terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Estados Unidos revelam métodos de tortura da CIA

Internacional

O trabalho é fruto de uma investigação que durou mais de três anos, entre 2009 e 2012, com o objetivo de revelar detalhes sobre o programa criado em segredo pela CIA para interrogar os detidos suspeitos de ligações com a Al Qaeda e que incluía simulações de afogamento e privação de sono.

Da Agência Lusa
foto-ilustração/Wikipédia 
O Senado norte-americano divulgou hoje (9) relatório sobre os métodos de tortura utilizados pela CIA (a agência de inteligência dos Estados Unidos) depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, motivando críticas entre os republicanos que receiam reações violentas em todo o mundo.
As medidas de segurança foram reforçadas nas instalações diplomáticas e bases militares norte-americanas antes da publicação do relatório que, no entanto, omite o conteúdo mais sensível.
O trabalho é fruto de uma investigação que durou mais de três anos, entre 2009 e 2012, com o objetivo de revelar detalhes sobre o programa criado em segredo pela CIA para interrogar os detidos suspeitos de ligações com a Al Qaeda e que incluía simulações de afogamento e privação de sono.
"O presidente acredita que é importante que seja publicado, para que as pessoas dos Estados Unidos e de todo o mundo compreendam exatamente o que se passa", explicou Josh Earnest, porta-voz de Barack Obama, que acabou com o programa quando chegou à Casa Branca em janeiro de 2009.
Reconhecendo que não há "um bom momento" para publicar um documento desse tipo, Josh Earnest disse ser indispensável a sua divulgação para assegurar que os fatos não voltem a ocorrer.
O relatório foi aprovado, em dezembro de 2012, por uma comissão do Senado que, em abril deste ano, votou a favor da divulgação de um resumo de 500 páginas.
Fonte - Agência Brasil  09/12/2014

ALL / Rumo - Parecer de superintendência do Cade vai contra união

Logística

A proposta de fusão da ALL com Rumo a envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais. A proposta de fusão da ALL com Rumo a envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais.

Reuters 

São Paulo - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou nesta terça-feira que a superintendência-geral do órgão de defesa da competição identificou preocupações concorrenciais sobre a fusão entre a transportadora ferroviária ALL e a Rumo Logística, do grupo de infraestrutura e energia Cosan.
Com isso, a superintendência impugnou a operação que prevê a incorporação da ALL pela Rumo perante o tribunal do Cade.
A proposta de fusão da ALL com Rumo a envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais.
A ALL é a maior operadora ferroviária do Brasil. A Rumo, do grupo Cosan, atua no mercado de serviços de logística multimodal para exportação de açúcar pelo Porto de Santos.
Após consultar o mercado sobre a operação, a superintendência-geral concluiu em parecer que a união pode gerar riscos de limitação de acesso à infraestrutura da nova empresa, assim como práticas discriminatórias em relação aos demais usuários, apesar dos potenciais efeitos benéficos em termos de ampliação da capacidade ferroviária.
O parecer destaca que a Cosan, controladora da nova empresa, utilizaria a ferrovia para transporte de carga própria e que a companhia fruto da união entre ALL e Rumo deteria o controle de toda a cadeia logística de exportação de granéis vegetais pelo Porto de Santos (SP).
"Nesse contexto, a empresa tem evidente capacidade de adotar condutas que coloquem em desvantagem rivais atuantes nas mais diversas etapas dessa cadeia", diz o parecer.
A superintendência pondera que eventuais estratégias discriminatórias, possivelmente difíceis de detectar, poderiam criar dificuldades de funcionamento e aumento de custos para concorrentes em setores fundamentais da economia, como a exportação de commodities agrícolas, a distribuição de combustíveis e a prestação de serviços logísticos.
Além disso, considera que a operação vai contra o novo modelo proposto para as próximas concessões ferroviárias, que propõe a separação entre o detentor da infraestrutura e o prestador de serviço de transporte ferroviário.
Com o fim da fase de análise do caso no âmbito da superintendência do Cade, o tribunal do órgão tomará uma decisão final sobre a aprovação ou reprovação do acordo e sobre a adoção de eventuais condições a serem atendidas pelas companhias para afastar preocupações concorrenciais.
A recomendação da superintendência saiu depois que o Cade reprovou a compra do grupo latino-americano produtor de PVC e soda Solvay Indupa pela Braskem, em meados de novembro.
Em comunicados enviados ao mercado, a ALL e a Cosan Logística disseram que o parecer publicado pela superintendência não é vinculante e que "seguirão buscando uma solução negociada junto ao tribunal do Cade".
As decisões do tribunal podem ser aplicadas unilateralmente ou mediante acordo com as companhias, disse o Cade. O conselheiro Gilvandro Araújo será relator do caso.
O Cade tem prazo de 240 dias após a notificação do ato de concentração, ocorrida em 21 de julho, para tomar uma decisão final, prorrogáveis por mais 90 dias.
No início de novembro, a Cosan Logística havia informado que recebeu aprovação da Agência Nacional de Transportes (ANTT) para o negócio, mas que o Cade declarou a incorporação como "complexa", determinando a realização de diligências para aprofundar análise sobre operação.
No parecer, a superintendência cita manifestação de uma empresa contrária à fusão, que afirma que "diversas práticas já estariam ocorrendo e poderiam ser agravadas com a alteração de incentivos decorrentes da operação". Entre as práticas citadas no relatório estão "preferência de vagões próprios em detrimento de cargas de terceiros, alteração de programação de carregamento nos terminais, descumprimento de prazos e corte de programação".
Além disso, o parecer cita que "vários terceiros consultados" ressaltam que discriminação pode ocorrer em "tarifas acessórias de carregamento, descarregamento, manobra e armazenagem", que não são reguladas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Terceiros interessados
Dezesseis companhias e entidades ingressaram como terceiras interessadas no processo no Cade, expressando preocupações por conta do eventual domínio da Cosan na contratação de espaços da ferrovia da ALL.
Em documento entregue ao Cade, entidades do Paraná como a Fecomércio, por exemplo, pediram que fossem incorporados "critérios de limitação da ocupação de capacidade por grupo econômico, especialmente com subsidiárias dos controladores" nos trechos em que a demanda supere a oferta.
Outra companhia que demonstrou preocupações sobre a eventual fusão foi a Fibria, cuja celulose produzida em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, é transportada até o Porto de Santos por ferrovias da ALL. Em documento entregue ao Cade, a Fibria disse temer que a nova empresa tenda a privilegiar sua própria rentabilidade, em detrimento dos contratos em vigor com outras companhias.
Apesar da notícia já esperada ter sido considerada negativa por participantes do mercado, os papéis da ALL e da Cosan Log avançavam na Bovespa nesta sessão, liderando as altas do Ibovespa, na contramão da tendência geral.
Na véspera, data do parecer da superintendência que foi divulgado nesta terça-feira, a ação da ALL caiu 4,88 por cento e a da Cosan Log recuou 7,22 por cento.
Fonte - STEFZS  09/12/2014

