Mostrando postagens com marcador Metrô de Curitiba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Metrô de Curitiba. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O que aconteceu com o metrô de Curitiba 10 anos após início dos trabalhos de implantação

Transportes sobre trilhos   🚇

Mais do que a frustração dos entusiastas do metrô curitibano, as idas e vindas nas iniciativas de implantação do meio de transporte subterrâneo tiveram impacto nos cofres públicos. Somente entre 2002 e 2016, período que compreendeu as gestões de Cassio Taniguchi (DEM), Beto Richa (PSDB) e Gustavo Fruet (PDT), quase R$ 25 milhões (valor corrigido pela inflação) já foram consumidos apenas em estudos e projetos para o modal. Além disso, um repasse de R$ 1,8 bilhão da União para o município acabou cancelado com a suspensão do processo de licitação para as obras.

Gazeta do Povo
foto - divulgação
Em agosto de 2009, a Gazeta do Povo noticiava o andamento dos primeiros trabalhos para elaboração do estudo de impacto ambiental para a construção do metrô na cidade de Curitiba. Foi a mais recente empreitada para a implantação do modal em Curitiba - os primeiros estudos sobre o tema datam de 1969 -, e a que chegou mais próxima de sair do papel. Mas no período de uma década passada desde então, o projeto foi reduzido, suspenso e, por ora, não há intenção de retomá-lo, ao menos na gestão do prefeito Rafael Greca (DEM).
Mais do que a frustração dos entusiastas do metrô curitibano, as idas e vindas nas iniciativas de implantação do meio de transporte subterrâneo tiveram impacto nos cofres públicos. Somente entre 2002 e 2016, período que compreendeu as gestões de Cassio Taniguchi (DEM), Beto Richa (PSDB) e Gustavo Fruet (PDT), quase R$ 25 milhões (valor corrigido pela inflação) já foram consumidos apenas em estudos e projetos para o modal. Além disso, um repasse de R$ 1,8 bilhão da União para o município acabou cancelado com a suspensão do processo de licitação para as obras.
Mas apostar no metrô pode não ser mesmo a melhor ideia para solucionar os crescentes problemas de mobilidade da capital paranaense, na avaliação do engenheiro civil Garrone Reck, professor do Departamento de Transportes da Universidade Federal do Paraná (UFPR). "A curto e médio prazos é preciso pensar em soluções de superfície", defende. "Isso significa disputar espaço com automóveis, mas é necessário para melhorar o desempenho do sistema".
Segundo ele, a velocidade média operacional de um ônibus de linhas super expressas em corredores exclusivos podem atingir 30 km/h - a do metrô gira em torno de 40 km/h. "Há um ganho? Sim, mas a infraestrutura é muito cara", destaca. Para fins de comparação, o ônibus em um trânsito congestionado tem velocidade média operacional de 15 km/h. "Mesmo países desenvolvidos, como Estados Unidos e China, estão buscando soluções de corredores de ônibus, ironicamente, inspirados no modelo de Curitiba".

O projeto abandonado da Linha Azul
Dez anos atrás, a prefeitura de Curitiba estava sob a gestão de Beto Richa. Naquele ano, o Consórcio Novo Modal já havia sido contratado para fazer os estudos de engenharia da Linha Azul, a primeira prevista. Em alguns pontos da cidade, equipes técnicas que trabalhavam em obras já usavam uniformes e placas com a marca Metrô Curitibano. A ideia inicial era que a linha, com um traçado de 22 quilômetros ligando o Santa Cândida e a Cidade Industrial de Curitiba (CIC), estivesse pronta para a Copa do Mundo de 2014.
O projeto acabou atrasando e a licitação para a construção propriamente dita, no modelo de parceria público-privada (PPP), saiu apenas em 10 junho de 2014, antevéspera da abertura do Mundial no Brasil, e já no mandato de Gustavo Fruet. O edital previa, além da construção, a concessão da operação à vencedora, por um período de 35 anos, do trecho de 17,6 quilômetros, da CIC até o Terminal do Cabral - a extensão até o Santa Cândida ficaria para outro momento.
Caso os planos previstos à época tivessem se concretizado, desde 2018 os cidadãos curitibanos já poderiam se deslocar de metrô da CIC até a estação Rua das Flores, no Centro, passando por estações como as dos terminais Pinheirinho, Capão Raso e Portão. Agora em 2019 estariam sendo inauguradas as estações Passeio, Alto da Glória e Terminal do Cabral.
Mas no dia 22 de agosto de 2014, a dois dias da abertura dos envelopes dos concorrentes, o processo licitatório foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), que condicionou sua retomada à reformulação de trechos do edital. A prefeitura refez o documento e prometeu relançá-lo no fim de 2015, o que acabou não acontecendo. O projeto do metrô passou então a enfrentar outro obstáculo para sair do papel: os custos da obra."
Uma parte expressiva do orçamento inicial - R$ 1,8 bilhão - viria do governo federal por meio do Ministério das Cidades, hoje incorporado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). A prefeitura e o governo do estado investiriam R$ 700 milhões cada e R$ 1,5 bilhão ficariam por conta da iniciativa privada, totalizando os R$ 4,7 bilhões previstos no edital original da licitação. Até 2016, quando o projeto foi descartado de vez, a inflação havia elevado o custo para R$ 5,8 bilhões, e o governo federal informava que não acrescentaria mais um centavo no repasse já liberado. O projeto ficou suspenso e acabou abandonado com o fim da gestão de Fruet.
Para Garrone Reck, o projeto tinha um equívoco que consistia em ter sido pensado como uma solução municipal. "O próprio termo 'metrô' deriva do processo de metropolização. Apelidou-se assim o sistema de transporte porque é adequado a grandes aglomerados urbanos", explica. "Quando se fala em metrô de Curitiba, em linha Norte-Sul, limita-se esse conceito. É um sistema que se aplica para solução de uma extensão muito mais ampla, de região metropolitana".
O metrô de São Paulo, que conta com a maior malha metroviária do país, é operado por uma empresa de capital misto controlada pelo governo paulista. "Não é um projeto que fica circunscrito ao município, porque faltariam recursos para assumir um projeto desses no nível local", diz Reck. Para ele, embora houvesse contrapartida dos governos federal e estadual no empreendimento curitibano, não havia prioridade desses entes em uma obra que impactava basicamente um único município.
A prefeitura de Curitiba e o Ippuc foram procurados para falar sobre o projeto, mas informaram, por meio de assessoria de imprensa, que, uma vez que o projeto não fez parte da atual gestão, "as demandas relativas ao tema devem ser feitas a quem o conduziu".
Presidente do Ippuc na época da elaboração do projeto da Linha Azul, Cléver Ubiratan Teixeira de Almeida é hoje diretor de Planejamento e Gestão da Mobilidade e Serviços Urbanos da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, órgão vinculado ao MDR. A Gazeta do Povo solicitou entrevista com ele, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
Durante a campanha eleitoral de 2016, Almeida colaborou com o programa de mobilidade do então candidato Rafael Greca, e, embora tenha sido entusiasta do metrô em outro momento, passou a defender como alternativa o Veículo Leve sobre Pneus (VLP), uma espécie de evolução do Ligeirão, tecnicamente chamado de BRT (sigla em inglês para Transporte Rápido por Ônibus).

