UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Desemprego sobe para 7,6% nos 34 países da OCDE

Economia

Em fevereiro, a taxa de desemprego no conjunto dos países da OCDE aumentou 0,1 ponto percentual em relação a janeiro, apesar de haver menos 3,8 milhões de desempregados do que no pico registrado em abril de 2010, mais 11,4 milhões de pessoas, do que em julho de 2008.


Agência Brasil
Com informações da Agência Lusa
foto - ilustração
A taxa de desemprego nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) subiu para 7,6% em fevereiro, com 46 milhões de pessoas à procura de emprego, depois de três meses de queda consecutiva, segundo dados da instituição divulgados hoje (9).
Em fevereiro, a taxa de desemprego no conjunto dos países da OCDE aumentou 0,1 ponto percentual em relação a janeiro, apesar de haver menos 3,8 milhões de desempregados do que no pico registrado em abril de 2010, mais 11,4 milhões de pessoas, do que em julho de 2008.
De acordo com os dados da OCDE, a taxa de desemprego manteve-se estável na zona do euro, em 11,9%, no mês de fevereiro, o que ocorre pelo quinto mês consecutivo.
A taxa de desemprego aumentou 0,2 pontos percentuais na Holanda (7,3%), 0,1 ponto percentual na França e Itália (para 10,4% e 13%, respectivamente), enquanto diminuiu 0,2 pontos percentuais na Espanha, para 25,6%, e 0,1 ponto percentual na Áustria e na República Tcheca (para 4,8% e 13,9% pela mesma ordem).
Na Alemanha, a taxa de desemprego manteve-se estável em 5,1% pelo segundo mês consecutivo.
Segundo a OCDE, a taxa de desemprego subiu de 0,1 ponto percentual nos Estados Unidos, para 6,7%, após meses de queda consecutiva.
Nos países da organização, em fevereiro a taxa de desemprego das mulheres foi 7,7%, enquanto a dos homens foi inferior, situando-se em 7,5%.
O desemprego dos jovens continua a ser um problema crônico nos países da zona do euro.
Na Grécia, os últimos indicadores disponíveis, referentes a dezembro de 2013, indicam que a taxa de desemprego dos jovens foi 58,3%. Em fevereiro, essa taxa atingiu 53,4% na Espanha, 42,4% na Itália, 35% em Portugal e 32,5% na Eslováquia.
Fonte - Agência Brasil  09/04/2014

Trem de passageiros da Supervia bate com trem de carga no Rio

Rio de Janeiro 

Um trem de passageiros da concessionária Supervia colidiu na manhã desta quarta-feira (9) com uma composição da MRS, que levava minério, próximo às estações Barros Filho e Costa Barros, no Subúrbio do Rio. Segundo a Supervia, algumas pessoas que estavam em sua composição tiveram ferimentos leves

G1

Acidente aconteceu na manhã desta quarta-feira (9). Concessionária acionou o Corpo de Bombeiros por volta das 9h.
Um trem de passageiros da concessionária Supervia colidiu na manhã desta quarta-feira (9) com uma composição da MRS, que levava minério, próximo às estações Barros Filho e Costa Barros, no Subúrbio do Rio. Segundo a Supervia, algumas pessoas que estavam em sua composição tiveram ferimentos leves.
No momento do acidente, o trem de passageiros seguia para a Central do Brasil. Por volta das 9h, a concessionária informou que acionou o Corpo de Bombeiros, que prestava socorro no local.
A passagem de nível ao lado da estação Costa Barros estava fechada e, às 9h15, a circulação do ramal Belford Roxo foi interrompida. Por volta das 10h10, os trens haviam sido retirados do local, e a circulação foi liberada às 10h20, de acordo com o Centro de Operações Rio (COR).
Em nota, a MRS informou que equipes de suporte e atendimento de emergência foram encaminhadas para a região. De acordo com a empresa, uma investigação será conduzida para apurar os detalhes do acidente. A Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) também abriu um boletim de ocorrência para apurar as circunstâncias da colisão. Técnicos enviados ao local verificavam o atendimento prestado aos usuários pela concessionária.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  09/04/2014 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Jucá propõe instalação de CPI para investigar Petrobras, metrô e Porto de Suape

Política

O parecer do senador Jucá precisará ser aprovado pela CCJ e depois pelo plenário do Senado para que a CPI ampla possa ser criada e instalada. Após a leitura do parecer, diversos senadores se inscreveram para debater a proposta do relator.

Iolando Lourenço 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) defendeu a instalação imediata de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) ampla que investigue denúncias contra a Petrobras, além de suspeitas que envolvem o metrô de São Paulo e do Distrito Federal e atividades do Porto de Suape (PE). Relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dos recursos sobre as CPIs para investigar a Petrobras, Jucá rejeitou os argumentos dos governistas e dos tucanos em relação à criação das comissões.
A oposição propôs uma CPI para investigar denúncias contra a Petrobras, envolvendo, entre outras coisas, a compra da Refinaria de Pasadena (EUA). Diante do requerimento da oposição, os governistas protocolaram um pedido para criação de uma CPI mais ampla. Com dois pedidos na Casa, intensificou-se a disputa entre aliados e oposição.
O PSDB apresentou pedido para que a comissão investigasse apenas a Petrobras, enquanto o PT argumentava que a CPI não tinha fato determinado, porque reunia quatro assuntos diferentes. Jucá então rejeitou os dois recursos e opinou pela instalação de uma CPI que investigue assuntos propostos pela oposição e também pelos aliados do governo.
“Os temas propostos pela oposição para a criação da CPI estão dentro do pedido da CPI apresentado pelos governistas. Se não estivessem [os temas] eu iria propor a instalação de duas CPIs”, disse Romero Jucá, ao justificar sua decisão de propor uma comissão ampla. Jucá sugeriu retirar das investigações um dos temas proposto pelos governistas: o superfaturamento de convênios e contratos entre órgãos estaduais e municipais para a aquisição de equipamentos e desenvolvimento de projetos na área de tecnologia da informação utilizando recursos da União.
O parecer do senador Jucá precisará ser aprovado pela CCJ e depois pelo plenário do Senado para que a CPI ampla possa ser criada e instalada. Após a leitura do parecer, diversos senadores se inscreveram para debater a proposta do relator. No entanto, com o inicio da Ordem do Dia, período destinado às votações, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) pediu o encerramento da reunião da CCJ.
O presidente da CCJ, senador Vital do Rego (PMDB-PB), suspendeu os trabalhos da comissão e marcou o reinício para amanhã às 9 horas. O primeiro orador a usar da palavra será o senador Mário Couto (PSDB-PA).
Fonte - Agência Brasil   08/04/2014

