UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Mais de 1 milhão de pessoas saíram da extrema pobreza em 2012, diz Ipea

Cidadania


A desigualdade de renda registrou queda em 2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9%, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%. A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões, segundo o estudo do Ipea

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A desigualdade de renda registrou queda em 2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9% no ano passado, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%.
As famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no estudo Duas Décadas de Desigualdade e Pobreza no Brasil Medidas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado hoje (1º).
A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 dólares por dia), de 19,1 milhões de pessoas para 15,7 milhões.
"Três milhões e meio de pessoas saíram da pobreza em 2012 e 1 milhão da extrema pobreza, em um ano em que o PIB cresceu pouco. Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base – cuja renda cresceu a ritmo chinês. O bolo aumentou com mais fermento para os mais pobres, especialmente para os mais pobres dos pobres", disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri.
Os principais indicadores do crescimento dos rendimentos da população são a posse de bens duráveis como televisão, fogão, telefone, geladeira e máquina de lavar – e o acesso a serviços públicos essenciais como energia elétrica, coleta de lixo, esgotamento sanitário e acesso à rede de água.
A ampliação da posse de bens e de acesso a serviços se deve, em grande parte, a dois fatores: o aumento da renda do trabalho e o impacto do Bolsa Família. "Nos últimos dez anos, o protagonista da redução da desigualdade é a renda do trabalho, o coadjuvante principal é o Bolsa Família", diz o estudo. De acordo com o Ipea, de 2002 a 2012, 54,9% da redução da desigualdade foi devido à contribuição da renda do trabalho. O Bolsa Família contribuiu 12,2% para essa queda.
"O Bolsa Família é um custo de oportunidade social, tem mais impacto sobre a desigualdade do que a Previdência", informou Neri. A Previdência é o terceiro fator que mais contribui para a redução da desigualdade, 11,4% para os que ganham acima do piso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 9,4% para os que ganham um salário mínimo (R$ 678). Se somados os dois grupos, a Previdência tem impacto superior ao do Bolsa Família.
Fonte - Agência  Brasil  01/10/2013

Metrô SP licita exigências ambientais para monotrilho

Metrô SP 

RF
foto - ilustração

A Companhia do Metropolitano de São Paulo publicou nesta segunda-feira (30/09) o edital da concorrência internacional para a elaboração do projeto básico de implantação da sede administrativa do Parque Natural Municipal Fazenda do Carmo, projeto executivo das fundações para o edifício e sistema de energia solar da sede administrativa e projeto básico completo do Centro de Educação Ambiental (CEA) Tabor.
Essas obras são exigências para a aprovação da licença ambiental da integração entre a estação Vila Prudente – Linha 2-Verde e a estação Vila Prudente, através do sistema monotrilho da linha 15-Prata.
A licitação é do tipo técnica e preço e o valor do orçamento estimado pelo Metrô é de R$ 841.767,05. As propostas técnica e comercial e os documentos para habilitação deverão ser entregues em sessão pública de recebimento a ser realizada no dia 19 de novembro, na sala de licitações da Gerência de Contratações e Compras (GCP), na Rua Boa Vista, 175, 2º andar, em São Paulo.
Fonte  - Revista Ferroviária  01/10/2013

Liminar da linha Leste do Metrô de Fortaleza é suspensa

Transportes sobre Trilhos

DN
Foi suspensa a liminar que impedia, desde julho, a conclusão da última fase do processo licitatório para a contratação da empresa responsável pela construção da linha Leste do metrô de Fortaleza. A decisão foi proferida ontem pelo presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargador Luiz Gerardo de Pontes Brígido.
Foi considerada na decisão o prejuízo
 que seria causado ao Estado com
 o armazenamento das tuneladoras
 FOTO: DIVULGAÇÃO
O processo foi suspenso após o Consórcio Mobilidade Urbana ajuizar ação, com pedido de liminar, contra o Consórcio Mendes Júnior - Soares da Costa - Isolux e o Estado. No processo, foi alegado que o concorrente não estava habilitado para participar do processo de licitação por violar as "normas editalícias" do Tribunal de Contas da União (TCU).
O governo do Estado recorreu e entrou com pedido de suspensão, argumentando que a paralisação do processo implicava grave lesão à ordem pública, além de prejuízo à ordem econômica.
Na decisão, o desembargador concluiu a existência de risco potencial de grave lesão à ordem administrativa, além de econômica. Segundo ele, a paralisação do processo poderia prejudicar repasse de verbas federais às obras. "Com a paralisação do certame, o Estado ficará exposto ao risco de não receber, a tempo, os recursos oriundos do Orçamento Geral da União e do financiamento com a Caixa Econômica Federal destinados à execução do projeto. Além de ser compelido a arcar com elevados custos adicionais, na ordem de mais de R$ 3 milhões, apenas para manter armazenadas as quatro tuneladoras", explicou.
Fonte  -  Diário do Nordeste  01/10/2013