Greca descarta metrô
Desde que era candidato à prefeito de Curitiba, em 2016, Rafael Greca já anunciava que não apostaria no metrô. Logo após eleito, afirmou que sequer acreditava haver dinheiro da União disponível para o metrô. "Vamos parar de acreditar em história da carochinha", disse em entrevista à Gazeta do Povo.
Apesar disso, no período de transição da prefeitura, Greca tentou negociar a utilização dos R$ 1,8 bilhão destinados ao metrô para outros projetos de mobilidade. O Ministério das Cidades, no entanto, cancelou o repasse, afirmando que não seria possível alterar o objeto selecionado para o direcionamento do dinheiro. "Novos recursos para mobilidade urbana dependem de abertura de novo processo seletivo, quando a prefeitura deverá apresentar os respectivos projetos", informou o órgão à época.
O total de transferências para o município em convênios na área de mobilidade ficou em R$ 9,72 milhões em 2017 e em R$ 16,05 milhões em 2018, segundo o MDR.
Greca tenta atualmente a liberação de recursos para ampliação da canaleta para o Ligeirão da Praça do Japão até o Terminal do Capão Raso, a construção do Terminal do Tatuquara e o sistema trinário para a linha Inter 2, que inclui construção de uma trincheira no bairro Seminário. Outras prioridades da gestão na área de mobilidade incluem a conclusão da Linha Verde e a implantação dos ligeirões Norte/Sul e Leste/Oeste.
Para dar conta dos projetos, o prefeito aguarda aprovação, pelo Ministério da Economia e pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, de um empréstimo de US$ 106,8 milhões (aproximadamente R$ 405,8 milhões) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O financiamento, assim como uma operação de crédito de R$ 15 milhões com a Caixa Econômica Federal também destinada à mobilidade urbana, recebeu o aval da Câmara Municipal de Curitiba nesta semana.
Na terça-feira (27), em entrevista ao programa RIC Mais Notícias, da rádio Jovem Pan, o prefeito foi questionado sobre a possibilidade de implantação do transporte subterrâneo na cidade. "Não há dinheiro nesse Brasil de hoje para fazer metrô", disse. "Porque um quilômetro de BRT custa mil vezes menos do que um quilômetro de metrô."
Ainda na gestão de Gustavo Fruet, a prefeitura lançou uma Pesquisa de Manifestação de Interesse (PMI) para implantação de projetos de eletromobilidade na cidade. Três propostas, consideradas alternativas à solução do metrô, foram recebidas: uma para utilização de VLP e outras duas para ônibus elétricos ou híbridos."
Para o engenheiro Garrone Reck, o metrô pode ser implantado em um momento futuro, em que um planejamento metropolitano identifique a necessidade de integração entre municípios por meio do modal. "Antes disso, é preciso melhorar a qualidade de vida das pessoas que utilizam o ônibus".
O pesquisador considera que é preciso ampliar a rede de vias preferencias para o transporte coletivo, utilizar veículos mais modernos e sustentáveis e reservar espaço também para a chamada mobilidade ativa - pedestres, ciclistas e usuários de outros meios de transporte não motorizados, como patinetes. "Hoje há muito pouca participação dessas soluções porque falta infraestrutura e segurança pública".
Fonte - Revista Ferroviária  29/08/2019

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Câmara cobra definição sobre licitação do metrô em Curitiba

Transportes sobre trilhos

Segundo o presidente da comissão especial que trata do tema, vereador Tico Kuzma (PROS), a ideia é logo após o fim do recesso, cobrar uma resposta da prefeitura sobre se o Executivo municipal pretende lançar ainda neste ano o edital de licitação da obra, ou se em razão da crise econômica, os planos serão alterados em favor de outras alternativas.

Portal Bem Paraná - RF
Adicionar legenda
A Câmara Municipal de Curitiba retoma os trabalhos na semana que vem, e um dos primeiros assuntos que devem ser debatidos pelos vereadores é sobre o futuro do projeto de construção do metrô da Capital. Segundo o presidente da comissão especial que trata do tema, vereador Tico Kuzma (PROS), a ideia é logo após o fim do recesso, cobrar uma resposta da prefeitura sobre se o Executivo municipal pretende lançar ainda neste ano o edital de licitação da obra, ou se em razão da crise econômica, os planos serão alterados em favor de outras alternativas.
“Vamos propor uma agenda já na primeira semana de fevereiro, antes do Carnaval. Podemos até ir até à secretaria (de Planejamento) para termos este posicionamento”, diz Kuzma. “Precisamos de uma definição, até mesmo em função de estarmos em ano eleitoral. Queremos que a situação do metrô esteja definida antes das eleições, que esteja licitado e iniciada a sua construção”, afirma o parlamentar.
Orçado em R$ 5,5 bilhões em valores atualizados, o projeto prevê 19 estações distribuídas em 22 km. Uma licitação chegou a ser lançada, mas foi suspensa em agosto de 2014 pelo Tribunal de Contas do Estado. Até meados de 2015, o valor oficial divulgado era R$ 4,7 bilhões, que seria dividido entre o governo federal, R$ 1,8 bilhão; prefeitura, R$ 700 milhões; e governo estadual, R$ 700 milhões; e iniciativa privada, R$ 1,5 bilhão.
Em agosto do ano passado, o secretário municipal de Planejamento e Administração, Fábio Scatolin, afirmou que os questionamentos do TCE foram sanados, e que a conclusão do edital dependia apenas de “definições relacionadas a questões macroeconômicas”, como os marcos do aporte de recursos públicos. Ele chegou a confirmar à comissão que a licitação seria lançada até o fim do 2° semestre de 2015, o que não aconteceu.