Paris - Prefeitura vai proibir circulação de veículos na área central da cidade

Mobilidade

Plano antipoluição quer eliminar totalmente a circulação de motores movidos a diesel até 2020.“Nos quatro distritos centrais de Paris, à exceção de bicicletas, ônibus, táxis, os únicos veículos permitidos serão os de residentes, carros de entregas e de emergência”, disse ela ao semanário francês, acrescentando que o plano antipoluição será discutido no Conselho de Paris em 9 de fevereiro.

O Globo
foto - ilustração/Pregopontocom
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, quer banir completamente da cidade os gases emitidos por motores movidos a diesel até 2020. Para isso, ela anunciou, em entrevista ao “Journal du Dimanche” (“JDD”) neste fim de semana, que vai proibir a circulação de veículos nos quatros arrondissenments centrais da capital francesa:
“Nos quatro distritos centrais de Paris, à exceção de bicicletas, ônibus, táxis, os únicos veículos permitidos serão os de residentes, carros de entregas e de emergência”, disse ela ao semanário francês, acrescentando que o plano antipoluição será discutido no Conselho de Paris em 9 de fevereiro.
A proibição entrará em vigor inicialmente nos fins de semana, mas rapidamente deverá ser expandida para todos os dias da semana, segundo a prefeita. “Quero agir de forma eficaz, rápida e vigorosa”, disse Anne. “Porque a poluição é um tema maior, um grave problema de saúde pública, em particular para as populações mais vulneráveis.”
Além do problema da poluição, a prefeitura quer aliviar o trânsito na cidade. A área central de Paris engloba uma densidade populacional elevada para os padrões das cidades europeias. Os quatro arrondissements em questão, que formam uma importante região turística, enfrentam congestionamentos crônicos.
Em seu plano para erradicar o diesel das ruas de Paris, a prefeita quer estabelecer eixos de circulação reservados a veículos próprios. “A cartografia do ar de Paris mostra que a poluição de partículas se concentra em torno da periferia e em alguns eixos que criam um efeito chamado de cânios. Esses corredores de poluição só serão autorizados aos veículos de ultra baixa emissão e proibido aos demais. Me refiro à rue de Rivoli, aos Champs-Élysées... Isso será feito inicialmente de forma experimental.

Invertendo a lógica
A prefeita lembrou que o uso da bicicleta como meio de transporte já está bem assentado na cultura parisiense. Ela acrescentou que o número de quilômetros de ciclovias será dobrado até 2020, por meio de “um plano bastante ambicioso”, que custará € 100 milhões ao longo de sua gestão. A ideia é permitir a integração de todas as portas de Paris, “mas também uma grande ligação Norte-Sul e outra Lest-Oeste”.
“Também quero estimular a bicicleta elétrica, estimulando a compra do Vélib. Tecnicamente, é viável. Também vamos desenvolver um projeto de instalação de postos para recarregar carros elétricos”, disse a prefeita prometendo assistência financeira também para a criação de garagens para bicicletas.
De certo modo, a proposta de Anne Hidalgo inverte uma lógica de planejamento urbano que vigorou nas principais metrópoles do mundo desde o fim do século XIX, com foco nos automóveis. Uma das principais preocupações dos formuladores de política pública para as cidades era o escoamento do tráfego. Assim, a construção de avenidas, bulevares, viadutos, pontes, muitas vezes implicando a demolição de bairros inteiros, se sobrepôs a políticas de habitação e o desenvolvimento sustentável dos bairros.
Além da poluição do ar, esse raciocínio estimulou o transporte individual e esgotou as possibilidades de escoamento, gerando engarrafamentos crônicos em várias áreas da cidade. A inversão dessa lógica, por outro lado, coloca em questão a qualidade dos meios de transporte público e formas alternativas, como ciclovias. Não é à toa que mobilidade passou a ser uma das questões centrais das metrópoles neste início de século XXI.
Matéria originalmente publicada no jornal O Globo
Fonte - Cidades Sustentáveis  08/12/2014


Veja Também

MOBILIDADE URBANA Soluções Viáveis em Salvador
Centro da Cidade
- Um sistema de VLT no centro da cidade,ligando a Pça. da Sé ao C.Grande/Canela, usando todo o percurso em via dupla na Rua Chile e na Av. Sete no corredor compreendido entre a Praça Castro Alves até próximo ao Campo Grande (Casa D'Itália) proibindo o estacionamento e restringindo-se a circulação de veículos no local no período compreendido entre as 7:00hs e as 21:00hs,sendo permitido nesse horário apenas a circulação de táxis bicicletas,veículos de serviços e moradores cadastrados e autorizados....
A Baixa do Sapateiros
- O estacionamento e a circulação de veículos ao longo de toda via na Baixa dos Sapateiros ( Barroquinha/Arquidabã) sofreria restrição total no período das 7:00hs até as 21:00hs. Nesse horário apenas circulariam além do VLT, veículos de serviços,táxis,bicicletas e moradores cadastrados e autorizados.O alargamento das calçadas em toda extensão da via,com dispositivos para melhorar a acessibilidade e circulação de pedestres irá possibilitar uma melhoria no fluxo das pessoas com mais conforto e segurança além de trazer também consequentemente,benefícios para o comercio local....

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Artesãos de área histórica de Salvador fazem ato contra remoção

Salvador

Feito em parceria com a prefeitura de Salvador, o projeto objetiva promover mudanças urbanísticas nos Arcos da Ladeira da Montanha e Muralhas da Cidade Alta/Cidade Baixa, tombados desde 1984.Os trabalhadores temem ser removidos do local, por isso, artesãos, integrantes da comunidade de Gamboa de Baixo, também atingida pelo projeto, e representantes do Movimento Sem Teto da Bahia participaram do ato.

