UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 6 de maio de 2014

Produção de petróleo cresce 14,4% em março e de gás natural bate recorde

Economia

Os dados foram divulgados hoje (5) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A produção de gás natural atingiu em março 83,4 milhões de metros cúbicos por dia, novo recorde de produção, superando em 0,2% o registrado em fevereiro, quando a produção atingiu 83,2 milhões de metros cúbicos por dia

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A produção de petróleo nos campos nacionais atingiu em março 2,1 milhões de barris diários, um aumento de 14,4% em relação a março de 2013 e de 1,4% na comparação com o mês de fevereiro deste ano.
Os dados foram divulgados hoje (5) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A produção de gás natural atingiu em março 83,4 milhões de metros cúbicos por dia, novo recorde de produção, superando em 0,2% o registrado em fevereiro, quando a produção atingiu 83,2 milhões de metros cúbicos por dia. Quando comparada à de março do ano passado, a produção de gás aumentou 8%.
Os dados da ANP indicam que a produção de petróleo e gás natural no Brasil em março totalizou aproximadamente 2,64 milhões de barris equivalentes (petróleo e gás) por dia. As informações constam do Boletim da Produção da ANP e estão disponíveis na página da companhia na internet.
Os dados indicam, ainda, que a produção nos campos do pré-sal superou em 2,4% a de fevereiro, totalizando 483,4 mil barris de óleo equivalente por dia. A produção de petróleo chegou a 395,9 mil barris diários e a de gás natural, a 13,9 milhões de metros cúbicos por dia.
Segundo a ANP, a produção do pré-sal teve origem em 28 poços, localizados nos seguintes campos: Baleia Azul, Baleia Franca, Jubarte, Pirambu, Caratinga, Barracuda, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá e Trilha.
Embora a queima de gás natural em março tenha sido de cerca de 4,3 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de aproximadamente 1% em relação ao mês anterior e de 15,8% ante março de 2013, o aproveitamento do gás natural no país no mês chegou a 94,8%.
As informações indicam, ainda, que 91,1% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras.
O de Marlim Sul, na Bacia de Campos, registrou a maior produção de petróleo, com média de 263,9 mil barris por dia. O maior produtor de gás natural foi o Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, com média diária de 6,7 milhões de metros cúbicos.
A Plataforma P-52, localizada no Campo de Roncador, produziu, em 14 poços a ela interligados, cerca de 135,1 mil barris de óleo equivalente por dia e foi a unidade com maior produção.
Em fevereiro, 305 concessões, operadas por 25 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Dessas, 83 são concessões marítimas e 222, terrestres.
Fonte - Agência Brasil  06/05/2014

Rodoviários travam Salvador de novo

Salvador

Agora eles querem trafegar por qualquer faixa da rua...

TB
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia
A volta para casa de muitos trabalhadores exigiu uma dose extra de paciência na noite desta segunda-feira (5). Isso porque os rodoviários fizeram protestos em horário de pico, por volta das 18h de ontem, em importantes vias da cidade. O resultado foi uma imensa fila de ônibus e quilômetros de congestionamento em vários pontos da cidade.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, um dos motivos da manifestação foi a exigência da prefeitura em obrigar os ônibus de transporte coletivo pela faixa da direita. Além disso, a categoria também reivindica pela reabertura das negociações com o Sindicato de Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps).
Com os ônibus em “fila indiana”, ou seja, um atrás do outro na faixa da direita, o trânsito ficou complicado tanto na região da Avenida ACM quanto nas vias de acesso à Estação da Lapa. O presidente do sindicato informou também que, próxima quarta-feira (7), será realizada uma assembleia na sede da Sinergia.
Eles querem reajuste salarial de 15%, ticket refeição no valor de R$ 20, gratuidade na passagem de trabalhadores aposentados, além de participação nos lucros e resultados da empresa e plano de saúde estendido aos dependentes Segundo o diretor sindical Daniel Mota, as negociações serão reabertas caso a pauta seja apenas o aumento de salário. Ele classificou as outras reivindicações de “absurdas”.
Fonte - Tribuna da Bahia  06/05/2014

Quilombolas e Marinha voltam a discutir impasse sobre área na Bahia

Direitos Humanos

No encontro, os quilombolas devem dar uma resposta à proposta feita pelo governo na última reunião, no dia 11 de março deste ano, de ceder à comunidade 86 hectares de terra da área reivindicada.

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Representantes dos quilombolas do Rio dos Macacos e do Ministério da Defesa voltam a se reunir hoje (6) para discutir a permanência da comunidade em uma área da Marinha, na Bahia, informou o Ministério Público Federal no estado (MPF/BA).
No encontro, os quilombolas devem dar uma resposta à proposta feita pelo governo na última reunião, no dia 11 de março deste ano, de ceder à comunidade 86 hectares de terra da área reivindicada.
O governo também propôs a construção de uma estrada para que os quilombolas tenham acesso independente ao local. Atualmente, os moradores precisam passar por portaria controlada pela Marinha para ter acesso à área, o que provocou tensões entre militares e quilombolas.
Representantes do MPF/BA ajudarão nas negociações, na reunião prevista para começar às 10h, na sede do MPF, na Vila Naval da Barragem, na região metropolitana de Salvador.
A comunidade fica no município de Simões Filho, região metropolitana da capital baiana, e é objeto de uma disputa entre a Marinha, que considera a terra de sua propriedade, e os quilombolas. O terreno é vizinho da Base Naval de Aratu, na Praia de Inema. Desde 2010, a Marinha pretende ampliar as instalações da base, onde residem famílias de militares.
De acordo com o MPF, vão participar também da audiência o chefe de gabinete do Ministério da Defesa, Antônio Thomaz Lessa, e representantes da Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria Nacional de Articulação Social da Presidência da República, da Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais e da Defensoria Pública da União.
Fonte - Agência Brasil  06/05/2014

Brics cresce 3,5% este ano e 4% em 2015 - OCDE

Economia

De acordo com as previsões feitas no relatório Perspectivas Econômicas, da OCDE, a China e a Índia destacam-se no Brics, com crescimento de 7,4% e 5,4%, respectivamente, mais que o dobro de qualquer um dos outros países que formam o grupo das chamadas economias emergentes, devido ao potencial que apresentam.