Capacidade
O prefeito Gustavo Fruet (PDT) tem mantido publicamente a posição de que, mesmo com a crise econômica, a cidade deve insistir na construção de um modal de alta capacidade. “A prefeitura precisa nos dar uma resposta sobre que atitude irá tomar com relação ao edital do metrô. Se ele será lançado ou não. E se não for, qual será o projeto de mobilidade que irá substituí-lo”, diz Kuzma.
“Acreditávamos que o edital seria relançado em dezembro e infelizmente não foi. Infelizmente, porque o metrô, na atual situação, seria importante devido aos impasses da tarifa do ônibus – já que com um novo projeto de mobilidade em execução, a discussão com as empresas de ônibus poderia ser diferente. E também em função da crise econômica, já que um investimento de mais de R$ 5 bilhões geraria oportunidades de negócios e a criação de empregos diretos e indiretos”, avalia o vereador. Scatolin também garantiu, em agosto, a liberação dos recursos federais para a obra. Mas admitiu que faltava definir quem assumiria a correção inflacionária sobre o valor da obra, já que será executada em parceria público-privada (PPP).
No dia 26 do mesmo mês, o secretário estadual de Planejamento, Silvio Barrros, confirmou o aporte financeiro do governo do Estado. Entretanto, a data de liberação do recurso estadual só poderia ser definida “a partir da realização da nova licitação” por parte da prefeitura.
Fonte - Revista Ferroviária  26/01/2016

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Estudo de Impacto ambiental define traçado do metrô de Curitiba

 Transportes sobre trilhos

O custo total estimado da obra ultrapassa R$ 5,5 bilhões (valor atualizado). Estes números foram apresentados junto ao estudo complementar de impacto ambiental (EIA) do projeto, na segunda-feira (16), às comissões de Meio Ambiente e Especial do Metrô, da Câmara Municipal.

Jornale
foto - ilustração
O metrô de Curitiba terá 22 quilômetros de extensão e 19 estações, será integrado aos terminais de ônibus da capital e deverá transportar, inicialmente, 20,4 mil pessoas hora/sentido. O custo total estimado da obra ultrapassa R$ 5,5 bilhões (valor atualizado). Estes números foram apresentados junto ao estudo complementar de impacto ambiental (EIA) do projeto, na segunda-feira (16), às comissões de Meio Ambiente e Especial do Metrô, da Câmara Municipal. A nova alternativa de traçado possui diversos aspectos positivos, como menor número de desapropriações e redução no nível de poluição atmosférica. Como impactos negativos de baixa magnitude estão o risco de contaminação de solos e águas e aumento dos níveis sonoros.
O áudio da reunião conjunta você encontra aqui na íntegra, assim como as apresentações sobre o projeto do metrô e o estudo complementar de impacto ambiental.
O primeiro EIA foi elaborado em 2010 e divulgado pela Prefeitura de Curitiba em março de 2011, mesmo período em que foi liberada a licença ambiental prévia da obra. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Renato Lima, depois que o projeto passou por adequações, prevendo o método de construção “shield”, com uso de máquina tuneladora, foi necessária a contratação de um novo laudo – elaborado entre 2014 e 2015 pela Ecossistema Consultoria Ambiental (mesma empresa responsável pelo estudo anterior).
Apresentado em audiência pública no dia 22 de setembro, o novo EIA apresenta uma sexta alternativa ao traçado do metrô de Curitiba, com 22 km de extensão, sendo 2 km em trecho elevado (do pátio de manobras até a avenida Winston Churchill e 20 km em túnel pelo método shield. O estudo de 2010 previa 5 propostas de trajeto, com modelos de escavação diferentes (“cut and cover” e NATM).
De acordo com a bióloga Gisele Cristina Sessegolo, da Ecossistema Consultoria, a nova alternativa de traçado possui diversos aspectos positivos, como: menor número de desapropriações; ganho de tempo nos deslocamentos; redução de custos operacionais; redução no número de acidentes de trânsito e no nível de poluição atmosférica. Em contrapartida, existem os pontos negativos: necessidade de grande área para o pátio de manobras; aumento da produção de material agregado; e necessidade de identificação de novas áreas para “bota-fora”.
No EIA, foi detalhado o impacto ambiental por etapa de implantação do projeto – desde o planejamento à operação do metrô curitibano. Risco de contaminação de solos e águas e aumento dos níveis sonoros são os impactos negativos de baixa magnitude. Alguns impactos negativos de média magnitude identificados são: volumes excedentes de escavação e risco de acidentes com usuários. Alteração de tráfego e implantação de obras viárias paralelas são classificados como impactos de alta magnitude.
Fonte - ABIFER  17112015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Prefeitura de Curitiba prevê novo edital do metrô em até três meses

Transportes sobre trilhos

O processo licitatório está parado desde agosto de 2014, quando o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) apontou irregularidades e suspendeu o certame. Era preciso, conforme a decisão, que fosse detalhado o objeto da Parceria Público-Privada (PPP), que fosse apresentada uma pesquisa origem-destino,e que sanados problemas com o laudo ambiental.

