UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Os cartéis,o trensalão e o discurso de Alckmin

Política

Os cartéis e o discurso de Geraldo Alckmin. - Governador tucano parece desconhecer detalhes do cartel do Metrô em São Paulo ao apontar diferenças com o escândalo na Petrobras

Por Fabio Serapião - Carta Capital
foto - ilustração
O governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, reeleito com no primeiro turno com 57% dos votos válidos, deparou-se com alguns jornalistas ao chegar a um almoço em homenagem ao falecido Mário Covas no domingo 14. Conforme noticiou o portal de O Estado de S. Paulo, indagado sobre a corrupção na Petrobras e na compra de trens do Metrô e CPTM, disse que os dois casos são "coisas diferentes". Segundo o tucano, em "São Paulo não tem nada, nada comprovado, há uma suspeita de cartel onde o governo é vítima". Na Petrobras, diz ele, trata-se de parte de uma “doença sistêmica”.
Desde o dia 17 de março o caso Petrobras toma conta do noticiário nacional. Como é sabido, a Polícia Federal ao longo das fases da operação Lava Jato descobriu um cartel formado pelas maiores empreiteiras a atuar na petroquímica. Segundo a força tarefa montada para apurar os crimes, o chamado "Clube" teria pagado centenas de milhões de reais em propina a políticos e diretores da estatal, em troca de contratos em diversas diretorias da companhia. O esquema teria começado em 2006 e se estendido até 2014. Somente um diretor, Pedro Barusco, como lembrado por Alckmin em sua entrevista, aceitou devolver 100 milhões de dólares provenientes de propina recebida das empresas. A cifra deve ser ainda maior, como apontam as investigações em andamento.
Trata-se do maior escândalo de corrupção investigado, nos quais os indiciados foram denunciados e uma ação penal foi aceita. O juiz federal Sergio Moro, em menos de três meses, autorizou a busca a apreensão nas empreiteiras, prisão dos executivos citados, deu prazo para encerramento dos inquéritos, acolheu as denúncias e marcou as primeiras audiências para o começo de fevereiro. Até o fim do ano, saberemos quem serão os executivos e agentes públicos sem foro privilegiados que serão condenados em primeira instância pelo cartel e consequente corrupção.
O cartel do Metrô e CPTM apareceu no noticiário em 2013, quando a alemã Siemens assinou um acordo de leniência com o Cade, órgãos antitruste federal, no qual delatou participar de um grupo de empresas que atuou nos contratos firmados com as estatais paulistas entre 1998 e 2008, período em que o estado esteve sob comando do PSDB. Posteriormente, o Ministério Público Estadual e o Cade descobriram que contratos mais atuais também foram alvo do esquema. A partir de 2008, denúncias sobre o pagamento de propina nos contratos das estatais começaram a aparecer nos bastidores da política paulista. Um ex-diretor da Siemens distribuiu algumas cópias dos contratos da empresa alemã com offshores sediados no Uruguai em nome dos irmãos Arthur e Sergio Teixeira, o último já falecido. Os dois seriam, segundo a Polícia Federal, os operadores do esquema. Possuíam consultorias que recebiam o dinheiro das empresas e repassavam pra agentes públicos. Eram como o doleiro Alberto Youssef na Operação Lava Jato, responsáveis pela engrenagem do esquema.
As empresas eram a Gantown e a Leraway. Depois, descobriu-se ainda a GHT Consulting. Todas sediadas no Uruguai e abastecidas pela Siemens e outras empresas, como a Alstom. Não se tem notícia sobre pedidos de cooperação jurídica com o Uruguai para descobrir o destino no dinheiro movimentado nas offshores dos Teixeira. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir a diligência ao Supremo Tribunal Federal, mas o ministro Marco Aurélio Mello negou. O Ministério Público paulista já denunciou 30 executivos das empresas envolvidas no cartel e acionou por improbidade ex-diretores. No âmbito criminal, no entanto, ainda não denunciou agentes públicos.
No inicio de dezembro, a Polícia Federal indiciou criminalmente 33 envolvidos por corrupção ativa, corrupção passiva, cartel, crime licitatório, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Entre eles, o atual presidente da CPTM, Mario Bandeira, e o atual diretor de operação, José Lavorente. Apenas por um contrato, da linha 5 do Metrô, a Polícia Federal pediu e a Justiça bloqueou 614 milhões em bens dos envolvidos. No pedido enviado a Justiça Federal em São Paulo, o delegado Milton Fornazari Júnior detalha em 154 tópicos a ação do cartel e os motivos que o levaram a pedir o bloqueio milionário. Com base na documentação amealhada, Fornazari estipula em 9% do valor dos contratos assinados entre as estatais e as multinacionais do setor metroferroviário como destinado ao pagamento de propina a agentes públicos e políticos de São Paulo.
Os dois cartéis, ao contrário do que afirma o governador Alckmin, possuem características iguais. Os alvos são estatais, nos dois casos vítimas de empresas corruptoras aliadas a agentes públicos dispostos a afrouxar as normas administrativas e legais em troca de volumosos repasses de propina. As duas investigações foram possíveis graças a acordos de delação premiada. No Metrô, além da delação do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, a própria empresa assinou um acordo de leniência no qual entregou toda a documentação referente às tratativas que resultaram no loteamento das licitações para compra, reforma e manutenção de trens. O provimento da engrenagem financeira, em ambos os cartéis, ficou por conta de operadores que realizavam "consultorias", amparados por doleiros.
No caso dos operadores de câmbio, responsáveis pela movimentação e disponibilização do numerário, os dois cartéis se encontram. Raul Srour, preso com Alberto Youssef, em 17 de março, acusado de encabeçar um dos núcleos de doleiros ligado ao banco de dinheiro sujo do pivô do escândalo da Petrobras, é titular da offshore Cristal Financial Services. Sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, segundo depoimentos de funcionários da Siemens, a conta no paraíso fiscal foi utilizada para escoar o dinheiro utilizado para o pagamento de propina a agentes públicos paulistas. As diferenças também existem. Os valores envolvidos no cartel da Petrobras são maiores.
O tempo do Judiciário paulista é diferente da Justiça Federal do Paraná e do juiz Sergio Moro, no entanto. Mesmo após o acordo de leniência da Siemens, em 2013, as instâncias paulistas ainda não condenaram um só envolvido. No sul, Moro aceitou várias denúncias e até o fim de 2015 deverá produzir as primeiras sentenças.
A posição de Alckmin demonstra a tentativa do tucano em se distanciar do caso da Petrobras, mas se dá de forma oportuna. Além das convergências citadas acima, o governador deveria lembrar-se do fato de que as mesmas empresas atuantes na estatal federal atuaram em obras milionárias da administração direta e indireta do estado. Vale lembrar, também, que a força tarefa da Lava Jato mira os contratos apontados na falecida operação Castelo de Areia como alvo de pagamento de propina da construtora Camargo Correa. O documentos apreendidos à época da investigação comprometem boa parte da nata do tucano paulista. Experiente e safo, Alckmin deveria utilizar as oportunidades de manifestação sobre os escândalos para lembrar que base de todo problema são as relações entre o financiamento de campanhas políticas e empresas interessadas em encher os bolsos com contratos públicos. São elas o agente causador da "doença sistêmica" chamada corrupção da qual nem o governo federal nem o estadual estão imunes.
Fonte - STEFZS  17/02/2014

