UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Brasil e EUA formam grupo de estudo sobre ferrovia

Ferrovias

Os temas prioritários de ferrovia em debate serão a expansão da rede e a implantação de novo modelo operacional - Open Access. 

RF
foto - ilustração
O ministro dos Transportes, César Borges, e o secretário de Transportes dos Estados Unidos, Anthony R. Foxx, devem anunciar hoje (29/05), às 17h, a formação de quatro grupos de trabalho para a realização de estudos sobre ferrovias, rodovias, portos e hidrovias. A parceria é consequência de um memorando de cooperação assinado pelas partes em maio do ano passado.
Os temas prioritários de ferrovia em debate serão a expansão da rede e a implantação de novo modelo operacional - Open Access. O grupo também pretende promover o intercâmbio e a cooperação nas áreas de segurança, sinalização, comunicações, padrões técnicos e operacionais, utilização de combustível alternativo, parcerias público-privadas e outros tópicos de interesse mútuo.
Segundo o Ministério dos Transportes, desde junho de 2013 técnicos brasileiros e norte-americanos promovem várias reuniões de trabalho com o fim de definir os caminhos da cooperação técnica. A criação dos grupos de trabalho visa enfrentar os desafios comuns e discutir as melhores práticas no desenvolvimento e manutenção de um sistema de transportes seguro, eficiente e ambientalmente correto.
Fonte - Revista Ferroviária  29/05/2014

Família troca SP por vida nova às margens da ferrovia Norte-Sul

Ferrovia Norte-Sul

“Não pensei duas vezes quando soube que a ferrovia estava perto de ser inaugurada. Juntei meu marido, minha filha e meus netos para sair de São Paulo e vir morar aqui. Nunca tinha pisado os pés no Tocantins, mas vim acreditando que essa área ainda vai se desenvolver muito”, diz Francisca.

Folha de S. Paulo
foto ilustração - amantes da ferrovia
Foi em 2010, por um aparelho de celular conectado a um fone de ouvido, via rádio, que Francisca Regina, 52, soube de terras que estariam à venda no Estado do Tocantins.
Nascida no Ceará, Francisca morava havia oito anos em São Paulo, mas, segundo ela, “estava cansada da rotina na cidade grande”.
O aparelhinho anunciava venda de terras próximas à ferrovia Norte-Sul, projeto iniciado em 1987 no governo de José Sarney –mas ainda hoje longe de ficar pronto. A ferrovia, quando finalizada, cortará dez Estados brasileiros, em 4.155 km de extensão.
Por enquanto, apenas o trecho que liga o Maranhão ao Tocantins, de 720 km, está concluído. Já em operação, a ferrovia tem sido usada para transporte de combustível e de soja entre as regiões Norte e Nordeste do país.
“Não pensei duas vezes quando soube que a ferrovia estava perto de ser inaugurada. Juntei meu marido, minha filha e meus netos para sair de São Paulo e vir morar aqui. Nunca tinha pisado os pés no Tocantins, mas vim acreditando que essa área ainda vai se desenvolver muito”, diz Francisca.
Por enquanto, sua casa é uma das poucas próximas à ferrovia, no loteamento de Luizmangue, distrito do município de Porto Nacional (a 60 km de Palmas), por onde passam os trilhos da Norte-Sul.
Francisca lembra que, pelo “preço” do pioneirismo, passou por dificuldades até conseguir finalizar a estrutura da nova morada.
“Quando chegamos, não tinha nem luz nem água. Nós íamos buscar água no lago, próximo ao rio Tocantins.”
E a casa ainda não está completamente pronta. Falta finalizar o reboco e a pintura e construir um muro para demarcar o terreno.
A área no entorno também apresenta problemas. É um local deserto e escuro. São poucos postes de iluminação pública.
“Ainda falta um ponto de ônibus por aqui e uma passarela também, pois com a ferrovia aumentou o número de caminhões na pista. São coisas que ainda precisam de ajustes, e quem veio primeiro tem que enfrentar isso”, diz a dona de casa Viviane Lima, 32, filha de dona Francisca.
Fonte - Revista Ferroviária  28/05/2014

Maré baixa suspende a travessia Salvador-Mar Grande

Utilidade Pública

Segundo informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), a suspensão do atendimento a contece nos dois sentidos.

A Tarde
Da Redação
Marco Aurélio Martins | Ag. A TARDE
Por conta da maré baixa, a travessia marítima Salvador-Mar Grande será interrompida nesta quinta-feira, 29, das 9h às 10h30.
Segundo informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), a suspensão do atendimento a contece nos dois sentidos.
Quando as oito embarcações retomarem o transporte de passageiros, as saídas devem acontecer a cada 30 ou 15 minutos, a depender da demanda.
A última saída de Mar Grande acontece às 18h30 e, de Salvador, às 20h.
Já a linha Salvador-Morro de São Paulo opera sem restrições, assim como as escunas do "Passeio às Ilhas" da Baía de Todos-os-Santos. Para Morro, os horários de saída são às 9h, 10h30, 13h e 14h30. Já as saídas de Morro são às 9h, 9h30, 12h30 e 15h.
Fonte - A Tarde  29/05/2014

O emprego e a urna - O Brasil e a Europa

Política

O avanço da extrema direita numa Europa com 26 milhões de desempregados mostra o quanto é perigosa a agenda que pretende replicar aqui o arrocho praticado lá.