G1 - RF
foto - ilustração
O secretário municipal de Planejamento de Curitiba, Fábio Scatolin, afirmou nesta segunda-feira (10) que o novo edital para licitação do metrô da cidade deve ser lançado em até três meses. O processo licitatório está parado desde agosto de 2014, quando o Tribunal de Contas do Estado doParaná (TCE-PR) apontou irregularidades e suspendeu o certame.
Em dezembro do mesmo ano, o TCE-PR liberou o andamento da licitação, desde que a Prefeitura de Curitiba atendesse a algumas exigências na elaboração do edital. Era preciso, conforme a decisão, que fosse detalhado o objeto da Parceria Público-Privada (PPP), que fosse apresentada uma pesquisa origem-destino, e que sanados problemas com o laudo ambiental.
Em audiência na Comissão Especial do Metrô da Câmara Municipal de Curitiba, Scatolin afirmou que os pontos elencados pelo TCE-PR foram atendidos, e que o edital depende apenas de algumas definições, como o marco de aportes públicos, e qual parte irá assumir a correção inflacionária sobre o valor da obra.
O secretário explicou que devem ser acrescidas ao custo da obra duas correções inflacionárias – uma desde setembro de 2013, até a realização da licitação; e outra desde o início da obra, até a conclusão. Scatolin afirmou, ainda, que o atual mau momento econômico também não favorece a retomada da licitação.
O custo inicial previsto para a licitação é de R$ 4,7 bilhões. Deste total, R$ 1,8 bilhão vem do governo federal, R$ 700 milhões do governo do Paraná, R$ 700 milhões da Prefeitura de Curitiba, e R$ 1,5 bilhão da iniciativa privada.

Metrô
O projeto atual do metrô prevê uma linha de 17,6 quilômetros, entre o Terminal do Cabral e a CIC Sul. Neste trecho, devem ser construídas 15 estações. A expectativa da prefeitura é entregar a obra em até cinco anos. Num segundo momento, a linha deverá ser estendida até o Terminal Santa Cândida. Porém, essa parte da obra ainda não possui orçamento e nem prazo de entrega.
Pelo primeiro edital lançado, o custo máximo da passagem deveria ser de R$ 2,55 – corrigido no início da operação. A empresa vencedora deve ser a que oferecer o menor valor de passagem.
Após o início das obras, a previsão é de que o trecho que vai até o Centro, na Rua das Flores, seja concluído em quatro anos. O trecho até o Cabral terá cinco anos para ser terminado, mas as operações poderão começar apenas com a primeira etapa concluída. A construção será feita através do método Shield, ou “Tatuzão”, que escava por debaixo da terra, através de uma tuneleira. Dos 17,3 quilômetros de extensão, 2,2 quilômetros devem ser elevados.
Os trens do metrô devem ser automatizados e movidos a energia elétrica, sem a presença de motoristas. Segundo a prefeitura, o modelo permitirá uma maior frequência dos trens, diminuindo o tempo da viagem. Por medida de segurança, o acesso dos passageiros aos trens só será aberto, por uma porta automática, quando o trem estiver já parado sobre o trilho das estações.
Além da integração com os ônibus, a intenção da prefeitura é de integrar o metrô ainda com outros modais, como a bicicleta. Isso deve ser feito através da implantação de bicicletário e banheiros em terminais e nas estações do metrô.
Fonte - Revista Ferroviária  11/08/2015

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Curitiba aguarda reajuste da União para lançar licitação do Metrô

Transportes sobre trilhos

O valor corresponde ao acúmulo estimado da inflação do período entre agosto de 2013 até meados de 2021, data estimada para que a linha fique pronta. Em 2013 a presidente Dilma Rousseff se comprometeu a desembolsar R$ 1,8 bilhão do orçamento da União. Mas, no entendimento da prefeitura esse valor precisa ser agora de R$ 2,263 bilhões.

Via Trolebus
foto - ilustração
A prefeitura de Curitiba pretende lançar o edital de licitação para obras da primeira linha do Metrô da cidade no segundo semestre deste ano. No entanto, segundo o secretário municipal de Planejamento e Administração, Fábio Scatolin, só há a certeza da obra caso o reajuste de R$ 463,4 milhões seja concedido pelo Governo Federal.
O valor corresponde ao acúmulo estimado da inflação do período entre agosto de 2013 até meados de 2021, data estimada para que a linha fique pronta. Em 2013 a presidente Dilma Rousseff se comprometeu a desembolsar R$ 1,8 bilhão do orçamento da União. Mas, no entendimento da prefeitura esse valor precisa ser agora de R$ 2,263 bilhões.
O custo da obra do Metrô está hoje em R$ 4,691 bilhões. Cerca de R$ 1,8 bilhão seria bancado pela União, R$ 1,491 bilhão ficaria por conta da iniciativa privada, R$ 700 milhões pela prefeitura da capital e outros R$ 700 milhões pelo governo do estado. Com o reajuste, o valor pode passar a R$ 5,899 bilhões.
O Metrô de Curitiba já está em discussão desde a década passada. A linha denominada “azul” ligará a Santa Cândida ao CIC/Sul, terá 22,4 km de extensão e 21 estações. O tempo de viagem será de 38 minutos.
Fonte - Revista Ferroviária n 29/04/2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Prefeito de Curitiba pede mais R$ 463,4 milhões para iniciar metrô da cidade

Transportes sobre trilhos

Segundo o prefeito, Kassab sinalizou que é favorável à proposta. Fruet vai marcar uma reunião com Barbosa para explicar a situação. A resposta definitiva deve sair até o fim do mês.O valor corresponde ao acúmulo estimado da inflação do período entre agosto de 2013 a meados de 2021, quando a obra estaria pronta.