Itaparica vai ganhar novo pier

Itaparica

Segundo informações do IPHAN, as ações visam a requalificação urbana, com investimentos não só nos imóveis, mas também na qualidade de vida do cidadão. O objetivo é proporcionar incentivos ao turismo, à melhoria da qualidade de vida, da infraestrutura, da geração de empregos e oportunidades econômicas. Itaparica é uma das dez cidades baianas que possuem sítios históricos tombados pelo IPHAN, além de um grande atrativo de navegantes.

Daniela Pereira - TB 
foto - ilustração
Moradores e visitantes da Ilha de Itaparica, situada na Baía de Todos os Santos, que esperam melhorias urbanas na região já podem comemorar. Hoje, serão licitados pela Superintendência do Instituto na Bahia os projetos executivos e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) executará as ações do PAC Cidades Históricas. O objetivo é preservar o patrimônio e promover o desenvolvimento sustentável, além de fomentar o turismo local. Entre as principais ações estão a construção de um píer público e a requalificação urbana da Praça do Mercado.
Segundo informações do IPHAN, as ações visam a requalificação urbana, com investimentos não só nos imóveis, mas também na qualidade de vida do cidadão. O objetivo é proporcionar incentivos ao turismo, à melhoria da qualidade de vida, da infraestrutura, da geração de empregos e oportunidades econômicas. Itaparica é uma das dez cidades baianas que possuem sítios históricos tombados pelo IPHAN, além de um grande atrativo de navegantes. Diante disso, uma das principais ações na região é a construção de um píer de atracação de uso público, na Avenida 25 de Outubro.
De acordo com Carlos Amorim, superintendente do IPHAN, a construção do píer público é essencial já que a Ilha possui apenas dois: um de propriedade da Marinha do Brasil que, por questões de segurança, só pode ser utilizado por embarcações oficiais e o outro que é de uma marina de uso particular. “Há, portanto, a necessidade da construção de um píer de uso público para garantir a plena acessibilidade à cidade pelo mar”, destaca.
Além disso, os projetos do PAC visam requalificação urbanística da Praça do Mercado, com a instalação de mobiliário urbano, equipamentos modernos e iluminação especial, além de restaurar praças e igrejas do local. Entre elas destacam-se a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento e a de São Lourenço. Tombadas em 1938, as igrejas possuem um importante acervo de arte sacra, e necessitam de melhorias físicas que propiciem a conservação do bem cultural e sua reorganização. As restaurações dos imóveis são focadas no fomento das visitações turísticas, eventos e encontros sociais.
Segundo Amorim, ao longo do tempo, os monumentos religiosos passaram por alguns reparos que ficaram restritos a cobertura, esquadrias, entre outros trechos dos edifícios. “Para que as igrejas recuperem a sua plena funcionalidade é necessário que a edificação e seus bens artísticos sejam restaurados e todos os seus espaços sejam recuperados e requalificados”, enfatizou.
Fonte - Tribuna da Bahia  08/04/2014

Ministro do STF nega liminar para acusado de roubar galinha

Justiça

O caso chegou ao STF após percorrer todas as instâncias do Judiciário. Segundo a denúncia, Afanásio Maximiniano Guimarães tentou roubar uma galinha e um galo que estavam no galinheiro da vítima, Raimundo das Graças Miranda.

André Richter
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido de liminar para arquivar ação penal contra um homem acusado de roubar um galo e uma galinha, avaliados em R$ 40. Segundo o ministro, o caso deve ser resolvido no mérito do habeas corpus, após manifestação do Ministério Público.
O caso chegou ao STF após percorrer todas as instâncias do Judiciário. Segundo a denúncia, Afanásio Maximiniano Guimarães tentou roubar uma galinha e um galo que estavam no galinheiro da vítima, Raimundo das Graças Miranda.
Depois o ocorrido, a Defensoria Pública pediu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que o processo fosse declarado extinto, uma vez que o acusado devolveu os animais. Apesar do pedido de aplicação do princípio da insignificância para encerrar o processo, a Justiça de Minas e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), última instância da Justiça Federal, rejeitaram pedido para trancar a ação penal.
Ao analisar o caso no STF, o ministro Luiz Fux decidiu aguardar o julgamento do mérito do pedido para decidir a questão definitivamente. “A causa de pedir da medida liminar se confunde com o mérito da impetração, porquanto ambos referem-se à aplicabilidade, ou não, do princípio da insignificância no caso sub examine. Destarte, é recomendável que seja, desde logo, colhida a manifestação do Ministério Público Federal”, decidiu Fux. Fonte - Agência Brasil  08/04/2014 

