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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Cidade de São Paulo recebe mais 15 ônibus elétricos da BYD

Transporte 🚌

Os modelos BYD D9W são 100% elétricos, movidos a bateria, e possuem área para cadeira de rodas, acessibilidade com rampa de acesso, piso baixo, Wi-Fi, USB e ar-condicionado e já estão equipados com a tecnologia NFC – pagamento da tarifa por meio dos cartões de débito ou crédito, smartphones ou smartwatches através das plataformas de pagamento digitais.

Future Transport
foto - divulgação/FutureTransport
Começaram a operar na cidade de São Paulo mais 15 ônibus elétricos da BYD, que circularão na linha 6030/10 Unisa-Campus1/Terminal Santo Amaro, da empresa Transwolff Transportes e Turismo.
Os modelos BYD D9W são 100% elétricos, movidos a bateria, e possuem área para cadeira de rodas, acessibilidade com rampa de acesso, piso baixo, Wi-Fi, USB e ar-condicionado e já estão equipados com a tecnologia NFC – pagamento da tarifa por meio dos cartões de débito ou crédito, smartphones ou smartwatches através das plataformas de pagamento digitais.
Os 15 ônibus elétricos BYD D9W, 3 com carroceria modelo Torino da Marcopolo e 12 com carroceria modelo Millennium da Caio Induscar, possuem 250 quilômetros de autonomia, o que permite que ele rode o dia inteiro, retornando para a garagem à noite, onde são recarregados. A recarga total se dá num período de aproximadamente três horas. A energia que será usada no abastecimento é limpa e virá de geração por meio de fazenda solar. O carregamento noturno torna a operação mais vantajosa, uma vez que o custo da energia elétrica neste período é mais baixo.
Com a entrada destes veículos em operação, a cidade de São Paulo tem a maior frota de ônibus elétricos do país.
De acordo com a BYD, cada ônibus elétrico em operação deixará de emitir 110 ton/ano de CO2 na atmosfera e toda a frota dos 15 ônibus vai preservar o equivalente a 12 mil árvores ao ano.
Os veículos são movidos a bateria de ferro-lítio, que em contato com o oxigênio não explode e não pega fogo. Além disso, após 15 anos de uso nos ônibus, a bateria poderá ser utilizada em sistemas de armazenamento de energia.

Chassis BYD D9W
O Chassis BYD D9W é utilizado para aplicação em carrocerias com até 13,2 metros de comprimento. Os dois motores de 150 KW juntos equivalem a 402 cavalos de potência e estão integrados às rodas do eixo traseiro, contando com um módulo de controle eletrônico de tração. A estrutura é constituída por materiais de alta resistência a torção e a flexão.
Os freios a disco regenerativos com sistema ABS nas rodas dianteiras e traseiras,proporcionam maior segurança e autonomia ao veículo. A energia cinética dá ao veículo a capacidade de reverter a energia nos momentos de frenagem, permitindo a realimentação dos sistemas de baterias. A suspensão pneumática integral proporciona conforto aos passageiros e ao motorista e o sistema de rebaixamento bilateral (ECAS) permite o ajoelhamento da suspensão, aumentando a comodidade e a segurança para embarque e desembarque dos passageiros. Também é possível elevar a altura da carroceria para transpor alguns obstáculos das vias públicas, através do sistema pneumático de suspensão.
Fonte - Future Transport  26/11/2019

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Ônibus em São Paulo receberão cartões de débito, crédito e pré-pago

Notícias  🚌

O projeto-piloto de modernização dos meios de pagamento da tarifa será realizado em 200 veículos, de 12 linhas, que atendem cerca de 2,9 milhões de passageiros por mês. A escolha das linhas foi feita com o objetivo de atender a todas as regiões da cidade, além de terminais, estações de metrô e avenidas com grande fluxo de turistas.