Por  Saul Leblon - Carta Capital

Berço do Renascimento e das ideias libertárias, a Europa se transformou em um enorme depósito de desempregados.
Vinte e seis milhões de trabalhadores foram cuspidos do mercado de trabalho pelo arrocho neoliberal que se arrasta por seis anos.
Vinte e cinco por cento dos eleitores do continente responderam à desordem dando seus votos às ideias xenófobas, de extrema direita, eurocéticas e fascistas nas eleições deste domingo, na renovação do parlamento europeu.
O conservadorismo brasileiro faz olhar de paisagem.
A mídia trata o terremoto como um sismo em terras distantes.
Um assunto estranho a sua pauta.
Não é.
Os interesses que modularam o funeral do Estado Social europeu nas últimas décadas, e jogaram a pá de cal nesta crise, estão mais do que nunca atuantes na disputa presidencial em curso no Brasil.
O palanque conservador nomeia o arrocho fiscal, de consequências sabidas, como a principal alavanca corretiva para os gargalos da economia brasileira.
Trata-se de recuar o Estado para o mercado agir e a sociedade prosperar.
É a ‘contração expansiva’.
Bordão do discurso ortodoxo, ela resultou no estado de sítio econômico imposto à Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda etc
A semeadura foi colhida nas urnas de domingo.
A extrema direita capturou um em cada quatro votos depositados nas urnas.
Seu lema remete à legenda dos salvadores da pátria dos anos 30.
Suásticas de ilustrativa rigidez prometiam então substituir a desordem econômica alarmante por uma ordem policial atuante.
Nenhuma outra dimensão da luta política condensa de forma tão significativa o conflito de interesses subjacente às eleições brasileiras de 2014 quanto a pergunta:
- Que futuro os candidatos reservam ao emprego no país?
A economia brasileira terá que criar 6,7 milhões de vagas nos próximos cinco anos. Pouco mais de 1,2 milhão por ano, para responder ao aumento da população economicamente ativa.
O cálculo é da Organização Internacional do Trabalho, a OIT.
No ciclo de governos do PT (de 2003 a 2013), o Brasil criou cerca de 15,8 milhões de empregos.
Os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso deixaram um saldo de apenas 800 mil vagas na economia.
Assim: um corte de milhão de vagas no primeiro mandato e um acréscimo de 1,8 milhão de empregos nos quatro anos seguintes.
A criação média de empregos no Brasil sob a presidência do PSDB, portanto, foi de 100 mil postos por ano.
No ciclo de governos progressistas (2003/2013) foi de 1,5 milhão/ano.
Ao mês, o PT gerou mais vagas do que cada ano de mandato tucano.
As condições econômicas foram distintas, pode-se argumentar.
Sem dúvida.
Assim como é forçoso recordar: desde 2007/2008 o mundo mergulhou na maior crise do capitalismo dos últimos 80 anos.
O que teria sido do país se os sábios banqueiros do PSDB estivessem no comando da economia então?
Não estavam e 11 milhões de empregos foram criados no período: quase 1,6 milhão de vagas por ano.
Ignorar a lógica econômica que condicionou o resultado das eleições europeias é perturbador.
Os mercados festejaram.
As bolsas europeias subiram com força na segunda-feira e nesta terça, enquanto os números consolidados dimensionavam os talhos no futuro da democracia.
A Frente Nacional (FN), de extrema direita, passará a dispor de 24 cadeiras parlamentares, tendo alcançado cerca de 25% dos votos na França – 18 pontos acima do último pleito (leia a análise de Eduardo Febbro, de Paris; nesta pág.).
Na Inglaterra, o direitista Partido da Independência se tornou a bancada mais forte, ultrapassando o Partido Trabalhista de David Cameron
Na Áustria, o Partido da Liberdade (FPÖ) conquistou 20,5% dos votos em todo o país.
Nos países escandinavos, as propostas da extrema direita abriram espaços inéditos no Parlamento de Estrasburgo, no qual 140 dos 751 assentos serão ocupados por deputados para os quais o ideário chauvinista e antissemita não é estranho.
O coletivo dos professores banqueiros do PSDB --e seu ativo retransmissor midiático-- está longe de endossar o nacionalismo de uma Europa machucada pelo alto preço da subordinação a uma moeda manejada em benefício de Berlim, Bruxelas e da alta finança.
Mas as ideias econômicas que alimentam seus candidatos formam costelas do mesmo espinhaço a partir do qual ganharam vida própria os Le Pen, o Aurora Dourada, os Nigel Farage e assemelhados.

A saber:
a) o país vive uma pressão inflacionária decorrente do excesso de demanda;
b) este deriva do abusivo aumento do poder de compra dos trabalhadores, puxado pelo reajuste real de 60% do salário mínimo nos governos Lula/Dilma;
c) a renda das famílias cresce ininterruptamente há mais de 4 anos ;
d) sustenta o insustentável: a expansão da demanda interna --atendida, em mais de 20%, no caso de manufaturados, pelas importações;
e) a solução para o estresse macroeconômico, somatizado em alta de preços, passa por um tratamento de choque: alta dos juros, arrocho fiscal do Estado, desemprego e achatamento salarial.
A mídia cuida de dar a esse receituário um sentido de urgência, travestido na narrativa diuturna de um país aos cacos.
Ingredientes objetivos evocados no confronto político de uma época muitas vezes são idênticos dos dois lados da disputa.
O que distingue as margens do rio é menos a sua composição e mais a natureza determinante que se atribui a cada um dos elementos.
Resistir passa por identificar politicamente os fatores que podem diferenciar a qualidade social da transição para um novo ciclo.