Da Agência Brasil Edição
Com informações da Agência Lusa
foto - ilustração
O Brics, grupo que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul, vai crescer 3,5%, em média, este ano, aumentando para 4% em 2015, prevê a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
De acordo com as previsões feitas no relatório Perspectivas Econômicas, da OCDE, a China e a Índia destacam-se no Brics, com crescimento de 7,4% e 5,4%, respectivamente, mais que o dobro de qualquer um dos outros países que formam o grupo das chamadas economias emergentes, devido ao potencial que apresentam.
Segundo o relatório, a China reduzirá ligeiramente o crescimento no próximo ano, para 7,3%, mas as outras economias vão acelerar o passo, sendo o Brasil o país que menos crescerá (2,2%).
O relatório mostra ainda que a média da inflação nos cinco países está em 5%, mas sobe para 7,25% se a China ficar fora das contas, o que "não é um valor particularmente baixo", dizem os analistas.
O grupo foi apresentado inicialmente como Bric pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O'Neil, no estudo Building Better Global Economic Bric, em 2001. Dez anos depois, foi incluída a África do Sul, passando a se chamar Brics. A organização representa cerca de 25% da riqueza mundial e, entre 2003 e 2007, foi responsável por 65% do crescimento global.
Fonte - Agência Brasil  06/05/2014

Campos confirma guinada à direita e atinge socialistas históricos do PSB

Política

Eduardo Campos (PSB) é mais um integrante da direita e tomou o poder na legenda que um dia foi socialista

Correio do Brasil
Por Redação

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) definiu, por orientação do presidenciável Eduardo Campos, que de socialista mesmo restará apenas o nome da legenda. O conteúdo, que identificava a agremiação com a esquerda brasileira será extraído, em parte ou na íntegra, durante a próxima convenção partidária. Na prática, o interesse público e a socialização dos meios de produção desaparecem para deixar livre o compromisso “com a ordem econômica que está aí”, como afirmou Campos, nesta segunda-feira.
A decisão já causa um mal estar entre os socialistas históricos abrigados na ideologia prestes a ser sacrificada em nome do capitalismo. Entre eles, o advogado e articulista Roberto Amaral, histórico e combativo militante contra o regime ditatorial e fundador do PSB, após sua passagem no Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). No campo econômico, Amaral bate firme noestablishment:
“O Estado é, sempre, servidor da classe dominante, assim identificada como detentora dos meios de produção’. Esta sentença encerra uma verdade, mas não encerra a verdade toda, pois o Estado capitalista, democrático ou não, é permeado de classes e contradições entre classes e mesmo no interior da classe que exerce o poder de Estado, e nesses espaços podem atuar as mais diversas forças, inclusive as que lhe são antagônicas. Ainda bem. Pois, se tomada a sentença marxista (Manifesto comunista e A ideologia alemã) no seu sentido tout court nada mais teríamos por fazer, a revolução seria impossível, a política estaria morta e, aí sim, a História não teria mais caminho a percorrer”, afirmou, em recente artigo publicado na revista semanal de esquerda Carta Capital
Em linha com Amaral, ministro da Ciência e Tecnologia durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outros militantes históricos também se afastaram do PSB. A inspiração marxista, que prega a “socialização dos meios de produção” e limites à propriedade privada, agora faz parte do passado. A início da queda teve início no ano passado, desde a comunhão entre Campos e a ex-ministra do Meio Ambiente, também no governo Lula, Marina Silva, que tem entre seus principais patrocinadores os donos do Banco Itaú e propaga um ideário recheado de opiniões homofóbicas e fundamentalistas.
– Como um partido que se diz socialista rasga seu programa de defesa histórica dos direitos das mulheres e se posiciona contra mudanças na lei do aborto? este é apenas um de inúmeros outros pontos centrais da agenda socialista que vem sendo esvaziada – afirmou à reportagem do Correio do Brasil um dos fundadores da legenda que, por motivos pessoais, prefere manter o anonimato.
A política de alianças do ex-governador pernambucano na campanha ao Palácio do Planalto, cada vez mais à direita, ficou demonstrada na troca de correspondência entre o coordenador de comunicação da pré-campanha, Alon Feuerwerker, ao próprio Campos, flagrada por repórteres do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo e publicada na edição desta segunda-feira. Na mensagem, Feuerwerker encaminha a Campos o fragmento de um texto, no qual um colaborador descreve o ataque ao partido que circula na internet. O coordenador questiona Campos, presidente nacional do PSB, se é possível alterar o manifesto do partido na convenção em junho.
“Tem como mexer nisso na convenção de junho?”, questiona o e-mail do coordenador ao chefe.
Nesta manhã, Campos tornou público o seu ponto de vista. Ele disse que o debate sobre o manifesto do partido foi feito a seu pedido e que a mudança deverá ocorrer até 10 de junho, quando ocorrerá a convenção partidária.
– Estamos preparando programa de governo que tem claros compromissos com a ordem econômica que está aí, com a estabilização da economia. E, nesses encontros, nós temos interesse de fazer esse debate para mudar o nosso programa – afirmou Campos, presidente nacional do PSB durante visita a Belo Horizonte.
Trechos do manifesto, de 1947, que definem os princípios do Partido Socialista Brasileiro preocupam os setores da legenda mais ligados à direita. Campos quer desfazer qualquer ligação com o documento.
– Estamos falando de um manifesto de 1947, um documento histórico do partido, em outras circunstâncias. Ali em 1947 nosso partido já se colocava contra a polarização dos que viviam a chamada Guerra Fria – conclui Campos.
Fonte - Correio do Brasil  05/05/2014

Alô e adeus às telefônicas ruins

 Telefonia

A partir de 8 de Julho termina o calvário virtual do consumidor que não consegue ser atendido pelos call-centers para cancelar seu contrato com as telefônicas.

