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sábado, 14 de setembro de 2013

Rússia e Estados Unidos chegam a acordo sobre armas químicas na Síria

Internacional

Depois de três dias de conversações Lavrov e Kerry concordam com controle internacional e destruição do armamento

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia e o secretário de Estado americano, reunidos em Genebra, na Suíça, chegaram neste sábado, 14, a um acordo sobre pontos fundamentais da questão criada em torno da guerra civil na Síria. Serguei Lavrov e John Kerry, depois de três dias de negociações, concordam com a ideia da colocação das armas químicas da Síria sob o controle da comunidade internacional e com a destruição desse armamento em meados do próximo ano.

Nos últimos dias, Washington ameaçou fazer um ataque à Síria depois da divulgação de um suposto uso de armas químicas em 21 de agosto num subúrbio de Damasco. Os Estados Unidos atribuíram a guerra química ao Governo de Bashar al-Assad, e algumas potências ocidentais apoiaram a decisão do presidente americano, Barack Obama, de lançar mísseis sobre a Síria.Serguei Lavrov e John Kerry: Três dias de conversações em Genebra sobre a questão síria
O presidente russo, Vladimir Putin, porém, anunciou a firme posição da Rússia, contrária à intervenção militar, e exigiu que qualquer atitude contra a Síria fosse tomada por decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Conselho, contando com dois votos contra – os votos russo e chinês – não aprovou a ação militar. Além disso, Putin fez sérias advertências aos Estados Unidos, sobre o que a intervenção militar poderia acarretar em âmbito global, e o Presidente Obama pediu tempo à opinião pública mundial e ao Congresso dos Estados Unidos.
A grave crise política e institucional da Síria produziu conflitos que se estendem desde março de 2011 e já causaram a morte de mais de cem mil pessoas e a fuga de cerca de dois milhões de refugiados.
Fonte - Diário da Russia  14/09/2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Peritos da ONU não confirmam uso de armas químicas pelo governo sírio

Internacional

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília – A comissão de peritos da Organização das Nações Unidas (ONU), que esteve na Síria para investigar violações aos direitos humanos, relatou hoje (11) que governo e oposição cometeram crimes contra a humanidade e de guerra. No relatório, que abordou o período de 15 de maio a 15 de julho, não há a confirmação de uso de armas químicas, “principalmente pelas forças governamentais".
Antes da divulgação do documento, os Estados Unidos acusavam o governo do presidente Bashar Al Assad de ser responsável pelos ataques químicos. Há dois anos e meio, a Síria vive em clima de confrontos. Mais de 100 mil pessoas morreram e há uma série de denúncias de violações na região.
Porém, os peritos avisam que vão manter as investigações para verificar que produtos foram usados nos ataques químicos. "Baseado nos elementos de prova atualmente disponíveis, não foi possível chegar a uma conclusão quanto aos agentes químicos utilizados, o seu sistema de propagação ou os autores desses atos. As investigações prosseguem", diz o texto.
O relatório critica a ação tanto do governo quanto da oposição na Síria. "As forças governamentais continuam os ataques em larga escala contra as populações civis, cometendo mortes, torturas, violações e desaparecimentos forçados, considerados crimes contra a humanidade", acrescenta o texto da comissão.
Liderada pelo jurista brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, a comissão denuncia igualmente que "as forças antigovernamentais [de oposição] cometeram crimes de guerra, mortes, execuções sumárias, torturas e sequestros". Segundo os peritos, as forças de Assad recuperaram nos últimos meses o controlo de zonas cruciais na Síria.
A divulgação do relatório ocorre às vésperas da reunião de integrantes dos governos dos Estados Unidos e da Rússia, em Genebra (Suíça), para tentar um acordo sobre o acesso às armas químicas por parte da comunidade civil.
Fonte - Agência Brasil  11/09/2013

sábado, 31 de agosto de 2013

A SÍRIA, PUTIM - OBAMA

Obama diz que EUA estão prontos para ação militar na Síria, mas quer ouvir Congresso


Kelly Oliveira e Marcelo Brandão
EBC
Obama diz que EUA estão prontos para ação militar na Síria, mas quer ouvir Congresso
EBC
Brasília – Os Estados Unidos estão prontos para uma intervenção militar na Síria, declarou hoje (31) o presidente norte-americano Barack Obama, em pronunciamento na Casa Branca. Obama ressaltou, porém, que vai pedir o aval do Congresso americano, que está em recesso até 9 de setembro.
O presidente disse que não espera a concordância de todos os países com a ação militar na Síria, mas pediu que aqueles que estiverem de acordo declarem isso publicamente. Ele afirmou que tomará a decisão mesmo sem aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo o chefe do governo americano, o governo sírio cometeu violência contra a dignidade humana e fere a segurança dos Estados Unidos, uma vez que pode estimular o uso de armas químicas e proliferação de grupos terroristas. Obama reforçou que considera o governo sírio responsável pelo ataque ao próprio povo. Ele destacou que os Estados Unidos têm de que agir diante desse ato na Síria, que, conforme relatos de serviços secretos americanos, provocou a morte de mais de mil pessoas, entre elas crianças.
A oposição e países ocidentais acusam o regime de Bashar Al Assad de ter usado gás tóxico no ataque do dia 21 deste mês, nos arredores de Damasco, capital síria. O governo sírio rejeita as acusações e atribui a responsabilidade pelo ataque aos rebeldes.
O conflito na Síria já fez, desde março de 2011, mais de 100 mil mortos e levou o país a ser suspenso dos trabalhos da Liga Árabe.


Ataque à Síria: Putin pede a Obama que pense como Nobel da Paz


Agência Lusa
foto - ilustração
Moscou – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu hoje (31) ao presidente norte-americano, Barack Obama, que, como ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2009, pense nas vítimas de um eventual ataque à Síria.
“Dirijo-me a Obama como Prêmio Nobel da Paz: antes de usar a força na Síria, há que pensar nas futuras vítimas”, disse Putin, citado pelas agências russas de notícias.
Para ele, as acusações de Washington de que o governo de Bashar Al Assad usou armas químicas na Síria são “uma estupidez de metro e meio”. Aliado à Rússia, Putin disse que é necessário apresentar provas: “Se há provas sobre o uso de armas químicas, devem ser apresentadas. Se não se apresentam, é porque não existem.”
Barack Obama afirmou ontem (30) que ainda não tomou uma “decisão final” sobre um eventual ataque à Síria, mas admitiu uma ação “limitada” dos Estados Unidos contra o regime de Bashar Al Assad pelo uso de armas químicas.
Fonte - EBC 31/08/2013