Obra do monotrilho de SP gera críticas

Monotrilho

Folha de São Paulo
foto - ilustração
O que antes era simulação de computador, agora virou realidade. O impacto visual das obras do monotrilho, que ocupa o horizonte das zonas leste e sul da cidade, incluindo áreas nobres, tem assustado os seus vizinhos.
O governo trata a tecnologia --um trem com pneus que vai deslizar sobre trilhos de concreto a quase 20 metros de altura-- como a nova era do sistema de transportes da Grande São Paulo.
Mas a medida em que os imensos pilares avançam cresce também o número de paulistanos que desaprova o resultado urbanístico deles, comparando-o ao efeito produzido pelo Minhocão.
O Metrô diz que não há motivo para preocupação e que a obra terá tratamento paisagístico com objetivo de formar um conjunto visual leve e com ares futuristas.
O monotrilho servirá primeiro aos moradores do zona leste, na avenida Luís Ignácio de Anhaia Mello, em janeiro. A chamada linha 15-prata vai começar a funcionar em um trecho curto, de 2,9 km, entre as regiões da Vila Prudente e do Oratório.
Alguns moradores cogitam inclusive abandonar o lugar, alegando que o resultado final deverá ser diferente do apresentado em maquetes.
A presidente da Associação de Amigos do Brooklin Novo, Cibele Sampaio, 70, é uma das críticas. "Está muito feio. Há a promessa de que seja feito um paisagismo, mas até agora nada".
No vizinho Campo Belo, o horizonte também tem mudado para pior, diz a maioria dos moradores ouvida pela reportagem.
Lucilene Silva Souza, 42, classifica como "horrível" a linha 17-ouro. Segundo ela, que mora há 15 anos na região, o bairro não poderia ter uma paisagem como esta.
"Quem vai querer pagar R$ 2 milhões [valor de alguns imóveis da região] em um apartamento de frente para o monotrilho. As obras mostram que será muito concreto e pouco verde", disse.
A invasão de privacidade também atormenta os vizinhos. Em ambas as obras, os passageiros vão poder observar áreas de lazer de condomínios. Segundo o Metrô, é considerado invasivo apenas um trem que passa a menos de 25 metros das janelas, e não da área de lazer.
Quanto ao barulho, um alento. O equipamento da linha 15 é silencioso --ao menos o testado na pista da empresa Bombardier, no Canadá, em teste presenciado pela Folha em junho.
Apesar das críticas serem predominantes, nem todos os moradores desaprovam o impacto visual do monotrilho. O presidente da Associação Pro Campo Belo, Oswaldo Caquetti, 70, é otimista.
"A promessa é que o monotrilho se pareça com o que existe em Miami. As estações serão modernas, com elevadores. E embaixo haverá um monte de árvores. Não será um minhocão."
Fonte - Revista Ferroviária  01/10/2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Recife constrói pista (via elevada) para carros dentro de um rio com manguezais

Meio Ambiente

Via Mangue é boa na ida, mas falha na volta... promessa de solução viária para a Zona Sul do Recife, defendida pelos gestores públicos há pelo menos dez anos, corre sérios riscos de nascer ultrapassada. 
foto - ilustração/Diário de Pernambuco

Roberta Soares
"Ela é polêmica desde a sua concepção e deverá gerar controvérsias mesmo depois de pronta. A "Via Mangue", promessa de solução viária para a Zona Sul do Recife, defendida pelos gestores públicos há pelo menos dez anos, corre sérios riscos de nascer ultrapassada. Peca por não prever qualquer prioridade ao transporte coletivo, recomendação de bom senso em tempos de pura imobilidade, e por não atender à insaciável demanda por espaço dos automóveis, devido a equívocos de projeção que criaram gargalos viários. O projeto previu um amplo acesso de chegada à futura via, no sentido Centro-Boa Viagem, mas esqueceu das opções de retorno. Ou seja, do jeito que está, a Via Mangue é hoje uma via que vai, mas não volta."..... "Diante desse cenário, o professor Fernando Jordão faz um alerta, lembrando que os gestores públicos enganam-se com a justificativa de que não previram ao menos uma faixa para o transporte coletivo na Via Mangue porque corredores estão prometidos para as Avenidas Domingos Ferreira e Conselheiro Aguiar. “As pessoas não vão deixar o carro em casa sabendo que têm uma via expressa para andar. Você precisa rivalizar o transporte individual e o coletivo, torná-los concorrentes. Caso contrário, o automóvel vai levar sempre vantagem. Qualquer benefício ao carro faz com que a pessoa não hesite em usá-lo. E a Via Mangue será um benefício ao automóvel, o que é um erro”, avalia."
Veja matéria completa aqui - http://jailsonrecifemobilidade.blogspot.com.br/ -
Fonte - Grande Recife Mobilidade 30/09/2013

Além da nossa compreensão

A.Luis*
Qual será o limite para as repetidas e constantes benécias do poder público para com o transporte individual?...As surpresas não são mais surpresas,as questões ambientais nada mais significam,e nesse quesito a cidade de Recife parece que se supera.Na contra mão da nova tendência de políticas públicas e conceitos para as cidades em planejamento urbano que se espalham pelo mundo,onde rios urbanos são destampados para rejuvenescerem,viadutos e elevados são retirados de cima dos mesmos com a criação de mais espaços públicos para a população,a cidade de Recife,diga-se de passagem assim como muitas outras aqui no Brasil (leia-se também Salvador),anda no sentido inverso atropelando a nova ordem do planejamento urbano das cidades pelo mundo.Na busca de criar e abrir mais espaços para os "carros" como uma aparente solução para os problemas de transito da cidade, a prefeitura de Recife constrói uma estrutura de concreto (uma via elevada), que faz parte do projeto chamado Via Manque com 4,5 km de extensão, por sobre um rio e o seu manguezal. A estrutura que ficara a uma altura media entre 0,5 e 1,0 metro acima do espelho d'água,ou seja uma avenida de 1,9 km dentro de um rio causando um impacto visual e ambiental deplorável,e ainda assim há quem diga que é um mal necessário.(?!)
A falta de planejamento urbano,o imediatismo e as eternas soluções paliativas sempre com obras vultuosas e quase todas elas voltadas para o transporte individual ou sobre pneus é recorrente em nosso pais.Enchem as cidades de viadutos,pontes,elevados,mergulhos sempre com o argumento de que são obras necessária para a melhoria da infraestrutura viária da cidade.Os estragos provocados por tais equívocos custam sempre muito caro as cidades e ao bolso do contribuinte para serem corregidos.Quando menos se lembram do transporte público,aparecem os tais corredores exclusivos de BRT ocupando sempre os canteiros centrais enterrando córregos urbanos transformando-os em esgotos e destruindo as poucas áreas verdes que ainda sobraram nos espaços centrais das avenidas,contribuindo dessa forma para o aumento da impermeabilização do solo,aumentando os fatores e índices de alagamentos nas épocas chuvosas,e aumentando a temperatura ambiente provocada pelo excesso de concreto e asfalto dentro das cidades.Cada corredor criado em um canteiro central é mais um espaço aberto para os automóveis nas vias laterais.As faixas exclusivas,fiscalizadas,são infinitamente mais baratas e mais fáceis de serem implantadas além de ocuparem espaços dos automóveis nas vias existentes.Enquanto isso os problemas se avolumam e se agravam mais a cada dia.Alimentados pela permanente e excessiva política "rodoviarísta" que teima em solucionar os graves problemas de Mobilidade sempre privilegiando o transporte individual e a tentativa insólita de querer resolver os problemas do transporte público apenas com o uso de ônibus comuns e com os "espichados" maquiados com siglas em inglês (BRT) como se isso bastasse,empurrando sempre para frente uma solução mais eficaz e duradoura a médio e longo prazo com a implantação de sistemas de transportes de massa de média e alta capacidade sobre trilhos,juntamente com  sub-sistemas complementares e alimentadores diversos, com integração física e tarifária entre todos os modais existentes.O poder ostensivo do oligopólio do transporte rodoviário encrustado no país,a falta de planejamento urbano,a falta de infraestrutura nos bairros ocasionando um maior numero de deslocamentos, o inchaço criado com a alta densidade populacional nos bairros fruto da especulação imobiliária, a falta de uma visão de cidades para pessoas,"os financiamentos privados de campanhas eleitorais",o comodismo dos nossos administradores,além da falta de visão e boa vontade para soluções sustentáveis,definitivas e mais eficazes a médio e longo prazo são os grandes entraves e os maiores problemas que afetam negativamente a Mobilidade Urbana em nosso pais.A mobilidade além de soluções técnicas,acompanhadas de politicas públicas e sociais adequadas voltadas para o sistema de transporte público,sempre colocadas em 1º plano em beneficio da maioria da população,exige também dos nossos administradores um conjunto de soluções a nível de planejamento urbano para as cidades,com mais atenção ao meio ambiente,que seja adequado,sustentável,racional e inteligente onde se consiga entender, que as "cidades são para pessoas"......
*Assim como Recife tem lá a sua Via Mangue, a nós cabem os "projetos" da esdrúxula "Linha Viva" e a "monumental" ponte sobre a baia de Todos os Santos....e agora (2015) o BRT Lapa/Iguatemi......e viva o progresso.....ou a insensatez. 
*A.Luis e editor do Blog Pregopontocom e Membro Fundador do Movimento Salvador Sobre trilhos
Pregoponocom - Atualizado em 23/05/2015