RJ receberá mais quatro trens chineses para a SuperVia

Transportes sobre trilhos

O navio cargueiro que está trazendo os trens deixou a cidade de Ganghzou, na China, no dia 15 de novembro.

RF
foto - ilustração
A Secretaria Estadual de Transportes do Rio de Janeiro informou ontem (15/12) que espera receber até sexta-feira (19), no Porto de Santos, mais quatro trens chineses para a frota da SuperVia. O navio cargueiro que está trazendo os trens deixou a cidade de Ganghzou, na China, no dia 15 de novembro.
Os trens, encomendados pelo Governo do Estado, têm capacidade para transportar 1.200 passageiros, contam com refrigeração, passagem interna entre os carros, sistema que impede a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de segurança, bagageiros, interiores mais amplos e iluminados, além de painéis de LED. A Secretaria destacou que da frota total de 200 trens da SuperVia, 135 já são refrigerados. Até o fim de 2015, toda a frota deve ser renovada e todos os trens devem ter ar-condicionado.
Fonte - Revista Ferroviária  16/12/2014

Capitania dos Portos da Bahia aumenta efetivo da Operação Verão

Transportes marítimos

A Baía de Todos-os-Santos, com suas 56 ilhas, é um dos principais alvos da operação.Estão no foco principal da operação a Baía de Todos-os-Santos e locais como Morro de São Paulo, Camamu, e litoral norte. "Queremos que todos que usam o mar como fonte de lazer ou esporte o façam de forma segura", destacou Lima.

Anderson Sotero - A Tarde
Lucio Tavora | Ag. A TARDE
A Operação Verão 2014-2015, da Capitania dos Portos da Bahia, iniciada nesta terça-feira, 16, aumentou em 20% o número de militares, para intensificar ações de inspeção naval no litoral baiano.
A operação, destinada a garantir a segurança mediante ações preventivas, se estenderá até março de 2015 e conta com o total de 120 militares.
De acordo com o capitão dos portos da Bahia, Edson Lima, o objetivo é reforçar ações de fiscalização já realizadas ao longo do ano. Neste período, é dada atenção especial ao incremento no tráfego de embarcações de esporte e lazer.

Áreas principais
Estão no foco principal da operação a Baía de Todos-os-Santos e locais como Morro de São Paulo, Camamu, e litoral norte. "Queremos que todos que usam o mar como fonte de lazer ou esporte o façam de forma segura", destacou Lima.
O objetivo é minimizar o risco de acidentes como o que ocorreu no início deste ano, quando um homem conduzia uma moto aquática em alta velocidade, com uma criança na frente. "Houve colisão frontal com uma lancha na saída da marina e o condutor morreu", observou o comandante.
Na manhã deste terça, a equipe de A TARDE acompanhou a ação da Capitania dos Portos, que realizou abordagens no trecho entre o Comércio e o Farol da Barra. Nas embarcações abordadas, nenhuma irregularidade foi encontrada.

Inspeção
O pessoal da Marinha verifica documentação e o estado das embarcações, material de segurança, lotação e habilitação dos condutores. "Temos no total 25 lanchas e motos aquáticas. A gente aborda barcos de pesca, saveiros, lanchas de passeio, motos aquáticas e canoas de pescadores", lembra o tenente da Marinha do Brasil Fernando Amorim.
"A gente checa o cumprimento das normas de segurança de navegação. As infrações mais comuns são a não apresentação do seguro obrigatório da embarcação, não estar inscrito na Capitania e conduzir sem estar habilitado", acrescentou o militar.
Há casos também em que não há a bordo o extintor de incêndio e o número de coletes salva-vidas na embarcação é insuficiente.
Na operação anterior, a Capitania realizou 5.952 abordagens que resultaram em 188 notificações e 23 apreensões de embarcações. As notificações podem gerar aos infratores multas que variam de R$ 40 a R$ 3.200.
Fonte - A Tarde  16/12/2014

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

CBTU conclui obras de ampliação da plataforma de embarque na estação Fernão Velho

Transportes sobre trilhos

A obra durou em torno de 100 dias, foi coordenada pelo supervisor de manutenção da CBTU, Luiz Gomes Menezes, e executada pelos funcionários Aguinaldo Silva (índio) e José Carlos Pereira.

CBTU

A CBTU Maceió concluiu na última semana mais uma obra de melhoria estrutural. A Estação de Fernão Velho foi contemplada com a implementação de acessibilidade, além da ampliação da plataforma de embarque e desembarque de usuários. Na próxima etapa, com início previsto para Janeiro de 2015, o projeto viabilizará a reestruturação nas estações de Utinga e Satuba.
A obra durou em torno de 100 dias, foi coordenada pelo supervisor de manutenção da CBTU, Luiz Gomes Menezes, e executada pelos funcionários Aguinaldo Silva (índio) e José Carlos Pereira. Nela foram realizadas obras de caldeiraria, aplicadas chapas antiderrapantes, proteção parapeito e rampas de acesso na ampliação de 55m de comprimento da plataforma. Agora, a plataforma comporta todo o VLT, facilitando o acesso dos passageiros nos trens.
De acordo com Aderson Jackson, coordenador de manutenção da Regional Maceió, a plataforma de embarque e desembarque não estava na altura correta e os ajustes foram imprescindíveis para uma melhor utilização dos passageiros. “Deixamos a plataforma na altura padrão do VLT, que é 1m acima do boleto do trilho. Assim, os passageiros poderão embarcar e desembarcar por todas as portas do VLT com segurança”, explica.
Fonte - CBTU  16/12/2014

Plano Diretor de Transporte do Rio vai apostar no Transporte sobre trilhos

Transportes sobre trilhos

Em 9 anos, número de passageiros de trens e metrô subiu 7% ao ano. Estudo descobriu uma cidade entupida de carros, obras e trânsito travado e à espera de soluções.O plano também aponta o que fazer para melhorar a mobilidade.

