quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Jornalista potiguar que atacou médicas cubanas é processada

Notícias 


Jornalista Micheline Borges vai responder a um processo por danos morais na Justiça em razão das críticas postadas no Facebook à aparência das médicas cubanas contratadas para atuar no interior do País


Contexto livre
Com base em uma ação movida por uma ex-empregada doméstica, a jornalista potiguar Micheline Borges vai responder a um processo por danos morais na Justiça em razão das críticas postadas no Facebook à aparência das médicas cubanas contratadas para atuar no interior do País por meio do programa Mais Médicos. Em sua página da rede social, Borges manifestou receio sobre a capacidade das profissionais estrangeiras porque, segundo ela, teriam “cara de empregada doméstica”. No post, publicado em 28 de agosto, após a chegada dos médicos estrangeiros ao País, a jornalista
disse que não gostaria de ser tratada 
por pessoas “descabeladas, de chinelos e sem lavar a cara”; segundo ela, o médico deveria ter “cara de médico” e “se impor pela aparência”.
Quem assina a ação é a presidente do Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos (Sindidoméstica) da Grande São Paulo, Eliana Gomes de Menezes, que diz representar “todas as empregadas domésticas do Brasil, haja visto ter sido empregada doméstica e faxineira, conhecedora de todos os rótulos e preconceitos contra esta classe trabalhadora”. Segundo ela, “Micheline Borges menospreza a potencialidade das médicas cubanas e trata com desprezo e discriminação as nossas empregadas domésticas”.
Micheline excluiu seus perfis das redes sociais

depois de postar o comentário acima (Reprodução – Facebook) 
O valor da indenização requerida é de 27 mil reais. O processo foi distribuído na 1ª Vara do Juizado Especial Cível de Vergueiro, na capital paulista.
A ação tem a assessoria jurídica da Federação das Empregadas e Trabalhadores Domésticos do Estado de São Paulo, da qual o sindicato é afiliado. No documento, a dirigente cita um artigo do jurista Luiz Flávio Gomes, segundo quem “a declaração foi feita com base na ‘cara’ das médicas, caras negras ou pardas escuras, caras essas que os arianos (como Hitler) discriminam como feias ou malvadas”.
“A Federação das Empregadas e Trabalhadores Domésticos do Estado de São Paulo e sindicatos filiados não admitem que preconceitos, discriminações, descasos, maus tratos, injustiças, continuem tão arraigadas na mentalidade dos cidadãos brasileiros”, escreveu. “É imprescindível absorver as mudanças e notar que o Brasil não é feito de brancos, negros, amarelos, vermelhos, mas sim, da miscigenação de todos esses povos. O país desenvolveu em tantos aspectos desde seu descobrimento, mas a sociedade não conseguiu acompanhar esses avanços.”
Segundo Camila Ferrari, assistente jurídica da federação, ainda não foi definido se a jornalista será ouvida em São Paulo ou se o processo será encaminhado para o Rio Grande do Norte, onde foi postada a ofensa.
A repercussão do comentário levou a jornalista a excluir o seu perfil das redes sociais e a se desculpar. “Foi um comentário infeliz, foi mal interpretado, era para ser uma brincadeira, por isso peço desculpa para as empregadas domésticas”, escreveu Micheline.
Fonte - Contexto Livre  11/09/2013

Audiência aprova criação de frente parlamentar em defesa das ferrovias

Ferrovias

Tasso Franco 
Da redação em Salvador
Foto: Moka
Audiência aconteceu  na Assembleia Legislativa da Bahia
A desativação de trechos da malha ferroviária baiana foi alvo de uma audiência pública realizada, na manhã de ontem, na Assembleia Legislativa da Bahia. Realizado pela Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da AL, o evento reuniu integrantes dos governos federal, estadual e de municípios baianos, além de representantes de entidades, universidades e parlamentares.
No final da audiência, o deputado Hebert Barbosa (DEM), presidente da comissão, anunciou que será criada na Assembleia Legislativa uma frente parlamentar em defesa das ferrovias baianas. Além disso, informou que todas as sugestões levantadas no encontro serão reunidas num documento a ser encaminhado, “no menor espaço de tempo possível”, ao atual ministro de Transportes e ex-governador da Bahia, César Borges (PR).
No centro da discussão de ontem esteve a Resolução nº 4.131, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que autoriza a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) a devolver 1.760 quilômetros de estradas de ferro à União – malha localizada na Bahia e mais cinco estados. No trecho que será desativado, de acordo com a resolução, está a ferrovia que liga Alagoinhas a Juazeiro.
A devolução dos trecho foi requerida pela própria Ferrovia Centro-Atlântica, empresa controlada pela Vale. Para justificar o pedido, a concessionária argumentou que estes trechos “não atendem às atuais necessidades dos usuários do transporte ferroviário, não sendo assim mais relevantes para o novo modelo da malha ferroviária brasileira”.
Um dos pontos mais criticados pelos presentes na audiência foi a informação de que os investimentos que seriam feitos nestes trechos, serão convertidos em obras em locais onde há tráfego regular da malha da FCA. Segundo a ANTT, o valor devido pela empresa pela degradação apresentada pela via férrea será convertido em investimentos de R$ 760 milhões na malha Centro-Leste, que considera projetos em Minas Gerais, Goiás e São Paulo – a Bahia ficando de fora.
“Há 17 anos, a Ferrovia Centro-Atlântica ganhou o direito de explorar a ferrovia e devolveu ela completamente sucateada para Bahia”, criticou o deputado Joseildo Ramos (PT), que apontou o frágil modelo de concessão como o principal culpado pela falta de investimentos na malha. Para ele, só uma nova resolução pode assegurar que parte dos recursos provenientes da indenização da FCA seja investido na Bahia - “contemplando o projeto de trem de passageiros, ligando Salvador ao Recôncavo, Feira de Santana e Alagoinhas”.
Outro deputado a criticar a forma que foi feita a privatização foi Paulo Azi, da bancada de oposição. “O modelo de concessão feito ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso se mostrou obsoleto por transferir o patrimônio público para a iniciativa privada sem a exigência de qualquer contrapartida”, disse ele, observando que tanto o governo Lula como o da presidente Dilma Rousseff mantiveram o mesmo modelo de privatização. “Isso que foi feito, por exemplo, com a rodovia BR-324, que foi concedido a Via Bahia sem a previsão de qualquer investimento”.
Representando o Ministério dos Transportes na audiência, o superintendente de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas da ANTT, Jean Mafra dos Reis, afirmou que na verdade a infraestutura ferroviária existente na Bahia será substituída por uma mais moderna, que permitirá aos trens maior capacidade e velocidade. Mas, para os demais presentes, é necessário que isso seja colocado no papel com um nova portaria em substituição a 4.131, ou uma portaria complementar.
De acordo com Jean Mafra dos Reis, haverá audiências e chamamentos públicos antes do processo de devolução. Segundo ele, o objetivo é mitigar os danos à comunidade e a preservação do patrimônio histórico ferroviário. O gerente de Relações Institucionais da FCA, José Oswaldo Cruz, reforçou o discurso do governo e disse que a empresa não irá desativar o trecho. “ Vamos honrar todos os nossos contratos”, completou.
Já os líderes das entidades de classe manifestaram preocupação quanto ao futuro dos ferroviários, mesmo com a garantia dada pelo governo federal de que não haverá demissões em massa. A preocupação de Paulino Moura, diretor do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transportes Ferroviários e Metroviários da Bahia e Sergipe (Sindiferro), é quanto a possível transferência de ferroviários para outros estados.
“O que está sendo colocado é que não haverá demissões, mas como fica relocação dos trabalhadores? Como eles terão condições de embora para lugares distantes?”, questionou ele, lembrando que muitos já moram há mais de 20 anos nos municípios onde trabalham. De acordo com Paulino, pelo menos 1.200 pessoas que trabalham nos trechos da ferrovia entre Bahia e Sergipe estão temerosos em relação ao futuro.
Fonte - Bahia Já  10/09/2013

