Mostrando postagens com marcador truculência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador truculência. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

SISTEMA. 100 mil numa manifestação pacífica, e a PM ataca no final.

Ponto de Vista

Sábado, na China, Temer disse que protestos contra ele país afora eram "inexpressivos". Com "40, 50, 100 pessoas", que "quebram carro".Domingo, 4, da Paulista ao Largo da Batata, 100 mil pessoas protestaram. Coros de "Fora, Temer", "golpista"...Sem transmissão ao vivo, sem helicópteros desde cedo, sem catraca livre e pesquisas.Manifestação absolutamente pacífica. Até o final quando, de maneira bárbara, desproporcional, a PM atacou.

Bob Fernandes






quarta-feira, 29 de abril de 2015

Sindicato dos Professores do Paraná diz que ação da PM foi “truculenta"

Política

Em greve desde segunda-feira (27), os professores da rede estadual de ensino e de universidades estaduais estão acampados em frente à Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo o sindicato dos professores, participaram do protesto 20 mil pessoas. A PM não divulgou o número de manifestantes

Da Agência Brasil
Divulgação/Joka Madruga/APP-Sindicato
A direção do Sindicato dos Professores do Paraná (APP-Sindicato) classificou de “truculenta” a ação da Polícia Militar (PM) durante protesto da categoria e de outros servidores na tarde de hoje (29) em Curitiba contra o projeto de lei que altera a Previdência da categoria no estado. Segundo o sindicato, participaram do protesto 20 mil pessoas. A PM não divulgou o número de manifestantes.
Em greve desde segunda-feira (27), os professores da rede estadual de ensino e de universidades estaduais estão acampados em frente à Assembleia Legislativa do Paraná. A Polícia Militar traçou um perímetro de isolamento, com grades e policiais, em torno do prédio. Os professores representam 70% do funcionalismo estadual.
De acordo com Luiz Fernando Rodrigues, da direção do sindicato, tudo começou quando os deputados estaduais decidiram seguir com a votação do projeto. “Quando nós anunciamos que o governo não havia aceitado tirar o projeto, houve uma revolta muito grande, e [os manifestantes] tentaram avançar sobre a cerca. Imediatamente, o Batalhão de Choque, a mando do secretário [de Segurança Pública do Paraná, Fernando Francischini] veio com todo seu armamento para cima das pessoas”, disse.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, 1,6 mil policiais participaram da ação. “A ação foi contra os educadores que estavam na praça. Foi abuso da PM. Jogaram bombas de gás, sprayde pimenta, jatos de água contra os trabalhadores. A polícia não parou de jogar bomba na gente mesmo depois de uma hora. Foi uma barbárie o que aconteceu hoje em praça pública”, disse Rodrigues.
Pelo menos 170 manifestantes ficaram feridos, segundo a prefeitura de Curitiba e o Tribunal de Justiça do Paraná, onde ocorreram os primeiros atendimentos. Desse total, 45 foram levados para unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e hospitais da região.
O governador do Paraná, Beto Richa, disse, em entrevista coletiva, que os policiais reagiram a provocações de algumas pessoas que estavam na praça. “Sete black blocks foram presos. Os policiais, ao serem afrontados por esses bardeneiros e black blocks, reagiram, em uma proteção natural de sua integridade física.”
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná diz que 20 policiais ficaram feridos. “A reação não partiu dos policiais. Os policiais ficaram parados para proteger o prédio da Assembleia Legislativa. Na medida em que eram impedidos, reagiram. A polícia não partiu para cima dos manifestantes uma única vez. Tem filmes que comprovam o que estou dizendo”, disse.
Segundo a Secretaria de Segurança será aberto um inquérito policial militar, com participação do Ministério Público, para apurar as ações durante a confusão.
Fonte - Agência Brasil  29/04/2015

domingo, 29 de setembro de 2013

Professores acampam ao lado da Câmara Municipal do Rio depois de confronto com a polícia

Educação


Cristina Indio do Brasil 
Agência Brasil
Professores acampados ao lado da Câmara
 Municipal do Rio fazem protesto
(Foto: Renan Cosatis / Mídia NINJA)
Rio de Janeiro - Professores da rede municipal de ensino estão acampados em dez barracas na lateral do Palácio Pedro Ernesto, sede do Legislativo do Rio, onde ontem (28), por volta das 22h30, houve uma ação da Polícia Militar (PM) para a desocupação do plenário da Casa.
Segundo a coordenadora-geral do Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe), Gesa Corrêa, que estava presente no momento da operação, os policiais chegaram às 18h e pediram a desocupação. Depois da tentativa de negociação, e com a decisão dos professores de permanecer no local, os policiais começaram a ação de retirada. “Foi uma truculência. Foi um caos”, disse.
Durante as negociações os professores pediram que o comandante da operação apresentasse a ordem judicial para a reintegração de posse do plenário, explicou. Segundo ela, na véspera já havia ocorrido uma tentativa. “Eles chegaram com um documento que era uma farsa de 20 de agosto. Falamos com os advogados e não saímos. Ontem foi a mesma história.”
Gesa contou que os professores insistiram para ver o documento de reintegração e que o comandante saía e voltava. “Depois ele acabou dizendo que era ordem do Cabral [governador do Rio, Sérgio Cabral], do Jorge Felippe [presidente da Câmara] e do Eduardo Paes [prefeito do Rio]. Não tinha nada escrito, foi autoritarismo mesmo.”
Segundo ela, houve a troca do comandante da operação, que apresentou a alternativa de saída dos professores do plenário da Câmara, caso contrário, a PM faria a operação de desocupação do local, que já estava no terceiro dia.
Gesa disse que dois professores foram autuados e levados para a 5ª Delegacia de Polícia e que quatro feridos foram encaminhados para o Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio. Segundo ela, o sindicato vai recorrer à Justiça contra a operação policial dentro do plenário da Câmara. “Vamos entrar com ações judiciais em todas as instâncias. Eles não podiam retirar a gente de lá e nem dar voz de prisão.”
Em nota, a Polícia Militar informou que a desocupação da Câmara Municipal na noite de ontem atendeu a um ofício do presidente da Casa. Segundo a PM, Jorge Felippe solicitou a reintegração e a retirada dos professores que ocupavam o Palácio Pedro Ernesto desde quinta-feira (26). “O comando da PM tentou durante todo o período de ocupação uma forma de entendimento, mas não houve acordo, a PM cumpriu a determinação da Justiça”, diz a nota.
Gesa contou ainda que enquanto estava na delegacia acompanhando os professores detidos recebeu um chamado de colegas, por volta de 1h, dizendo que estavam acampados próximos à Câmara e informando que um grupo da Guarda Municipal tinha chegado ao local para a retirada das barracas. Depois de mais uma rodada de negociação, as barracas continuaram montadas na parte lateral do prédio.
Fonte - EBC  29/09/2013