G1

Uma das principais propostas do Plano Diretor de Transporte Urbano é expandir o sistema de trens e metrô para melhorar o trânsito no Rio. O novo estudo foi apresentado nesta segunda-feira (15) com exclusividade no Bom Dia Rio.
O estudo detalhado descobriu uma cidade entupida de carros, obras, trânsito travado e à espera de soluções. Com mais um horário de rush: a hora do almoço. O plano também aponta o que fazer para melhorar a mobilidade.Uma das saídas para desafogar as ruas é o investimento no transporte público sobre trilhos. De 2003 para 2012, o número de passageiros de trens e metrô subiu 7% ao ano.
O sistema ainda não atende toda demanda. O levantamento da Secretaria Estadual de Transportes mostra que do total de viagens diárias, o uso de trens corresponde a 2,5% e de metrô 2,9%, enquanto os carros ainda representam 16,7%.

Ampliação
Para ampliar esta capacidade, o metrô vai ganhar a Linha 4 em 2016. Ela vai ligar Ipanema até a Barra da Tijuca, passando pela Gávea e São Conrado. O plano também prevê expansões até 2021: a ampliação da Linha 1, ligando a estação Uruguai ao Méier, até o Engenhão.
Na Linha 2, a integração com as Barcas, chegando até a Praça XV através das estações Estácio e Carioca. A construção da Linha 3, ligando Guaxindiba, em Itaboraí até a Praça Araribóia em Niterói, passando por São Gonçalo.
A ampliação da Linha 4 até o Recreio, integrando também o Terminal Alvorada e a expansão da malha, com uma nova linha entre a estação Gávea até a Carioca, passando pelo Jardim Botânico, Humaitá e Lapa.
Para os trens, toda a frota será renovada até 2016. O plano diretor prevê a ampliação dos trilhos com a inauguração de três novos trechos até 2021: a ligação das estações de Costa Barros e Japeri, Deodoro, Honório Gurgel e Duque de Caxias, além da interligação das estações de Nova Iguaçu e São Bento.

Projetos
Em entrevista ao Bom Dia Rio, a secretária Estadual de Transportes Tatiana Carius, falou sobre os projetos. "Ninguém constrói metrô do dia para outro, de um ano para outro. Então você tem que ter projetos bem executados e é exatamente nesta fase que estamos. O que é o plano diretor de transporte urbano? Ele serve como uma bússola para o governo, ele é uma ferramenta mutável, assim como o deslocamento das pessoas, que variam de acordo com os investimentos em infraestrutura. Eles mudam diariamente”, afirmou a secretária.
O professor do Instituto de Pesquisas em Engenharia da UFRJ (Coppe) diz que os projetos são fundamentais para desafogar o trânsito. A secretaria Estadual de Transportes informou que o projeto da Linha 3 está pronto para consulta pública e que se prepara para lançar no primeiro trimestre de 2015 os editais de expansões das linhas 1, 2 e 4.
Fonte - STEFZS  16/12/2014

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

TVs comunitárias querem fundo de financiamento e política nacional de estímulo

Comunicação

Para o presidente da Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCom), Paulo Miranda, as tvs comunitárias são tratadas como as “primas pobres e boicotadas” da comunicação. “Hoje, já temos no Brasil cinco tvs comunitárias e mais de cinco mil rádios comunitárias, mas ainda não temos um fundo de apoio e desenvolvimento delas.

Mariana Jungmann 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Representantes de canais de televisão comunitárias participaram hoje (15) de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado e reivindicaram um fundo de financiamento e uma política nacional de comunicação comunitária. Essas e outras demandas constarão de documento a ser formulado pela comissão para encaminhar à presidenta Dilma Rousseff.
Para o presidente da Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCom), Paulo Miranda, as tvs comunitárias são tratadas como as “primas pobres e boicotadas” da comunicação. “Hoje, já temos no Brasil cinco tvs comunitárias e mais de cinco mil rádios comunitárias, mas ainda não temos um fundo de apoio e desenvolvimento delas. É um setor que não tem nenhuma previsão de recursos para funcionar, pagar luz, aluguel, salários, impostos, gerar emprego e renda e também para produção. O problema maior é a renovação tecnológica, diante do apagão do modelo analógico, passando para o modelo digital. Tudo isso demanda muito dinheiro”, explicou.
A ideia de criação de um fundo não é nova e já há, inclusive, projeto de lei no Congresso prevendo a mudança de finalidade do atual Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel) para um fundo voltado ao financiamento da comunicação pública e comunitária. A cobrança de um canal de fomento foi reforçada pelos representantes das tvs comunitárias, sob o argumento de que ele facilitaria a implementação de projetos de criação dos canais da cidadania. Esses canais devem ser criados pelos municípios, mas não são implementados por falta de recursos.
“Queremos incentivos aos prefeitos, para que peçam o Canal da Cidadania e que se crie um em cada cidade brasileira. A exemplo do Mais Médicos, que municipaliza o atendimento à saúde no Brasil, seria a municipalização da comunicação. Precisamos de mais comunicação, porque atualmente ela é manipulada, de mão única. Queremos mais vozes”, explicou Miranda.
Criada para liderar a comunicação pública brasileira, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi representada no debate pelo diretor de Relações Institucionais, André Barbosa. Segundo ele, mesmo uma emissora grande como a EBC tem dificuldades financeiras, "porque fazer televisão custa caro e os canais comunitários sofrem ainda mais com isso".
“As emissoras comunitárias, principalmente aquelas consideradas de caráter social, de terceira via, são fundamentais para implementar um projeto discordante de uma mídia standart, de uma mídia comercial, que tem interesse no lucro. Ela é a nossa base no Brasil. Em outros países da América Latina, não é tanto assim, mas o Brasil é um país com 400 emissoras geradoras e provavelmente 80% delas são comerciais. Temos 12 mil retransmissoras. Destas, oito mil são comerciais. Então, é um problema criado no nosso processo democrático. Sempre se incentivou a TV comercial e muito pouco a TV pública”, salientou o diretor da EBC.
Ainda segundo Barbosa, a comunicação pública tem papel importante na formação da consciência crítica da sociedade e na experimentação da programação. Entretanto, a EBC usa pouco a produção das tvs comunitárias, porque ela ainda é “muito insipiente”. Acrescentou que, no futuro, a troca de material entre os canais da EBC e os comunitários poderá ser mais intensa.
“A intenção da EBC não é impor programação centralizada. É colocar programações, porque sabe da dificuldade que as pessoas têm de produzir programas locais para preencher 24 horas. Então, terão de contar com a programação. Queremos reforçar especialmente a programação local, porque ali nasce o novo talento, novo formato, novo argumento. E isto certamente será utilizado em rede nacional”, concluiu.
Fonte - Agência Brasil  15/12/2014