COMENTÁRIO PREGOPONTOCOM 

Representando o Movimento Salvador Sobre Trilhos, ( A.Luis e Edinillson Pereira ) participamos da referida audiência que tratou de assunto de extremo interesse para o Estado da Bahia inclusive para o  estado de Sergipe.O engenheiro ferroviário Rafael Vasconcelos fez uma exposição e uma avaliação técnica demonstrando os erros e os reflexos negativos do projeto atual da ANTT além dos sérios prejuízos que o mesmo trara para a Bahia e até para Sergipe que ficara isolada da nova ferrovia proposta. Entre todas as falas dos oradores inscritos que rebateram veementemente a portaria 4.131 da ANTT o mais emocionante e acalorado de todos sem duvida foi a fala da Professora Iraci Gama representando a FIGAMA (fundação que dirige) e o município de Alagoinhas.A professora Iraci Gama é uma das maiores defensoras das ferrovias da Bahia e desenvolve um brilhante trabalho em prol da conservação e preservação do patrimônio histórico ferroviário do nosso estado.

Metrô SP: sistema que reduz lotação atrasa

Transportes sobre Trilhos

O Estado de S. Paulo
Foto - ilustração
Principal aposta do Metrô de São Paulo para reduzir a superlotação das linhas,o novo sistema de controle
dos trens vai demorar mais um ano para funcionar.É um atraso que se arrasta desde 2010.Como consequência,técnicos da companhia têm sido obrigados a adaptar trens recém-reformados,que já têm o novo sistema,para que possam rodar no modelo antigo.
O novo controlador se chama CBTC (sigla em inglês para Controle de Trens Baseado em Comunicação) e foi comprado em 2008 ao custo de R$ 712 milhões. O sistema deveria garantir um aumento de até 20% na velocidade média dos trens - o que equivale a um aumento do mesmo porcentual na oferta de lugares nos horários de pico, diminuindo a lotação.
Os planos do Metrô eram aproveitar a reforma de 98 trens - um contrato de R$ 1,7 bilhão - para instalar os novos equipamentos nos carros. Isso seria feito durante a reforma, enquanto os trens estivessem desmontados. Mas, com o atraso na instalação do CBTC, técnicos do Metrô são obrigados a fazer ajustes para que os carros já reformados continuem rodando no sistema de controle antigo, chamado ATC.
O Estado obteve uma planilha da companhia, de 2 de maio, que mostra o problema. Onze dos 118 trens disponíveis para as Linhas 1-Azul e 3-Vermelha não podiam ser utilizados por falta de sistema de controle.
"De fato, o CTBC não está no prazo que deveria. Por isso, a gente pegou o sistema convencional e fez uma adaptação, para ele funcionar com o trem modernizado", afirma o diretor de Operações do Metrô, Mário Fioratti. "Mas existe um problema aí. O sistema convencional precisa 'conversar' com o trem modernizado. Precisa de uma interface para essa conversa", diz. "Essa planilha (de 2 de maio) é de quando esse módulo não estava instalado."
Nesse processo, os trens acabam mantendo os dois tipos de controle instalados. "São trens flex, como a gente diz aqui", conta Fioratti. Ele afirma, no entanto, que a falta de trens não compromete a operação.
Novos prazos. O atraso é decorrente de dificuldades técnicas. A rede não foi projetada para rodar com o sistema CBTC. O novo sistema não tem passado nos testes de segurança do Metrô. Não há outro exemplo, no mundo, de uma adaptação de rede dessa magnitude.
Na semana passada, o presidente da companhia, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, afirmou que o novo controle só ficará pronto no fim de 2014. "A gente pretende ter esse sistema CBTC implementado na Linha 2 agora ainda em setembro ou outubro. Na Linha 1, está prevista a implementação em agosto do ano que vem. E, na Linha 3, no final de 2014."
O CBTC foi comprado pelo Metrô da multinacional francesa Alstom, uma das empresas investigadas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal por suspeita de participação em um cartel formado para fraudar licitações do Metrô. A empresa diz que coopera com as autoridades nesses casos.
"Em razão dos atrasos da Alstom na implementação do CBTC, o Metrô aplicou multas que somam R$ 77 milhões", diz a companhia, em nota. Além disso, segundo o Metrô, os pagamentos para a Alstom "estão suspensos há um ano, por decisão da própria contratada".
Linha 6. O governo do Estado deve lançar hoje o novo edital para contratar empresas interessadas em construir a futura Linha 6-Laranja (entre a Vila Brasilândia e a Estação São Joaquim). É a segunda tentativa de atrair o mercado para a obra - a primeira, há pouco mais de um mês, não teve interessados.
Fonte - Revista Ferroviária  10/09/2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Campo de Libra: adiar para quando? Até a direita ter chance de entregar tudo?

Brasil


Libra: adiar para quando? Até a direita ter chance de entregar tudo?

