negociações prossigam.
Uma nova audiência foi agendada para a próxima terça-feira (17), às 10h, na sede do TRT-2, no centro da capital.
Fonte - Agência Brasil  09/05/2016

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Companhia ferroviária francesa é condenada por discriminação

Internacional

Mais de 800 ferroviários apresentaram demandas por considerar que estavam prejudicados em suas carreiras e em suas aposentadorias devido a sua nacionalidade. O tribunal deu razão a noventa por cento deles, indicou um dos membros do tribunal trabalhista.

AFP - RF
foto - ilustração
A companhia ferroviária francesa SNCF foi condenada nesta segunda-feira por discriminação de centenas de ferroviários marroquinos ou de origem marroquina contratados no início dos anos 1970, anunciou o tribunal trabalhista de Paris.
Mais de 800 ferroviários apresentaram demandas por considerar que estavam prejudicados em suas carreiras e em suas aposentadorias devido a sua nacionalidade. O tribunal deu razão a noventa por cento deles, indicou um dos membros do tribunal trabalhista.
A SNCF foi condenada por "discriminação na execução do contrato de trabalho" e "nos direitos à aposentadoria", segundo o veredicto, que a AFP pôde consultar.
O montante das indenizações por perdas e danos aos demandantes vai de 150.000 a 230.000 euros.
Um total de 150 demandantes acompanharam o anúncio da decisão do tribunal trabalhista, que foi recebido com aplausos.
Os demandantes, imigrantes marroquinos que chegaram à França no início dos anos 70, eram funcionários com contratos privados, e não com os que são aplicados na França aos ferroviários, mais vantajosos.
Fonte - Revista Ferroviária  22/09/2015

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ferroviários da CPTM decidem sobre greve hoje

Greve/CPTM

O impasse está entre a diferença de reajuste pedida pela categoria e a oferecida pela empresa. Os ferroviários pleiteiam pelo maior índice de reajuste, que ficou em 7,89%, mais 10% de aumento real. A CPTM informou que não poderia oferecer mais do que 6,65% de reajuste salarial, incluindo também as demais cláusulas econômicas, ou seja, nenhum aumento real.

O Diário
foto - ilustraão
Para decidir se deve entrar em greve ou não, o Sindicato da Central do Brasil marcou para hoje (20), às 18 horas, em frente à estação Brás, na Capital, uma assembleia que deve contar com a presença dos ferroviários das Linhas 11-Coral e 12-Safira, que atendem a Região, na votação. Caso a maioria seja favorável deve ser definida uma data para a paralisação. Os funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) estão em estado de greve desde o último dia 8.
O impasse está entre a diferença de reajuste pedida pela categoria e a oferecida pela empresa. Os ferroviários pleiteiam pelo maior índice de reajuste, que ficou em 7,89%, mais 10% de aumento real. A CPTM informou que não poderia oferecer mais do que 6,65% de reajuste salarial, incluindo também as demais cláusulas econômicas, ou seja, nenhum aumento real.
“Durante todo este tempo que estamos em estado de greve, a empresa não nos ofereceu nada de diferente, apesar de afirmar que mantém as negociações abertas. Nós pedimos uma nova reunião, mas eles não se pronunciaram a respeito do assunto. Não podemos simplesmente invadir a sede deles e começar uma reunião. Não queríamos chegar ao extremo da greve, mas se não tiver outra solução vai ser o que teremos que fazer”, falou Leonildo Bittencourt Canabrava, secretário geral do sindicato.
Questionado sobre a decisão da maioria dos funcionários que participarão do encontro de hoje, Canabrava disse que não é possível fazer uma previsão. “Isso é muito difícil de avaliar e dar uma posição. A decisão realmente só acontece na própria assembeia, não dá para tirar uma média pela opinião da maioria, porque às vezes muda-se de ideia. O nosso trabalho é só de conscientizar o trabalhador de que a greve é um direto dele e falar sobre o que podemos conquistar se ela acontecer”, afirmou o secretário.
Caso a greve seja deflagrada, grande parte dos cerca de 2,5 mil ferroviários devem aderir à paralisação. O ato prejudicaria os mais de 700 mil usuários que utilizam a Linha 11-Coral por dia e mais cerca de, 260 mil que fazem o uso da Linha 12-Safira diariamente.
A CPTM voltou a afirmar que na última reunião com os sindicatos que representam a categoria ferroviária, realizada no dia 7 deste mês, apresentou proposta para as cláusulas econômicas reivindicando reajuste de 6,65%, o que corresponde ao índice de inflação do período (base março), calculada pelo IPC/FIPE. A Companhia disse também que as negociações se mantêm abertas.
Fonte - Revista Ferroviária 20/05/2015

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Dia do Ferroviário

Transportes sobre trilhos

No século XIX, os trens rapidamente se difundiram no mundo e no Brasil. Aqui, em 1889, já havia 10 mil quilômetros de linhas férreas e, no centenário da inauguração da Estrada de Mauá, em 1954, os trilhos já haviam atingido cerca de 40 quilômetros.Ou seja, na década de 50, o trem era o principal meio de transporte entre as duas maiores cidades do país: São Paulo e o Rio de Janeiro. A ponte aérea só surgiria em 1959.

