UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

'Concessionápolis', vitrine da privatização

Infraestrutura

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
As concessões em infraestrutura do governo federal têm uma vitrine plantada no centro do País. A 150 quilômetros de Brasília, o município de Anápolis (GO) reúne, em torno de um mesmo local, um porto seco, duas rodovias federais e duas ferrovias - uma delas em fase final de construção. Também avançam as obras de pavimentação de um aeroporto de cargas, empreendimento do governo estadual. Tudo é ou será concedido à iniciativa privada, o que transforma a cidade numa "Concessionápolis".
Todos esses empreendimentos estão interligados, em meio a um crescente distrito industrial que reúne um polo farmoquímico, esmagadoras de grãos, fábricas de fertilizantes e até uma montadora, a coreana Hyundai. A paisagem que se vê trafegando pela rodovia é similar a das áreas mais dinâmicas do interior paulista.
"Anápolis é o principal centro de distribuição de carga do País e talvez o distrito industrial que mais evoluiu", disse o diretor de Operações da Valec, Bento José de Lima. A empresa, que é uma estatal federal, é a responsável pela construção da norte-sul.
A conclusão das obras da ferrovia, prevista para junho de 2014, consolidará Anápolis como uma inédita referência logística bem no centro do País. "Isso é o sonho de consumo de uma nação que quer o desenvolvimento", entusiasma-se o diretor-superintendente do Porto Seco Centro-Oeste, Edson Tavares. "Vai ser uma mudança drástica em toda a região", prevê o prefeito da cidade, Antônio Gomide (PT).

Meio do caminho
O trecho da Norte-Sul, que está para ser inaugurado, tem 855 quilômetros e vai ligar o interior goiano a Palmas, no Tocantins. Lá, a ferrovia já está operante e segue rumo ao Norte, até Açailândia (MA), onde se entronca com a Estrada de Ferro Carajás e segue para o porto de Itaqui, próximo a São Luís.
Com a chegada da Norte-Sul, a produção de eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus poderá chegar de trem a Anápolis, de onde será distribuída para todo o País. Hoje, esses produtos saem da Amazônia de barcaça e depois seguem de caminhão até o Sudeste, onde estão os centros de distribuição das redes de varejo. E, de lá, voltam para o Centro-Oeste ou seguem para o Nordeste.
"Isso é logística burra", afirma Tavares. Mais inteligente, acredita ele, seria trazer os produtos para Anápolis, que está no meio do caminho de tudo e tem uma rede de rodovias e ferrovias. "Num raio de mil quilômetros daqui estão 75% da população economicamente ativa do País", explica.
A ferrovia também servirá para levar a produção agrícola do entorno de Anápolis a Itaqui, no Maranhão. Segundo Bento Lima, parte dos grãos produzidos mais ao Norte deverá embarcar na ferrovia para ser esmagada em Anápolis e depois seguir para exportação em Itaqui. A via também servirá para distribuir fertilizantes na região produtora.

Acima da média
Com a indústria e o agronegócio, a economia goiana tem crescido acima da média do Brasil. A estimativa para 2013 é de uma expansão de 3%, acima da faixa de 1,5% a 2,5% da economia nacional, segundo estimativas de mercado. "Temos sido ousados", afirmou o secretário de gestão e planejamento do Estado, Giuseppe Vecci. "Mas para podermos sustentar o crescimento nos próximos anos é necessário investir em infraestrutura."
Quando concluído, esse trecho da Norte-Sul será concedido à iniciativa privada, idealmente em 2014. A ferrovia será um teste para o novo modelo de exploração de ferrovias do governo federal, no qual a Valec comprará 100% da capacidade de transporte da linha e a revenderá a quem tiver carga. O concessionário vai cuidar da manutenção e da operação.
Com entroncamento no distrito de Anápolis, já estão concedidos o trecho da BR-060 até Brasília e outro da BR-153, em direção ao Sul, que passa por Goiânia e segue até a divisa de Minas Gerais com São Paulo. O pedaço da 153 que segue rumo ao Norte até Palmas (TO) será leiloado em 2014.
O porto seco é uma concessão federal, assim como a malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que já funciona como uma ligação do distrito industrial de Anápolis com o porto de Tubarão (ES). A Norte-Sul será conectada à FCA, que em função disso vem recebendo investimentos para melhorar a operação. A linha é da década de 1930 e a baixa velocidade impede seu uso mais intensivo.
O aeroporto de cargas, igualmente previsto para junho, será concedido pelo governo do Estado. A obra, que é o item número um de uma versão local do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) federal, já deveria estar pronta. Porém, sofreu atrasos por causa do terreno, que exigiu drenagem e reforços adicionais.

ALL NO LIMITE......

Ferrovias

Enchendo espaços vazios no pátio
 de Araraquara: criatividade sem fim
Gerson Toller
jornalista, diretor da Revista Ferroviária
“Isso aqui é como o exército vietcong. Construímos as pontes abaixo do nível do rio para a aviação americana não ver”. A frase, de um alto executivo da ALL, bem definia o estilo de administração da então nova concessionária: criatividade, economia de meios e soluções heterodoxas. Mais viriam, no mesmo estilo: vagões tanque viravam graneleiros, vagões fechados viravam telescópicos, locomotivas operavam só com motores de tração; motores de tração GM eram usados em locos GE, e assim por diante, para general Giap nenhum botar defeito.
Durante um bom tempo, deu resultado: o investimento foi contido, o tráfego subiu e os resultados de balanço – se não sustentaram as cotações em bolsa – permitiram a transferência para o público de 60% do capital da empresa.
O problema é que – talvez não no Vietnam, mas com certeza na ferrovia – “manutenção postergada não reclama, se vinga”, como diz Julio Fontana, presidente da Cosan Logística e responsável pelo projeto da Rumo, na ingrata função de principal cliente da ALL. Em 2013, até o final de novembro, a ALL foi responsável por 370 acidentes ferroviários – 46,42% das ocorrências no país – com 113 vítimas, incluindo os oito mortos de São José do Rio Preto (SP). Isso quando realizou apenas 10,4% do tráfego medido em toneladas úteis, conforme dados da ANTT. 