Leandro Mazzini -CB

O presidente da Anatel, João Rezende, garantiu à Coluna que a partir de 8 de Julho termina o calvário virtual do consumidor que não consegue ser atendido pelos call-centers para cancelar seu contrato com as telefônicas. É o dia em que entra em vigor o serviço de cancelamento automático obrigatório nos sites das operadoras – o cidadão digita a linha e seu contrato, e num clique o encerra caso queira. Será o enterro do gerúndio tanto falado pelos atendentes, o ‘vamos estar resolvendo’..As teles também terão direito: dois dias para tentar reconquistar o assinante. Então prepare os ouvidos.
Fonte - Correio do Brasil  05/05/2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Número de celulares chegará a 7 bilhões no fim do ano em todo o mundo

Telefonia

O relatório da UIT apontou também que até o fim de 2014 haverá quase 3 bilhões de usuários de internet. O número corresponde a uma penetração de 40% em todo o planeta – 78% nos países desenvolvidos e 32% nos países em desenvolvimento. Mais de 90% das pessoas sem acesso à internet estão nos países em desenvolvimento.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Segundo a UIT, proporção chegará
a um celular por habitante até fim de 2014
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Até o fim deste ano, o número de linhas de celulares em todo o mundo chegará a 7 bilhões – uma para cada habitante do planeta, segundo relatório divulgado hoje (5) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão da Organização das Nações Unidas. Os dados mostram, no entanto, que o crescimento das assinaturas para celulares, de 2013 para 2014, foi 2,6%, a menor taxa registrada no segmento, indicando que o mercado está chegando a níveis de saturação.
O relatório da UIT apontou também que até o fim de 2014 haverá quase 3 bilhões de usuários de internet. O número corresponde a uma penetração de 40% em todo o planeta – 78% nos países desenvolvidos e 32% nos países em desenvolvimento. Mais de 90% das pessoas sem acesso à internet estão nos países em desenvolvimento.
O número de assinaturas de banda larga móvel deve chegar a 2,3 bilhões em todo o mundo. O alcance da banda larga fixa deve chegar a quase 10% globalmente no fim do ano. A penetração do telefone fixo vem caindo nos últimos cinco anos. Ao final de 2014, haverá cerca de 100 milhões de assinaturas desse serviço a menos que em 2009.
No Brasil, a penetração de banda larga fixa ainda é pouco inferior à média global e tem baixa qualidade: mais de 50% das velocidades dos planos variam entre 256 kilobits por segundo e 2 megabits por segundo. Velocidades acima de 10 megabits por segundo têm penetração de apenas 2,5% entre a população. Na Coreia do Sul, o percentual chega a 37%.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no Brasil, havia 273,58 milhões de linhas de celulares ativas em março, com teledensidade de 135,30 acessos por 100 habitantes, A banda larga móvel totalizou 114,42 milhões de acessos, dos quais 2,08 milhões eram terminais 4G.
Fonte - Agência Brasil 05/05/2014

Brasileiro poderá usar Enem para entrar em mais uma universidade portuguesa

Educação

As notas do exame de 2012 e 2013 serão reconhecidas para os cursos que começam no segundo semestre deste ano. A Universidade de Coimbra foi a primeira instituição estrangeira a adotar da nota do Enem como critério de seleção.

Yara Aquino 
Repórter da Agência Brasil

Mais uma instituição de ensino superior de Portugal, a Universidade da Beira Interior, em Covilhã, aceitará a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o ingresso de estudantes brasileiros em cursos de graduação. As notas do exame de 2012 e 2013 serão reconhecidas para os cursos que começam no segundo semestre deste ano. A Universidade de Coimbra foi a primeira instituição estrangeira a adotar da nota do Enem como critério de seleção.
O valor pago na graduação pelos estudantes de outros países é R$ 15 mil por ano. Com a opção de alojamento e refeição, o custo chega a R$ 23 mil. De acordo com a universidade, os brasileiros formam uma das maiores comunidades estrangeiras na instituição, com 60 estudantes.
O peso da redação e de cada prova do Enem varia de acordo com o curso escolhido pelo estudante. No site, a universidade explica que a classificação portuguesa utiliza escala de 0 a 200 pontos e a do Enem, de 0 a 1.000 pontos, por isso, a conversão das classificações será feita dividindo a nota do Enem por cinco.
A universidade tem uma página na internet voltada para brasileiros com a lista dos cursos de graduação disponíveis e a variação dos pesos das provas. Lá estão também as informações sobre os documentos que os candidatos devem apresentar. A universidade fica a 200 quilômetros de Lisboa, e tem cerca de 7 mil alunos e 600 professores.
No Brasil, o Enem seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior pelo Sistema de Seleção Unificada, para bolsas em instituições particulares, pelo Programa Universidade para Todos. Além disso, é pré-requisito para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil e para o intercâmbio acadêmico pelo Ciência sem Fronteiras. Em 2013, mais de 5 milhões de candidatos fizeram o exame.
Fonte - Agência Brasil  05/05/2014

Metrô de Salvador - Presidente da CCR diz que as obras serão totalmente concluídas em abril de 2017

Transportes sobre trilhos

Presidente da CCR promete entregar Linha 2 do metrô daqui a três anos - ‘A gente vai concluir o metrô até abril de 2017’, diz presidente do consórcio.Em 2015, 18 anos depois do início da construção, o metrô de Salvador transportará, em média, 480 mil passageiros por dia. Pelo menos este é o plano do presidente do consórcio CCR Metrô Bahia, o engenheiro Harold Peter Zwetkoff, de 56 anos.

Clarissa Pacheco - Correio
foto -ilustração/Gov Ba
Convocado pela empresa a tocar o metrô soteropolitano, Zwetkoff, que já presidiu o Instituto Brasileiro Veicular (IBV) e a Controlar, diz que está empenhado em não frustrar novamente a população e garante fazer o metrô andar no próximo dia 11 de junho.
Ele aposta na expansão até Cajazeiras como um grande “benefício social” e promete concluir, até o final do mês, o projeto de viabilidade.

