quarta-feira, 18 de março de 2015

Moradores da Zona Norte de Recife sem alternativas para fugir do trânsito

Mobilidade

Com o entupimento da Av. Norte e somente com ônibus para o transporte público, Zona Norte vive caos no trânsito.Diferentemente da Zona Sul, que dispõe de metrô e no último ano recebeu faixa exclusiva para transporte coletivo e uma passagem expressa...

Maira Baracho*
Diario de Pernambuco
Trânsito na Avenida Rui Barbosa fica congestionado
 quase todas as manhãs. Para a CTTU a alternativa é a Rua do Futuro
 também engarrafada. Foto - Allan Torres/DP/D.A Press 
Na Zona Norte do Recife a cena se repete todos os dias: milhares de carros disputam espaço nas ruas apertadas e um trajeto de menos de três quilômetros pode exigir até 40 minutos dos motoristas. Diferentemente da Zona Sul, que dispõe de metrô e no último ano recebeu faixa exclusiva para transporte coletivo e uma passagem expressa - a Via Mangue - a região Norte da cidade é carente de alternativas e continua fora do roteiro dos principais projetos de mobilidade urbana. Na semana passada o Diario realizou o caminho feito por milhares de recifenses e fez o percurso de ida e volta entre o Mercado de Casa Amarela e o Parque Treze de Maio, no Centro, em pleno horário de pico. Levamos até 1h22 para completar o trajeto, que pode ser conferido detalhadamente no infográfico abaixo.




Em uma manhã típica no Recife, que ostenta o título de pior trânsito do país, se gasta entre 20 e 40 minutos para percorrer toda a Avenida Rui Barbosa. A alternativa para escapar da via onde circulam 24 mil carros todos os dias é a Rua do Futuro, que, no entanto, também sofre com a lentidão. Na Avenida Norte, onde 53,5 mil carros passam todos os dias, não é diferente. Sem planos governamentais para desafogar o tráfego na área a curto e médio prazo, o morador da Zona Norte fica preso a esses percursos. Segundo o site Numbeo, o recifense leva, em média, 55,6 minutos para se deslocar entre um ponto e outro, se posicionando como a 10ª metrópole do mundo onde se gasta mais tempo no trânsito. Na prática, no entanto, o tempo pode ser ainda maior.
Os filhos de Melissa Carvalho estudam em uma escola na Rui Barbosa. Todos os dias ela leva 40 minutos para percorrer a avenida e acredita que a precariedade do transporte público influencia na quantidade de carros. “Há a necessidade dos pais levarem seus filhos ao colégio, por causa da insegurança do transporte coletivo, o que aumenta ainda mais o fluxo de carros”, percebe. Para os usuários de ônibus, o único tipo de transporte coletivo disponível na região, o cenário não é diferente.
 

Para o urbanista César Barros o problema do trânsito na Zona Norte – e no Recife – se sustenta em quatro pilares: lacuna histórica de planejamento, gestão falha, não priorização do transporte público e negação dos modais não motorizados. “O que acontece quando você junta esses fatos é o caos total”, comenta. Para ele, só uma mudança de perspectiva na atuação da gestão pública mudaria o trânsito.
“Os veículos motorizados deveriam funcionar com uma bitola permanente, que garantisse o fluxo a partir da capacidade da via”, explica, defendendo uma padronização das ruas. “A Rui Barbosa, por exemplo, tem larguras diferentes dependendo do trecho, o que deixa o trânsito confuso”, analisa. “Você tem giros à esquerda onde não deveria ter, como no cruzamento da Avenida Norte com o canal do Arruda. A gestão precisa estar atuante a cada momento porque situações como essa devem ser evitadas radicalmente”, avalia.

Adicionar legenda
Outra questão identificada pelo especialista é a não priorização do transporte coletivo, que ele defende como alternativa viável para melhorar o tráfego. “Faixas exclusivas de ônibus é o mínimo que se pode fazer em vias como Rosa e Silva e Avenida Norte.” Para ele, a gestão também deve voltar-se para os veículos não motorizados, sobretudo a bicicleta. “Você poderia interligar toda a Região Metropolitana com apenas sete ciclovias. E elas devem estar nos corredores principais da cidade. Isso significa que um estudante poderia sair, por exemplo, de Apipucos e seguir até o seu colégio, na Rui Barbosa, de bicicleta. Hoje ele não vai porque é perigoso”, explica. “Se isso tudo não for levado em consideração, qualquer opção vai ser caótica”, opina.

Foto: Allan Torres/DP/D.A Press 
Nas principais vias da Zona Norte circulam mais de 143 mil carros diariamente. São 53 mil na Avenida Norte , 33 mil na Rui Barbosa e 24 mil na Rui Barbosa. A Dezessete de Agosto recebe os 33 mil restantes.

Sem projetos à vista
Através da assessoria de imprensa, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) confirmou que nenhum grande projeto está previsto para a área, a não ser um possível VLT (metrô de superfície) que pode ser implantado na Avenida Norte, mas que estaria ainda em fase “embrionária”. Ainda de acordo com a companhia, nos últimos dois anos foram feitas 19 alterações na circulação de veículos nas vias da Zona Norte, que vão desde binários, proibições e eliminações de giros. A CTTU disse ainda que 80 orientadores auxiliam o trânsito e atuam nos principais cruzamentos da área, como nas avenidas Rosa e Silva, Norte, Rui Barbosa e Parnamirim.
A CTTU informou também informou que outras medidas estão sendo analisadas e devem ser implementadas ainda no segundo semestre de 2015, mas não entrou em detalhes sobre os projetos.
Colaborou Mike Torres*
Fonte - Diário de Pernambuco  18/03/2015

terça-feira, 17 de março de 2015

Metrô de Salvador - Secretário Carlos Martins vistoria estação do Bom Juá e visita canteiro de obras em Pirajá

Transportes sobre trilhos

Luiz Valença, presidente da CCR Metrô Bahia, Carlos Martins, secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Eduardo Copello, presidente da CTB (no canto direito), e engenheiros da CCR Metrô Bahia no canteiro de Pirajá 