foto-ilustração/Diário de Pernambuco
foto-ilustração/Diário de Pernambuco










foto-ilustração/Diário de Pernambuco

OS TRENS E A ECONOMIA DE ALTA VELOCIDADE CHINÊSA

Transportes Sobre trilhos

Crise global: a alternativa da China e o que ela diz ao Brasil



Linhas de trem de alta velocidade:
 quase dez mil quilômetros construídos
 em cinco anos
Ao investir em infra-estrutura e serviços públicos, e estimular aumento expressivo dos salários, país sugere caminho oposto à “austeridade” europeia.

Antonio Martins
Outras Palavras

Ao escrever, na semana passada, sobre o sistema chinês de trens de alta velocidade, a correspondente do New York Times, Keith Bradsher, não escondeu sua admiração. Apenas cinco anos depois de inaugurada, relatou, a rede já tem quase dez mil quilômetros. Serve mais de cem cidades. O número de passageiros transportados,54 milhões por mês,já é duas vezes maior que o de usuários dos aviões. As viagens são confortáveis, silenciosas, extremamente pontuais. O serviço atrai tanto executivos quanto operários. O preço das passagens não oscila ao sabor do mercado: políticas públicas definiram que elas deveriam custar, desde o início, no máximo metade das tarifas aéreas. Não sofreram reajustes, desde então. Como os salários industriais duplicaram, o serviço tornou-se cada vez mais popular. Os trens trafegam quase sem assentos vazios. Em Changsha, metrópole emergente no sudeste do país, de onde a repórter escreveu, a estação já tem 16 plataformas, e está sendo duplicada.
Keith não parecia preocupada com o debate de políticas macroeconômicas. Mas seu texto é uma excelente descrição das escolhas que têm permitido à China, há cinco anos, manter-se a salvo crise internacional e executar, de quebra, projetos estratégicos ousados. Vale examinar este movimento, por pelo menos dois motivos: a) ele contrasta com as políticas “de austeridade” que estão sendo adotadas em boa parte dos países ocidentais (especialmente na Europa), com consequências sociais desastrosas; b) ele demonstra que o Brasil não precisará adotar o caminho europeu, ao contrário do que sugerem, com frequência, os analistas conservadores.
O exame das opções adotadas pela China, após 2008, está presente num outro texto recente: uma análise dos últimos dados macroeconômicos do país, feita por Jim O’Neill, para a Agência Bloomberg. O’Neill é insuspeito de simpatias pelo regime chinês: trabalhou por quase vinte anos no mega-banco de investimentos Goldman Sachs, chegando a ser seu economista-chefe (entre 2001 e 2011). Porém, arguto e pragmático, foi um dos primeiros economistas a perceber a importância das chamadas “economias emergentes”. Em 2001, cunhou o acrônimo BRICS.
No artigo da semana passada, ele ironiza: a China “vai desapontar os pessimistas novamente. [...] A ‘aterrissagem forçada’ [de sua economia] ainda não aconteceu, e os indicadores recentes levam-me a duvidar (não pela primeira vez) de que venha a ocorrer. [...] Desde que acompanho o país, inúmeros céticos têm previsto seu colapso. Talvez seja hora de vê-los com ceticismo…” Mas o que leva O’Neill a tais provocações?