Fernando brito
Algumas poucas pessoas estranham a posição que assumi, defendendo a manutenção do leilão do campo de Libra, o maior do pré-sal brasileiro – até agora, é claro, porque as descobertas do pré-sal não acabaram e vão surpreender muita gente.
Existem pessoas contrárias, algumas por razões respeitáveis, outras por ingenuidade e ainda algumas por nítido interesse em “deixar as coisas esfriarem”, para evitar que uma oportunidade tão grande de lucros fique comprometida por um “momento político ruim” para as petroleiras estrangeiras.
A primeira pergunta que se faz é: adiar o leilão para fazê-lo quando?
Daqui a alguns meses, em pleno processo eleitoral? Daqui a um ano e meio, quando existe a possibilidade – felizmente, cada vez menor – de termos um governo menos cioso de nossas reservas petrolíferas, que afrouxe as regras criadas por Lula e Dilma para a exploração do óleo com soberania e benefícios sociais e entregue nossa maior riqueza?
Em três meses, ou seis, ou doze, ou 20, as jazidas de petróleo de Libra, que os dados roubados podem ter tornado do conhecimento dos EUA e de suas empresas terão mudado de lugar? As condições geológicas, composição das camadas de rocha, sua espessura, a presença de fraturas no solo, irão se alterar?
Obvio que não.
Tudo que havia para saber e foi sabido pelos espiões vai permanecer exatamente igual.
Tudo, menos um fato político evidente: as multinacionais americanas estão em posição absolutamente defensiva. Não têm a menor condição política de serem agressivas para vencer, têm muito poucas explicações para correr do leilão, como que atestando que iriam a ele como criminosas detentoras de informações furtadas e, flagradas, desistiram do “crime”.
A esta altura é provável que os mesmos emissários do governo americano que lhe passaram dados da Petrobras já tenham ordenado que “não se arrisquem a vencer” e complicar a crise diplomática já suficientemente grave.
Se a Petrobras, a despeito das dificuldades que lhe criou a ANP – aí sim, há um foco de oposição à hegemonia da Petrobras sobre o pré-sal – já estava pronta para disputar e vencer este leilão, para o qual se prepara há dois anos, obsessivamente, mais ainda está agora, quando o Governo brasileiro está politicamente calçado para tomar, como afirmou Dilma Rousseff em nota oficial, “todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas”.
Haveria um outro tipo de adiamento possível: transferir o leilão para….nunca! E outorgar, por decreto, a exploração exclusivamente à Petrobras. Há esta faculdade legal, embora qualquer um saiba que isso vai ser questionado judicialmente até as calendas gregas.
Seria, inclusive para mim, que defendo o monopólio integral do petróleo, uma maravilha. Mas representaria outro risco que, honestamente, não creio que o Brasil possa correr.
Nem vou falar, outra vez, das necessidades de capital imensas que isso traria à Petrobras que, sem Libra, já sustenta um plano de investimentos de mais de US$ 280 bilhões nos próximos quatro anos.
Ter esta opção significaria deixar o petróleo de Libra disponível para, amanhã, dar-lhe um outro destino. E abrir caminho para revogar toda as regras de proteção ao Brasil estipuladas na lei que Lula e Dilma fizeram aprovar, a duras penas e com a obstrução do PSDB, DEM e outros “situacionistas-oposicionistas”.
Temos o jogo ganho, neste momento, para uma afirmação político-empresarial da Petrobras em escala impensável há apenas uma semana.
Adiar significa conceder uma “prorrogação” aos inimigos da Petrobras e do Brasil, para saírem da situação de descrédito e desmoralização em que se encontram.
Não apenas para Libra que, com a vitória da Petrobras, consolidará a aplicação da nova lei em todas as outorgas de áreas petrolíferas já descobertas, mas para a imensa área que a prudência técnica ainda não permitiu ser anunciada também como parte do pré-sal brasileiro.
Com a espionagem, a pirataria do petróleo está exposta nua e concretamente ante os olhos do povo brasileiro. A hora é de aproveitar essa evidência e avançar.
Fonte - Do blog Tijolaço  10/09/2013

Alertas de desmatamento e degradação na Amazônia aumentam 35%

Meio Ambiente


O número de alertas na floresta cresceu entre agosto de 2012 e julho de 2013 na comparação com agosto de 2011 a julho de 2012. As imagens de satélites apontam que as áreas possivelmente devastadas somam 2.766 quilômetros quadrados


Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O número de alertas sobre desmatamento e degradação da Floresta Amazônica aumentou em 35% entre agosto de 2012 e julho de 2013 na comparação com agosto de 2011 a julho de 2012. As imagens de satélites usadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), mostraram que, entre agosto de 2012 e julho deste ano, as áreas possivelmente devastadas chegaram a 2.766 quilômetros quadrados ao passo que, entre agosto de 2011 e julho do ano passado, a devastação ocorreu em 2.051 quilômetros quadrados.
A explicação para o aumento se deve aos meses de agosto de 2012 com 522 quilômetros quadrados de área devastada e a maio deste ano, com 465 quilômetros quadrados devastados, em decorrência da degradação, que ocorre quando há remoção parcial da floresta por uso do fogo ou por corte seletivo de árvores. Os dados do Deter incluem o corte raso, que configura o desmatamento ilegal, e ocorre quando há a retirada completa da floresta nativa em uma área.
“Tivemos um alerta de desmatamento causado pela intensificação do fogo em agosto de 2012”, disse o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), Volney Zanardi Júnior. Segundo ele, o acréscimo em maio é justificado pelo fato de as nuvens terem se dissipado e, com isso, os satélites do Inpe puderam detectar a degradação dos meses anteriores.
O coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Jair Schmitt, informou que o aumento das áreas degradadas decorre das queimadas originadas por causas naturais e intencionais. “É um típico comportamento de reação à fiscalização. Ante a situação atual de monitoramento por satélite que é praticamente diário que se faz do corte raso e o aumento da fiscalização em campo, o infrator não se arrisca mais a fazer o corte raso imediatamente. Ele primeiro começa fazendo uma degradação pelo fogo. Mas o Ibama consegue interferir nesse processo antes que se converta em desmatamento ilegal”, disse.
A maior parte dos alertas identificados entre agosto do ano passado e julho deste ano representava corte raso (59%). A degradação por uso de fogo respondeu por 33% dos alertas na Amazônia Legal e por exploração florestal foi 3% dos alertas nesse período. Em 5% dos casos, as imagens apontaram um falso positivo, ou seja, algum problema técnico na captação das imagens.
Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas são os estados com áreas mais críticas detectadas pelo Deter. Mato Grosso é o campeão em áreas devastadas com 1.184 quilômetros quadrados, um aumento de 25% em relação ao período anterior, em decorrência da pecuária. No Pará, grilagem e pecuária pressionam o desmatamento ao longo do eixo da BR-163 (Cuiabá-Santarém). No Amazonas, a área preocupante, segundo o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia do Inpe, Dalton Valeriano, é o sul do estado, que explica o aumento de 82% nos alertas de desmatamento e degradação, no eixo da Transamazônica, por pressão da pecuária.
O principal objetivo do Deter, explicou o presidente do Ibama, é identificar as áreas que estão sofrendo degradação florestal para que o governo federal possa ir a campo e evitar que as áreas degradadas sejam convertidas em corte raso e, consequentemente, em desmatamento.
“Temos duas grandes ações no momento: a Onda Verde, com ação preventiva, em que o Ibama está em campo junto com outros órgãos do governo federal para coibir a conversão de áreas degradadas em desmatamento e a Hileia Pátria, que tem como foco terras indígenas e unidades de conservação federal para coibir madeireiras ilegais”, disse Volney Zanardi.
Ainda entre agosto de 2012 e abril deste ano, o Ibama apreendeu 68 mil metros cúbicos de madeira em toras e 17 mil metros cúbicos de madeira serrada, além de 44 armas de fogo, 86 caminhões, 158 tratores e 291 motosserras. Os agentes ambientais emitiram 4 mil autos de infração, com multas que ultrapassaram R$ 1,9 bilhão. No mesmo período, mais de 252 mil hectares foram embargados.
Fonte - Agência Brasil  10/09/2013