Ascom Sedur
Foto: Ascom Sedur
Mais de quatro mil operários trabalhando em ritmo intenso, dia e noite. Esse é o retrato do canteiro de obras do Metrô de Salvador na região de Pirajá. Além de ser o centro operacional das duas linhas do metrô, a estação será a maior estação de integração da linha 1. A área total de intervenções do Metrô em Pirajá é de mais de 150 mil m². Na manhã desta terça-feira, 17/03, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, visitou as obras na estação Pirajá e, também, vistoriou a estação Bom Juá, que será inaugurada no dia 9 de abril pelo governador Rui Costa.
“A construção da estação Pirajá, prevista para ser concluída em junho deste ano, simboliza o final da linha 1, conforme previsto inicialmente. O Estado assumiu esse compromisso com a população de Salvador e, apesar de toda a complexidade da obra e do número de pessoas envolvidas, está otimista porque todas as intervenções e planos estão dentro do cronograma”, afirmou Martins, que foi acompanhado na visita pelo presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello, e pelo presidente da CCR Metrô Bahia, Luiz Valença.
A estação Pirajá será o “cérebro da operação do sistema metroviário”, segundo o presidente da CTB, Eduardo Copello. “Aqui, nós teremos o centro de operação, o pátio de manutenção e estacionamento, além de diversos setores responsáveis pelo funcionamento pleno do sistema”, completou.

Obras na região de Pirajá – Foto: Ascom Sedur
Estação Bom Juá – Com inauguração marcada para 9 de abril, a estação do Bom Juá também recebeu a visita do secretário. Ele comentou a importância da entrada em operação da sexta estação do Metrô – a segunda construída pela concessionária. “Cerca de 70 mil pessoas que moram nessa região serão beneficiadas com a entrega dessa estação, que vai permitir fácil acesso e melhorar muito o deslocamento até a região da Rótula do Abacaxi, com a estação Acesso Norte, e até o centro da cidade, com a estação da Lapa”, disse.
A estação possui 155 metros em linha reta, com fácil acesso para quem mora nas duas margens da BR-324. O local conta ainda com Sala de Supervisão Operacional (SSO), sistema de combate a incêndio, pronto socorro e banheiros públicos, inclusive para portadores de deficiência.

Estação Bom Juá – Foto: Ascom Sedur
Metrô – Com investimento da ordem de R$ 3,6 bilhões, o metrô de Salvador terá, em 2017, duas linhas com 41 km de extensão. Na última semana, o sistema atingiu o recorde de passageiros transportados por dia: 31 mil usuários. Desde a inauguração, em junho de 2014, mais de 3 milhões já utilizaram o metrô.
Fonte - Sedur Ba.  17/03/2014

Mais de 80% dos manifestantes de domingo votaram em Aécio,segundo Datafolha

Política

Segundo o Datafolha mais de 80% dos manifestantes de domingo votaram em Aécio.Na diferença entre os dois protestos,nos dias 13 e 15, destacam-se a renda dos manifestantes e a avaliação em relação ao governo federal. Enquanto na sexta, 12% declararam receber mais de 10 salários mínimos; no domingo, 41% disseram ter renda maior que 10 salários.Sobre a aprovação de Dilma, no domingo, o governo era desaprovado por 96% do público. Na sexta, por 26% dos presentes. 

Por Redação-CB
Com Revista Forum
47% dos manifestantes reclamavam da corrupção
durante os atos do dia 15
No último domingo, 210 mil pessoas estiveram na Avenida Paulista, segundo o Datafolha. Na noite do mesmo dia, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Miguel Rossetto, afirmou que quem tinha ido às ruas não havia votado em Dilma Rousseff. Nesta terça-feira, o instituto divulgou uma pesquisa sobre o perfil dos manifestantes e quais eram suas reivindicações. Segundo o levantamento, 82% dos que estavam na Paulista disseram ter votado em Aécio Neves no segundo turno das eleições do ano passado, comprovando o que Rossetto disse.
Além de declararem voto no tucano, os manifestantes responderam que o principal motivo que os levaram às ruas foi a corrupção (47%). Em seguida, as razões foram pelo impeachment de Dilma (27%), contra o PT (20%) e contra os políticos (14%). Outro fato interessante é que a grande maioria dos que foram à Paulista (74%) participavam de um protesto pela primeira vez na vida.
O Datafolha fez também um perfil do público que protestou na sexta-feira na avenida Paulista. Ao contrário do domingo, na sexta, 71% disseram que votaram em Dilma no segundo turno. As reivindicações são bem diferentes e não se limitam à corrupção e ao antipetismo.
No dia 13, 25% foram protestar contra perda de direitos trabalhistas, 22% por aumento aos professores, 20% por reforma política e 18% em defesa da Petrobras.
Ainda como diferença entre os dois protestos destacam-se a renda dos manifestantes e a avaliação em relação ao governo federal. Enquanto na sexta, 12% declararam receber mais de 10 salários mínimos; no domingo, 41% disseram ter renda maior que 10 salários.
Sobre a aprovação de Dilma, no domingo, o governo era desaprovado por 96% do público. Na sexta, por 26% dos presentes.
O único ponto em comum é a avaliação negativa do Congresso Nacional: ruim ou péssimo para 61% dos que marcharam na sexta, e 77% entre os manifestantes do domingo.
Fonte - Correio do Brasil  17/03/2015

MST monta acampamento no CAB após a marcha

Política

MST vai acampar no CAB durante Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Os cerca de seis mil trabalhadores rurais estão acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no CAB. A marcha faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária.