De pouco adiantaram os R$ 23 milhões de multas aplicadas pela ANTT por “manutenção de via postergada” e “negligência na manutenção de ativos arrendados”. Mesmo porque, segundo Jorge Bastos, diretor geral da ANTT, boa parte das multas nunca é paga, por conta de recursos judiciais.
De pouco adiantou, igualmente, a parceria oferecida pela Cosan/Rumo, que em 2009 se dispôs a investir R$ 1,2 bilhão no aumento de capacidade da ALL, para multiplicar o volume de açúcar transportado pela ferrovia até o porto de Santos. O objetivo era alcançar 9 milhões de toneladas em 2013, tirando da rodovia 2 mil caminhões por dia.Todo o dinheiro vinha da Rumo, enquanto o gerenciamento do projeto ficava por conta da ALL.
O que aconteceu na realidade foi que, este ano, o volume ficou em menos de um quarto da meta, a duplicação de linhas está longe de ser concluída e a ALL destruiu em acidentes 43 vagões novos comprados pela Rumo para o transporte de açúcar. Para não perder clientes, a Rumo voltou a utilizar caminhões, o que levou a um aumento de 86,4% no custo de serviços no primeiro semestre do ano. Depois disso, em mais uma manobra surpreendente, a ALL entrou na Justiça, em outubro passado, contra a Rumo, para escapar ao pagamento das multas contratuais – que neste final de ano se elevam a um total acumulado em torno de 200 milhões – e encerrar o contrato. Foi a primeira vez na história conhecida do transporte ferroviário que uma ferrovia tentou descartar um cliente que lhe forneceu 929 vagões e 50 locomotivas para executar um contrato de longo prazo. Isto é incrível!
Fonte - Revista Ferroviária  06/01/2014

Cidades que retomaram o bonde como alternativa ao transporte

Transportes sobre trilhos

Renato Lobo 
Via Trolebus
Em meio a notícia em que a EMTU juntamente com a prefeitura de Praia Grande resolveram alterar o projeto de VLT (veículo leve sobre trilhos) para corredor de ônibus, destacamos outras localidades que retomaram os bondes, como alternativa sustentável de transporte.
No continente europeu, cidades como Bruxelas, Paris e Berlin ressuscitaram os seus “tramways” nos últimos dez anos, além de outras cidades que manteram e modernizaram seus sistemas, como Varsóvia, Basileia, Zurique, Lisboa e Porto, ou das Américas, como São Francisco e Toronto.

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Bruxelas:
O sistema de tram (como são chamados os VLT’s na Europa) é um dos dez maiores do mundo, que transportava cerca de 123,5 milhões de passageiros em 2012. Em 2013, o sistema é composto por 19 linhas. A partir de 2011, o comprimento total da rota do sistema de bonde alcançou 138,9 km, tornando-se uma das redes maiores da Europa.



Paris
A região francesa de Île -de-France , abrangendo a capital de Paris, atualmente possui sete linhas de bondes, e está planejando novos ramais . Das linhas existentes cinco são operados pelo governo local, a RATP, que também opera o metrô de Paris e a maioria dos serviços de ônibus. Outra, a T4 é ​​mantida pela operadora ferroviária nacional francesa SNCF. Três das linhas servem Paris.


Berlin
A rede de VLT de Berlin tem cerca de 190 km, é um dos sistemas mais extensos do mundo. O sistema se destaca pela sua rapidez, segurança , pontualidade e confiabilidade. Limpeza e conforto , acessibilidade e preocupação ecológica são a regra . Todos os anos, 1,3 milhões de viagens transportam 157 milhões de passageiros aos seus destinos. A cada 460 metros existe uma estação.
Não apenas nestas regiões, mas em países emergentes também projetam uso de bondes modernos para o sistema de transportes. Na China, existem pelo menos 15 projetos em estudo.

No Brasil
No Brasil, além da linha de VLT de Santos que fazia parte do projeto que ia para a Praia Grande, estão em obras o VLT de Cuiabá desde 2012, com previsão de entrega entre este ano e 2015. Além destes, o Rio de Janeiro esta construindo uma rede cujo objetivo é integrar o centro da cidade, o Aeroporto Santos Dumont e a Barca Rio-Niterói à região portuária da cidade. A previsão é de que o sistema esteja em funcionamento até 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e deve retirar pelo menos 60% dos ônibus e 15% dos carros que circulam atualmente no centro da cidade.
Já em Brasília, o VLT começou a ser construído e tem como objetivos desafogar o fluxo de veículos, e incrementar o sistema público de transporte. O sistema será operado pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). O Projeto completo tem como intuito ligar o Aeroporto de Brasília ao Terminal da Asa Norte, através da via W3, e também ligará todo Eixo Monumental. As obras começaram em 2009, mas a obra foi paralisada pela Justiça em setembro de 2010. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou que o contrato para construção do VLT fosse anulado, por suspeita de irregularidade na concorrência pública. Em 1º de março de 2013 o Governo de Distrito Federal publicou o edital de qualificação das empresas interessadas em assumir a construção do VLT, marcando a retomada do projeto.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  05/01/2013

domingo, 5 de janeiro de 2014

Importantes conferências para os rumos da agenda ambiental acontecerão em 2014

Meio Ambiente





A ministra Izabella Teixeira lembrou que a próxima COP em Lima, no Peru, que “será a primeira na Amazônia”....