Ferrovias da Bahia não serão desativadas

Ferrovias

Correio da Bahia
foto - ilustração
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) irá receber uma audiência pública nesta terça-feira (10), às 9h30, na Comissão de Infraestrutura. Temas como a desativação de trechos ferroviários da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e o projeto de uma nova ferrovia serão debatidos, assim como a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que autorizou devolução do trecho de 1760 km, concedido há 17 anos para a FCA.
Participarão da audiência parlamentares prefeitos dos municípios cortados pela ferrovia, sindicalistas, representantes da ANTT e do Ministério dos Transportes.
Na última sexta-feira (6), após reunião de quase duas horas, o governador Jaques Wagner revelou que possui a garantia da presidente Dilma Rousseff de que os trechos ferroviários no Estado não serão desativados. Além disso, a cidade de Alagoinhas não será excluída do Programa de Investimento em Logística (PIL) do governo federal.
"Não existe nenhuma hipótese de desativar a ferrovia, nem retirar trilhos. Tenho o compromisso da presidente da República. É um processo de retomada e não de desativação. A garantia que eu tenho é que não haverá desmobilização enquanto não tivermos uma nova ferrovia. O governo federal precisa dizer agora quem assume o trecho", afirmou.
O assunto ainda será discutido em encontro com o Ministro dos Transportes, Cesar Borges e o diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), nesta segunda-feira (9), em Brasília.
Fonte - Revista Ferroviária 09/09/2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Espionagem? Pré-Sal do Brasil vale R$ 20 trilhões - Bob Fernandes

Internacional




Publicado em 09/09/2013
O pré-sal do Brasil teria reservas de, no mínimo, 70 bilhões de barris de petróleo. Pode ter até 80 bilhões de barris, segundo estimativa de quem é muito do ramo. Isso, a preços do momento, significa uns 8 trilhões e 800 bilhões de dólares. Ou, algo como 20 trilhões e 400 bilhões de reais.
Vinte trilhões e 400 bilhões de reais equivalem a uns 5 PIBs do Brasil. Cinco vezes tudo o que o Brasil produz a cada ano.
Por algo que vale US$ 8 trilhões e 800 bilhões, Estados Unidos, Inglaterra, as chamadas grandes potências fariam, farão qualquer coisa.
Espionaram e espionarão o que entenderem ser preciso. Na moita, ou com a colaboração da própria Polícia Federal espionaram abertamente o Brasil até o início dos anos 2 mil. Na marra fazem e admitem fazer agora.
Isso é absolutamente inaceitável. Por aqui, por ignorância profunda, acentuado complexo de vira-lata, ingenuidade ou boçalidade, há quem diga ser desimportante a ciberespionagem. Ou ache que "isso é assim mesmo".
Não é. Na Alemanha, em porções da Europa, esse é um importante debate travado nestes dias. O parâmetro da privacidade de cada um de nós daqui por diante dependerá da reação, ou da tibieza nas reações, a essa espionagem em escala quase absoluta.
Com reservas estimadas em US$ 8 trilhões e 800 bilhões, a preços de hoje, Petrobras e pré-sal têm sido objeto de opiniões na mídia nas 48 últimas horas. Opiniões nos mesmos dias e quase sempre na mesma direção.
O leilão do campo de Libra, de Santos, está previsto para 21 de outubro. O governo ensaia a formação de um consórcio com a Chinesa Sinopec, entre outros parceiros. Consórcio que aumentaria a presença da Petrobras no negócio.
O que está posto é, em resumo, um debate que agora concentra duas posições: de um lado os que defendem a Petrobras ampliando ao máximo sua presença no negócio do pré-sal. Na outra ponta, os que preferem a participação maior do setor privado. A estes, no momento, o que resta é defender, torcer para um adiamento do leilão do campo de Libra. .
Quem entende de Petrobras avalia ser improvável que todo o sistema de defesa tenha sido quebrado e a espionagem tenha chegado até às informações mais sensíveis do pré-sal. Mas, ao mesmo tempo, considera a mera tentativa uma brutal agressão norte-americana.
Não se pode falar em "deslealdade" porque isso seria ingênuo num jogo de poder e de trilhões de dólares. O presidente Barack Obama prometeu à presidente Dilma Roussef transparência total nas informações sobre ciberespionagem. Isso até a quarta-feira, 11.
É ver para crer. E aguardar, a depender do desenrolar, se as agendas serão mantidas. O leilão do campo de Libra, marcado para 21 de outubro. E a visita de Dilma aos Estados Unidos, e a Obama, agendada para dois dias depois do anunciado leilão.

Infoglobo faz acordo com Cade mas divulga nota ambígua

Notícias

Práticas anticoncorrenciais estão proibidas e empresa será monitorada por cinco anos

Jornal do Brasil
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica(Cade)esclareceu nesta segunda-feira (9/9) que vai monitorar a Infoglobo pelos próximos cinco anos para evitar que a empresa pratique atos contra a ordem econômica que vinham prejudicando a concorrência. Em nota divulgada no O Globo no dia 1 de setembro, a Infoglobo afirmava, de forma ambígua, que suspenderia os descontos aos anunciantes em seus jornais pelos próximos cinco anos.
Na nota, que gera interpretação errada por quem desconhece os termos legais do acordo, a empresa afirma que "abster-se-á, pelos próximos cinco anos" de oferecer descontos aos anunciantes em seus três jornais (Globo, Extra e Expresso), o que vinha prejudicando a concorrência. Em esclarecimento da assessoria do próprio Cade, esses cinco anos, no entanto, serão a duração do monitoramento por parte do órgão federal à Infoglobo, que deve demonstrar durante esse período que a prática está completamente cessada, uma vez que é ilegal. Após a passagem desses cinco anos, caso seja observada a permanência da ilegalidade, será aberto um novo processo contra a Infoglobo.
Ainda no comunicado divulgado no jornal O Globo, a companhia reconhece o exercício da infração e informa que "vem, tendo em vista a celebração do Termo de Compromisso de Cessação de Prática (TCC) com o Cade, comunicar que revisará sua política de descontos na venda de espaços publicitários nos jornais impressos, com o objetivo de preservar e proteger as condições concorrenciais do mercado."
Para fugir de condenação e de multa, a Infoglobo concordou em pagar R$ 1,94 milhão ao Cade e exercer uma política honesta de concessão de espaço publicitário. O TCC foi formalizado no dia 28 de agosto. A prática já tramitava no Cade desde 2005, quando os veículos Jornal do Brasil e O Dia fizeram uma denúncia ao Cade, informando a postura anticoncorrencial da Infoglobo. Além dos descontos oferecidos aos que compravam espaços publicitários em mais de um jornal editado pela companhia, os dois veículos também acusavam a empresa de conceder vantagens na divulgação de publicidade na Rede Globo e comercializar o jornal Extra com preço abaixo do custo de produção.
Fonte - Jornal do Brasil 11/09/2013