Paraná Online
foto - ilustração
O prefeito Gustavo Fruet pediu ontem ao ministro das Cidades, Gilberto Kassab, um reajuste de R$ 463,4 milhões no desembolso da União para o metrô de Curitiba. Fruet frisou que a recomposição é a “última etapa” para conseguir relançar o edital da obra ainda neste semestre. Kassab vai discutir a demanda com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e com a presidente Dilma Rousseff.
Segundo o prefeito, Kassab sinalizou que é favorável à proposta. Fruet vai marcar uma reunião com Barbosa para explicar a situação. A resposta definitiva deve sair até o fim do mês.
O valor corresponde ao acúmulo estimado da inflação do período entre agosto de 2013 a meados de 2021, quando a obra estaria pronta. Na primeira divisão de recursos para o empreendimento, formalizada há 21 meses, a presidente Dilma Rousseff se comprometeu a desembolsar R$ 1,8 bilhão do orçamento da União. O reajuste de 26% sobe esse valor para R$ 2,263 bilhão.
O restante do valor da obra seria compartilhado entre a prefeitura e governo do estado. Inicialmente, cada um deles ficariam responsáveis por mais R$ 700 milhões. Mais R$ 1,491 bilhão viria de uma parceria público-privada (PPP). Fruet afirmou que o mesmo percentual de reajuste do repasse federal será aplicado a essas parcelas. Mas que as fatias que cabem aos tesouros municipal e estadual só devem começar a ser pagas depois da entrada do dinheiro da União, em um estágio mais avançado da obra.
Na prática, porém, a recomposição das participações do estado, município e do parceiro privado também terá impacto para o governo federal, que deve financiá-la via BNDES. O orçamento total corrigido da obra passaria de R$ 4,691 bilhões para R$ 5,899 bilhões. Ainda assim, a estimativa de correção pode ser considerada baixa – se fosse reproduzida, ao longo dos próximos seis anos, a inflação registrada no ano passado (6,41%, de acordo com o IPCA), o índice acumulado seria de pelo menos 38%.
“Queremos deixar claro, com o reajuste solicitado à União, que estamos trabalhando com parâmetros corretos, sérios”, justificou Fruet. “Se não for assim, o consórcio vencedor do edital vai pegar R$ 1,8 bilhão não reajustado e um ano depois vai pedir reequilíbrio do contrato. Vai ficar pior para todo mundo.”
O prefeito calculou que, caso o governo federal acate o pedido, é possível finalizar o processo licitatório ainda em 2015 e começar as obras em 2016. A conclusão do empreendimento deve demorar entre quatro e cinco anos.
A primeira tentativa de licitação do metrô foi barrada em agosto do ano passado em decisão do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TC) Ivan Bonilha. A prefeitura havia chegado a anunciar a abertura dos envelopes com os consórcios concorrentes, mas o TC suspendeu o processo com a alegação de que o edital continha irregularidades.
Em dezembro, a concorrência foi liberada, com recomendação de mudanças, como a definição de diretrizes que deverão ser seguidas obrigatoriamente pelo consórcio vencedor. Ao todo, as discussões sobre o projeto atual do metrô somam 13 anos.
Fonte - Revista Ferroviária  09/04/2015

COMENTÁRIO Pregopontocom

Bem....já assistimos a essa experiência aqui em Salvador,Prefeitura tentando construir e operar um sistema de Metrô,o resultado foram 14 anos de espera e especulações e apenas 5 Km de linha mal concluída.....não funcionou,..........torcemos para que no caso de Curitiba tudo de certo......

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Licitação do metrô de Curitiba segue suspensa - TCE-PR adia análise


Transportes sobre trilhos

Conselheiro pediu vista ao processo na sessão de quinta-feira (4). Licitação está parada desde agosto, por decisão cautelar do tribunal. A licitação para construção e administração do metrô de Curitiba foi suspensa cautelarmente pelo conselheiro Ivan Bonilha em agosto, às vésperas do início do processo, baseado em relatório da Diretoria de Fiscalização de Obras Públicas, que apontou as irregularidades no edital. O Metrô deve ligar as regiões sul e norte de Curitiba.

G1 
Autor: Fernando Castro 
Divulgação/Blog do Planalto
A análise do Pleno do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) sobre a licitação do metrô de Curitiba, prevista na pauta desta quinta-feira (4), foi adiada por conta de um pedido de vista. O conselheiro Fernando Guimarães pediu o adiamento para analisar mais especificamente o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) que deve ser estabelecido, segundo o edital. Assim, a licitação segue suspensa.
A licitação para construção e administração do metrô de Curitiba foi suspensa cautelarmente pelo conselheiro Ivan Bonilha em agosto, às vésperas do início do processo, baseado em relatório da Diretoria de Fiscalização de Obras Públicas, que apontou as irregularidades no edital. Posteriormente, o Pleno confirmou a suspensão.
A votação do mérito, isto é, a decisão sobre se o processo licitatório poderia prosseguir, ou não, deveria ocorrer na sessão desta quinta. O conselheiro que pediu o adiamento tem até quatro sessões para analisar e devolver o projeto à pauta de votações. Desta forma, como restam apenas duas sessões até o fim deste ano, a tendência é de que a análise fique apenas para o ano de 2015. Ao G1, a Prefeitura de Curitiba informou que não comentaria sobre a tramitação do processo.

Irregularidades
Conforme o relatório, não havia no edital detalhamento do objetivo da Parceria Público-Privada (PPP), bem como não foi apresentada pesquisa de origem-destino. O relatório ainda afirmou que as diretrizes para obtenção do licenciamento ambiental foram feitas por órgão sem competência legal.
À época, a Prefeitura de Curitiba emitiu nota informando que os questionamentos alegados na cautelar já haviam sido respondidos, e que esperava uma decisão rápida para evitar “a corrosão financeira dos investimentos conquistados”. A nota ainda reforçou a necessidade urgente do aumento da capacidade do transporte coletivo, e reiterou que conduzia a licitação com segurança jurídica e transparência.

