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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Transiberiana: a mais longa ferrovia do mundo

Ferrovias

Em Vladivostok foram lançadas as bases da ferrovia que atravessa dois continentes (Europa e Ásia), além de 12 regiões e 87 cidades russas. A via é uma das mais antigas estradas de ferro da Rússia. O principal trecho da ferrovia com extensão de 7500 km, que vai de Tcheliábinsk a Vladivostok, foi construído entre 1891 e 1916. A viagem em um único sentido durava 16 dias.

Por Renato Lobo - Via Trolebus
foto - ilustração/1917.org
Vem da Russia a maior e quem sabe a mais bonita ferrovia do mundo, chamada de Transiberiana. Usada sobretudo para o transporte de cargas, a linha de mão dupla da ferrovia foi completamente eletrificada em 2002 e, atualmente, a Transiberiana tem capacidade de transportar até 100 milhões de toneladas de carga por ano.
Também destinadas aos passageiros, o percurso mais longo do mundo percorrido por um trem de passageiros pertence à viagem de Kiev a Vladivostok, que corresponde a uma distância de 10259 km, feita em 187 horas e 50 minutos.

História
Em Vladivostok foram lançadas as bases da ferrovia que atravessa dois continentes (Europa e Ásia), além de 12 regiões e 87 cidades russas. A via é uma das mais antigas estradas de ferro da Rússia. O principal trecho da ferrovia com extensão de 7500 km, que vai de Tcheliábinsk a Vladivostok, foi construído entre 1891 e 1916. A viagem em um único sentido durava 16 dias.
O projeto foi um evento importantíssimo para o Império Russo. A prova é que o príncipe Nikolái Aleksándrovitch, por incumbência do tsar Aleksandr III, esteve presente na missa celebrada para o lançamento das bases da ferrovia.
No entanto, custou caro a maior extensão por trilhos do mundo. Calcula-se 350 milhões de rublos em ouro. A construção (praticamente toda manual) da Transiberiana foi realizada em um ambiente de condição climática hostil, sendo que em muitas regiões por onde a ferrovia corta, na época não eram povoadas.
As primeiras composições começara a operar com passageiros de Moscou para Vladivostok no ano de 1903, antes da conclusão da ferrovia Transiberiana.
Atualmente as composições que seguem de Moscou com destino a Vladivostok, partem da estação Iaroslávski, na capital, tendo a indicação de quilometragem com o marco “0 km”. No outro extremo, em Vladivostok , está o marco “9298 km”.
Fonte - STEFZS  09/02/2015

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Japão e China disputam lucrativos contratos ferroviários

Transportes sobre trilhos

O mercado ferroviário na Ásia é visto como muito promissor - Consórcios de empresas dos dois países estão realizando gestões para garantir um posto vantajoso nas licitações de futuros projetos na Ásia, onde o crescimento econômico e populacional exige a construção de até 10.000 novos quilômetros de vias em vários países.

Revista Exame

Tóquio - Empresas de Japão e China começaram a batalhar para conseguir a assinatura de lucrativos contratos para construir novas linhas de trem na Ásia, um mercado ferroviário muito promissor, informou nesta quarta-feira o jornal japonês "Asahi".
Consórcios de empresas dos dois países estão realizando gestões para garantir um posto vantajoso nas licitações de futuros projetos na Ásia, onde o crescimento econômico e populacional exige a construção de até 10.000 novos quilômetros de vias em vários países.
Um dos mais atrativos é o da linha de alta velocidade que pretende cobrir os 350 quilômetros que separam a capital da Malásia, Kuala Lumpur, de Cingapura em 90 minutos.
Esta linha, cujo processo de licitação será aberto entre outubro e dezembro de 2015 segundo confirmaram autoridades malaias e cujo custos de construção são calculados em cerca de US$ 12 bilhões, interessa inclusive a empresas espanholas e francesas do setor.
Para exercer pressão sobre Kuala Lumpur, executivos de um consórcio formado pela ferroviária JR East, Sumitomo Corporation e Mitsubishi Heavy Industries viajaram em meados de agosto à Malásia junto ao ministro de Transporte japonês, Akihiro Ota, e se reuniram com membros do Executivo do país asiático, explicou hoje o "Asahi".
Além deste projeto, a junta militar da Tailândia aprovou duas linhas domésticas de alta velocidade, enquanto no Vietnã se finalizam os detalhes de uma rota que uniria a capital, Hanói, com a maior urbe do país, Cidade de Ho Chi Minh, e na Índia prossegue um estudo para conectar Mumbai e Ahmedabad.
A conexão entre estas duas cidades indianas, que se transformaria na primeira linha de alta de velocidade do país, foi um dos principais assuntos na agenda da cúpula realizada em Tóquio no início deste mês entre o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e seu colega indiano, Narendra Modi.
Além de perseguir o projeto tailandês (em julho representantes de Pequim realizaram uma reunião estratégica com membros da junta militar), as companhias chinesas, entre elas a CSR (maior fabricante mundial de locomotivas elétricas), têm também o foco posto nos demais projetos.
Em qualquer caso, as empresas de ambos países têm ainda pouca experiência exportando sua tecnologia ferroviária fora de seus países, já que o Japão só vendeu vagões de alta velocidade a Taiwan e as companhias chinesas somente participaram da construção parcial de uma linha na Turquia.
Fonte - STEFZS 18/09/2014