A China, diz ele, realizou com grande êxito uma transição notável, a partir de 2008. O dinamismo de sua economia apoiava-se, até então, numa notável capacidade de exportação. Seu superávit externo equivalia a 10% de seu PIB. Esta vantagem, porém, poderia converter-se em catástrofe: a queda do consumo provocada pela crise, em todo o mundo, tendia a golpear as vendas externas chinesas, com grande impacto sobre produção e emprego.
A saída foi uma importantíssima mudança de foco. A China não deixou de exportar (e, inclusive, de melhorar o perfil de suas exportações, que se tornaram mais sofisticadas). Mas adotou duas medidas audaciosas. Primeiro, um gigantesco pacote de estímulo a obras de infra-estrutura e serviços públicos. Quase 600 bilhões de dólares foram destinados a esta finalidade  em contraste com a atitude da maior parte dos governos ocidentais, que se concentrou em salvar bancos falidos. A vasta rede de trens de alta velocidade é um dos resultados deste esforço. As obras de mobilidade foram complementadas pela construção de diversas redes de metrô, nas grandes metrópoles. A correspondente do New York Times nota que, hoje mais da metade das grandes máquinas de escavação de túneis para trens urbanos opera na China.
Em paralelo, houve estímulo ao aumento dos salários. Os chineses deveriam consumir o que antes era exportado, pensaram os planejadores. Em determinado período, esta visão evoluiu para uma atitude inesperada. Os dirigentes do Partido Comunista apoiaram discretamente, em meados de 2010, uma onda de greves operárias. O superávit externo caiu para 2% do PIB. Porém, salários mais altos e serviços de infra-estrutura de alta qualidade estão produzindo mudanças nítidas na qualidade de vida dos chineses, aponta Keith Bradsher. Em Changsha, ela entrevistou pessoas que quase não podiam visitar familiares, devido à longa duração da viagem. Com as novas linhas, alguns trajetos, que exigiam um dia antes dos trens, podem agora ser cumpridos em duas horas. É quase inevitável um paralelo com o Brasil, onde as distâncias também são continentais. Que efeitos sociais teria, num país de intensa migração interna, um transporte ferroviário eficiente que ligasse as capitais do Sudeste às do Nordeste?
Mas o caso chinês torna-se ainda mais relevante quando se examina o novo debate sobre a crise econômica, já em curso no Brasil. Entre a mídia e os partidos conservadores difundem-se, com intensidade crescente, as ideias de que o país viveu anos de “gastança” do Estado; e de que medidas “populistas” tornaram inevitável um “aperto de cintos”, após as eleições de 2014.
O exemplo asiático sugere que há espaço para formular uma proposta de sentido oposto. No esforço para reduzir desigualdades seculares, o Brasil precisa de um choque de investimento em serviços públicos e infra-estrutura. Significa transformar a qualidade das redes públicas de Educação, Saúde ou incentivo à Cultura; e multiplicar os investimentos em Mobilidade Urbana, Transportes de longa distância, Habitação, Urbanização das periferias, Saneamento, Despoluição de rios, Energias renováveis e limpas.
O cumprimento destas tarefas geraria uma mobilização nacional capaz de estimular outras transformações indispensáveis. Por exemplo, geração de ocupações qualificadas; ou estímulo a formas participativas de democracia para que a decisão sobre os investimentos não fique limitada aos circuitos que unem empreiteiras e legislativos.
Este conjunto de ações exigiria mudar a agenda política nacional, radicalizando a “inclusão social” iniciada na última década e dando-lhe novo sentido. Não se trataria mais de “integrar” novos contingentes ao padrão de desenvolvimento atual; mas de questioná-lo e, em muitos casos, inverter seus rumos (por exemplo, o estímulo ao uso do automóvel). Requer enorme esforço  para imaginar as bases do novo projeto, as forças sociais que poderiam apoiá-lo, as equações políticas necessárias para torná-lo viável.
Mas é este, precisamente, o estímulo implícito na experiência recente da China. Ela demonstra que o debate brasileiro não precisa ficar restrito à opção entre manter as conquistas já alcançadas e retroceder aos tempos do neoliberalismo. É possível ousar um novo passo  e realizá-lo com êxito.
Fonte - Carta Capital  30/09/2013

Campanha incentiva população do Rio a denunciar irregularidades no transporte público

Cidadania

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro - A partir de hoje (30), a população fluminense poderá enviar fotos e vídeos com denúncias de irregularidades nos transportes públicos ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da campanha "Fiscal Cidadão", lançada na página do órgão.
Quem quiser participar da campanha, pode entrar no site do Ministério Público e clicar no link Consumidor Vencedor. É preciso preencher um formulário e carregar arquivos com até 10 megabytes (MB), relatando o descumprimento de decisões judiciais em qualquer esfera. As denúncias enviadas pela internet serão encaminhadas para o promotor de Justiça que atua naquele caso.
Para a promotora Christiane Cavassa Freire, responsável pelo programa, o canal tem como objetivo diminuir a distância entre o órgão e o cidadão. “Queremos que o consumidor conheça as decisões já obtidas pelo consumidor vencedor e participe da fiscalização. Ninguém melhor do que o usuário do serviço para saber se a decisão está sendo aplicada. As fotos e as imagens, judicialmente, são fundamentais para que o Ministério Público possa comprovar em juízo o descumprimento das decisões e aplicar multas”, explicou.
No mês de outubro, a campanha será dedicada aos transportes públicos. A cada semana, um meio de transporte passará por avaliações abertas ao público. Nos próximos dias, é a vez dos trens.
Para denunciar problemas nos serviços ferroviários, o Ministério Público listou quatro opções de irregularidades comuns no setor: portas abertas, falta de manutenção, problemas de ventilação e recusa na devolução do dinheiro da passagem. Após escolher o tipo de irregularidade a ser relatada, o usuário deve clicar no botão vermelho, preencher um formulário e carregar os arquivos que comprovem a denúncia.
Além de acompanhar as vitórias obtidas pelo MP na defesa coletiva, na página Consumidor Vencedor também é possível denunciar o descumprimento de decisões judiciais que ocorrem em outros setores, como educação, alimentação e comércio, entre outros. A partir da próxima semana, o assunto abordado será a situação dos ônibus no estado. Segundo o MP, ainda não há uma temática definida para próximo mês.
Fonte - Agencia Brasil  30/09/2013