Quais são os prazos vigentes para o metrô de Salvador?
Tem alguns marcos contratuais estabelecidos. Os principais são: início de operação assistida em junho, início de operação comercial em 15 de setembro da Lapa até o Retiro, início de operação comercial da Lapa até Pirajá em 15 de janeiro de 2015 e, depois, uma série de outros marcos intermediários, quando começa a Linha 2.
A gente vai até a Estação Detran em outubro de 2015, Rodoviária, Imbuí, Pituaçu e Centro Administrativo em abril de 2016, Mussurunga em outubro de 2016, junto com Flamboyant e Bairro da Paz, e depois Aeroporto, em 15 de abril de 2017. Ou seja, até abril de 2017, a gente conclui a instalação do metrô, da Linha 1 e da Linha 2, do que tem hoje previsto.
Existe, ainda, uma possibilidade de extensão de Pirajá até Águas Claras e Cajazeiras, mediante uma proposta que foi apresentada ao poder concedente, que tem que se posicionar se quer ou não quer fazer – tudo indica que sim – e uma extensão do Aeroporto a Lauro de Freitas.

Na Copa, o metrô levará torcedores ao estádio?
Uma coisa é a operação comercial normal, que começa em 15 de setembro. Antes, tem esse período de três meses de operação assistida, um prazo que é dado para o metrô e para os usuários começarem a interagir e entenderem como é que funciona e fazer os ajustes finais.
Isso começa em 11 de junho, com horário reduzido, sem cobrança de tarifa. Ao invés de funcionar de 5h até meia noite, funciona das 12h às 16h.

O trecho da Linha 1 começa a funcionar ainda sem a estação da Bonocô. Construir o elevado foi um erro?
Quando foi assinado o contrato, foram feitos vários marcos contratuais. A Estação Bonocô não consta do primeiro marco, ela está no terceiro marco – Lapa, Brotas, Campo da Pólvora e Acesso Norte, Retiro. É muito difícil avaliar uma decisão tomada no passado com as condições locais.
Tem uma série de justificativas que eu acho tecnicamente perfeitas. Tem três formas de fazer: enterrado, de superfície ou elevado. Enterrado é muito mais caro, de superfície você tem uma interferência muito grande com o trânsito e desapropriações. E elevado, no caso, deve ter sido a operação mais econômica. A decisão à época, eu tenho certeza que foi a melhor. Hoje, em função de outras demandas ambientais e estéticas, pode ser que a decisão tivesse sido outra.

No edital consta que algumas estações têm que ter estacionamento, além de locais para bicicleta. A ideia é essa, que a pessoa vá de carro até a estação?
Existe essa obrigação com relação a bicicletas. A bicicleta é um ponto fundamental de sustentabilidade, de mobilidade nas grandes cidades, além de ser saudável. Apesar de a temperatura de Salvador não ajudar muito e ter muita ladeira, também.
Então, existe a obrigação de colocar bicicletários e nós vemos com bons olhos. É uma forma fácil de integração, tendo em vista que o metrô te dá uma regularidade de viagem, uma previsibilidade, faça chuva ou faça sol, mas não tem a capilaridade que um sistema de transporte metropolitano precisa ter. Então, muitas vezes, você vai de bicicleta.

Existe a obrigatoriedade para estacionamento de carros?
Não existe, mas nós vamos em algumas estações buscar fazer essa integração com o automóvel, também, que é um público a atrair.

Qual a previsão de fluxo de passageiros no trecho até o Retiro depois da Copa?
A demanda de metrô tem um crescimento ao longo do tempo. No dia que nós inaugurarmos, uns curiosos vão querer saber como é. A adoção de um modal de transporte diferente é demorada. Nós achamos que no primeiro ano as pessoas vão aderindo aos poucos.
Posso te dar números aproximados: em 2015, média aproximada de 480 mil passageiros por dia; em 2016, de 500 mil por dia; em 2017, de 510 mil passageiros por dia; em 2018, 530 mil passageiros por dia e em 2019, média aproximada de 550 mil passageiros por dia.

Com esse fluxo, há lucro?
Toda forma de transporte público estruturante, como é o metrô, o investimento é muito alto. Gasta-se muito para construir um metrô. O custo para exploração pura e simplesmente do metrô nunca daria resultado. É por isso que é um modelo de Parceria Público Privada (PPP), é necessário que o governo aporte uma parte dos recursos e o privado complemente e recupere a parcela de investimento através da cobrança de tarifa.
Se você faz a equação econômica, o metrô é altamente vantajoso, porque você imagina que vai ter 400 mil usuários que vão usar o metrô nos três primeiros anos, e cada um economize uma hora por dia. Quanto vale uma hora por dia de cada cidadão, de 400 mil pessoas?
Vale muito dinheiro. Custo ambiental: quanto você ganha de redução de emissões, de tirar milhares de automóveis e ônibus da rua? Mas, como pagamento de tarifa, ele tem que ter uma parte subsidiada, que é o modelo de PPP. Da parte da concessionária, nós recuperamos nos 30 anos de exploração.

Para esta primeira etapa, qual será a contrapartida anual?
A contrapartida é de um modo geral. Ou seja, nós temos uma contrapartida de R$ 2,2 bilhões do governo do estado e do governo federal. Existe um cronograma de pagamento para isso, não é bem específico para marco um ou marco dois, porque uma parte dessa é complemento de tarifa também.

Cajazeiras entra no sistema quando? O projeto deveria ser feito pela CCR até janeiro. Está pronto?
Não que seja feito por nós. Nós temos uma obrigação de apresentar um estudo de viabilidade para levar o metrô de Pirajá até Cajazeiras. Nós vamos apresentar essa proposta para o governo do estado. A construção não precisa ser necessariamente feita por nós. O nosso negócio é operar o metrô. (O projeto) está pronto, nós entregamos uma primeira versão há duas semanas e agora vamos fazer alguns complementos. Até o fim do mês, a gente vai ter esse estudo pronto. O custo é irrelevante, é de engenharia, topografia, é 1% do valor total do investimento.

