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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Sedur se reúne com representantes da Embaixada Francesa,em pauta Mobilidade Urbana

Mobilidade 

Em pauta a proposta de integração do metrô com as comunidades,a partir da instalação de teleféricos em pontos estratégicos da cidade, a principio, em Fazenda Grande do Retiro, Bom Juá e Pernambués.O objetivo é de propiciar mobilidade e um acesso mais fácil e direto ao metrô,o que ira também aumentar o número de usuários do sistema.

Da Redação
foto - Sedur
Em visita à capital baiana para conhecer os projetos de mobilidade da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), representantes da embaixada francesa se reuniram com o secretário Carlos Martins, com o presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello, e técnicos da Superintendência de Mobilidade da Secretaria para saber mais detalhes da proposta de integração do metrô com as comunidades, a partir da instalação de teleféricos em pontos estratégicos da cidade. À principio, em Fazenda Grande do Retiro, Bom Juá e Pernambués.
“O objetivo é de propiciar mobilidade e um acesso mais fácil e direto ao metrô, o que vai também aumentar o número de usuários”, pontuou Carlos Martins. “O projeto ainda inclui o alargamento das vias públicas e novas intervenções. A ideia é que o teleférico seja integrado como elemento de urbanização e melhorias para a comunidade”, ressaltou.
A proposta é que o Governo francês e a Sedur firmem uma parceria para estudos conjuntos de viabilidade socioeconômica e técnicos de engenharia. A Secretaria, inclusive, irá encaminhar ofício (espécie de Carta de Intenções) à Embaixada Francesa, com pedido oficial de apoio e a consolidação de uma matriz de responsabilidade compartilhada. “Nós fizemos uma visita muito interessante nas comunidades e também participamos de uma apresentação bem completa para entender o sistema de transporte. Percebemos que, realmente, tem viabilidade e existe demanda”, afirmou a conselheira de Desenvolvimento Sustentável no Serviço Econômico Regional do Consulado Geral da França no Brasil, Françoise Meteyer-Zeldine

foto - Ilustração/civigeeks
“Queremos complementar o grande projeto de mobilidade que já está em curso em Salvador e Região Metropolitana”, destacou Eduardo Copello. De fato, com o avanço das obras do metrô (a Linha 1 será finalizada em dezembro, com a entrega da estação Pirajá e a conclusão dos 12 km iniciais, enquanto as obras da Linha 2 seguem e ritmo acelerado, com previsão de entrega das estações Detran e Acesso Norte no primeiro semestre de 2016), o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e as Linhas Azul e Vermelha, a Bahia desponta com um dos maiores e mais consistentes projetos de mobilidade urbana do país.
“Nós pegamos o metrô estagnado há 13 anos e, em pouco mais de dois, conseguimos recuperar a credibilidade e colocá-lo a serviço da população. É um case de sucesso”, comemorou o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano. “E, em pouco tempo, seremos a terceira capital do país em número de extensão de quilômetros de metrô”, enfatizou
Com informações da Sedur - Ba  30/11/2015


MOBILIDADE URBANA Soluções Viáveis em Salvador

Transportes Verticais e Teleféricos - A.Luis
A melhoria e a modernização dos equipamentos de transportes verticais atualmente existentes ( Elevador Lacerda e Planos Inclinados ) a recuperação do elevador do Taboão,( um monumento histórico) a criação de novos sistemas em outros locais necessários,a implantação de sistemas de Teleféricos,aproveitando-se a topografia da cidade composta de cumes e vales,a exemplo de bairros situados as margens da Av. Bonoco,da Av. Vasco da Gama,Av.ACM/Brotas-Cabula, ,BR 324/Retiro,Av.Paralela/Pernambués e entre o Bairro de Nazaré e o Centro Histórico encurtariam distâncias entre os locais interligados e aliviariam consideravelmente a carga do fluxo de passageiros nos transportes por via terrestre.Também o uso de passarelas seria recomendável em distâncias mais curtas facilitando os deslocamentos a pé entre bairros. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Paris - Prefeitura vai proibir circulação de veículos na área central da cidade

Mobilidade

Plano antipoluição quer eliminar totalmente a circulação de motores movidos a diesel até 2020.“Nos quatro distritos centrais de Paris, à exceção de bicicletas, ônibus, táxis, os únicos veículos permitidos serão os de residentes, carros de entregas e de emergência”, disse ela ao semanário francês, acrescentando que o plano antipoluição será discutido no Conselho de Paris em 9 de fevereiro.