Da Redação -A Tarde
Com informações de Luan Santos
Edilson Lima | Ag. A TARDE
Salvador - Os integrantes do Movimento Sem-Terra (MST) retomaram a marcha na manhã desta terça-feira, 17. O grupo, que iniciou a caminhada até a capital baiana na última segunda, 9, chegou por volta de 9 horas no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Eles saíram por volta de 5 horas das imediações do bairro de Águas Claras e seguiram pela BR-324, Acesso Norte, Rótula do Abacaxi e Avenidas ACM e Paralela, afetando o trânsito na rodovia e em Salvador, mas a situação já foi normalizada.
Os cerca de seis mil trabalhadores rurais estão acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no CAB. A marcha faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
Os Sem-Terra pedem reforma agrária, melhorias nos assentamentos, investimentos em agricultura familiar e justiça para a morte do MST Fábio Santos morto em 2013.
O grupo só chegou no CAB nesta manhã, mas líderes do movimento vieram na frente para entregar a pauta de reivindicação. Eles se reuniram com o governador Rui Costa duas vezes na semana passada e, de acordo com a coordenação do MST, já há consenso com o governo em relação a alguns pontos da pauta.
Os trabalhadores rurais fazem uma assembleia nesta tarde, às 15 horas. No mesmo horário, o governador Rui Costa receberá as lideranças na Governadoria. Nesse encontro, a coordenação do MST vai falar sobre os pontos já acordados com o governo.
Fonte - A Tarde  17/03/2015

Econômica global - Recuperação continua muito lenta,diz Lagarde

Economia

“Olhando para o futuro, algo melhor ainda pode vir na esteira de baixos preços do petróleo e taxas de juros”, disse Lagarde

Por Redação-CB
Com Reuters-de Nova Déli

A recuperação econômica global continua “muito lenta, muito frágil e muito desigual”, afirmou nesta segunda-feira a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, na Índia, descrevendo a terceira maior economia da Ásia como um raro destaque positivo em um horizonte global nebuloso.
Em um discurso em Nova Délhi, ela disse que as políticas monetárias nas principais economias do mundo estavam em descompasso e que, mesmo bem administradas, poderiam causar “excessiva volatilidade” nos mercados financeiros internacionais.
– Olhando para o futuro, algo melhor ainda pode vir na esteira de baixos preços do petróleo e taxas de juros – disse Lagarde em discurso para estudantes mulheres. “Ainda assim, há riscos significativos para esta frágil recuperação global.”
O primeiro desses riscos é o que Lagarde chamou de “política monetária assíncrona” em economias avançadas, com os Estados Unidos e Grã-Bretanha normalizando suas posições, enquanto a área do euro e Japão aumentam estímulos monetários.
A advertência da líder do FMI chega nas vésperas de uma reunião do Federal Reserve, banco central dos EUA, que deve sinalizar um aumento nas ultrabaixas taxas de juros tão logo quanto em junho. Maiores taxas de juros nos EUA poderiam engatilhar uma enxurrada de capital a partir dos mercados emergentes inundados com dólares baratos.
Mais de seis anos após a crise financeira global, a economia mundial deve crescer apenas 3,5% este ano e 3,7% em 2016, disse Lagarde, reiterando previsões recentes do FMI.
A zona do euro e o Japão enfrentam risco de ficarem presos a um baixo crescimento e baixa inflação, afirmou ela, tornando difícil a redução do desemprego e das dívidas e aumentando o risco de recessão e pressões deflacionárias.
Os mercados emergentes, enquanto isso, podem enfrentar um “triplo impacto” de uma moeda norte-americana mais forte, taxas de juros mais elevadas no mundo e fluxos globais de capital mais voláteis, acrescentou Lagarde.
A economia indiana está indo melhor que a de seus pares, com recentes reformas na política e melhoria na confiança dos empresários posicionando as bases para um crescimento de 7,5%no ano fiscal que começa em 1º de abril, disse Lagarde.
Fonte - Correio do Brasil  16/03/2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

Linha 2 do Metrô de Salvador terá 13 estações e 23 km em 2017

Transportes sobre trilhos

Prevista para 2017, Linha 2 do metrô terá 13 estações e 23 km.Salvador já conta com a operação de parte da Linha 1, que tem 7,3 quilômetros de extensão e cinco estações já inauguradas - Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte e Retiro. A Linha 1 foi inaugurada em 2014: 14 anos após iniciar as obras.

G1
foto - ilustração/Pregopontocom
BA - Serão 13 estações, cinco terminais de integração com ônibus e 23 quilômetros de extensão percorridos em 31 minutos em qualquer hora do dia. Este é o projeto da Linha 2 do metrô de Salvador, que está em construção e envolve, atualmente, 755 trabalhadores, dos 7 mil previstos nos momentos de maior volume.
Em contato com a CCR e Governo do Estado, responsáveis pela gerência do metrô, o G1 detalha como está a situação desta linha, prevista para operar somente em 2017 e que irá ligar a Estação Acesso Norte, na capital baiana, a Lauro de Freitas, na região metropolitan
Salvador já conta com a operação de parte da Linha 1, que tem 7,3 quilômetros de extensão e cinco estações já inauguradas - Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte e Retiro. A Linha 1 foi inaugurada em 2014: 14 anos após iniciar as obras.
No dia 9 de abril de 2015, o governo deverá liberar a Estação de Bom Juá e o sistema da Linha 1 passará a ter, ao todo, 8,7 quilômetros. Em junho, será a vez da Estação Pirajá ser entregue. Também está em obra a Estação Bonocô, localizada entre as estações Brotas e Acesso Norte. As intervenções de ampliação da Linha 1 devem ser finalizadas até julho deste ano, segundo previsão do presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello, órgão ligado a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur).
"Hoje, até o Retiro, estamos transportando em torno de 26.270 mil pessoas por dia útil. Na última segunda-feira (9), tivemos o recorde de acessos por dia, que foi 31.134 pessoas em um único dia. O metrô, desde o início da operação, já carregou, aproximadamente, 3,9 milhões de passageiros", afirma o presidente da CTB Eduardo Copello. O sistema ainda realiza operação assistida, sem cobrança de tarifa.
As treze estações previstas para a Linha 2 são: Acesso Norte, Detran, Rodoviária, Pernambués, Imbuí, CAB, Pituaçu, Flamboyant, Tamburugy, Bairro da Paz, Mussurunga, Aeroporto e Lauro de Freitas. Segundo a CCR Bahia, atualmente, a Linha 2 passa por intervenções de infraestrutura como terraplanagem, drenagem e pavimentação, além de obras na região da alça de acesso da BR-324 à Avenida Antônio Carlos Magalhães.
O trajeto do metrô na Linha 2 não será subterrâneo, mas em superfície. Quando ficar pronto, o transporte irá sair da Estação Acesso Norte e seguirá sob as alças da BR-324 e da Avenida Bonocô. A partir deste ponto, no sentido Salvador Shopping, a linha avançará ora pelo canteiro central, ora pela marginal da Avenida ACM, parte na superfície e parte em nível elevado, chegando à futura Estação Detran.
A partir da Estação Detran, o metrô seguirá em via elevada por cerca de 200 metros, acompanhando a margem esquerda do Rio Camurujipe, até chegar à Estação Rodoviária. A partir desta, o sistema segue em superfície passando sob o elevado dos Rodoviários e Nelson Dahia, até a Estação Pernambués, que será localizada em frente ao Supermercado Macro. Já na Avenida Paralela, o metrô seguirá na superfície pelo canteiro central indo até a Estação Aeroporto. Posteriormente, os trens chegarão à Estação Lauro de Freitas.
De acordo com o presidente da CTB, Eduardo Copello, a previsão é de que a atual rodoviária da capital baiana e o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-Ba) sejam transferidos de lugar.
"Existe um planejamento para transferência da rodoviária para [o bairro de] Águas Claras, mas ela só sairá de lá quando o metrô chegar até Águas Claras. O Detran, necessariamente, não tem data prevista porque não existiu a necessidade ainda", disse.
Na Avenida Paralela, o metrô irá passar pelo canteiro central e irá ficar, praticamente, no mesmo nível da pista. Segundo Copello. Caso seja necessária a retirada do local, as árvores serão replantadas em outro lugar.
"Na Lagoa do Imbuí, o metrô irá passar em pilares, mas no nível da própria Avenida Paralela", explica. "Em toda a avenida haverá implantação dos parques lineares. Nas margens da linha do metrô, vão haver áreas de lazer, pista de cooper, ciclovia, equipamentos de ginástica", completa.

