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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Ônibus em São Paulo receberão cartões de débito, crédito e pré-pago

Notícias  🚌

O projeto-piloto de modernização dos meios de pagamento da tarifa será realizado em 200 veículos, de 12 linhas, que atendem cerca de 2,9 milhões de passageiros por mês. A escolha das linhas foi feita com o objetivo de atender a todas as regiões da cidade, além de terminais, estações de metrô e avenidas com grande fluxo de turistas.

Por Ludmilla Souza
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A partir da próxima segunda-feira (16), os paulistanos poderão pagar suas viagens de ônibus com cartão de crédito, débito e pré-pago, que tenham a tecnologia de pagamento por aproximação (NFC - sigla em inglês para Near Field Communication). Também serão aceitos os dispositivos móveis que tenham a tecnologia NFC (pulseira, adesivo ou tag de relógio) e pagamento por celular. Inicialmente, o sistema aceitará as bandeiras Mastercard, Visa e Elo.
O projeto-piloto de modernização dos meios de pagamento da tarifa será realizado em 200 veículos, de 12 linhas, que atendem cerca de 2,9 milhões de passageiros por mês. A escolha das linhas foi feita com o objetivo de atender a todas as regiões da cidade, além de terminais, estações de metrô e avenidas com grande fluxo de turistas.
O anúncio do projeto foi nesta quinta-feira (12) com a presença do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, acompanhando pelo secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, e do presidente da SPTrans, Paulo Cézar Shingai. Para o prefeito, o projeto será revolucionário. “Não tenho a menor dúvida de que vai ajudar a revolucionar o sistema da cidade de São Paulo”.
A operação é semelhante à realizada com o bilhete único, bastando aproximar os cartões ou os aparelhos do leitor próximo ao validador da catraca. As máquinas presentes nos coletivos do projeto-piloto estão adaptadas para ler esses novos meios de pagamento. A tarifa também é a mesma, de R$4,30, no entanto, o usuário não poderá fazer a integração gratuita, um direito de quem usa o bilhete único.
Segundo o secretário de Mobilidade e Transportes, o objetivo é substituir os pagamentos feitos com dinheiro. “Esse sistema está vindo para substituir o pagamento em dinheiro, para a pessoa ou para o turista, que, ao invés de comprar o bilhete único, vai pagar com cartão”.
Segundo a prefeitura, o novo meio de pagamento é mais uma opção para trazer agilidade para paulistanos e visitantes em seus deslocamentos pela cidade, democratizando a alternativa para os cidadãos da capital e também para turistas brasileiros e estrangeiros, já que os cartões internacionais também serão aceitos. A prefeitura informou ainda que a implantação do projeto-piloto não teve custos para o município. “Isso será feito sem custo para a prefeitura ou SPTrans. É uma iniciativa das bandeiras”, informou o secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram.

Funcionamento
Os cartões de crédito ou débito tradicionais, apenas com tarja ou chip, não poderão ser usados. Funcionarão apenas aqueles que possuírem o NFC, assim como os celulares, que podem ser utilizados para pagar por meio do Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay. Esse tipo de pagamento é chamado de contactless, ou seja, sem contato, e conta com a adesão das bandeiras de cartões.

Cobradores
Questionado se o pagamento no cartão vai diminuir o número de cobradores nos ônibus, Covas disse que há tempos essa questão vem sendo discutida e que a porcentagem de pagamentos feitos em dinheiro não justifica. “Eu acho que não faz mais sentido hoje. Menos de 5% das passagens são pagas em dinheiro”, disse.
Ele disse ainda que a questão dos cobradores está em negociação para que a não haja demissão. “Reaproveitando esses servidores dentro das empresas. Desde já a gente vem defendo essa questão na cidade, e sou a favor dessa modernização”.
As 12 linhas participantes do projeto-piloto são: 675R/10 Grajaú - Metro Jabaquara; 715M/10 Jd. Maria Luiza - Lgo. da Pólvora; 807M/10 Term. Campo Limpo-Shop. Morumbi; 908T/10 Pq. D. Pedro.II-Butantã; 917M/10 Morro Grande-Metrô Ana Rosa; 917M/31 Morro Grande - Metrô Ana Rosa; 2002/10 Term. Bandeira - Term. Pq. D. Pedro II; 2590/10 União de Vl. Nova - Pq. D. Pedro II; 4031/10 Pq. Sta. Madalena - Metro Tamanduatei; 5129/10 Jd. Miriam - Term. Guarapiranga.
Fonte - Agência Brasil  12/09/2019

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Taxa de juros do cheque especial bate novo recorde: 321,1% ao ano

Economia

Neste ano, a taxa do cheque especial já subiu 34,1 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano.Outra taxa de juros alta é a do rotativo do cartão de crédito. Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais, com a taxa em 475,2% ao ano. Neste ano, essa taxa já subiu 43,8 pontos percentuais. 

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A taxa de juros do cheque especial subiu em agosto. De acordo com informações do Banco Central (BC), divulgados hoje (28), em Brasília, a taxa do cheque especial subiu 2,7 pontos percentuais, de julho para agosto, e chegou a 321,1% ao ano, estabelecendo novo recorde na série histórica do BC, iniciada em julho de 1994.
Neste ano, a taxa do cheque especial já subiu 34,1 pontos percentuais em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano.
Outra taxa de juros alta é a do rotativo do cartão de crédito. Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais, com a taxa em 475,2% ao ano. Neste ano, essa taxa já subiu 43,8 pontos percentuais. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão.

Compras pagas com juros

A taxa média das compras pagas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados, subiu 0,8 ponto percentual e ficou em 152,2% ao ano.
A taxa do crédito pessoal aumentou 0,1 ponto percentual para 132,3% ao ano. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) também subiu 0,1 ponto percentual para 29,3% ao ano.
A taxa média de juros cobrada das famílias caiu 0,1 ponto percentual, de julho para agosto, quando ficou em 71,9% ao ano.
A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou estável em 6,2%.
A taxa de inadimplência das empresas também ficou inalterada em 5,2%. A taxa média de juros - cobrada das pessoas jurídicas - ficou em 30,7% ao ano, alta de 0,3 ponto percentual em relação a julho.
Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

Crédito direcionado
No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa de juros para as pessoas físicas caiu 0,2 ponto percentual para 10,4% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 0,5 ponto percentual para 12,3% ao ano. A inadimplência das famílias ficou em 1,8% e das empresas subiu 0,2 ponto percentual para 1,3%.
De acordo com o Banco Central, o crédito não cresceu de julho para agosto. O saldo de todas as operações de crédito concedido pelos bancos ficou estável em R$ 3,115 trilhões.
Esse valor correspondeu a 51,1% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB) - ante o percentual de 51,5% registrado em julho deste ano. Em 12 meses encerrados em agosto, o saldo das operações de crédito caiu 0,6%.
Fonte - Agência Brasil  28/09/2016