UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

O Palácio Rio Branco é Memorial, é Museu, é Espaço Cultural

Cultura  🏰

O Palácio Rio Branco faz parte do núcleo fundacional da cidade de Salvador e abriga importante acervo histórico e artístico, bem como o Memorial dos Governadores, sendo propriedade do Estado da Bahia. Representa o centro de comando, residência e despacho oficial dos primeiros governadores do Brasil e vice-reis, desde 1549, foi sede da República Baiana em 1837 durante a Sabinada.

Por IAB BA 
divulgação/IAB BA
O Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento da Bahia (IAB-BA), convida os profissionais da área de patrimônio, artistas e a sociedade soteropolitana para um abraço ao Palácio Rio Branco, no próximo dia 18 de maio, sábado, às 10h. A ação é em defesa do edifício histórico, atualmente ameaçado em se tornar espaço de uso para um empreendimento privado.
O Palácio abriga importante acervo histórico e artístico, bem como o Memorial dos Governadores, sendo propriedade do Estado da Bahia. Representa o centro de comando, residência e despacho oficial dos primeiros governadores do Brasil e vice-reis, desde 1549, foi sede da República Baiana em 1837 durante a Sabinada. Somente em 1912, após o bombardeio do edifício, a residência oficial do governo do Estado foi mudada para o Palácio da Aclamação, mas o centro de decisão do Estado aí permaneceu até a década de 1970, quando a sede do Governo foi transferida para o recém-construído Centro Administrativo da Bahia (CAB).
O Palácio Rio Branco faz parte do núcleo fundacional da cidade de Salvador, testemunhou grande parte da história política do Brasil e da Bahia, tendo resistido como edifício público por mais de quatrocentos anos. Não pode e não deve ser transformado em empreendimento privado sem finalidade cultural.
Do IAB BA - Instituto dos Arquitetos da Bahia
Pregopontocom  16/05/2019

domingo, 17 de setembro de 2017

Abraço simbólico alerta para ameaça a área de proteção ambiental em Fortaleza

Meio ambiente  🌱

A unidade de conservação (Arie das Dunas do Cocó) foi extinta a partir de uma emenda inserida na revisão da Lei de Usos e Ocupações do Solo (Luos), aprovada pelos vereadores e sancionada em agosto.O local reúne características fundamentais para o meio ambiente urbano. Em 15 hectares (ha) é possível encontrar uma diversidade de aves, répteis e mamíferos, mais de 170 espécies vegetais, além de cobertura vegetal de Mata Atlântica, com restingas e manguezais.

Edwirges Nogueira
Correspondente da Agência Brasil
Divulgação/Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará
Um grupo de pessoas se reuniu na manhã deste domingo (17) para dar um abraço simbólico no local onde antes havia a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) das Dunas do Cocó, em Fortaleza. A unidade de conservação foi extinta a partir de uma emenda inserida na revisão da Lei de Usos e Ocupações do Solo (Luos), aprovada pelos vereadores e sancionada em agosto.
O local reúne características fundamentais para o meio ambiente urbano. Em 15 hectares (ha) é possível encontrar uma diversidade de aves, répteis e mamíferos, mais de 170 espécies vegetais, além de cobertura vegetal de Mata Atlântica, com restingas e manguezais.
As dunas do Cocó são formações milenares que contam a história do surgimento da planície costeira do Ceará, das flutuações do nível do mar e das mudanças ocorridas no clima da região nos últimos 10 mil anos.
Doutor em geografia e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Jeovah Meireles explica que as dunas fixas funcionam como uma espécie de esponja ao absorver água para alimentar o lençol freático, gerando aquíferos e olhos d'água e vertendo o recurso para a bacia hidrográfica do Rio Cocó, que abrange cerca de dois terços de Fortaleza.
Essa função impacta diretamente na segurança hídrica, considerando que o Ceará enfrenta seis anos seguidos de seca. “Essas são preciosidades que resistiram à especulação imobiliária, porque a maior parte dos campos de dunas fixas de Fortaleza foi degradada”, explica o professor, que participou da elaboração do plano de manejo da unidade de conservação.
Laudo apresentado na última quarta-feira (13) por técnicos da Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Ceará estima que a capital perdeu mais de 80% de seu campo dunar em 50 anos, passando de quase 9 quilômetros quadrados (km²) em 1958 para pouco mais de 1 km² em 2008.