Ana Cristina Campos
Agência Brasil

Brasília - A comunidade internacional vai lidar, no ano que vem, com duas negociações importantes para definir os rumos da agenda ambiental. A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-20) está prevista para ocorrer entre 1º e 12 de dezembro de 2014, em Lima, no Peru. Além da COP-20 haverá a 12ª reunião de cúpula da Convenção de Diversidade Biológica (CDB), que será sediada pela Coreia do Sul entre 6 e 17 de outubro de 2014.
Vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU), os encontros reúnem delegações de centenas de países para firmar acordos de combate ao aquecimento global e de proteção da fauna e da flora. “Deve haver convergência entre os temas. As duas conferências não podem ficar isoladas”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Para ela, é necessário maior esforço para confluência entre as negociações sobre clima e sobre a conservação da biodiversidade. “Temos o time do clima e o da biodiversidade, que fazem esforços imensos, mas nunca vi uma manifestação dos dois nas convenções internacionais. Precisamos reorganizar o processo político de diálogo entre as partes, o que envolve o setor privado, os jovens, as entidades ambientalistas, as entidades sociais e os trabalhadores”, disse.
Na avaliação da ministra, a próxima COP em Lima, no Peru, que “será a primeira na Amazônia”, tem que resgatar a unidade que os países em desenvolvimento conseguiram na COP-19, em Varsóvia. Para contribuir na construção de um acordo mais amplo, Izabella disse que o Brasil já está em entendimento com a presidência da COP em Lima para ajudar a construir não só um engajamento dos países, mas de toda a sociedade em um diálogo, já com vistas a Paris que sediará a conferência em 2015, quando deve ser estabelecido um novo acordo global climático que entrará em vigor em 2020.
Segundo Izabella o desafio é resgatar o espírito de confiança no ambiente de negociação nas próximas COPs. A aprovação de mecanismos capazes de diminuir as emissões de poluentes na atmosfera é um dos principais gargalos das negociações internacionais de mudanças climáticas. Para a ministra, é preciso mudar o foco das reuniões de cúpula. “Chegou a hora de parar de olhar somente para o problema e procurar as soluções. São debates acirrados em busca de um entendimento e o estresse político entre os países precisa ser eliminado”, destacou.
O subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, José Antonio Marcondes de Carvalho, negociador-chefe brasileiro nas conferências internacionais sobre temas ambientais disse que o desafio da COP em Lima é conquistar a confiança dos países desenvolvidos. “O Brasil continua com sua determinação inabalável de avançar nesses processos [de negociação climática]”, ressaltou.
Fonte - EBC  05/01/2014

Ministros do STF começam ano com aumento de R$ 1,4 mil

Justiça

André Richter
Repórter da Agência Brasil
foto-ilustração
Brasília – Os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram o ano com aumento de aproximadamente R$ 1,4 mil nos salários. De acordo com uma portaria publicada na sexta-feira (3) no Diário da Justiça, desde o dia 1º de janeiro, o salário dos ministros passou de R$ 28.059,29 para R$ 29.462,25, um reajuste de cerca de 4,9%.
O aumento provocou efeito cascata nos subsídios dos demais membros da magistratura, como juízes e desembargadores dos tribunais federais e estaduais. O salário dos ministros do STF é o teto constitucional, valor máximo pago aos servidores públicos, e serve de parâmetro para o cálculo dos vencimentos dos demais magistrados do país.
O aumento está previsto na Lei nº 12.771, de 28 de dezembro de 2012, que definiu o valor dos vencimentos dos ministros até 2015, quando os membros do STF terão um novo reajuste. A partir de 1º de janeiro do ano que vem, o salário será R$ 30.935,36. Conforme a norma, a partir de 2016, os salários serão fixados pelo próprio STF, por meio de projeto de lei, com base na previsão orçamentária, e em comparação com os ganhos dos demais servidores públicos.
De acordo com a folha de pagamento disponibilizada pelo STF, o salário líquido de um ministro da Corte, com descontos de imposto de renda e outras deduções legais, varia entre R$ 18 mil e R$ 20 mil.
Em dezembro, com o pagamento de férias aos ministros, o valor líquido ficou entre R$ 23 mil e R$ 28 mil. No mês passado, por exemplo, o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, recebeu R$ 40.498,91 de salário bruto, mas ficou com R$ 26.298,24. O ministro Celso de Mello, membro mais antigo da Corte, recebeu R$ 40.498,91, mas, com os descontos, recebeu R$ 23.363,75. Luís Roberto Barroso, ministro mais novo na Corte, recebeu R$ 37.412,39 de salário bruto e R$ 26.130,33, com descontos.
Fonte - Agência Brasil  05/01/2014

As belezas dos cânions do Rio São Francisco



Na série As Melhores Reportagens de 2013, o Jornal da Record mostra as maravilhas e belezas dos cânions do Rio São Francisco.



