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quarta-feira, 19 de maio de 2021

‘Ondas de calor estão se tornando mais letais’, alerta pesquisador

Clima/Meio ambiente  🌞

“À medida que o planeta aquece, mais teremos extremos de calor”, afirmou Rahmstorf, considerado um dos cientistas do clima mais influentes do mundo. Estudo feito pela equipe do instituto de pesquisa alemão, em colaboração com colegas da Espanha, já apontava, em 2013, que os extremos mensais de temperatura tornaram-se muito mais frequentes em todo o mundo.

Revista Amazônia
foto - ilustração/twiter
Devido ao aquecimento global, as ondas de calor recordes aumentaram cinco vezes nas últimas décadas e se tornaram um dos desastres naturais mais mortais, com letalidade comparável à de pandemias. O número de 70 mil mortes na França causadas pela onda de calor que assolou a Europa no verão de 2003, por exemplo, só foi superado no ano passado pelo gerado pela pandemia de COVID-19, que vitimou quase 130 mil franceses entre o início de março e o final de abril de 2020. O pico de óbitos causados pelo calor extremo na França naquele ano, contudo, foi superior ao registrado na primeira onda de infecção pelo SARS-CoV-2. Entre março e abril de 2020, o número de mortes diárias causadas pela doença chegou a 2.691 no país europeu. Já em agosto de 2003, mais de 3 mil franceses morreram em um único dia em razão da onda de calor recorde, cuja duração, porém, foi menor que a da pandemia de COVID-19, de pouco mais de três semanas, comparou Stefan Rahmstorf, pesquisador do Instituto Potsdam de Pesquisa dos Impactos do Clima, durante palestra no primeiro dia do 9º Diálogo Brasil-Alemanha sobre Ciência, Pesquisa e Inovação, “Cities and Climate – The Multi-level Governance Challenge”, que a FAPESP e o Centro Alemão de Ciência e Inovação (DWIH) São Paulo realizam de forma virtual até amanhã (20/05). “À medida que o planeta aquece, mais teremos extremos de calor”, afirmou Rahmstorf, considerado um dos cientistas do clima mais influentes do mundo. Estudo feito pela equipe do instituto de pesquisa alemão, em colaboração com colegas da Espanha, já apontava, em 2013, que os extremos mensais de temperatura tornaram-se muito mais frequentes em todo o mundo. Em média, há agora cinco vezes mais meses quentes recordes em todo o mundo do que se poderia esperar sem o aquecimento global de longo prazo. Em partes da Europa, África e no sul da Ásia, o número de registros mensais aumentou por um fator de até dez, e 80% não teriam ocorrido sem a influência humana no clima, apontaram os pesquisadores em artigo publicado na revista Climatic Change. “Os recordes de calor têm sido quebrados constantemente. Os verões mais quentes na Europa desde 1500 foram, na ordem decrescente, em 2018, 2010, 2003, 2016 e 2002”, afirmou Rahmstorf. Já na região central da América Central, o último recorde de temperatura foi registrado em outubro de 2020, indicou estudo feito por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres (Cemaden), cujos resultados foram submetidos para publicação. “A onda de calor afetou tanto pequenas como grandes cidades nessa região”, afirmou José Marengo, pesquisador do Cemaden e coordenador do projeto. Segundo Rahmstorf, atualmente, o número de dias de calor nas áreas urbanas das cidades é duas vezes maior do que nas áreas rurais próximas. No futuro, entre 2081 e 2100, no cenário mais pessimista de emissões de gases de efeito estufa esboçado no quinto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a quantidade de dias muito quentes pode aumentar em até dez vezes também nas cidades, causando maior número de mortes em diversos países, incluindo o Brasil. Ainda de acordo com o IPCC, duas vezes mais megacidades apresentam probabilidade de sofrer estresse térmico com um aumento de 1,5 ºC na temperatura do planeta, o que exporia mais de 350 milhões de pessoas ao risco de morte por calor excessivo até 2050. “Para conseguir limitar o aumento da temperatura média global abaixo de 2 ºC e perseguir a meta de mantê-la em 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais, como estabelecido no Acordo de Paris, será preciso promover transições rápidas e de longo alcance em setores de infraestrutura urbana, o que inclui transporte, construção e também sistemas industriais. Isso exigirá ações no contexto das cidades”, avaliou Thelma Krug, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e vice-presidente do IPCC. Essas ações no nível das cidades não poderão ser apenas ajustes ou melhorias em alguns setores porque o tipo de mudanças que têm sido imposto pela ameaça climática precisa ser encarado como transformação, ponderou Marc Wolfram, pesquisador do Leibniz Institute of Ecological Urban and Regional Development. “A mudança deve ser realmente holística e abranger não só dimensões sociais, mas também culturais, econômicas e ecológicas. Isso significa que devemos nos perguntar o que isso implica em termos de estratégias que planejamos, se podemos responder de maneira semelhante a outros problemas no passado ou se precisamos de novas abordagens e como seria uma mudança urbana radical”, afirmou Wolfram.