Área de proteção
De sua criação, com a Lei 9.502 de 2009, até sua extinção, ocorrida a partir da sanção da Lei de Usos e Ocupações do Solo (Luos) pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT), a área de interesse ecológico das Dunas do Cocó nunca deixou de ser alvo de disputas e de especulação imobiliária.
A região do Cocó, onde fica o recém-criado Parque Estadual do Cocó, é umas das mais valorizadas de Fortaleza. O mercado imobiliário local calcula em R$ 6.194 o preço do metro quadrado na região. Um apartamento de 165 metros quadrados, por exemplo, com três suítes e três vagas de garagem custa hoje quase R$ 1,4 milhão.
No local onde ficava a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) das Dunas do Cocó, havia o projeto de um loteamento chamado Jardim Fortaleza. As empresas envolvidas no empreendimento recorreram à Justiça de forma exaustiva, inclusive questionando a constitucionalidade da Lei 9.502/09, mas não tiveram sucesso.
“A região das Dunas do Cocó é uma área supervalorizada, com uma vista privilegiada do parque. É evidente a intenção das empresas de construir empreendimentos milionários. No entanto, caso haja alguma construção no local, não será possível restaurar o meio ambiente”, alerta a promotora Socorro Brilhante, titular da 4ª Promotoria do Meio Ambiente e Planejamento Urbano do Ministério Público do Ceará (MPCE).
O órgão entrou com pedido de liminar na Justiça para tornar sem efeito o artigo da Luos que revoga a criação da Arie das Dunas do Cocó.

Votação
O vereador Guilherme Sampaio (PT) conta que a emenda que extinguiu a área de proteção ambiental foi protocolada no dia da apreciação, em segundo turno, do projeto que tratava do uso e da ocupação do solo e que não houve nenhum tipo de debate prévio sobre a matéria.
“A estratégia adotada inviabilizou qualquer resistência por parte da sociedade e de vereadores que não concordavam com a medida. Esse projeto [Luos] passou mais de um ano e meio em discussão na Câmara, houve várias audiências públicas para debatê-lo e, em nenhuma dessas audiências, nem a prefeitura nem qualquer parlamentar apresentou a proposta de revogação da Arie. Alguns vereadores reagiram fortemente no dia da votação, mas a matéria foi aprovada com ampla maioria. Para completar, foi sancionada pelo prefeito no dia seguinte, o que é absolutamente incomum.”
Na justificativa da emenda, assinada por 33 vereadores, os parlamentares argumentam que a Arie está em quadras de um parcelamento de solo, o Jardim Fortaleza, cujo processo legal está aprovado pela prefeitura desde 1976 e registrado em cartório de imóveis da cidade. Além disso, diz que a análise da localização mostra que o terreno está encravado num dos bairros de maior adensamento populacional e em área urbana consolidada e dotada de vários equipamentos urbanos, como rede telefônica, iluminação, vias de circulação, esgotamento sanitário e com ruas com denominações oficiais.
Um abaixo-assinado online, que já acumula mais de 5 mil assinaturas, pede que o prefeito Roberto Cláudio vete o artigo da Luos que trata da revogação da Lei 9.502/2009.

