terça-feira, 18 de novembro de 2014

Receita do setor de serviços cresce 6,4% em setembro

Economia

Em 12 meses, o setor de serviços acumula expansão de 7,1% de sua receita nominal, enquanto em 2014, o crescimento é 6,6%. Os serviços prestados às famílias tiveram crescimento de 7,7% da receita.

Vinícius Lisboa 
Repórter da Agência Brasil 
EBC
A receita nominal do setor de serviços cresceu 6,4% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2013, divulgou hoje (18) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na Pesquisa Mensal dos Serviços. A alta supera as taxas de julho e de agosto, que foram 4,6% e 4,5%, respectivamente.
Em 12 meses, o setor de serviços acumula expansão de 7,1% de sua receita nominal, enquanto em 2014, o crescimento é 6,6%. Os serviços prestados às famílias tiveram crescimento de 7,7% da receita. A variação, no entanto, foi menos intensa que a de agosto, quando essa parte dos setor de serviços cresceu 9%. Esses serviços acumulam a maior alta de 2014, 10,1%, e também a maior em 12 meses, 10,2%.
O crescimento mais forte ocorreu em setembro, nos serviços profissionais, administrativos e complementares, com 11,1%. Os serviços de informação e comunicação, por outro lado, tiveram o menor crescimento, 2,7%. Serviços de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio subiram 6,5%, e os outros serviços, 9%.
Fonte - Agência Brasil  18/11/2014

Operação assistida do VLT de Santos começa nesta terça, 18

Transportes sobre trilhos

A operação assistida – ou testes em movimento –, a princípio acontecerá entre as estações José Monteiro e Emmerich, a partir de terça-feira (18). Em dezembro, porém, a avaliação técnica será estendida, indo da Estação José Monteiro à Mascarenhas, em percurso de quatro quilômetros de extensão.

A Tribuna
foto - ilustração
Em Santos, das 15 estações do trajeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), seis estarão prontas neste mês. A proporção com que serão entregues dá a tônica do ritmo das obras: cinco das paradas em vias de ser concluídas estão em São Vicente (Mascarenhas, São Vicente, Emmerich, Nossa Senhora das Graças e José Monteiro) e uma em Santos (Pinheiro Machado).
As conclusões garantirão aquilo que a população mais deseja: ver os trens circulando. A operação assistida – ou testes em movimento –, a princípio acontecerá entre as estações José Monteiro e Emmerich, a partir de terça-feira (18). Em dezembro, porém, a avaliação técnica será estendida, indo da Estação José Monteiro à Mascarenhas, em percurso de quatro quilômetros de extensão.
Estação Mascarenhas, aliás, provavelmente funcionará como ponto final do VLT durante pelo menos um ano. Isso porque os 900 metros que a separam do Terminal Barreiros, dificilmente serão utilizados neste começo de operação comercial, uma vez que o trecho corta a Rodovia dos Imigrantes.
Como os viadutos erguidos pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) na Imigrantes estão previstos apenas para 2016, a EMTU dá a entender que não utilizará esse ponto, embora garanta que as obras estarão concluídas em março de 2015.
Durante audiência pública no final de outubro, o presidente da EMTU, Joaquim Lopes, voltou a dizer que não houve falta de planejamento com o DER. “O problema não está em atravessar a pista. Dá para fazer o VLT tranquilamente ali, operando no tempo do semáforo. A questão é que não sabemos se é conveniente. Vamos discutir até março”, afirmou.
O engenheiro responsável pelo empreendimento, Carlos Romão Martins, diz que esse trecho deixou de ser priorizado estrategicamente, já que há a previsão de adiamento do seu funcionamento.
“O terminal ficará pronto apenas em março. Como há a restrição da Imigrantes, deixamos por último”, comenta, citando que o pátio ao lado do terminal será um ponto de apoio, com quatro faixas de estacionamento, a pouco menos de 100 metros da Ponte.

Viaduto
Causador das principais intervenções viárias no tráfego vicentino, o viaduto da Avenida Antonio Emmerich tem data para ser plenamente restabelecido. Em julho, foi entregue parcialmente, apenas com o tráfego da própria via. Em dezembro, a EMTU promete entregar todo o equipamento.
Isso significa mudança no traçado antigo, já que a faixa vinda da Linha Amarela cruzava a Antonio Emmerich. Agora, passará por baixo do viaduto, acompanhando os trilhos do VLT e a ciclovia.
“Gostaríamos de ter terminado essa fase antes, mas encontramos ali uma rede da Sabesp, que foi remanejada. Mas, agora, estamos em fase de conclusão”, comenta o responsável pelo projeto, Carlos Romão Martins.
Segundo ele, a ciclovia deve ser liberada antes, provavelmente no próximo dia 25. Isso significa que em menos de dez dias os ciclistas poderão pedalar com mais segurança do trecho da Estação Mascarenhas até a rotatória da Avenida Prefeito José Monteiro, seguindo em direção à praia.
Fonte - Revista Ferroviária  18/11/2014

Especialistas compartilham experiências de combate à fome e à pobreza

Política

O Brasil é exemplo de combate à pobreza, afirma a ministra Tereza Campello. O 1º Seminário Internacional WWP – Um Mundo sem Pobreza é promovido pela Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza – World Without Poverty (WWP), parceria do governo brasileiro com o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud).

