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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Analista aponta orquestração da mídia contra governos da América Latina

Política

Denúncias sobre uma orquestração midiática contra governos de esquerda na América Latina têm aumentado nos últimos anos, especialmente em relação ao Brasil, Venezuela, Bolívia e em menor grau ao Equador. Da mesma forma, muitos desses críticos têm apontado uma mudança de postura quanto à Argentina, logo após a posse do presidente Maurício Macri, que encerrou 13 anos de governos kirchneristas.

Sputnik
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O presidente da Bolívia, Evo Morales, se mostrou esperançoso de que os votos das populações indígenas do interior possam reverter a indicação de vitória dos contrários à reforma da Constituição, o que lhe possibilitaria exercer um novo mandato. Com quase 80% das urnas apuradas, os contrários chegavam a 54%, contra 46% dos favoráveis.
Quase 6,5 milhões de bolivianos votaram no país no domingo e outros 300 mil no exterior. Na segunda-feira, Morales disse que respeitaria os resultados do referendo de domingo, sejam quais forem. Se perder no plebiscito, será a primeira derrota do presidente boliviano nas urnas em 10 anos, o que o obrigaria a passar o cargo para um sucessor após a eleição em 2019, quando finalizar o terceiro mandato.
Embora fiscalizada de perto por várias organizações latino-americanas que validaram a transparência da consulta, vários analistas têm denunciado uma constante campanha da mídia contra o governo.
Em entrevista à Telesur, TV estatal da Venezuela, o analista político Juan Manuel Karg afirmou que a campanha de desinformação na Bolívia, em relação à consulta, foi coordenada pela direita latino-americana para obter uma terceira vitória sobre os governos progressistas da região. Segundo ele, a campanha contra o governo e a figura de Evo Morales afetou o referendo.
Denúncias sobre uma orquestração midiática contra governos de esquerda na América Latina têm aumentado nos últimos anos, especialmente em relação ao Brasil, Venezuela, Bolívia e em menor grau ao Equador. Da mesma forma, muitos desses críticos têm apontado uma mudança de postura quanto à Argentina, logo após a posse do presidente Maurício Macri, que encerrou 13 anos de governos kirchneristas.
O coordenador da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Caio Manhanelli, diz que, embora não se possa dizer que existe uma campanha efetiva e oficial contra esses países, o fato é que eles “sofrem em decorrência de um sistema que está falindo agora, que é o capitalismo.”
“Há possibilidade de visualizar esse tipo de orquestração, se a gente usar o viés correto. Existe sim uma tendência mais à direita ideologicamente rechaçando algumas atitudes mais preservacionistas, nacionalistas de governos que são de esquerda. Não existe isso declarado, um ator para isso, embora alguns presidentes de esquerda até ajudem bastante as críticas. Maduro é um exemplo bem claro.”
Segundo Manhanelli, o Ocidente pensa de uma forma pautada em três valores que são os valores franceses de liberdade, igualdade e fraternidade, e os direitos humanos vêm pautados em cima disso.
“O que vem daí é uma construção ideológica sem ator, porque os Estados vão se solidificando em relação aos direitos. Tanto a esquerda quanto a direita debatem em cima disso, pautadas no mesmo argumento que são os direitos da humanidade que devem ser preservados. Obviamente o que vem contra isso vai ser rechaçado, e a direita vai usar esse mesmo tipo de motor conforme sua conveniência.”
Manhanelli garante existir um interesse financeiro por trás das críticas a esses governos.
“O que se vê hoje é a mídia operando segundo alguns valores, e ela já opera sozinha. Não precisa de ninguém falando qual é a agenda, que já é introjetada, baseada nos valores dessa sociedade neoliberal. Isso é uma coisa normal nos Estados Unidos, onde se sabe quem é a mídia liberal e quem é a democrata. Esse é um princípio que todos temos assimilado de certa forma.”
Segundo o especialista, tal comportamento pode ser visto em todos os tipos de mídia na América Latina.