A campanha da moda

Política

*Jânio de Freitas

São Paulo - Quem não discute gosto anda na moda, que é um modo de não ter gosto (próprio, ao menos). Até por solidariedade aos raros que não se entregam à moda eleitoreira de dizer que 2013 foi um horror brasileiro e 2014 será ainda pior, proponho uns poucos dados para variar.
Com franqueza, mais do que a solidariedade, que tem motivo recente, é uma velha convicção o que vê importância em tais dados. Um exemplo ligeiro: todo o falatório em torno de PIB de 1% ou de 2% nada significa diante da queda do desemprego a apenas 4,6%. Menor que o da admirada Alemanha. Em referência ao mesmo novembro (últimos dados disponíveis a respeito), vimos as manchetes consagradoras "EUA têm o menor desemprego em 5 anos: cai de 7,3% para 7%". O índice brasileiro, o menor já registrado aqui, excelência no mundo, não mereceu manchetes, ficou só em uns títulos e textos mixurucas.
Mas o índice não pode ser positivo: "O índice caiu porque mais pessoas deixaram de procurar emprego". Se mais desempregados conseguiam emprego, como provava o índice antes rondando entre 5,6% e 5,2%, restariam, forçosamente, menos ou mais desempregados procurando emprego? PIB horrível, falta de ajuste fiscal, baixa taxa de investimentos, poucas privatizações, coitado do país. E, no entanto, além do emprego, aumento da média salarial, a ponto de criar este retrato do empresariado de São Paulo: a média salarial no Rio ultrapassou a dos paulistas.
A propósito: com as alterações do Bolsa Família pelo Brasil sem Miséria, retiraram-se 22 milhões de pessoas da faixa dita de pobreza extrema. Com o Minha Casa, Minha Vida, já passam de um milhão as moradias entregues, e mais umas 400 mil avançam para a conclusão neste ano. A cinco pessoas por família, são 7 milhões de beneficiados com um teto decente, água e saneamento.
Sobre dados assim e 2014, escreve o economista-chefe da consultoria MB Associados, Sérgio Vale: "Infelizmente, veremos mais promessas de ampliação do Bolsa Família e do salário mínimo, que, no frigir dos ovos, é o que tende a reeleger a presidente". Da qual, aliás, acha que em 2014 "deverá se apequenar ainda mais". Da mesma linhagem de economistas —a que domina nos meios de comunicação—, Alexandre Schwartsman dá à política que produziu aqueles resultados o qualificativo de "aposta fracassada", porque só deu em "piora fiscal, descaso com a inflação e intervenção indiscriminada, predominando a ideologia onde deveria governar o pragmatismo".
"Infelizmente" e "aposta fracassada" para quem? Para os 22 milhões que saíram da pobreza extrema, os 7 milhões que receberam ou receberão um teto em futuro próximo, os milhões que obtiveram emprego, os milhões ainda mais numerosos que tiveram melhoria salarial?
E, claro, ideologia existe só no que se volta para os problemas e possíveis soluções sociais. Quem se põe de costas para o que não interesse à elite financeira e ao poder econômico, não o faz por ideologia, não. Por esporte, talvez.
Foi a esse esporte, quando praticado orquestradamente nos meios de comunicação, que Dilma Rousseff se referiu como uma "guerra psicológica", e gerou equívocos críticos. Não se trata de "expressão antidemocrática", nem própria dos tempos da ditadura. É a denominação, técnica ou científica, como queiram, de métodos de hostilidade não militares, diferentes das campanhas por não serem declarados em sua motivação e seus fins, e buscando enfraquecer o adversário por variados tipos de desgaste.
Não é o caso da pregação tão óbvia no seu propósito de prejudicar eleitoralmente Dilma Rousseff. E prática tão evidente que, já no início de artigo na Folha, o empresário Pedro Luiz Passos definiu-a como "o negativismo que permeia as análises sobre a economia brasileira, em contraste com a percepção de bem-estar especialmente da base da pirâmide de renda". Ou seja, há um negativismo, intenção de concentrar-se no negativo, real ou manipulado, e a desconsideração do que deu à "base da pirâmide" social alguma percepção de bem-estar.
O elemento essencial na existência de uma Nação é o povo. Não é o território, não é o Estado, ambos inexistentes em várias formas de nação ao longo da história e ainda no presente (os curdos, diversos povos nômades, povos indígenas). O PIB e os ajustes feitos ou reivindicados nunca fizeram nada pelos brasileiros que são chamados de povo. A cliente do PIB, dos gastos governamentais baixos e dos juros bem altos são os que compõem a mínima minoria dos que só precisam, para manter o país, do povo.
*Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspicácia e ousadia as questões políticas e econômicas. Escreve na versão impressa do caderno "Poder" aos domingos, terças e quintas-feiras.
Fonte - Jânio de Freitas (Folha de São Paulo)  05/01/2014