Calçadas de Salvador um problema para os pedestres

Cidade
Postes, buracos e falta de espaço atrapalham pedestres
Falta de espaço para circulação nos passeios é um desafio enfrentado pela população 
Há trechos da orla em que o espaço da calçada mal permite que o pedestre caminhe


Foto: Reginaldo Ipê
Calçadas de Salvador têm até postes

Rayllana Lima
Como se enfrentar a buraqueira pelas calçadas de Salvador já não causasse transtornos suficientes, o soteropolitano é obrigado a desviar de postes localizados bem no meio das calçadas para chegar ao local de destino. É o que vem acontecendo na Avenida Otávio Mangabeira.
Na calçada da boate Night Club, localizada entre o restaurante Paraíso da Carne do Sol e o Hotel Nacional INN, pedestres precisam disputar espaço com um poste e, em casos extremos, passar pelas vias dos carros, colocando as próprias vidas em risco. A equipe da Tribuna da Bahia esteve no local e testemunhou o transtorno que o pedestre enfrenta ao passar pelo passeio, ao lado da boate.
Carolina Nascimento, 25 anos, moradora da Rua Fernando de Noronha – rua que também dá acesso à boate –, costuma passar quase todos os dias pelo local para visitar a tia e reclama da situação. “É visível que a boate toma um pequeno espaço da calçada, mas o que atrapalha mesmo é o poste que fica bem no meio. Os magrinhos podem até passar encolhidinhos, quase se encostando à parede da boate. Mas as pessoas cheiinhas,como eu, têm que desviar e invadir a pista. Isso é muito perigoso, colocamos nossa vida em risco porque os carros passam em alta velocidade”, desabafou a estudante.
A estudante também se diz insatisfeita com a estrutura do passeio. “As pessoas ainda têm que desviar dos buracos da calçada. O concreto está todo destruído. Se não prestar atenção, a pessoa corre até o risco de tropeçar ou cair em um dos buracos e torcer o tornozelo”, reclamou.
A equipe de reportagem deste jornal tentou entrar em contato com a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom), mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Na Avenida Magalhães Neto, sentido Iguatemi, a situação da ausência de espaço na calçada à direita também é visível. Há trecho em que apenas o poste ocupa toda a largura do passeio.
Fonte - Tribuna da Bahia  09/09/2013