Hoje, por exemplo:
- a inflação reflete pressões conjunturais de safra, mas também outras que vieram para ficar, decorrentes de uma mudança estrutural na economia;
- o setor de serviços (telefonia, saúde, energia, bancos etc.), que teve gordas fatias capturadas pelo capital estrangeiro (leia neste blog ‘Um tabu que sangra o Brasil’) elevou sua participação no PIB, de 63% para 68,5% nos últimos oito anos;
- a inflação dos serviços tem crescido acima de 8% ao mês (dois ou três pontos acima da média);
- combate-se isso com mais oferta, fiscalização e, sobretudo, regras de reinvestimento;
- nenhuma ‘abertura comercial’ do tipo ‘deixai o mercado agir por conta própria’ vai resolver: serviços são de difícil importação;
- tampouco a alta dos juros supera o impasse; na verdade, apenas agravará seu outro polo : o enfraquecimento do setor industrial;
- o recuo da industrialização vem de longe: em 1985 o setor fabril produzia 27% da riqueza agregada ao PIB brasileiro; em 1996 a fatia retrocederia oito pontos e mais quatro agora, situando-se em 14%;
- a desindustrialização pesada do ciclo tucano foi impulsionada justamente pela panaceia livre mercadista que se pretende reeditar: privatizações, câmbio desfavorável, juro alto e abertura comercial suicida.
Os governos do PT agiram sobre essa lógica parcialmente. E de forma lenta.
Manteve-se até 2008 a dupla turbina do juro alto e câmbio valorizado.
A política econômica dos últimos anos, no entanto, introduziu um redefinidor potente na equação.
Ele dificulta sobremaneira a aplicação da vacina ortodoxa novamente.
Os programas sociais, o salário recomposto e a forte geração de emprego elevaram o mercado de massa à inédita condição de ator principal do enredo econômico brasileiro.
A centralidade desse novo protagonista vincula o ajuste preconizado pelo conservadorismo a uma taxa de desemprego de teor inflamável equivalente à produzida pela troika na UE.
Tampouco, porém, a nova escala social cabe no figurino da infraestrutura e da logística existente.
Estudos de organismos do Banco Mundial, citados pelo jornal Valor esta semana, indicam que o estoque de infraestrutura existente no país equivale a 16% do PIB.
A média nos países desenvolvidos é de 71% do PIB.
O novo mercado de massa reúne 53% da população, que nos últimos 12 anos elevou, por exemplo, em 182% o número de passageiros nos aviões e fez crescer em 182,5% o trânsito nas rodovias.
Como superar esse descompasso no menor prazo de tempo possível é a pergunta que grita na equação política brasileira, sendo cada vez mais audível nas ruas.
O conservadorismo quer resolver o impasse cortando o mal pela raiz.
Devolvendo a pasta de dente ao tubo do desemprego e do arrocho saneador.
Foi a solução endossada pela socialdemocracia europeia com as consequências contabilizadas no último domingo.
Cabe ao campo progressista brasileiro aprofundar a lógica oposta, abraçada pela esquerda que emerge das cinzas da rendição socialdemocrata.
Ou seja, dar ao novo protagonista social o espaço democrático necessário para renovar a correlação de forças do desenvolvimento brasileiro.
A eleição de outubro deve servir a esse credenciamento.
O resto é arrocho.
Fonte - Carta Capital  28/05/2014

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Governo baiano recebe autorização para construir o novo aeroporto de Ilhéus

Bahia

No ato, também foi assinada portaria transferindo, da Infraero para o governo baiano, a gestão do empreendimento. O ato contou com a presença do chefe de gabinete da Casa Civil em exercício, Bruno Dauster, representando o governador Jaques Wagner.

TB
foto - ilustração
O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, assinou, nessa terça-feira (27/5), em Brasília, convênio de delegação com o Governo da Bahia, que prevê a construção, ampliação, reforma, administração, operação, manutenção e exploração econômica do novo Aeroporto Internacional de Ilhéus.
No ato, também foi assinada portaria transferindo, da Infraero para o governo baiano, a gestão do empreendimento. O ato contou com a presença do chefe de gabinete da Casa Civil em exercício, Bruno Dauster, representando o governador Jaques Wagner.
Segundo Dauster, o próximo passo é licitação da obra. "O processo licitatório acontecerá sob o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) e a previsão é de que seja realizado ainda este ano", informou.
O governador Jaques Wagner comentou que a concessão da gestão é essencial para o fortalecimento da aviação civil e o turismo na região sul do estado, ao esclarecer que a delegação foi um pedido do governo baiano para agilizar a obra.
Com um investimento orçado em aproximadamente R$ 220 milhões, o aeroporto internacional de Ilhéus prevê a construção, inicialmente, de duas pistas de três mil metros cada, pistas de taxiamento e um terminal de passageiros. As obras devem ser iniciadas entre o final deste ano e o início de 2015, com prazo de conclusão em 30 meses após o início das obras.
O novo aeroporto será construído em área de 979 hectares, entre a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), na margem direita da BR-415, e faz parte do tripé de desenvolvimento do sul da Bahia: o Complexo Porto Sul, que integra aeroporto, ferrovia e próprio porto.
Fonte - Tribuna da Bahia  28/05/2014

Câmara aprova texto-base do PNE, destaques serão votados na próxima semana

Educação

Com a galeria tomada por estudantes, professores e trabalhadores da educação, a Câmara dos Deputados aprovou hoje (28), por unanimidade, o texto-base do projeto que institui o Plano Nacional de Educação (PNE).