Cooperação Brasil-Alemanha
Um dos objetivos do 9º Diálogo Brasil-Alemanha é fomentar a cooperação em pesquisa entre Brasil e Alemanha na área de cidades e clima, bem como na busca de soluções. “Se por um lado as cidades estão implicadas na geração das mudanças climáticas, por outro também sofrem as consequências das alterações no clima. Por isso, é preciso torná-las mais resilientes”, avaliou Marco Zago, presidente da FAPESP, durante a abertura do evento. “Nunca houve um tema dessa série de eventos com maior impacto na vida de todos nós, que habitamos cidades pequenas, médias ou grandes, como o clima”, disse Jochen Hellmann, diretor do DWIH São Paulo. Para participar do evento, o público pode se inscrever pelo canal do DWIH São Paulo no Youtube. A íntegra do primeiro dia de discussões pode ser conferida em https://youtu.be/mKA5elf9zik.
Fonte - Revista Amazônia  18/05/2019

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Austrália tem novo recorde de calor, com média de 41,9 graus

Clima  🌏

Nessa quarta-feira (18), já tinha sido batido um recorde com 40,9 graus. No entanto, a maior temperatura no mês de dezembro foi registrada hoje, quando os termômetros atingiram os 49,8 graus na localidade de Eucla, na Austrália Ocidental.O recorde absoluto anterior em dezembro tinha sido registrado em Birdsville, Queensland, em 1972 (49,5 graus).

Por RTP* / Ag.Brasil
Keith Pakenham/EPA/Agência Lusa
A Austrália bateu pela segunda vez o recorde do dia mais quente, com temperatura média nacional de 41,9 graus Celsius, informou hoje (19) o Departamento Meteorológico.
Nessa quarta-feira (18), já tinha sido batido um recorde com 40,9 graus. No entanto, a maior temperatura no mês de dezembro foi registrada hoje, quando os termômetros atingiram os 49,8 graus na localidade de Eucla, na Austrália Ocidental.
O recorde absoluto anterior em dezembro tinha sido registrado em Birdsville, Queensland, em 1972 (49,5 graus).
A Austrália vive uma onda de calor excepcional, que é particularmente preocupante num país já devastado nos últimos meses por centenas de incêndios florestais.
O estado de Nova Gales do Sul, o mais populoso da Austrália, declarou estado de emergência de sete dias por causa dos incêndios.
Cerca de 2 mil bombeiros lutam contra as chamas, que ainda estão incontroláveis em algumas áreas, com o apoio de equipas australianas, dos Estados Unidos e do Canadá.
O último estado de emergência, em meados de novembro, durou sete dias devido ao fogo. O centro de Sydney atingiu máxima de 39 graus.
Pelo menos seis pessoas morreram devido aos incêndios florestais em Nova Gales do Sul, a região mais duramente atingida por incêndios e seca severa. Desde 1º de julho, o fogo afetou uma área de 13 mil quilômetros quadrados.
A temporada de incêndios na Austrália varia de acordo com a área e as condições meteorológicas, embora seja geralmente registrada entre os meses de dezembro e março.
Os piores incêndios observados no país nas últimas décadas ocorreram no início de fevereiro de 2009, no estado de Victoria (sudeste), e deixaram 173 mortos e 414 feridos. A área atingida foi de 4.500 quilômetros quadrados.
*Emissora pública de televisão de Portugal
Fonte - Agência Brasil  19/12/2019

domingo, 19 de outubro de 2014

SÃO PAULO esta virando um SAARA?.....