Estações de bicicletas compartilhadas são inauguradas em Fortaleza

Mobilidade

Estações de bicicletas compartilhadas são inauguradas  nesta segunda-feira.O serviço vai funcionar todos os dias, de 5h às 23h59 para a retirada dos equipamentos e de 24h para devolução

O Povo
FOTO: CAMILA DE ALMEIDA/O POVO
As estações serão liberadas simultaneamente
As primeiras 15 estações do sistema de bicicletas compartilhadas serão inauguradas pela Prefeitura Municipal de Fortaleza nesta segunda-feira, 15, com solenidade na Praça Luíza Távora, às 19 horas.
Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), "as estações ainda estão 'offline' e serão liberadas simultaneamente hoje, durante a inauguração.
Para marcar o primeiro dia de funcionamento do serviço, será realizado um passeio ciclístico noturno, com largada na Praça Luiza Távora. O percurso terá 6.5 km de extensão e passará por dez estações: Av. Santos Dumont, R. Fonseca Lobo, R. Frederico Borges, Av. Dom Luís, R. Tibúrcio Cavalcante, R. Costa Barros, R. José Vilar, R. Dep. Moreira da Rocha, Av. Rui Barbosa e R. Costa Barros.
Ao todo, serão disponibilizadas 150 bicicletas, com cadastro de planos diário (R$ 5), mensal (R$ 10) e anual (R$ 60). Quem portar o Bilhete Único (BU) pode fazer integração com o sistema e utilizar gratuitamente - se também estiver cadastrado. Os interessados devem se cadastrar no site www.bicicletar.com.br ou por meio do aplicativo Bicicletar (disponível apenas para iOS). A assessoria também ressaltou que problemas para realização de cadastro no aplicativo por android já foram sanados.
A tarifação dará direito a ilimitados usos de 1 hora cada. Aos domingos e feriados o tempo de utilização se estende para 1 hora e meia; caso o tempo seja ultrapassado é cobrada uma taxa adicional de R$ 5 (por hora excedente). Se o usuário quiser continuar utilizando a bicicleta e não quiser pagar o adicional, deve esperar 15 minutos entre o uso e a próxima retirada.
O serviço vai funcionar todos os dias, de 5h às 23h59 para a retirada dos equipamentos e de 24h para devolução. De acordo com a Prefeitura, 30 orientadores estarão dispostos diariamente próximo às estações, das 7h às 19h, para orientar os usuários.
Veja mais em -http://www.opovo.com.br/app/fortaleza/2014/12/15/noticiafortaleza,3363339/estacoes-de-bicicletas-compartilhadas-sao-inauguradas-nesta-segunda.shtml
Fonte - O Povo 15/12/2014

Hidrelétricas contribuem para redução de gases de efeito estufa

Sustentabilidade

Entre os reservatórios que absorvem gases responsáveis pela emissão do efeito estufa da atmosfera, o estudo salienta os de Funil, na Região Sudeste, e de Xingó, na Região Nordeste. “Essa foi uma surpresa muito boa e interessante”. Foram feitos quatro levantamentos de campo em cada usina, em observância às estações do ano.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil 
Divulgação/Usina Hidrelétrica de Mauá
O estudo Balanço de Carbono em Reservatórios (Balcar), feito em conjunto por empresas do grupo Eletrobras e dez instituições de pesquisa brasileiras, entre 2011 e 2013, com 11 usinas hidrelétricas apurou que, à exceção de Balbina, “a maior parte das hidrelétricas brasileiras emite muito pouco dióxido de carbono, em proporção muito menor do que qualquer usina térmica, por melhor que ela seja. E alguns reservatórios mostraram que absorvem carbono”. A informação é da chefe da Divisão de Estudos e Planejamento Ambiental da empresa, Maria Luiza Milazzo.
Entre os reservatórios que absorvem gases responsáveis pela emissão do efeito estufa da atmosfera, o estudo salienta os de Funil, na Região Sudeste, e de Xingó, na Região Nordeste. “Essa foi uma surpresa muito boa e interessante”. Foram feitos quatro levantamentos de campo em cada usina, em observância às estações do ano.
Do total de usinas pesquisadas, oito estavam em operação – Balbina, Tucuruí, Itaipu, Serra da Mesa, Xingó, Três Marias, Funil e Segredo – e três em fase de construção – Santo Antônio, Belo Monte e Batalha. Foram coletados dados sobre emissões de dióxido de carbono, óxido nitroso e metano. Este último gás tem poder de aquecimento global quatro vezes maior que o dióxido de carbono, destacou Maria Luiza.
A usina de Balbina, situada no Rio Uatumã, na Amazônia, foi objeto de estudo anterior do biólogo Alexandre Kemenes, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), publicado em 2007 na revista especializada em geofísica Geophisical Research Letter. A pesquisa constatou elevados índices de emissões naquela hidrelétrica, dez vezes superiores às emissões de uma termelétrica movida a carvão mineral.
A chefe da Divisão de Estudos e Planejamento Ambiental da Eletrobras informou que, no cômputo geral, o Estudo Balcar mostra que as usinas hidrelétricas tendem a absorver gases poluentes da atmosfera. “Itaipu, por exemplo, é uma hidrelétrica que tem quase nada de emissão”. Ela ressaltou que uma usina termelétrica a gás emitirá menos do que uma [usina] térmica a óleo ou a carvão mineral. “Por isso é que a hidrelétrica ainda é tão vantajosa em relação a outro tipo de energia de que precisemos para alimentar o setor elétrico do país.
Maria Luiza ressaltou que as hidrelétricas contribuem para o combate às mudanças climáticas. “A matriz energética do setor elétrico brasileiro é muito limpa, devido ao grande número de hidrelétricas que nós temos. Se fôssemos usar outro tipo de fonte, ela seria muito mais poluente, seja gás, carvão, óleo, diesel ou qualquer outro tipo de combustível fóssil. Seria muito maior a emissão.”
O Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobras (Cepel), que coordenou o estudo, já está formatando o Balcar 2. Segundo Maria Luiza, o objetivo é dar seguimento à pesquisa nas três áreas onde os empreendimentos hidrelétricos estavam em construção e também em outras usinas. Com isso, será possível ter uma base de dados sólida, tendo em vista que as pesquisas de campo são demoradas, caras e trabalhosas, acrescentou.
Fonte - Agência Brasil 15/12/2014