Helena Martins 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Em meio às homenagens a Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira da Bahia, sapateiros, serralheiros, ferreiros, marmoristas e outros profissionais que trabalham na região da Ladeira da Conceição, em Salvador, protestaram, na manhã de hoje (8) contra o projeto Parque Cidade-Histórica, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Feito em parceria com a prefeitura de Salvador, o projeto objetiva promover mudanças urbanísticas nos Arcos da Ladeira da Montanha e Muralhas da Cidade Alta/Cidade Baixa, tombados desde 1984. A ideia é restaurar a estrutura do local, recuperar monumentos, requalificar vias e desapropriar imóveis para que sejam usados como espaços de artes, segundo informações do Iphan.
Os trabalhadores temem ser removidos do local, por isso, artesãos, integrantes da comunidade de Gamboa de Baixo, também atingida pelo projeto, e representantes do Movimento Sem Teto da Bahia participaram do ato. Por meio de panfletagens, eles buscaram sensibilizar os participantes da festa religiosa quanto à situação dos que há décadas prestam serviços no local.
É o caso de Paulo Evangelista, de 42 anos, um dos organizadores do ato, cujo pai começou a trabalhar na região como sapateiro ainda nos anos 1930. Crescido entre os arcos, Paulo seguiu a tradição familiar e virou artesão. Aprendeu o ofício de marmorista e hoje é uma das 30 pessoas que trabalham no local histórico.
“O governo nunca fez nada pelos arcos, agora quer reformar e expulsar a gente para colocar gente rica no lugar”, disse Paulo, para quem a intervenção proposta desvaloriza aqueles que mantiveram os arcos como um lugar vivo e importante da cidade.
Durante o protesto, os manifestantes também cobraram participação na definição das intervenções. Integrante do Instituto de Desenvolvimento de Ações Sociais (Ideas), que presta assessoria aos artesãos, Wagner Campos disse que, em julho, os trabalhadores receberam notificação, a pedido do Iphan, segundo o qual a área deveria ser esvaziada em 72 horas. Três dias depois, eles fizeram um ato na sede do órgão e conseguiram uma mesa de negociação.
Segundo Campos, houve seis encontros para negociação. Neles ficou pactuado que os arcos seriam reformados, mas de acordo com um novo projeto, o qual garantiria a permanência dos trabalhadores. “Eles também sairiam parcialmente para que as reformas fossem feitas. Mas na sétima mesa, o Iphan, que deveria apresentar o projeto, se retirou”, destacou.
Desde o último encontro, no fim de outubro, não houve mais diálogos, informou Campos, que defende a continuidade das rodadas, para que se encontre uma saída consensual para a situação. “Eles já trabalham aqui – o que a reforma poderia prever era a melhoria da própria situação do trabalho. Porque, se os arcos continuam existindo hoje, é por causo da presença e do trabalho dos artesãos”, avalia Campos.
A Agência Brasil procurou a Superintendência do Iphan na Bahia, mas não conseguiu falar com o representante. Segundo a assessoria do instituto, apenas o superintendente poderia falar sobre o assunto, mas ele está viajando a trabalho. A prefeitura de Salvador também foi procurada, mas não deu retorno às solicitações feitas até a publicação desta reportagem.
Fonte - Agência  Brasil  08/12/2014

Brasil recebe o último lote de helicópteros de combate russo Mi-35

Defesa Aérea

Contrato para a aquisição pela FAB de 12 aeronaves foi finalizado com a entrega do último lote de 3(três) helicópteros Mi-35 comprados a Rússia

DR
O Mi-35 leva armas de altíssima precisão
 e pode fazer operações noturnas
 Foto: Alexander Krasnov
A Força Aérea Brasileira recebeu os últimos três helicópteros Mi-35 comprado à Rússia. Com a entrega, a empresa estatal russa de venda de equipamentos militares ao exterior (Rosoboronexport) concluiu o contrato que forneceu 12 aeronaves deste modelo. Os aparelhos chegaram ao Brasil a bordo de um avião cargueiro An-124.
O helicóptero de combate Mi-35 é equipado com armas de alta precisão e pode operar à noite. A aeronave tem sido utilizada por muitos países da Europa, da Ásia, da África, da América e da Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
Fonte - Diário da Russia  08/12/2014

Prefeitura de Fortaleza implanta parquímetros em estacionamento rotativo.

Fortaleza

A prefeitura de Fortaleza esta implantando parquímetros em estacionamento rotativo na cidade,a novidade traz também o uso de energia solar para alimentar os novos equipamentos, que farão a cobrança automática do tempo de permanência dos veículos nas vagas.





foto - ilustração

Sistema de carros elétricos compartilhados chega a Recife

Mobilidade

Sistema de compartilhamento de carros elétricos é lançado no Recife - Iniciativa é a primeira do Brasil e começa a ser testada no próximo dia 15. A partir de março, todos poderão utilizar os três carros importados da China

G1 - Autor: Marina Barbosa 
Carros elétricos foram importados da China
créditos: Marina Barbosa / G1
O sistema de compartilhamento de carros elétricos, originalmente chamado de car sharing, está chegando ao Brasil. É a capital pernambucana que vai inaugurar o projeto, que permite alugar carros sustentáveis por determinado intervalo de tempo através do celular. A ideia é uma das saídas encontradas por países como França, Estados Unidos e China para o problema da alta emissão de gases poluentes por veículos automotivos. No Recife, ainda pretende incentivar o uso de transportes alternativos e começa a funcionar em dez dias, no próximo dia 15.
O primeiro mês servirá como teste. Por isso, apenas 20 pessoas previamente escolhidas poderão utilizar os veículos sustentáveis, que vão ficar disponíveis em três estações de compartilhamento – nas ruas do Brum e Vasco Rodrigues, no Bairro do Recife; e na Rua do Lima, em Santo Amaro, área central da capital. O número de usuários vai crescer gradualmente nos dois próximos meses. E, em março, o projeto será aberto ao público através do aplicativo para celular do Porto Leve. O dispositivo já oferece o aluguel de bicicletas por meio de uma parceria das empresas Porto Digital e Serttel, que também são responsáveis pela implantação do car sharing.
Daqui a três meses, o sistema também vai ganhar três novas estações de compartilhamento, na Praça do Derby, na Prefeitura do Recife e na Casa da Cultura. No entanto, o número de automóveis vai continuar o mesmo. "É um protótipo, por isso fica com três carros. Esperamos que, com a consolidação da ideia, o poder público veja seu valor e resolva expandi-la, como aconteceu com o aluguel de bicicletas que hoje já tem mais de 70 estações", explica o diretor do Porto Digital, Francisco Saboya, destacando que a função da empresa é testar tecnologias que contribuam com os maiores desafios urbanos da atualidade: mobilidade, sustentabilidade e segurança. Por isso, cabe ao poder público ou a outra empresa privada ampliá-las. Já a Serttel fica responsável pelo desenvolvimento e operação do sistema.