Integração com ônibus e impasse
foto - ilustração/Pregopontocom

Ao todo, o sistema metroviário contará com cinco terminais de integração de passageiros entre ônibus e metrô: Acesso Norte, Rodoviária, Pituaçu, Mussurunga e Aeroporto. No entanto, ainda não há uma definição sobre quais ônibus serão utilizados: os da linha convenional que rodam na capital baiana, ou veículos próprios para este tipo de integração.
"O metrô foi planejado como um serviço estruturante, que necessita de integração. Ele não tem capilaridade de chegar a todas as regiões da cidade. Existe um contrato de convênio entre Salvador e Lauro de Freitas, que prevê que a integração seja feita através da alimentação do sistema coletivo urbano já existente nesses municípios. Em princípio, seria com os mesmos ônibus, com ajustes nas linhas, para que possam parar junto às estações e nos terminais de integração. Porém, o próprio convênio prevê a possibilidade de, não acontecendo isso, que o serviço possa ser prestado diretamente pelo metrô. Mas o ideal é que a gente consiga que possa ser feita a integração ao sistema de transporte coletivo do próprio município", explica Eduardo Copello.
Como não há uma definição sobre como será a integração, isso também afeta o início da cobrança da tarifa, afirma o presidente da CTB. "Nesse momento, a gente não tem definição completa da questão tarifária junto ao sistema de transporte. Existem negociações e elas não foram concluídas. A cobrança envolve a integração, porque precisa dessa definição".

Avaliação
A CCR afirma que não houve erro de projeto durante a construção do sistema metroviário na capital baiana, mas reconhece que foram realizadas adaptações e modernizações para atender ao novo traçado do metrô. A empresa cita como exemplo a Estação Pirajá, que teve seu projeto alterado em função da inclusão do "Tramo 3" (Pirajá-Águas Claras/Cajazeiras), não previsto anteriormente.
Copello também avalia que as obras estão seguindo dentro do cronogramada contratural. "Os pequenos atrasos são compensados com alguns avanços. É ritmo de uma obra normal que segue", opina.

Histórico
O metrô de Salvador começou a ser construído no ano 2000 e deveria ter ficado pronto em 2003. A Linha 1 foi projetada para ter 12 quilômetros, ligando o centro de Salvador ao bairro de Pirajá, mas só 7,3 quilômetros estão prontos até o momento. Em abril de 2013, o Governo da Bahia assumiu a gestão do metrô de Salvador, que até então, era da Prefeitura Municipal.
De acordo com o Governo da Bahia, ao todo, o Sistema Metroviário terá investimento de R$ 3,6 bilhões, sendo que R$ 1,4 bilhão da CCR, R$ 1,2 bilhão do Governo Federal e R$ 1 bilhão do Governo Estadual.
Fonte - Revista Ferroviária  16/03/2015

Governador do Maranhão pedirá imposto sobre fortunas ao STF

Política

País perde de R$ 14 bilhões a R$ 100 bilhões sem tributo, diz Flávio Dino. Uma das propostas prevê arrecadar 70% desse valor de apenas 997 brasileiros com patrimônio superior a R$ 150 milhões

Eduardo Militão - DP
foto - ilustração
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), protocola nesta segunda-feira (16) pedido para obrigar o Congresso a aprovar projeto que cria o Imposto sobre Grandes Fortunas no Brasil. Previsto na Constituição desde 1988, o tributo é tema de diversas propostas de políticos do PSDB ao PT, mas que nunca andam no Legislativo. Segundo o texto da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) a ser apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o país perde de R$ 14 bilhões a R$ 100 bilhões sem o imposto.
A ação vai ser protocolada hoje, segundo o procurador do Estado, Rodrigo Maia, contou ao Correio. Ele aguarda apenas a assinatura do governador. A ação pede que o STF determine prazo de 180 dias para o Congresso aprovar e enviar à sanção presidencial projetos que regulamentam o texto da Constituição, que já têm mais de 26 anos.
Dino pede ainda que o STF defina as regras para 2015, a fim de que o imposto seja cobrado já no ano que vem.
Um dos muitos projetos em tramitação no Congresso é o da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que embasa a ação de Flávio Dino. Pelo texto dela, 38 mil brasileiros pagariam o imposto destinado exclusivamente à saúde. A cobrança seria concentrada em poucas pessoas, segundo a assessoria da parlamentar.
“Mais de 70% do total arrecadado viria de apenas 997 brasileiros com patrimônio superior a R$ 150 milhões”, avaliam os assessores de Jandira. “Dos R$ 14 bilhões que nós esperamos arrecadar anualmente para a saúde, R$ 10 bilhões viriam de menos de mil pessoas.”
Fonte - Diário de Pernambuco  16/03/2015

Forças da Rússia iniciam exercícios militares com milhares de soldados

Internacional

Os exercícios, que envolvem 38 mil soldados, mais de 50 navios e submarinos e 110 aeronaves, têm como objetivo pôr à prova a prontidão da Frota do Norte e a capacidadedas Forças Armadas de colocar tropas adicionais em ação.