Metrô
O orçamento total da obra está fixado em R$ 4,8 bilhões. O projeto atual do metrô prevê uma linha de 17,6 quilômetros, entre o Terminal do Cabral e a CIC Sul. Neste trecho, devem ser construídas 15 estações. A expectativa da prefeitura é entregar a obra em até cinco anos. Num segundo momento, a linha deverá ser estendida até o Terminal Santa Cândida. Porém, essa parte da obra ainda não possui orçamento e nem prazo de entrega.
Pelo edital suspenso, as empresas que estiverem aptas a concorrer seriam divulgadas pela prefeitura no dia 25. O documento prevê que o custo máximo da passagem deverá ser de R$ 2,55. A empresa vencedora deve ser a que oferecer o menor valor de passagem.
Após o início das obras, a previsão é de que o trecho que vai até o Centro, na Rua das Flores, seja concluído em quatro anos. O trecho até o Cabral terá cinco anos para ser terminado, mas as operações poderão começar apenas com a primeira etapa concluída. A construção será feita através do método Shield, ou “Tatuzão”, que escava por debaixo da terra, através de uma tuneleira. Dos 17,3 quilômetros de extensão, 2,2 quilômetros devem ser elevados.
Os trens do metrô devem ser automatizados e movidos a energia elétrica, sem a presença de motoristas. Segundo a prefeitura, o modelo permitirá uma maior frequência dos trens, diminuindo o tempo da viagem. Por medida de segurança, o acesso dos passageiros aos trens só será aberto, por uma porta automática, quando o trem estiver já parado sobre o trilho das estações.
Além da integração com os ônibus, a intenção da prefeitura é de integrar o metrô ainda com outros modais, como a bicicleta. Isso deve ser feito através da implantação de bicicletário e banheiros em terminais e nas estações do metrô.
Fonte - Mobilize  05/12/2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Câmara aprova R$ 700 mi para o metrô de Curitiba

Transportes sobre trilhos

A Prefeitura de Curitiba pretende obter até R$ 700 milhões em empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para usá-los como contrapartida na construção do metrô. O orçamento total da obra está fixado em R$ 4,8 bilhões.

G1
foto - ilustração
A Câmara Municipal de Curitiba aprovou em primeiro turno, nesta terça-feira (2), o projeto que autoriza a prefeitura a contratar empréstimo para a construção do metrô. Foram 32 votos favoráveis à proposta, que tramita em regime de urgência na Casa. O texto ainda deve ser votado em segundo turno e receber redação final antes de seguir para apreciação do Executivo.
A Prefeitura de Curitiba pretende obter até R$ 700 milhões em empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para usá-los como contrapartida na construção do metrô. O orçamento total da obra está fixado em R$ 4,8 bilhões.
Do total da obra, a prefeitura já conseguiu levantar R$ 1,8 bilhão, que foram liberados pelo governo federal, para o início da construção. Além do empréstimo, a prefeitura conta com mais R$ 700 milhões, que devem ser levantados junto ao governo estadual, que precisará fazer um segundo empréstimo para cobrir a construção. O restante será pago pela iniciativa privada, que poderá explorar o serviço após a entrega da obra.

Projeto
O projeto atual do metrô prevê uma linha de 17,6 quilômetros, entre o Terminal do Cabral e a CIC Sul. Neste trecho, devem ser construídas 15 estações. A expectativa da prefeitura é entregar a obra em até cinco anos. Num segundo momento, a linha deverá ser estendida até o Terminal Santa Cândida. Porém, essa parte da obra ainda não possui orçamento e nem prazo de entrega.

Edital suspenso
Na sexta-feira (22), o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) suspendeu o andamento da licitação para construção e operação do metrô. A Diretoria de Fiscalização de Obras Públicas do órgão apontou as irregularidades no edital, o que levou o órgão a determinar a suspensão cautelar da licitação, que estava prevista para segunda-feira (25).
Conforme o relatório, não há no edital detalhamento do objetivo da Parceria Público-Privada (PPP), bem como não foi apresentada pesquisa de origem-destino. O relatório ainda afirma que as diretrizes para obtenção do licenciamento ambiental foram feitas por órgão sem competência legal.
O TCE-PR estabeleceu, então, prazo de 15 para que a prefeitura se manifestasse. A administração municipal informou que os questionamentos alegados já haviam sido respondidos anteriormente.
Fonte - Revista Ferroviária  02/09/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Que se tome como exemplo o "metrô" de Salvador que sobre a responsabilidade da prefeitura local levou 14 anos para construir apenas 5 km do total de 13 km da linha 01 e nem se quer conseguiram colocar em funcionamento esse pequeno trecho.Tomara que no caso de Curitiba de tudo certo,mas.... mesmo assim acho um contrassenso um Metrô ser construído e operado por uma prefeitura,a mesma pode até colaborar,quando o correto seria ficar sobre a responsabilidade do Gov. do Estado,por questões obvias,inclusive as ligadas aos subsídios quando o mesmo entrar na faze de operação. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Edital do metrô de Curitiba será lançado em março

Metrô de Curitiba

No momento, a equipe técnica da Prefeitura Municipal de Curitiba dedica-se à análise das sugestões apresentadas. O secretário anunciou que, nos próximos dias, a Prefeitura vai responder todos os questionamentos e sugestões apresentados