Funcionamento
Seguindo os exemplos que têm dado certo no exterior, o projeto pernambucano oferece o aluguel de carros elétricos por até meia hora a usuários cadastrados no aplicativo para celular do Porto Leve. Assim como as bicicletas de aluguel, os carros podem ser retirados e entregues em qualquer estação do programa. A única recomendação é que sejam preferencialmente utilizados por mais de uma pessoa ao mesmo tempo, reduzindo, assim, a quantidade de automóveis nas ruas. A recomendação é sentida inclusive no preço.
Para utilizar o sistema, é preciso pagar uma mensalidade no valor de R$ 30, além de uma taxa extra para cada corrida. Se o usuário não oferecer carona, essa taxa é de R$ 20. Caso dê carona através do aplicativo para outro usuário do programa, o valor é dividido entre os dois usuários. Se o motorista oferecer a carona e mesmo assim nenhum interessado se manifestar nos 15 minutos de tolerância, também paga R$ 10. Ainda é preciso pagar uma taxa extra caso o motorista ultrapasse os 30 minutos permitidos para a utilização do veículo. Por cada minuto adicional será cobrado R$ 0,75.
"É uma forma de incentivar o compartilhamento do veículo para diminuir a quantidade de carros nas ruas e, assim, contribuir com a preservação ambiental", afirma o diretor de tecnologia da Serttel, Alberto Van Drumen. Na Europa, cada exemplar do car sharing retira entre seis e nove veículos tradicionais das ruas. A experiência também mostra que, comparado a um carro particular, os veículos sustentáveis gastam 4,5 vezes menos em cada quilômetro rodado. Alimentados por energia limpa, ainda evitam a utilização de combustíveis fósseis e contribuem para a redução da poluição atmosférica.
A carona, por sinal, é uma inovação do sistema brasileiro. "Nenhum outro modelo oferece essa possibilidade. Além disso, toda a nossa operação é feita pelo celular. No exterior não, há totens nas estações para desbloqueio do veículo", afirma o diretor de inovação e competitividade empresarial do Porto Digital, Guilherme Calheiros.
Para solicitar o veículo, basta entrar no aplicativo do Porto Leve e escolher a opção do car sharing. O aplicativo mostra as estações do projeto e o usuário precisa indicar a estação de origem para que o sistema verifique se há carros disponíveis naquele local. Também será preciso informar o destino, para garantir que haja vaga quando for devolver o carro. Cada estação conta com duas vagas exclusivas para os veículos sustentáveis.

Usuário indica estação de origem para checar
disponibilidade dos veículos
 (Divulgação / Porto Digital)
Depois de completar a solicitação, o usuário tem a possibilidade de oferecer uma carona e ver os interessados próximos. Caso essa opção seja escolhida, um relógio indica os 15 minutos de espera pelo companheiro. Esgotado o tempo, o chaveiro do veículo aparece para que o usuário desbloqueie a porta.
Passado todo esse processo, basta ligar o veículo. "É como um carro automático. Não há marcha, apenas freio e acelerador. Mas a principal diferença é mesmo o silêncio. Por se tratar de um carro elétrico, parece que está desligado", conta Van Drumen. Importados da China, os carros sustentáveis são inteiramente elétricos, equipados com ar-condicionado e demoram seis horas para serem carregados. Cada exemplar acomoda dois passageiros e alcança até 60 km/h. Quando totalmente carregado, pode rodar por até 120 quilômetros. O projeto teve custo total de R$ 500 mil, financiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia e pela Serttel, que arcou com o investimento em pesquisa e desenvolvimento.
Para utilizar o sistema, basta ser maior de 18 anos, ter carteira de habilitação, cartão de crédito e baixar o aplicativo do Porto Leve. Após fazer a inscrição no celular, é preciso apresentar os documentos de identidade e habilitação no escritório do Porto Digital, no Bairro do Recife. A organização lembra que os veículos são monitorados e têm placas, por isso, podem ser multados e os responsáveis pelas infrações serão notificados.

Brasil é campeão mundial de natação

Mundial de Natação

Brasileiros conseguiram quatro ouros no último dia de competição. - A equipe brasileira conquistou quatro ouros no último dia de competição, o domingo, 7, com César Cielo, nos 100 m livres, Etiene Medeiros, nos 50 m costas, Felipe França nos 50 m peito, e no revezamento 4 x 100 m e chegou a sete medalhas douradas no quadro final da competição realizada em Doha.

DR
César Cielo brilhou nos 100 m livres no
 Mundial de piscina curta
Foto: Osama Faisal – AP
O Brasil é o grande vencedor do Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta. A equipe brasileira conquistou quatro ouros no último dia de competição, o domingo, 7, com César Cielo, nos 100 m livres, Etiene Medeiros, nos 50 m costas, Felipe França nos 50 m peito, e no revezamento 4 x 100 m e chegou a sete medalhas douradas no quadro final da competição realizada em Doha. Os brasileiros ainda conseguiram uma prata e dois bronzes no Qatar.
A Hungria ficou em segundo lugar, com seis medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze. A Holanda foi a terceira colocada, fechando a competição com cinco ouros, uma prata e seis bronzes. A Rússia terminou sua participação no Campeonato Mundial em 12º lugar, com um ouro, quatro pratas e quatro bronzes.
Fonte - Diário da Russia  08/12/2014