Qual acréscimo de passageiros ao sistema?
Ele acrescenta passageiros, mas esse acréscimo não é o mais importante do trecho. Hoje, nós temos uma população muito grande que mora ao norte de Pirajá, uma população de mais de 1 milhão de habitantes. Com integração (do metrô) com ônibus, grande parte dessa população vai pegar um ônibus e ao invés de ir até a Lapa ou até o Detran, vai até Pirajá, pegar o metrô e seguir viagem.
Quando você estende o metrô até Águas Claras, traz um benefício social muito grande, porque economiza o tempo de transporte das pessoas. Aquele trecho da BR-324 é sempre congestionado no horário de pico. O número de passageiros acrescentados não é proporcionalmente tão grande, estamos falando de alguma coisa da ordem de 30 mil passageiros por dia.

O sistema prevê integração para alimentar metrô. Não teme rejeição inicial da população por conta do preço da tarifa?
A tarifa de metrô é de R$ 3,10, quer você ande uma estação, duas ou dez. Se a pessoa quiser pegar o metrô, só, é R$ 3,10. Existe uma tarifa de integração ônibus-metrô que está definida em R$ 3,90. Por R$ 3,90, a pessoa pega um ônibus, o metrô e um segundo ônibus.
O projeto anterior prevê um trilho tradicional de lastro de brita, mas em todas as obras a partir de agora, será usada a tecnologia LVT (Low Vibration Track). O trem que rodará nos trilhos antigos terá tecnologia para rodar também nos novos?
O que já foi feito hoje foi feito em lastro de brita, não faz sentido desmontar e fazer um novo. O LVT é uma tecnologia mais moderna. Você tem uma laje de concreto, com uma sapata de concreto e uma base de um material absorvente. Aquilo reduz a vibração e o barulho do trem.

Terá vagões (carros) para mulheres?
Não está previsto até o instante. Nós chegamos agora, já estamos desencavando um longo histórico de metrô parado, então muitas coisas nós estamos aprendendo. Se houver uma demanda muito grande para vagão só para mulher, nós podemos fazer.

E o intervalo entre os trens?
Nessa primeira etapa, primeira operação comercial, agora na operação assistida e depois em setembro e até janeiro do ano que vem, nós temos os seis trens existentes. Os trens novos que nós compramos vão demorar a chegar, porque são fabricados por encomenda.
Com esses trens, nós conseguimos fazer um intervalo de dez minutos. Mas, no futuro, com a ampliação da Linha 2 e a chegada de novos trens, vai diminuindo conforme a demanda e chega a três minutos no horário de pico e seis nos horários de vale.
O senhor garante cumprir os prazos. Acha que os baianos, acostumados aos atrasos, acreditam?
Parece brincadeira, né? Muitas vezes eu falo isso, parece que há uma irresponsabilidade nossa, ‘vamos inaugurar em junho’. A gente tem tido um empenho muito grande para não frustrar novamente o cidadão soteropolitano. Existem vários fatores (para a demora), mas talvez o principal seja a mudança do modelo de negócio.
A partir de duas décadas atrás, começou a existir um modelo de concessão que evoluiu até a PPP, na qual o estado e o município ajudam com recursos. Ou seja, fazem a obra, como faziam antigamente, mas o parceiro privado é obrigado a investir uma parte e recuperar o dinheiro através da operação.
Para nós, é impossível investir em metrô e depois não operar. Quando você faz uma PPP, você tem um compromisso e só consegue recuperar seu investimento com a operação. Isso te obriga a operar, a terminar a obra no prazo e prestar um serviço de qualidade, porque se não, não atrai o usuário e toma multa.

Um relatório do Tribunal de Contas da União apontou falhas na obra executada pelo consórcio Metrosal. Já foram corrigidas? Quanto custou?
Nós, quando participamos da licitação, fizemos a avaliação da estrutura existente das obras e dos trens e o que nós percebemos é que se encontram em muito bom estado. Existe a deterioração natural com o passar do tempo. Por exemplo, os trilhos tiveram que ser esmerilhados. Os trens passaram por manutenção.
Tem componentes eletrônicos, sujeitos à maresia. Mas nada fora do contexto normal. Todo túnel em rocha é natural que passe por regiões onde tem um lençol freático e tem alguma infiltração. Essa infiltração não compromete a estrutura do túnel, é perfeitamente normal nesse tipo de serviço.

Há algum constrangimento no fato de duas das acionistas da CCR estarem sendo acusadas pelo TCU de superfaturamento desta mesma obra?
Nenhum constrangimento. A CCR, da qual o Metrô Bahia faz parte, é uma empresa de capital aberto, que tem um conselho independente. Mais de dois terços das ações são negociadas em bolsa de valores. É uma empresa que tem uma governança muito rígida.
Algumas empresas que faziam parte do consórcio Metrosal têm ações na CCR. O fato de um consórcio ter prestado um serviço para o governo com o nome de Metrosal e alguns membros serem acionistas da CCR não tem nada a ver, não temos nenhuma relação com o Metrosal. Temos uma relação comercial com o governo do estado e, se houver alguma pendência que precisa ser reparada pelo Metrosal, nós vamos acionar o governo e eles vão acionar o Metrosal.

O senhor era presidente da Controlar e foi processado no Rio Grande do Norte pelo MP por acusação de formação de quadrilha, peculato e fraude em licitação. O que diz?
Fui presidente da Controlar de 2009 a 2013. Essa questão já foi enterrada há muito tempo. A Controlar era a empresa que explorava a inspeção veicular na cidade de São Paulo. O Rio Grande do Norte queria implantar um sistema semelhante, eu fui procurado por agentes do governo que queriam conhecer o nosso modelo.
Eu recebi esses agentes como recebi de diversos outros estados. E nessas conversas é natural que haja troca de informações, eu mandei cópia de e-mails com legislação de modelo de negócios e tudo que foi feito em São Paulo e uma dessas pessoas no Rio Grande do Norte foi, posteriormente, acusada, envolvida num escândalo de favorecimento. E como tinha e-mail meu, eu acabei sendo notificado, mas já foi julgado o processo, já viram que eu não tinha nada a ver. Fui sumariamente absolvido.
Fonte - Correio  05/05/2014  (via São Paulo Trem Jeito)

domingo, 4 de maio de 2014

Valec autoriza fornecimento de trilhos para Ferrovia Norte-Sul

Ferrovias

Empresa ainda homologou licitação para compra de trilhos com objetivo de atender trecho de 1.022 quilômetros da Ferrovia Oeste-Leste

