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sábado, 26 de novembro de 2016

Banco dos BRICS planeja emprestar US$ 2,5 bilhões em 2017

Economia $

Pelo menos 15 projetos foram aprovados e serão financiados com até US$2,5 bi no ano que vem pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) dos BRICS.

Sputnik
foto - ilustração;arquivo
A declaração foi dada pelo vice-presidente do NBD, Zhu Xian. O grupo é composto pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Esta semana, a comissão de diretores do NBD anunciou a aprovação de empréstimos a dois novos projetos na China e na Índia. Um projeto de energia eólica costeira, localizado na baía de Pinghai, da cidade de Putian, Província de Fujian, leste da China, receberá um empréstimo de US$ 280 milhões, de acordo com a agência de notícias Xinhua. Já na Índia, serão US$ 350 milhões para um projeto de estradas em Madhya Pradesh. "Esperamos financiar os projetos que são criativos e podem trazer benefícios às pessoas locais e ao meio ambiente, tais como os dois recentemente aprovados", disse Zhu. Em 2016, o banco aprovou US$ 1,5 bilhão de empréstimos para sete projetos. O NBD foi inaugurado formalmente em julho do ano passado em Xangai, na China.
Fonte - Sputnik  26/11/2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

Especialista: Banco dos BRICS poderá financiar projetos importantes em áreas carentes

Economia

Washington, D. C., abrigou nesta segunda-feira, 23, o seminário “Doing Business With The BRICS” (“Fazendo Negócio com os BRICS”), numa perspectiva que permite vislumbrar como será o relacionamento dos cinco países do bloco com os demais membros da comunidade mundial.

Sputnik
Sputnik
Os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) são vistos por vários analistas econômicos internacionais como “os emergentes que estão em rota de ascensão, podendo mesmo, no futuro, exercer um protagonismo mundial”. Para Paulo Wrobel, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e membro do BRICS Policy Center, este protagonismo já começa a se revelar na forma como a China vem se relacionando com diversos outros países, financiando, investindo e exercendo firmes parcerias em infraestrutura. Wrobel também acentua o relevante papel da Rússia em tais questões, ao também considerar prioritários os investimentos em infraestrutura.

Falando à Sputnik, Paulo Wrobel acentuou:
“A questão fundamental é a da infraestrutura. A China e até certo ponto a Rússia montaram nesses últimos anos uma infraestrutura bastante adequada. A China investiu fortemente como parte de sua política de ampliação no comércio internacional. Por exemplo, o país investiu em transportes e nos portos. Um tipo de investimento que foi muito comum nos anos 50, 60 na reconstituição da economia do pós-guerra e que depois caiu num certo vácuo em termos de investimento internacional, tanto público quanto privado, tanto dos bancos públicos quanto nos investimentos privados. Já no Brasil, temos uma carência imensa de infraestrutura em tudo isso que eu mencionei, como nos portos, nos transportes e nas áreas de petróleo e gás em que estamos precisando de uma nova rodada de investimentos. Eu chamaria a atenção para essa necessidade de investimentos e para grandes oportunidades de negócios e infraestrutura no nosso país.”

O Professor Paulo Wrobel também salientou o fato de o Banco dos BRICS – Novo Banco de Desenvolvimento – conceder financiamentos sem exigir contrapartidas políticas. Para Wrobel, este poderá ser um atrativo a mais na prospecção de negócios com os países do bloco:
“Havia uma certa expectativa a respeito de que o Banco dos BRICS seria um banco estritamente voltado para questões técnicas, econômicas, financeiras, se iria se concentrar em captar projetos de desenvolvimento viáveis que atendam aos interesses dos países, ou se a instituição teria um viés de atender mais a interesses políticos, seja de qual país for, mesmo que de fora do grupo BRICS. Eu tenho a impressão de que essa é uma afirmação muito importante e que levará a que o Banco dos BRICS possa ter um ótimo futuro como um dos bancos financiadores de projetos importantes em áreas muito carentes.”
Fonte - Sputnik  23/05/2016

quarta-feira, 4 de maio de 2016

‘Sem dólar’ e sem concorrer com FMI: Conheça a fundo o projeto econômico dos BRICS

Internacional

BRICS ganha força no mercado financeiro.- Aleksandr Lukashik, chefe do departamento da planificação de política externa do Ministério das Relações Exteriores da Rússia e da seção do BRICS, deu uma entrevista à Sputnik.