Recursos contra aquecimento global beneficiaram poucos países, diz instituto

Internacional

O relatório foi divulgado antes da última semana de negociações das Nações Unidas, em Lima, no Peru, para conseguir as bases de um acordo para reduzir o aquecimento global. A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-20) começou na segunda-feira (1º) e vai até 12 de dezembro.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Metade dos quase US$ 8 bilhões (cerca de R$ 20,7 bilhões) repassados para combater o aquecimento global no mundo em desenvolvimento foram destinados para apenas dez países, prejudicando nações em maior risco, aponta relatório do Instituto de Desenvolvimento no Exterior, um think tank (instituição que produz conhecimento estratégico) britânico.
Marrocos, México e Brasil foram os países que mais recursos receberam desde 2003 - mais de US$ 500 milhões cada (R$ 1,3 bilhão), de um total de US$ 7,6 bilhões (R$ 19,67 bilhões), de acordo com a análise de gastos na última década em 135 países.
O relatório foi divulgado antes da última semana de negociações das Nações Unidas, em Lima, no Peru, para conseguir as bases de um acordo para reduzir o aquecimento global. A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-20) começou na segunda-feira (1º) e vai até 12 de dezembro.

foto - ilustração
"O México e o Brasil estão entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa e, com o Marrocos, têm enorme potencial nas energias renováveis", indica o relatório.
No entanto, em relação ao apoio financeiro, muitos dos países mais pobres ficaram para trás. "Estados frágeis e afetados por conflitos, como a Costa do Marfim e o Sudão do Sul, onde é normalmente difícil aplicar financiamento, receberam menos de US$ 350 mil [R$ 905 mil] e US$ 700 mil [R$ 1,8 bilhão], respectivamente", informou o instituto.
"Muitos países de rendimento médio que são vulneráveis aos impactos das alterações climáticas e têm um potencial significativo para energias limpas, como a Namíbia, El Salvador e a Guatemala, também receberam menos de US$ 5 milhões [R$ 12,9 milhões] cada", indicaram os especialistas.
Fonte - Agência Brasil  08/12/2014

domingo, 7 de dezembro de 2014

Satélite sino-brasileiro Cbers-4 é lançado e envia sinais para a Terra

Ciência & Tecnologia

Este é o quinto equipamento de sensoriamento remoto produzido em parceria pelo Brasil e a China.Em sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff disse que o satélite amplia a cooperação Sul-Sul, pois fornecerá imagens aos países da América Latina e da África.

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil
Satélite Cbers-4MCTI/divulgação
O satélite sino-brasileiro de sensoriamento remoto Cbers-4 foi lançado neste domingo (7) à 1h26 (no horário de Brasília, 11h26 em Pequim) da base de Taiyuan, a 700 quilômetros da capital chinesa, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este é o quinto equipamento de sensoriamento remoto produzido em parceria pelo Brasil e a China.
Em sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff disse que o satélite amplia a cooperação Sul-Sul, pois fornecerá imagens aos países da América Latina e da África. "O Cbers-4 é fruto de parceria entre o Brasil e a China e, entre suas muitas aplicações, está o monitoramento do desmatamento na Amazônia".
O satélite foi lançado pelo foguete chinês Longa Marcha 4B. Quando atingiu o ponto ideal da órbita, um comando liberou a trava do dispositivo que prendia o Cbers-4 ao foguete. Impulsionado por molas, o satélite afastou-se do lançador e entrou em órbita 12,5 minutos após o lançamento.
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Cbers-4 enviou os primeiros dados orbitais às 2h, quando atingiu 742,5 quilômetros de altitude. O satélite de sensoriamento remoto completa uma órbita em torno da Terra a cada 90 minutos e sua primeira passagem sobre o Brasil era prevista para as 10h de hoje.
Com duas toneladas e equipado com quatro câmeras, o Cbers-4 dará 14 voltas no planeta por dia. Em baixa resolução, ele faz imagens da Terra em cinco dias - em média resolução, esse tempo é 26 dias, e em alta, 52 dias.
De acordo com a AEB, as imagens do satélite, que são distribuídas gratuitamente para milhares de usuários, têm diversas aplicações na área de monitoramento ambiental, agrícola e planejamento urbano. A vida útil do Cbers-4 é estimada em três anos.
Na China, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, e o diretor do Inpe, Leonel Perondi, assistiram ao lançamento. No Brasil, o lançamento foi acompanhado por especialistas no Centro de Controle de Satélites do Inpe, em São José dos Campos (SP).
O lançamento do Cbers-4, inicialmente programado para dezembro de 2015, foi antecipado em um ano devido à falha ocorrida no lançamento do Cbers-3, em dezembro de 2013. Antes, foram lançados com sucesso o Cbers-1 (1999), Cbers-2 (2003) e Cbers-2B (2007).
Iniciado nos anos 1980, o programa Cbers (sigla em inglês para China-Brazil Earth Resources Satellite) é coordenado pela AEB e desenvolvido pelo Inpe.

O uso correto da bicicleta ajuda a evitar lesões

Ciclismo

De acordo com dados do estudo Ergonomia Aplicada ao Design de Bicicletas, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), cerca de 30% dos ciclistas brasileiros - profissionais ou amadores - sofrem ou já sofreram de dores na coluna e ou problemas musculares por conta do uso indevido do equipamento.

Luana Almeida - A Tarde
foto - ilustração
O bom tempo, a proximidade do verão e o início das férias são um convite à prática de esportes ao ar livre, como o ciclismo. No entanto, antes de sair por aí a pedalar, é preciso estar atento ao uso correto da bicicleta.
De acordo com dados do estudo Ergonomia Aplicada ao Design de Bicicletas, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), cerca de 30% dos ciclistas brasileiros - profissionais ou amadores - sofrem ou já sofreram de dores na coluna e ou problemas musculares por conta do uso indevido do equipamento.
O levantamento aponta que, entre as consequências mais comuns da prática incorreta estão lesões musculares, hérnias de disco, artroses, tendinites, incontinência e infecções urinárias e até problemas de ereção.
Especialista em osteopatia, o educador físico e fisioterapeuta Marcelino Lima alerta, também, para o aparecimento de dores na região lombar, cervical, nos joelhos e na panturrilha.
Para evitar problemas músculo-articulares, ele recomenda que os ciclistas, sobretudo os que só praticam o esporte de forma eventual, observem a altura e condições do banco (selim), a distância do guidom e o tamanho do quadro.
"O mercado possui uma variedade de bicicletas, das mais simples às mais equipadas. Porém, é possível obter conforto ao pedalar após ajustes simples", afirma.