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil 
Elza Fiuza/Agência Brasil
Especialistas brasileiros e estrangeiros estão reunidos em Brasília para discutir formas de medir a pobreza e políticas sociais para superá-la, por meio do compartilhamento das experiências brasileiras e de outros países. O 1º Seminário Internacional WWP – Um Mundo sem Pobreza é promovido pela Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza – World Without Poverty (WWP), parceria do governo brasileiro com o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud).
Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o Brasil é um dos principais exemplos de combate à pobreza. “Essa plataforma, que é o WWP [World Without Poverty, Um Mundo sem Pobreza], foi construída aqui porque o Brasil é hoje o maior exemplo de um país que consegue crescer, e, ao mesmo tempo, reduzir pobreza e desigualdades. Estamos fazendo o primeiro seminário internacional aqui porque nossa experiência serve de estímulo para que outros países sigam esse caminho e para mostrar que é possível”.
O representante do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, destacou que o seminário ocorre em um momento importante do debate sobre a pobreza no mundo, já que a nova agenda do desenvolvimento está sendo preparada. A Organização das Nações Unidas está definindo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável que vão substituir, em 2015, os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio.
Chediek, do Pnud, destaca compromisso do país
de eliminar pobreza e fome Elza Fiuza/Agência Brasil
“O Brasil assumiu o compromisso de eliminar as mazelas históricas de pobreza e fome e tem mostrado ao mundo que, com forte comprometimento político e boas políticas públicas, é possível mudar em uma geração”, afirmou Chediek.
O professor James Foster, da Universidade George Washington, ressaltou a importância da construção de um Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) pelos países.Para ele, a pobreza deve ser vista de forma mais abrangente, e não apenas econômica. O IPM deve levar em conta, entre outros temas, saúde, educação, mortalidade infantil, subnutrição e serviços públicos.
Em julho, o Pnud apresentou o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014. Além de publicar o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 187 países, o documento trouxe o IPM para 91 países. Segundo o Pnud, o índice de brasileiros em situação de pobreza multidimensional caiu 22,5% em seis anos.
“As pessoas não melhoraram só a renda. Melhoraram do ponto de vista multidimensional, ou seja, um conjunto de ações garantiu que as pessoas conseguissem ter acesso a bens e direitos”, acrescentou a ministra.
Fonte - Agência Brasil  18/11/2014

Obra do VLT em Fortaleza terá nova licitação em dezembro

Transportes sobre trilhos

Após a paralisação das obras, uma licitação já havia sido concluída em agosto deste ano, vencida pelo consórcio VLT-Fortaleza, formado pelas empresas de engenharia Marquise e Engesol, com o valor de R$ 162 milhões. 

G1
foto - ilustração
Está agendada para 10 de dezembro a licitação para continuidade das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que vai ligar os bairros Parangaba e Mucuripe, em Fortaleza. O VLT havia sido prometido para o período da Copa do Mundo, em junho de 2014, e o contrato com a empresa responsável foi cancelado por não cumprimento do prazo. Segundo a Secretaria da Infraestrutura do Estado, as obras estão em 50% do andamento.
Após a paralisação das obras, uma licitação já havia sido concluída em agosto deste ano, vencida pelo consórcio VLT-Fortaleza, formado pelas empresas de engenharia Marquise e Engesol, com o valor de R$ 162 milhões. O valor não foi aceito após análise por técnicos da Secretaria. Segundo a Seinf, a nova proposta permite contratações públicas mais rápidas e eficientes para obras beneficiadas com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), como é o caso do VLT. Por esse método, vence a empresa que apresentar o lance de menor valor global perante seus concorrentes.
O Ramal vai atravessar 22 bairros e deverá atender a 90 mil passageiros por dia. O ramal terá 12,7 quilômetros ligando o Mucuripe à Parangaba, sendo 11,3 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetros de trechos elevados.
Fonte - Revista Ferroviária  17/11/2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

MP quer ampliar investigações... E “cretinos” à extrema-direita - Bob Fernandes

Política

Informação: no Ministério Público tem que quer ir mais fundo e mais além. A partir das delações via empreiteiras, novas investigações seriam abertas.
Empreiteiras operam nos estados e grandes municípios. Financiam candidaturas em todos os níveis e para todos os grandes partidos.





IBGE divulga primeiro mapa de riscos climáticos da Amazônia Legal

Meio Ambiente

Apesar dos dados analisados terem sido coletados entre as décadas de 1960 e 1990, o coordenador de Recursos Naturais do IBGE, Celso José Monteiro Filho, diz que o mapa é importante para mostrar a importância da questão em uma região como a Amazônia, entendendo as condições climáticas como um agente potencialmente transformador de um ambiente.

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil
IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (17) o primeiro Mapa de Agressividade Climática na Amazônia Legal. O documento compila dados coletados por três décadas em 326 estações climatológicas e pluviométricas, além de informações do próprio IBGE e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
Produzido pelo Diagnóstico Ambiental da região, estudo da década de 1990 para conjugar a análise das variáveis climáticas, o material também leva em conta o relevo e a cobertura vegetal da Amazônia Legal.
Apesar dos dados analisados terem sido coletados entre as décadas de 1960 e 1990, o coordenador de Recursos Naturais do IBGE, Celso José Monteiro Filho, diz que o mapa é importante para mostrar a importância da questão em uma região como a Amazônia, entendendo as condições climáticas como um agente potencialmente transformador de um ambiente.
“O levantamento é necessário para compreender o funcionamento do sistema natural por conta do clima. Ele ajuda muito a avaliar a vulnerabilidade do ambiente. Não é um mapa que indica ou apresenta problemas relacionados às chuvas e à falta de água em São Paulo. O objetivo é mostrar que o agente transformador de qualquer ambiente é o clima. Se esse clima é alterado por desmatamento ou ocupação, a alteração transformará o ambiente”, salientou.
O mapa incluiu três grandes classes de agressividade: alta, média e baixa. Cada uma é subdividida em fatores, conforme o índice de concentração de chuvas, número de meses com excesso e deficiência e totais médios anuais de chuva.
De acordo com Monteiro Filho, é necessário um mapa com dados atuais, para verificar como ocorreram as mudanças na região nas últimas décadas. “Até 1990, os dados não eram muito bons. Hoje, são muito melhores. É preciso uma outra análise para entendermos  como a situação se deu nos últimos 24 anos. De qualquer forma, era uma informação perdida. Na ciência, você tem de ter uma base de comparação”.
Ressaltou que as modificações na região tropical foram intensas nos últimos 24 anos. Acrescentou que ainda não há previsão da nova análise. O mapa do Potencial de Agressividade Climática na Amazônia Legal pode ser acessado na página do IBGE. - http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&idnoticia=2761 -
Fonte - Agência Brasil  17/11/2014