Sputinik
Marcelo Camargo/Ag.Brasil 
Sputnik: Conta-nos, por favor, sobre o Banco de Desenvolvimento do BRICS.
Aleksandr Lukashik: O acordo de criação do Banco de Desenvolvimento foi celebrado em Fortaleza durante a cúpula do grupo BRICS em 2014. Já em 2015 ele começou a funcionar. Depois disso, os representantes dos nossos países discutiam o conteúdo dos documentos que regulam o funcionamento do banco. Agora estes documentos estão sendo aprovados pelos representantes. O Banco já está de fato operando. A sua sede foi estabelecida em Xangai após a celebração do acordo entre os representantes da China e os chefes deste Banco.

S: Países do BRICS mantem a rota em direção à renúncia do dólar e a repassagem ao comercio nas moedas nacionais…
AL: Agora se trata do aumento dos volumes e intercâmbios entre os nossos países em moedas nacionais.

S: Então, sem uso de dólar?
AL: Então, sim. Por exemplo, existe um acordo de 2015 entre o Banco Central da Rússia e o Banco Nacional da China de estabelecimento da linha de swap entre estes bancos e também da cooperação entre bancos comerciais. Foram realizados testes bem sucedidos. Agora estamos discutindo a questão de aumento do comércio, pelo menos, entre a Rússia e a China em moeda nacional. Estudamos a questão de tais operações entre a Rússia e a Índia e também entre a Rússia e o Brasil. Não está faltando trabalho. Mas isto não é assunto do grupo BRICS, mas um assunto das relações bilaterais.

S: É que este banco é um concorrente do Fundo Monetário Internacional (FMI)?
AL: Não, não podemos dizer isso. Pelo contrário estamos tentando desmentir esta comparação, quando alguém a formula, porque isto não é assim. O nosso objetivo novo consiste na entrada no sistema monetário internacional que existe agora e fazer uma contribuição, apresentar as nossas propostas para fazê-lo mais legítimo e equilibrado porque a nossa opinião é que a parte dos países em desenvolvimento é baixa e não corresponde ao seu nível do desenvolvimento econômico na etapa atual. Especialmente, tomando em conta o poder de compra dos nossos cinco países. Acreditamos que no âmbito da decima quinta ronda da revisão das quotas, que deve ser afinal começado, os países do BRICS ressaltarão das posições do aumento da sua participação e das suas quotas no âmbito do FMI, que permitirá fortalecer as posições desta organização e aumentar o papel do BRICS na salvação das questões ligadas com o funcionamento do FMI.

S: Como é que os países pequenos podem ser incluídos na vossa agenda?
AL:Vejo a possibilidade da realização de tal cooperação através do desenvolvimento econômico e estratégico e também através do mapa rodoviário da cooperação econômica e de investimentos. Além disso pode prestar a tensão do que os países do BRICS no âmbito do projeto do novo banco de desenvolvimento vão discutir os projetos ligados com o desenvolvimento da infraestrutura e com a realização do projeto no âmbito do desenvolvimento estável. Neste domínio é possível a construção de alguns objetos e os investimentos em países terceiros. Os projetos de construção podem ser realizados naqueles países onde eles estão apresentados.
Fonte - Sputnik  04/05/2016

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Ferrovia Norte-Sul atrai interesse da estatal russa RZD

Ferrovias

As informações foram confirmadas pelo diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos. “Há, de fato, um protocolo de entendimentos em andamento com os russos. A estatal RZD tem demonstrado interesse nos projetos brasileiros de ferrovias. ”Para bancar boa parte desse empreendimento, representantes da RZD e do governo brasileiro analisam a possibilidade usar recursos do recém-criado “Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) ”.