Passeio de trem comemora os 104 anos da Estação Ferroviária de Livramento

Memória da Ferrovia

Evento acontece no próximo dia 19 e percorrerá 20 km de ferrovia.Para comemorar a data, será realizado um passeio de trem com passageiros promovido pela América Latina Logística (ALL), Prefeitura Municipal de Sant’Ana do Livramento, Vinícola Almadén, Associação Brasileira da Preservação Ambiental (ABPF) e Giordani Turismo.

Portal Maxpress

Há 104 anos era inaugurada a Estação Ferroviária de Sant’Ana do Livramento, um dos principais centros de desenvolvimento da economia gaúcha em toda a sua história. Para comemorar a data, será realizado um passeio de trem com passageiros promovido pela América Latina Logística (ALL), Prefeitura Municipal de Sant’Ana do Livramento, Vinícola Almadén, Associação Brasileira da Preservação Ambiental (ABPF) e Giordani Turismo.
Serão duas viagens, num total de 20 quilômetros cada trajeto, partindo da Estação Cultura, antigo prédio da estação férrea reformado em 2012 pelo Instituto ALL de Educação e Cultura, com patrocínio da América Latina Logística por meio da Lei Rouanet. O trem, com 140 passageiros, começa sua viagem no dia 19/12, às 11h, em direção a Palomas, e retorna a Livramento às 15h30. O segundo passeio começa às 16h do mesmo dia, finalizando às 19h30.
Antes, às 10h30, haverá uma solenidade para autoridades e convidados na sala Miguel Angelo Evangelista Jorge, Gerente de Relações Institucionais e Aduaneiras da ALL no RS, que dá nome ao espaço devido à sua longa relação com a estação e com a ferrovia em Livramento.

Serviço
O que: Passeio de trem de passageiros
Onde: Estação Cultura (Sant’Ana do Livramento) – local de partida
Quando: 19/12 (sexta-feira), a partir das 10h30
Quem: promovido pela América Latina Logística (ALL), Prefeitura Municipal de Sant’Ana do Livramento, Vinícola Almadén, Associação Brasileira da Preservação Ambiental (ABPF) e Giordani Turismo.

Sobre a estação de Livramento
A estação de Sant’Ana do Livramento foi inaugurada em 1910 como ponta do ramal entre Cacequi e a cidade, localizada na fronteira com a cidade uruguaia de Rivera. Em 1912, foi inaugurado o tráfego mútuo entre Livramento e Rivera, fazendo com que os trens pudessem ligar o Rio de Janeiro e São Paulo a Montevidéu e, dali, a Buenos Aires. No final dos anos 1970, este último ramal foi erradicado e, Livramento hoje, liga-se apenas com Cacequi e com as ferrovias uruguaias.

Sobre a Estação Cultura
A centenária estação férrea, hoje administrada pela Prefeitura Municipal, oferece ao público um Museu Ferroviário e sala de cinema. Aprovada pelo Ministério da Cultura (Minc), a iniciativa do Instituto ALL de Educação e Cultura ocorreu através da Lei Rouanet, em parceria firmada com a Prefeitura Municipal e apoio dos patrocinadores ALL, Banco Safra e Bentec Móveis.
Com o objetivo de preservar o patrimônio histórico e incentivar a cultura, o projeto mantém duas programações. A primeira consiste no Cine Estação Instituto ALL, uma sala de cinema adaptada a pessoas com deficiência. A outra é o Projeto Memória Ferroviária. No local, o público pode conferir uma mostra permanente de fotografias que resgatam a história férrea local e regional.
Para mais informações sobre o Instituto ALL, acesse: institutoall.com.br/sobre-o-iall/
Fonte - STEFZS  15/12/2014



Justiça bloqueia bens de empresas investigadas em cartel de trens em São Paulo

Política

Entre os suspeitos de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro estão ex-diretores de estatais paulistas, servidores públicos, doleiros, empresários e executivos de multinacionais. As investigações indicam que empresas que disputavam contratos de construção, manutenção e compra de equipamentos para o sistema de trens e metrô combinavam preços, formando cartel para, com a participação de servidores, aumentar os valores cobrados.

Elaine Patricia Cruz 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Seis empresas investigadas por participação no esquema de cartel nos trens e no metrô de São Paulo tiveram as contas bloqueadas pela Justiça Federal. A decisão, da última sexta-feira (12), é do juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara da Justiça Criminal Federal de São Paulo.
Segundo a Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo, as seis empresas, cinco delas estrangeiras e uma brasileira, tiveram R$ 600 milhões bloqueados pela Justiça. Como o processo corre sob sigilo, o nome das empresas não foi divulgado.
No dia 1º, a PF concluiu o inquérito sobre o esquema de formação de cartel em licitações do sistema de trens e metrô de São Paulo e o encaminhou à Justiça Federal. De acordo com a assessoria da PF, convencidos dos indícios obtidos contra os suspeitos, os delegados responsáveis pelo inquérito indiciaram 33 pessoas por envolvimento com o esquema. A PF não revelou o nome dos indiciados.
Entre os suspeitos de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro estão ex-diretores de estatais paulistas, servidores públicos, doleiros, empresários e executivos de multinacionais. As investigações indicam que empresas que disputavam contratos de construção, manutenção e compra de equipamentos para o sistema de trens e metrô combinavam preços, formando cartel para, com a participação de servidores, aumentar os valores cobrados.
A parte do processo envolvendo investigados ligados ao metrô e à CPTM está sob responsabilidade da Justiça Federal em São Paulo. A que envolve políticos com foro especial tramita no Supremo Tribunal Federal.
No dia 5 de dezembro, o Ministério Público de São Paulo entrou com ação civil pública pedindo a anulação de três contratos firmados entre os anos de 2002 e 2007 com empresas acusadas de participação em cartel e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Os contratos, segundo o promotor Marcelo Milani, dizem respeito à manutenção corretiva e preventiva de trens da CPTM.
Os quatro promotores que assinam a ação pedem, além da anulação dos contratos, o ressarcimento integral dos valores firmados nos três contratos, acrescidos de 30% referentes a uma indenização por dano moral coletivo [que chegaria ao valor de R$ 112.480.625,97]. Com isso, o valor a ser ressarcido aos cofres públicos alcançaria R$ 418 milhões.
Fonte - Agência Brasil  15/12/2014