Vicente Vuolo
Locomotiva Maria Fumaça na Estação da Calçada/CTB
foto - Pregopontocom
O trabalhador ferroviário também tem seu dia. Uma comemoração merecida. É todo 30 de abril. Isso, Porque em 30 de abril de 1854 inaugurou-se a primeira linha ferroviária do Brasil, a Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis ou como é conhecida hoje, Estrada de Ferro Mauá.
A ferrovia, que tinha cerca de 14 km de trilhos, ligava o Rio de Janeiro a Raiz da Serra, na direção de Petrópolis. Ela foi um empreendimento do empresário Irineu Evangelista de Sousa, que por isso recebeu do governo imperial o título de Barão de Mauá. E a primeira viagem contou com a ilustre presença do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina.
No século XIX, os trens rapidamente se difundiram no mundo e no Brasil. Aqui, em 1889, já havia 10 mil quilômetros de linhas férreas e, no centenário da inauguração da Estrada de Mauá, em 1954, os trilhos já haviam atingido cerca de 40 quilômetros.
Ou seja, na década de 50, o trem era o principal meio de transporte entre as duas maiores cidades do país: São Paulo e o Rio de Janeiro. A ponte aérea só surgiria em 1959.
Se continuássemos nesse ritmo, priorizando o transporte ferroviário, com certeza o Brasil seria outro. Teríamos certamente, no mínimo, mais de 100 mil quilômetros de linhas férreas, as pessoas já estariam viajando no trem-bala bem como as cargas a longa distância estariam sendo transportadas em comboios de 100 vagões com 12 mil toneladas. Além disso, as cidades teriam um transporte público de qualidade com metrôs, VLTs e trem de superfície.
Mas, infelizmente, o Brasil seguiu outro caminho. Preferiu adotar uma política de sucateamento das ferrovias e retirada de trilhos. Incentivou-se a indústria automobilística, isso fez as cidades entupirem-se de carros e ônibus; só se construiu estradas, priorizou-se o asfalto, incentivando o consumo desenfreado de petróleo. O final da década de 1950 e as décadas seguintes entorpeceram as mentes dos brasileiros e passamos a acreditar na miragem dos pneus e dos carros. Tão entorpecidos ficamos que até hoje não acreditamos que esta foi uma política suicida e que está paralisando as vidas urbanas e inviabilizando os fretes de mercadorias. De geração em geração, vamos empurrando problemas aos nossos filhos.
Hoje é cada vez maior o número de pessoas que percebem que as consequências foram desastrosas para a nossa economia e para o país. Aumento da poluição, engarrafamentos, stress, acidentes, fretes, pedágios, consumo de gasolina, diesel, alto custo de manutenção das rodovias – quase sempre esburacadas – e crise generalizada todos os anos com manifestações de caminhoneiros, nas estradas, e de usuários de transporte público, nas cidades contra as péssimas condições de mobilidade urbana.
Portanto, o dia do ferroviário poderia ter sido celebrado de forma diferente do que hoje comemoramos: extinção da Rede Ferroviária Nacional, trem-bala parado, ferrovia Rondonópolis - Cuiabá paralisada (projeto desde 1974), VLT de Cuiabá sem perspectiva de entrega das obras, falta de um Plano Nacional Ferroviário, orçamento pífio para construção de ferrovias.
Os ferroviários no Brasil podem ser vistos como heróis, já que não recebem a devida importância do poder público há mais de 60 anos. Assim como também o são os poucos políticos ferroviários que ousam defender esse meio de transporte, como aconteceu na Sessão Solene na Câmara dos Deputados esta semana solicitada pelo Deputado Júlio Lopes (RJ) e com apenas mais dois Deputados presentes (Gonzaga Patriota - PE e Mauro Pereira - RS).
Nas últimas décadas, a tendência à redução dos investimentos em ferrovias começou a ser revertida, porém ainda são insuficientes os recursos privados e estatais direcionados ao setor. E novamente estamos, literalmente, perdendo o “bonde da história”. O mundo todo já voltou a reconhecer as linhas férreas como solução, e nós ainda patinamos na ilusão de que carros e caminhões são sinônimos de progresso.
Nesse dia, saúdo os ferroviários, os que trabalham nas ferrovias e os que sonham com um Brasil colocado nos trilhos.
Vicente Vuolo - Economista, cientista político e analista legislativo do senado federal.
Fonte - Revista Ferroviária  30/04/2015

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terça-feira, 28 de abril de 2015

Sessão Solene marca o Dia do Ferroviário em Brasília

Transportes sobre trilhos

“O Brasil precisa, para seu próprio bem, transportar muito mais pessoas e cargas no modal ferroviário, que além de mais barato, seguro, confiável e confortável, é menos poluente do que o transporte rodoviário. Mas os investimentos no setor demoram quatro, cinco anos para apresentarem resultados operacionais. Assim, considerando as linhas de trem e metrô de todo o País, o Brasil só adicionou 30 km de trilhos para transporte de passageiros, em 2014. 

