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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

MP quer solução para portas do Move (BRT de BH)

Mobilidade

Laudo constatou que maioria dos equipamentos das estações não funciona.Portas das estações ficam abertas mesmo quando não há ônibus,o mau funcionamento das estruturas,que deveriam abrir e fechar automaticamente, pode gerar um prejuízo de aproximadamente R$ 30 milhões aos cofres públicos.

Cinthia Ramalho - O Tempo
Portas das estações ficam abertas mesmo quando
não há ônibus - Lincon Zarbietti/O Tempo
MG - Após o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas) constatar, em perícia realizada no sistema Move, que a maioria das portas das estações não funcionam, o Ministério Público do Estado (MPMG) se reuniu, na tarde nesta quinta, com representantes da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) para cobrar explicações sobre o problema. Segundo o promotor Eduardo Nepomuceno, o mau funcionamento das estruturas – que deveriam abrir e fechar automaticamente – pode gerar um prejuízo de aproximadamente R$ 30 milhões aos cofres públicos.
De acordo com o promotor, o MPMG investiga irregularidades nas obras do BRT e, por isso, pediu ao Crea-Minas que realizasse a perícia, em dezembro do ano passado. Com o laudo em mãos, Nepomuceno orientou a Sudecap a acionar a garantia do contrato administrativo para que o reparo das portas seja feito o mais rápido possível. Se o problema não for resolvido, a empresa responsável pela obra, que teve um investimento de aproximadamente R$ 30 milhões, deve devolver o dinheiro à prefeitura.
Nepomuceno destacou que, durante a reunião, o diretor de obras da Sudecap, Cláudio Neto, afirmou que não existem problemas no sistema de portas das estações, já que eles foram reparados na época em que as estruturas foram implantadas. “O diretor disse que o problema é operacional e também causado pelo vandalismo cometido pela população nas estações”.

Fiscalização 
Ainda de acordo com o promotor, agora, o MPMG vai realizar uma nova fiscalização nas estações do Move, que deve ter início neste mês. A Prefeitura de Belo Horizonte informou, por meio de nota, que a manutenção das portas automáticas já encontra-se a cargo dos consórcios concessionários, atuais responsáveis pelos custos operacionais dos sistemas de bilheteria e acesso do transporte coletivo.

Vistoria
Laudo. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas) avaliou, no último mês de dezembro, 808 portas presentes em cerca de 90 estações da capital.
Fonte - O Tempo  29/01/2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

Estações de BRT do Recife na Av. Conde da Boa Vista são ruins e puro improviso

BRT de Recife

As estações de BRT que a população começa a ver ganhar forma no corredor – por onde passam 22% das linhas de ônibus do Grande Recife – frustra até a mais pessimista de todas as expectativas. As estações serão tão estreitas quanto as carcaças que hoje funcionam como abrigo dos passageiros na avenida....

Roberta Soares  - NE 10
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Recife - Cinco anos atrás, quando o governo do Estado deu início à implantação do BRT (Bus Rapid Transit) na Região Metropolitana do Recife, sabia-se que a Avenida Conde da Boa Vista seria um problema para se adaptar ao sistema. Isso não é novidade. Mas as estações de BRT que a população começa a ver ganhar forma no corredor – por onde passam 22% das linhas de ônibus do Grande Recife – frustra até a mais pessimista de todas as expectativas. As estações serão tão estreitas quanto as carcaças que hoje funcionam como abrigo dos passageiros na avenida, não possuirão refrigeração e, mesmo assim, serão fechadas, com pequenos espaços para ventilação. O conforto, premissa na imagem do BRT vendida pelo governo, passa longe. Esse, de fato, não era o combinado.
As seis estações improvisadas que estão sendo erguidas na avenida atenderão apenas a uma das exigências do sistema de BRT: o pagamento antecipado da passagem, ou seja, no lugar de o usuário pagar a tarifa no coletivo, pagará ainda na estação. Mas o embarque em nível não será possível. O passageiro terá que subir e descer nos BRTs pelo lado direito do veículo, usando os degraus como nos ônibus convencionais, procedimento que atrasa a viagem e descaracteriza o BRT. A ventilação das estações dependerá do vento que entrar pelas chapas metálicas perfuradas, que compõem a maior parte da estrutura dos equipamentos. O restante da estrutura será de vidro temperado. Por isso, a expectativa é de que o ambiente seja quente.

A largura das estações é outro aspecto que chama atenção dos passageiros. Muitos usuários e alguns operadores defendem que as estruturas serão pequenas para os 325 mil passageiros que todos os dias passam pela Conde da Boa Vista, transportados nas 82 linhas do corredor. As estações improvisadas da Conde da Boa Vista serão estreitas e compridas, semelhantes as do transporte convencional implantadas ainda na segunda gestão municipal do prefeito João Paulo (PT) e alvos permanentes de críticas da população. Terão 25 metros de comprimento e apenas dois de largura.
Mesmo assim, os “monstrinhos” que estão sendo erguidos na Avenida Conde da Boa Vista custarão caro: R$ 316 mil cada uma, segundo valores divulgados pelo governo do Estado em fevereiro de 2014, quando as obras começaram. A construção, entretanto, está paralisada desde novembro do ano passado. Por nota, a Secretária das Cidades de Pernambuco, responsável pela obra, garantiu estar em negociação com o Consórcio Mendes Jr/Servix, para retomada dos trabalhos.
Fonte - Blog Meu Transporte  23/01/2015