Por Ludmilla Souza
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A partir da próxima segunda-feira (16), os paulistanos poderão pagar suas viagens de ônibus com cartão de crédito, débito e pré-pago, que tenham a tecnologia de pagamento por aproximação (NFC - sigla em inglês para Near Field Communication). Também serão aceitos os dispositivos móveis que tenham a tecnologia NFC (pulseira, adesivo ou tag de relógio) e pagamento por celular. Inicialmente, o sistema aceitará as bandeiras Mastercard, Visa e Elo.
O projeto-piloto de modernização dos meios de pagamento da tarifa será realizado em 200 veículos, de 12 linhas, que atendem cerca de 2,9 milhões de passageiros por mês. A escolha das linhas foi feita com o objetivo de atender a todas as regiões da cidade, além de terminais, estações de metrô e avenidas com grande fluxo de turistas.
O anúncio do projeto foi nesta quinta-feira (12) com a presença do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, acompanhando pelo secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, e do presidente da SPTrans, Paulo Cézar Shingai. Para o prefeito, o projeto será revolucionário. “Não tenho a menor dúvida de que vai ajudar a revolucionar o sistema da cidade de São Paulo”.
A operação é semelhante à realizada com o bilhete único, bastando aproximar os cartões ou os aparelhos do leitor próximo ao validador da catraca. As máquinas presentes nos coletivos do projeto-piloto estão adaptadas para ler esses novos meios de pagamento. A tarifa também é a mesma, de R$4,30, no entanto, o usuário não poderá fazer a integração gratuita, um direito de quem usa o bilhete único.
Segundo o secretário de Mobilidade e Transportes, o objetivo é substituir os pagamentos feitos com dinheiro. “Esse sistema está vindo para substituir o pagamento em dinheiro, para a pessoa ou para o turista, que, ao invés de comprar o bilhete único, vai pagar com cartão”.
Segundo a prefeitura, o novo meio de pagamento é mais uma opção para trazer agilidade para paulistanos e visitantes em seus deslocamentos pela cidade, democratizando a alternativa para os cidadãos da capital e também para turistas brasileiros e estrangeiros, já que os cartões internacionais também serão aceitos. A prefeitura informou ainda que a implantação do projeto-piloto não teve custos para o município. “Isso será feito sem custo para a prefeitura ou SPTrans. É uma iniciativa das bandeiras”, informou o secretário de Mobilidade e Transportes, Edson Caram.

Funcionamento
Os cartões de crédito ou débito tradicionais, apenas com tarja ou chip, não poderão ser usados. Funcionarão apenas aqueles que possuírem o NFC, assim como os celulares, que podem ser utilizados para pagar por meio do Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay. Esse tipo de pagamento é chamado de contactless, ou seja, sem contato, e conta com a adesão das bandeiras de cartões.

Cobradores
Questionado se o pagamento no cartão vai diminuir o número de cobradores nos ônibus, Covas disse que há tempos essa questão vem sendo discutida e que a porcentagem de pagamentos feitos em dinheiro não justifica. “Eu acho que não faz mais sentido hoje. Menos de 5% das passagens são pagas em dinheiro”, disse.
Ele disse ainda que a questão dos cobradores está em negociação para que a não haja demissão. “Reaproveitando esses servidores dentro das empresas. Desde já a gente vem defendo essa questão na cidade, e sou a favor dessa modernização”.
As 12 linhas participantes do projeto-piloto são: 675R/10 Grajaú - Metro Jabaquara; 715M/10 Jd. Maria Luiza - Lgo. da Pólvora; 807M/10 Term. Campo Limpo-Shop. Morumbi; 908T/10 Pq. D. Pedro.II-Butantã; 917M/10 Morro Grande-Metrô Ana Rosa; 917M/31 Morro Grande - Metrô Ana Rosa; 2002/10 Term. Bandeira - Term. Pq. D. Pedro II; 2590/10 União de Vl. Nova - Pq. D. Pedro II; 4031/10 Pq. Sta. Madalena - Metro Tamanduatei; 5129/10 Jd. Miriam - Term. Guarapiranga.
Fonte - Agência Brasil  12/09/2019

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Novo edital premiará coletivos que transportarem mais passageiros em São Paulo

Mobilidade 

O objetivo seria estimular as empresas a criarem diferenciais de qualidade, despertando o interesse de quem não usa ônibus constantemente.