Luciano Nascimento 
Repórter da Agência Brasil 

O PNE estabelece 20 metas a serem cumpridas nos próximos dez anos. Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo; o aumento de vagas em creches, no ensino médio, no profissionalizante e nas universidades públicas; a universalização do atendimento escolar para crianças de 4 a 5 anos e a oferta de ensino em tempo integral para, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica. O plano destina também 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação – atualmente são investidos menos de 6% do PIB.
Votação do texto-base do Plano Nacional de Educação na Câmara dos DeputadosJosé Cruz/Agência Brasil
De acordo com o relator, Ângelo Vanhoni (PT-PR), a educação integral é a meta mais revolucionária do PNE. “Em países desenvolvidos, os pais levam os alunos à escola às 7h da manhã e pegam às 17h. Isso porque a grade curricular, os sistemas municipais de ensino, contam com os conteúdos básicos – matemática, português, história, etc – e aulas de reforço no período da tarde, com tempo de sobra ainda para aulas de música, dança”, comparou.
Os deputados votaram conforme o parecer de Vanhoni, que alterou o texto aprovado no Senado. A principal mudança foi a alteração no artigo que trata do financiamento da educação.
A comissão especial da Câmara que debatia a proposta aprovou a meta de atingir a aplicação de 10% do PIB em educação pública ao final dos dez anos, conforme versão aprovada pela Casa em 2012. O texto do Senado previa que os recursos também poderiam ser utilizados em isenção fiscal e em subsídios a programas de financiamento estudantil.
Nas galerias da Câmara, estudantes, professores e profissionais de educação seguravam cartazes e pediam a aprovação do PNE. Os manifestantes foram autorizados a acompanhar a votação no plenário e comemoraram o resultado sob os gritos de “10% do PIB para educação”.
A votação do texto-base foi uma maneira de ganhar tempo na negociação dos temas considerados polêmicos como o que trata do financiamento da educação. O tema vai ser debatido novamente na próxima semana quando os deputados devem votar os destaques ao texto.
Outro ponto a ser debatido é a possibilidade de a União ter de complementar recursos de estados, Distrito Federal e municípios se estes não atingirem o montante necessário para cumprir padrões de qualidade na educação, conceituados como Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi) e Custo Aluno Qualidade (CAQ).
A votação dos destaques do PNE farão parte do esforço concentrado anunciado nessa quarta-feira, pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A intenção de realizar um esforço concentrado para votar matérias de maior apelo da sociedade.
Fonte - Agência Brasil  28/05/2014

Janot diz que decisão sobre semiaberto gera insegurança jurídica

Política

Durante apresentação do relatório do Programa Segurança sem Violência, Janot ressaltou que as medidas alternativas ajudam na ressocialização dos presos e devem ser incentivadas para crimes em que o potencial ofensivo seja menos danoso à sociedade.

Ivan Richard 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse hoje (28) que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, sobre a necessidade de cumprimento de um sexto da pena antes da concessão do benefício do trabalho externo a presos no regime semiaberto pode causar insegurança jurídica e prejudicar presos nessa situação.
Com base no Artigo 37 da Lei de Execução Penal, que prevê a regra, Barbosa negou há duas semanas o pedido feito pela defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e revogou o benefício ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, aos ex-deputados federais Valdemar Costa Neto, Pedro Corrêa e Carlos Alberto Pinto Rodrigues (Bispo Rodrigues), além de Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do então Partido Liberal.
Durante apresentação do relatório do Programa Segurança sem Violência, Janot ressaltou que as medidas alternativas ajudam na ressocialização dos presos e devem ser incentivadas para crimes em que o potencial ofensivo seja menos danoso à sociedade.
“O problema que se coloca em interpretação de direito é a segurança jurídica. Tínhamos uma interpretação, já de algum tempo, de que não seria necessário o cumprimento de um sexto da pena para que o preso pudesse alcançar o privilégio do trabalho externo. Uma modificação nessa interpretação jurídica pode causar insegurança jurídica. E, em causando insegurança jurídica, pode refletir em demais presos sim”, argumentou Janot.
Sem citar diretamente o ministro Joaquim Barbosa, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Coêlho, disse que uma mudança na aplicação da regra para aplicação do benefício do trabalho externo a presos condenados a regime semiaberto vai prejudicar mais de 77 mil detentos nessa situação.
“Temos hoje no Brasil 77 mil presos no regime semiaberto. A todos eles, sem discriminação, deve se dado o direito ao trabalho, porque esse é o regime da lei. Não pode haver vitória do discurso da intolerância: se o condenado é inimigo eu devo cumprir a lei, se é amigo não devo cumprir. A interpretação vingativa de um caso concreto não pode prejudicar 77 mil presos nesse regime assegurado por lei”, frisou o presidente da OAB.
Fonte - Agência Brasil  28/05/2014

Bahia terá primeiro complexo de energias eólica e solar do Brasil

Energia Eólica

O complexo prevê a instalação de cerca de 20 mil placas fotovoltáicas, que serão ligadas a quatro inversores e, em seguida, a uma subestação. A estação também receberá a energia que será produzida pelos parques eólicos. Segundo o presidente da Renova Energia, Mathias Becker, o objetivo é encontrar uma forma economicamente viável de explorar a energia solar no Brasil.