Restaurante no Comércio faz 100 anos

Salvador

O restaurante marcou uma fase importante da sociedade baiana, reunindo empresários, comerciantes e políticos, num mesmo ambiente, de gastronomia rica e diversificada. .
Criado em 1912 por José Maria Orge, imigrante espanhol, o Colon enfrentou algumas dificuldades, mas fez história na Bahia. Na década dos 40, já economicamente independente, José trouxe seus familiares para a boa terra onde viveram até hoje seus filhos, netos e bisnetos

Daniela Pereira - TB
foto - ilustração
O Restaurante Colon comemorou no último sábado, dia 05, 100 anos de existência, com buffet livre de feijoada e grandes atrações artísticas, como Nelson Rufino e apresentações de baianas caracterizadas e danças flamencas. Localizado próximo à Associação Comercial da Bahia, Praça Conde dos Arcos, no Comércio. O restaurante marcou uma fase importante da sociedade baiana, reunindo empresários, comerciantes e políticos, num mesmo ambiente, de gastronomia rica e diversificada. .
Criado em 1912 por José Maria Orge, imigrante espanhol, o Colon enfrentou algumas dificuldades, mas fez história na Bahia. Na década dos 40, já economicamente independente, José trouxe seus familiares para a boa terra onde viveram até hoje seus filhos, netos e bisnetos. Na década dos 50 entrou na sociedade Manuel Arlindo Orge Casqueiro, seu filho, mas conhecido como “Manolo do Colon” e José Maria Orge Alonso, “Pepe”, seu genro. A partir de 1966 estes dois assumiram o controle da firma e mantiveram honrosamente acesa a chama do Colon até a metade dos anos 90.
Segundo Maria Orge, atual proprietária juntamente com o marido, a festa de aniversário do restaurante foi crescendo de forma inesperada. “No último dia 31, o Colon completou 100 anos, mas a Casa ficou muito cheia e a festa foi crescendo muito, sem eu sentir.
Com isso a Associação Comercial me cedeu o espaço para fazermos nossa comemoração”, explicou Orge, relembrando um pouco da história do restaurante. “A história é fascinante, pois em 1912, José Maria, que é bisavô do meu filho, abriu o Bar Marítimo porque tudo no local era mar. Em 1914, ele pôde vir para cá e em homenagem a Cristóvão Colombo, colocou o nome de Colon Choperia. Atualmente podemos dizer que o restaurante já é um patrimônio da Bahia”, contou.
Bastante frequentado por Jorge Amado e Zélia Gattai, o restaurante está presente na página 355 do livro, O Sumiço da Santa, sendo eternizado na literatura brasileira. Para comemorar o centenário do Colon foram convidados o prefeito ACM Neto, o governador da Bahia, Jaques Wagner, o presidente da Bahiatursa e outras autoridades locais. Além de Nelson Rufino, a festa contou com apresentações de Roque Bentenguê, Peu Meu Ray, Fanfarra e músicos convidados.
Fonte - Tribuna da Bahia  08/04/2014

Ministério Público vai investigar crise no Sistema Cantareira em SP

São Paulo

No inquérito a ser conduzido pelo promotor José Eduardo Ismael Lutti, o MP levará em consideração o fato de ter ocorrido ausência de chuvas nos meses de janeiro e fevereiro sobre as bacias hidrográficas que alimentam esse reservatório.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil
Sistema Cantareira enfrenta pior crise de
 abastecimento de sua história
Sabesp/Divulgação
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai instaurar, ainda nesta semana, um inquérito civil para esclarecer a crise no Sistema Cantareira, o mais importante reservatório de água da região metropolitana que vive a pior baixa de sua história com quedas diárias em seu nível de operação. Hoje (8), o volume baixou 0,2 ponto percentual em relação a ontem (7), atingindo 12,7% da capacidade total de armazenamento.
No inquérito a ser conduzido pelo promotor José Eduardo Ismael Lutti, o MP levará em consideração o fato de ter ocorrido ausência de chuvas nos meses de janeiro e fevereiro sobre as bacias hidrográficas que alimentam esse reservatório. Mas também vai apurar informações sobre a possibilidade de erros de gestão da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Há suspeita de falhas na precaução contra as adversidades climáticas.
Esse trabalho deverá contar com integrantes do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) das unidades de Piracicaba e do Vale do Paraíba, além de estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e de troca de informações com o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP), que também investiga a questão.
O contrato de outorga vence no próximo dia 5 de agosto e sua renovação é vista com cautela por parte da Agência Nacional de Águas (ANA). Em audiência pública, ocorrida, no último dia 25, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o presidente da ANA,Vicente Andreu Guillo, defendeu regras mais rígidas.
Na portaria sobre a atual outorga, emitida em 2004 pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) do estado, consta que a Sabesp deveria providenciar estudos e projetos para reduzir a dependência do Sistema Cantareira e garantir o abastecimento. Para isso, deveria levar em consideração os planos relacionados às bacias hidrográficas formadas pelos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, além dos recursos hídricos do Alto Tietê.
A Agência Brasil procurou a Sabesp para pedir o posicionamento da empresa sobre o processo investigativo, mas foi informada de que nenhum pedido de esclarecimentos a respeito havia chegado ao Departamento Jurídico da companhia e que um eventual pronunciamento só poderia ocorrer após essa oficialização.
Fonte - Agência Brasil  08/04/2014 

IBGE vê sinais evidentes de aumento do ritmo produtivo

Economia

Os resultados positivos vão do índice 0,4%, de fevereiro deste ano, na comparação com janeiro, até o índice de 5%, na comparação fevereiro 2014/fevereiro 2013. Na taxa anualizada, que registra o crescimento acumulado nos últimos doze meses, a expansão também foi positiva....