domingo, 8 de setembro de 2013

Diário sobre trilhos: 15 anos de problemas e falhas da SuperVia

Transportes sobre trilhos

Concessionária opera com ineficiência e promessas de melhorias desde a sua estreia
Cláudia Freitas
Jornal do Brasil
JB
As manhãs da última semana foram marcadas por um cenário que se repete anos após anos no principal transporte sobre trilhos do Rio de Janeiro. Trens enguiçados, estações lotadas, passageiros caminhando pela via férrea, atrasos na circulação das composições e horas de paralisação no sistema foram as cenas presenciadas durante quatro dias seguidos de falhas técnicas na malha da SuperVia, que transformaram a vida do carioca em caos. Revoltados, passageiros depredaram composições e chegaram a incendiar um dos trens avariados. No “diário” da SuperVia, os relatos de precariedade no serviço aparecem desde o primeiro dia em que a concessionária assumiu no estado, no dia 02 de novembro de 1998, Dia de Finados, com o slogan “Melhorando a cada dia por você”.
A Flumitrens (Companhia Fluminense de Trens Urbanos) foi privatizada no dia 15 de julho de 1998, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, pelo valor de R$ 279 milhões e como parte integrante do Programa Estadual de Desestatização (PED), do governo de Marcelo Alencar. Na época, o então secretário de Fazenda, Marco Aurélio Alencar, afirmou que o Estado havia investido mais de R$ 500 milhões na companhia, nos quatro anos anteriores. No dia 2 de novembro, a SuperVia, formada pelas empresas espanholas Construcciones e Auxiliar de Ferrocarriles S/A, assinou com o governo carioca a concessão do serviço por um prazo de 25 anos. O então diretor do grupo, Roberto Macias, assumiu o compromisso de modernizar em três anos todo o sistema ferroviário do Rio, deixando-o digno de primeiro mundo, inclusive instalando ar condicionado nos trens de todos os ramais. No entanto, pediu um pouco de paciência aos usuários, que teriam que conviver por "um tempo a mais com a cara feia dos trens da cidade".
A estreia da SuperVia rendeu muitos comentários e destaque na imprensa brasileira, mas as manchetes não repercutiram da forma esperada pela companhia. Um acidente em uma das linhas da Baixada Fluminense deixou o sistema paralisado durante todo o dia. Passageiros tiveram que descer dos vagões e caminharem até a plataforma. Na Central do Brasil, um protesto de vendedores ambulantes proibidos de comercializar mercadorias nos trens reuniu centenas de pessoas. O diretor de operações da SuperVia, Ronaldo Coutinho, tentou acalmar os ânimos, garantindo que a concessionária estava pronta para investir mais de R$ 1 bilhão na recuperação das composições, até 2001.
JB
Dois dias depois, 5 de novembro, dois trens reformados descarrilaram e, num outro episódio no mesmo dia, uma composição colidiu com dois ônibus em uma passagem de nível, matando 4 pessoas e ferindo 32. No descarrilamento, passageiros pulavam do trem enquanto ele ainda estava em movimento. A SuperVia justificou o fato pela precariedade nos ramais da Baixada Fluminense. No dia 7 de novembro, outro descarrilamento parou o sistema por mais de três horas. Na contabilidade final, foram quatro dias de incidentes e caos na primeira semana em que a SuperVia assumiu o serviço.
A SuperVia recebeu de herança da Flumitrens as composições enferrujadas, pichadas e lentas. Com o recurso inicial de R$ 180 milhões disponibilizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a SuperVia conseguiu aumentar a sua frota de 50 para 85 composições, recuperando 35 delas que estavam encostadas na Central do Brasil. As condições precárias dos trens tiveram como ponto de partida a superlotação, que atingiu seu ponto crítico em meados da década de 80.
A falta de cuidados mínimos com as composições e os atos de vandalismo, somados à falta de investimento público, foram os componentes que levaram ao colapso da malha ferroviária. Ao se livrar da manutenção dos 225 quilômetros de trilhos, o governo do Estado transferiu para a SuperVia uma “bomba relógio”, cujos efeitos são esses que estão explodindo nos últimos dias, causando um sentimento de revolta e descredito dos passageiros que há anos aguardam por melhorias no serviço.
Em 1983, o sistema de transporte ferroviário ainda era eficiente no Estado, com boas condições de segurança e preço de passagem acessível. A média de passageiros nesse ano era de 80 mil pessoas, diariamente. A qualidade do serviço atraiu mais usuários e no ano seguinte, a companhia registrou um número record de passageiros, cerca de 1 milhão e 100 pessoas circulavam pelos trens do Rio. Sem novos investimentos para a crescente demanda, teve início o processo de sucateamento do sistema sobre trilhos e os problemas começaram a afugentar os usuários mais exigentes. Em 1985, o número de usuários caiu para 900 mil e a queda foi ainda maior nos anos seguinte. Em 1990, os trens já estavam degradados pela má conservação e pelo uso inadequado das pessoas. Várias composições burlavam as normas de segurança e transitavam entre as estações com as portas abertas, oferecendo riscos para os cerca de 500 mil passageiros / dia.
Quatro anos antes da SuperVia assumir a concessão do serviço, o sistema ferroviário conheceu um novo e preocupante problema: os passageiros clandestinos. Na época, as estatísticas comprovavam que o trem não era mais a preferência carioca, apontando para um movimento de apenas 300 mil pessoas por dia, sendo que as estimativas eram de que 100 mil deles haviam ingressado de forma irregular nas estações, sem pagar passagem.
Trem ainda é o transporte ideal, garante especialista
A ausência de sinal, os pontos de parada definidos e os horários rigorosos fazem do transporte ferroviário o melhor do mundo, na opinião do especialista em Transportes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Alexandre Roujas. As principais qualidades do sistema oferecem ao trabalhador uma opção segura para ele chegar ao seu emprego sem atrasos e sem o estresse natural dos outros tipos de transporte que depende do bom fluxo das estradas e vias urbanas congestionadas. No caso da malha ferroviária do Rio, Alexandre acredita que os constantes problemas que estão desgastando a relação entre companhia e usuário são provenientes de “uma concepção do século passado”, quando o sistema era eficiente para sua proposta social e considerado o maior da América Latina.
Alexandre comparou o transporte de trens do Rio ao da capital paulista, que também tem 225 quilômetros de extensão e também sofre com os reflexos dos duros anos de sucateamento e falta de investimentos. Na década de 90, o estado de São Paulo cumpriu a promessa de modernizar a sua frota, levando outras melhorias para as plataformas, que ganharam mais espaço e cobertura. No Rio, os trens ganharam a preferência da população e a superlotação foi inevitável.
Os trens exigem cuidados técnicos de alto custo
“Os problemas foram se acumulando e causando a degradação do serviço. Quem assumiu a concessão ficou também com a responsabilidade de recuperar o sistema e as composições fornecidas pelo Estado. Só que este é um serviço cuja manutenção é muito cara e o dinheiro da SuperVia não está sendo suficiente para recuperar o sistema. Ao contrário de outros meios de transporte urbano, os trens exigem cuidados técnicos de alto custo e especializado. Então, é necessário um grande número de usuários pagando pelo serviço para compensar os cofres da concessionária e, assim, ela reverter em investimentos e na boa prestação de serviço. É uma relação de proporcionalidade”, explicou Alexandre.
Pressionada a apresentar soluções a uma clientela cada vez mais exigente e já acostumada com os avanços tecnológicos, a SuperVia começou a fazer “gambiarras” na rede e as medidas paliativas já não conseguem mais esconder o sucateamento geral do sistema. Alexandre considerou que os recentes investimentos da Odebrecht TransPort em sinalização deu mais segurança aos clientes, mas as soluções isoladas são encobertas pela imensidão de problemas. “Esse foi um passo importante e bom investimento, mas ele não aparece em meio ao caos que se transformou o sistema ferroviário do Rio”, disse ele.Reportagem do JB sobre primeira semana de estreia e transtornos na SuperVia
Segundo Alexandre, o ramal que mais recebeu investimento da SuperVia foi o de Deodoro, na Zona Oeste da cidade, por receber a maior demanda de passageiros, 46% do total registrado diariamente. “Como o foco é Deodoro, outros ramais ficam desprestigiados e apresentam mais falhas técnicas”, destacou o especialista. Uma outra deficiência grave apontada por Alexandre diz respeito à logística do sistema. Ele explicou que um ramal é ligado por várias linhas e quando uma delas tem que ser interrompida por qualquer anormalidade, todas as outras são prejudicadas. “O ideal era encontrar um caminho para desmembrar as linhas e ramais”, comentou.
O sistema que está em operação desde os anos 30 já está agonizando e precisa de uma revisão completa e urgente. “As concepções sobre transporte urbano já mudaram, o perfil do público usuário já mudou e o serviço parou no tempo. O diretor de operações da SuperVia anunciou que o sistema de monitoramento foi unificado e modernizado, mas os resultados não vão chegar da forma esperada, porque os trens continuam sucateados, com peças ultrapassadas e desgastadas, até o piso das composições estão furados”, disse Alexandre.
Ele questionou também a funcionalidade das estações. “Será que elas ainda estão nos locais certos? Podemos observar os acessos dessas estações, eles são ineficientes para a atual demanda, são entradas de acesso estreitas, complexas, não ideais para portadores de deficiência e fica evidente que a concessionária não conseguiu acompanhar as mudanças ocorridas no perfil de consumo. Sem contar que o sistema de áudio é falho e a sinalização pior ainda”, detalhou o especialista.
Eles não sabem dialogar com o usuário. Até o sistema de áudio dos trens não funciona
Para Alexandre, um dos principais problemas da SuperVia é a precária comunicação com o seu público, o que pode ser interpretado como falta de preocupação e cuidado com a sua clientela. “Eles não sabem dialogar com o usuário. Na era da tecnologia, podiam usar as redes sociais a seu favor, mas não o fazem. Até o sistema de áudio dos trens não funciona e eles deixam as pessoas sem informação. Isso é uma falha considerável, talvez a maior de todas, porque causa revolta”, disse Alexandre.
Uma solução citada por Alexandre para resolver as questões mais urgentes é a parceria entre governos estadual e municipal para integrar os transportes públicos, como já acontece com o Metrô. “Num momento crítico como vivenciamos essa semana, com a paralisação de ramais, a SuperVia devia contar com o apoio do município, ter o deslocamento de ônibus para as estações mais afetadas e resolver rapidamente o deslocamento dos usuários até os seus destinos. Para isso, a questão da mobilidade tem que ser revista e com bastante atenção. Tem que ter o acesso dos trens a outros modais”, destacou ele.
Com relação à passagem de nível, Alexandre acredita que esta estrutura não representa um problema grave e destaca que ela ainda é usada como alternativa de acesso em diversos outros países. “Essa é uma questão de educação da população. Tem a Cruz de Santo André, o motorista tem que obedecer a sinalização. No Rio de Janeiro, as passagens costumam ter uma boa manutenção e a sinalização raramente apresenta defeito”, contou. Alexandre criticou os atos de depredação dos trens ocorridos durante a semana e nos últimos anos. "O trem é do povo. Quando é depredado, a reposição de peça é demorada e cara, é um material importado”, opinou Alexandre.
Presidente da SuperVia pede paciência e promete mudanças para cinco anos
Após quatro dias seguidos de problemas técnicos na circulação dos trens, na última semana, o presidente da SuperVia, José Carlos Cunha, pediu desculpas ao usuário, durante entrevista ao telejornal “Bom Dia Rio”, da Rede Globo. Ele prometeu 60 novas composições circulando na cidade até o final do ano e estimou que o sistema feche o balanço com 500 falhas em 2013, um índice menor que do ano passado. Cunha anunciou que a SuperVia investiu na comunicação com o passageiro e colocou uma equipe formada por 160 jovens aprendizes para dar orientações nas estações.
Cunha admitiu que a logística do sistema é complicado e de difícil reversão em momentos de pane. O presidente da SuperVia pediu o apoio da população e prometeu que os problemas e falhas serão completamente sanados num prazo entre quatro e cinco anos. “São questões que precisamos de tempo para resolver”, justificou.
Fonte - Jornal do Brasil  08/09/2013