TB
foto - ilustração
A Bahia será o primeiro estado do país a receber um complexo híbrido de geração de energia eólica e solar, que será construído pela Renova Energia em Caetité, no Sudoeste baiano.
Com investimentos de R$ 130 milhões, o empreendimento terá capacidade instalada de 26,4 megawatts (MW), sendo 21,6 MW de eólicas e 4,8 MWpico de energia solar.
A Renova já recebeu a primeira parcela de R$ 6 milhões do financiamento de R$ 108 milhões firmado com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para iniciar a construção da usina, que está prevista para entrar em operação no início de 2016.
O complexo prevê a instalação de cerca de 20 mil placas fotovoltáicas, que serão ligadas a quatro inversores e, em seguida, a uma subestação. A estação também receberá a energia que será produzida pelos parques eólicos. Segundo o presidente da Renova Energia, Mathias Becker, o objetivo é encontrar uma forma economicamente viável de explorar a energia solar no Brasil.
“Na região de Caetité, as duas fontes são complementares. Na prática, a produção de energia eólica é maior no período noturno, quando a geração de energia solar é praticamente nula. A combinação das duas fontes garante o fornecimento contínuo de energia do projeto e reduz o custo da fonte solar, que separadamente ainda é elevado”, afirmou Becker.
O secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, comemora o pioneirismo. “Nossas jazidas de vento do semiárido baiano agora serão também solares. A Bahia é o único Estado a ter comercializado energia em todos os leilões com contratações realizadas para a fonte eólica, com investimentos de R$ 12 bilhões”.
Correia lembra ainda que o projeto híbrido da Renova além de usar as fontes naturais de forma sustentável, faz com que elas se tornem competitivas em termos de custo. O fornecimento de energia firme do complexo, de 12 MW médios (o equivalente ao consumo de uma cidade com 130 mil pessoas), foi comercializado por meio de um contrato de 20 anos de duração no mercado livre.
Segundo a Renova, a empresa deverá incluir projetos de fonte solar e eólica no leilão de energia do tipo “A-5” (que negocia contratos com início de fornecimento em cinco anos), marcado para 12 de setembro, e no leilão de energia de reserva, ainda em estudo pelo governo. No ano passado, a empresa cadastrou 200 MW de fonte solar no leilão “A-5”.
Fonte - Tribuna da Bahia  28/05/2014

SuperVia inaugura quinto trem nacional

Transportes sobre trilhos

As composições adquiridas têm oito carros, ar-condicionado, passagem interna entre os carros, sistema que não permite a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de câmeras, painéis de LED e capacidade de transportar até 2.400 passageiros.

RF
foto - ilustração
A SuperVia inaugurou ontem (27/05), na estação Central do Brasil, o quinto trem nacional comprado pela concessionária. O evento contou com a presença do presidente da empresa, Carlos José Cunha, e da secretária estadual de Transportes, Tatiana Vaz Carius. A composição integra a compra de 80 novos carros nacionais antecipada em quatro anos pela concessionária, e que, segundo a SuperVia, estará completa em setembro.
As composições adquiridas têm oito carros, ar-condicionado, passagem interna entre os carros, sistema que não permite a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de câmeras, painéis de LED e capacidade de transportar até 2.400 passageiros. O trem circulará durante uma semana em operação assistida no ramal Deodoro, entre 10h e 15h.
A renovação da frota da SuperVia foi iniciada em 2012, quando o Governo do Estado entregou 120 carros chineses, que estão em circulação, e realizou a compra de mais 240 carros. O primeiro deles foi entregue semana passada, e segundo a SuperVia, devem iniciar seus testes operacionais nas próximas semanas.
Fonte - Revista Ferroviária  28/05/2014

Termina greve dos rodoviários em Salvador

Salvador

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado da Bahia, Hélio Ferreira, os ônibus voltaram a circular logo depois da decisão da assembleia da categoria, por volta das 14 horas. 

Aline Leal 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Terminou no início da tarde de hoje (28) a greve dos rodoviários de Salvador, que começou segunda-feira. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado da Bahia, Hélio Ferreira, os ônibus voltaram a circular logo depois da decisão da assembleia da categoria, por volta das 14 horas.
A proposta aceita prevê reajuste salarial de 9%, tíquete no valor de R$ 14 e jornada de sete horas de trabalho com intervalo de 20 minutos para descanso e gratificação de carnaval.
O acordo determina ainda a formação de uma comissão permanente de negociação para tratar da implantação de um plano de participação de lucros e resultados e também do desconto referente ao tíquete-alimentação.
Segundo Ferreira, a adesão à greve foi total. Na segunda-feira (26), o sindicato já havia fechado acordo com os donos das empresas de ônibus, mas parte dos rodoviários não ficou satisfeita, e saiu às ruas na tarde do mesmo dia para protestar.
Fonte - Agência Brasil  28/05/2014

Operação do VLT pode começar apenas por São Vicente

Transportes sobre trilhos

A expectativa de avançar os trabalhos em Santos pode ser resolvida em conversas nesta semana. EMTU e Prefeitura precisam se entender quanto à interdição de vias importantes para a execução das obras do VLT – principalmente os trechos que cruzam os canais.