Por Redação CB
Com DW-de Moscou
Após boatos, presidente Vladimir Putin faz
primeira aparição pública em dez dias
As Forças Armadas da Rússia iniciaram nesta segunda-feira manobras militares no Ártico e em outras regiões, numa aparente demonstração de força ordenada pelo presidente Vladimir Putin.
Os exercícios, que envolvem 38 mil soldados, mais de 50 navios e submarinos e 110 aeronaves, têm como objetivo pôr à prova a prontidão da Frota do Norte e a capacidade das Forças Armadas de colocar tropas adicionais em ação.
O ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, disse que “os novos desafios e ameaças militares exigem um aumento das competências das Forças Armadas”. Os exercícios, que devem durar cinco dias, também devem testar a capacidade das Forças Armadas de reforçar sua presença nos arquipélagos de Nova Zembla e Terra de Francisco José e de proteger as fronteiras do território russo por terra, ar e mar.
Outras tarefas incluem o transporte aéreo de tropas de operações especiais para localidades distantes e esforços para conter manobras inimigas.
Exercícios militares também ocorrem em outras partes do território russo. Cerca de 3 mil soldados foram enviados à ilha Sacalina, à península de Kamchatka e a outras regiões no Extremo Oriente. A Força Aérea russa também executou manobras no sul da Sibéria.
Os exercícios ocorrem em meio ao conflito entre separatistas pró-Rússia e tropas de Kiev no leste da Ucrânia, que aumentou as tensões entre a Rússia e o Ocidente. Os Estados Unidos planejam realizar, ainda neste mês, manobras militares em conjunto com as Forças Armadas da Estônia, Lituânia e Letônia.
O presidente Putin fez nesta segunda-feira a sua primeira aparição pública após uma ausência de dez dias, que havia gerado especulações sobre seu estado de saúde.
Com uma aparência um tanto pálida, o presidente compareceu a um encontro com o presidente do Quirguistão, nos arredores de São Petersburgo. “Sem esses rumores, não teria graça”, afirmou o presidente, se referindo aos boatos.
Fonte - Correio do Brasil  16/03/2015

Mais 98 ônibus escolares são entregues em Feira de Santana

Política

“A entrega destes 98 ônibus escolares é uma ação do Governo federal que começou em 2009 e tem a participação do Governo do Estado, na compra e distribuição dos veículos para os municípios. São equipamentos importantes para o transporte dos alunos das escolas estaduais e municipais”, afirmou Rui Costa.

Secom 
foto - Secom Ba.
Os estudantes da zona rural de 97 municípios baianos vão chegar ao colégio com mais conforto e segurança nos 98 novos ônibus que foram entregues na manhã desta segunda-feira (16), pelo governador Rui Costa. A solenidade de entrega, que contou com a presença de 76 prefeitos, foi realizada em Feira de Santana, no pátio do Departamento de Infraestrutura e Transportes da Bahia (Derba), onde também foram distribuídos 152.840 quilos de sementes para agricultores de 17 municípios do Portal do Sertão.
“A entrega destes 98 ônibus escolares é uma ação do Governo federal que começou em 2009 e tem a participação do Governo do Estado, na compra e distribuição dos veículos para os municípios. São equipamentos importantes para o transporte dos alunos das escolas estaduais e municipais”, afirmou Rui Costa.

Agricultura familiar
Sobre as sementes distribuídas, Rui disse que “é uma entrega simbólica para os agricultores familiares, significando o início do trabalho de distribuição”. Serão distribuídos um total de R$ 10 milhões em sementes para todo o estado, beneficiando 296 municípios de 18 territórios de identidade, contemplando 137,5 mil agricultores familiares.

Visitas
Ainda na ocasião, o governador visitou a Escola Estadual Celita Franca Silva, que fica no terreno do pátio do Derba. Na parte da tarde, Rui dará continuidade às visitas que vêm fazendo às escolas públicas em todo o estado. Em Feira de Santana, ele vai ver de perto como estão as estruturas físicas e os equipamentos do Colégio Estadual Ernesto Carneiro Ribeiro e da Escola Municipal Eli Queiroz de Oliveira.
Fonte - Secom Ba.  16/03/2015

Metrô de Brasília (DF) deve adquirir 10 novos trens

Transportes sobre trilhos

O Metrô do Distrito Federal transporta 140 mil passageiros por dia, em 42,38 km de trilhos.A modernização do sistema com a compra de dez novos trens por R$ 220 milhões,contara com recursos do governo federal.