China atesta própria força por meio do domínio ferroviário

Transportes sobre trilhos 

Com uma fórmula de tecnologia avançada e baixos preços, não parece haver lugar que resista à força da China no campo ferroviário. Raras são as semanas que o país não anuncia algum tipo de acordo, tais como substituir as arcaicas locomotivas do metrô de Boston ou enviar trens à Malásia.

EFE
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A China, que possui a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, decidiu explorar seu poder no setor ferroviário através de inúmeros projetos internacionais, que autenticam o país como potência mundial.
Com uma fórmula de tecnologia avançada e baixos preços, não parece haver lugar que resista à força da China no campo ferroviário. Raras são as semanas que o país não anuncia algum tipo de acordo, tais como substituir as arcaicas locomotivas do metrô de Boston ou enviar trens à Malásia.
Foi assinado no final do mês passado um contrato milionário entre a China Railway Construction Corp e a Nigéria para construir uma linha ferroviária unindo Lagos, a capital econômica nigeriana, a Calabar - maior contrato feito por uma empresa chinesa no exterior.
No entanto, este megaprojeto foi rapidamente ofuscado em função da divulgação feita por um jornal chinês sobre Pequim estar negociando com a Índia a possibilidade de construir a primeira ferrovia de alta velocidade entre as cidades de Nova Deli e Chennai.
Consolidado como o país com a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, a China também completou há meses uma linha ferroviária em Angola (que comprou 45% de sua produção petrolífera em 2013), e anunciou pouco antes que construirá uma via entre a capital do Quênia, Nairóbi, e Mombaça.
Ao finalizar em 2018 o corredor que substituirá o centenário Lunatic Express, mencionado em clássicos de Hemingway e Kapuscinsky, Pequim planeja estendê-lo a Uganda, Ruanda, Burundi e Sudão do Sul, um projeto que pretende mostrar que o 'sonho Africano' não se limita a um safari em busca de matérias-primas.
Aparentemente Pequim começa a modificar as regras após países africanos denunciarem em algumas ocasiões que a China transferia suas políticas trabalhistas exploratórias, tais como a baixa contratação de mão de obra local.
'Em algumas áreas as normas de trabalho chinesas já alcançaram padrões internacionais, por isso muitas pessoas estão mais dispostas a trabalhar para eles', disse à Agência Efe Eric Joshua, jornalista e produtor de cinema da Zâmbia.
No entanto, o país, que se beneficia destas construções em função do fato de proverem acesso a matérias-primas e agilizarem sua distribuição, permanece enfrentando críticas e receio de alguns países.
Recentemente, o presidente mexicano revogou uma licitação que havia sido concedida ao consórcio estatal chinês CRC para construir o primeiro trem de alta velocidade no país norte-americano em função de suspeitas sobre a transparência da competição.
A polêmica decisão coincidiu com a visita do presidente Enrique Peña Nieto à China por ocasião da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que aconteceu nos dias 10 e 11 de novembro, e representou uma crise diplomática entre México e China.
Enquanto o governo de Xi Jinping faz planos para impulsionar uma dupla 'Rota da Seda', terrestre e marítima, que dê um novo ar às rotas comerciais com a Ásia ocidental e do sul, os projetos chineses na América são percebidos, em algumas circunstâncias, como uma tentativa de fazer frente aos dos Estados Unidos na região Ásia-Pacífico.
Entre projetos colossais, a ideia da China, de unir as costas do Pacífico e do Atlântico através de uma linha ferroviária Peru-Brasil, recebe destaque, recebeu, inclusive, o beneplácito do presidente peruano, Ollana Humala, em sua visita a Pequim pela cúpula da Apec.
Projetos como a linha interoceânica, com a qual a China defende os seus interesses comerciais, diversifica as importações e espera reduzir os custos de transporte.
'Aparentemente o governo do presidente Xi Jinping reforçou a ênfase no desenvolvimento de infraestrutura', disse à Efe Alice Ekman, pesquisadora responsável pela China no Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI).
Alice acrescenta que estas construções 'são um dos eixos da estratégia de internacionalização da China e de suas grandes empresas estatais para diversificar a distribuição de energia'.
Este processo não tem previsão de recuo: um dos planos mais extravagantes de Pequim é construir uma linha de trem submarina sob o estreito de Bering, para unir a Sibéria ao Alasca e também conectar a China aos EUA.
Os dois maiores fabricantes de trens do país (China CNR Corp e CSR Corp), especialistas em trens de alta velocidade, estudam uma fusão, o que criaria um gigante no setor.
'A sabedoria chinesa para construir uma economia mundial aberta cresce a cada dia', se vangloriou recentemente um editorial da agência de notícias 'Xinhua'.
Fonte - Revista Ferroviária  14/12/2014

domingo, 14 de dezembro de 2014

Brasil registra queda nos índices de mortalidade infantil

Saúde 

De 1990 a 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil reduziu 70,5%, de acordo com o Ministério da Saúde. - De acordo com os dados das Tábuas Completas de Mortalidade divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de mortalidade infantil ficou em 15 bebês para cada mil nascidos vivos em 2013, considerando crianças de até 1 ano de idade.