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
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Na avaliação dos técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há "evidentes sinais” de aumento no ritmo produtivo da indústria brasileira no confronto do último trimestre de 2013 com o resultado acumulado nos dois primeiros meses de 2014, que fechou em expansão de 1,3% no bimestre.
Os dados da Pesquisa Industrial Mensal/Produção Física Regional (PIM/PF Regional), de fevereiro, indicam crescimento da indústria em todas as bases de comparação e na ampla maioria dos 14 locais pesquisados.
Os resultados positivos vão do índice 0,4%, de fevereiro deste ano, na comparação com janeiro, até o índice de 5%, na comparação fevereiro 2014/fevereiro 2013. Na taxa anualizada, que registra o crescimento acumulado nos últimos doze meses, a expansão também foi positiva: 1,1%.
No confronto do último trimestre do ano passado com o resultado dos dois primeiros meses deste ano, ambas as comparações - contra iguais períodos do ano anterior, em que nove dos 14 locais pesquisados - mostraram dinamismo.
Neste caso, os números acompanham o movimento no índice nacional, que passou de -0,3% no quarto trimestre do ano passado para 1,3% no índice acumulado do primeiro bimestre desse ano.
Segundo o IBGE, nesse mesmo tipo de confronto, Amazonas (que passou de menos 3,% para 6,%), Pernambuco (de 3,4% para 8,3%), Minas Gerais (de -2,4% para 2,5%), Espírito Santo (de -4,8% para -2,2%) e Bahia (de -1,9% para -0,1%) concentraram os maiores ganhos.
Já as maiores reduções ocorreram no Rio Grande do Sul (de 11,4% para 2,0%); Paraná (de 10,5% para 2,3%); e Goiás (de 5,3% para -0,8%).
Outro dado a corroborar com os sinais positivos do comportamento da indústria é a taxa anualizada (acumulado dos últimos doze meses) que, ao mostrar expansão de 1,1% em fevereiro de 2014, assinalou ganho de ritmo frente à marca registrada em janeiro último (0,5%).
Em termos regionais, nove dos 14 locais pesquisados apontaram taxas positivas em fevereiro desse ano, com doze apontando maior dinamismo frente ao índice de janeiro último. Os principais ganhos entre janeiro e fevereiro foram observados no Paraná (de 5,2% para 6,9%); Minas Gerais (de -2,3% para -1,0%); Amazonas (de 0,6% para 1,9%); e Pernambuco (de 1,5% para 2,6%). Já a perda mais importante foi registrada por Goiás (de 5,4% para 4,5%).
Fonte - Agência Brasil  08/04/2014

BRT - SOLUÇÃO OU PROBLEMA???...

Mobilidade

Se pretendem retirar automóveis com a implantação deste ônibus articulado, é só pesquisarem quantos donos de carro o deixam na garagem para usar este transporte, dito de massa.

Celso Franco - JB
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De repente passou-se a utilizar o BRT como solução mágica para resolver o problema da mobilidade urbana.
Em primeiro lugar, é preciso que se saiba o que se entende como mobilidade urbana. Nunca tive dos técnicos uma resposta convincente.
Se pretendem retirar automóveis com a implantação deste ônibus articulado, é só pesquisarem quantos donos de carro o deixam na garagem para usar este transporte, dito de massa.
Volto a insistir que só com o racionamento da utilização das vias, o URV, será conseguido um aumento da mobilidade urbana, medida em rendimento da malha viária, hoje não alcançando 18%.
Aliás, é preciso que os senhores momentaneamente responsáveis pelo desempenho do trânsito do Rio saibam que é o resultado estatístico das pesquisas o “termômetro” que mede a “febre” que faz da mobilidade e da segurança do trânsito motivo de preocupação, para não dizer vergonha.
Em setembro do ano passado, recebi honroso convite para, na CET Rio, da qual fui o seu primeiro presidente, no governo Marcelo Alencar, para participar das palestras da Semana do Trânsito.
Por causa da maneira gentil e carinhosa com que me receberam e me trataram, resolvi lhes prestar, gratuitamente, uma colaboração no setor da segurança do BRT e na do tráfego na Avenida das Américas, uma das campeãs de acidentes.
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Dei as minhas sugestões baseadas no que vi lá fora e, embora aceitas pelos membros dos escalões inferiores, não mereceu nenhuma providência efetiva da cúpula dirigente.
Já havia prometido a mim mesmo deixar o “circo pegar fogo”, mas o dever para com os leitores do JB,em face do que está acontecendo, me impõe a tratar do assunto.
Vou demonstrar que os acidentes que acontecem com os BRT, se me tivessem ouvido, não teriam acontecido.
Senão, vejamos: o BRT, como o antigo bonde, agora de volta travestido de VLT, não sai do seu trilho, ou no caso, do primeiro da sua canaleta. Os acidentes que ocorrem são provocados por veículos estranhos ao seu leito de deslocamento que, por desavisados, lá se intrometem e provocam acidentes fatais.
Por enquanto só acontecem nos cruzamentos, onde é possível o conflito. Mas já ocorreram descarrilamentos de BRT por ser a mureta que limita o seu percurso bloqueado mal calculada em altura. Deveriam ser defensas, metálicas, tipo “box beam”, de apenas 18 cm de espessura no seu perfil superior, e suas colunas de suporte com um metro de altura.
Por ser o BRT silencioso, seria necessário que fosse avisada a sua presença nos cruzamentos, com uma buzina especial e característica dele, ao fazer estas travessias.
Além das placas de proibição de entrar à esquerda existentes nas pistas que o margeiam, deveria haver, junto ao sinal vermelho para quem deve atravessar a sua trajetória, um sinal internacional de perigo, acionado ao mesmo tempo, com a palavra BRT e uma campainha, como nos passagens de nível das linhas férreas. Aliás, o ideal mesmo é que fossem instaladas cancelas de subir e descer.
Se verificarem as estatísticas, verão que a maioria dos acidentes nos cruzamentos, por conversão ou travessia ilegal, acontecem com veículos que não são da nossa cidade, conduzidos por motoristas que não conhecem onde estão trafegando.
A sinalização de segurança deve ser agressiva e para “burro ler”. Na década de 50, em Haia, onde morei por dois anos, toda a vez que o bonde (tram, em holandês) ia cruzar a pista dos demais veículos, aparecia pendurado sobre as faixas a serem cruzadas o aviso luminoso piscante do sinal internacional de perigo com a palavra "tram", e uma estridente campainha tocava. Eram VLTs de alta velocidade e dotados de pisca-pisca indicador de mudança de direção.
Já que o BRT, sozinho, não significa a solução para melhoria da mobilidade, não permitam que ele venha a ser mais um problema de segurança no nosso trânsito assassino.
É o apelo que faço a quem pode minorar este mal.
Fonte - Jornal do Brasil   07/04/2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Consumidor está mais confiante no mercado de trabalho