A Jogada da Copa

Política

*Gabriel Priolli
"Não vai ter Copa"
Seis meses depois dos protestos que tomaram inúmeras cidades brasileiras, decantadas as insatisfações apresentadas pelos manifestantes e as múltiplas soluções aventadas por todos os atores políticos para a estranha crise que se formou, temos um quadro bem claro. A maioria da população quer mudanças no país, mas prefere que elas sejam conduzidas por Dilma e não pela oposição. A presidenta lidera em todas as sondagens de intenção de voto.
Falta muito tempo até as eleições, certamente, e já assistimos a oscilações espetaculares de intenção de voto nos pleitos anteriores, inclusive candidaturas que “atropelaram” na reta final e venceram. Tudo pode acontecer, portanto, até que se proclamem os resultados. Mas, até segunda ordem, quem lidera é Dilma. A soma dos votos de seus adversários não supera os votos da candidata governista e tudo indica que a eleição será definida já no primeiro turno.
Sim, mas há um outro roteiro possível para este ano. Nele, as massas sairiam novamente às ruas em junho, em plena Copa do Mundo, e causariam tal transtorno à competição que seria impossível ignorá-las. A mídia mundial distribuiria a todo o globo imagens de multidões pedindo reformas, de black blocs destruindo seus alvos habituais e das polícias reprimindo com a cortesia conhecida.
As cenas passariam a impressão de um país sem governo e de um governo sem legitimidade – impressões absolutamente falsas. Mas o que é mesmo a verdade, nessas coisas da mídia e da enunciação de seus conteúdos?
Um governo “ilegítimo”, pressionado externamente, ficaria acuado também pelos adversários internos. Estes amplificariam ao máximo possível os protestos e tentariam conduzir a sua pauta, exatamente como fizeram em 2013. Para criar um clima de megacrise, que nenhum ponto de contato tem com o real. Mas o que é exatamente o real, quando se tem o controle do que a mídia diz sobre ele?
Quem sabe se, em meio ao eventual fiasco da Copa – corre-corre e pancadaria nas imediações dos estádios, os inevitáveis problemas organizativos amplificados ao extremo, as queixas e angústias dos turistas constrangidos pelo clima de guerra política no Brasil e, prêmio final, uma boa derrota da seleção nacional -, os eleitores não embarquem na ideia de jogar toda a culpa em Dilma? Quem sabe não escolham na urna uma alternativa de oposição?
Acumulam-se as evidências de que setores conservadores, descrentes de sua capacidade de sedução do eleitorado pelas vias convencionais, cogitam se lançar na aventura catastrofista da Copa. Pretendem que o maior evento já realizado no país fracasse espetacularmente, para o máximo constrangimento e desgaste do governo atual. Acham que colherão os louros dessa ação de lesa-pátria.
É simplesmente doentia a ideia de que, para conquistar o poder de “consertar” o país, alguém considere aceitável que a nossa imagem internacional seja destruída. Que o Brasil seja penalizado por décadas, pela “incapacidade” de realizar grandes eventos internacionais. E que isso aconteça fundamentado em mentira e manipulação da opinião pública.
Mas, infelizmente, a possibilidade é bastante concreta. Daqui até junho, provavelmente veremos novas convocatórias para que as massas voltem às ruas e façam manifestações “espontâneas”. Assistiremos à incitação explícita de atos destinados à desestabilização do governo. “Não vai ter Copa!”, bradarão outra vez os carbonários – com todas as câmeras e microfones à sua disposição.
Dias atrás, na primeira vez em que externei essa preocupação, recebi o previsível fogo de barragem. Disseram que é paranóia minha, exagero. Que as convicções democráticas da oposição e de sua mídia são inquestionáveis. E que a eleição transcorrerá dentro das regras, sem tentativas de tapetão.
Será mesmo? O pré-golpe de 1964, em que muitos não acreditavam que a legalidade fosse demolida, talvez nos ensine melhor sobre os métodos do conservadorismo para tomar o poder. E sobre como ele é campeão em destruir a democracia, para “salvá-la” da ameaça dos governos populares.
Por que deveríamos confiar agora em quem não foi confiável no passado e segue não sendo?
*Gabriel Priolli  - É jornalista, diretor de televisão e educador.
Fonte - A Priolli  04/01/2014

sábado, 4 de janeiro de 2014

Câmara pode votar reserva de vagas para negros em concursos

Política

O projeto que reserva 20% das vagas em concursos públicos federais para negros e pardos pode ser uma das primeiras matérias analisadas pelos deputados este ano. O texto já foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário antes de ir ao Senado...

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O projeto de lei (PL 6738/13) que reserva 20% das vagas em concursos públicos federais para negros e pardos pode ser uma das primeiras matérias analisadas pelos deputados federais quando retomarem as atividades no dia 2 de fevereiro. O texto foi um dos últimos aprovados antes do recesso de final de ano na Comissão de Direitos Humanos (CDH), mas ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário antes de seguir para o Senado.Como o texto foi enviado pelo governo com urgência constitucional, o prazo para análise em cada Casa é 45 dias. Assim, o projeto de lei trancou a pauta da Câmara no dia 23 de dezembro sem sequer ter passado pelo crivo do último colegiado: a CCJ.O objetivo do Executivo é garantir a reserva por dez anos. Mas a regra, sugerida pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), valerá apenas quando o texto for sancionado. Para isso, a proposta ainda precisa passar pela análise do Senado, que poderá alterar alguns itens.
Na Câmara, os parlamentares decidiram incluir uma emenda para que a reserva de vagas também seja aplicada na ocupação de cargos comissionados no funcionalismo público. O relator da matéria na CDH, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), defendeu a novidade e explicou que os cargos comissionados correspondem a 70% do quadro de funcionários e, por isso, mesmo sendo ocupados por iniciativa de gestores por um período temporário, “não faz sentido deixá-los fora do alcance de uma política de ação afirmativa”.
Pela proposta aprovada, ainda ficou definido que, dentro da reserva de 20% do total de vagas, 75% devem ser ocupadas por negros que estudaram em escolas da rede pública de ensino.
O projeto defendido pelo Planalto garante que, além das vagas reservadas, os negros também podem concorrer àquelas destinadas à ampla concorrência em concursos para órgãos e entidades da administração pública federal, autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.
Fonte - Agência Brasil  04/01/2014

Nova etapa do Programa Mais Médicos começa em fevereiro

Saúde

A terceira etapa de contratação será iniciada no mês que vem com os profissionais brasileiros e, em março, com os estrangeiros. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é chegar a 13 mil médicos. Atualmente o programa conta com 6.658 profissionais, atendendo a 23 milhões de brasileiros...