Petrobras diz que não comentará suposta espionagem pelos Estados Unidos

Brasil

Da Agência Brasil*
foto - ilustração
Brasília – A Petrobras informou, por meio da assessoria de imprensa, que não irá comentar suposta espionagem pelos Estados Unidos.
Reportagem veiculada na noite de hoje (8) pelo programa Fantástico, da TV Globo, diz que documentos, vazados pelo ex-consultor de informática Edward Snowden, indicam que a rede privada de computadores da petrolífera brasileira foi monitorada pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA). De acordo com a reportagem, não é possível saber a extensão do monitoramento, nem se conteúdos da estatal foram acessados.
Na semana passada, o mesmo programa denunciou que os norte-americanos monitoraram conversas da presidenta Dilma Rousseff com assessores diretos. O governo brasileiro cobrou explicações formais e por escrito dos Estados Unidos.
No último dia 3, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que as respostas apresentadas pelos norte-americanos, até aquele momento, “revelaram-se” falsas. Em São Petersburgo, na Rússia, a presidenta Dilma Rousseff disse que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se comprometeu a assumir a responsabilidade direta pela investigação das denúncias de espionagem a dados pessoais dela, de assessores e de cidadãos do Brasil. Os dois tiveram um encontro, paralelo às atividades da 8ª Cúpula do G20.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sinalizou rever os procedimentos adotados pela NSA.
Fonte - Agência Brasil  08/09/2013

Brasileiro monta uma equipe multinacional para dirigir OMC

Internacional


 
O chefe de gabinete de Azevêdo será o ex-embaixador da Austrália na OMC Tim Yeend (Marcello Casal Jr/Abr)


Renata Giraldi 
Brasília – Ao assumir a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Cavalho de Azevêdo, escolheu uma equipe de distintas nacionalidades: portuguesa, australiana, francesa, sul-coreana e brasileira, entre outras. Os principais desafios da equipe são relançar a liberalização do comércio mundial e reavivar os pactos multilaterais de comércio.
O chefe de gabinete de Azevêdo será o ex-embaixador da Austrália na OMC Tim Yeend, assim como fazem parte da equipe Graça Andresen Guimarães, representante permanente de Portugal nas Nações Unidas em Genebra, a sul-coreana Jung Ae-gyoung, jurista na OMC, e a brasileira Tatiana Prazeres, ex-secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Na área jurídica, Azevêdo manteve o francês Yves Renouf. O gabinete dele terá ainda o apoio de Jenifer Mutano, da divisão de acesso ao mercado da OMC, Isabel Ribeiro, da área de recursos humanos da entidade, além de Tilde Baptista-Kreyenbuhl, Napoleon Sacramento, Saskia Shuster e Fernando Perenzin, que também trabalham no órgão.
Fonte - EBC  08/09/2013

Caminhada no Rio pede liberdade religiosa e Estado laico

Cidadania

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil



Rio de Janeiro – Milhares de pessoas se reuniram hoje (8) na Praia de Copacabana para a 6ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, promovida pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio.
"A caminhada é importante porque mostra o conjunto de todas as religiões. A gente tem que defender o Estado Democrático de Direito, e levar em conta que, além de religiosos, somos todos cidadãos. A democracia no Brasil tem que se consolidar e compreender que a religião não tem que se impor ao Estado laico. Ela pode sugerir, mas respeitar o espaço de todos. Essa é uma riqueza da sociedade brasileira em que temos que insistir", disse o babalaô Ivanir Santos, presidente da comissão.
Ivanir destacou que a caminhada cresceu em número de religiões representadas, e comemorou a adesão maior dos evangélicos ao movimento. Apesar disso, ele lamentou a ausência de líderes protestantes. "O desafio é avançar e convencer os segmentos evangélicos de que temos que estar todos juntos".
A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, participou da caminhada e pediu aos líderes religiosos que apoiem o Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa. "São atores políticos importantes os que estão aqui e devem nos ajudar a tornar realidade esse plano, uma realidade que se faz não somente em função de nossas iniciativas [do governo federal], mas pelas possibilidades de envolver os governos estaduais e prefeituras, porque, sem elas, o plano não se realiza".

Representando a Igreja Católica, religião com o maior número de fiéis no Brasil, o padre Fábio Luiz de Souza defendeu o conhecimento de todas as crenças. "Para acabar com a intolerância, é preciso principalmente se conhecer mutuamente e derrubar quaisquer barreiras e preconceitos".
O representante budista,Marcos Eduardo Purificação Correia disse que a religião só faz sentido se houver tolerância. "A importância dessa caminhada é demonstrar respeito acima de qualquer diferença. Se não conseguirmos superar essas diferenças, não há porquê termos religiões mais. Cada um tem que expor o que tem de melhor", disse, que defende o ensino religioso nas escolas, como uma forma de mostrar todas as formas de fé.
Sacerdote e presidente da União Wicca do Brasil, Og Sperle, destacou que mesmo nos debates pela liberdade religiosa é preciso dar espaço a grupos menos numerosos, como o seu. "O problema é que as minorias não são vistas pelas religiões majoritárias. Não somos convidados a participar dessa construção da liberdade. Existe uma dúzia de religiões que se juntam para ditar as regras".
Fonte - Agência Brasil  08/09/2013

Aviões militares - OS AMX, OS SUKHOI, E OS EUA

Defesa

O Brasil não foi apenas mais um país entre os muitos espionados pelos EUA, mas o país estrangeiro mais espionado pelos EUA.Os norte-americanos nos consideram não apenas um adversário potencial, mas - como criador dos BRICS e terceiro credor dos EUA – o seu pior inimigo, a nação mais perigosa do mundo, no contexto geopolítico.