Rastros tucanos na corrupção da Petrobras alertam autoridades

Política

A tentativa dos tucanos de transformar o escândalo em motivo para o impedimento da presidenta recém-reeleita foi identificada, e coibida, por setores do Judiciário - Aécio Neves foi patrocinado por seis das nove empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato.

Por Redação - Correio do Brasil
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Se a direita pretendia usar a Operação Lava Jato para comprometer o governo da presidenta Dilma Rousseff, os fatos apontam para uma barreira intransponível de evidências quanto à participação de líderes dos partidos oposicionistas na roubalheira ocorrida, durante mais de uma década, na estatal brasileira de petróleo. A tentativa dos tucanos de transformar o escândalo em motivo para o impedimento da presidenta recém-reeleita foi identificada, e coibida, por setores do Judiciário.
Quatro delegados da Polícia Federal chegaram a usar uma rede social para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, às vésperas da eleição, em apoio ao candidato Aécio Neves, do PSDB. Trata-se dos principais responsáveis pela operação que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, e a eles foram feitas delações premiadas, cujo suposto conteúdo foi “vazado” no período eleitoral. A megaoperação das prisões precipitou-se sobre o caso dos delegados e sua sugestiva atitude, abafando-o.
A onda de prisões foi deflagrada apenas 24 horas depois que os delegados responsáveis pelo caso Petrobras apareceram comprometidos, como autores, com manifestações explicitamente agressivas contra Dilma e Lula. E de apoio a Aécio Neves.
– O comportamento desses delegados não anula a existência nem diminui um fato grave, que é o escândalo da Petrobras, mas compromete a investigação. Esses delegados acreditam que são os salvadores da pátria, quando, na verdade, estão comprometendo a investigação. Na tentativa de alterar o resultado eleitoral, eles estavam evidentemente fazendo vazar depoimentos, quebrando o sigilo da investigação – disse o senador Roberto Requião (PMDB-PR) ao site Viomundo.

Vazamentos
Outra tentativa de influir no resultado eleitoral, com base na operação de caça aos corruptos na Petrobras, foi identificada pela Procuradoria Geral da República. O procurador-geral, Rodrigo Janot, afirmou a jornalistas que o advogado do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Operação Lava Jato, era ligado ao PSDB e vazou informações seletivamente para influenciar as eleições realizadas em outubro.
– Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral. O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo Beto Richa para a coisa de saneamento, tinha vinculação com partido – disse Janot.
Trata-se do advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, coordenador da defesa de Youssef. Por um ano entre 2011 e 2012, durante o governo tucano de Beto Richa, no Paraná, Basto teve um cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná.
Segundo Janot, Basto “começou a vazar coisa seletivamente” e foi avisado pela procuradoria a respeito do risco que a estratégia envolvia.
– Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar. Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação – disse.
Pelo acordo feito entre a PGR e os delatores, o conteúdo da delação premiada deve ser mantido em sigilo, sob pena de o acusado perder os benefícios negociados com os procuradores. Ainda assim, as declarações deram margem para o golpe midiático levado a termo pela revista semanal de ultradireita Veja, às vésperas do segundo turno das eleições.
Investigadores da Polícia Federal suspeitaram da armação no depoimento em que Youssef afirmou que tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a então candidata à reeleição Dilma Rousseff, ambos do PT, sabiam do esquema de corrupção na Petrobras.
Youssef prestou depoimento em 21 de outubro e não citou Lula ou Dilma. Em 22 de outubro, Figueiredo Basto pediu para “fazer uma retificação no depoimento anterior” para acrescentar que “perguntou quem mais, além das pessoas já citadas pelo doleiro, sabia da fraude na Petrobras”, ao que Youssef teria afirmado “acreditar que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem”.
A denúncia foi publicada na noite de quinta-feira 23 pela revista Veja, que naquela semana antecipou sua circulação semanal em um dia. No fim daquela semana, Aécio Neves (PSDB) e Dilma se enfrentariam no segundo turno das eleições presidenciais. No domingo 26, a capa da revista circulou em forma de panfletos por algumas das maiores cidades do País e um boato a respeito do suposto assassinato de Youssef circulou pelas redes sociais. Depois de publicada a matéria, Basto negou a existência da retificação.