Economia

O Indicador Coincidente de Desemprego, que mede a satisfação do brasileiro com o mercado de trabalho, teve uma melhora de 4,6%, na comparação com o mês anterior. Esse é o maior avanço desde dezembro de 2007 (7,6%).

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - Ag.Brasil
O consumidor brasileiro está mais confiante no mercado de trabalho, segundo pesquisa divulgada hoje (7) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Indicador Coincidente de Desemprego, que mede a satisfação do brasileiro com o mercado de trabalho, teve uma melhora de 4,6%, na comparação com o mês anterior. Esse é o maior avanço desde dezembro de 2007 (7,6%).
Já o Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 0,5% em março deste ano, na comparação com o mês anterior. O índice busca antecipar tendências do mercado de trabalho para os próximos meses, com base em entrevistas com consumidores e empresários da indústria e do setor de serviços.
Os itens que mais contribuíram para a piora do indicador foram o grau de satisfação atual dos empresários da indústria com os negócios, que teve queda de 3%, e a expectativa dos empresários de serviços com a tendência dos negócios, que recuou 1,8%.
Fonte - Agência Brasil  07/04/2014

Em um ano Arena Fonte Nova recebe 43 jogos e mais de 800 mil torcedores

Salvador

Desde sua inauguração, em 7 de abril de 2013, a Arena Fonte Nova recebeu mais de 800 mil torcedores e possui uma média de 19 mil pagantes por jogo, em competições nacionais e internacionais, incluindo três disputas da Copa das Confederações.

TB
Show de Elton John na Arena Fonte Nova
A Arena Fonte Nova está completando um ano de inaugurada. Nesse período, realizou cerca de 50 eventos corporativos, educativos, de negócios, moda e entretenimento para públicos diferenciados. Além disso, abrigou 43 partidas de futebol.
Desde sua inauguração, em 7 de abril de 2013, a Arena Fonte Nova recebeu mais de 800 mil torcedores e possui uma média de 19 mil pagantes por jogo, em competições nacionais e internacionais, incluindo três disputas da Copa das Confederações.
Nos jogos do Campeonato Brasileiro de 2013, aproximadamente 400 mil torcedores apoiaram seus times, com uma média de quase 20 mil pagantes por partida, superando em 33% a média do campeonato, que foi de quase 15 mil por jogo. O maior destaque foi a última disputa de 2013, entre Bahia e Fluminense, que teve um público pagante de 40.249 torcedores.
“Escutamos relatos de torcedores emocionados com boas lembranças da antiga fonte e encantados com a atual Arena”, disse Marcos Lessa, presidente da Fonte Nova.
Além dos jogos, 38 eventos de entretenimento e negócios utilizaram as mais diversas áreas do equipamento e somaram um público de mais de 160 mil pessoas presentes. A arena recebeu desde um aniversário infantil em um camarote para 20 convidados, até um público de 40 mil pessoas para o show do astro inglês Elton John.
Fonte - Tribuna da Bahia  07/04/2014

Petrobras tem recordes de produção em março

Economia

O aumento foi registrado nas áreas de produção de petróleo na camada pré-sal e de refino de óleo - Segundo nota divulgada pela estatal, no mês passado foi produzida uma média de 387 mil barris de óleo por dia na camada pré-sal, devido à entrada em produção de mais um poço no Campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil

A Petrobras quebrou dois recordes em março deste ano: a produção de petróleo na camada pré-sal e o refino de óleo em suas unidades. Segundo nota divulgada pela estatal, no mês passado foi produzida uma média de 387 mil barris de óleo por dia na camada pré-sal, devido à entrada em produção de mais um poço no Campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos.
O Poço 7-SPH-04-SPS tem capacidade diária de extrair 26 mil barris e está conectado à Plataforma FPSO Cidade de São Paulo, que, por sua vez, tem capacidade diária de produzir 120 mil barris de petróleo. Também contribuiu para isso o Poço SPS-77A, ligado à mesma plataforma, que entrou em produção em meados de fevereiro e hoje tem a maior produção do país (36 mil barris/dia).
Nas refinarias, a Petrobras conseguiu uma média diária de processamento de 2,15 milhões de barris em março. O recorde anterior havia sido 2,14 milhões de barris por dia, obtido em julho do ano passado.
Fonte - Agência Brasil  07/04/2014