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A terceira etapa de contratação do Programa Mais Médicos será iniciada no mês que vem com os profissionais brasileiros e, em março, com os estrangeiros. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é atingir 13 mil médicos. Atualmente o programa conta com 6.658 profissionais, atendendo a 23 milhões de brasileiros.
Os locais onde os médicos irão trabalhar ainda não foram escolhidos. O ministério pretende contemplar municípios que não receberam profissionais do programa lançado pelo governo federal em julho de 2013.
No estado do Rio, foram beneficiadas 765,9 mil pessoas em 23 municípios, entre eles Duque de Caxias, Belford Roxo e Mesquita, na Baixada Fluminense; Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, Petrópolis na região serrana, e a cidade do Rio. No estado, 222 profissionais fazem parte do programa, sendo 198 estrangeiros.
Na capital, trabalham 70 médicos. O maior número está nas zonas oeste (34) e norte (31). A maior parte dos 68 estrangeiros é cubana. Há ainda uma espanhola, um argentino e uma peruana. Todos atendem em unidades básicas de saúde e em clínicas da Família próximas às comunidades, e são monitorados pelos coordenadores das unidades.
Na avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, como os médicos cubanos tinham o costume de atender em clínicas da Família de Cuba, eles se adaptaram muito bem ao trabalho no Brasil e a resposta dos pacientes é positiva.
A Bahia é o estado que recebeu mais profissionais (787). Na sequência, vêm os estados de São Paulo (588), do Ceará (572) e do Maranhão (445), onde, segundo o Ministério da Saúde, há o menor índice de médicos por mil habitantes do país (0,5).
Fonte - Agência Brasil  04/01/2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Mais de mil disputam vaga para ir à Marte

Ciência

Missão vai selecionar os 24 colonos que viajarão ao planeta vermelho em seis grupos de quatro pessoas

DN
Nova York. Mais de mil pessoas foram pré-selecionadas para formar parte de um grupo de primeiros colonos do planeta Marte, em 2025, informou ontem a companhia holandesa Mars One, autora do projeto.
Foto: Nasa
O Mars One promete ser a primeira iniciativa a explorar outro planeta. Até agora, as agências espaciais só conseguiram enviar sondas robóticas à Marte
A seleção foi realizada a partir de 200 mil pessoas, de 140 países, que se inscreveram para fazer parte da primeira onda de colonização do Planeta Vermelho. No total, 1.058 candidatos passaram à segunda fase da seleção, segundo a Mars One.
O maior grupo de interessados vem dos Estados Unidos (24%), da Índia (10%), da China (6%) e do Brasil (5%). Mas também se inscreveram candidatos de países como Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Alemanha, Austrália, Canadá, Filipinas, França, Itália, Polônia, Reino Unido, Rússia, Turquia e Ucrânia.
"O desafio com os 200.000 inscritos era separar os que pensamos ser capazes - mental e fisicamente - para a missão de embaixadores humanos em Marte dos que não levam o desafio a sério", disse Bas Lansdorp, fundador e presidente da Mars One.
A Mars One vai selecionar agora, em várias fases, os 24 colonos que devem viajar a Marte em seis grupos de quatro pessoas.

Desafios
O plano enfrenta vários obstáculos. Segundo o projeto, os colonos, que jamais poderão regressar à Terra, deverão viver em pequenos habitats, encontrar água, produzir oxigênio e cultivar seus próprios alimentos.
Além disso, Marte é um grande deserto, a atmosfera é composta principalmente por dióxido de carbono e a temperatura média é de -63° C. Os "astronautas" também se submeterão a uma perigosa radiação cósmica durante a viagem. Por último, ainda não existe um foguete nem uma cápsula que transportem esses voluntários, admitiu a Mars One.
O projeto enfrenta muito ceticismo, mas entre seus apoiadores está o Nobel holandês Gerard´t Hooft, ganhador do prêmio de Física em 1999, que aparece em um vídeo promovendo a Mars One no site de financiamento coletivo Indiegogo.
Até agora, as agências espaciais ao redor do mundo só conseguiram enviar sondas robóticas a Marte, sendo a última a Curiosity, da Nasa, estimada em US$ 2,5 bilhões, e que pousou no planeta em agosto de 2012.
Se for bem sucedida, a missão será a primeira iniciativa a explorar outro planeta.
Fonte - Diário do Nordeste  03/01/2014

Os RICOS cada vez mais RICOS

Economia


Por Altamiro Borges
Desde 2007, o sistema capitalista atravessa uma gravíssima crise econômica, comparada por muitos estudiosos à Grande Depressão de 1929. Mas quem paga o ônus são os assalariados, com recordes de desemprego, brutal arrocho dos salários e retirada de históricos direitos trabalhistas. Os causadores da desgraceira, os capitalistas, ainda ganham com a crise, concentrando mais capital. Isto é o que revela o recente índice da “Bloomberg Billionaires”, um ranking das 300 maiores fortunas do planeta.
Segundo matéria desta quinta-feira (2) do jornal Valor, dedicado à elite empresarial nativa, “as pessoas mais ricas do planeta ficaram ainda mais ricas em 2013 após aumentarem o seu patrimônio líquido coletivo em US$ 524 bilhões, segundo o índice Bloomberg Billionaires... O patrimônio líquido total dos principais bilionários do mundo permaneceu em US$ 3,7 trilhões no fechamento do mercado, em 31 de dezembro, segundo o ranking. Os maiores ganhos ocorreram na indústria de tecnologia, que subiu 28 por cento ao longo do ano”.
Das 300 pessoas que apareceram no ranking final de 2013, apenas 70 registraram uma perda líquida no período de 12 meses. Na maior caradura, o ricaço John Catsimatidis, fundador do conglomerado imobiliário e de energia Red Apple Group, ainda comemora. “Os ricos continuarão ficando mais ricos em 2014”. Bill Gates, fundador e presidente da Microsoft, foi quem mais lucrou em 2013. Sua fortuna cresceu de US$ 15,8 bilhões, para US$ 78,5 bilhões. “Gates retomou do investidor mexicano Carlos Slim o título de pessoa mais rica do mundo”, informa o Valor.
Sheldon Adelson, fundador da Las Vegas Sands Corp., a maior empresa de cassinos do mundo, foi o segundo maior ganhador em 2013, com um aumento de US$ 14,4 bilhões em sua riqueza depois que as ações da sua corporação subiram 71%. Além da indústria de alta tecnologia e do rei da jogatina, os banqueiros também auferiram altos lucros com a agiotagem financeira – explorando a desgraça alheia em meio à crise capitalista.
Na América Latina, o empresário Carlos Slim perdeu US$ 1,4 bilhão em 2013 devido às medidas adotadas pelo Congresso do México de combate ao monopólio nas telecomunicações. Mesmo assim, ele segue no posto de maior ricaço da região, US$ 51 bilhões à frente do brasileiro Jorge Paulo Lemann. A terceira pessoa mais rica da América Latina é o colombiano Luis Carlos Sarmiento, que controla mais de um quarto da indústria financeira do país. Quem mais perdeu no ano passado foi o empresário Eike Batista, cujo patrimônio líquido encolheu mais de US$ 12 bilhões.
Fonte - Blog do Miro  03/01/2014