PSDB envolvido
A prisão de empreiteiros, durante a sétima fase da Operação Lava Jato (http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/justica-federal-nega-habeas-corpus-para-11-investigados-da-operacao-lava-jato/740302/ ), na última sexta-feira, elevou a temperatura dos discursos da oposição, com discursos impositivos de Aécio Neves e seus liderados.
– Tem muita gente sem dormir em Brasília – chegou a afirmar o senador mineiro, derrotado nas urnas pela presidenta Dilma.
A falação, porém, esconde o fato que, das nove empreiteiras alvo dos federais, seis financiaram sua campanha para presidente em um montante não inferior a R$ 20 milhões. A situação dos oposicionistas fica ainda mais delicada no momento em que, segundo Rodrigo Janot, a prisão de executivos e presidentes de grandes empreiteiras do país faça com que muitos dos detidos busquem o instituto da delação premiada para tentar reduzir o tamanho de suas penas.
– Isso é um rastilho de pólvora. Quando um começa a falar, o outro diz: Vai sobrar só para mim?’. E aí eles começam a falar mesmo – conclui.
Fonte - Correio do Brasil  17/11/2014

Cientistas lançam estudo sobre sustentabilidade no Brasil

Sustentabilidade 

Os especialistas desenvolveram, ao longo de um ano, estudos sobre água, energia, transporte, resíduos sólidos, agricultura e mercado financeiro. Pela primeira vez, foram apresentadas metas quantitativas que podem balizar soluções a médio e longo prazos.

Da Agência Brasil
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Um estudo sobre os rumos da sustentabilidade no Brasil foi apresentado hoje (17) pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável. O trabalho intitulado Diretrizes Para uma Economia Verde apresenta indicadores para seis setores da atividade econômica sob o olhar da sustentabilidade.
Os especialistas desenvolveram, ao longo de um ano, estudos sobre água, energia, transporte, resíduos sólidos, agricultura e mercado financeiro. Pela primeira vez, foram apresentadas metas quantitativas que podem balizar soluções a médio e longo prazos.
A ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, contou que o estudo foi feito em torno de temas prioritários para o mundo e para o Brasil. A preocupação foi relacionar a mudança do clima com as políticas públicas e os novos modelos de desenvolvimento.
"Os especialistas brasileiros de várias vertentes mostram os desafios que o Brasil tem, que é o desafio global de redução de emissões, além do desmatamento. Com base em dados da nossa economia, da nossa história de políticas públicas, [eles] começam a projetar quais seriam os possíveis caminhos a serem debatidos pelas cidades brasileiras e a serem tomados pelo Brasil em relação ao seu desenvolvimento", disse a ministra.
O professor da Universidade de São Paulo Oswaldo Lucón apresentou alguns indicadores com os quais a sociedade consegue acompanhar para que lado estão indo o setor energético e a economia brasileira.
"A perspectiva do estudo mostra que o Brasil pode avançar, mas precisa rever as políticas de eficiência energética, de microgeração distribuída, de redes inteligentes, de energias renováveis, de transporte sustentável em todos os modais, de uso de solo, de código de edificação, para nós termos edifícios mais confortáveis e eficientes e acima de tudo produções e consumo”, diz o professor.
Para a professora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia Suzana Kahn os novos combustíveis e transporte coletivo são essenciais. “É o vetor de mudanças, porque a questão de congestionamentos, de mobilidade, de acidentes, enfim, são tantos outros problemas muito mais próximos ao cidadão do que clima, que se deve privilegiar, resolver esse tipo de problema. E as emissões [de gases de feito estufa], a redução das emissões vem como consequência", contou Suzana.
Fonte - Agencia Brasil  17/11/2014

Passageiros testam trem que atinge 500 km/h no Japão

Transportes sobre trilhos

Os novos modelos chegam a até 500 km/h e são ainda mais rápidos que os famosos trens-bala japoneses, que viajam a uma velocidade de 320 km/h.

BBC
foto - ilustração
Cem passageiros participaram no Japão de testes com trens de alta-velocidade 'maglev' - que usam levitação magnética e 'flutuam' sobre os trilhos.
Os novos modelos chegam a até 500 km/h e são ainda mais rápidos que os famosos trens-bala japoneses, que viajam a uma velocidade de 320 km/h.
São mais velozes também que a linha de mag-lev que opera entre o aeroporto de Xangai, na China, e o centro da cidade, que atinge 430 km/h.
O teste foi realizado no trecho de 43 km entre as cidades de Uenohara e Fuefuki, no centro do Japão. Serão oito dias de testes, que terão a participação de 2,4 mil pessoas. Mais de 240 mil haviam se cadastrado para os testes.
Fonte - Revista Ferroviária  17/11/2014

VLI recebe em Divinópolis máquina que amplia vida útil das linhas férreas

Ferrovias

Locomotiva esmerilhadora de trilhos também reduz custos operacionais. Tecnologia americana de última geração é única no Brasil, diz empresa.