Caio Lobo - VT
foto - Lucas Chiconi
De acordo com reportagem do Estado, um dos pontos que estão no novo edital para o transporte público da cidade de São Paulo, é a premiação para os coletivos que transportarem mais passageiros, que seria o “índice de produtividade”. O prêmio seria pago quando a SPTrans detectar que a linha está transportando mais passageiros do que deveriam receber.
O objetivo seria estimular as empresas a criarem diferenciais de qualidade, despertando o interesse de quem não usa ônibus constantemente.
Essa produtividade seria redução de custos pois o coletivo levará mais passageiros numa mesma viagem. Segundo o secretário dos transportes, Jilmar Tatto, o pagamento só sera feito se outras condições forem cumpridas, como cumprimento de partidas.
Porém de acordo com a Secretaria dos Transportes, o aumento de passageiros deve ocorrer sem nenhuma interferência externa. Por exemplo: uma inauguração de uma faculdade no trajeto da linha. Com o aumento desta demanda, primeiramente o concessionário tem que aumentar a oferta de lugares.
Fonte - ViaTrolebus  03/11/2015

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O Trajeto dos ônibus em SP

Bus São Paulo - Foto Pregopontocom
(E Salvador... com os mesmos problemas)

Folha de S.Paulo
*José Luiz Portella Pereira
Quando se fala do tempo gasto pelas pessoas para chegarem ao trabalho, a ideia é apontar o trânsito como o grande culpado. Ele tem grande influência, mas não é o único responsável.
O trajeto dos ônibus em São Paulo é quase sempre irracional. (Leia-se em Salvador também) Feito para demorar mais do que seria necessário. São longos e tortuosos percursos, passando muitas vezes por ruas estreitas, aumentando o tempo da viagem. Pior ainda é que não se ligam a trem e metrô, de modo a otimizarem o deslocamento.
Bus Salvador -Foto Pregopontocom
O foco não está no deslocamento das pessoas, mas no melhor percurso para o ônibus.
Ninguém sai de casa para andar de metrô, de trem, de ônibus. O grande objetivo é chegar ao destino no menor tempo possível. Logo, o sistema de transporte deve ser pensado como um todo que se articule da melhor forma para realizar as viagens demandadas.
De onde partem as pessoas e para onde elas querem ir é o que importa. O sistema deve atender diretamente esses desejos. Deve adaptar-se a isso e não o contrário.
Linhas de ônibus que estão próximas de linhas de metrô ou de trem fazem voltas e voltas, percorrem um trajeto maior e acabam deixando as pessoas em estações mais sobrecarregadas do sistema sobre trilhos, como a estação Itaquera, do metrô, onde já existe um terminal bastante carregado.
Além do desconforto, o tempo de viagem aumenta, pois a concentração em determinadas estações aumenta o tempo de embarque. Quer dizer, além do trânsito em si, bastante carregado, acrescenta-se um trajeto mais longo.
A linha 213C (Itaim Paulista - Jd. Califórnia) é um exemplo.
Tratar cada modo de transporte separadamente é a origem dessas incoerências. Metrô, ônibus, carro, táxi, bicicleta fazem parte de um sistema só. Que, por isso, deve ser operado por um gestor apenas: a chamada Autoridade Metropolitana de Transporte.
Uma mudança nos trajetos dos ônibus diminuiria imediatamente o tempo gasto nas viagens. Acrescida de uma nova ligação planejada com o transporte sobre trilhos em estações sem concentração indevida, teria sucesso ainda maior.
O trânsito não irá mudar da noite para o dia. Tampouco os congestionamentos desaparecerão. Só um conjunto ousado de medidas diminuirá o comprimento das filas. Que em São Paulo podem ser reduzidas em 30%, em cerca de três anos.
Mas esse conjunto não necessita ser implantado simultaneamente. A mudança de trajeto dos ônibus pode ser implantada logo. Teria efeito benéfico imediato que quase todos iriam perceber rapidamente.
Algumas soluções estão mais próximas do que se pensa. Aplicá-las, além de melhorar a vida das pessoas, serviria de estímulo para acreditarmos que a cidade tem jeito.
*José Luiz Portella Pereira, 58, é engenheiro civil especializado em gerenciamento de projetos, orçamento público, transportes e tráfego. Foi secretário-executivo dos Ministérios do Esporte e dos Transportes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos e de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo e presidente da Fundação de Assistência ao Estudante. Formulou e implantou o Programa Alfabetização Solidária e implantou o 1º Programa Universidade Solidária.

Fonte - Revista Ferroviária 13/09/2012