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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A soma da fortuna dos bilionários atingiu recorde

Economia

Empresa Wealth-X calcula, anualmente, os bens das pessoas mais ricas do mundo. Neste ano, o resultado final chegou a 7 trilhões de dólares: recorde absoluto desde o início de tal soma.No Brasil existem 31 bilionários

Sputnik
foto - ilustração
O dinheiro do mundo rico é extravagante. A Wealth-X estimou em US $ 7,7 trilhões o valor total dos bens dos magnatas. Em comparação ao PIB russo, essa quantia é duas vezes maior.
O número de bilionários também aumentou neste ano. Atualmente, 2.473 de pessoas possuem um capital de 1 bilhão de dólares, cada. A maioria dos magnatas vive na Europa. O segundo maior número de bilionários foi registrado na Ásia, onde no último ano, o número de bilionários aumentou em 15%. Uma explicação lógica seria o crescimento contínuo de países em desenvolvimento no setor econômico. Podemos dizer também que, atualmente, há uma nova geração de homens de negócios que fez fortuna no desenvolvimento de novas tecnologias.
Segundo a Wealth-X, mais da metade dos bilionários (57%) ganhou fortuna através de seu próprio trabalho. Outros se tornaram bilionários ao receber grande herança. Os mais rentáveis setores, hoje em dia, são o financeiro e produção industrial.
Finalmente, foram reveladas informações adicionais como sexo, idade e outras características pessoais dos magnatas. O capital está concentrado nas mãos dos homens (há somente 300 mulheres na lista). A idade média dos bilionários é de 62 anos. 85% deles são casados.
Atualmente, na Rússia, vivem 77 bilionários. No Brasil há 31 bilionários. O número de magnatas brasileiros caiu drasticamente, pois ano passado havia 65 bilionários, segundo Forbes Brasil.
Fonte - Sputnik  10/08/2016

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Os RICOS cada vez mais RICOS

Economia


Por Altamiro Borges
Desde 2007, o sistema capitalista atravessa uma gravíssima crise econômica, comparada por muitos estudiosos à Grande Depressão de 1929. Mas quem paga o ônus são os assalariados, com recordes de desemprego, brutal arrocho dos salários e retirada de históricos direitos trabalhistas. Os causadores da desgraceira, os capitalistas, ainda ganham com a crise, concentrando mais capital. Isto é o que revela o recente índice da “Bloomberg Billionaires”, um ranking das 300 maiores fortunas do planeta.
Segundo matéria desta quinta-feira (2) do jornal Valor, dedicado à elite empresarial nativa, “as pessoas mais ricas do planeta ficaram ainda mais ricas em 2013 após aumentarem o seu patrimônio líquido coletivo em US$ 524 bilhões, segundo o índice Bloomberg Billionaires... O patrimônio líquido total dos principais bilionários do mundo permaneceu em US$ 3,7 trilhões no fechamento do mercado, em 31 de dezembro, segundo o ranking. Os maiores ganhos ocorreram na indústria de tecnologia, que subiu 28 por cento ao longo do ano”.
Das 300 pessoas que apareceram no ranking final de 2013, apenas 70 registraram uma perda líquida no período de 12 meses. Na maior caradura, o ricaço John Catsimatidis, fundador do conglomerado imobiliário e de energia Red Apple Group, ainda comemora. “Os ricos continuarão ficando mais ricos em 2014”. Bill Gates, fundador e presidente da Microsoft, foi quem mais lucrou em 2013. Sua fortuna cresceu de US$ 15,8 bilhões, para US$ 78,5 bilhões. “Gates retomou do investidor mexicano Carlos Slim o título de pessoa mais rica do mundo”, informa o Valor.
Sheldon Adelson, fundador da Las Vegas Sands Corp., a maior empresa de cassinos do mundo, foi o segundo maior ganhador em 2013, com um aumento de US$ 14,4 bilhões em sua riqueza depois que as ações da sua corporação subiram 71%. Além da indústria de alta tecnologia e do rei da jogatina, os banqueiros também auferiram altos lucros com a agiotagem financeira – explorando a desgraça alheia em meio à crise capitalista.
Na América Latina, o empresário Carlos Slim perdeu US$ 1,4 bilhão em 2013 devido às medidas adotadas pelo Congresso do México de combate ao monopólio nas telecomunicações. Mesmo assim, ele segue no posto de maior ricaço da região, US$ 51 bilhões à frente do brasileiro Jorge Paulo Lemann. A terceira pessoa mais rica da América Latina é o colombiano Luis Carlos Sarmiento, que controla mais de um quarto da indústria financeira do país. Quem mais perdeu no ano passado foi o empresário Eike Batista, cujo patrimônio líquido encolheu mais de US$ 12 bilhões.
Fonte - Blog do Miro  03/01/2014