RF
foto - ilustração
Foi realizada na manhã de ontem, dia 27, a Sessão Solene em comemoração ao Dia do Ferroviário, no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). A sessão foi um requerimento do deputado federal pelo Rio de Janeiro e presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU), Julio Lopes.
“O Brasil precisa, para seu próprio bem, transportar muito mais pessoas e cargas no modal ferroviário, que além de mais barato, seguro, confiável e confortável, é menos poluente do que o transporte rodoviário. Mas os investimentos no setor demoram quatro, cinco anos para apresentarem resultados operacionais. Assim, considerando as linhas de trem e metrô de todo o País, o Brasil só adicionou 30 km de trilhos para transporte de passageiros, em 2014. O comprimento total de todas as linhas metroviárias e ferroviárias destinadas a passageiros soma, 161 anos depois da primeira ferrovia, apenas mil quilômetros, aproximadamente. Num País como o nosso, chega a ser uma vergonha”, ressaltou Julio Lopes em seu discurso.
Durante a solenidade, quatro ferroviários foram homenageados e receberam uma placa em nome de todos os ferroviários brasileiros. São eles: José Kenshiti Tuguimoto (Metrô SP), Nelson Luiz Walker de O. Santos (Metrô Rio), Ernani da Silva Fagundes (Trensurb) e Inalba Maria Morais Galvão (Metrô DF).
Rodrigo Vilaça, presidente da Seção Ferroviária da CNT, destacou que “é necessário olhar mais para o setor de infraestrutura do País”.
Em seu discurso, a superintendente da ANPTrilhos, Roberta Marchesi, enfatizou a importância dos profissionais que trabalham os sistemas de trens e metrôs e nas ferrovias brasileiras. “Nossos ferroviários trabalham ininterruptamente, 24 horas por dia, se multiplicando, se dividindo e se doando para atender ao deslocamento dos passageiros em todo o país. Ferrovia é sinônimo de dedicação, paixão, saudosismo, progresso. Nossos ferroviários são apaixonados pelo seu ofício, se orgulham do que fazem e passam esse sentimento de geração em geração”.
Participaram da solenidade: Jorge Bastos, diretor-geral da ANTT; Carlos Nascimento, diretor da ANTT; João Gouveia, diretor da SuperVia; Marcelo Dourado, presidente do Metrô DF; Humberto Kasper, diretor-presidente da Trensurb; Pedro Augusto Cardoso da Silva, diretor de expansão do Metrô Rio; Bernardo Medeiros, assessor da presidência da CBTU; Bento José de Lima, presidente interino da Valec; Josias Cavalcante, presidente da EPL; Emiliano Stanislau Affonso Neto, presidente da Aeamesp; Bruno Batista, diretor-executivo da CNT; deputado Mauro Pereira (PMDB/RS); deputado Gonzaga Patriota (PSB/PE); Herbert Drummond, secretário de Política Nacional de Transporte do Ministério dos Transportes; Julio Eduardo, ex-secretário de mobilidade urbana do Ministério das Cidades; José Felinto, presidente da Conut; entre outros.
A cerimônia foi coordenada pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, em conjunto com Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). Pela primeira vez a Câmara dos Deputados abriu seu Plenário para receber a comunidade metroferroviária, com intuito de homenagear todos os trabalhadores do setor que contribuem para a mobilidade urbana e a logística brasileira.
O Dia do Ferroviário é comemorado em 30 de abril. A data foi escolhida por conta da inauguração da primeira ferrovia do Brasil, a Estrada de Ferro Petrópolis, em 1854. A inauguração contou com a presença do imperador Dom Pedro II e da imperatriz Tereza Cristina. A ferrovia, com de 14 km, ligava o Rio de Janeiro a Raiz da Serra. A construção foi conduzida pelo empresário Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá.
Fonte - Revista Ferroviária  28/04/2015

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Japão e China disputam lucrativos contratos ferroviários

Transportes sobre trilhos

O mercado ferroviário na Ásia é visto como muito promissor - Consórcios de empresas dos dois países estão realizando gestões para garantir um posto vantajoso nas licitações de futuros projetos na Ásia, onde o crescimento econômico e populacional exige a construção de até 10.000 novos quilômetros de vias em vários países.

Revista Exame

Tóquio - Empresas de Japão e China começaram a batalhar para conseguir a assinatura de lucrativos contratos para construir novas linhas de trem na Ásia, um mercado ferroviário muito promissor, informou nesta quarta-feira o jornal japonês "Asahi".
Consórcios de empresas dos dois países estão realizando gestões para garantir um posto vantajoso nas licitações de futuros projetos na Ásia, onde o crescimento econômico e populacional exige a construção de até 10.000 novos quilômetros de vias em vários países.
Um dos mais atrativos é o da linha de alta velocidade que pretende cobrir os 350 quilômetros que separam a capital da Malásia, Kuala Lumpur, de Cingapura em 90 minutos.
Esta linha, cujo processo de licitação será aberto entre outubro e dezembro de 2015 segundo confirmaram autoridades malaias e cujo custos de construção são calculados em cerca de US$ 12 bilhões, interessa inclusive a empresas espanholas e francesas do setor.
Para exercer pressão sobre Kuala Lumpur, executivos de um consórcio formado pela ferroviária JR East, Sumitomo Corporation e Mitsubishi Heavy Industries viajaram em meados de agosto à Malásia junto ao ministro de Transporte japonês, Akihiro Ota, e se reuniram com membros do Executivo do país asiático, explicou hoje o "Asahi".
Além deste projeto, a junta militar da Tailândia aprovou duas linhas domésticas de alta velocidade, enquanto no Vietnã se finalizam os detalhes de uma rota que uniria a capital, Hanói, com a maior urbe do país, Cidade de Ho Chi Minh, e na Índia prossegue um estudo para conectar Mumbai e Ahmedabad.
A conexão entre estas duas cidades indianas, que se transformaria na primeira linha de alta de velocidade do país, foi um dos principais assuntos na agenda da cúpula realizada em Tóquio no início deste mês entre o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e seu colega indiano, Narendra Modi.
Além de perseguir o projeto tailandês (em julho representantes de Pequim realizaram uma reunião estratégica com membros da junta militar), as companhias chinesas, entre elas a CSR (maior fabricante mundial de locomotivas elétricas), têm também o foco posto nos demais projetos.
Em qualquer caso, as empresas de ambos países têm ainda pouca experiência exportando sua tecnologia ferroviária fora de seus países, já que o Japão só vendeu vagões de alta velocidade a Taiwan e as companhias chinesas somente participaram da construção parcial de uma linha na Turquia.
Fonte - STEFZS 18/09/2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Capacitação para operação do VLT tem início em Natal

Transportes sobre trilhos

A CBTU tem se preocupado com todo esse processo, que seguirá pelos próximos meses, e com a capacitação dos empregados que irão lidar diretamente com o VLT, pois eles trabalham há anos com o sistema de locomotivas bastante antigo.