Copa deve gerar 48 mil postos de trabalho no setor turístico

Economia

Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base no fluxo de 3,6 milhões de turistas que deverão circular pelo país durante a competição, de 12 de junho a 13 de julho.- O economista da CNC Fabio Bentes ressalta que o número é 60% superior à geração de postos de trabalho nos 12 estados no mesmo período do ano passado (29,5 mil). Apesar disso, grande parte dessas vagas deverá ser temporária.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A Copa do Mundo deve gerar 47,9 mil vagas de trabalho no setor de turismo nos 12 estados-sede da competição, entre os meses de abril e junho deste ano. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base no fluxo de 3,6 milhões de turistas que deverão circular pelo país durante a competição, de 12 de junho a 13 de julho.
O economista da CNC Fabio Bentes ressalta que o número é 60% superior à geração de postos de trabalho nos 12 estados no mesmo período do ano passado (29,5 mil). Apesar disso, grande parte dessas vagas deverá ser temporária.
“Pouquíssima gente deve ser absorvida depois da Copa, porque o setor de turismo não está indo tão bem neste ano. É natural que depois da Copa, haja um enxugamento dessas contratações, porque são trabalhos temporários mesmo”, disse Bentes.
De acordo com a CNC, o setor de alimentação responderá pela maior parte da geração de postos de trabalho. Cerca de 16,1 mil vagas, ou 33,5% do total, deverão ser criadas por bares e restaurantes, que são o principal segmento turístico, segundo a confederação.
Os transportes de passageiros deverão abrir 14 mil vagas (29,2% do total), enquanto hotéis, pousadas e similares responderão por 12,3 mil novos postos de trabalho (25,7%). Outros setores gerarão menos vagas, como os serviços culturais e recreativos (3,8 mil) e agências de viagens (1,7 mil).
Em termos de remuneração, as maiores ficarão com as agências de viagens (R$ 1.626). Em seguida, aparecem os transportes de passageiros (R$ 1.449), serviços culturais e recreativos (R$ 1.397), a alimentação (R$ 935) e hospedagem (R$ 900).
Fonte - Agência Brasil  07/04/2014

Fábrica começa a testar o novo bonde de Santa Teresa em Três Rios

Transportes sobre trilhos

Governo do Estado do Rio está investindo cerca de R$ 110 milhões na modernização de todo o sistema - O bonde antigo era feito de madeira e esse novo tem a estrutura interna toda feita em aço, com revestimento em fibra de vidro. Ele tem três tipos de redundância de freio, em um sistema de tração moderno que reduziu o peso em 200 quilos.

Correio do Brasil 

A primeira composição do novo Sistema de Bondes de Santa Teresa já começou a operar em fase de testes dentro da fábrica em Três Rios, no Centro- Sul Fluminense. Vencedora da licitação, a Trans Sistemas de Transportes (T’Trans) prevê entregar até novembro os 14 bondes elétricos adquiridos pela Casa Civil. O Governo do Estado está investindo cerca de R$ 110 milhões na modernização de todo o sistema, que inclui fabricação dos bondes e a reforma da rede elétrica, trilhos, oficina e controle operacional.
Mantendo as características visuais do modelo antigo, as novas composições receberam as tecnologias mais modernas do setor. Entre as novidades estão os estribos retráteis, que ficarão recolhidos durante a circulação para evitar que os passageiros viajem em pé. Cada veículo terá capacidade para 32 pessoas, que ficarão protegidas por um travessão. Em metade da frota haverá um espaço para cadeira de rodas.
- O bonde antigo era feito de madeira e esse novo tem a estrutura interna toda feita em aço, com revestimento em fibra de vidro. Ele tem três tipos de redundância de freio, em um sistema de tração moderno que reduziu o peso em 200 quilos. Esse produto recebeu as melhores técnicas e estamos devolvendo um cartão-postal do Rio com toda segurança e funcionalidade – afirmou Umberto Giavina-Bianchi, gestor de contratos da T’Trans.
O primeiro bonde ficará em teste na fábrica por 45 dias antes de ser entregue ao Governo do Estado. Com os novos trilhos sendo instalados em Santa Teresa, a previsão é de que ele chegue ao bairro histórico em maio para iniciar os testes na via.
Fonte - STEFZS  06/04/2014

domingo, 6 de abril de 2014

Mulheres vítimas de assédio no transporte público reclamam de humilhação

São Paulo

Nos três primeiros meses deste ano, 33 homens foram detidos na capital paulista, acusados de assédio nos vagões e nas estações de metrô e trem. -  Segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública, este ano foram registrados, em todo o estado, 285 casos de importunação ofensiva ao pudor