O Globo
foto - ilustração/Pregopontocom
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, quer banir completamente da cidade os gases emitidos por motores movidos a diesel até 2020. Para isso, ela anunciou, em entrevista ao “Journal du Dimanche” (“JDD”) neste fim de semana, que vai proibir a circulação de veículos nos quatros arrondissenments centrais da capital francesa:
“Nos quatro distritos centrais de Paris, à exceção de bicicletas, ônibus, táxis, os únicos veículos permitidos serão os de residentes, carros de entregas e de emergência”, disse ela ao semanário francês, acrescentando que o plano antipoluição será discutido no Conselho de Paris em 9 de fevereiro.
A proibição entrará em vigor inicialmente nos fins de semana, mas rapidamente deverá ser expandida para todos os dias da semana, segundo a prefeita. “Quero agir de forma eficaz, rápida e vigorosa”, disse Anne. “Porque a poluição é um tema maior, um grave problema de saúde pública, em particular para as populações mais vulneráveis.”
Além do problema da poluição, a prefeitura quer aliviar o trânsito na cidade. A área central de Paris engloba uma densidade populacional elevada para os padrões das cidades europeias. Os quatro arrondissements em questão, que formam uma importante região turística, enfrentam congestionamentos crônicos.
Em seu plano para erradicar o diesel das ruas de Paris, a prefeita quer estabelecer eixos de circulação reservados a veículos próprios. “A cartografia do ar de Paris mostra que a poluição de partículas se concentra em torno da periferia e em alguns eixos que criam um efeito chamado de cânios. Esses corredores de poluição só serão autorizados aos veículos de ultra baixa emissão e proibido aos demais. Me refiro à rue de Rivoli, aos Champs-Élysées... Isso será feito inicialmente de forma experimental.

Invertendo a lógica
A prefeita lembrou que o uso da bicicleta como meio de transporte já está bem assentado na cultura parisiense. Ela acrescentou que o número de quilômetros de ciclovias será dobrado até 2020, por meio de “um plano bastante ambicioso”, que custará € 100 milhões ao longo de sua gestão. A ideia é permitir a integração de todas as portas de Paris, “mas também uma grande ligação Norte-Sul e outra Lest-Oeste”.
“Também quero estimular a bicicleta elétrica, estimulando a compra do Vélib. Tecnicamente, é viável. Também vamos desenvolver um projeto de instalação de postos para recarregar carros elétricos”, disse a prefeita prometendo assistência financeira também para a criação de garagens para bicicletas.
De certo modo, a proposta de Anne Hidalgo inverte uma lógica de planejamento urbano que vigorou nas principais metrópoles do mundo desde o fim do século XIX, com foco nos automóveis. Uma das principais preocupações dos formuladores de política pública para as cidades era o escoamento do tráfego. Assim, a construção de avenidas, bulevares, viadutos, pontes, muitas vezes implicando a demolição de bairros inteiros, se sobrepôs a políticas de habitação e o desenvolvimento sustentável dos bairros.
Além da poluição do ar, esse raciocínio estimulou o transporte individual e esgotou as possibilidades de escoamento, gerando engarrafamentos crônicos em várias áreas da cidade. A inversão dessa lógica, por outro lado, coloca em questão a qualidade dos meios de transporte público e formas alternativas, como ciclovias. Não é à toa que mobilidade passou a ser uma das questões centrais das metrópoles neste início de século XXI.
Matéria originalmente publicada no jornal O Globo
Fonte - Cidades Sustentáveis  08/12/2014


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