CBTU
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A chegada da primeira composição do VLT em Natal foi um marco para a modernização do sistema ferroviário do estado e a concretização da nova realidade da mobilidade urbana da região metropolitana de Natal. A CBTU tem se preocupado com todo esse processo, que seguirá pelos próximos meses, e com a capacitação dos empregados que irão lidar diretamente com o VLT, pois eles trabalham há anos com o sistema de locomotivas bastante antigo.
O treinamento dos maquinistas teve início nesta terça-feira (09), com as primeiras aulas teóricas referentes a parte operacional do equipamento. O curso que ainda contará com as aulas práticas, se estende até a próxima sexta-feira (12). Na semana seguinte, os empregados da área mecânica também receberão a capacitação.
Para facilitar o processo, os empregados da operação e manutenção foram divididos em duas turmas de 15 integrantes para cada módulo. Com a conclusão desse trabalho o VLT deve começar a circular em período de testes.
Fonte - Imprensa CBTU Natal  10/09/2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dilma diz que pretende manter "ambiente favorável"

Economia

"Vai ser necessário implantar novas medidas para potencializar o investimento", anunciou. Ela defendeu a promoção do mercado privado de crédito de longo prazo e o desenvolvimento de instrumentos de garantia a projetos de grande vulto. Citou, por exemplo, o modelo pelo qual o próprio investimento seja considerado uma garantia, em estudo no Ministério da Fazenda.

Valor Econômico
foto - ilustração
Em sua fala ao pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que durou 55 minutos,
a presidente Dilma Rousseff fez um extenso arrazoado para afirmar que não se investia em planejamento e grandes obras de infraestrutura nos governos anteriores ao seu e ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Falando em "olhar para o futuro", Dilma apontou diretrizes que considera relevantes para o país. "Pretendemos continuar criando ambiente favorável para os investimentos, para aumentar a competitividade do país, o país precisa disso", afirmou.
"Vai ser necessário implantar novas medidas para potencializar o investimento", anunciou. Ela defendeu a promoção do mercado privado de crédito de longo prazo e o desenvolvimento de instrumentos de garantia a projetos de grande vulto. Citou, por exemplo, o modelo pelo qual o próprio investimento seja considerado uma garantia, em estudo no Ministério da Fazenda.
Na área de logística, Dilma afirmou que será preciso regularizar o marco regulatório da cabotagem e ampliar investimentos nos modais ferroviário e hidroviário. Ainda nesta seara, afirmou que é preciso continuar investindo em rodovias. Ela citou que seu governo redefiniu o modelo de concessão de rodovias, que agora exige investimento em duplicação, em melhoria integral, redefinição de percurso e modernização. Disse que em seu governo foram concedidos 5.348 km de rodovias.
Na área de energia, a presidente defendeu que é preciso ampliar os investimentos em geração e transmissão "para garantir a segurança do abastecimento e a modicidade tarifária". Na modalidade urbana, sustentou o foco em metrôs, Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e BRTs, os ônibus articulados.
Ela admitiu que é necessário "aumentar a cobertura de saneamento do Brasil", reconhecendo que a área coberta atualmente é pequena. Ainda na área de infraestrutura, Dilma afirmou que é preciso aproveitar as duas grandes bacias hidrográficas brasileiras, para fazer dos rios "as nossas estradas".
A presidente defendeu que no setor de petróleo e gás, é preciso olhá-lo como uma grande cadeia e não apenas só exploração. "Uma das coisas importantes que fizemos foi a ressurreição da indústria naval, passamos a ser a quarta indústria naval do mundo, construíamos 18 estaleiros", enumerou.
Na área de educação e ensino técnico, Dilma anunciou que na próxima semana o ministro da Educação, José Henrique Paim, divulgará as diretrizes do Pronatec 2.0, continuação do programa atual de cursos gratuitos de qualificação técnica e uma nova etapa do "Ciência sem Fronteiras", que distribui bolsas no exterior.
Dilma também afirmou que lançará a terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, com meta de contratar 3 milhões de moradias. Sugeriu que esse número pode chegar a 4 milhões - "um milhão por ano" - se repetir o ritmo da etapa atual do programa, que contratou 2,750 milhões de casas. Ressalvou que a meta "realista" são 3 milhões. Seu adversário, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), prometeu manter o programa e contratar 4 milhões de moradias.
Dilma fez um longo arrazoado para afirmar que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2, somados ao programa de investimentos em logística, permitiram um "acúmulo de experiências e conhecimento" para construção de grandes obras estruturantes no Brasil. Destacou que, desde os anos 80 e 90, com a crise da dívida e a dívida fiscal, não se fazia grandes investimentos nem se planejava grandes projetos no país. "Retomamos o planejamento em 2007 com o PAC e começamos a fazer investimentos no país num quadro de carências", afirmou.
A presidente concluiu o discurso citando o economista francês Thomas Piketty, que afirmou que a desigualdade social cresceu em todo o mundo a partir da década de 70. Segundo Dilma, o Brasil não se enquadra nesse estudo, porque reduziu a desigualdade social nos últimos anos. "Estamos na contracorrente", afirmou.
Ela defendeu que o caminho para o Brasil ingressar na sociedade do conhecimento é ampliar os investimentos em educação, em infraestrutura e no combate à pobreza.
Sobre as manifestações violentas ocorridas em São Paulo nesta quinta-feira em consequência da greve no Metrô, a presidente disse ser "lamentável".
Fonte - Revista Ferroviária  05/06/2014

sábado, 10 de maio de 2014

Ferroviários da CPTM ameaçam paralisação

Transportes sobre trilhos

Funcionários da CPTM prometem iniciar greve na próxima quinta-feira se não houver avanço nas negociações