Fernanda Cruz 
Repórter da Agência Brasil 
Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
“Eles chegam encostando. Na primeira vez eu me afasto, mas se eu perceber que continua, eu xingo, ameaço bater, não fico quieta não. Mas é uma humilhação.” O relato de Diana Cavalcante, empregada doméstica de 50 anos, e de tantas outras mulheres paulistanas, é recorrente. Segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública, este ano foram registrados, em todo o estado, 285 casos de importunação ofensiva ao pudor - quando a vítima é assediada sexualmente em local público. Desses casos, 17 ocorreram dentro de coletivos e 13 nos pontos de ônibus.
Na Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), apenas nos três primeiros meses deste ano 33 homens foram detidos sob a acusação de assédio dentro dos vagões e nas estações de metrô e trem da capital paulista. Desses, dois foram presos em flagrante e permanecem presos e apenas um foi enquadrado por estupro.
Há 13 anos, Diana depende de ônibus e do trem para se locomover. “Já vi cenas terríveis, já levantaram a saia de uma mulher e ela não teve reação nenhuma, porque se a gente fala alguma coisa, eles ofendem a gente, acham ruim. Ela simplesmente desceu na estação seguinte”, relata a doméstica.
“Ontem mesmo eu presenciei uma cena. Um rapaz fingiu que tropeçou para molestar uma menina. Na hora eu não percebi, mas depois parei para pensar. Foi de propósito”, lembra o porteiro Eli Alves do Nascimento, de 25 anos. Para ele, falta punição para os casos de assédio. “A solução é montar um sistema estratégico com pelo menos um policial disfarçado por vagão. Quando acontecer um fato como esse, ele já filma a pessoa, passa o rádio, já faz a abordagem e prende a pessoa. Isso vai fazer eles ficarem mais inibidos com esse tipo de atitude.”
Eli acredita que os vagões exclusivos para mulheres não resolveriam o problema. “Se separar o vagão, uma hora ou outra vai misturar de novo, então vai continuar acontecendo, ou eles vão fazer do lado de fora. O negócio é dar boa uma punição, para que eles pelo menos tenham medo, não se sintam tão livres para fazer esse tipo de coisa”, defendeu.
Aline Valderrama Alves de Narciso, de 23 anos, discorda. Ela, que também já foi vítima dos abusadores, acredita que os vagões femininos podem ajudar. “Acho que seria bem melhor, porque realmente tem homem que se aproveita da situação. Eu ficaria mais confortável”, desabafa a operadora de telemarketing.
Aline revela os truques usados por muitas mulheres para se defender dentro de um vagão lotado. “Procuro ficar mais entre as mulheres. Se chega um homem perto, eu procuro ficar de lado, ou então de frente para ele. Tem o truque do cotovelo também. Inclino o cotovelo para trás, para afastá-lo de mim”, diz.
Outro artifício que vem sendo usado por elas é espetar o molestador com um alfinete. Na última sexta-feira (4), uma ação do movimento Mulheres em Luta distribuiu cerca de 400 alfinetes na Estação Capão Redondo do metrô, durante o horário de pico.
“A ação no Capão Redondo foi muito boa. As mulheres, que sempre sofrem, apoiaram, vieram nos parabenizar, pedir ajuda”, diz Janaína Rodrigues, organizadora da campanha “Não me encoxa, que eu não te furo”. O movimento pretende percorrer as principais estações de São Paulo levando esclarecimento às passageiras e entregando kits com o alfinete.
Em outro ato, na última quarta-feira (2), mulheres do Levante Popular da Juventude distribuíram panfletos e estenderam faixas nas proximidades das catracas de acesso à área de embarque da Estação Sé, no centro da capital.
Ananda Felisberto, representante do Levante, conta que ela mesma já foi vítima de assédio há três anos. “Eu usava uma saia não muito curta, mas apertada. O ônibus estava cheio e eu senti atrás de mim um homem encoxando. Fiquei sem saber o que fazer. Por mais vontade que a gente tenha de gritar e dizer que isso não pode acontecer, psicologicamente é uma coisa muito surreal quando acontece. Na maioria das vezes, a gente não revida cantada, não arruma briga quando isso acontece dentro do transporte. Acho que hoje eu não ia ficar quieta como há três anos”, desabafou.
Ananda acredita que a raiz do problema está na própria sociedade brasileira, marcada pelo machismo. “Os homens acham que podem fazer o que querem com as mulheres, acham que os corpos delas são públicos. Na rua, a gente leva cantada e isso é tido como natural. E se você vai à delegacia, ainda perguntam que tipo de roupa você estava vestindo ou o que você estava fazendo. Isso é reflexo do machismo”, disse.
Uma das maiores reclamações da representante do Levante é o fato de as mulheres não se sentirem seguras para ir a uma delegacia. Segundo relato dos agentes de segurança que trabalham à paisana no metrô de São Paulo, 80% das mulheres que sofrem assédio em situações que são presenciadas por eles preferem não prestar queixa.
Alguns dos abusadores, inclusive, aproveitam-se da impunidade para continuar agindo. Um dos encoxadores mais conhecidos pelos agentes tem nove passagens pela polícia e já foi pego praticando assédio sexual em shoppings centers, elevadores, ônibus e vagões de metrô e trem. “Ele sempre diz que não consegue evitar, porque tem 'frotteurismo'”, conta um dos agentes, que não pode ter a identidade revelada.
José Leon Crochík, docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), explica que o frotteurismo é um comportamento mais comum entre os homens. “Eles aproveitam espaços com muita gente para ter contatos sexuais sem a permissão dos outros. Em outras palavras, trata-se de um tipo de abuso sexual.”
De acordo com Crochík, o que estimula quem sofre de frotteurismo é a expectativa de não ser punido e o desejo de ter prazer com o outro, sem a sua permissão. “Isso o faz sentir domínio sobre o outro, é mais do que a masturbação e bem menos do que o ato sexual forçado. De todo modo, é um ato solitário que incomoda o outro”, explica. Já a consequência nas vítimas desse tipo de abuso é o medo de estar em situações em que possam ser molestadas novamente.