Mauro Santyana

(HD) - Os pilotos da FAB, que majoritariamente prefeririam a compra de jatos russos Sukhoi-35, no lugar de caças norte-americanos F/A, devem estar com suas esperanças renovadas, em razão da espionagem direta da NSA (agência nacional de segurança) norte-americana sobre a Presidente Dilma Roussef e outros membros do governo brasileiro. As denúncias praticamente sepultam as chances da Boeing vencer a licitação do Programa F-X2.
O Brasil não foi apenas mais um país entre os muitos espionados pelos EUA, mas o país estrangeiro mais espionado pelos EUA.
Os norte-americanos nos consideram não apenas um adversário potencial, mas - como criador dos BRICS e terceiro credor dos EUA – o seu pior inimigo, a nação mais perigosa do mundo, no contexto geopolítico.
Se os Estados Unidos são capazes, do ponto de vista moral, de espionar até o email dos outros, como o mais vulgar fofoqueiro de escritório ou hacker ladrão de senha de banco e de cartão de crédito, imagine-se o que não fariam com os códigos-fonte dos novos caças brasileiros, e o que não fazem, por meio das empresas (próprias e originárias de outros países da OTAN), que trabalham na indústria de “brasileira” de defesa.
A nova motorização e aviônica dos caças AMX - os primeiros exemplares modernizados foram entregues pela Embraer à FAB essa semana - mostram que, se quisermos, poderemos fabricar aqui mesmo, a partir desse vetor subsônico, aviões intermediários para cuidar da defesa de nossas fronteiras.
Quanto à compra de caças-bombardeios de primeira linha, a aproximação com os russos, com a aquisição dos Sukhoi-35 como fator de dissuasão, nos permitiria entrar de pleno como sócios em bases iguais - com garantia de desenvolvimento e transferência de tecnologia - no Projeto do PAK FA T50, o caça multipropósito de quinta geração que está sendo construído em conjunto por russos e indianos no âmbito dos BRICS.
O PAK-FA está sendo desenvolvido justamente para substituir o Sukhoi SU-35 (sua tecnologia os russos já asseguraram ao Brasil em caso de compra), como o principal caça russo para a primeira metade do século XXI. É um caça-bombardeio polivalente de incrível manobrabilidade (ver vídeo), com um alcance de 5.000 quilômetros, e carga de 10 toneladas de armas.
Enquanto os EUA fazem o que querem com as nossas telecomunicações - criminosamente desnacionalizadas no Governo Fernando Henrique, a ponto de entregar até os BrasilSATs para os mexicanos - a Embraer se aproxima perigosamente da Boeing, em projetos como o do novo transporte militar KC-390, originalmente projetado no Brasil, e concebido inicialmente como um avião regional, sem participação norte-americana.
Considerações de mercado não podem sobrepor-se a interesses estratégicos nacionais, principalmente quando se trata de “sócios” com a credibilidade e caráter de nossos vizinhos do norte.
Fonte - Do Blog Mauro Santayana  08/09/2013

Proposta para reforma trabalhista divide opiniões no Brasil

Economia


Apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das medidas para melhorar a competitividade - a medida divide opiniões. Entre os economistas, parte diz que o mercado de trabalho já é flexível. Para outros, o custo trabalhista afeta a produtividade das empresas

Recomendação para Brasil fazer a reforma trabalhista divide opiniões
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das medidas necessárias para o Brasil melhorar a competitividade, a liberalização do mercado de trabalho divide opiniões. Especialistas divergem sobre a necessidade de o país flexibilizar salários e demissões, ações defendidas pelo Relatório de Competitividade Global de 2013–2014.
Em entrevista à Agência Brasil, Benat Bilbao, economista sênior do Fórum Econômico Mundial e um dos autores do relatório, defendeu que o país reduza os encargos trabalhistas, facilite as demissões e torne os salários mais compatíveis com a produtividade do empregado. Segundo ele, a reforma trabalhista é um dos principais desafios que o Brasil precisa enfrentar à medida que o alto preço de bens primários e os juros baixos deixaram de impulsionar a economia doméstica.
O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, discorda da avaliação. Ele diz que o diagnóstico do Fórum Econômico Mundial está errado e reflete um desconhecimento em relação à realidade do Brasil. “O mercado de trabalho brasileiro é flexível, com rotatividade média de 40% [40% dos trabalhadores trocam de emprego em um ano] e grande informalidade. Uma forma de melhorar a produtividade seria reduzir a informalidade e a rotatividade”, alega.
O economista do Dieese questiona os fatores que determinam a competitividade de um país. Ele ressalta que, na Alemanha, quarta colocada no ranking, os salários são cinco vezes maiores que no Brasil e existem dificuldades para demitir um empregado. “A Alemanha é um país com mercado interno forte, renda alta e que investe em inovação e tecnologia. Daí vem a produtividade deles, não da precarização do mercado de trabalho”, destaca.
Para Ganz Lúcio, o Brasil deve atuar em outras frentes para aumentar a competitividade da economia, como melhorar a qualidade das instituições e investir em educação e em tecnologia. Essas recomendações também foram sugeridas ao Brasil no relatório do Fórum Econômico Mundial.
O diretor do Dieese reconhece que a produtividade da economia brasileira caiu nos últimos anos, mas não por causa de perda de competitividade e, sim, pela queda da demanda provocada pelo baixo crescimento econômico. “Isso está relacionado ao próprio conceito de produtividade, que é volume produzido por tempo trabalhado. A produção cresceu menos, mas os empresários não demitiram. Daí uma queda meramente conjuntural”, diz.
Pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) especializado em mercado de trabalho, Rodrigo Leandro de Moura tem opinião diferente. Ele acredita que, apesar de o Brasil ainda estar em pleno emprego, a reforma trabalhista é necessária para dinamizar a economia do país. “Tanto o custo de admissão, como de treinamento e de demissão do empregado, é alto no Brasil. Isso limita a competitividade das empresas”, comenta.
Moura, no entanto, diz que o país deve remodelar o sistema tributário, investir em infraestrutura e melhorar as instituições antes de flexibilizar o sistema de trabalho. “Como a economia está em pleno emprego, qualquer reforma no mercado de trabalho agora enfrentaria grande resistência e o país deixaria de avançar em outros pontos necessários para aumentar a competitividade”, observa.
Divulgado na última terça-feira (3), o Relatório de Competitividade Global de 2013–2014 classificou o Brasil em 56º lugar entre 148 países analisados no ranking de competitividade internacional. O país caiu oito posições em relação ao ano passado. O Fórum Econômico Mundial atribuiu a queda à piora de indicadores macroeconômicos, ao aperto no crédito e, principalmente, à falta de reformas estruturais.
Fundado por acadêmicos e executivos de empresas, o Fórum Econômico Mundial é uma organização sem fins lucrativos que tem o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e debater os principais problemas do mundo. Todos os anos, a organização promove um encontro em Davos, nos Alpes Suíços, que reúne líderes mundiais, empresários, intelectuais e jornalistas.
Fonte - Agência Brasil  08/09/2013