O Diário de Mogi das Cruzes
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O impasse nas negociações poderá desencadear um movimento grevista por parte dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a partir da zero hora de quinta-feira. A decisão foi aprovada em assembleia geral, anteontem, na Capital, quando os ferroviários se reuniram para votar a proposta da estatal, que ofereceu reajuste salarial de 3,97% contra os 15% reivindicados pela categoria.
Os cerca de 8,5 mil ferroviários da CPTM estão representados por três entidades. Os funcionários que atuam nas linhas que atendem o Alto Tietê pertencem ao Sindicato dos Ferroviários da Zona Central do Brasil. Os outros dois são os sindicatos dos Ferroviários de São Paulo e dos Trabalhadores Ferroviários da Zona Sorocabana. Os dirigentes decidiram se unir para fortalecer o movimento. Eles são os responsáveis pelo transportes de 3 milhões de passageiros por dia.
O presidente do Sindicato de São Paulo, Eluiz Alves de Matos, explica que a data base da categoria é em março, mas a pauta de reivindicação foi encaminhada à estatal em janeiro. “Até agora tivemos cinco reuniões. Mas a CPTM encerrou as negociações sem apresentar proposta de reajuste decente e sem apreciar as cláusulas novas da pauta de reivindicações”, argumenta, completando que a empresa se recusa até em fazer a reposição da inflação, que é está em torno de 8%. Além disso, estamos pleiteando mais 7% de aumento real”, relata.
Os sindicalistas vão esperar que os patrões mudem de ideia e encaminhem nova contra proposta até a noite de quarta-feira. Para este dia, às 18 horas, está marcada nova assembleia para decidir sobre a greve. A CPTM alega que não pode melhorar a proposta, porque está impedida em função da lei eleitoral e de responsabilidade fiscal.
A direção da empresa propõe 3,97% para reajuste dos salários e as demais cláusulas econômicas. Além dos 15%, as principais reivindicações econômicas dos ferroviários são vale-refeição de R$ 720,00; vale-alimentação de R$ 247,69, auxílio-maternidade de R$ 500,00, entre outras. (Silvia Chimello)
Fonte - STEFZS  10/05/2014

sábado, 11 de janeiro de 2014

METRÔ DE SALVADOR - Porque não ferroviários?.......

Transportes sobre trilhos

A.Luis
Da Redação
foto - ilustração
Esta semana (09/01/2014) foi vinculado através dos meios de comunicação aqui em Salvador uma convocação através do Simm (Serviço Municipal de Intermediação de Mão de Obra) entre tantas outras,38 vagas para candidatos a serem selecionados para trabalharem como futuros operadores dos trens do sistema Metroviário da cidade em construção.A matéria sobre o assunto publicada em diversos veículos de imprensa, listam algumas das principais exigências necessárias para que os candidatos ao referido cargo tornem-se aptos ao mesmo.

Seguem aqui ais solicitações publicadas na matéria do jornal A Tarde em 09/01/2014:

1) É preciso levar originais da carteira de trabalho, "possuir habilitação D", carteira de identidade, CPF, comprovantes de residência e histórico escolar, além do número do PIS, Pasep ou NIS.

2) Ensino médio completo, sexo masculino, com experiência em "caminhão bitrem, possuir habilitação D", 6 meses de experiência.

Comentários sobre o assunto:
Não entendemos a razão pela qual os futuros "operadores dos trens do Metrô" tenham que ter necessariamente experiência na condução de caminhões "bi-trem, (nada contra os caminhoneiros,embora esse veículo tenha um nome semelhante,o mesmo é totalmente diferente de um trem de metrô, tanto na sua condução como na sua operação) e não com experiência  comprovada na condução de veículos "ferroviários",trens e metrôs.
Caminhões são veículos "cargas e rodoviários" não tem direção rígida (direção é controlada pelo seu condutor) trafegam em rodovias e não dispõe de sistemas de controle operacional externo,no máximo podem ser  monitorados por sistemas de GPS.
Os trens de metrô são veículos "ferroviários e transportam passageiros",possuem direção rígida (guiados pelos trilhos) trafegam em ferrovias possuem sistemas de controle de sistemas operacionais externo (CCO) e são assistidos por sofisticados sistemas eletrônicos de controle e sinalização implantados ao longo da via férrea (ATC,ATO,CBTC entre outros) que tronam a operação de todo o sistema muito seguro,além de possibilitar flexibilidade na operação do sistema em diferentes situações de horários,o de "vale" e o de "pico".
Por isso acreditamos que a escolha correta deveria recair sobre profissionais já experientes em transportes ferroviários,não só pela experiência e conhecimento adquirido sobre o assunto ao longo do tempo,bem como também diminuiria o tempo de aprendizado e treinamento desses profissionais,diminuindo  consequentemente também os custos do "operador do sistema" na formação dos futuros operadores (maquinistas) dos trens...
Com relação a exigência de habilitação classe "D",vale a pena lembrar, que segundo o código nacional de trânsito,os condutores de carretas e bi-trens,assim como ônibus articulados ou bi-articulados são obrigados a possuírem habilitação "classe E" e em casos especiais como caminhões de produtos inflamáveis,químicos e tóxicos os condutores são obrigados a passarem por cursos específicos para se habilitarem para tal.
O espaço encontra-se aberto e franqueado a disposição daqueles que porventura desejem expresar as suas opiniões sobre o assunto bem como aqueles que desejem dar as devidas explicações e justificativas sobre o mesmo.
Pregopontocom  11/01/2014

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Audiência aprova criação de frente parlamentar em defesa das ferrovias