A Tribuna
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Não é o que esperamos, mas já chegamos a conversar sobre essa possibilidade”. É com certa resignação que o gerente de Projeto e Implantação de Sistema da EMTU, Carlos Romão Martins, comenta a possibilidade de a operação comercial do VLT começar apenas por São Vicente. Com 85% das obras concluídas, o trajeto vicentino está muito mais avançado que o trecho santista.
A expectativa de avançar os trabalhos em Santos pode ser resolvida em conversas nesta semana. EMTU e Prefeitura precisam se entender quanto à interdição de vias importantes para a execução das obras do VLT – principalmente os trechos que cruzam os canais.
O descarregamento do primeiro trem do VLT ocorreu na manhã desta terça-feira na estação da Linha Amarela, em São Vicente, próxima ao cruzamento com a Rua Amador Bueno da Ribeira.
“Nos canais 1, 2 e 3, nas vias permanentes, nós não conseguimos fazer praticamente nada ainda. Estamos discutindo a menor interferência no tráfego. A Prefeitura sinaliza a intenção de fazer um trecho de cada vez. Mas nós entendemos que precisamos fazer a obra avançar com uma logística adequada. Ou seja, ela precisa vir num ritmo e em sequência”, afirma Romão, citando que serão feitas nove pontes nesses locais.
Caso o desejo da Prefeitura prevaleça, a EMTU cogita prorrogar o prazo de conclusão. A obra, prevista para junho, poderá avançar até dezembro de 2015. “É uma situação complicada, pois os pátios ficam em Santos e, a partir do final deste ano, vamos receber duas composições completas por mês”.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Santos afirma que o cronograma de obras depende da EMTU. Citou, porém, que cada etapa de interdição é planejada pela CET para que haja o mínimo de transtorno ao trânsito. A população, segundo o órgão, será avisada previamente das mudanças viárias, e a intenção é que os impactos viários sejam mínimos.
No trecho vicentino, medidas radicais foram tomadas nos últimos meses, gerando reclamações e contratempos no trânsito. A principal delas foi a derrubada do viaduto da Avenida Antônio Emmerich. Também se fecharam os cruzamentos das Ruas Campos Salles, Ipiranga e XV de Novembro, ligados ao Centro.
Fonte - Revista Ferroviária  28/05/2014

Sem acordo, metroviários decidem parar no dia 5 de junho em SP

Metrô de SP

Na assembleia, foi aceita a proposta do núcleo de conciliação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de não realizar greve até a próxima tentativa de acordo, marcada para o dia 4 de junho.


Valor Econômico
Folhapress 
foto - ilustração
São Paulo - Os funcionários do Metrô de São Paulo decidiram na noite desta terça-feira (27) entrar em greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 5 de junho.
Em assembleia no Sindicato dos Metroviários, foi rejeitada a proposta de reajuste salarial oferecida pelo Metrô, de 5,2%. Os funcionários pedem 35,47%.
Na assembleia, foi aceita a proposta do núcleo de conciliação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de não realizar greve até a próxima tentativa de acordo, marcada para o dia 4 de junho.
Foi rejeitada, porém, a proposta de acordo do TRT de reajuste salarial de 9,5%. "Nós vamos arrancar nossa reivindicação, que é de dois dígitos", disse o presidente do sindicato, Altino Prazeres, que é ligado ao PSTU.
Uma parte da categoria defendia que a paralisação fosse iniciada antes, mas prevaleceu a posição escolhida pela direção do sindicato.
"Nós não escolhemos a data da Copa do Mundo, mas a proximidade da Copa cria uma pressão enorme sobre o governo de São Paulo e sobre o tribunal, então greve tem que ser dia 5", disse Prazeres.
Fonte - STEFZS  28/05/2014

Siemens prepara proposta para comprar Alstom

Internacional

Christophe de Maistre, que comanda a Siemens France, elogiou a proposta da empresa alemã de incorporar suas operações no setor ferroviário na Alstom, bem como a quantia não especificada de dinheiro em troca de ativos do grupo francês fabricantes de turbinas.
De Maistre disse que isso criaria duas "campeãs europeias de alcance mundial". 