Câmara de Salvador rejeita contas de João Henrique

Política

Com voto aberto, Câmara manteve a rejeição das contas de João Henrique


TB
Foto: Valdemiro Lopes
"Hoje esta casa exerceu a democracia e deu exemplo para o Brasil", disse Paulo Câmara
Por 32 votos a 10, os vereadores de Salvador aprovaram, em votação aberta na sessão desta segunda-feira (30/9), o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) rejeitando as contas do exercício de 2011 do prefeito João Henrique.
Esta foi a primeira votação de contas de forma aberta, após alteração do Regimento Interno, proposta pelo presidente Paulo Câmara (PSDB) e acatada por unanimidade. “Hoje esta Casa exerceu a democracia e deu exemplo para o Brasil”, comemorou o presidente após o processo.
Com os 43 vereadores em plenário, votaram contra o parecer do TCM os vereadores Toinho Carolino, Alberto Braga, Kiki Bispo, Tiago Correia, Carlos Muniz e Geraldo Júnior, todos do PTN, José Trindade e Leandro Guerrilha, do PSL, Léo Prates (DEM) e Euvaldo Jorge (PP). O presidente da mesa não vota.
O presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização, vereador Claudio Tinoco (DEM), frisou que o TCM é um órgão auxiliar do Poder Legislativo e que entre as irregularidades apontadas estava a vinculação da Controladoria à Secretaria da Fazenda e não ao prefeito.
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) apresentou um voto divergente ao parecer do colegiado, defendendo a aprovação integral do parecer do TCM, diante das irregularidades que, segundo ela, “deixaram uma dívida de mais de R$143 milhões de herança para a atual gestão”.
A defesa das contas do ex-prefeito ficou por conta do líder do PTN, Toinho Carolino, e do vereador Geraldo Júnior. “Precisamos inclusive rever o papel do TCM, que tem caráter apenas opinativo, e reavaliar o papel das nossas comissões permanentes, que não podem ser só apêndices do Tribunal”,declarou.
Veto -
Na sessão desta segunda-feira os vereadores aprovaram, também, por 30 votos a 12, o veto do prefeito ACM Neto ao Projeto de Lei nº 305/10, de autoria do vereador Henrique Carballal (PT), que dispõe sobre a proibição de pessoas físicas e jurídicas inidôneas serem contratadas pelo poder público ou participarem de concurso público no âmbito do Município de Salvador. O autor esteve ausente da sessão.
Fonte - Tribuna da Bahia  30/09/2013

Estudantes da Bahia montam avião e participam de disputa internacional

Tecnologia 

TB
Avião radiocontrolado, inscrito na competição
Cerca de 190 estudantes de engenharia de 11 instituições de ensino da Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte trabalham na construção de 13 aeronaves, em escala reduzida e radio-controladas, para participar da 15ª Competição SAE BRASIL AeroDesign, agendada para 24 a 27 de outubro, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, SP.
Este ano, a competição bateu recorde de inscrições, com 105 equipes (98 em 2012), oriundas do Brasil, México, Venezuela e Peru, país que será representado pela primeira vez. Todas as equipes – somam 1.450 participantes entre estudantes, professores orientadores e pilotos – foram desafiadas a projetar e construir aviões radio-controlados, como projeto extracurricular dentro das instituições de ensino. Do Nordeste, as equipes são de 11 instituições.
Bahia – A Bahia será representada por duas equipes: a Axé Fly da Universidade Federal da Bahia; e a F-Carranca, da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Formada por 15 estudantes, a F-Carranca, participa pela segunda vez. Em 64º lugar em 2012, a equipe trabalhou na redução do peso com aplicação de materiais mais leves e eficientes, além do uso de rolamentos nas rodas, para aumentar a velocidade durante a decolagem e suportar aumento da carga. Com isso, a aeronave está quase 50% mais leve. Pesa 2,8 kg e consegue transportar cargas de até 8 kg.“Este ano as expectativas são ótimas”, diz Anderson Almeida, capitão da equipe.
Maranhão - A equipe Zeus, da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), construiu uma aeronave 80 centímetros menor, 70% mais leve e mais eficiente. O novo avião pesa 2,1 kg e transporta 10,2 kg de placas de madeira MDF. “Com o novo regulamento reduzimos a massa da aeronave e melhorarmos a eficiência e a qualidade construtiva; o projeto ficou muito bom”, diz Thallys Anderson, capitão da equipe, que sonha com o pódio. Em 2012 a equipe ficou em 18ª lugar na Classe Regular. O Estado também será representado pela equipe Guará, do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA).
Piauí – O Estado piauiense possui duas equipes inscritas: Delta do Piauí, da Universidade Federal do Piauí; e Sol do Equador, do Instituto Federal do Piauí. Estreante, a equipe Sol do Equador, formada por 14 universitários, trabalha na construção de um avião monoplano de asa retangular. “Optamos em construir uma aeronave simples para ganhar conhecimento em engenharia aeronáutica”, conta Lucas Reis, capitão da equipe e aluno do 7º período de Engenharia Mecânica. O avião pesa 4 kg e transporta 10 kg.
A região Nordeste será representada também por equipes da Universidade Federal da Paraíba; e da Universidade Federal de Campina Grande, ambas da Paraíba; da Universidade Federal do Pernambuco; da Universidade Federal Rural do Semi Árido; e Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
A competição tem três categorias de aeronaves: Classe Regular (76 equipes inscritas), Classe Advanced (6) e Classe Micro (23). O objetivo é que cada aeronave transporte o maior peso de carga durante o voo, de acordo com a categoria.
As avaliações e a classificação das equipes serão realizadas em duas etapas: Competição de Projeto e Competição de Voo.
Ao final do evento, duas equipes da Classe Regular, uma Classe Advanced e uma da Classe Micro, que obtiverem melhores as pontuações ganham o direito de representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em 2014, nos EUA, onde equipes brasileiras acumulam histórico expressivo de participações: sete primeiros lugares na Classe Regular, quatro na Classe Advanced e um primeiro lugar Classe Micro. A SAE East Competition é realizada pela SAE International, da qual a SAE BRASIL é afiliada.
Organizado pela Seção Regional São José dos Campos, da SAE BRASIL, o Projeto AeroDesign é um programa de finse ducacionais que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais da engenharia da mobilidade, por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes, formadas por estudantes de graduação e pós-graduação (stricto sensu), de Engenharia, Física e Tecnologia relacionada à mobilidade.
Regulamento
Os aviões da Classe Regular deverão transportar madeira do tipo MDF ou HDF (madeira prensada utilizada na fabricação de móveis). Na Classe Advanced, a carga transportada deverá ser água, depositada em tanques montados na fuselagem. As aeronaves da Classe Micro deverão transportar bolinhas de tênis. Na Classe Advanced, a água transportada pela aeronave deverá ser drenada após cada voo, com o tempo de drenagem cronometrado, e a massa da água transportada determinada para fins de pontuação. As aeronaves da categoria podem usar mais de um motor, porém a soma da cilindrada não pode exceder 0,50in3 (8,2cm3).
Já na Classe Regular os aviões são monomotores, com cilindrada padronizada em 10 cc (10cm3 ou 0,61in3). As aeronaves serão menores em relação a 2011, pois a limitação dimensional máxima reduziu cerca de 70cm, porém compartimentos de carga maiores. Os aviões da categoria deverão decolar em uma distância máxima de 50m.
Na Classe Micro, as bolas de tênis a serem transportadas deverão estar num compartimento fechado e não poderão estar presas entre si. Em 2013 as aeronaves deverão decolar de uma pista de até 50m (mesma pista das demais classes). Os aviões da Classe Micro não têm restrições geométricas nem quanto ao número de motores, todos elétricos, porém a equipe deverá ser capaz de transportar a aeronave numa caixa de 0,175m³.
Fonte - Tribuna da Bahia  30/09/2013