Por Redação, com Vermelho 

Em 2012, a proporção foi de 15,7 óbitos na mesma faixa etária para cada mil nascidos vivos. De 1990 a 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil reduziu 70,5%.
Em 2011, o governo federal lançou a Rede Cegonha. O programa tem o objetivo de proporcionar saúde, qualidade de vida e bem estar às mulheres durante a gestação, parto, pós-parto e o desenvolvimento da criança até os dois primeiros anos de vida, além de reduzir a mortalidade materna e infantil e garantir os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres, homens, jovens e adolescentes.
A proposta qualifica os serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no planejamento familiar, na confirmação da gravidez, no pré-natal, no parto e no puerpério, que são os 28 dias após o parto. Atualmente, a Rede Cegonha desenvolve ações em 5.488 municípios, alcançando 2,6 milhões de gestantes.
Entre as ações do programa está a implantação de Centros de Parto Normal (CPN), onde a mulher é acompanhada por uma enfermeira obstetra ou obstetriz, num ambiente preparado para que possa exercer as suas escolhas, como se movimentar livremente, ter acesso a métodos não farmacológicos de alívio da dor.
Em depoimento nas Redes Sociais do Ministério da Saúde, Ana Cláudia Coelho Móre Félix compartilhou sua experiência na Maternidade Gota de Leite, localizada em Marília, no Estado de São Paulo.
– Sou paciente que utiliza frequentemente um plano de saúde, mas, ao optar por ter um parto normal, acabei sendo atendida pelo SUS na maternidade que escolhi. Foi uma experiência surpreendente e sensacional. O excelente atendimento foi realizado do princípio ao fim. Agradeço todos os dias à Deus por esta providência e parabenizo a cada profissional por tão bom atendimento. Não excluindo um funcionário sequer, foram todos excepcionais, desde a senhora que alegremente me trazia uma garrafa de água geladinha até o profissional da mais alta graduação – conta.
Um fator fundamental nos Centros de Parto Normal é a ambiência, com projetos arquitetônicos que buscam privilegiar cores harmônicas, conforto luminoso, térmico e acústico. A proposta é que o espaço proporcione a troca e o respeito entre as pessoas. Outro objetivo do CPN é reduzir cada vez mais a taxa de mortalidade materna e neonatal e as ocorrências de cesarianas desnecessárias na rede pública de Saúde.
Os Centros de Parto Normal funcionam em conjunto com as maternidades para humanizar o parto, oferecendo às gestantes um ambiente mais adequado, privativo e um atendimento centrado na mulher e na família.
O Ministério da Saúde também repassa incentivos aos municípios para implantação das Casas da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBP), um espaço intermediário para aquelas mulheres e bebês que precisam de cuidados especiais, necessitando estar próximo ao hospital, mas não internadas. Outra medida incentivada pela Rede Cegonha é a ampliação e qualificação de leitos para gestantes de alto risco, UTI e UCI neonatal.

Formação e Capacitação
A Rede Cegonha desenvolve diferentes ações voltadas para a formação e capacitação de Enfermagem Obstétrica. Esses profissionais são estratégicos para mudança no modelo de atenção obstétrico e neonatal.
As atividades desenvolvidas estão presentes em estados das cinco regiões do País, nas modalidades de Residência, Especialização e Aprimoramento em Enfermagem Obstétrica. Em 2014, foram ofertadas 306 vagas para Residência em Enfermagem Obstétrica, 315 para Especialização em Enfermagem Obstétrica e 248 para o Aprimoramento.

Planejamento Reprodutivo
O Ministério da Saúde garante o acesso a vasectomias e a laqueaduras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além da compra e distribuição gratuita de diversos métodos contraceptivos. De 2009 a 2014, foram comprados 2,46 bilhões de preservativos masculinos e femininos, somando um investimento de R$ 2,61 bilhões.
No mesmo período, foram investidos cerca de R$ 256,2 milhões para a aquisição de: 80.057.331 cartelas de pílula combinada, 23.305.379 ampolas injetáveis mensais, 9.485.899 ampolas injetáveis trimestrais, 2.328.180 cartelas de pílulas de emergência, 3.614.872 cartelas de minipílula, 1.717.433 unidades de DIU, 89.266 unidades de diafragma e 9.326 unidades de anéis medidores. Os usuários do SUS podem ter acesso a informações e métodos contraceptivos nas Unidades Básicas de Saúde.
Desde o lançamento da Rede Cegonha, foram investidos mais de R$ 3,1 bilhões para o desenvolvimento das ações. Somente em 2013, foram realizadas 18,9 milhões de consultas pré-natais pelo SUS, o que representa aumento de 93% em relação ao ano de 2003.
Fonte - Correio do Brasil  14/12/2014

Lava Jato, nos trilhos do VLT de Santos

Política

PSDB teria recebido propina no VLT de Santos - Planilhas apreendidas pela Polícia Federal mostram cálculos feitos pela empresa Queiroz Galvão, relacionando valores recebidos em obras do VLT e doações feitas ao partido tucano durante as eleições

Portal Forum
Por Redação
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Durante a sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga um suposto desvio de recursos da Petrobras, a Polícia Federal apreendeu planilhas na sede da empreiteira Queiroz Galvão, em São Paulo. Os documentos faziam referência entre os valores recebidos pela empresa em obras públicas e as doações feitas a partidos e candidatos.
Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a obra realizada pelo governo de São Paulo, por meio da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista estava especificada nas anotações encontradas pela PF.
Neste caso, os papeis mostravam que foi aplicado um cálculo de “1,5% vezes 66%” no valor da obra, que seria de R$ 117,5 milhões. O resultado aponta a quantia de R$ 1,16 milhão, que a Queiroz Galvão reconheceu ser uma “provisão financeira para o PSDB”, partido do governador Geraldo Alckmin. Segundo a conta, dois terços do valor destinado a doações (1,5% do recebido líquido) foi para o PSDB.
Em outra planilha a que a polícia teve acesso, esse exato valor é atribuído ao PSDB Nac. [nacional]. Outros políticos destinatários de possíveis doações aparecem, com iniciais. Conforme explicações da própria empresa, “J.S” é o senador eleito José Serra (PSDB-SP), “P.S” é o candidato do PMDB ao governo Paulo Skaf e “E.A.” é o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empreiteira doou R$ 3,7 milhões ao diretório nacional do PSDB nas últimas eleições.
Conforme as investigações da PF, há ainda valores associados a outras obras, como o Contorno de São Sebastião (CSS) e Consórcio Monotrilho Leste (CEML), realizados pelo governo de São Paulo.
Fonte - Portal Forum  14/12/2014

CONFERÊNCIA DO CLIMA, Negociações são proteladas em Lima

Meio ambiente

O objetivo é reduzir as emissões de carbono para limitar o aquecimento global a 2ºC até o fim do século - Manuel Pulgar Vidal fez um apelo a acelerar os debates e a entrar em acordo sobre o texto final do novo pacto global