Turistas se queixam em Salvador da sinalização de trânsito e de ambulantes

Cidades

Foto: Francisco Galvão
A insistência dos ambulantes incomoda os turistas

Faltam alguns meses para os jogos da Copa do Mundo, mas no auge do fluxo turístico da alta estação Salvador ainda recebe críticas dos visitantes em relação a serviços e infraestrutura. Na manhã de quinta-feira (2), primeiro dia útil do ano, a Tribuna foi às ruas saber os principais pontos positivos e negativos da cidade sob a visão dos turistas.
Entre as principais queixas estão a deficiente sinalização de trânsito na cidade e dos pontos de ônibus - nunca indicando a direção e as paradas do coletivo -, as formas de atendimento nos estabelecimentos e a abordagem dos comerciantes de rua. Já os elogios ficaram a cargo do policiamento nos pontos turísticos, da beleza da parte histórica da cidade e da receptividade do soteropolitano.
Com um grupo de três amigos, o estudante João Paulo Zatoni, 23 anos, enfrentou de carro quase 1500 km que separam São Paulo de Salvador para participar da primeira festa de réveillon realizada na Praça Cayru. Encantado com o clima e as belezas naturais da capital baiana, ele estendeu a estada e circulava na manhã de ontem pelas ruas do Centro Histórico. “É uma cidade que tem uma energia muito boa. As pessoas só têm uns probleminhas que acabam afastando os visitantes”, afirmou antes de iniciar a lista de reclamações sobre a infraestrutura da cidade e sobre a forma de abordagem dos prestadores de serviço e ambulantes.
Ao lado dos colegas, ele contou os problemas encontrados para conseguir chegar aos pontos turísticos. “Desde o dia que nós chegamos encontramos dificuldade para andar de carro na cidade, mesmo nos pontos turísticos. A gente se perdeu várias vezes por conta da sinalização deficiente, isso quando havia sinalização”, contou. Sobre problemas dos pontos turísticos, o grupo apontou a má conservação de alguns espaços públicos na região do Centro Histórico.
O grupo também reclamou da falta de fiscalização em relação aos flanelinhas. “Aqui em Salvador você não para de gastar dinheiro. Todo lugar que se para tem que pagar estacionamento, até no meio da rua. E o pior é pagar e ainda se sentir ameaçado pelo carinha. Senti que algumas pessoas pensam que porque somos turistas, automaticamente temos dinheiro para gastar. Isso não é verdade”, desabafou, contando a situação que viveu ao estacionar para ir ao show na Praça Cayru, no dia da virada. Segundo João Paulo, ele e os amigos foram abordados por um homem ao estacionarem nas proximidades do Elevador Lacerda e tiveram de pagar o valor de R$ 30 sob a ameaça de terem o carro danificado. “Quando a viatura passou, o cara saiu correndo e então percebemos que ele já havia extorquido diversas pessoas”, continuou.

Infraestrutura e transporte público
Há poucos minutos em Salvador, a goiana recém- chegada do réveillon de Guarajuba Priene Bittar, 30, já tinha uma queixa formulada em relação a infraestrutura no Centro Histórico. “Como é que um cartão-postal e meio de transporte como o Elevador Lacerda não possui um banheiro fixo para quem utiliza o serviço? É um absurdo que em uma cidade turística como Salvador a gente tenha que ir a um restaurante para poder ter acesso a um banheiro”, questionou a empresária que disse ter sido informada por funcionários do Elevador Lacerda sobre onde utilizar o sanitário.
A dupla cearense Wilker Brito, 19 anos, e Tiago Albuquerque, 25, teve mais elogios do que criticas sobre a capital baiana. Hospedados na região da Avenida Tancredo Neves, eles disseram ter ficado satisfeitos com o transporte público no dia do réveillon. “Não sei como é aqui, mas lá em Fortaleza eles recolhem a frota mais cedo no dia do réveillon e nós achávamos que aqui acontecia da mesma forma. Então foi uma surpresa chegar e sair do Comércio de ônibus sem enfrentar nenhum problema”, disse Wilker. Em Salvador, ele diz ter estranhado o horário de funcionamento das lojas no Pelourinho. “A gente chegou cedo aqui, já estamos indo embora e muitas não abriram as portas ainda”, concluiu.Já o engenheiro de alimentos Tiago Albuquerque elogiou o policiamento no Centro Histórico. “Dá uma sensação grande de segurança”, pontuou. Quem concordou com ele foi a argentina Lidia Bloonfeld. Em férias com a família, ela destacou a presença constante de policiais no Centro Histórico e a amabilidade do soteropolitano. “Tenho uma pequena queixa em relação aos serviços prestados aqui, principalmente no quesito agilidade”, afirmou, logo sendo alertada pelo guia turístico de que se trata de uma questão cultural. 
Fonte - Tribuna da Bahia  03/01/2014

Comentário Pregopontocom :
A verdade é que a cidade de Salvador que diz ter uma vocação para o turismo esta longe de saber aproveitar esse potencial natural,investindo na sua infraestrutura urbana,no transporte público de qualidade, na melhoria da prestação de serviços públicos e privados,no treinamento de uma mão de obra qualificada para o setor de turismo,na limpeza da cidade,na sua organização,na implantação de um sistema de informação visual e eletrônico para melhor informar e orientar os visitantes que por aqui passam,a "mina" esta ai, é só sabe usa-la  e explora-la de maneira inteligente e racional......

