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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cientistas lançam estudo sobre sustentabilidade no Brasil

Sustentabilidade 

Os especialistas desenvolveram, ao longo de um ano, estudos sobre água, energia, transporte, resíduos sólidos, agricultura e mercado financeiro. Pela primeira vez, foram apresentadas metas quantitativas que podem balizar soluções a médio e longo prazos.

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Um estudo sobre os rumos da sustentabilidade no Brasil foi apresentado hoje (17) pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável. O trabalho intitulado Diretrizes Para uma Economia Verde apresenta indicadores para seis setores da atividade econômica sob o olhar da sustentabilidade.
Os especialistas desenvolveram, ao longo de um ano, estudos sobre água, energia, transporte, resíduos sólidos, agricultura e mercado financeiro. Pela primeira vez, foram apresentadas metas quantitativas que podem balizar soluções a médio e longo prazos.
A ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, contou que o estudo foi feito em torno de temas prioritários para o mundo e para o Brasil. A preocupação foi relacionar a mudança do clima com as políticas públicas e os novos modelos de desenvolvimento.
"Os especialistas brasileiros de várias vertentes mostram os desafios que o Brasil tem, que é o desafio global de redução de emissões, além do desmatamento. Com base em dados da nossa economia, da nossa história de políticas públicas, [eles] começam a projetar quais seriam os possíveis caminhos a serem debatidos pelas cidades brasileiras e a serem tomados pelo Brasil em relação ao seu desenvolvimento", disse a ministra.
O professor da Universidade de São Paulo Oswaldo Lucón apresentou alguns indicadores com os quais a sociedade consegue acompanhar para que lado estão indo o setor energético e a economia brasileira.
"A perspectiva do estudo mostra que o Brasil pode avançar, mas precisa rever as políticas de eficiência energética, de microgeração distribuída, de redes inteligentes, de energias renováveis, de transporte sustentável em todos os modais, de uso de solo, de código de edificação, para nós termos edifícios mais confortáveis e eficientes e acima de tudo produções e consumo”, diz o professor.
Para a professora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia Suzana Kahn os novos combustíveis e transporte coletivo são essenciais. “É o vetor de mudanças, porque a questão de congestionamentos, de mobilidade, de acidentes, enfim, são tantos outros problemas muito mais próximos ao cidadão do que clima, que se deve privilegiar, resolver esse tipo de problema. E as emissões [de gases de feito estufa], a redução das emissões vem como consequência", contou Suzana.
Fonte - Agencia Brasil  17/11/2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Congresso internacional discute descarte de resíduos sólidos em SP

Meio ambiente

Mais da metade da população mundial, cerca de 3,5 bilhões de pessoas, não têm acesso a serviços básicos de gestão de resíduos sólidos - São dados como esses que darão suporte aos debates, iniciados hoje (8), do Congresso Mundial dos Resíduos Sólidos, que continua até o dia 11.

Camila Maciel 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil
Mais da metade da população mundial, cerca de 3,5 bilhões de pessoas, não têm acesso a serviços básicos de gestão de resíduos sólidos, aponta o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). São dados como esses que darão suporte aos debates, iniciados hoje (8), do Congresso Mundial dos Resíduos Sólidos, que continua até o dia 11. É a primeira vez que o evento, organizado pela Internacional Solid Waste Association (Iswa), ocorre no Brasil. O congresso reúne mais de mil pessoas de 68 países.
Para Carlos Silva Filho, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), associada à Iswa, uma das questões a serem abordadas refere-se ao impacto econômico de uma gestão inadequada. “Não traz só impactos ambientais negativos. Perde-se muito dinheiro, muitos recursos. Tudo o que é descartado, poderia voltar para o ciclo produtivo, seja na forma de matéria-prima, seja na forma de energia”, apontou. Ele aposta em uma conjugação de esforços entre a sociedade, o Poder Público e a iniciativa privada.
Entre as iniciativas inovadoras que serão apresentadas no congresso, Carlos Filho destacou o aproveitamento do resíduo de plástico como combustível, transformando-o em biodiesel, e o uso de materiais oriundos do lixo eletrônico, para recuperação de metais preciosos. Destacou, ainda, a necessidade de políticas de inserção de catadores do setor informal no sistema profissional da gestão de resíduos.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010, também foi destacada durante a abertura do evento. O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão, avaliou que, em apenas quatro anos, a política produziu resultados significativos. Um deles foi a grande participação na quarta conferência nacional sobre o tema. “Todos os estados fizeram as conferências e elegeram 1,2 mil delegados”, salientou.
O secretário ressaltou avanços na logística reversa como resultado da implementação da PNRS nos últimos anos. Maranhão citou como exemplo a indústria de eletroeletrônicos, de embalagens em geral e de descarte de medicamentos. Lembrou, ainda, que, em 2008, antes da aprovação da lei, o descarte adequado era uma realidade em 1.092 municípios, de um de 5.561. “No fim de 2013, esse número passou para 2.200, ou seja, 40% dos municípios”, comemorou.
Fonte - Agência Brasil  08/09/2014