Financial Times
Valor Econômico
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A Siemens anunciou que está preparando a apresentação de uma proposta oficial de compra da Alstom, ao mesmo tempo em que pressiona o parlamento francês para que aceite sua ideia de criar duas "campeãs" europeias em geração de energia e transporte ferroviário, e derrotar a proposta concorrente da General Electric.
Executivos da GE e da Siemens vêm mantendo conversações a portas fechadas com ministros franceses há semanas, mas ontem revezaram-se publicamente em defesa de seus planos no que diz respeito à Alstom perante uma comissão parlamentar francesa.
Christophe de Maistre, que comanda a Siemens France, elogiou a proposta da empresa alemã de incorporar suas operações no setor ferroviário na Alstom, bem como a quantia não especificada de dinheiro em troca de ativos do grupo francês fabricantes de turbinas.
De Maistre disse que isso criaria duas "campeãs europeias de alcance mundial". Mas ele disse que a Siemens não tomará uma decisão apressada e que apresentará uma proposta final até 16 de Junho, o mais tardar.
Em comentários preparados para apresentação à comissão, Jeff Immelt, presidente-executivo da GE, disse a Patrick Kron, principal executivo da Alstom, que a companhia americana contactou a francesa sobre o negócio porque "ele sabe que o sucesso de longo prazo no setor de eletricidade exige escala e recursos maiores do que a Alstom tem à sua disposição". Ele acrescentou que uma empresa combinada GE-Alstom no setor de energia teria mais força e diversidade de tecnologias, e melhores condições de competir, especialmente nas economias emergentes, que deverão ter forte crescimento na demanda por eletricidade.
De acordo com seus comentários, Immelt disse que a França teria maior influência no setor energético mundial se o negócio com a GE for aprovado, bem como mais sedes de tomada de decisões e de gastos com P&D.
Ele concluiu: "A Alstom não será absorvida pela GE; em vez disso, as operações combinadas serão um verdadeiro líder de poder mundial com sede em França".
Sob pressão dos ministros franceses, a GE já prorrogou o prazo para a Alstom entrar em conversações exclusivas até 23 de junho. A Siemens poderia fazer uma oferta formal no fim desta semana, segundo uma pessoa próxima às negociações.
A GE é amplamente considerada como favorita na disputa pela Alstom, uma vez que conta com o apoio de Kron e ofereceu concessões em questões de importância vital para as autoridades francesas, entre elas a manutenção de postos de trabalho e a delicada questão das operações no setor nuclear.
A Siemens, em meio a uma revisão estratégica sob seu novo executivo-chefe, Joe Kaeser, ainda precisa convencer investidores e funcionários dos méritos de aliar-se à Alstom. Kaeser também defronta-se com obstáculos antitruste.
De Maistre deixou claro que a Siemens está avaliando os riscos legais e financeiros para estabelecer o valor justo da Alstom, que está sendo investigada por corrupção no Reino Unido, EUA e Brasil.
A Siemens considera sua proposta envolvendo o setor ferroviário como um trunfo na disputa pela Alstom, pois argumenta que a GE não explicou como ativos da Alstom no setor de transportes competiriam com concorrentes chineses de maior porte.
"Se é um bom ou mau negócio para os acionistas [da Siemens] dependerá, em última análise, de preço e execução", disse Henning Gebhardt, diretor de departamento na DWS.
Fonte - Revista Ferroviária  28/05/2014

Franklin Martins diz que “não houve” mensalão e que a Globo quer “comandar o país”

Política

Franklin Martins faz observações atiladas sobre a democratização da mídia. Ele observa que o Brasil promove mudanças lentas, porque a construção de maiorias costuma se formar mais vagarosamente no Brasil. Somos grandes demais, diversos demais. O processo de formar maiorias é mais difícil aqui.

Miguel do Rosário
A entrevista foi publicada, em outubro do ano passado, numa revista de Porto Alegre, chamada Bastião, cujos editores eu tive o privilégio de conhecer em Brasília na semana passada. Mas eu só li há alguns dias e logo constatei duas coisas: 1) ela ainda é super atual; 2) não circulou quase nada pela blosgosfera. Então ela é quase inédita!
Franklin Martins faz observações atiladas sobre a democratização da mídia. Ele observa que o Brasil promove mudanças lentas, porque a construção de maiorias costuma se formar mais vagarosamente no Brasil. Somos grandes demais, diversos demais. O processo de formar maiorias é mais difícil aqui.
Mas quando estas se formam, duram muito. Permanecem consolidadas com mais firmeza do que em outros países, que conseguem construir maiorias com mais agilidade, como a Argentina, onde tudo é mais rápido por ser o debate político muito concentrado apenas em Buenos Aires.


Franklin observa que uma das funções da internet é criticar a grande mídia, e que esta, se quiser sobreviver, terá que se adaptar a estas críticas, que são saudáveis e democráticas.
Entretanto, o trecho que me chamou a atenção foi sua observação sobre a ruptura editorial da Globo, a partir da cobertura do mensalão. Franklin, que era comentarista político no Jornal da Globo, faz uma acusação grave ao jornalismo da emissora: ela se recusava a investigar a coisa mais importante, a origem do dinheiro do valerioduto, porque aquilo poderia atrapalhar a sua “teoria”.
Mais tarde, a Procuradoria, e Joaquim Barbosa – juiz responsável, desde o início, por acompanhar as investigações do Ministério Público – ajudariam a Globo a explicar a origem do dinheiro do valerioduto, ao encampar a tese do desvio do Fundo de Incentivo Visanet, em detrimento de um relatório da Polícia Federal, que dizia o contrário.
A PF, através do relatório do Inquérito 2474, assinado pelo delegado Luiz Flavio Zampronha, mostrava que a maior parte dos recursos de Marcos Valério tinha vindo de empresas controladas por Daniel Dantas, e que as negociatas de Valério tinham começado bem antes da era Lula.
Quanto ao Visanet, o Laudo 2828, também da PF, provaria que os recursos não estavam sob responsabilidade de Henrique Pizzolato, o único petista na cúpula do Banco do Brasil, derrubando a teoria de que havia um “núcleo petista” instalado dentro do BB, sob ordens secretas de Dirceu, para desviar os recursos necessários ao esquema de compra de voto.
“A Globo resolveu acabar com o pluralismo”, observa Martins, porque decidiu voltar a algo que estava em seu DNA: “comandar o país”.


Franklin Martins torce para que a Globo não consiga realizar o seu intento (de comandar o país) em 2014. Nós também torcemos, caro Franklin. Nós também.


