Adaptação
Regular a altura do selim é a medida que o especialista considera como fundamental ao conforto e à saúde. "Um banco muito baixo requer que se dobre ainda mais o joelho, o que pode acabar machucando-o, além de causar lesões no quadril", diz Marcelino Lima.
Para fazer o ajuste, basta se posicionar ao lado da bike e erguer o banco até a altura do osso da bacia. "Nesse tamanho, o ciclista vai tocar o chão apenas com a ponta do pé", esclarece.
É preciso estar atento também ao conforto do banco: "O selim não pode ser muito duro, pois pode ocasionar a compressão do nervo pudendo, na região genital", explica.
O fisioterapeuta recomenda, ainda, que o ciclista mantenha a coluna ereta durante todo o tempo de pedalada.
"É comum, ao pedalar, flexionar a coluna para frente de forma excessiva. Se posicionar bem sobre o veículo é a melhor maneira de evitar dores", completa.

Reabilitação
Embora o ciclismo possa ser um vilão para a saúde de quem pratica o esporte de forma inadequada, quem o utiliza de forma correta percebe melhoras significativas no tratamento para dores na coluna e musculares.
A designer Márcia Meneses, 41, usa a bicicleta como meio de transporte desde 2009, quando decidiu vender o carro. Depois que começou a pedalar com mais frequência, as dores decorrentes de uma hérnia de disco melhoraram significativamente.
Márcia sempre foi esportista, mas dispunha de pouco tempo para exercitar-se por conta do trabalho. "Eu passava muito horas sentada. Quando comecei a usar mais a bicicleta, percebi que as dores provocadas pela hérnia reduziram bastante", relata.
Para sentir-se mais confortável, a designer optou por uma bike sem marchas - que, segundo ela, parece ser mais leve - e teve todo o cuidado de adaptá-la de acordo com a própria estatura.
"Me preocupo, também, com a postura. Como pedalo por toda a cidade, procuro permanecer numa posição ereta", afirma.
O ciclismo foi a recomendação do ortopedista do aposentado João Jorge Araújo, 64, para tonificar os músculos da perna após passar sete meses sem se exercitar por conta de uma cirurgia.
"Sentia que não tinha muita firmeza ao caminhar. A bicicleta me deu mais força e segurança", afirma.

Dicas básicas para ciclistas eventuais
Selim – Antes de montar, verifique se o banco está compatível com sua altura. Posicione-se ao lado da bike e erga o selim até o osso da bacia
Conforto – Opte por bancos confortáveis. Caso a bicicleta disponível não possua um selim acolchoado, use revestimento de gel, disponível em lojas de acessórios para ciclismo
Compra – Ao comprar uma bicicleta, verifique com o vendedor se o tamanho do quadro é apropriado para sua estatura. Prefira comprar em lojas especializadas
Tipo de bike – Antes de comprar, saiba a real utilização da bicicleta. Para lazer, opte pelas mais simples. Para o uso como meio de transporte, prefira as urbanas com marchas
Exercícios – Antes de começar a pedalar, faça alongamentos simples
Fonte - A Tarde  07/12/2014

Recife,o fim e um outro começo para as obras de mobilidade

Mobilidade

O fim e um outro começo para as obras de mobilidade no Recife - É o que admite a Secretaria das Cidades ao constatar o atual ritmo das obras dos dois corredores de BRT, duas das sete obras incluídas na Matriz de responsabilidade da Copa. Problemas de desapropriação, remoções de intervenções no meio do caminho e até chuva são alguns dos entraves apontados pelo governo. 

Tânia Passos
Túnel da Abolição no corredor Leste/Oeste
 será aberto para o tráfego em dezembro
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
O ano de 2014 chega ao fim deixando um número significativo de obras de mobilidade para serem concluídas até maio de 2015. É o que admite a Secretaria das Cidades ao constatar o atual ritmo das obras dos dois corredores de BRT, duas das sete obras incluídas na Matriz de responsabilidade da Copa. Problemas de desapropriação, remoções de intervenções no meio do caminho e até chuva são alguns dos entraves apontados pelo governo. A boa notícia é que dois importantes terminais e mais o túnel da abolição estarão operando até o Natal.

Terminal da 3ª Perimetral deverá operar
a partir de dezembro.
 Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Terminal de Abreu e Lima está praticamente
pronto para operar em dezembro.
 Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press









O Terminal de Integração (TI) da 3ª Perimetral, que faz parte do corredor Leste/Oeste, e o Terminal de Abreu e Lima, do corredor Norte/Sul, entrarão em operação em dezembro. O Túnel da Abolição também será aberto para o tráfego, mesmo que os acabamentos sejam concluídos no ano seguinte. Os dois corredores também sofreram atrasos e supressão de estações previstas nos projetos licitados.

Terminal da 4ª Perimetral no corredor Leste/Oeste
 só será entregue em 2015
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
O corredor Leste/Oeste termina o ano sem conseguir entregar o TI da 4ª Perimetral e mais 12 estações, sendo seis na Avenida Conde da Boa Vista, uma na Benfica e cinco na Avenida Belmínio Correia, em Camaragibe.
De acordo com o secretário executivo de mobilidade da Secretaria das Cidades, Gustavo Gurgel, todas as estações serão entregues até maio de 2015.

Paradas convencionais na Conde da Boa Vista
 para o BRT só em 2015.
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Na Conde da Boa Vista será mantido o modelo que era provisório e hoje é denominado de parada convencional. Em Camaragibe serão construídas duas estações no padrão BRT, as três restantes irão aguardar o processo de desapropriação, sem previsão de prazo. “Em Camaragibe serão construídas duas estações no padrão BRT nas áreas já desapropriadas. E para agilizar, enquanto não sai a desapropriação das outras três, nós vamos construir duas no modelo convencional”, explicou o secretário.

Duas estações de BRT na Avenida Cruz Cabugá
do corredor Norte/Sul só ficam prontas em 2015
 Fotos Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Já o corredor Norte/Sul chega ao fim do ano com seis estações de BRT a menos do que era previsto no projeto. Das 33 licitadas, serão entregues 27. Também faltam entregar outras sete, que só serão concluídas em 2015. “Duas das estações estavam previstas em cima dos viadutos e foram descartadas e as outras quatro nós estamos avaliando da real necessidade de implantação”, explicou o secretário sobre a redução no número de estações. Cada uma orçada em R$ 2 milhões no padrão BRT e cerca de R$ 400 mil no modelo convencional.