“No Brasil você vê as grandes emissoras, principalmente a que tem mais credibilidade, oscilando bastante. É óbvio que há uma seleção de pautas, e isso ficou muito claro em alguns trabalhos acadêmicos. Realmente a Globo é a emissora que menos opina, mas é a que tem a maior seleção do que vai para a tela. Você não precisa manipular emitindo opinião, pode manipular não emitindo outro tipo de notícia.”

Manhanelli diz que quem pauta essa mídia são os grupos que têm interesse em grandes negócios e não na preservação de políticas de preservação nacional.

“A mídia trabalha para desestruturar isso desde a época da colonização. Os países centrais se preservam, mas os periféricos não, e aqueles que tentam seguir uma cartilha social-democrata mais preservacionista acabam sendo rechaçados por interesses econômicos que pautam a própria mídia. Quem são os porta-vozes desses interesses? Quem recebe verba de publicidade e quem vende informação nesses grupos midiáticos.”
Fonte - Sputnik  23/02/2016

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Empresários decidem recorrer à Justiça contra o reajuste do IPTU em Salvador

IPTU de Salvador

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (7/2), durante reunião organizada pelo Fórum Regional Permanente de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado da Bahia, no auditório da secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, contando com a participação do secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia....

TB
A reunião se deu no auditório da secretaria
 da Indústria, Comércio e Mineração
A Federação das Associações das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado da Bahia (FEMICRO) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) vão entrar com ação contra a cobrança do IPTU em Salvador.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (7/2), durante reunião organizada pelo Fórum Regional Permanente de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado da Bahia, no auditório da secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, contando com a participação do secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia.
Durante o encontro, os micro e pequenos empresários foram unânimes em criticar o aumento do IPTU de Salvador, que teve uma acréscimo abrupto, em especial para o segmento empresarial. Segundo Correia, as queixas estão se acumulando cada vez mais, os empresários estão defendendo a sobrevivência de seus negócios na cidade e temem que os valores do imposto possam inibir novos investimentos privados em Salvador.
O secretário lembrou que as micro e pequenas representam 95% das empresas nos segmentos de comércio e serviços. ?Não é choro da elite nem dos ricos, como o prefeito de Salvador quer caracterizar. O IPTU de 2014 é abusivo. Basta ver um dos imóveis sob a tutela do Governo do Estado, que é a Ceasa da CIA/Aeroporto. O imposto subiu de R$ 598 mil para R$ 7,7 milhões, uma elevação de mais de 1.200%?, afirmou Correia.
Presente à reunião na Secretaria da Indústria e Comércio, o presidente da Associação Baiana de Supermercados, Teobaldo Costa, disse que os empresários não estão contra o aumento do IPTU, mas precisam que o mesmo seja revisto. ?Entendemos que a Prefeitura precisa de orçamento para investir na cidade e achamos justo usar recursos do IPTU, mas um aumento de 300% é abusivo e impraticável quando feito de uma vez só?, disse.
Segundo o presidente do Sindicato de Panificação e Confeitaria de Salvador, Mário Pithon, o aumento do IPTU se mostra absurdo uma vez que tornou-se injusto para quem efetivamente já paga imposto na cidade. ?A Prefeitura diz que o imposto ficou 18 anos sem progressão, mas não é justo que paguemos por isso de uma só vez. Com certeza existe uma outra forma de fazer isso sendo lesar parte da população e, principalmente, a cadeia produtiva da cidade, que gera milhares de empregos?, afirmou.
Fonte - Tribuna da Bahia  07/02/2014

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Ato público contra ação policial na 'cracolândia' hoje em São Paulo

Política

Concentração será em frente a Secretaria Estadual de Segurança Pública, a partir das 15h. Para organizador, houve tentativa de boicote a programa da prefeitura

© JF DIÓRIO/AE
Ação desmedida do Denarc contra dependentes químicos será tema de protesto público na tarde desta sexta-feira