O Estado de São Paulo - RF
foto - ilustração
A estatal russa RZD, uma das maiores companhias ferroviárias do mundo, conversa com o governo brasileiro sobre a possibilidade de entrar na concessão da ferrovia Norte-Sul. Nas últimas semanas, os russos solicitaram uma série de informações técnicas sobre o empreendimento à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e, segundo apurou o “Estado”, há previsão de que uma comitiva da estatal russa venha ao Brasil até dezembro para tratar do projeto.
O plano do governo brasileiro é oferecer, por meio de leilão, o trecho de 855 km da Norte-Sul que já está concluído, entre as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO). Como contrapartida, a empresa vencedora assumiria a construção de um trecho final da Norte-Sul, previsto para chegar ao Atlântico. São 477 quilômetros de traçado, entre Açailândia, no Maranhão, e o porto de Barcarena, no Pará.
A obra é estimada em cerca de R$ 7,8 bilhões. Para bancar boa parte desse empreendimento, representantes da RZD e do governo brasileiro analisam a possibilidade usar recursos do recém-criado “Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) ”. A instituição financeira montada pelos cinco países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) começou a operar no fim de julho, com sede na cidade chinesa de Xangai.
As informações foram confirmadas pelo diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos. “Há, de fato, um protocolo de entendimentos em andamento com os russos. A estatal RZD tem demonstrado interesse nos projetos brasileiros de ferrovias. ”
Saída. A decisão de condicionar a entrega do trecho central da Norte-Sul à construção de um novo traçado da ferrovia foi a saída encontrada pelo governo para viabilizar uma concessão que acabou frustrada três anos atrás. Quando o governo anunciou sua primeira rodada de concessões, em agosto de 2012, o projeto de ligar Açailândia ao porto de Barcarena foi o primeiro empreendimento ferroviário a ser oferecido para a iniciativa privada. Mas não agradou.
Apesar de não ser uma malha tão extensa quanto os demais projetos ferroviários do País, tratava-se de abrir um projeto do zero, em uma região de alta complexidade ambiental. Além disso, pesou nessa avaliação a insegurança quanto ao modelo de sociedade proposto com a estatal federal Valec. Ao perceber que não conseguiria atrair nenhum interessado, o governo desistiu da ideia e nem chegou a marcar seu leilão.
Desde então, nenhum metro dos 11 mil km de estradas de ferro que entraram no programa de concessão foi, de fato, repassado para a iniciativa privada. Ao lado dos russos, os chineses também sinalizaram interesse nos empreendimentos, com maior atenção ao projeto da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que corta a região de grãos do Mato Grosso e se interliga à malha da Norte-Sul. Apesar das movimentações internacionais, não há hoje uma previsão sobre quando o governo fará o leilão das ferrovias.
Fonte - Revista Ferroviária  16/10/2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Senado aprova projetos que criam o Banco do Brics

Economia

O Banco do Brics será criado para fomentar políticas de desenvolvimento em infraestrutura nos cinco países. Terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias.

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Senado aprovou hoje (3) os projetos de decreto legislativo que criam o Banco do Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – e confirmou o Tratado para o Estabelecimento do Arranjo Contingente de Reservas do bloco.
O Banco do Brics será criado para fomentar políticas de desenvolvimento em infraestrutura nos cinco países. Terá capital inicial de US$ 50 bilhões, sendo US$ 10 bilhões em recursos e US$ 40 bilhões em garantias.
O acordo para a criação do banco foi feito em julho do ano passado, quando os representantes do bloco se encontraram em Fortaleza e definiram que a sede do banco será em Xangai, na China, e o primeiro presidente será indicado pela Índia.
Na mesma ocasião, foi firmado o Tratado para o Estabelecimento do Arranjo Contingente de Reservas dos Brics, que cria um fundo com recursos de todos os membros para ser acessado pelos países do bloco em momentos de crise.
O fundo terá capital inicial de US$ 100 bilhões com aporte de US$ 41 bilhões da China, US$ 18 bilhões do Brasil, da Índia e Rússia, cada um, e US$ 5 bilhões da África do Sul.
“Todos nós sabemos aqui dos solavancos que a economia brasileira sofreu, principalmente em função das variações cambiais, das crises externas. Então, qual é o objeto da criação desse fundo de US$100 bilhões? É exatamente para criar um colchão, criar uma blindagem para proteger esses países. Portanto, é algo absolutamente pertinente”, explicou o relator do projeto, senador Delcídio Amaral (PT-MS).
Sobre o Banco do Brics, a senadora Ana Amélia (PP-RS), manifestou-se favorável ao projeto, mas ressaltou a importância de o Brasil aproveitar a oportunidade para reforçar seu protagonismo no cenário geopolítico e não ficar a reboque da China e da Rússia.
“Penso que o mais importante nisso é o Brasil estar neste processo de globalização e participando do grupo dos Brics de forma 'protagônica', sendo atuante, não aceitando o papel de coadjuvante, que não está do seu tamanho, do seu porte”, defendeu a senadora.
Fonte - Agência Brasil   03/06/2015