UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador Euro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Euro. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de janeiro de 2017

Euro completa 15 anos em circulação em meio a contestações

Internacional €

Hoje adotada por 19 dos 28 países do bloco, a moeda vive talvez seu momento mais delicado, com a dificuldade da UE em retomar o vigor econômico e o avanço de forças populistas que pedem o retorno às moedas nacionais.

Da Ansa Brasil
Arquivo/Agência Brasil
O primeiro dia de 2017 marca o aniversário de 15 anos da entrada em circulação do euro, moeda criada pela União Europeia (UE) para integrar a economia de seus Estados-membros.
Hoje adotada por 19 dos 28 países do bloco, a moeda vive talvez seu momento mais delicado, com a dificuldade da UE em retomar o vigor econômico e o avanço de forças populistas que pedem o retorno às moedas nacionais.
É o caso da Itália, onde seu maior partido de oposição, o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), tem como proposta a realização de um plebiscito para a saída do país da zona do euro, voltando à lira. Desde que a moeda europeia foi implantada, os italianos viram o aumento dos preços de diversos produtos e serviços, como café, contas de luz e gás, gasolina, cinema, aspirina e até do Big Mac. As informações são da Agência Ansa
No entanto, outros bens ficaram mais baratos para os cidadãos, como telefones e máquinas fotográficas. Ainda assim, pessoas descontentes com os rumos da economia da Itália apontam o euro como principal motivo para a redução de seu poder de compra, agravada pela crise financeira iniciada em 2008 - da qual o país ainda patina para sair.
A divisa europeia foi introduzida em 1º de janeiro de 1999, mas durante três anos funcionou apenas virtualmente, ou seja, nas operações que não envolviam notas ou moedas e para fins de contabilidade. No início de 2002, o euro passou a circular sob a forma de cédula e desde então vem se expandindo dentro do bloco.
O último país a adotar a moeda comum foi a Lituânia, em 1º de janeiro de 2015, e até o momento nenhuma nação deixou de usá-la. Quem mais se aproximou disso foi a Grécia, que estava à beira de dar um calote em credores internacionais e recebeu um novo pacote de ajuda da UE.
Fonte - Agência Brasil  01/01/2017

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Estímulo monetário na Europa ajudará o Brasil no médio prazo, dizem economistas

Economia

Até setembro de 2016, o BCE injetará 60 bilhões de euros por mês nos países da União Europeia que adotam o euro como moeda. No total, a ajuda chegará a 1,1 trilhão de euros em um ano e nove meses. O BCE também decidiu manter os juros básicos em 0,05% ao ano, no nível mais baixo da história, para combater a deflação.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Europa - O estímulo monetário anunciado hoje (22) pelo Banco Central Europeu (BCE) terá reflexos positivos em países emergentes como o Brasil, dizem economistas. A ajuda, no entanto, só chegará no médio prazo, apenas quando os efeitos da injeção de dinheiro na zona do euro se consolidarem e começarem a ser sentidos.
Até setembro de 2016, o BCE injetará 60 bilhões de euros por mês nos países da União Europeia que adotam o euro como moeda. No total, a ajuda chegará a 1,1 trilhão de euros em um ano e nove meses. O BCE também decidiu manter os juros básicos em 0,05% ao ano, no nível mais baixo da história, para combater a deflação.
O mecanismo da ajuda é semelhante ao do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), que injetou US$ 3,7 trilhões entre 2008 e 2014 para ajudar a maior economia do planeta a se recuperar da crise. Por meio do estímulo monetário, os bancos centrais emitem dinheiro para comprar títulos públicos de instituições financeiras. A injeção de dinheiro no mercado ajuda a manter os juros baixos e impulsiona os bancos a emprestar mais, ampliando o consumo e o investimento.
Apesar de o objetivo da medida ser a recuperação da economia europeia, o economista-chefe da consultoria Austin Rating, Alex Agostini, diz que o Brasil e os demais países emergentes serão beneficiados pelo estímulo monetário. Segundo ele, os primeiros efeitos já podem ser sentidos no mercado financeiro.
“O estímulo monetário na zona do euro vai proporcionar maior fluxo de capital disponível para os países emergentes no mercado global, reduzindo o custo dos financiamentos e facilitando a entrada de recursos no Brasil e em outros países emergentes”, destaca Agostini. “O mercado cambial fornece um termômetro simples. O euro caiu abaixo de R$ 3, e o dólar ficou abaixo de R$ 2,60 logo após o anúncio da medida”, acrescenta.
Os efeitos na economia real dos países emergentes, no entanto, levarão algum tempo para serem sentidos. Caso o estímulo monetário dê certo, a recuperação dos países da zona do euro pode estimular as exportações para o bloco econômico, melhorando o saldo comercial do Brasil com a região.
Apesar das perspectivas promissoras para o comércio exterior, Agostini alega que os efeitos vão demorar um pouco. “A compra de títulos públicos é o início de um processo. Somente quando houver efeito mais consistente do estímulo monetário na economia real da União Europeia, eles vão consumir mais. Por enquanto, o anúncio do Banco Central Europeu mexe mais com as perspectivas futuras de forma positiva”, explica.
O professor Márcio Salviato, coordenador do curso de economia do Ibmec, acredita que os efeitos sobre a balança comercial serão limitados. Para ele, o efeito positivo se concentrará nos setores da economia com maior abertura comercial com a União Europeia. “É importante lembrar que a União Europeia está perdendo espaço nas exportações brasileiras e não é um grande parceiro do Brasil. Os Estados Unidos e a Rússia hoje têm perspectivas mais promissoras que a zona do euro em relação ao comércio exterior”, declara.
Fonte - Agência Brasil  22/01/2015