São Paulo

Capacidade de armazenamento do Sistema Cantareira cai para 3,6% - Também é crítica a situação no Sistema Alto Tietê, cuja capacidade chegou hoje a 9%.

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil 
Sistema Cantareira - Divulgação/Sabesp
O Sistema Cantareira, conjunto de represas que abastecem cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, chegou neste domingo (19) a 3,6% da capacidade de armazenamento de água. O monitoramento diário feito pela Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Sabesp) indica queda de 0,2 ponto percentual no volume desde ontem.
Também é crítica a situação no Sistema Alto Tietê, cuja capacidade chegou hoje a 9%. Com a crise hídrica no estado, as águas desse reservatório estão sendo usadas desde março para suprir o abastecimento de áreas que eram atendidas pelo Cantareira.
Na última sexta-feira (17), a Justiça Federal liberou o uso da segunda cota da reserva técnica do Cantareira. A decisão suspendeu decisão liminar do dia 10, que impedia o uso do chamado volume morto e determinava que a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee) revissem a retirada feita pela Sabesp.
A ação, proposta pelos ministérios públicos Estadual e Federal, pedia que os órgãos de regulação definissem semanalmente a vazão a ser cumprida, com a fixação de metas de restrição ou suspensão do uso da água pelas pessoas.
Também na semana passada, a Sabesp informou que restavam apenas 40 bilhões de litros de água da primeira cota da reserva técnica do Cantareira, cuja retirada começou no dia 16 de maio. Segundo a companhia, a segunda cota acrescentará mais 106 bilhões de litros ao sistema. Em depoimento na Câmara de Vereadores no dia 15, a presidenta da Sabesp, Dilma Pena, admitiu que, se não chovesse nos dias subsequentes, a primeira parte disponbilizada do volume morto acabaria em meados de novembro.
Calor em São Paulo
Marcelo Camargo/Agência Brasil
As chuvas acumuladas na região do Cantareira em outubro, no entanto, somam 0,4 milímetro, quando a média história para o mês é 130,8 milímetros, conforme dados da Sabesp.
Na capital paulista, o calor não deve contribuir para a enfrentamento da crise hídrica em São Paulo, quando o consumo de água tende a aumentar.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências, neste domingo, a temperatura máxima prevista na capital paulista é 33 graus Celsius (°C). Na última sexta-feira (17), a cidade registrou temperatura recorde, com os termômetros chegando a 39,3 °C, a maior desde o começo das medições, em 2000.
Fonte - Agência Brasil  19/10/2014

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Calor no Rio - Passageiros, motoristas e cobradores de ônibus no Rio sofrem com forte aumento da temperatura