Ferrovias

Tasso Franco 
Da redação em Salvador
Foto: Moka
Audiência aconteceu  na Assembleia Legislativa da Bahia
A desativação de trechos da malha ferroviária baiana foi alvo de uma audiência pública realizada, na manhã de ontem, na Assembleia Legislativa da Bahia. Realizado pela Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da AL, o evento reuniu integrantes dos governos federal, estadual e de municípios baianos, além de representantes de entidades, universidades e parlamentares.
No final da audiência, o deputado Hebert Barbosa (DEM), presidente da comissão, anunciou que será criada na Assembleia Legislativa uma frente parlamentar em defesa das ferrovias baianas. Além disso, informou que todas as sugestões levantadas no encontro serão reunidas num documento a ser encaminhado, “no menor espaço de tempo possível”, ao atual ministro de Transportes e ex-governador da Bahia, César Borges (PR).
No centro da discussão de ontem esteve a Resolução nº 4.131, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que autoriza a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) a devolver 1.760 quilômetros de estradas de ferro à União – malha localizada na Bahia e mais cinco estados. No trecho que será desativado, de acordo com a resolução, está a ferrovia que liga Alagoinhas a Juazeiro.
A devolução dos trecho foi requerida pela própria Ferrovia Centro-Atlântica, empresa controlada pela Vale. Para justificar o pedido, a concessionária argumentou que estes trechos “não atendem às atuais necessidades dos usuários do transporte ferroviário, não sendo assim mais relevantes para o novo modelo da malha ferroviária brasileira”.
Um dos pontos mais criticados pelos presentes na audiência foi a informação de que os investimentos que seriam feitos nestes trechos, serão convertidos em obras em locais onde há tráfego regular da malha da FCA. Segundo a ANTT, o valor devido pela empresa pela degradação apresentada pela via férrea será convertido em investimentos de R$ 760 milhões na malha Centro-Leste, que considera projetos em Minas Gerais, Goiás e São Paulo – a Bahia ficando de fora.
“Há 17 anos, a Ferrovia Centro-Atlântica ganhou o direito de explorar a ferrovia e devolveu ela completamente sucateada para Bahia”, criticou o deputado Joseildo Ramos (PT), que apontou o frágil modelo de concessão como o principal culpado pela falta de investimentos na malha. Para ele, só uma nova resolução pode assegurar que parte dos recursos provenientes da indenização da FCA seja investido na Bahia - “contemplando o projeto de trem de passageiros, ligando Salvador ao Recôncavo, Feira de Santana e Alagoinhas”.
Outro deputado a criticar a forma que foi feita a privatização foi Paulo Azi, da bancada de oposição. “O modelo de concessão feito ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso se mostrou obsoleto por transferir o patrimônio público para a iniciativa privada sem a exigência de qualquer contrapartida”, disse ele, observando que tanto o governo Lula como o da presidente Dilma Rousseff mantiveram o mesmo modelo de privatização. “Isso que foi feito, por exemplo, com a rodovia BR-324, que foi concedido a Via Bahia sem a previsão de qualquer investimento”.
Representando o Ministério dos Transportes na audiência, o superintendente de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas da ANTT, Jean Mafra dos Reis, afirmou que na verdade a infraestutura ferroviária existente na Bahia será substituída por uma mais moderna, que permitirá aos trens maior capacidade e velocidade. Mas, para os demais presentes, é necessário que isso seja colocado no papel com um nova portaria em substituição a 4.131, ou uma portaria complementar.
De acordo com Jean Mafra dos Reis, haverá audiências e chamamentos públicos antes do processo de devolução. Segundo ele, o objetivo é mitigar os danos à comunidade e a preservação do patrimônio histórico ferroviário. O gerente de Relações Institucionais da FCA, José Oswaldo Cruz, reforçou o discurso do governo e disse que a empresa não irá desativar o trecho. “ Vamos honrar todos os nossos contratos”, completou.
Já os líderes das entidades de classe manifestaram preocupação quanto ao futuro dos ferroviários, mesmo com a garantia dada pelo governo federal de que não haverá demissões em massa. A preocupação de Paulino Moura, diretor do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transportes Ferroviários e Metroviários da Bahia e Sergipe (Sindiferro), é quanto a possível transferência de ferroviários para outros estados.
“O que está sendo colocado é que não haverá demissões, mas como fica relocação dos trabalhadores? Como eles terão condições de embora para lugares distantes?”, questionou ele, lembrando que muitos já moram há mais de 20 anos nos municípios onde trabalham. De acordo com Paulino, pelo menos 1.200 pessoas que trabalham nos trechos da ferrovia entre Bahia e Sergipe estão temerosos em relação ao futuro.
Fonte - Bahia Já  10/09/2013

COMENTÁRIO PREGOPONTOCOM 

Representando o Movimento Salvador Sobre Trilhos, ( A.Luis e Edinillson Pereira ) participamos da referida audiência que tratou de assunto de extremo interesse para o Estado da Bahia inclusive para o  estado de Sergipe.O engenheiro ferroviário Rafael Vasconcelos fez uma exposição e uma avaliação técnica demonstrando os erros e os reflexos negativos do projeto atual da ANTT além dos sérios prejuízos que o mesmo trara para a Bahia e até para Sergipe que ficara isolada da nova ferrovia proposta. Entre todas as falas dos oradores inscritos que rebateram veementemente a portaria 4.131 da ANTT o mais emocionante e acalorado de todos sem duvida foi a fala da Professora Iraci Gama representando a FIGAMA (fundação que dirige) e o município de Alagoinhas.A professora Iraci Gama é uma das maiores defensoras das ferrovias da Bahia e desenvolve um brilhante trabalho em prol da conservação e preservação do patrimônio histórico ferroviário do nosso estado.

sábado, 31 de agosto de 2013

Museu Nacional Ferroviário Pablo Neruda‏

Transportes sobre trilhos

Trata-se de um complexo ferroviário preservado que contém 34 locomotivas antigas, que contam parte da história dos trens no Chile. Há espaço de exposição, oficinais, espaço das máquinas e exposições ao ar livre.
Os turistas podem contratar passeios em uma locomotiva a vapor.
