Fonte - O Cafezinho  28/05/2014

Ferrovia é aposta do Porto para o crescimento do complexo santista

Infraestrutura

Em 13 meses, a concessionária América Latina Logística (ALL) concluirá a duplicação de sua malha paulista.De 114 milhões de toneladas movimentadas no Porto de Santos 23%) foi transportado em ferrovias,esse índice de participação não agrada a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp)...

A Tribuna de Santos
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Das mais de 114 milhões de toneladas movimentadas no Porto de Santos no último ano, menos de um quarto (23%) foi transportado em ferrovias. O modal, considerado estratégico para o crescimento do complexo santista, ainda pena para atrair clientes. Como resultado, a migração das cargas até cresce, mas em um ritmo lento.
Esse índice de participação não agrada a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Administração Portuária. Sua atual direção gostaria de pelo menos dobrá-lo até 2024, ano em que o cais santista deve movimentar 240 milhões de toneladas, mais do que duas vezes o resultado de 2013, segundo estudos da estatal. Para que isso aconteça, a Docas aposta nas ferrovias e quer implantar “tudo o que está planejado” para o meio de transporte.
A intenção, de acordo com o diretor de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp, Luis Montenegro, é “criar possibilidades” junto ao Governo Federal e até mesmo com a iniciativa privada, dentro dos quadros de concessões, para viabilizar cada vez mais a utilização das ferrovias, ao invés dos rodovias.
“A decisão sobre o melhor acesso ferroviário ao Porto de Santos é uma matéria em que a gente vai se debruçar muito forte, principalmente no que diz respeito à multimodalidade”, garantiu. Montenegro explicou ainda que a ideia é cada vez mais provar que o modal é uma alternativa válida e, financeiramente, vantajosa para as empresas que querem escoar a produção nacional ou, então, importar cargas.

Confiabilidade
Dar “confiabilidade” ao sistema ferroviário é justamente o que defende o ex-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e especialista no setor Rodrigo Vilaça, ao ressaltar o potencial do modal para o Porto de Santos. Segundo ele, as empresas que atuam no cais estão cada vez mais investindo estruturalmente para atrair mercado e anteder à demanda.
“Temos que destravar os acessos terrestres. Nós temos que resolver todos os impactos logísticos, além de toda a questão burocrática, que, muitas vezes, acaba trabalhando como um impeditivo”, comenta. A ideia é, progressivamente, reduzir os entraves.
Na região de Santos, Vilaça destaca os investimentos realizados pelas duas concessionárias que atendem o complexo santista, a América Latina Logística (ALL) e a MRS Logística, para retirar famílias que moram na faixa de domínio da própria ferrovia nas proximidades do Porto, em Guarujá. “Isso parece que não interfere, mas é um condicionante para o crescimento e o transporte de cargas”.

Segundo o especialista, a intenção do setor é que, até 2025 (próximo à meta da Codesp), a participação da ferrovia no transporte de cargas no Brasil passe de 4,8% para mais de 32%. “É uma meta possível de ser alcançada e se baseia num planejamento da atual realidade”, afirmou Rodrigo Vilaça.

ALL duplicará malha até 2015
Em 13 meses, a concessionária América Latina Logística (ALL) concluirá a duplicação de sua malha paulista. Serão mais 246 quilômetros de ferrovias entre Campinas e o Porto de Santos. Segundo a empresa, o investimento, que ultrapassa os R$ 600 milhões, servirá para solucionar parte dos gargalos logísticos no cais santista.
O empreendimento, previsto inicialmente para ser concluído neste ano, estava suspenso devido a uma disputa sobre uma área indígena preservada, por onde passará a malha duplicada. O impasse já foi solucionado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), possibilitando a continuidade dos trabalhos.
Com essa ampliação, a capacidade de tráfego das linhas paulistas da ALL passará de 15 para 40 pares de trens por dia, contribuindo para a competitividade da exportação do produto brasileiro. Além disso, a eliminação de pátios de manobra ao longo do caminho (uma vez que não será preciso aguardar a passagem da composição contrária) reduzirá o tempo de viagem.
Segundo a concessionária, o projeto também contribuirá com a mobilidade urbana nas principais rodovias paulistas, pois será possível retirar das estradas cerca de 30 mil caminhões por mês.
A ALL ainda prevê melhorias na malha interna do Porto de Santos ainda neste ano. A companhia planeja investimentos de R$ 33 milhões para aumentar a capacidade e eliminar gargalos operacionais, conforme anunciado para A Tribuna em janeiro passado. Entre as ações que serão realizadas, estão a ampliação de linhas, a construção de ramais férreos ao lado dos armazéns e a expansão de pátios.

Manutenção
A ALL também realiza investimentos em equipamentos. Devem entrar em operação, até o próximo mês, suas duas novas locomotivas esmerilhadoras, que vão atuar nos ramais ferroviários do Porto de Santos. As máquinas, importadas dos Estados Unidos, são usadas na manutenção da via, contribuindo diretamente para a conversação dos trilhos.
Cada uma dessas locomotivas – que, entre outras funções, mantêm adequado o ponto de contato entre o trilho e as rodas do trem – pesa 80 toneladas, mede 22 metros de comprimento e tem mais de 4 metros de altura.
A empresa comprou, ao todo, 20 máquinas dessas, ao custo de R$ 82 milhões, para atuar em São Paulo, Paraná e Mato Grosso.
Fonte - STEFZS   28/05/2014