Portal Brasil
Ministério dos Transportes
foto - ilustração
A Valec Engenharia emitiu ordem de fornecimento de 10 mil toneladas de trilhos para a Ferrovia Norte-Sul (FNS), localizada entre Goiás e São Paulo, após receber as apólices de garantia do consórcio vencedor, formado pela fabricante chinesa Pangang e seu representante local, o escritório RMC.
O prazo para a entrega dos primeiros trilhos - de um total de 95,4 mil toneladas do contrato - é de 90 dias, a contar do último dia 25, data da ordem de fornecimento. A chegada dos trilhos vai garantir a continuidade do ritmo normal das obras da Ferrovia Norte-Sul. Os lotes adquiridos pelo consórcio tem como destino o trecho que liga a cidade de Ouro Verde (GO) a Estrela D'Oeste (SP), com 681 quilômetros de extensão.
O montante das garantias soma R$ 20,1 milhões, sendo R$ 6,7 milhões para cada um dos três lotes contratados. O valor é correspondente a 5% do total do contrato de R$ 402,4 milhões para fornecer 95,4 mil toneladas de trilhos para a Norte-Sul.

Mais um trecho
Quando totalmente concluída, a Ferrovia Norte-Sul (FNS) terá a extensão de 4.155,6 km e cortará os estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ferrovia, que servirá como espinha dorsal do país, foi concebida sob o propósito de ampliar e integrar o sistema ferroviário brasileiro.
O trecho de 855 km de Palmas (TO) a Anápolis (GO) está em fase final de construção. Já o trecho Açailândia (MA) - Palmas (TO) possui 719 km, subconcedido à Vale S.A em 2007, está em operação. E o trecho que liga Barcarena (PA) a Açailândia (MA) de 480 km aguarda data para licitação. Ele é parte integrante do Programa de Investimentos em Logística (PIL), do governo federal.
Além de estabelecer alternativas mais econômicas para os fluxos de carga para o mercado consumidor, a FNS será capaz de induzir a ocupação econômica do cerrado brasileiro, favorecer a multimodalidade, conectar a malha ferroviária brasileira, promover uma logística exportadora competitiva, de modo a possibilitar o acesso a portos de grande capacidade, e incentivar investimentos que irão incrementar a produção, induzir processos produtivos modernos e promover a industrialização.
Assim, dentre os benefícios esperados estão a redução dos custos de comercialização no mercado interno, o melhoramento do desempenho econômico de toda a malha ferroviária, aumento da competitividade dos produtos brasileiros no exterior, incentivos dos investimentos, modernização e produção agrícola e incremento da renda e distribuição da riqueza nacional.

Ferrovia Oeste-Leste
A empresa ainda homologou a licitação o fornecimento, descarga e nacionalização de 147.056 toneladas de trilhos para atender a Ferrovia Oeste-Leste (FIOL), no trecho de 1.022 km compreendido entre Ilhéus (BA) e Barreiras (BA). A previsão é que os primeiros trilhos cheguem ao Porto de Ilhéus em agosto, ou seja, três meses após a emissão da Ordem de Fornecimento, como previsto em edital.0
No trecho entre Ilhéus e Caetité, a FIOL atinge o nível de 37% de obras realizadas até o momento. A chegada dos trilhos garante a continuidade do ritmo normal da construção que deve ser concluída em dezembro de 2015. No outro trecho, entre Caetité e Barreiras, recentemente liberado pelo Tribunal de Contas, a Valec se prepara para retomar as obras ainda neste semestre. Assim, não há mais qualquer impedimento legal ou físico para a execução da ferrovia.

Travessia para Morro de São Paulo volta opera sem restrições

Transportes marítimos

A linha para Morro de São Paulo operou com conexão em Itaparica por sete dias

A Tarde
Da Redação
Arestides Baptista | Ag. A TARDE
Depois de passar sete dias operando com conexão em Itaparica, devido ao mau tempo, a linha marítima entre Salvador e Morro de São Paulo volta ser realizada sem restrições neste domingo, 4.
Os catamarãs saem do Terminal Náutico e fazem o percurso direto até o Morro. A viagem dura em média 2h20 e o primeiro catamarã do dia saiu às 8h30 com boa ocupação, segundo a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab). A última partida do dia será às 14h30.
Também operam sem qualquer restrição as embarcações da travessia Salvador-Mar Grande. O sistema registra fluxo de passageiros moderado e embarque imediato, com saídas dos terminais Náutico da Bahia, no Comércio, e no Hidroviário de Vera Cruz, de meia em meia hora.
A Baía de Todos-os-Santos tem condições normais de navegação. O último horário do dia saindo de Mar Grande será às 18h30 e de Salvador, às 20h.
Fonte - A Tarde  04/05/2014