Fonte http://www.panosso.pro.br/2012/11/temuco-chile-seminario-de-turismo... 
Fonte - CFVV Sul de Minas  31/08/2013

sábado, 20 de julho de 2013

Ferroviários pedem reestatização das ferrovias

Depois de 19 anos, ferroviários pedem reestatização das ferrovias

Portogente
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso criou uma petição pública online, a ser encaminhada a presidenta Dilma Rousseff e ao Congresso Nacional, pedindo a reestatização das ferrovias brasileiras. É necessário um milhão de assinaturas. A estrada é longa, portanto.
foto - ilustração
Diz o abaixo-assinado:
Em julho de 1996 iniciou-se o processo de concessão das ferrovias no Brasil. A primeira ferrovia a ser concedida foi a Superintendência Regional da RFFSA e depois todas, uma a uma, foram entregues aos operadores privados.
Nestes 19 anos de operação privada, temos assistido um verdadeiro desmonte do parque ferroviário nacional, com o sucateamento de máquinas, material rodante, a retirada de trilhos. Assistimos nossa malha ferroviária diminuir a cada dia.
Sabemos da importância da ferrovia para o desenvolvimento do Brasil, para pôr fim a gargalos no transporte de pessoas e cargas.
O modal ferroviário é o de menor consumo de energia, propicia a mudança no uso e ocupação do solo, pode patrocinar a substituição do consumo de combustíveis não renováveis e provocar a redução das tarifas de transporte, bem como o aumento do tempo de conservação das rodovias. O modal sob trilhos é eficiente, econômico, rápido e seguro, e possui a possibilidade e a capacidade de transporte de grandes quantidades de cargas.
Os 19 anos de privatização com sucessivos descumprimentos nos contratos de concessão demonstram claramente que a única saída é a retomada das ferrovias.
Diante disto, deve ser decretada a caducidade de todos os contratos de concessão e a consequente reestatização das ferrovias."
Fonte - Revista Ferroviária 19/07/2013

sábado, 6 de julho de 2013

ANTT autoriza devolução de trechos ferroviários da Ferrovia Centro-Atlântica

Diário Oficial da União 05/07/2013

Nesta sexta-feira (05/07), no Diário Oficial da União, foi publicada a Resolução nº 4.131, que autoriza a desativação e devolução de trechos ferroviários da FCA. Confira na íntegra:

AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES
RESOLUÇÃO Nº 4.131, DE 3 DE JULHO DE 2013

Autoriza a Concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. - FCA a proceder à desativação e devolução de trechos ferroviários.
A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, no uso de suas atribuições, fundamentada nos termos do Voto DCN - 107, de 3 de julho de 2013, do PARECER Nº 974 - 3.9.12/2013/PF-ANTT/PGF/AGU e no que consta do Processo nº 50500.125589/2013-18

CONSIDERANDO que o objeto do Contrato de Concessão da FCA engloba a exploração da infraestrutura e desenvolvimento do serviço público de transporte ferroviário de carga na Malha Centro-Leste;
CONSIDERANDO os direitos e obrigações estabelecidos no Contrato de Concessão celebrado pela FERROVIA CENTROATLÂNTICA S.A. - FCA para exploração do serviço de transporte ferroviário de cargas na Malha Centro-Leste;
CONSIDERANDO o interesse da FCA em realizar a devolução de trechos considerados antieconômicos, nos termos do art. 3º do Regulamento de Transporte Ferroviário, aprovado pelo Decreto nº 1.832, de 04 de março de 1996, acarretando assim o dever de ressarcimento quanto aos prejuízos causados no período de utilização de tais trechos;
CONSIDERANDO que a substituição do ressarcimento em espécie pela realização de outros investimentos a serem determinados pelo Poder Concedente poderá ser mais benéfica ao sistema ferroviário nacional, afigurando-se mais vantajosa a realização de obras relevantes para o planejamento logístico nacional;
CONSIDERANDO que as diretrizes estabelecidas pelo Programa Integrado de Logística - PIL, relativas à expansão da malha ferroviária federal, abrangem trechos ferroviários economicamente viáveis atualmente integrantes do mencionado Contrato de Concessão;
CONSIDERANDO que a devolução dos trechos economicamente viáveis implica a compensação da Concessionária em razão da perda de receita auferida na operação de tais trechos;
CONSIDERANDO a necessidade de oitiva dos usuários do transporte ferroviário de cargas nas localidades em questão; e
CONSIDERANDO o interesse público presente na espécie, assim como a manifestação da União, por intermédio do Ministério dos Transportes, e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT, resolve:

Art. 1º Autorizar a Concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. - FCA a proceder à desativação e devolução dos seguintes trechos ferroviários:

I - Trechos antieconômicos:
1.Paripe (BA) - Mapele (BA);
2.Ramal do Porto de Salvador;
3.Sabará (MG) - Miguel Burnier (MG);
4.Barão de Camargos (MG) - Lafaiete Bandeira (MG);
5.Biagípolis (SP) - Itaú(MG);
6.Ribeirão Preto (SP) - Passagem(SP); e
7.Cavaru (RJ) - Ambaí (RJ).

II - Trechos economicamente viáveis:
1.Alagoinhas (BA) - Juazeiro (BA);..
2.Alagoinhas (BA) - Propriá (SE);....
3.Cachoeiro de Itapemirim (ES) - Vitória (ES);
4.Barão de Angra (RJ) - Campos dos Goytacazes (RJ) - Cachoeiro
de Itapemirim (ES), incluindo trecho Recreio - Cataguases;
5.Visconde de Itaboraí (RJ) - Campos dos Goytacazes (RJ); e
6.Corinto (MG) a partir do km 1.015 + 000 - Alagoinhas (BA).