G1
Por Ricardo Welbert

A maior oficina ferroviária da América Latina, em Divinópolis, recebeu um reforço de peso: uma locomotiva esmerilhadora de trilhos. Fabricada nos Estados Unidos, a tecnologia custou R$ 28 milhões e serve para ampliar a vida útil das linhas férreas e reduzir custos operacionais.
Com o atrito causado pelo contato com as rodas dos trens, os trilhos de ferro ficam desgastados. Após cerca de cinco anos sem manutenção, as peças podem se romper e causar descarrilamento de composição - o que gera prejuízo à empresa, aos clientes e ainda coloca operários em risco. "Antes era preciso que homens percorressem a linha férrea e virassem a parte desgastada dos trilhos para baixo, permitindo que pelos cinco anos seguintes o outro lado fosse gasto. Agora, basta passar a esmerilhadora nas partes desgastadas. Isso vai aumentar em cerca de dez anos a vida útil do trilho, que é o insumo mais caro do negócio ferroviário", explicou Fernando Adriano Pinto, gerente de manutenção e operações de máquinas de via da Valor Logística Integrada (VLI).
Ainda segundo ele, a máquina foi fabricada este ano e é a esmerilhadora de trilhos mais moderna em operação na América Latina. O equipamento completo pesa 222.800 toneladas, tem 4,10 metros altura, 3,20m de largura, 66m de comprimento e chega à velocidade de 60 quilômetros por hora. Foi comprado no primeiro semestre do ano. Em junho chegou ao porto de Vila Velha, no Espírito Santo. Desde então, percorreu 39 quilômetros de linha-férrea no Centro-Oeste mineiro.
Com o investimento, a companhia pretende diminuir as interdições por fraturas de trilhos e aumentar a disponibilidade das vias para a circulação dos trens. "Os trabalhos com essa esmerilhadora também acarretam redução no consumo de combustível das locomotivas porque trilhos devidamente esmerilhados diminuem o atrito com as rodas e o motor pode fazer menos força para o deslocamento", explicou o gerente de engenharia ferroviária da VLI, João Silva Júnior.
Dos 1.200 funcionários da empresa em Divinópolis, apenas sete foram selecionados para operar a esmerilhadora. Dimas Fernandes Maciel é um deles. Quando a máquina está em funcionamento ele fica do lado de fora orientando quem está na cabine. "Observo as condições do trilho e verifico se o equipamento está esmerilhando de acordo com o padrão escolhido", contou.
Quando estão em operação, os esmeris ficam escondidos por uma camada de borracha instalada nas laterais do vagão esmerilhador. "Sai muita faísca e essa proteção impede o lançamento de fagulhas", explicou.
Do lado de dentro a locomotiva é equipada com ar condicionado, televisão e até uma cozinha, onde as equipes fazem refeições. No vagão principal fica o "cérebro" da máquina. Tudo é digital. Monitores mostram o mapa da ferrovia. O software de operação oferece 25 padrões de trabalho, escolhidos a partir do uso de sensores que fazem leituras dos trilhos. Câmeras instaladas na frente e na traseira do trem mostram ao maquinista tudo o que se passa na linha.
De acordo com Dimas, esmerilhar mil metros de trilhos demora, em média, 40 minutos. A máquina é a mais moderna da categoria a operar no Brasil. "Foi fabricada este ano e entrou em operação poucos meses depois. Trata-se de um equipamento com alta tecnologia embarcada, onde é possível gerenciar, por exemplo, a pressão exercida pela locomotiva sobre os trilhos", explicou.
A previsão da empresa é esmerilhar 600 quilômetros de linha férrea em 2015. A partir de outubro do mesmo ano, a máquina deverá operar com 100% da capacidade.
Fonte - STEFZS  17/11/2014

Travessia marítima é suspensa por causa de fortes ventos

Salvador

Cuvas e ventos fortes motivaram a suspensão do atendimento.Segundo informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), não há previsão de retorno do atendimento nesta segunda, já que as condições de navegação estão impróprias.

A Tarde
Da Redação
Marco Aurélio Martins | Ag. A TARDE
A travessia marítima Salvador-Mar Grande está suspensa desde as 11h desta segunda-feira, 17, por causa dos ventos fortes que atingem a Baía de Todos-os-Santos e deixam o mar agitado.
Segundo informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), não há previsão de retorno do atendimento nesta segunda, já que as condições de navegação estão impróprias.
Já a travessia Salvador-Morro de São Paulo opera com conexão em Itaparica. Os catamarãs saem do Terminal Náutico, no Comércio, e atracam em Itaparica, de onde os passageiros seguem de ônibus até a Ponta do Curral, em Valença, e atravessam em lanchas para Morro. Com conexão, a viagem dura 3h20. As escunas de turismo que fazem o passeio pelas ilhas da Baía de Todos-os-Santos não estão funcionando.
Fonte - A Tarde  17/11/2014

domingo, 16 de novembro de 2014

G20 acerta ao relevar aspectos sociais para a recuperação da economia, diz Dilma

Economia

“Esta reunião do G20 teve uma característica que foi diferenciada, que foi o fato de uma preocupação grande com os processos de universalização [do acesso à educação e à energia]”, disse a presidenta brasileira, durante entrevista à imprensa concedida após sua participação na plenária do encontro.- “Um outro fato é que nós definimos a importância também do G20 tratar da educação como sendo não apenas uma questão social, mas uma questão econômica fundamental, principalmente como forma de inclusão social, mas também como forma de difusão do progresso em toda a sociedade”, acrescentou.