Governo mantém previsão para tirar o TAV do papel

Trem de Alta velocidade

Valor Econômico
foto - ilustração

O governo federal adiou, no início de agosto, a primeira etapa do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), um moderno - e controverso - projeto que prevê o transporte de passageiros entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. O leilão, agendado para 19 de setembro, teve seu adiamento confirmado antes mesmo da entrega das propostas, em 16 de agosto, e deve demorar pelo menos um ano para ocorrer. A explicação do ministro dos Transportes, César Borges, é que a postergação ocorreu a pedido dos prováveis participantes, que pediram mais tempo para organizar os consórcios e estruturar suas propostas.
Anunciado em 2007, o projeto da primeira linha de alta velocidade na América Latina, que percorreria um trajeto de 511 quilômetros entre as três cidades e com uma demanda de 100 milhões de passageiros/ano em 2044, é cercado de polêmica. O alto custo envolvido - R$ 36 bilhões, segundo estimativa de setembro de 2008, a maior parte saindo dos cofres públicos -, a falta de um projeto executivo que garanta a viabilidade econômica e operacional da obra e mesmo a aposta em investir em um projeto considerado por muitos especialistas como não prioritário em termos logísticos são os motivos mais apontados pelas vozes contrárias ao TAV.
Para Paulo Fleury, presidente do Instituto Ilos, o projeto do TAV é descabido sob o ponto de vista de investimento de logística. "Primeiro pela falta de prioridade real. Segundo, porque ainda não se sabe exatamente quanto vai custar. Sem o estudo detalhado de engenharia, o preço final da obra pode dobrar com os níveis de erros que existem em projetos desse tipo", afirma.
Ao Valor, o diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), subordinada ao Ministério dos Transportes, Hélio Mauro França, afirma que o novo adiamento não muda a previsão de entrada do trem-bala em operação, em 2020. "A data continua mantida. O adiamento não prejudica a implantação do projeto. Ao contrário, traz consigo uma perspectiva de competição mais agressiva e acirrada". A maior urgência é elaborar um projeto executivo que inclui todo o aparato que engloba a instalação de um trem de alta velocidade, desde o traçado da via, as obras de engenharia, sistema de eletrificação, sinalização, telecomunicações, oficinas de manutenção, centros de controle operacional e sistemas de energização nas linhas de transmissão.
Fonte - Revista Ferroviária  30/09/2013

domingo, 29 de setembro de 2013

Calçadas em Salvador servem para tudo... menos para os pedestres

Mobilidade

Faça um passeio de 15 minutos pelas calçadas de Salvador e veja os absurdos.O “Movimento Passeio Livre – Salvador” analisa as condições dos passeios públicos da cidade por meio de imagens, textos e estudos de caso.

CicloVivo
foto - ilustração/Pregopontocom
Estudantes da Escola Politécnica da UFBA (Universidade Federal da Bahia), em Salvador, criaram um blog para mostrar as péssimas condições das calçadas na capital baiana.
De acordo com o grupo, a circulação de pedestres é dificultada por falta de infraestrutura e por situações de desrespeito da própria população. Em ambos os casos, os moradores ficam expostos a diversos tipos de riscos.
O “Movimento Passeio Livre – Salvador” analisa as condições dos passeios públicos da cidade por meio de imagens, textos e estudos de caso. O grupo aponta os erros e sugere mudanças para que a mobilidade seja facilitada.
O grupo se propõe a analisar tanto a manutenção de calçadas, como os perigos de determinadas vias – é o caso das regiões em que os pedestres precisam sair da calçada e caminhar pela pista de automóveis, por exemplo.
Má colocação de postes, presença de lixo na calçada, veículos estacionados em cima do passeio público e falta de sinalização são alguns dos empecilhos apontados pelo movimento. O material produzido pelos estudantes conta com a ajuda do professor Asher Kiperstok, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFBA.
“A cidade não está preparada para os portadores de necessidades especiais (cadeirantes, deficientes visuais, gestantes, pessoas com mobilidade reduzida e idosos). Em Salvador, o passeio não é adequado para a parcela sem deficiência da população, muito menos para os deficientes”, afirmou a arquiteta Lorena de Souza Moreira, em entrevista ao Movimento Passeio Livre.
O nome escolhido é uma alusão ao movimento passe livre, que ficou muito conhecido em junho devido às manifestações pela redução da passagem dos transportes públicos.
O grupo convida os soteropolitanos a também enviarem suas denúncias. As fotos, junto à explicação de onde foram tiradas, devem ser enviadas para o e-mail  - passeiolivresalvador@gmail.com. - Blog Movimento Passeio  Livre.
Fonte - Tribuna da Bahia 29/09/2013

Veja o vídeo feito pelo grupo


Descaso com os recursos públicos - Pernambuco

Levantamento do Tribunal de Contas do Estado revela a existência de 124 obras paradas ou inacabadas em Pernambuco