Bem Paraná
foto - ilustração
O edital de licitação para a construção do metrô ficará pronto em março, junto com os anexos e a versão final do contrato. Assim que for publicado o edital, haverá um prazo de 45 dias para que as empresas ou consórcios interessados apresentem suas propostas.
Essas informações foram repassadas pelo secretário municipal da Administração e Planejamento, Fábio Scatolin, durante uma audiência para discutir o Metrô de Curitiba realizada nesta terça-feira (25), na Câmara Municipal. Scatolin reforçou a importância do processo democrático e das contribuições da sociedade na elaboração do edital do Metrô de Curitiba. “Recebemos mais de 500 contribuições, e isso é extraordinário”, disse.
Também participaram da audiência o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Sérgio Pires, o presidente da Urbs, Roberto Gregório, o secretário de Obras Públicas, Sérgio Antoniasse, e o secretário de Tecnologia da Informação, Paulo Roberto Miranda.
Fábio Scatolin disse que o período de consulta pública, que durou 30 dias, foi concluído em 10 de fevereiro. No momento, a equipe técnica da Prefeitura Municipal de Curitiba dedica-se à análise das sugestões apresentadas. O secretário anunciou que, nos próximos dias, a Prefeitura vai responder todos os questionamentos e sugestões apresentados. “E após a análise das contribuições da sociedade, vamos elaborar a versão final do edital de licitação, junto com seus anexos e com o contrato”, confirmou Scatolin.
O secretário também informou, durante a audiência, que técnicos da Prefeitura mantêm contato permanente com as equipes do governo federal que estão preparando a liberação dos recursos do Plano de Mobilidade de Alta e Média Capacidade de Curitiba que, além do metrô, também vão assegurar as obras do Inter 2, Linha Verde e Aumento da Capacidade do BRT, totalizando R$ 5,3 bilhões. A expectativa é que a portaria seja assinada nos próximos dias.
Durante a audiência, o presidente do Ippuc, Sérgio Pires, destacou que o metrô deve ser visto como uma oportunidade. “Com a implantação do metrô e dos demais projetos de mobilidade, Curitiba caminha para a adoção da multimodalidade. A cidade viverá uma transformação tão grandiosa quanto a que ocorreu após a aprovação do Plano Diretor de 1966, que terá impacto altamente positivo no desenvolvimento do município”, avaliou Pires.

Cronograma
Após o lançamento do edital e apresentação das propostas, a assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação deverá ocorrer em junho. O prazo para início das obras do metrô está previsto para julho desse ano. A partir daí, a empresa terá até seis anos para concluir a obra. “Mas a nossa expectativa é de que isso venha a ocorrer em cinco anos, pois a empresa vencedora do consórcio terá interesse de iniciar a operação do sistema o mais breve possível para que possa ter o retorno de seu investimento”, explicou Scatolin.

Pesquisa de Origem e Destino
Os vereadores pediram esclarecimentos a respeito da Pesquisa de Origem e Destino que a prefeitura de Curitiba irá elaborar. O presidente da Urbs, Roberto Gregório, explicou que o corredor norte-sul, por onde passará a linha do metrô, já tem estudos de demanda consolidados e, por isso, não depende dessa pesquisa. No entanto, a Pesquisa de Origem e Destino será fundamental para definir a futura integração do sistema de transporte coletivo ao metrô. “Essa nova malha de deslocamentos, para consolidar a integração multimodal, é que será definida a partir da pesquisa”, disse Gregório.
Fonte - Revista Ferroviária  27/02/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom

Metrô administrado por prefeitura!!!!!!!!!......tomara que não se repita ai a mesma história de Salvador...onde a prefeitura levou 12 anos para construir  6 km que não terminou......

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Leilão do metrô de Curitiba deve ocorrer em maio

Transportes sobre trilhos

Valor Economico
foto - ilustração
A prefeitura de Curitiba colocou em consulta pública a minuta do edital de licitação para o esperado metrô da capital paranaense. O documento deverá ser lançado no fim de fevereiro e a expectativa é a expectativa é que o leilão ocorra em maio.
A licitação em modelo de parceria pública-privada será feita pela menor tarifa - o valor máximo foi estabelecido em R$ 2,54. Além disso, o consórcio ganhador receberá do poder público um aporte anual de R$ 30 milhões, atrelado a um índice de qualidade. Quanto melhor a prestação do serviço, mais o consórcio recebe.
Tudo somado, a receita máxima nos 35 anos de concessão é de R$ 12,2 bilhões. Outros R$ 611 milhões poderão ser arrecadados em receitas acessórias, como publicidade e a exploração de atividades comerciais.
"Estamos sendo procurados por representantes do mundo inteiro. Temos absoluta clareza de que as principais operadoras do Brasil e do mundo estão acompanhando esse projeto", afirmou o prefeito Gustavo Fruet (PDT).
A obra está orçada em R$ 4,57 bilhões. Do total, R$ 1,36 bilhão virá do setor privado, R$ 1,8 bilhão da União e o restante será bancado por Estado e município.
Pelo projeto inicial, a previsão era que a tarifa-teto fosse estipulada em R$ 2,71. No ano passado, porém, Fruet decidiu abrir um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) e chamar empresas interessadas a apresentar novos estudos.
O vencedor foi a Triunfo Participações, que propôs estender o traçado em mais 3,5 quilômetros. O trajeto, que apesar de curto, permitiria alcançar um bairro populoso da cidade, aumentando a demanda e reduzindo a tarifa. "Estamos tranquilos em acreditar que nesse nível de tarifa o projeto é viável e o setor privado não terá prejuízo", garantiu o secretário de Planejamento, Fábio Scatolin.
No dia 15 será feita uma audiência pública para discutir o edital. As obras devem começar no segundo semestre e a prefeitura espera a entrega da primeira etapa do metrô em quatro anos.
Estudado desde os anos 60, o projeto do metrô curitibano só começou a sair do papel depois dos protestos de junho do ano passado, que trouxeram a questão da mobilidade urbana para o centro da discussão.
Em outubro, a presidente Dilma Rousseff anunciou em Curitiba a liberação de recursos federais a fundo perdido para a obra e determinou que a Secretaria do Tesouro Nacional liberasse empréstimos para o Estado do Paraná cumprir sua parte.
O metrô curitibano terá 17,6 quilômetros - sendo mais de 15 quilômetros subterrâneos - e 14 estações. Ainda será discutido como será feita a integração com outros modais, como os ônibus, que tornaram Curitiba conhecida como modelo de eficiência, mas hoje operam no limite e são alvos de reclamações constantes da população.
Fonte - Revista Ferroviária  10/01/2014

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Trilhos aposentam ônibus rápido em Curitiba (PR)

Transportes sobre trulhos

Não há mais como evitar.A substituição do modelo que inspirou outros municípios, como o Rio de Janeiro, já aparece como bandeira de campanha eleitoral e revela como forças políticas são capazes de repentinamente alterar o perfil da mobilidade em uma cidade.