Gisele Brito, da RBA
São Paulo – Um ato em repúdio a ação da polícia civil na tarde de hoje (24), na região conhecida como "cracolândia", na Luz, centro de São Paulo, está sendo chamado via Facebook. A concentração deve ocorrer a partir das 15h, na frente da Secretaria Estadual de Segurança Pública, na rua Líbero Badaró, no centro. Até as 9h da manhã, cerca 1,8 mil pessoas já haviam confirmado presença. Mais de 54 mil haviam sido convidadas.
Na descrição do evento, o organizador afirma que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) "resolveu boicotar o projeto do prefeito de ação na cracolândia". O organizador do evento classifica a ação da polícia como “sórdida, suja e baixa”, e afirma que a ideia do governador é “de invadir os hotéis onde se hospedaram os usuários atendidos pelo programa municipal”.
Sem comunicar a prefeitura de São Paulo, a Polícia Civil foi à região do centro da capital conhecida como “cracolândia” reprimir dependentes químicos justamente no momento em que a gestão municipal de Fernando Haddad (PT) realiza um programa social com essa população. Agentes do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) acuaram pessoas que estavam na Rua Barão de Piracicaba.
A operação foi realizada pouco mais de uma semana depois do início do Programa Braços Abertos, da administração Haddad, que buscava alterar o paradigma com que se enxergam os dependentes que residem na cracolândia. Haddad classificou a ação como lamentável. Ele ainda afirmou que o programa está mantido e que comunicou ao governador sua indignação.
Para o secretário da Coordenação das Subprefeituras, Chico Macena, a ação pode comprometer o programa, cujo sucesso até agora foi conquistado graças ao diálogo e a confiança obtidos junto a usuários de drogas que frequentam a região.
A operação era bem avaliada pela gestão Haddad, que esperava mais dificuldades do que as surgidas até agora, e diariamente os secretários responsáveis pelo trabalho têm feito vistorias.
A primeira fase da operação consistiu na desmontagem dos barracos usados como moradia nas ruas Dino Bueno e Helvétia. Em seguida os moradores foram encaminhados a hotéis alugados pela prefeitura naquela região.
Fonte - Rede Brasil Atual  24/01/2014

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

ONU volta a pedir o fim do embargo a Cuba

Internacional

Apenas Estados Unidos e Israel foram contrários

DR 
foto - ilustração
A Assembleia Geral da ONU renovou pelo 22º ano consecutivo o pedido aos Estados Unidos para pôr fim ao embargo a Cuba. A resolução solicitando o encerramento das sanções foi aprovada por 188 países, tendo a negativa norte-americana e de Israel e as abstenções de Palau, Micronésias e Ilhas Marshall.
O fim do embargo é defendido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A agência da ONU destaca que as sanções refletem na área social e na economia de Cuba. Da mesma forma, a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) destaca que as sanções dificultam a modernização e as mudanças cubanas.
A Cepal avalia que, em 2012, os Estados Unidos não fizeram qualquer esforço para diminuir o impacto do bloqueio. Os danos acumulados desde 1962, ano em que foi decretado o embargo, são calculados em US$ 1 bilhão.
Fonte  -Diário da Russia  30/10/2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Síria: pesquisa aponta que norte-americanos não querem ataque

Internacional

Portal EBC
foto ilustração - público
A maioria dos cidadãos dos Estados Unidos é contra os planos do presidente Barack Obama para
realizar ataques aéreos contra a Síria. Segundo pesquisa divulgada pelo jornal Washington Post e a emissora ABC, 59% dos entrevistados rechaçam a operação bélica; contra 36% que apoiam a atitude.
Quando perguntados se os Estados Unidos devem intervir na Síria junto com o Reino Unido e a França, a porcentagem de oposição cai para 51% e a de apoio sobe para 46%.
Os números mostram ainda que cerca de sete em cada 10 cidadãos norte-americanos consideram que Washington e seus aliados não devem fornecer armas letais aos grupos armados que tentam derrotar o governo de Assad. Outro dado revelado é que 60% dos entrevistados defendem que a Casa Branca precisa de apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) antes de intervir.
A pesquisa foi feita por telefone de 28 de agosto a 1 de setembro deste ano. Foram consultados 1.012 adultos por celular e telefone fixo. A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos.
* Com informações da Prensa Latina e Agência Lusa
Fonte - EBC  04/09/2013