Desperdício 

Júlia Schiaffarino
Recuperação da orla de Olinda é uma das 11
 obras paralisadas ou inacabadas da cidade
 orçadas em R$ 141 milhões.
 Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press
O que para os órgãos de controle são números que expressam a má gestão dos recursos públicos por parte das prefeituras, para a sociedade é um abandono que se traduz na falta de serviços fundamentais como saúde, educação e segurança. Espalhadas pelos 184 municípios de Pernambuco, existem, pelo menos, 124 obras paralisadas ou inacabadas. O valor desses contratos beira os R$ 200 milhões de reais, conforme dados Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE)
Apesar de chamarem atenção quando reunidos, esses dados tendem a passar despercebidos aos olhos das fiscalizações quando fracionados. "Esse valor é bem menor do que muitas obras estaduais. Existem obras em municípios distantes que não chegam a R$ 100 mil e há um grande risco delas acabarem se perdendo", disse o chefe do Núcleo de Engenharia (NEG) do Tribunal, explicando a preocupação do órgão em reunir os dados. "Fizemos esse levantamento no primeiro semestre. Agora vamos querer saber o porquê dessas paralisações", completou.
Saiba mais...Lideram o ranking das obras que começaram sem nunca terem sido acabadas as que tratam de infraestrutura urbana como pavimentação e drenagem de ruas, construção de quadras poliesportivas e redes de esgotamento sanitário. Muitas delas a serem executadas, também, com recursos federais. Nesses casos, cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU) investigar a aplicação dos recursos.
A seleção do que vai ser fiscalizado, porém, é feita com base no valor. Tendem a ser destacadas obras a partir de R$ 10 milhões. "Nos demais casos, o TCU precisa fazer cumprir a fiscalização dos órgãos cedentes, como Caixa Econômica, ministérios e até as prefeituras que também têm obrigação de fiscalizar o que as empresas que elas contratam estão executando", disse o secretário de Controle Externo do Tribunal, Luciano Teixeira.
Um dos principais entraves é a estrutura. Em Pernambuco, o TCU dispõe de apenas 23 auditores. O secretário destaca, porém, que enquanto isso, a demanda tem aumentado significativamente. "Do ano passado para cá, praticamente dobrou o número de autuações (Tomadas de Conta Especial) no estado. Cerca de 90% delas são em prefeituras e, mais ou menos, 50% delas são referentes a obras", completou. Ele atribui esses números a uma elevação no volume de repasses, mas também a uma maior transparência do governo que permite denúncias de irregularidades.
Para a coordenadora do mestrado em gestão pública da Universidade Federal de Pernambuco, Alexandrina Sobreira, falar de obras incompletas é falar da incapacidade de muitos gestores de prever, planejar e executar. Algo que, conforme ela, piora pela falta de continuidade nos trabalhos que impera na política. "Sai prefeito, entra prefeito e cada um quer colocar a sua placa%u2026. Fica o prejuízo de uma obra inacabada que é o prejuízo de tudo o que foi gasto, de um esqueleto largado do qual a população não vai usufruir", acrescentou.



Saiba mais
Causas e consequências
Principais causas de paralisações em obras públicas
Financeira
- interrupção no fluxo de recursos próprios ou de convênios
- esgotamento de recursos ocasionados pelo adiamento de pagamentos sem a contraprestação dos serviços
- preços inexequíveis
Técnicas
- projeto básico inexistente, insuficiente ou inadequado
- empresas incapazes
- fiscalizações técnicas inoperantes
- processos licitatórios ineficientes
Legais 
- documentação e licenças não aprovadas
- embargos ou ações judiciais
- desapropriações
Políticas
- administração sucessora interromper serviços iniciados na gestão anterior
- razões eleitoreiras
- desídia administrativa
Leis que as prefeituras têm deixado de cumprir
Lei de Licitações (8.666/93)
"A execução das obras e dos serviços deve programar-se, sempre, em sua totalidade , previstos seus custos atual e final e considerados os prazos de sua execução"
Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)
"A lei orçamentária e as de créditos adicionais só incluirão novos projetos após adequadamente atendidos os em andamento e contempladas as despesas de conservação do patrimônio público".
"O abandono de uma obra significa o descumprimento das leis e, em caso de mudança de gestão, é a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que traz para a norma a continuidade sob o risco de antecessores e sucessores serem responsabilizados", Luciano Teixeira, secretário de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU)
Fonte - Diário de Pernambuco  29/09/2013

Professores acampam ao lado da Câmara Municipal do Rio depois de confronto com a polícia

Educação


Cristina Indio do Brasil 
Agência Brasil
Professores acampados ao lado da Câmara
 Municipal do Rio fazem protesto
(Foto: Renan Cosatis / Mídia NINJA)
Rio de Janeiro - Professores da rede municipal de ensino estão acampados em dez barracas na lateral do Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo do Rio, onde ontem (28), por volta das 22h30, houve uma ação da Polícia Militar (PM) para a desocupação do plenário da Casa.
Segundo a coordenadora-geral do Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe), Gesa Corrêa, que estava presente no momento da operação, os policiais chegaram às 18h e pediram a desocupação. Depois da tentativa de negociação, e com a decisão dos professores de permanecer no local, os policiais começaram a ação de retirada. “Foi uma truculência. Foi um caos”, disse.
Durante as negociações os professores pediram que o comandante da operação apresentasse a ordem judicial para a reintegração de posse do plenário, explicou. Segundo ela, na véspera já havia ocorrido uma tentativa. “Eles chegaram com um documento que era uma farsa de 20 de agosto. Falamos com os advogados e não saímos. Ontem foi a mesma história.”
Gesa contou que os professores insistiram para ver o documento de reintegração e que o comandante saía e voltava. “Depois ele acabou dizendo que era ordem do Cabral [governador do Rio, Sérgio Cabral], do Jorge Felippe [presidente da Câmara] e do Eduardo Paes [prefeito do Rio]. Não tinha nada escrito, foi autoritarismo mesmo.”
Segundo ela, houve a troca do comandante da operação, que apresentou a alternativa de saída dos professores do plenário da Câmara, caso contrário, a PM faria a operação de desocupação do local, que já estava no terceiro dia.
Gesa disse que dois professores foram autuados e levados para a 5ª Delegacia de Polícia e que quatro feridos foram encaminhados para o Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio. Segundo ela, o sindicato vai recorrer à Justiça contra a operação policial dentro do plenário da Câmara. “Vamos entrar com ações judiciais em todas as instâncias. Eles não podiam retirar a gente de lá e nem dar voz de prisão.”
Em nota, a Polícia Militar informou que a desocupação da Câmara Municipal na noite de ontem atendeu a um ofício do presidente da Casa. Segundo a PM, Jorge Felippe solicitou a reintegração e a retirada dos professores que ocupavam o Palácio Pedro Ernesto desde quinta-feira (26). “O comando da PM tentou durante todo o período de ocupação uma forma de entendimento, mas não houve acordo, a PM cumpriu a determinação da Justiça”, diz a nota.
Gesa contou ainda que enquanto estava na delegacia acompanhando os professores detidos recebeu um chamado de colegas, por volta de 1h, dizendo que estavam acampados próximos à Câmara e informando que um grupo da Guarda Municipal tinha chegado ao local para a retirada das barracas. Depois de mais uma rodada de negociação, as barracas continuaram montadas na parte lateral do prédio.
Fonte - EBC  29/09/2013

