Mostrando postagens com marcador defesa da educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador defesa da educação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de junho de 2019

Dia, hora, minuto

Ponto de Vista  🔍

Na nova conjuntura criada pelo movimento,em defesa da educação, torna-se muito relevante o esforço de fortalecer a unidade de ação, transferindo-se o centro das preocupações para o combate à deforma da Previdência e efetivação da greve geral do dia 14 de junho, sem abandono, é lógico, da pauta original pela Educação.Trata-se agora de organizar de maneira duradoura e efetiva o impulso nobre fortalecendo cada vez mais a rede de instituições representativas para a continuidade do movimento.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
foto - ilustração/Web
Todos os elogios devem ser feitos às direções estudantis da UNE e da UBES e de milhares de grêmios, DCEs, centros acadêmicos e movimentos pela brilhante vitória das manifestações do dia 30 de maio.
Souberam, com presciência, antecipar as necessidades da luta pela Educação e garantiram, com empenho, a pauta unitária. O estudantado, o professorado e a sociedade os apoiaram maciçamente e ordeiramente.
Trata-se agora de organizar de maneira duradoura e efetiva o impulso nobre fortalecendo cada vez mais a rede de instituições representativas para a continuidade do movimento.
As grosserias do ministro Estafilococo (Cacho de Uvas ou Weintraube) sempre auxiliaram com sua alucinada convocação da deduragem e a dança na chuva. A luta pela Educação, avançando, o colocará em seu devido lugar.
Do meu observatório sindical ressalto a participação unitária dos sindicatos nas manifestações do dia 30, apoiadores do empenho estudantil e aderentes à pauta educacional.
Na nova conjuntura criada pelo movimento torna-se muito relevante o esforço de fortalecer a unidade de ação, transferindo-se o centro das preocupações para o combate à deforma da Previdência e efetivação da greve geral do dia 14 de junho, sem abandono, é lógico, da pauta original pela Educação.
Essa é a grande tarefa do movimento sindical dos trabalhadores e de seus aliados.
A greve tem que ser poderosa, afirmativa, abrangente, com paralisação nas grandes empresas fabris, nos transportes, no comércio (agora que os comerciários e seus sindicatos foram agredidos pelo decreto presidencial que libera desorganizadamente o trabalho aos domingos), nos canteiros de obras, nos bancos e em todos os setores produtivos relevantes. O Brasil tem que parar na sexta-feira, 14 de junho, demonstrando aos deputados e senadores a oposição da maioria à deforma que elimina as aposentadorias.
A afirmação desse repúdio será um grande passo firme na contenção dos danos provocados pelo governo, contenção que já se manifestou na Educação e se espraiará por outras pautas, como a do meio ambiente, dos serviços públicos e da segurança.
Cada dia conta, cada hora conta, cada minuto conta.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político
Fonte - Portogente  04/06/2019

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Garantir a segunda vitória

Ponto de Vista  🔍

A greve da Educação do dia 15 de maio já é um marco na história recente do Brasil. Além da greve as manifestações que se espraiaram por mais de 200 cidades e todas as capitais alteraram a conjuntura política e deram um norte às oposições e aos parlamentares indicando-lhes a necessidade de se aproximarem da vida dos brasileiros. Foi o que tentou o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP) propondo a convocação do ministro da Educação para interrogatório na Câmara no mesmo dia da greve.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
foto - ilustração
Um tsunami cívico nacional em defesa da Educação tomou conta das ruas do Brasil surpreendendo o presidente da República que havia profetizado também um tsunami, mas não o que aconteceu e cujos milhões de participantes foram por ele insultados como “idiotas úteis que não sabem quanto é 7 x 8, nem a fórmula da água”.
A greve da Educação do dia 15 de maio já é um marco na história recente do Brasil. Além da greve as manifestações que se espraiaram por mais de 200 cidades e todas as capitais alteraram a conjuntura política e deram um norte às oposições e aos parlamentares indicando-lhes a necessidade de se aproximarem da vida dos brasileiros. Foi o que tentou o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP) propondo a convocação do ministro da Educação para interrogatório na Câmara no mesmo dia da greve.
Determinada em fevereiro pelas confederações dos professores contra a deforma da Previdência a greve e as manifestações tomaram corpo e se ampliaram depois do anúncio de cortes pelo ministro da Educação e mantiveram a pauta quase única em defesa da Educação (embora o protesto contra a deforma previdenciária ainda fosse feito pelos professores e suas entidades).
O movimento sindical dos trabalhadores (além, é claro, da rede sindical dos professores, diretores e funcionários das escolas públicas e privadas) ajudou, e muito, na organização da jornada que mobilizou em massa o estudantado das escolas médias, dos institutos federais e das universidades.
O poder mobilizador do tema da Educação, também devido à brutalidade dos cortes e à estupidez do ministro, revelou-se mais forte que o próprio tema da Previdência que já havia se revelado mais forte que o tema da deforma trabalhista.
As direções sindicais devem extrair lições do grande sucesso da greve e das manifestações de 15 de maio, principalmente em relação à greve geral convocada.
Reconhecendo que a preparação do 14 de junho ainda precisa ser reforçada nos 30 dias que nos separam dele, o movimento sindical deve intensificar a coleta das assinaturas do abaixo-assinado contra a deforma previdenciária, ocasião em que as direções se aproximam de suas bases, as consultam e as mobilizam.
Não menos importante para a preparação da greve geral, as direções devem recorrer à tática das GPSs como forma escalonada e cumulativa de se chegar a ela.
A palavra de ordem contra o fim das aposentadorias ainda não produziu o efeito mobilizador que foi produzido pelos cortes na Educação, o que nos leva a intensificar a propaganda e a comunicação, bem como a articulação com os deputados e senadores.
Depois de uma vitória é o melhor momento de se preparar uma outra, desde que se compreenda bem o que garantiu a primeira e o que garantirá a segunda.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político
Fonte - Portogente  17/05/2019