Art. 2º Determinar a adoção dos seguintes procedimentos em relação aos trechos ferroviários antieconômicos:
I - A devolução deve atender ao que consta na Resolução nº44, de 04 de julho de 2002;
II - O valor devido pela Concessionária em função da degradação apresentada pela via férrea será convertido em investimentos, a serem efetuados pela FCA na Malha Centro-Leste, conforme relação de projetos indicados pelo Ministério dos Transportes (Anexo I), no montante de R$ 760.000.000,00 (setecentos e sessenta milhões de reais), acrescidos de 15% (quinze por cento) a título de vantajosidade para o setor público;
III - Após finalização de inspeção completa acerca do estado de conservação de todos os bens arrendados envolvidos na negociação, será apurado montante adicional referente à indenização, que será quitado nos mesmos moldes indicados no item anterior, podendo haver indicação de novos projetos por parte do Ministério dos Transportes;
IV - O montante a ser investido pela FCA em função do disposto nos itens II e III acima não comporá o Ativo da Concessionária, devendo o correspondente dispêndio ser classificado como doação (ou outra descrição a ser introduzida no Plano de Contas instituído pela ANTT) e considerado, no momento de sua contabilização, em Outras Despesas Operacionais/Doações;
V - A ANTT estabelecerá valor máximo de dispêndio anual com os referidos investimentos de maneira a garantir a estabilidade econômico-financeira da concessão.
Parágrafo único. A União poderá autorizar o pagamento parcelado da indenização de que tratam os incisos II e III do presente artigo, nas mesmas condições praticadas pelo Governo Federal em parcelamentos semelhantes......
VEJA MAIS   AQUI
Fonte  -  ABIFER 05/07/2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

TRENS DA CTS VOLTAM A FUNCIONAR - Acabou a greve dos Ferroviários em Salvador

Após receberem salários e tíquetes, ferroviários da CTS encerram a greve




Os trabalhadores da Companhia de Transporte de Salvador (CTS) decidiram em assembleia realizada na Estação da Calçada, na manhã de hoje (29), pelo fim da greve, depois de receberem o pagamento do salário de abril, os tíquetes alimentação/refeição de maio e junho, bem como o vale-transporte, referente ao mês de junho.
Após 21 dias de paralisação, os funcionários retornaram às suas atividades normais, ao meio-dia.
Inspeção nas linhas férreas:
Será realizada uma inspeção de segurança de todo o trecho ferroviário, que vai da Calçada a Paripe, no intuito de identificar alguma irregularidade.
A expectativa é que os trens fiquem a disposição da população suburbana a partir de sexta-feira (31).
Fonte - SindiFerro 29/05/2013


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Ferroviários em Assembleia exigem que prefeitura e estado se decidam quanto aos pagamentos

Em assembleia, ferroviários exigem que prefeitura e estado se decidam quanto aos pagamentos

Cerca de 100 pessoas, entre ferroviários e moradores do subúrbio, estiveram presentes em assembleia realizada na Estação de Periperi, no final da manhã desta quarta-feira (22). Durante o encontro, os
manifestantes expressaram insatisfação, sobretudo com a Prefeitura de Salvador e o Governo do Estado que, no dia 22 de abril, em acordo entre o prefeito ACM Neto (DEM) e o governador Jaques Wagner (PT), passou a Companhia de Transportes de Salvador (CTS) para o poder estadual, e desde então não ocorreu o pagamento dos trabalhadores da empresa, que reivindicam os salários de abril e o cartão alimentação/refeição de maio. A greve já dura 14 dias e atinge cerca de 15 mil usuários do serviço.
Fonte - Bahia Notícias  22/05/2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Greve dos funcionários da CTS param os trens do subúrbio de Salvador


Panfleto do Sindeferro
A greve dos funcionários da CTS  iniciada nesta quarta feira ,08/05,motivada pelo não pagamento de salario atrasado e demais benefícios já dura dois dias deixando a população do subúrbio sem o seu principal meio de transportes.O trabalhadores da CTS não tem prazo para voltar ao trabalho e aguardam uma solução por parte da Semut,secretaria da Prefeitura Municipal de Salvador que ainda responde pela administração dos trens que não tiveram a sua transferência definitiva juntamente com o metrô para o Gov. do Estado que até então ainda não tem nenhuma responsabilidade sobre a empresa.Os funcionários da mesma querem o pagamento do salário atrasado,o cartão de refeições e de transportes.Os trens do subúrbio que a muito tempo funcionam de maneira bastante precária com composições velhas,sucateadas e em numero reduzido, ainda assim transportam cerca de 12 mil passageiros por dia além disso o  trem reformado e climatizado que entrou recentemente em operação voltou a parar por defeito técnico ficando fora de circulação.



terça-feira, 30 de abril de 2013

SALVE OS FERROVIÁRIOS DE TODO O BRASIL



UM GRANDE PAÍS SE CONSTRÓI COM EDUCAÇÃO,  CIDADANIA, E MUITOS TRILHOS......




Em 30 de abril de 1854 foi inaugurada a primeira linha ferroviária do Brasil, o que fez com que a data se transformasse no dia do Ferroviário, profissional que trabalha nas ferrovias. Apesar de atualmente não se dar o valor merecido ao transporte ferroviário, ele tem presença significativa na história, principalmente quando se remete aos trens, tanto no transporte de passageiros quando os de cargas na construção do País. Uma marca histórica está em 1930, quando Getúlio Vargas pegou um trem no Rio Grande do Sul e seguiu para o Rio de Janeiro, conduzindo as tropas gaúchas que iriam depor o presidente Washington Luís e começar um novo período da história nacional.
Fonte - oabsp ( portal da memória) 30/04/2013  


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