Renato Lobo - VT

A empresa estatal “Metrô DF” – Companhia do Metropolitano do Distrito Federal, informou que deve abrir em maio a licitação para conclusão das estações da 104 Sul, 106 Sul e 110 Sul, na área central da capital federal.
As paradas começaram a serem construídas junto com as demais, em 1991, no entanto não foram abertas por falta de demanda. Faltam finalização do acabamento, instalação de equipamentos e construção da passarela de pedestre ligando os eixos W e L. As obras devem ter recursos do PAC, ao custo de R$ 78,9 milhões, e devem durar 2 anos.
Com a abertura das três estações, mais de 8,4 mil passageiros devem ser beneficiadas todos os dias, segundo estudos da própria estatal. O Metrô do Distrito Federal transporta 140 mil passageiros por dia, em 42,38 km de trilhos.
“Também faremos a modernização do sistema, com a compra de dez novos trens por R$ 220 milhões. Os recursos são do governo federal. Fui pessoalmente à Caixa tratar disso. A minha ideia é termos mais nove estações: além das três da Asa Sul, duas na Asa Norte, duas em Samambaia e duas em Ceilândia”, disse o presidente do Metrô, Marcelo Dourado, ao G1.
Fonte - Via Trolebus  16/03/2015

Expansão da maior mina de ouro do país assusta moradores de Paracatu

Meio ambiente

A proximidade entre as atividades de mineração e os bairros da cidade e a possibilidade de intoxicação por metais pesados liberados durante a extração do ouro deixam a população de Paracatu preocupada

Paula Laboissière/Enviada Especial 
José Cruz / Agência Brasil
MG - Localizada na região noroeste de Minas Gerais e conhecida como Cidade do Ouro, Paracatu conta atualmente com a maior mina de ouro do país e a maior do mundo a céu aberto. A mineração no chamado Morro do Ouro, liderada pela empresa canadense Kinross Gold Corporation, representa a principal atividade industrial para a geração de emprego e renda na região, mas assusta moradores do pequeno município.
A proximidade entre as atividades de mineração e os bairros da cidade e a possibilidade de intoxicação por metais pesados liberados durante a extração do ouro deixam a população preocupada.
Em 2006, a mineradora iniciou um projeto de expansão para elevar a capacidade de produção da mina de Paracatu de 5 para 15 toneladas anuais de ouro até setembro de 2008. O projeto também ampliava em mais de 30 anos o tempo de vida útil da mina. As atividades exigiram ainda a criação de uma nova barragem para o despejo de rejeitos – material que sobra do processo de separação do ouro.
Um dos bairros diretamente atingidos pela expansão da mineradora é o Alto da Colina. No local, ainda é possível ver postes de iluminação e árvores frutíferas onde antes havia ruas e casas. Os terrenos foram comprados pela Kinross e cercados. Nos locais, uma placa indica: “propriedade privada”.
Cleonice Magalhães, 33 anos, chegou a ser sondada para vender o terreno, mas permanece no bairro. “Mudou muita coisa por aqui. A gente tinha muita vizinhança. O bairro era tranquilo, sem barulho”, contou a dona de casa, que mora no local com o marido e dois filhos.
“Já ouvi histórias sobre ficar doente por causa da mineração. A poeira no bairro é escura, cinzenta e tem cheiro ruim. Além disso, todos os dias, na parte da tarde, temos a detonação agendada [explosões controladas feitas pela mineradora para a quebra da rocha], que balança tudo. Já chegou a derrubar vasilhas.”
No bairro Amoreiras 2, também vizinho à mina, os moradores demonstram preocupação com o avanço da mineração. A aposentada Ermelinda da Silva Pereira, 66 anos, se mudou para o local há sete anos, quando vendeu a casa onde morava em outra região de Paracatu para a Kinross. “Saí, mas continuo vizinha da mineradora. É muita poeira e muito barulho. A casa vive cheia de rachaduras por causa das detonações. E o ruim disso tudo é que o ouro não fica aqui. É exportado”, reclamou.
Mesmo no centro histórico da cidade, mais distante da mina, é possível sentir os tremores provocados pela mineradora.
O geólogo e diretor da Fundação Acangaú, Márcio José dos Santos, mora em Paracatu há 26 anos e critica fortemente o fato de as atividades da empresa serem executadas tão perto do município.
“O projeto de lavra, no início, era curto, de 15 anos, mas a empresa veio com um plano de expansão”, contou. Ele lembrou que a região vive longos períodos de estiagem e que a poeira carregada de metais pesados é perigosa para a saúde humana, sobretudo para os que vivem em bairros periféricos e mais próximos à mina. “Quando um processo de contaminação se inicia, é muito difícil reverter. A tendência é a acumulação”, alertou.
A secretária de Saúde da cidade, Nádia Maria Roquete Franco, destacou que, em 2013, a prefeitura divulgou um estudo garantindo que a população da cidade estava livre de qualquer tipo de intoxicação – inclusive por arsênio, liberado pela mineração de ouro a céu aberto. Foram colhidas amostras de urina, sangue e cabelo dos habitantes. Também foi feita uma análise da água consumida pela população. Ela admite, entretanto, que vê com preocupação a aproximação da mineradora com a cidade e defende um monitoramento constante das atividades e da saúde dos moradores.
“É prudente para o município fazer esse tipo de estudo a cada quatro ou cinco anos”, disse. “Mas a população não precisa estar alarmada em relação ao arsênio. Mitos e boatos são muito difíceis de serem desmistificados, mas a pesquisa está à disposição para quem quiser ver”.
A Kinross Gold Corporation, por sua vez, informou que também fez um estudo que comprova que não há perigo de intoxicação para a população paracatuense. Além de amostras de urina, sangue, cabelo e água, a empresa também diz ter analisado a qualidade da poeira nas regiões próximas à mina. Em todos os casos, as concentrações de arsênio foram consideradas abaixo do nível permitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Fonte - Agência Brasil  16/03/2015

sábado, 14 de março de 2015

SwissLeaks: lista de correntistas do HSBC revela donos de jornais brasileiros

Notícias

O caso que está sendo chamado de SwissLeaks, em alusão ao WikiLeaks, que publica em sua página na internet dados de governos e organizações que considera de interesse dos cidadãos. A lista do HSBC foi divulgada pelo International Consortium of Investigative Journalism (Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo) e pode indicar fraude fiscal.