Pedro Peduzzi 
Repórter da Agência Brasil 
EBC
O desemprego, a baixa demanda e a falta de acesso à educação e à energia são fatores que prejudicam o desenvolvimento econômico mundial. Portanto, ao se trabalhar contra esses problemas em escala planetária, trabalha-se a favor da superação da crise financeira mundial. De acordo com a presidenta Dilma Rousseff, ao chegar a essas conclusões, os representantes do G20 – grupo que integra as 20 maiores economias do mundo – deram um tom diferenciado ao atual encontro, na reunião de cúpula que terminou hoje (16) na Austrália.
“Esta reunião do G20 teve uma característica que foi diferenciada, que foi o fato de uma preocupação grande com os processos de universalização [do acesso à educação e à energia]”, disse a presidenta brasileira, durante entrevista à imprensa concedida após sua participação na plenária do encontro. Dilma destacou que, do ponto de vista da economia, tais investimentos representam grande vantagem. “Nós definimos a necessidade de acesso universal à energia a custos acessíveis”, disse. “Um outro fato é que nós definimos a importância também do G20 tratar da educação como sendo não apenas uma questão social, mas uma questão econômica fundamental, principalmente como forma de inclusão social, mas também como forma de difusão do progresso em toda a sociedade”, acrescentou.
Dilma ressaltou algumas semelhanças entre as conclusões do grupo e as políticas públicas praticadas no Brasil. “Nós não podemos achar que economia não tem esse componente social. Uma das coisas que o Brasil aprendeu é que economia também precisa de uma certa difusão não só, por exemplo, da universalização da luz, da água e de vários outros serviços, mas também da universalização da educação e da educação de qualidade. Isso é um aprendizado que tivemos no nosso próprio país”.
De acordo com a presidenta, no que se refere ao acesso à energia elétrica o Brasil está em uma situação “bastante razoável”, uma vez que o país tem mais de 99% da população atendida. Outra conclusão que, segundo ela, ficou “mais clara dentro do G20”, foi a necessidade de atuações visando ao aumento da demanda na economia - estratégia que o Brasil já vem adotando internamente, ajudando-o a lidar com os reflexos da crise internacional no mercado interno.
A tendência, acenou Dilma, é que isso continue durante o próximo mandato. Perguntada sobre quais cortes estariam sendo estudados pelo governo brasileiro visando à retomada do crescimento, a presidenta disse que nem todos ajustes são feitos pelo lado de cortar a demanda. “Não se pode achar que com restrições a economia se recupera. Você tem de selecionar aquilo que pode dar maior nível de investimento e, portanto, maior capacidade de recuperação”. “Não defendemos que a melhor política seja a restrição da demanda como forma de sair da crise. Não é. E isso está provado na própria União Europeia”, acrescentou ao defender a redução de despesas consideradas “não legítimas” ou excessivas.
“Você tem no Brasil um conjunto de gastos e de despesas que não levam, necessariamente, à ampliação do investimento, nem à ampliação do consumo. Essas despesas que não levam à ampliação do investimento e do consumo são aquelas que nós consideramos que podem ser cortadas”, acrescentou.
Segundo ela, durante a reunião do G20 as autoridades chegaram à conclusão de que houve frustração do crescimento econômico, após as expectativas manifestadas no início do ano, de um crescimento mais robusto. “Esse crescimento não se verificou da forma como a gente esperava, tanto na Europa, como no resto do mundo”, ressaltou. “Uma série de problemas decorrentes do baixo crescimento apareceu e, basicamente, o que se verifica é que o emprego continua sendo um dos principais problemas, tanto econômicos como sociais, em todas as economias desenvolvidas da Europa e, também, em outros países”, acrescentou. O Brasil, lembrou a presidenta, tem conseguido manter uma taxa elevada de emprego.
Outra questão que foi também muito discutida pelo grupo foi a necessidade de uma reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), com o objetivo de dar nova correlação de forças na entidade, e de dar mais peso aos países em desenvolvimento. Dilma lembrou que essa reforma, que seria basicamente de cotas, havia sido decidida e teria de ser cumprida até 2010.
O que tem acontecido, disse, “são tempos diferentes de recuperação”, entre países desenvolvidos e emergentes. “Todos os países emergentes tiveram uma situação melhor durante anos e resistiram à crise. Até que ela atingiu, de uma forma ou de outra, todos nós [emergentes] também. A China, por uma redução muito significativa do crescimento. Brasil, Rússia e África do Sul, idem. A Índia, tendo um ano pior e outro melhor”.
Fonte - Agência Brasil  16/11/2014

Escavações da Linha 4 do Metrô em Ipanema são concluídas

Transportes sobre trilhos

Espaço da Linha 4 do Metrô atenderá 47 mil passageiros por dia - A nova linha, que contará ainda com as estações Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental e Jardim de Alah, terá 16 quilômetros de extensão, ligando a Barra da Tijuca a Ipanema. 

Correio do Brasil
Por Redação, com ACS 
CB
Com as escavações concluídas, a Estação Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, que receberá 47 mil passageiros por dia e faz parte das obras da Linha 4 do Metrô, ficou pronta para receber o Tatuzão (Tunnel Boring Machine), equipamento usado para perfurar o solo, abrindo túneis subterrâneos. A nova linha, que contará ainda com as estações Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental e Jardim de Alah, terá 16 quilômetros de extensão, ligando a Barra da Tijuca a Ipanema. O projeto é o maior legado em transporte que a população do Rio de Janeiro ganhará com os Jogos Olímpicos.
- A obra na Nossa Senhora da Paz está em ritmo avançado, com cronograma mantido, e a estação está 100% escavada, assim como as estações São Conrado e Jardim Oceânico. Aguardamos a chegada do Tatuzão, que está prevista para dezembro. Ele será deslocado por 30 dias e depois continuará em direção ao Jardim de Alah. Toda a obra ficará pronta para ser entregue à população em 2016, cumprindo um compromisso Olímpico do Estado – afirmou o secretário da Casa Civil, Leonardo Espíndola.
Segundo Espíndola, as intervenções da Linha 4 do Metrô vão beneficiar os usuários do transporte público e também o meio ambiente.
- A nova linha é uma obra que será importante para toda a população. Com as estações prontas, cerca de 2 mil carros serão retirados das ruas, melhorando não só a mobilidade, mas diminuindo a emissão de gás carbônico na atmosfera – disse o secretário da Casa Civil.
A Linha 4 vai transportar mais de 300 mil pessoas por dia. A nova linha entrará em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes. Será possível ir da Barra a Ipanema em 13 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos. Os usuários poderão ainda deslocar-se da Pavuna até Barra da Tijuca, pagando apenas uma tarifa.
Fonte - Agência Brasil  16/11/2014

G20 vê possibilidade de crescer 2,1% mais até 2018

Economia

Segundo o G20, a elevação no crescimento adicionaria US$ 2 trilhões à economia global e criaria empregos. Os países destacaram que o crescimento maior pode ser atingido com medidas para aumentar o investimento, elevar o comércio e a competição e impulsionar o emprego