SP terá 13,9 km de faixas exclusivas para ônibus a partir desta segunda

Mobilidade


A instalação faz parte da operação Dá Licença para o Ônibus, feita pela prefeitura

Terra
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo inaugurará nesta segunda-feira, na capital paulista, mais 13,9 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus na cidade, em 15 novos pontos. A instalação faz parte da operação Dá Licença para o Ônibus, feita pela prefeitura.
Com a instalação, a malha de faixas exclusivas para ônibus em São Paulo chegará a 204,1 quilômetros, de acordo com a CET. A intenção da prefeitura é chegar ao final de 2013 com 220 quilômetros de faixas exclusivas implantadas.
Centro
Na chamada Rótula do Centro, o eixo composto pela avenida São Luiz, viaduto Nove de Julho, viaduto Jacareí e rua Maria Paula será sinalizado com a prioridade, estendendo assim a exclusividade do transporte coletivo no trecho entre as avenidas Ipiranga e Brigadeiro Luís Antônio.
A nova faixa exclusiva valerá para ambas as pistas das vias, de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h e, aos sábados, das 6h às 14h.
Na avenida Nove de Julho, uma faixa com 1,4 quilômetro de extensão será implantada na segunda-feira. Os coletivos terão prioridade de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h e, aos sábados, das 6h às 14h. A nova faixa se interligará com o corredor da avenida Nove de Julho já existente com a avenida Cidade Jardim.
As novas faixas irão da rua André Fernandes até a Rua Japão, no sentido centro, e da avenida São Gabriel à avenida Cidade Jardim, no sentido bairro.
Na avenida Doutor Arnaldo, a faixa já existente será ganhará mais 400 metros de extensão, entre as ruas Heitor Penteado e Galeno de Almeida. Ela funcionará no sentido centro, de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h, e aos sábados, das 6h às 14h.
Zona sul
No bairro do Ipiranga, uma faixa com 1,4 quilômetro será inaugurada na segunda-feira. O transporte coletivo terá prioridade de segunda a sexta-feira, no sentido centro, e das 6h às 9h nos trechos nas ruas Bom Pastor, entre as ruas Agostinho Gomes Sacomã e Antônio Marcondes; Marcondes, entre a rua Bom Pastor e a avenida Nazaré; e na avenida Nazaré, entre as ruas Antônio Marcondes e Dona Leopoldina.
Uma nova faixa, de 100 metros, também será implementada na rua Doutor João César de Castro, no sentido Terminal Guarapiranga, em toda a extensão da via, do lado esquerdo, de segunda a sexta-feira, das 5h30 às 8h30 da manhã.
Na Avenida Cásper Líbero, no trecho entre as ruas Mauá e Washington Luís, sentido sul, 300 metros de faixas serão instalados na segunda-feira. O trecho representa um complemento do Eixo Norte/Sul, e a exclusividade valerá de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h e, aos sábados, das 6h às 14h.
Zona leste
Uma nova faixa de 3,5 quilômetros também será implantada na segunda-feira, nas avenidas Nagib Farah Maluf e Professor João Batista Conti, em Itaquera. O transporte coletivo terá exclusividade à direita por essas vias de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h, no sentido Centro, e das 17h às 20h sentido bairro, na avenida Nagib Farah Maluf, entre as avenidas João Batista Conti e José Pinheiro Borges; e na avenida Professor João Batista Conti, entre a avenida Sabbado D'Angelo e a rua Ana Maria Sirani.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transporte (SPTrans) implantam, nesta segunda-feira (30/09), 4,2 km de faixas exclusivas à direita para o transporte público na Vila Carrão, Zona Leste da cidade. A exclusividade para os coletivos valerá de segunda a sexta-feira, das 6 às 9 horas em direção ao Centro e das 17 às 20 horas no sentido Bairro, nas vias descritas no quadro abaixo (vide croqui):
Na Vila Carrão, serão inaugurados 4,2 quilômetros de faixas exclusivas. A exclusividade para os coletivos valerá de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h, no sentido centro, e das 17h às 20h, no sentido bairro.
No bairro de Cidade Tiradentes, faixas serão instaladas nas avenidas Márcio Beck Machado e Sousa Ramos. Os coletivos terão prioridade entre a rua Arroio Triunfo e a avenida dos Metalúrgicos, de segunda a sexta-feira das 17h às 20h, no sentido bairro.
No bairro da Penha, 800 metros de faixas serão inaugurados na rua Guaiaúna. Os ônibus terão prioridade de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 17h às 20h.
Fonte - Jornal do Brasil  29/09/2013

COMENTÁRIO PREGOPONTOCOM
Pelo menos custam infinitamente mais baratos e são mais fáceis de serem implantados do que os famigerados corredores de BRT. As faixas exclusivas além de diminuírem os espaços para a circulação do transporte individual  facilitam e agilizam o deslocamento dos ônibus nas cidades cumprindo a sua função de sistema complementar ou  alimentador.Mais VLT que é bom....necas de pitibiriba...rrsss.....

Nova denúncia revela que os EUA espionam e criam perfis das pessoas

Espionagem

iG São Paulo
Desde 2010, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) vem explorando seu imenso banco de dados para criar gráficos sofisticados sobre as conexões sociais de alguns cidadãos norte-americanos. Estes gráficos podem identificar amigos, suas localizações em determinados momentos, seus companheiros de viagem e outras informações pessoais, de acordo com reportagem publicada neste sábado (28) pelo jornal The New York Times.
A agência começou a permitir a análise de chamadas de telefone e registros de e-mails em novembro de 2010 para examinar as redes de contatos dos americanos, com propósitos de monitoramento de inteligência, de acordo com documentos fornecidos por Edward J. Snowden, ex-funcionário que revelou o programa de monitoramento da NSA.
A mudança de política se destina a ajudar a agência a "descobrir e rastrear" as ligações entre as alvos estrangeiros da NSA e seus contatos nos Estados Unidos, segundo um memorando da própria agência de segurança, datado de janeiro de 2011. A agência foi autorizada a realizar "análise gráfica em larga escala em grandes conjuntos de metadados (dados que descrevem dados) de comunicação sem ter que verificar estranheza" de cada endereço de e-mail, número de telefone ou outro identificador, disse o documento.
Fonte - Tribuna da Bahia  29/09/2013