domingo, 30 de setembro de 2012

A fuga dos ricaços na França

Foto  Pregopontocom
Por Altamiro Borges
Nesta sexta-feira (28), o presidente François Hollande apresentou a proposta de orçamento do governo francês para 2013. Ela prevê aumento da arrecadação tributária de 20 bilhões de euros (cerca de R$ 52 bilhões), com a elevação dos impostos cobrados dos ricaços e das grandes corporações empresariais. O projeto também fixa a redução de gastos públicos, numa política de austeridade fiscal contrária aos serviços públicos. Com isso, o governo pretende atingir a meta do déficit de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013.
O projeto, que nem corresponde aos anseios da população francesa que elegeu Hollande em maio passado, já gerou forte gritaria dos bilionários – com o apoio da mídia rentista. Eles afirmam que o aumento de impostos desestimula a economia e afugenta os negócios. Diante da grave crise que afunda a França – o banco central já admite uma contração de 0,1% no PIB no terceiro trimestre na segunda maior economia da zona do euro –, os ricaços propõem a demissão de servidores e o corte nos direitos trabalhistas no setor privado.
De Porsche, eles fogem para Bélgica
O item mais atacado da proposta orçamentária, que ainda será votada pelo parlamento, é o que cria um imposto sobre aqueles que ganham mais de 1 milhão de euros por ano. O governo alega que está medida, válida por dois anos, afetará apenas cerca de 2 mil bilionários da França e que o aumento dos impostos para as pessoas físicas resultará numa arrecadação de 10 bilhões de euros para os cofres públicos. “É um orçamento de combate para a justiça social”, argumenta o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault.
Mas os ricaços e rentistas, maiores culpados pelo colapso das economias capitalistas da Europa, não estão dispostos a contribuir na superação da crise e no enfrentamento dos graves problemas sociais. Mesquinhos e arrogantes, eles querem apenas manter os seus privilégios – e danem-se os 3 milhões de desempregados e desamparados. Na semana passada, o jornalista Graciliano Rocha, da Folha, revelou que os ricaços franceses já “fazem as malas para evitar a taxação sobre fortunas”. De Porsche, “eles fogem para a Bélgica”.
O ricaço da Louis Vuitton
“A Bélgica virou um dos destinos preferenciais de uma leva de refugiados que chegam em carros de luxo, ostentam relógios caros e não são capazes de viver sem o champanhe da terra natal. Em cada vez maior número, milionários franceses fazem as malas e partem em direção a países que não aplicam taxação sobre a fortuna, como Suíça e Reino Unido”. Bernard Arnault, dono de conglomerado de luxo Louis Vuitton e o homem mais rico da França, pediu recentemente cidadania belga. Outros ricaços já fizeram o mesmo percurso.
“Os ‘expatriados fiscais’, como são chamados, evitam jornalistas. A Folha teve negados os seus pedidos de entrevista. Em parte, esse comportamento deriva da controvérsia provocada por Bernard Arnault. O bilionário francês virou um dos assuntos mais candentes no país, tema de editoriais da imprensa e capa de jornais satíricos... A reportagem levou 90 minutos para atravessar os oito quilômetros que ligam o Uccle [novo paraíso dos ricaços] ao centro de Bruxelas, presa num engarrafamento de Porsches, Jaguares e Land Rovers”.
Caridade por motivos mesquinhos
A fuga dos ricaços da França lembra a música de Cazuza: “A burguesia fede”. Até quando ela faz caridade é por motivos mesquinhos e pragmáticos. Recentemente, o banco Credit Suisse fez um estudo sobre “A filantropia da nova geração”, com base na lista dos 150 milionários “filantropos” da revista Forbes. O resultado é chocante. Julia Chu, responsável pela pesquisa, constatou que eles encaram a assistência social com o olhar nos negócios – 44% esperam retorno dos “investimentos sociais” em menos de dez anos.
Fonte - Blog do Miro  30/09/2012