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil
Presidenta Dilma Rousseff durante Fotografia Oficial
da Cúpula do G20 - Roberto Stuckert Filho/PR
O G20, grupo das maiores economias do mundo, divulgou documento sinalizando a possibilidade de conseguir, até 2018, crescimento adicional de 2,1% dos produtos internos brutos (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país) do bloco, constituído pelas 19 maiores economias mais a Comunidade Europeia. O comunicado foi publicado após dois dias de reuniões, na cidade de Brisbane, Austrália.
Segundo o G20, a elevação no crescimento adicionaria US$ 2 trilhões à economia global e criaria empregos. Os países destacaram que o crescimento maior pode ser atingido com medidas para aumentar o investimento, elevar o comércio e a competição e impulsionar o emprego. Os membros do G20 defenderam ainda a adoção de políticas macroeconômicas para apoiar o desenvolvimento e crescimento inclusivo, reduzindo a desigualdade e pobreza. O grupo enfatizou a necessidade de investir em infraestrutura, e destacou o papel dos bancos multilaterais e bancos públicos de desenvolvimento.
“Combater as deficiências de investimento e infraestrutura é crucial para elevar o crescimento, a criação de empregos e a produtividade (…). Nossas estratégias de crescimento contêm grandes iniciativas de investimento, incluindo fortalecer o investimento público e melhorar nosso clima de investimento doméstico e financiamento, o que é essencial para atrair novos recursos do setor privado”, diz a carta. Segundo o comunicado, os membros do G20 continuarão trabalhando com bancos multilaterais, e encorajando a atuação de bancos de desenvolvimento nacionais.
Os países assumiram o compromisso de reduzir a diferença entre as taxas de participação no mercado de trabalho de homens e mulheres, trazendo mais de 100 milhões de mulheres à força de trabalho até 2025. O G20 também se compromete “fortemente” a reduzir o desemprego entre os jovens, considerado “inaceitavelmente alto”.
O comunicado defende, ainda, a estabilidade do sistema financeiro e ações para um sistema internacional de taxas “justo”. Diz também que os países buscarão aumento da eficiência energética para atender à necessidade de crescimento sustentável e desenvolvimento. Apoia, por fim, ações para enfrentar as mudanças climáticas que estejam de acordo com a última conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o assunto.
Fonte - Agência Brasil  16/11/2014

“O problema das grandes cidades é que elas tornaram-se infinitas”, diz especialista

Sustentabilidade

Desta vez, a conferência de dois dias tem início nesta sexta-feira (14/11) na capital indiana, Nova Déli, com a participação de renomados acadêmicos, políticos, arquitetos, líderes empresariais e representantes da sociedade civil.