Ação
A ação do MPCE, que tramita na 15ª Vara da Fazenda Pública, questiona a forma como a lei que criou a unidade de conservação foi revogada. Segundo Socorro, a Constituição Federal de 1988 determina que uma unidade de conservação só pode ser extinta por lei específica, e não por emenda, como ocorreu em Fortaleza.
Outro ponto questionado pela promotora é o do princípio do retrocesso ambiental, que defende que o meio ambiente deve ser protegido, não atacado. “A revogação da lei da Arie das Dunas do Cocó fere de morte tudo o que foi criado como princípio para as leis que estabelecem a preservação do meio ambiente.”
O professor Jeovah Meireles vai mais longe e aponta também o descumprimento de todos os documentos em que o Brasil é signatário que trata do enfrentamento das mudanças climáticas, a exemplo do Acordo de Paris.
“Ao referendar a votação da Câmara, o prefeito toma a decisão de descaracterizar profundamente os sistemas ambientais que dão suporte à melhoria das condições climáticas de Fortaleza e à disponibilidade de água em regiões semiáridas, considerando que estamos enfrentando uma longa estiagem e uma crise hídrica. Além disso, essa decisão não leva em conta conceitos, processos e sistemas ambientais já bastante consolidados pela ciência e necessários para a qualidade de vida das pessoas.”

Zona de amortecimento
Mesmo sendo de responsabilidade do município, as dunas do Cocó são consideradas zona de amortecimento do Parque Estadual do Cocó, regulamentado por lei estadual em junho deste ano. Com 1,5 mil ha, o Cocó é considerado um dos maiores parques urbanos do mundo.
Como zona de amortecimento, as dunas funcionam como um filtro para os impactos negativos do meio urbano, como ruídos, poluição e o avanço da ocupação humana.
Os especialistas ouvidos pela Agência Brasil criticam o fato de a região das dunas não ter entrado na área oficial do Parque do Cocó, de forma a ficar protegida também por lei estadual.
Em nota, a Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema) esclareceu que essa proposta foi considerada à época da definição da área do parque, mas que não foi inserida porque as dunas fazem parte de uma área privada altamente valorizada o que geraria um custo muito alto para ser desapropriada. Além disso, a Sema afirma que se tratava de um espaço já protegido por lei municipal.
Na nota, a secretaria reitera que considera a região das dunas área de amortecimento do Parque do Cocó e que isso lhe confere proteção pelas leis ambientais vigentes. Esse é o mesmo entendimento do Ibama que assumiu o compromisso de não autorizar qualquer supressão vegetal das dunas fixas.
A Agência Brasil solicitou posicionamento da prefeitura de Fortaleza sobre a situação da área das Dunas do Cocó e sobre a ação do MPCE, mas não obteve resposta.
A reportagem também tentou contatar, por telefone e por e-mail, a Associação Cearense dos Empresários da Construção e dos Loteadores (Acecol) e representantes das empresas envolvidas no loteamento Jardim Fortaleza, mas não conseguiu retorno.
Fonte - Agência Brasil  17/09/2017

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Bancários completam um mês de greve com abraço simbólico na Caixa no Rio

Greve/Bancos

Os bancários deram um abraço simbólico no prédio, aos gritos de “A Caixa é nossa” e “Fora Temer”. O ato terminou ao som do Hino Nacional.De acordo com um dos integrantes do comando de greve, Otacílio Ramalho, funcionário da Caixa, a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 7% e abono de R$ 3 mil é insuficiente para repor as perdas da categoria.