Linha férrea desativada deixa herança de abandono

Ferrovias

A área pertence ao Grupo Votorantim e no local não há mais a circulação de trens

Jornal Cruzeiro do Sul
Por Sabrina Souza

Os bondes que levavam os trabalhadores às fábricas do Grupo Votorantim não passam mais pela linha de trem que liga a estação Paula Souza ao município de Votorantim, cortando bairros da zona leste de Sorocaba. Os vagões de carga da América Latina Logística (ALL) também não cruzam mais os 13 quilômetros de trilhos. Três anos depois da desativação do ramal, o cenário agora é outro: mato alto e acúmulo de lixo que servem de abrigo para moradores de rua, usuários de drogas e criminosos. Apesar do programa periódico de limpeza e manutenção da área, que o Grupo Votorantim alega realizar, e da fiscalização prevista pela Prefeitura, a herança que ficou aos moradores da Vila Assis, Barcelona e Parada do Alto é de abandono. Além disso, empresa e administração municipal não possuem planos concretos do que fazer com a linha férrea, que embora tenha contribuído com o desenvolvimento da região no passado, hoje se caracteriza como um problema de saúde pública e segurança.
Como fica em um terreno particular, a limpeza e manutenção da área da linha férrea é de obrigação de seu proprietário, o Grupo Votorantim. Cabe à administração municipal, no entanto, fiscalizar a atividade. Realizada mensalmente, como informa a empresa, e com priorização dos pontos críticos, as vistorias parecem não estarem sendo suficientes para garantir a limpeza do local. Em alguns pontos, como na rua Cervantes, o mato chega a mais de 1,5 metro de altura - ambiente favorável à proliferação de insetos, ratos e bichos peçonhentos. Moradora da Vila Assis, a faxineira Aparecida Soares lembra que chegou a encontrar escorpiões em sua casa. "Isso sem contar a água acumulada, que pode servir de criadouro para o mosquito da dengue", alerta.
Ao longo da linha é possível encontrar de tudo: lixo doméstico, móveis e restos de construção. Apesar da proibição do depósito de lixo e entulho ao longo da linha de trem, reforçada por placas instaladas no local, a prática é comum e facilitada pelo estado de abandono em que se encontra a região. É o que acredita o pedreiro João Marques de Lima. "Os próprios moradores sujam, mas vem gente de todo o lugar jogar entulho aqui", afirma ele, para quem é necessária uma intensificação da manutenção. "Pelo menos nesse trecho, a limpeza é rara e o mato cresce mais rápido do que eles limpam", cita. Mato alto que serve como esconderijo para ações ilegais, como a venda e o uso de drogas. "Em plena luz do dia, o tráfico acontece com frequência por aqui", completa o morador.
O trecho já chegou a ser caracterizado, inclusive, como uma das dez "minicracolândias" de Sorocaba, como noticiado pelo Jornal Cruzeiro do Sul em outubro do ano passado. E a presença de usuários de drogas assusta quem precisa passar pelo local, principalmente a noite. É o caso da camareira Eunice Smith, que diariamente utiliza o ponto de ônibus às margens dos trilhos por volta das 22 horas. "É um risco que quem mora aqui corre todos os dias. Acabamos ficando reféns dessa situação", lamenta. A moradora da Vila Assis relata que a irmã chegou a ser assaltada no mesmo ponto de ônibus, no começo do ano. "Ela estava passando a noite, puxaram ela pelo colar e levaram o celular", diz. Alguns metros a frente desse ponto de ônibus, próximo a uma praça na rua Doutor Moreira Sales, há uma passagem embaixo da linha férrea que, segundo relatos dos moradores, serviria de abrigo para traficantes.

Limpeza e fiscalização
A fiscalização referente à limpeza do trecho deve ocorrer nas próximas semanas. Pelo menos é o que garante a Área de Fiscalização da Prefeitura, que estaria agora finalizando as vistorias nas demais extensões da linha férrea, que pertence à ALL - processo que está em fase de finalização, conforme informou o setor. A administração municipal justifica a demora nas inspeções devido à sua complexidade, já que demanda medições individualizadas de cada trecho de linha férrea em situação irregular. A Prefeitura reforça ainda que o Grupo Votorantim vem realizado a manutenção do trecho de sua propriedade, em resposta à intimação sistemática que vêm sofrendo desde 2010.

Sem planos de uso
Mesmo com a promessa de uso do ramal para o transporte de passageiros, feita desde 2012 pelo então candidato e hoje prefeito Antônio Carlos Pannunzio (PSDB), a Prefeitura deixou de responder, através do setor de imprensa, se há ou não planos de realizar parcerias com o Grupo Votorantim para dar uma destinação à linha férrea desativada e seu entorno, ou se há um prazo para que isso ocorra. Sobre esse mesmo ponto, a empresa proprietária da linha, por sua vez, se limitou a dizer que está "estudando as possibilidades existentes" e também não deu detalhes do futuro do ramal. (Supervisão: Helena Gozzano)
Fonte - STEFZS  04/05/2014

Endividamento de 18 estados e do DF cai em três anos

Economia

De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a dívida consolidada líquida considera o que o ente público deve menos o que tem direito a receber.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Apesar de ter recorrido a empréstimos nos últimos anos para investimentos, a maioria das unidades da Federação conseguiu manter o endividamento sob controle. Segundo levantamento da Agência Brasil, a proporção da dívida consolidada líquida (DCL) em relação à que a receita corrente líquida (RCL) caiu em 18 estados e no Distrito Federal (DF) entre 2010 e 2013.
De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a dívida consolidada líquida considera o que o ente público deve menos o que tem direito a receber. A receita corrente líquida leva em conta a arrecadação com impostos e contribuições menos o que os estados são obrigados a repassar aos municípios.
Três vezes por ano, os estados e o DF enviam ao Tesouro Nacional o Relatório de Gestão Fiscal, documento que avalia o cumprimento de metas e parâmetros determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Até o início de maio, somente seis estados não haviam enviado as informações completas sobre 2013. O Amapá, o Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia e Sergipe informaram a situação até agosto do ano passado. O Piauí, até abril.
Segundo os relatórios, no Distrito Federal e em 18 estados – Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo – a proporção entre a DCL e a RCL caiu. As maiores quedas, na ordem, foram registradas em Goiás, Mato Grosso, no Paraná e no Maranhão.
Em contrapartida, a proporção subiu em oito estados – Acre, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Roraima, Sergipe e Tocantins. Lideram as altas Roraima, Sergipe, o Acre e Pernambuco, nessa ordem. No Ceará, em Minas Gerais e no Espírito Santo, o percentual subiu, mas ficou perto da estabilidade.
A principal causa para o controle do endividamento dos estados está no crescimento da arrecadação. Apesar de o valor monetário da soma das dívidas consolidadas dos estados ter aumentado 22,3% entre o fim de 2010 e o final de 2013, a soma das receitas correntes líquidas aumentou 33,8% no mesmo período.
Nos últimos anos, os estados passaram a se endividar mais porque o Tesouro Nacional autorizou os governos estaduais a contrair mais empréstimos no sistema financeiro para destinar a investimentos. Além disso, em 2012, o governo criou o Proinvest, que forneceu R$ 20 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras de infraestrutura nos estados.
Os financiamentos tiveram como objetivo estimular a economia dos governos regionais em meio ao baixo crescimento. O Tesouro Nacional controla o endividamento das unidades da Federação por meio do Programa de Ajuste Fiscal (PAF), que estabelece o cumprimento de metas fiscais pelos governos de 24 estados e do DF em troca de autorização para operações de crédito. Somente o Amapá e o Tocantins não estão no PAF.
Mesmo nos casos em que o endividamento aumentou, quase nenhum estado se aproximou do limite de 200% da proporção entre a DCL e a RCL. A exceção é o Rio Grande do Sul, cujo endividamento fechou 2013 em 208,6% No entanto, o índice para o governo gaúcho está caindo continuamente há vários anos e está dentro do cronograma de reenquadramento estabelecido por uma resolução do Senado em 2011.
Fonte - Agência Brasil  04/05/2014