“Eles chegam encostando. Na primeira vez eu me afasto, mas se eu perceber que continua, eu xingo, ameaço bater, não fico quieta não. Mas é uma humilhação.” O relato de Diana Cavalcante, empregada doméstica de 50 anos, e de tantas outras mulheres paulistanas é recorrente. Segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública, este ano, foram registrados, em todo o estado, 285 casos de importunação ofensiva ao pudor - quando a vítima é assediada sexualmente em local público. Desses casos, 17 ocorreram dentro de coletivos e 13 nos pontos de ônibus.
Na Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), apenas nos três primeiros meses deste ano, 33 homens foram detidos sob a acusação de assédio dentro dos vagões e nas estações de metrô e trem da capital paulista. Desses, dois foram presos em flagrante e permanecem presos e apenas um foi enquadrado por estupro.
Há 13 anos, Diana depende de ônibus e do trem para se locomover. “Já vi cenas terríveis, já levantaram a saia de uma mulher e ela não teve reação nenhuma, porque se a gente fala alguma coisa, eles ofendem a gente, acham ruim. Ela simplesmente desceu na estação seguinte”, relata a doméstica.
“Ontem mesmo eu presenciei uma cena. Um rapaz fingiu que tropeçou para molestar uma menina. Na hora eu não percebi, mas depois parei para pensar. Foi de propósito”, lembra o porteiro Eli Alves do Nascimento, de 25 anos. Para ele, falta punição para os casos de assédio. “A solução é montar um sistema estratégico com pelo menos um policial disfarçado por vagão. Quando acontecer um fato como esse, ele já filma a pessoa, passa o rádio, já faz a abordagem e prende a pessoa. Isso vai fazer eles ficarem mais inibidos com esse tipo de atitude.”
Eli acredita que os vagões exclusivos para mulheres não resolveriam o problema. “Se separar o vagão, uma hora ou outra vai misturar de novo, então vai continuar acontecendo, ou eles vão fazer do lado de fora. O negócio é dar boa uma punição, para que eles pelo menos tenham medo, não se sintam tão livres para fazer esse tipo de coisa”, defendeu.
Aline Valderrama Alves de Narciso, de 23 anos, discorda. Ela, que também já foi vítima dos abusadores, acredita que os vagões femininos podem ajudar. “Acho que seria bem melhor, porque realmente tem homem que se aproveita da situação. Eu ficaria mais confortável”, desabafa a operadora de telemarketing.
Aline revela os truques usados por muitas mulheres para se defender dentro de um vagão lotado. “Procuro ficar mais entre as mulheres. Se chega um homem perto, eu procuro ficar de lado, ou então de frente para ele. Tem o truque do cotovelo também. Inclino o cotovelo para trás, para afastá-lo de mim”, diz.
Outro artifício que vem sendo usado por elas é espetar o molestador com um alfinete. Na última sexta-feira (4), uma ação do movimento Mulheres em Luta distribuiu cerca de 400 alfinetes na estação Capão Redondo do metrô, durante o horário de pico.
“A ação no Capão Redondo foi muito boa. As mulheres, que sempre sofrem, apoiaram, vieram nos parabenizar, pedir ajuda”, diz Janaína Rodrigues, organizadora da campanha “Não Me Encoxa, Que Eu Não Te Furo”. O movimento pretende percorrer as principais estações de São Paulo levando esclarecimento às passageiras e entregando kits com o alfinete.
Em outro ato, na última quarta-feira (2), mulheres do Levante Popular da Juventude distribuíram panfletos e estenderam faixas nas proximidades das catracas de acesso à área de embarque da estação Sé, no centro da capital.
Ananda Felisberto, representante do Levante, conta que ela mesma já foi vítima de assédio há três anos. “Eu usava uma saia não muito curta, mas apertada. O ônibus estava cheio e eu senti atrás de mim um homem encoxando. Fiquei sem saber o que fazer. Por mais vontade que a gente tenha de gritar e dizer que isso não pode acontecer, psicologicamente, é uma coisa muito surreal quando acontece. Na maioria das vezes, a gente não revida cantada, não arruma briga quando isso acontece dentro do transporte. Acho que hoje eu não ia ficar quieta como há três anos”, desabafou.
Ananda acredita que a raiz do problema está na própria sociedade brasileira, marcada pelo machismo. “Os homens acham que podem fazer o que querem com as mulheres, acham que os corpos delas são públicos. Na rua, a gente leva cantada, e isso é tido como natural. E se você vai à delegacia, ainda perguntam que tipo de roupa você estava vestindo ou o que você estava fazendo. Isso é reflexo do machismo”, disse.
Uma das maiores reclamações da representante do Levante é o fato de as mulheres não se sentirem seguras para ir a uma delegacia. Segundo relato dos agentes de segurança que trabalham à paisana no metrô de São Paulo, 80% das mulheres que sofrem assédio em situações que são presenciadas por eles preferem não prestar queixa.
Alguns dos abusadores, inclusive, aproveitam-se da impunidade para continuar agindo. Um dos encoxadores mais conhecidos pelos agentes tem nove passagens pela polícia e já foi pego praticando assédio sexual em shoppings centers, elevadores, ônibus e vagões de metrô e trem. “Ele sempre diz que não consegue evitar, porque tem frotteurismo”, conta um dos agentes, que não pode ter a identidade revelada.
José Leon Crochík, docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), explica que o frotteurismo é um comportamento mais comum entre os homens. “Eles aproveitam espaços com muita gente para ter contatos sexuais sem a permissão dos outros. Em outras palavras, trata-se de um tipo de abuso sexual.”
De acordo com Crochík, o que estimula quem sofre de frotteurismo é a expectativa de não ser punido e o desejo de ter prazer com o outro, sem a sua permissão. “Isso o faz sentir domínio sobre o outro, é mais do que a masturbação e bem menos do que o ato sexual forçado. De todo modo, é um ato solitário que incomoda o outro”, explica. Já a consequência nas vítimas desse tipo de abuso é o medo de estar em situações em que possam ser molestadas novamente.
Fonte - Agência Brasil  06/04/2014