Diario do Centro do Mundo
Publicado na DW.http://www.dw.de/

Organizado pelo programa LSE Cities da London School of Economics and Political Science (Escola de Economia e Ciência Política de Londres) e pela Sociedade Alfred Herrhausen, o fórum Urban Age (Era Urbana) é uma conferência internacional interdisciplinar que investiga vários aspectos das cidades e do ambiente urbano.
Desta vez, a conferência de dois dias tem início nesta sexta-feira (14/11) na capital indiana, Nova Déli, com a participação de renomados acadêmicos, políticos, arquitetos, líderes empresariais e representantes da sociedade civil.
A Deutsche Welle conversou com Ricky Burdett, diretor do fórum Urban Age e do programa LSE Cities, autor de The Endless City (A cidade infinita, em tradução livre). Burdett é um dos maiores especialistas mundiais em planejamento urbano. Ele foi o consultor-chefe de Arquitetura e Urbanismo nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
Segundo Burdett, tornar uma cidade “inteligente” não envolve somente tecnologia, mas a resolução de algumas das questões mais fundamentais. O urbanista disse ainda que, em vez de criar novas cidades, muitas vezes é mais importante aperfeiçoar as existentes.
Deutsche Welle: Qual a importância da escolha de Nova Déli para sediar a conferência Urban Age deste ano?
Ricky Burdett: Temos realizado conferências em cidades ao redor do mundo, como Istambul, Rio de Janeiro, Mumbai, que estão crescendo rapidamente, mas também em Nova York e Londres, que estão mudando a sua fisionomia e o seu “DNA” por meio da migração e outros fatores. Não há dúvida de que Déli é um exemplo interessante dado o seu passado colonial, que se reflete na arquitetura vitoriana e malha urbana em Nova Déli. Além disso, trata-se de uma grande cidade em expansão com todas as suas dificuldades, como a ausência de habitação social estruturada e problemas significantes em termos de tráfego.
Há poucas cidades no mundo capazes de combinar tudo isso. Ao mesmo tempo, o sistema de metrô de Déli é um investimento fantástico, enquanto os riquixás motorizados e os sistemas de ônibus estão mudando para o gás natural. Essas são atitudes incrivelmente corajosas. E tem-se também um novo governo indiano falando sobre “smart cities”, ou seja, cidades inteligentes. Tudo isso cria um contexto muito vibrante para a nossa discussão.
No início deste ano, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anunciou um investimento de 1,2 bilhão de dólares em cidades inteligentes no próximo ano. O que você acha desse projeto, levando em conta a sua experiência como arquiteto e urbanista?
Eu acho o termo “cidades inteligentes” problemático, porque ele sugere aplicar alta tecnologia a uma coisa ou outra. Em alguns casos, tornar uma cidade inteligente não implica somente tecnologia, mas a resolução de algumas das questões mais fundamentais. E a tecnologia de informação pode ajudar a fazer isso. Mas eu não tenho certeza se a noção de computadorizar tudo com sistemas IBM ou Cisco é o que importa nas cidades indianas atuais. O que importa é o investimento em tecnologias inteligentes para ajuda a melhorar o transporte ou a forma de gestão da saúde pública, como também aumentar a qualidade de vida das populações existentes e não pensar apenas nas cidades futuras.
Na Índia, existem tantas pessoas vivendo em condições desastrosas em tantas cidades, de forma que é ali onde a inteligência precisa ser primeiramente aplicada. A minha compreensão é que as 100 cidades inteligentes não são pensadas como novas cidades cheias de arranha-céus e carros elétricos, como na Coreia do Sul, China ou Oriente Médio. Tais cidades são o epítome de cidades inteligentes. Mas elas são caras e não resolvem definitivamente os problemas enfrentados pelos indianos. Fiquei animado em saber que o plano indiano é centrado, na verdade, no aperfeiçoamento das cidades existentes. Certamente, isso será bastante debatido na conferência.
Você falou que estamos vivendo numa era da cidade infinita. Quais seriam alguns dos desafios enfrentados pelas grandes cidades modernas de hoje?
Cidades como Mumbai, Istambul, Lagos e São Paulo têm crescido mais rapidamente do que outras metrópoles internacionais como Londres ou Nova York. Lagos, por exemplo, tem ganhado cerca de 600 mil novos habitantes todos os anos. Isso representa uma taxa de aproximadamente 70 pessoas nascendo a cada hora ou se mudando para a cidade. O estresse que isso representa para a infraestrutura dessas cidades é sem precedentes. O preocupante é que muitas cidades africanas estão vivenciando um rápido crescimento populacional sem passar pelo processo de manufatura ou industrialização registrado na Europa e nos EUA no século 19.
Isso cria uma perigosa bomba-relógio social, na medida em que cada vez mais pessoas se mudam para as cidades e passam a viver em assentamentos informais sem acesso à infraestrutura básica, levando a profundas desigualdade e violência em alguns lugares. O outro grande desafio é em nível ambiental. Como motores da economia global, as cidades consomem enormes quantidades de energia e emitem um imenso volume de poluição. Por volta de 60% a 75% das emissões globais de CO2 provêm das cidades.
Essa é uma cifra enorme, e se pudermos pensar no projeto e gestão da próxima geração de cidades – o que não implica necessariamente a construção de novas cidades, mas o aperfeiçoamento e melhoramento do que já existe, particularmente nas grandes cidades, tornando-as mais ecológicas –, o potencial de redução do impacto sobre o planeta é dramático.
Existem cidades que acertaram em termos de enfrentar alguns desses desafios?
Absolutamente. A situação não é inevitável e pode ser abordada através de um bom planejamento e uma boa gestão urbana, mesmo quando os recursos são escassos. Uma das regiões mais inovadoras no Hemisfério Sul é a América Latina. Por exemplo, na Colômbia, com todos os seus problemas de violência e drogas, duas cidades se destacam – a capital, Bogotá, e Medellín. Ambas passaram por grandes mudanças nos últimos 15-20 anos na implementação de escolas, habitação acessível e de boa qualidade, bibliotecas, como também na introdução de sistemas de transporte, ciclovias, ônibus de trânsito rápido (BRT), ou seja, em vez de gastar quatro horas por dia para chegar ao emprego, o trabalhador precisa somente de 20 a 30 minutos.
Na Ásia, registra-se o maior número de investimentos desse tipo – Cingapura se destaca de todas as formas, tanto em seus pontos fortes quanto em suas limitações. Hoje, é uma cidade-Estado com cerca de 80% de seus cidadãos vivendo em habitações sociais, o que é um conceito extraordinário. Portanto, há um investimento na tentativa de resolver as necessidades fundamentais e evitar o problema da desigualdade profunda que ameaça tantas cidades. Outras partes da Ásia, como o Japão e muitas cidades chinesas, estão realizando, por exemplo, investimentos extraordinários em transporte público, o que faz uma grande diferença do ponto de vista da equidade e acesso ao emprego.
O tema da conferência deste ano é a governança urbana. O que é preciso para se fazer uma cidade de sucesso? Boa liderança ou arquitetos visionários?
Sou arquiteto, mas não acho que os arquitetos são solução. Para se ter uma ideia do caminho que uma cidade deve seguir, da forma que ela precisa se desenvolver, de quais são os seus valores, é preciso que haja líderes urbanos capazes de implementar mudanças, que geralmente vão de encontro à natureza das tendências nacionais. No caso da Espanha, por exemplo, o país tem enfrentado altos e baixos nos últimos anos, mas a cidade de Barcelona teve cinco prefeitos consecutivos que foram capazes de desenvolver e interpretar a visão de uma cidade muito dinâmica, muito aberta à migração internacional, criando empregos de alta tecnologia e melhorando a qualidade dos espaços públicos, de sua orla, etc.
Em Londres, desde 2000, tivemos dois prefeitos eleitos pelo voto direto que fizeram, em minha opinião, uma enorme diferença quanto à quantidade de dinheiro levantado do governo central. É o resultado de um prefeito batendo à porta do gabinete do primeiro-ministro. Um pequeno exemplo é que, agora, temos um sistema ferroviário público de 30 milhões de dólares, que deverá ser inaugurado em 2018. No entanto, isso nunca teria acontecido se não tivesse havido um prefeito fazendo lobby para tal.
Assim, liderança é fundamental. Ideias e visões urbanas são importantes, mas acredito que noções de equidade, sustentabilidade, de posicionamento ecológico são fatores extremamente importantes que às vezes transcendem a visão arquitetônica.
Fonte - Diário do Centro do Mundo  15/11/2014