Entrevista com Bob Fernandes - TVE Salvador

Entrevista


O jornalista Bob Fernandes é o entrevistado de Denny Fingergutt no programa Perfil & Opinião. Bob Fernandes é um dos mais importantes jornalistas brasileiros, é editor chefe da Terra Magazine, a revista eletrônica do Portal Terra. No programa, Bob Fernandes fala sobre sua carreira, o cinquentenário do Golpe Militar no Brasil, suas coberturas das Copas do Mundo de Futebol da Fifa, de 1994 até 2010 e as entrevistas que realizou com o ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morto em março de 2013. O jornalista revela a Denny Fingergutt que pretende publicar um livro com base nas entrevistas com Chávez. Mais sobre Bob Fernandes - Foi redator-chefe da revista Carta Capital, trabalhou nas revistas Veja e Isto É, foi repórter dos jornais Folha de São Paulo e Jornal do Brasil, comentarista da TV Gazeta e Rádio Metrópole. Paulista, Bob Fernandes considera-se um "baiano naturalizado". Formou-se em jornalismo em Salvador, na Faculdade de Comunicação da UFBA

Estudo aponta trens como alternativa para melhorar mobilidade nas grandes cidades

Transportes sobre trilhos

O relatório Trens de Passageiros – Uma Necessidade Que Se Impõe, lançado ontem, na sede da ANTT, em Brasília, apresenta resultados de um ano de estudos do Grupo de Trabalho criado para diagnosticar a situação da malha ferroviária e propor ações para ampliar a participação dos trens no deslocamento de pessoas, no Brasil. 

Agência Brasil
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Trânsito parado, carros ocupados por apenas uma ou duas pessoas, ônibus lotados que disputam espaços nas mesmas vias utilizadas pelos outros modais de transporte. As cenas são comuns e fazem com que a mobilidade urbana seja um desafio às grandes cidades brasileiras. Para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), uma das soluções possíveis para reverter o quadro é incentivar a reutilização do transporte ferroviário de passageiros.
O relatório Trens de Passageiros – Uma Necessidade Que Se Impõe, lançado ontem, na sede da ANTT, em Brasília, apresenta resultados de um ano de estudos do Grupo de Trabalho criado para diagnosticar a situação da malha ferroviária e propor ações para ampliar a participação dos trens no deslocamento de pessoas, no Brasil. O estudo aponta que há estruturas subutilizadas e que “é possível recuperar e reutilizar trechos para transporte de pessoas e de cargas”, disse o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos.
Produzido por seis subgrupos de trabalho, o relatório apresenta propostas que podem servir para a realização de políticas públicas, tanto em âmbito federal quanto estadual. Exemplo disso é a plataforma virtual que reúne informações sobre trechos de trilhos, custos financeiros e até o passo a passo de como realizar o estudo de viabilidade que é exigido pelo Ministério do Planejamento. “Com essas informações, é possível ter informações e buscar recursos para os projetos”, explicou Francisco Ferreira, um dos realizadores do protótipo, que estará disponível no site da ANTT.
Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Nilson Tadeu Júnior, afirmou que 200 milhões de pessoas circulam pelas cidades brasileiras, todos os dias, “Mas a estrutura é basicamente a mesma de 50 anos atrás”, criticou. Ele defendeu a criação de uma empresa ou órgão para coordenar a política de transporte de passageiros e implementar a Política Nacional dos Transportes Regionais, Metropolitanos e Urbanos, já definida pelo Ministério dos Transportes. A organização poderia, dentre outras medidas, promover o desenvolvimento de tecnologias nacionais. Com a adoção dessa modalidade de transporte, o especialista espera redução da poluição e dos problemas em torno da mobilidade urbana.

Outras medidas
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O Grupo de Trabalho apresentou outras medidas como premissas institucionais para a Política de Transporte Ferroviário de Pessoas; estudo de normas técnicas; diagnóstico da Indústria Ferroviária Brasileira e das tecnologias de comunicação utilizadas tanto para as operações das empresas quanto para o contato com os usuários do transporte; além da análise da condição de trechos. De acordo com o estudo, em grande parte dos 58 trechos de ferrovias analisados, “é possível, com as reformulações necessárias, o transporte de passageiros e/ou cargas”.
Hoje, o Brasil possui apenas três serviços regulares de transporte ferroviário regional de passageiros: entre Vitória e Belo Horizonte; entre Paraupebas (PA) e São Luís, conhecida como Estrada de Ferro Carajás; e de Curitiba para Paranaguá (PR). Para ampliar a oferta, o grupo propôs que o governo federal amplie os investimentos financeiros no setor. De acordo com o diretor da ANTT, ainda não há previsão de recursos para esse fim, no orçamento que vem sendo executado ou mesmo o planejado, para o ano que vem. A ideia é que o relatório embase essa decisão, bem como as que devem ser tomadas pela ANTT e pelo Ministério dos Transportes sobre a utilização das ferrovias para transporte de pessoas.
"É possível recuperar e reutilizar trechos para transporte de pessoas e de cargas”
Jorge Bastos,diretor-geral da ANTT
Fonte - STEFZS  04/05/2014