Valor Econômico 

O primeiro trecho do metrô de Curitiba prevê linhas subterrâneas e elevadas para trens no mesmo trajeto por onde hoje circula o BRT(Bus Rapid Transit), nome do sistema de canaletas para ônibus que ganhou fama internacional. A substituição do modelo que inspirou outros municípios, como o Rio de Janeiro, já aparece como bandeira de campanha eleitoral e revela como forças políticas são capazes de repentinamente alterar o perfil da mobilidade em uma cidade.
O novo modelo de transporte, em trilhos subterrâneos ou em vias elevadas, abriria o espaço da superfície. Mas o projeto de transformação já tem planos para ocupar a área. Ao longo das atuais canaletas está prevista a construção de boulevard, com calçadão de pedestre, ciclovia, paisagismo especial, flores, arborização e equipamentos de lazer.
As primeiras vias de circulação exclusivas para ônibus, localmente chamadas de canaletas, foram criadas em 1974, no primeiro governo de Jaime Lerner. A novidade ganhou projeção no país e no mundo. Há alguns anos, até os governos das capitais da Colômbia e Chile decidiram copiar o modelo curitibano, o que estimulou até a exportação de ônibus biarticulados fabricados no Brasil para esses países.
Mas, ao mesmo tempo em que ganhava fama no exterior, o modelo curitibano começou a apresentar desgaste nas suas próprias raízes. Com uma área de 435 quilômetros quadrados e 1,75 milhão de habitantes, Curitiba começou a registrar queda no volume de usuários do transporte coletivo. No ano passado foram 309,6 milhões de passageiros pagantes, número que deve praticamente se repetir em 2012, mas que já foi maior dez anos atrás - 311,3 milhões em 2002, segundo a Empresa de Urbanização de Curitiba, que gerencia o serviço.
A construção de linhas de metrô é demanda antiga e o desejo da população de experimentar um novo sistema aumentou com o crescimento da frota. Curitiba tem hoje um veículo para 1,4 habitante, o que gera congestionamentos em horários de pico. Presume-se que parte dos usuários do BRT migrou para o automóvel.
No fim do ano passado, a presidente Dilma Rousseff esteve na capital paranaense para anunciar a liberação de R$ 1 bilhão em recursos do PAC da Mobilidade para o metrô. A primeira etapa do projeto, referente a 14,2 quilômetros, estava orçada em R$ 2,25 bilhões. A inauguração está prevista para 2016. Mas, antes mesmo de sair do papel, o modelo tem sido questionado.
O prefeito Luciano Ducci (PSB), que busca a reeleição, garante que as obras do projeto da primeira fase começarão ainda em 2012, para ligar a região Sul com o centro. "Parece que todos aqui têm dúvidas sobre o metrô. Para mim está bem claro, serei o prefeito que fará o metrô na cidade", afirma.
Gustavo Fruet (PDT) reclama do atraso na licitação do metrô e diz que pretende aperfeiçoar o projeto com novas rotas. Carlos Roberto Massa Junior (PSC), o Ratinho Junior, lembra que a discussão começou em 1998. "Por que nunca fizeram? Porque o sistema era bom e havia um lobby dos donos de ônibus. O Lerner foi contra porque não queria admitir que o filho dele estava ficando feio, o que é natural. O sistema durou 40 anos, foi eficaz e referência para o mundo. O que defendemos não é substituir isso, mas criar um modelo auxiliar que possa suprir a demanda que chega a 3,5 milhões de habitantes na região metropolitana."
Já Rafael Greca (PMDB) defende trens de superfície. "Acho o metro aéreo muito melhor que o enterrado", diz. "Se Dona Dilma nos mandar mesmo R$ 1 bilhão, temos de negociar uma solução que não seja esdrúxula, que não se arraste por 30 anos, 40 anos", completa.
Não é de hoje que o modelo de transporte público muda ao sabor da mudança de governos. Os paulistanos acompanharam há pouco tempo o remendo de um projeto mal sucedido, o chamado Fura-Fila, proposto pelo ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000) como a solução para o trânsito da cidade.
Agora chamado de Expresso Tiradentes, o projeto só foi concluído duas gestões depois, em 2007, por Gilberto Kassab (PSD). Mas foi totalmente alterado: passou de monotrilho a corredor de ônibus suspenso.
Entre os candidatos às eleições de São Paulo, surgem defensores de BRTs para a cidade. Celso Russomano (PRB) admite não ter ainda um projeto, mas diz que estuda o plano de BRT porque o metro quadrado do metrô "é caríssimo e demorado". Mas José Serra (PSDB) diz que embora importantes, os ônibus são complementares, e que a prioridade é investir em transporte sobre trilhos (metrô, trem e monotrilho). Apesar disso, ele destaca projeto para construir um corredor de ônibus com padrão BRT na Radial Leste.
Fernando Haddad (PT) faz críticas à suposta má vontade da prefeitura em buscar recursos federais. "Infelizmente São Paulo ficou de fora do recebimento de recursos do PAC da Mobilidade porque não inscreveu projetos”. Soninha Francine (PPS) também defende o sistema. Gabriel Chalita (PMDB) planeja construir BRTs para ligar bairros distantes e populosos ao centro da cidade com menos paradas no caminho.
Fonte - São Paulo Trem jeito  28/08/2012


Comentário do sindicato SINFERP
Pois é: enquanto os candidatos a prefeitura de São Paulo querem importar o modelo de Curitiba, a capital paranaense quer migrar para os trilhos. Interessante, entretanto, tanto em São Paulo quanto em Curitiba, que ninguém fale em VLT, o mais econômico da família dos trilhos.

COMENTÁRIO  Pregopontocom
Por mais que haja resistência e antipatia do "Lobby"dos pneus aos trilhos,cada dia fica mais difícil conter o avanço do sistema de transportes de volta ao lugar que lhe foi tirado e que sempre foi seu.Que venham os Trens,Metrôs e os VLTs...