Estação brasileira Comandante Ferraz na Antártica será inaugurada em 2016

Ciência


A reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz foi adiada para março de 2016. A base brasileira no continente, destruída em um incêndio em fevereiro de 2012, tinha previsão inicial de inauguração do novo complexo em 2015...

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz foi adiada para março de 2016. A base brasileira no continente, destruída em um incêndio em fevereiro de 2012, tinha previsão inicial de inauguração do novo complexo em 2015. No entanto, a licitação para a reconstrução da estação foi suspensa e deverá ser retomada neste mês, segundo informações da Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar, da Marinha. A concorrência é estimada em R$ 137 milhões.

Apesar de ser o principal posto brasileiro, a Estação Comandante Ferraz não é a única base de atuação no Continente Antártico. Na primeira semana de outubro de 2013 foi iniciada a 32ª Operação Antártica (Operantar 32), com a partida do Navio Polar Almirante Maximiano e do Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel. A operação se estenderá por um período de um ano.
Na Operantar serão apoiados 24 projetos científicos de diferentes áreas de conhecimento, selecionados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), envolvendo cerca de 300 pessoas, entre pesquisadores e alpinistas, distribuídos nos dois navios e nos Módulos Antárticos Emergenciais (MAE). Serão feitas pesquisas de estudo da biodiversidade e do ecossistema, investigações sobre mudanças climáticas naquela região e suas consequências para o mundo, além de pesquisas nas áreas de oceanografia, glaciologia e geologia.
De acordo com a coordenadora-geral para o Mar e Antártica do MCTI, Janice Trotte Duhá, o Plano de Ações para a Ciência Antártica 2013/2022 avaliará o impacto do continente diretamente na América do Sul. O plano é dividido em cinco eixos temáticos que estudam temas como o impacto dos ecossistemas antártico com a região e as mudanças climáticas e o papel da criosfera - áreas da superfície terrestre cobertas permanentemente por gelo e neve - no sistema terrestre.

“Em cada um desses eixos temáticos, a gente associa a Antártica com a América do Sul, que na verdade é o grande salto qualitativo da ciência que a gente passa a fazer. Outra área que a gente quer estimular bastante é a interação maior com os programas científicos de países da América do Sul, voltados para o nosso lado do Atlântico”, explica Duhá.
A partir deste ano, 20 novos projetos com a participação de pesquisadores brasileiros serão desenvolvidos na Antártica. Serão destinados R$ 13,8 milhões de fundos setoriais, somados a recursos do CNPq e a emendas da Frente Parlamentar pela Antártica. O planejamento de ações no continente começa com oito meses de antecedência. Devido às condições climáticas, esses projetos só serão desenvolvidos no verão antártico.
Segundo previsões de Janice Duhá, esses projetos já poderão se beneficiar da nova Estação Comandante Ferraz. “Imaginamos que dois verões antárticos serão suficientes para reerguer a estação. Em março de 2014, devemos ter a pedra fundamental, fruto de estudos geotécnicos feitos lá na Antártica. Como os projetos têm prazo de três anos, uma parte deles já poderá ser feita na Estação Comandante Ferraz”.
O desafio para a pesquisa científica na região, segundo Duhá, é garantir o volume de recursos financeiros. “A gente sabe que a logística em regiões remotas é muito difícil, cerca de 60% [dos recursos] são gastos com logística para 40% de gastos com pesquisa. O grande desafio do ministério é tentar prover recursos financeiros necessários para a gente manter e ampliar as nossas pesquisas na Antártica”.
Fonte - Agência Brasil  03/01/2014

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Degelo na Antártica aumentará o efeito estufa, dizem pesquisadores

Executivo da Siemens foi instruído a destruir papéis de conta em paraíso fiscal

Investigação

JB  
foto - ilustração
O gerente-geral da área de projetos corporativos da Siemens, Sergio de Bona, declarou em depoimento à Polícia Federal que foi instruído a destruir "todo e qualquer documento" relativo à conta bancária secreta que ex-diretores da empresa mantinham em Luxemburgo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A conta foi descoberta pela matriz da empresa na Alemanha durante auditoria interna, após o escândalo de corrupção mundial na empresa, o que resultou na demissão do então presidente da empresa no Brasil, Adilson Primo, em outubro de 2011.
Primo era um dos proprietários da conta bancária, que recebeu cerca de US$ 7 milhões de dinheiro da Siemens na Alemanha e nos Estados Unidos.
Em depoimento à PF, o vice-chefe do setor de compliance da Siemens na Alemanha, Mark Gough, disse que há suspeitas de que a conta era utilizada para pagar propina a agentes públicos no Brasil.
De acordo com De Bona, executivos da Siemens o pressionaram a aceitar a incumbência de encerrar a conta no exterior. O gerente afirmou também à PF que, em 2004, quando o quadro de sócios da empresa que era dona da conta foi alterado e Adilson Primo foi incluído entre eles, o ex-presidente da Siemens lhe entregou, em sua própria sala, cópia de seu passaporte e assinou documentos relativos à conta.
O executivo contou ainda que Romero lhe disse que a conta existia para despesas do plano de pensão para funcionários alemães que trabalhavam no Brasil.
A Siemens negou conhecer a existência da conta e disse que colabora com as autoridades na apuração do caso.
Fonte - Jornal do Brasil  03/01/2014