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Para marcar os 30 dias da greve dos bancários, a categoria fez, na tarde de hoje (5), no Rio de Janeiro, um ato no Largo dos Bancários e seguiu em passeata até a sede da Caixa Econômica Federal, também na Avenida Rio Branco, a cerca de 500 metros do local. Os bancários deram um abraço simbólico no prédio, aos gritos de “A Caixa é nossa” e “Fora Temer”. O ato terminou ao som do Hino Nacional.
De acordo com um dos integrantes do comando de greve, Otacílio Ramalho, funcionário da Caixa, a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 7% e abono de R$ 3 mil é insuficiente para repor as perdas da categoria.
“A proposta que eles fizeram foi 7% de reajuste com abono de R$ 3 mil, o que é absolutamente insuficiente. Só a inflação no último período foi de 9,62%. Além disso, o lucro dos bancos no primeiro semestre foi de R$ 30 milhões, só os cinco maiores bancos do país. Eles agora estão querendo fazer um acordo de dois anos, ou seja, não querem que os bancários lutem no ano que vem para enfrentar toda sorte de ataques contra a gente”.
Ramalho classificou o dia de hoje como “histórico” para a mobilização, pois, segundo ele, 90% dos funcionários da Caixa no Rio de Janeiro aderiram à greve. “Há um ataque profundo que está sendo feito, não só com a exigência das metas, que são absurdas, colocadas para as agências cumprirem. A empresa também mudou o normativo interno de recursos humanos, RH 184, que retira direitos antigos que a gente tinha, como a incorporação da função depois de 10 anos de trabalho, a retirada à revelia, sem qualquer motivo", disse.
A pauta de reivindicação dos bancários inclui 9,62% de reajuste e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no limite de três salários mais o limite escalonado de acordo com as funções. “Estamos querendo na Caixa a reposição das perdas, que chega a 60% dos salários calculados desde a implantação do Plano Real. Revogação da medida RH 184, isonomia dos direitos dos bancários de bancos públicos. Os que entraram a partir de 1998 não têm os mesmos direitos dos mais antigos”, disse Ramalho.
A proposta mais recente da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) é do dia 28 de setembro, quando foi apresentado reajuste de 7% e um abono de R$ 3,5 mil, com aumento real de 0,5% para 2017.
De acordo com o funcionário da Caixa, uma reunião de negociação nacional com os bancos está marcada para o fim da tarde de hoje e, à noite, haverá outra reunião com a Caixa, quando deve ser apresentada nova proposta patronal. Se houver nova proposta, a categoria fará assembleia amanhã (6) para decidir os rumos da greve.
Fonte - Agência Brasil  05/10/2016

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Abraço simbólico no Palácio Arquiepiscopal apoia obra de restauração do espaço

Cultura

O Palácio Arquiepiscopal foi construído através de uma Carta Régia que autorizou a construção para ser uma residência para os arcebispos no Terreiro de Jesus, em 1705. As obras foram concluídas em 1715, ano em que o prédio foi inaugurado.

Tamirys Machado -TB
Foto: Reginaldo Ipê
Estudantes, representantes da ABI (Associação Bahiana de Imprensa) e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia promoveram um “abraçaço” ao redor do Palácio Arquiepiscopal, localizado na Praça da Sé, centro histórico da cidade. O abraço simbólico teve o objetivo de apoiar a obra de restauração do espaço, que vive em um processo de arruinamento, e chamar a atenção dos órgãos públicos e da sociedade sobre a importância do monumento para a história do estado.
O Palácio Arquiepiscopal foi construído através de uma Carta Régia que autorizou a construção para ser uma residência para os arcebispos no Terreiro de Jesus, em 1705. As obras foram concluídas em 1715, ano em que o prédio foi inaugurado. Desde 1928 o prédio foi tombado pelo IPHAN, (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e integra um dos pontos mais bem visitados da capital. O monumento faz parte da arquitetura religiosa do país, fundado no século XVIII e completa 300 anos em 2015.
Fechado há aproximadamente 10 anos, O IPHAN, responsável pelo local, está com o projeto de restauração do prédio em andamento. Conforme a Arquidiocese, que é a proprietária, houve diversas tentativas de buscar a revitalização do prédio, mas sempre encontrou dificuldades na obtenção dos recursos. O Arcebispo da Igreja Católica Dom Murilo Krieger, informou que a metade da recuperação será feita através do BNDES e a outra parte será obtida com recursos privados.
Idealizadora do ato simbólico, a administradora, Alba Pinto de Aguiar, neta do professor Pinto de Aguiar, contou sobre como surgiu a ideia do “abraçaço”. “Sou uma frequentadora do Instituto Geográfico e Histórico e fiquei sabendo que o órgão, juntamente com a ABI, estava discutindo e debatendo a necessidade de uma reforma nesse prédio, que foi sede da primeira igreja do Brasil. A partir daí surgiu a ideia de fazer um abraço simbólico para chamar a atenção da sociedade de que deve ser restaurado logo”, ressaltou. 