Da Agência Brasil 
foto - ilustração/R7.com
Matéria publicada hoje (14) no jornal O Globo informa que na lista dos 8.667 brasileiros que, em 2006 e 2007, tinham contas numeradas no HSBC da Suíça aparecem donos, diretores e herdeiros de veículos de comunicação, além de jornalistas. A Receita Federal está de olho na relação de nomes e já informou que continua trabalhando com o objetivo de aumentar as medidas de cooperação internacional necessárias para obter de autoridades europeias a lista oficial e integral dos contribuintes brasileiros suspeitos de ter contas na subsidiária do banco HSBC na Suíça.
O caso que está sendo chamado de SwissLeaks, em alusão ao WikiLeaks, que publica em sua página na internet dados de governos e organizações que considera de interesse dos cidadãos. A lista do HSBC foi divulgada pelo International Consortium of Investigative Journalism (Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo) e pode indicar fraude fiscal.
A matéria é baseada em levantamento feito pelo próprio jornal, em parceria com o portal UOL, pertencente ao Grupo Folha, com base em documentos oficiais que foram vazados pelo ex-funcionário do banco, Hervé Falciani. A investigação jornalística é comandada pelo ICIJ, sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.
De acordo com o jornal, há ao menos 22 empresários do setor e sete jornalistas brasileiros entre os correntistas do HSBC suíço.
Na lista, divulgada pelo jornal, constam os nomes de proprietários do Grupo Folha. Tiveram conta conjunta naquela instituição os empresários Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho já falecidos. Luiz Frias, atual presidente da Folha e do UOL, aparece como beneficiário da mesma conta, criada em 1990, e encerrada em 1998.
Integrantes da família Saad, dona da Rede Bandeirantes, também tinham contas no HSBC na época em que os arquivos foram vazados. Constam entre os correntistas os nomes do fundador da Bandeirantes, João Jorge Saad e da empresária Maria Helena Saad Barros, também falecidos, e de Ricardo Saad e Silvia Saad Jafet, filho e sobrinha de João Jorge.
Outro nome que aparece na lista obtida pelo jornal é de Lily de Carvalho, viúva de dois jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho, ex-proprietário do Diário Carioca, e Roberto Marinho, dono das Organizações Globo. Os dois estão mortos. Lily de Carvalho morreu em 2011.
Na lista do jornal consta ainda Luiz Fernando Ferreira Levy (1911-2002), que foi proprietário do extinto jornal Gazeta Mercantil, e integrantes do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do Diário do Nordeste. Constam na lista do HSBC, Lenise Queiroz Rocha, Yolanda Vidal Queiroz e Paula Frota Queiroz. Edson Queiroz Filho, que morreu em 2008, também surge como beneficiário de uma das contas.
O jornal revela ainda que na lista estão Dorival Masci de Abreu (morto em 2004), que era proprietário das rádios Scalla, Tupi, Kiss, entre outras, e João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM, no Paraná.
O levantamento de O Globo e do UOL indica ainda Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, da TV e da rádio Tribuna (no Espírito Santo e em Pernambuco) e Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), fundador do antigo Grupo Manchete.
O apresentador Ratinho (Carlos Roberto Massa), dono da Rede Massa (afiliada ao SBT no Paraná), foi outro que teve conta no HSBC da Suíça. A lista inclui ainda Aloysio de Andrade Faria, do Grupo Alfa (Rede Transamérica) e sete jornalistas: Arnaldo Bloch (O Globo), José Roberto Guzzo (Editora Abril), Mona Dorf (apresentadora da rádio Jovem Pan), Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines. Finaliza a lista divulgada pelo O Globo, o radialista Fernando Luiz Vieira de Mello (1929-2001), ex-rádio Jovem Pan. Alberto Dines, pai de quatro dos jornalistas citados, informou que três dos seus filhos moram há anos no exterior e não são obrigados a declarar ao Fisco brasileiro.
Procurados, os empresários de mídia e jornalistas que aparecem na lista do HSBC negaram a existência das contas numeradas na Suíça ou qualquer irregularidade. O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira informaram “não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”. O Grupo Bandeirantes, de João Jorge Saad, informou, por meio de sua assessoria, que “não vai comentar o assunto”.
Sobre a conta de Lily de Carvalho, viúva dos jornalistas Horácio de Carvalho e Roberto Marinho, o Grupo Globo não comenta. Pelo Grupo Edson Queiroz, da TV Verdes Mares, Lenise Queiroz Rocha afirmou desconhecer a existência da conta. Luiz Fernando Ferreira Levy, ex-presidente da Gazeta Mercantil, disse que não tinha conta.
A família de Dorival Masci de Abreu, que era proprietário da rede CBS de rádios, disse, por meio de assessoria, que não se manifestará.
Julieta, mulher de João Lydio Seiler Bettega, da Curitiba e Ouro Verde FMs, afirmou que o casal nunca teve conta na Suíça e que é correntista do banco em Curitiba. Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, foi procurado por e-mail enviado para sua diretoria dele, mas não respondeu.
Anna Bentes, mulher de Adolpho Bloch, não foi encontrada. O Grupo Massa, de Ratinho, afirmou que todos os bens e valores de Carlos Roberto Massa e Solange Martinez Massa foram devidamente declarados. O Grupo Alfa, de Aloysio de Andrade Faria, afirmou que não tinha “nada a declarar”.
O jornalista Arnaldo Bloch afirmou que nunca teve conta no HSBC, no Brasil ou no exterior. Já o jornalista José Roberto Guzzo disse que “nunca teve conta no HSBC da Suíça em qualquer outra época”. Mona Dorf, da Jovem Pan, foi procurada, por meio de sua assessoria, mas não respondeu.
O jornalista Fernando Vieira de Mello afirmou que nem ele nem o pai foram titulares de conta no HSBC suíço.
Fonte - Agência Brasil  14/03/2015

Torneio internacional de robótica entre jovens chega à final amanhã em Brasília

Ciência & Tecnologia

A competição é promovida pelo grupo dinamarquês Lego e pela organização norte-americana For Inspiration and Recognition of Science and Technology (First), em mais de 80 países, e envolve mais de 200 mil jovens por ano. No Brasil, este é o décimo primeiro ano do campeonato, que ocorre há 17 anos no mundo. O Serviço Social da Indústria (SESI) está à frente do evento no país.