Passageiros embarcando no BRT no
Terminal de Pelópidas
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Com um número reduzido de estações e terminais de integração, a operação dos dois corredores de BRT ficou limitada. A presença do BRT é quase insignificante em relação a dependência do sistema convencional. No corredor Leste/Oeste, o BRT responde atualmente por cerca de 23% da demanda esperada de 160 mil passageiros no sistema. Já os ônibus convencionais transportam atualmente cerca de 75% dos passageiros da rede, mas ficam presos no engarrafamento da Caxangá, enquanto o BRT segue livre com uma demanda que fica muito aquém.

Ônibus convencionais respodem por maior
demanda no Norte/Sul
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
No Norte/Sul a dependência dos convencionais é ainda maior. Menos de 12% dos passageiros são transportados dos 160 mil previstos no sistema. Já os ônibus convencionais que atendem atualmente 33 linhas transportam mais de 80% dos usuários da rede. A substituição dos ônibus convencionais pelo BRT ocorrerá aos pouco. “Nós dependemos da finalização das obras. O número de estações e terminais ainda é insuficiente para o BRT operar com uma demanda maior dentro do corredor”, explicou André Melibeu, gerente de operações do Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano.

Ônibus convencionais serão mantidos no corredor
Norte/Sul, mesmo com o BRT
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Mesmo quando o sistema for concluído em maio de 2015, como está previsto, o Norte/Sul ainda manterá linhas convencionais. A razão é que faltam estações de BRT no trajeto entre Igarassu e Abreu e Lima, cada uma com apenas uma estação de BRT ao longo do corredor.
Uma boa razão para a Secretaria das Cidades rever onde relocar as estações que foram suprimidas.

Sem ampliação no Terminal de Igarassu, os ônibus
 fazem fila do lado de fora do terminal
 Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
A entrada do Terminal de Igarassu, uma das pontas do corredor Norte/Sul , acumula uma fila de ônibus convencionais. Não há espaço para eles dentro do terminal, o que dirá do BRT. O terminal também está de fora da operação do BRT, que atualmente se inicia pelo Terminal de Pelópidas, em Paulista. Além da ampliação que não houve, a única estação de BRT do município localizada no distrito de Cruz de Rebouças só vai ficar pronta em 2015. Aos usuários de Igarassu foi disponilibilizado um ônibus novo, no mesmo modelo dos ônibus de BRT, que se encontra em teste, desde maio, mas não está incluído na operação do BRT e opera com cobrador.

Nenhuma das cinco estações de BRT previstas para
a Avenida Belmínio Correia, em Camaragibe
 foi construída. Previsão em 2015.
Foto Annaclarice Almeida DP/D.A.Press
Em Camaragibe, uma das pontas do corredor Leste/Oeste, a situação é um pouco melhor. Embora o terminal não tenha sido ainda ampliado e grande parte dos ônibus convencionais usem o terreno da futura ampliação como estacionamento, o TI já recebe duas linhas de BRT, que não param em nenhuma das cinco estações prevista na Avenida Belmínio Correia, porque elas ainda não foram construídas, mas levam os usuários que usam o terminal até Recife. “As ampliações dos terminais de Igarassu, Camaragibe, PE-15 e Pelópidas foram incluídas no Pac das Grandes Cidades, explicou o secretário executivo de Mobilidade, Gustavo Gurgel. “É uma outra fonte de captação de recursos e nossa expectativa é que em 2015 as ampliações possam ser executadas”, revelou.

Obra da Via Mangue foi incluída no Pac Copa
        Foto Debora Rosa/Esp.DP/D.A.Press
Dentro da matriz de responsabilidade da Copa em Pernambuco, o ponto for a da curva parece ser a Via Mangue. A obra acabou sendo beneficiada com recursos do PAC Copa, mas na prática não trouxe influência direta para a mobilidade durante a Copa. Dos dois corredores de BRT, o mais significativo, sem dúvida, no trajeto para a Arena Pernambuco foi o corredor Leste/Oeste, mas não precisou de muito esforço e operou na Copa com apenas duas estações: Guararapes e Derby.

Terminal Marítimo do Recife foi uma das sete obras
                            da Matriz da Copa.
        Foto: Maria Eduarda Bione/Esp.DP/D.A P
Outras obras tiveram um impacto mais direto como a construção do Terminal Integrado Cosme Damião, que acabou sendo o principal acesso com o metrô como transporte de massa, mesmo com todos os problemas que foram registrados na Copa das Confederações e corrigidos a tempo para a Copa do Mundo. O ramal da Copa funcionou com uma das duas faixas previstas, mas foi importante para o acesso do BRT à Arena. Também deu conta do recado o Terminal Marítimo de Passageiros, que recebeu um público recorde de mexicanos e por fim a nova torre de controle do Aeroporto dos Guararapes, onde não foi registrado nenhum incidente.
Veja Maishttp://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/
Fonte - Diário de Pernambuco  07/12/2014

Terminal de Ferry Boat em São Joaquim opera sem longas filas

Travessia marítima

Esquema especial terá frota máxima com oito ferries, incluindo o Ivete Sangalo.A Companhia Internacional Marítima mantém de hoje à tarde até segunda-feira, 8, o esquema especial, com frota máxima de oito ferries....

Joyce de Sousa - A Tarde
Raul Spinassé | Ag. A TARDE
O fluxo de pedestres e veículos no Terminal São Joaquim, em Salvador, é intenso na manhã deste domingo, 7, mas sem longas filas de espera para embarque no ferryboat. Já em Bom Despacho, a movimentação é pequena.
A Companhia Internacional Marítima mantém de hoje à tarde até segunda-feira, 8, o esquema especial, com frota máxima de oito ferries, para o movimento de retorno a Salvador pelo Terminal de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica.
Por conta do feriadão municipal, 27 mil veículos e 113 mil pedestres deixaram a capital baiana com destino à Ilha, conforme estimativas da empresa. O tempo de espera para o embarque na manhã deste sábado, 6, era de duas horas para veículos, com acesso tranquilo para pedestres.
Diante do fluxo de passageiros logo cedo, a primeira embarcação foi antecipada, de 5h para 4h20. As filas ficaram maiores de manhã, em virtude do reboque do ferry Pinheiro, que precisou passar por manutenção rápida, voltando a operar somente às 11h. Para a volta, os horários previstos em Bom Despacho começam às 6h e seguem, de meia em meia, até as 23h30.
A Concessionária Litoral Norte, que administra as praças de pedágio e a gestão da Estrada do Coco e Linha Verde, na BA-099, também espera grande movimento de retorno à capital baiana, a partir deste domingo. Somente neste sábado, 6, cerca de 20 mil veículos passaram pelas praças de pedágio. Na Rodoviária e BR-324, o movimento foi tranquilo.
Fonte - A Tarde  07/12/2014