Reforma
O Presidente da Associação Baiana de Imprensa, Walter Pinheiro, explicou como ficaria o Palácio após a reforma. “Com a reforma esse patrimônio passaria a ter uma área de museu, de exposição, auditório para debates e uma sala para questões administrativas da própria Arquidiocese. E evidentemente é uma recuperação do patrimônio histórico, um dos mais importantes que temos que se encontra na Praça da Sé, a vista de todos, e valoriza demais Salvador”, afirmou o presidente. “O movimento de hoje foi ideia de Alba Pinto de Aguiar, justamente para gerar um fato público, contribuir para que o IPHAN dê continuidade no processo e a verba apareça. A ABI tem lutado para que isso aconteça. O objetivo é tornar o Palácio útil para a comunidade”, disse.
Walter Pinheiro pontuou ainda que essa situação prejudica a imagem da Bahia. “É péssimo para a imagem do nosso estado, pois todos os turistas passam por aqui, inclusive ele tem um Brasão que veio da Europa. É um prédio bonito, bem localizado e só faz valorizar o espaço público”, concluiu.
Estudantes do Centro Educacional Piaget, de Dias D’Ávila participaram do ato simbólico e comentaram sobre a importância da ação. “Hoje tivemos uma aula prática e foi importante porque conhecemos a história da nossa capital em um período colonial. Essa iniciativa do abraço simbólico é muito boa, pois temos que preservar um bem histórico como este, a nossa cultura e nossas raízes”, disse o estudante Leôncio Pimenta.
A professora de história do Piaget, Jamile Gomes, pontuou a importância de abraçar essa causa. “Quando soube do movimento levei isso para os nossos alunos. É importante porque a aula de campo possibilita o contato direto com as fontes históricas e desperta a credulidade dos estudantes”, colocou a pedagoga.
O comerciante Mestre Gajé, que vende Berimbau e peças tradicionais da Bahia, comemorou a iniciativa. “É importante que recuperem esse espaço, porque os turistas vêm aqui e perguntam o porquê de estar fechado. As pessoas querem conhecer o lugar que faz parte da nossa história”, afirmou. A presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Consuelo Pondé, mostrou indignação sobre o abandono do espaço. “É a bandeira do Instituto e da ABI e, estamos empolgados com a recuperação desse prédio que é o único no Brasil, no gênero. Não é possível que agente cruze os braços e veja esse prédio se deteriorar. Isso é um abandono, descaso, desinteresse, infelizmente a marca da Bahia”, disse.

Risco
O doutor em Ciência da Restauração e professor do Programa de Arquitetura e Urbanismo da UFBA, Mário Mendonça, alertou para o risco de desabamento do espaço. “Já houve diversos desabamentos nessa encosta, pois pilares frágeis e fundações deterioradas podem descer e desabar, como já aconteceu em outros lugares. A parede não é firme, não é rocha, dilui e o imóvel corre o risco de desabar”, explicou.
O Diretor de Cultura da ABI, Luiz Tavares ressaltou a importância de preservar o patrimônio. “É necessário que essa obra se inicie logo porque os pilares posteriores estão enfraquecidos e o movimento da terra na encosta pode resultar em um acidente de proporções inimagináveis e um prejuízo para a cultura mundial, pois isso aqui é patrimônio do mundo. Defender isso é defender um bem que pertence a humanidade”, enfatizou.
Fonte - Tribuna da Bahia  14/08/2014