Ultima Hora-DN
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Lima - A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP20), que deveria ter terminado na sexta-feira (12) em Lima, estendeu suas negociações a este sábado, enquanto os países tentam aparar suas diferenças em torno dos compromissos que assumirão para deter o aquecimento global.
A sessão de encerramento da reunião foi adiada, enquanto os integrantes do encontro tentavam concluir o rascunho de um novo pacto global que definirá as medidas para reduzir as emissões de carbono e avançar em direção a um modelo de produção com menos impacto sobre o meio ambiente. "Estamos quase lá. Devemos apenas fazer um esforço final", pediu o presidente da COP20, o peruano Manuel Pulgar Vidal, que fez um apelo a acelerar os debates e a entrar em acordo sobre o texto final.
As organizações ambientais advertiram que se os compromissos dos países em Lima forem modestos, isto será catastrófico para o acordo final previsto para o próximo ano, em Paris. A entrada em vigor do acordo está prevista para 2020. O objetivo é reduzir as emissões de gases do efeito estufa para limitar o aquecimento global a 2ºC até o fim do século. "As decisões adotadas hoje nos colocarão em um caminho de trabalho para Paris ou nos condenarão a um futuro perigoso", disse à AFP Jan Kowalzig, assessor de políticas da Oxfam.
A mudança climática pelo aquecimento da terra e dos mares provoca fenômenos extremos, como derretimento de geleiras, enchentes, tempestades violentas, inundações e secas em diferentes áreas do mundo, onde impactam de maneira trágica as populações mais vulneráveis. "Tenho uma sensação de otimismo e vejo que é o momento para a ação", declarou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, depois de se reunir na sexta-feira com o presidente peruano, Ollanta Humala.

Princípio de diferenciação
As divergências de última hora envolvem a maneira de se interpretar o princípio de "diferenciação" sobre as responsabilidades que correspondem a cada país na mudança climática.
Os países em desenvolvimento defendem que as nações ricas são as principais responsáveis pelo aquecimento global, devendo assumir maiores responsabilidades. Mas os países industrializados afirmam que gigantes emergentes, como China e Índia, também devem fazer grandes esforços devido a suas indústrias, baseadas na energia do carvão, serem altamente poluentes.
Os Estados Unidos planejam reduzir, até 2025, suas emissões de carbono em entre 26% e 28%, em relação a 2005. A China também se comprometeu, pela primeira vez, a limitar as emissões, como fez a União Europeia.
Na quinta-feira, o secretário americano de Estado, John Kerry, exortou as nações menos desenvolvidas a reduzir o uso de combustíveis fósseis. "Sei que as discussões podem gerar tensão e são difíceis, mas devemos recordar que hoje mais da metade das emissões globais procede dos países em desenvolvimento".
Conforme a ONU, os países desenvolvidos reduziram entre 51,8% e 40,9% a incidência global de emissões, enquanto as nações em desenvolvimento elevaram a participação de 48,2% a 59,1% de 2000 a 2010.
Fonte - Diário do Nordeste  14/12/2014

Diretor da ANTT diz que ferrovia para Dourados está próxima da concessão

Ferrovias

Grandes empresas, entre elas o Grupo JBS, acompanham estudos complementares e já manifestaram interesse no trecho. Em outubro, o ex-secretário de Fazenda do Governo do Estado, Mário Sérgio Lorenzetto, revelou na sua coluna semanal no site campograndenews que este trecho, que liga Estrela D’Oeste (SP) a Dourados foi um dos que maior interesse despertou dos empresários que disputarão a concessão para operação.

Agora MS
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O diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Jorge Bastos, informou ao deputado federal Vander Loubet (PT) no final de novembro que o ramal da Ferrovia Norte-Sul que chegará a Dourados está na última etapa antes do processo de concessão à iniciativa privada pelo Governo Federal. A informação foi publicada no site do deputado.
Esta fase é a PMI (Manifestação de Interesse). Em outubro, o ex-secretário de Fazenda do Governo do Estado, Mário Sérgio Lorenzetto, revelou na sua coluna semanal no site campograndenews que este trecho, que liga Estrela D’Oeste (SP) a Dourados foi um dos que maior interesse despertou dos empresários que disputarão a concessão para operação. São 20 grupos empresariais, entre eles a J&F, empresa dona da JBS.
O PMI é um instrumento previsto no Decreto nº 5.977, de 1º de dezembro de 2006, pelo qual o setor público obtém, de consultores externos ou das empresas interessadas em disputar futuros contratos de concessão, estudos de viabilidade sobre projetos de infraestrutura. O PMI funciona como uma complementação dos estudos realizados pelo setor público.
“Essa é provavelmente a última etapa antes que o Governo prepare o edital de concessão dessa ferrovia. É uma obra muito aguardada pelo setor produtivo do nosso estado porque vai dinamizar a logística, vai agilizar o escoamento da nossa produção para os grandes portos do país. E isso é fundamental para reduzir o custo com frete, para baratear o preço final dos produtos que são exportados por MS”, diz Vander.
A ferrovia Estrela D’Oeste-Panorama-Dourados (EF-267) tem 681,6 quilômetros de extensão. Atravessa 19 municípios, sendo 12 no Estado de São Paulo e 7 em Mato Grosso do Sul (Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Nova Andradina, Angélica, Deodápolis e Dourados). Com um ramal de 40 quilômetros a partir de Brasilândia pode atender também a Três Lagoas.
O Governo não definiu ainda se oferece à iniciativa privada somente o trecho Dourados-Estrela D’Oeste ou integra a essa malha os trilhos até Anápolis (GO). Neste caso a ferrovia ficaria com 1.300 quilômetros. A definição vai depender da manifestação do interesse dos empresários. A Ferrovia Norte-Sul, da qual a EF-267 é um ramal, interligará o Brasil aos portos de Belém (PA), São Luís (MA), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). Ramais futuros inteligarão os trilhos a portos de Santa Catarina também.
O prefeito Murilo acompanha atentamente a movimentação sobre a implantação das ferrovias que atenderão Dourados. Além da EF-267, há em projeto a EF-487, que ligará Maracajú à Cascavel e Lapa (PR). Com isso Dourados será o grande modal de embarque e desembarque de mercadorias no Estado.
O prefeito tem ido várias vezes a Brasília acompanhar os projetos de infraestrutura que atendem Dourados e que tramitam no Governo Federal. Ele está também em constante contato com os deputados e senadores do Estado sempre acompanhando e defendendo os interesses de Dourados e região.
Fonte - STEFZS 14/12/2014