Lei de Responsabilidade Fiscal, oito (08) estados estouram o limite

Política

A situação está mais crítica em Alagoas, na Paraíba, no Piauí, em Sergipe e no Tocantins, que ultrapassaram o limite máximo de 49% da receita corrente líquida (RCL) nos gastos com o funcionalismo público. Três estados - o Paraná, o Rio Grande do Norte e Santa Catarina - ultrapassaram o limite prudencial, 46,55% da RCL e já sofrem algumas sanções.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Oito governadores eleitos começarão o mandato, em 2015, com o desafio de segurar os gastos com o funcionalismo. Os estados estão estourando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com pessoal, segundo levantamento feito pela Agência Brasil com base em relatórios enviados pelos governos estaduais ao Tesouro Nacional.
A situação está mais crítica em Alagoas, na Paraíba, no Piauí, em Sergipe e no Tocantins, que ultrapassaram o limite máximo de 49% da receita corrente líquida (RCL) nos gastos com o funcionalismo público. Três estados - o Paraná, o Rio Grande do Norte e Santa Catarina - ultrapassaram o limite prudencial, 46,55% da RCL e já sofrem algumas sanções.
Se for levado em conta o limite de alerta (44,10%), o número de unidades da Federação com altas despesas no funcionalismo público aumenta para 17, com a inclusão do Amapá, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, de Goiás, Mato Grosso, do Pará, de Pernambuco, do Rio Grande do Sul e de Rondônia. O limite de alerta, no entanto, não implica sanções, apenas autoriza os tribunais de Contas estaduais e do DF a fazer uma advertência aos governadores.
Os estados que ultrapassam o limite prudencial sofrem restrições à concessão de reajustes (apenas os aumentos determinados por contratos e pela Justiça são autorizados), à contratação de pessoal (exceto reposição de funcionários na saúde, na educação e na segurança), ao pagamento de horas-extras e ficam proibidos de alterar estruturas de carreiras. Quem estoura o limite máximo, além das sanções anteriores, fica proibido de contrair financiamentos, de conseguir garantias de outras unidades da Federação para linhas de crédito e de obter transferências voluntárias.

Os números mostram a deterioração das contas estaduais nos últimos quatro anos. Em dezembro de 2010, apenas a Paraíba ultrapassava o limite máximo. Goiás, Minas Gerais, o Rio Grande do Norte e Tocantins tinham estourado o limite prudencial. O Acre, Alagoas, o Pará, Paraná e Sergipe estavam acima do limite de alerta. A pior situação ocorreu no Piauí, cujos gastos com o funcionalismo saltaram de 43,28% no fim de 2010 para 50,04% em agosto deste ano.
Alagoas, Sergipe e Tocantins passaram a estourar o limite máximo nos últimos anos. No entanto, alguns estados apresentaram melhoras significativas. Historicamente acima do limite máximo, a Paraíba conseguiu reduzir os gastos com o funcionalismo de 57,35% para 49,58% entre 2010 e 2014. O Acre, a Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, o Maranhão e Minas Gerais conseguiram reduzir as despesas de pessoal em relação à RCL. O Pará, acima do limite de alerta, e o Rio Grande do Norte, acima do limite prudencial, ficaram estáveis no período.
A estagnação da economia nos últimos anos explica, em parte, o aumento da proporção dos gastos com o funcionalismo. Diretamente relacionada à atividade econômica, a arrecadação dos estados, que forma a RCL, passou a crescer menos que as despesas de pessoal, que dependem de acordos salariais e dificilmente podem ser reduzidas.
Na prática, os gastos com o funcionalismo só podem ser cortados por meio da demissão de funcionários comissionados ou pela não reposição de servidores que morrem ou se aposentam. Por lei, salários não podem ser reduzidos, e servidores concursados só podem ser demitidos em casos excepcionais.
Fonte - Agência Brasil  07/12/2014

Rio de Janeiro já conta com 135 trens refrigerados em operação

Transportes sobre trilhos

Cinquenta composições chinesas compradas pelo Governo do Estado circulam nos ramais da SuperVia

O Repórter

Rio de Janeiro - Mais dois trens chineses entraram em operação assistida, na última terça-feira (4/12), na SuperVia. Do total de 100 trens chineses comprados pelo Governo do Estado, 50 já estão em operação, atendendo os passageiros do sistema. Com capacidade para transportar 1,2 mil pessoas, cada trem chinês conta com refrigeração, passagem interna entre os carros, sistema que impede a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de segurança, bagageiros, interiores mais amplos e iluminados, além de painéis de LED.
"Entre 2007 e 2014 a frota de trens refrigerados na SuperVia saltou de 6% para 68%. Em 2007 a concessionária transportava, em média, 325 mil passageiros por dia e contava com apenas 10 trens refrigerados, de um total de 173 composições. Atualmente são 200 trens, sendo 135 com ar condicionado", explica a secretária estadual de Transportes, Tatiana Carius.
Desde 2011, 48 trens antigos foram retirados de circulação, dando lugar aos modelos de última geração, ampliando a segurança dos passageiros e a redução de intervalos entre trens.
"Os novos trens são confortáveis e refrigerados. Além disso, os trens paradores reduziram consideravelmente os intervalos e agilizaram as viagens", elogiou a fisioterapeuta Flávia Mendes, usuária do ramal de Deodoro.
A esteticista Arlete Eugênia da Silva também fez elogios às novas composições.
"Moro em Marechal Hermes e atendo em domicílio. Uso o trem diariamente e costumava evitar os horários de rush, principalmente, por causa do calor. Com os novos modelos não sofro mais. Aliás, quando embarco em vagões vazios, sinto até um pouco de frio", diverte-se a esteticista.
Na avaliação do militar William Vacanti, a modernização da frota tornou as viagens mais tranquilas. Ele mora em Deodoro e costuma embarcar rumo à Central do Brasil diariamente.
"Além de os trens estarem sempre frescos, não sinto mais os vagões balançarem. Os modelos antigos chacoalhavam muito", recordou-se o militar.
Até o final deste mês, a previsão é de que mais quatro trens comecem a circular. Em 2016, o processo de renovação da frota será concluído e os passageiros dos trens da Região Metropolitana contarão com todas as composições refrigeradas.