Meio Ambiente

Passageiros, motoristas e cobradores de ônibus no Rio sofrem com forte calor

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro - Em pleno verão, com temperaturas atingindo 50 graus Celsius (ºC) de sensação térmica, os usuários de ônibus sofrem com o calor dentro dos coletivos. Alan Martins é manobrista, mora em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, e trabalha no centro. Ele pega dois tipos de transporte - primeiro, um ônibus, e depois, um trem, e ainda leva 2h20 para chegar ao trabalho. “É terrível e até uma falta de respeito porque a gente paga um preço alto pela passagem. O trem é lotado, mas tem ar-condicionado. O ônibus não tem, é no calorão mesmo”, disse.
Sebastião Vilar dos Reis é técnico de informática e todos os dias vai de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para o centro. Ele contou que, onde mora, somente uma linha de ônibus tem ar-condicionado e nem sempre pode esperar por ela. O jeito é pegar um ônibus sem refrigeração. Os passageiros abrem as janelas e a ventilação do teto. “Nos ônibus que não têm ar-condicionado, quem está na cadeira do canto tem que vir pendurado nas janelas para ver se pega um vento. Agora, o pessoal que está em pé sofre mais”, acrescentou.
O sofrimento com o calor é ainda maior para motoristas e cobradores. Muitos profissionais passam mal e há motorista que vai parar em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), disse o motorista Marciano Costa.” Se aqui fora faz 50º [Celsius], lá dentro do carro, ao lado do motor, faz 60º. A maioria das vezes, eu trabalho no quentão, já estou até acostumando, tem que trabalhar. É toalhinha para secar o rosto, garrafinha de água do lado para beber toda hora”. explicou.
A cobradora Joelma dos Santos precisou, várias vezes, interromper o trabalho por causa de queda de pressão.” Quando eu trabalhava à tarde, rendia o carro porque a pressão caía. Graças a Deus, tenho trabalhado em carro de ar. Hoje, trabalhei em um quente e não estou legal. Sofri um pouco. Estou meio tonta, não estou normal”, disse ela.
Na avaliação do professor do Centro de Tecnologia e Ciência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Alexandre Rojas, especialista em transportes, o calor é ruim tanto para o passageiro quanto para o motorista, que fica em contato com o calor por até nove horas de trabalho. “O motorista, com o calor, dirige mal, fica irritado e mais suscetível a um acidente diante de uma situação de desconforto”, alertou em entrevista à Agência Brasil.
Para o professor, o empresário do setor de transportes precisa mudar o conceito que tem do usuário. “Na hora em que o dono da empresa deixar de enxergar o usuário como passageiro e considerá-lo cliente, importante para a sua sobrevivência, tem que passar a oferecer uma qualidade de serviço melhor“, disse.
Na capital, segundo a Rio Ônibus, representante das 43 empresas que operam na cidade, a frota tem 8.700 veículos e somente 18,7% têm ar-condicionado. No estado, de acordo com a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros (Fetranspor), são 20 mil ônibus e, desse total, apenas 3.600 veículos têm o equipamento.
A Secretaria Municipal de Transportes do Rio informou à Agência Brasil que o plano estratégico da prefeitura é chegar a 2016 com 100% da frota de ônibus urbanos equipada com ar-condicionado. A secretaria acrescentou que em 2013, por causa do desequilíbrio tarifário, não houve avanço nesses números. Para a prefeitura, o plano está mantido, mas vai precisar de investimento e, consequentemente, terá impacto tarifário.
A Rio Ônibus informou que no contrato de concessão assinado em 2010 com os consórcios Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz não estava prevista a substituição da frota de ônibus urbanos por veículos equipados com ar-condicionado. “ Depende de determinação da prefeitura do Rio, que estabelecerá os critérios técnicos e a forma de custeio”, disse à Agência Brasil.
No ano passado, a prefeitura chegou a anunciar um aumento de tarifa que passaria de R$ 2,75 para R$ 2,95, mas recuou depois das manifestações populares em junho. Para a Rio Ônibus, o recuo no valor da tarifa, que permanece a mesma desde janeiro de 2012, reduziu a capacidade de investimento dos consórcios e a mudança dos veículos exige o reequilíbrio econômico-financeiro do acordo feito com a prefeitura.
Segundo a Fetranspor, um ônibus urbano convencional custa cerca de R$ 350 mil e esse valor aumenta R$ 50 mil se tiver ar-condicionado. Os gastos, de acordo com a federação, incluem a contratação de mão de obra especializada para a manutenção e a compra regular de insumos relacionados ao equipamento. Em empresas com grandes frotas, esse custo representa cerca de 0,5% do custo mensal de manutenção de cada ônibus. “Além da manutenção, há os gastos com o consumo de combustível, que aumenta de 15% a 20% no alto verão”, acrescentou a federação.
Fonte - Agência Brasil  10/01/2014

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Calor de metrô londrino vai aquecer casas da cidade

Metrô

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
O aperto nos trens do metrô pode incomodar muita gente mas, com uma iniciativa instalada em Londres, a população britânica vai pensar duas vezes antes de achar isso ruim.
O prefeito da cidade, Boris Johnson, se uniu a importantes instituições londrinas e criou um sistema de reaproveitamento do calor nos metrôs. Esse calor será usado para aquecer as casas da região, já que o inverno vai começando a apertar por lá nessa época do ano.
O calor será armazenado e processado numa estrutura especial que se conecta à rede térmica da cidade. Com isso, a atividade das usinas de carvão tendem a diminuir, e consequentemente diminui também a poluição do ar. Vale lembrar que existe em Londres um plano de responsabilidade ambiental, no desejo de se reduzir em 60% as emissões de carbono.
Fonte - Revista Ferroviária  26/11/2013