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil 
foto - Ag.Brasil
A final do Torneio de Robótica First Lego League será realizada amanhã (15), em Brasília, e a expectativa é que a competição atinja níveis internacionais, pois os vencedores terão a chance participar de torneios no exterior, sendo o principal deles o World Festival, em Saint Louis, nos Estados Unidos, com as melhores equipes do mundo, além das etapas na Austrália e na África do Sul.
Um dos objetivos do encontro é discutir a aprendizagem do futuro e fazer com que a busca pelo conhecimento seja mais instigante e criativa. As equipes são formadas por jovens, com idades entre 9 e 16 anos, que trouxeram para o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, além dos robôs, projetos interessantes, como ajudar surdos a ouvir música ou facilitar o ensino de matemática para crianças pequenas.
Adriano Machado, um dos juízes da competição, acredita que assistir à final pode ser um grande programa para a população de Brasília neste domingo. Empresário da área de engenharia mecatrônica, ele destaca que o evento é fundamental para fomentar a importância das carreias na área de ciências e tecnologia. Dez seletivas foram feitas no Brasil, com 3,5 mil estudantes de 9 a 16 anos, e as 60 melhores equipes vieram para Brasília
“Hoje, não só no Brasil, mas no mundo, vivemos a falta de cientistas. Então, essa é uma maneira lúdica de chamá-los e mostrar que, por trás de todos aqueles cálculos complexos que se vê durante todo o ensino médio e nos primeiros anos dos cursos de engenharia, existe muita coisa interessante”, disse. Ele avisa que a final, amanhã, mostrará um desempenho das equipes acima das expectativas. Já nas seletivas, informou, o nível foi muito alto: “As equipes que se classificarem estão em nível internacional, realmente. E apesar da competição, o clima é de parceria”.
foto - Ag.Brasil
A competição é promovida pelo grupo dinamarquês Lego e pela organização norte-americana For Inspiration and Recognition of Science and Technology (First), em mais de 80 países, e envolve mais de 200 mil jovens por ano. No Brasil, este é o décimo primeiro ano do campeonato, que ocorre há 17 anos no mundo. O Serviço Social da Indústria (SESI) está à frente do evento no país.
A professora Ana Paula Suzuki, de Catalão (GO), acredita que, além dos valores essenciais, que ressaltam nos estudantes o trabalho em equipe, é importante a cooperação entre eles, que aprendem também a ouvir. ”Acho que foi uma das principais características na vida deles. Acho que deveriam fazer competições como essas para outras faixas etárias e não só entre 9 e 15 anos. Conseguimos ver que ideias simples foram transformadas em modos interessantes de ensinar, por exemplo”, comentou.
A estudante Bruna Shultz, de 14 anos, vinda de Itapetininga (SP), estava radiante. “É gostoso estar aqui. É uma experiência muito nova. Nosso projeto tem a ver com a melhoria do aprendizado da política utilizando a tecnologia. Todos vão gostar”, disse, entre gritos e pulos comuns no ambiente da competição. Já Giovana Correa, de Goiânia, 13 anos, defendia a performance do robô de sua equipe: “Achei o encontro muito bom e diferente do nosso dia a dia. Isso deverá ter influência na nossa profissão no futuro. Penso em fazer engenharia civil”.
Com dois filhos pequenos, um no colo, a servidora pública Luana Salgado Quilici, pensa que a evento é importante para despertar a curiosidade científica nas crianças, trazer para realidade deles os estudos acadêmicos e despertar desde cedo o cientista que há dentro de cada um de nós.
Fonte - Agência Brasil  14/03/2015

Marcha do MST na Bahia percorreu 90 quilômetros em defesa da reforma agrária

Notícias

De acordo com a coordenação do MST na Bahia, os manifestantes chegaram hoje (14) ao município de Simões Filho, depois de passarem pelas cidades de Amélia Rodrigues e Candeias. A previsão é que eles percorram os 31 quilômetros restantes e cheguem à capital baiana na próxima segunda-feira (16).

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Em caminhada desde a última segunda-feira (9), um grupo de 6 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) da Bahia já percorreu cerca de 90 quilômetros em marcha iniciada em Feira de Santana com destino a Salvador. O ato dos camponeses quer chamar a atenção do Poder Público para a violência no campo, o avanço do agronegócio na região e a necessidade de reforma agrária.
De acordo com a coordenação do MST na Bahia, os manifestantes chegaram hoje (14) ao município de Simões Filho, depois de passarem pelas cidades de Amélia Rodrigues e Candeias. A previsão é que eles percorram os 31 quilômetros restantes e cheguem à capital baiana na próxima segunda-feira (16).
A marcha faz parte das ações relacionada à Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, iniciada na semana passada. Segundo o MST na Bahia e a articulação dos movimentos sociais de Feira de Santana, a caminhada também tem como objetivo denunciar a falta de atenção das autoridades municipais com a estruturação do Centro de Referência e da Casa Abrigo de Feira de Santana, a redução do orçamento referente à agricultura familiar e reivindica a construção de creches pelo Programa Brasil Carinhoso.
Fonte - Agência Brasil  14/03/2015

Alstom fará manutenção de trens para Trensurb

Transportes sobre trilhos

Os trens Metropolis fazem parte do consórcio FrotaPoa, encomendados à Alstom em 2012. Eles circulam na linha 1 desde 2014. Essa manutenção irá permitir a melhoraria da confiabilidade, segurança e disponibilidade operacional do sistema.

Alstom Brasil
foto - ilustração
A Alstom assinou um contrato com a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) para fazer a manutenção preventiva de 15 trens de metrô. O contrato, no valor de cerca de €2 milhões, abrange cinco anos de manutenção, a partir de março de 2015.
Os trens Metropolis fazem parte do consórcio FrotaPoa, encomendados à Alstom em 2012. Eles circulam na linha 1 desde 2014. Essa manutenção irá permitir a melhoraria da confiabilidade, segurança e disponibilidade operacional do sistema.
Neste novo contrato, uma equipe de técnicos e engenheiros da Alstom ficará situada na oficina da Trensurb. As atividades de manutenção preventiva, que consistem no controle da qualidade e segurança dos trens, serão realizadas diariamente. Os trabalhos seguirão um plano de manutenção desenvolvido pela Alstom com uma definição de frequência para cada uma das intervenções (como a realização de uma revisão a cada 10,000 km, 50,000 km, etc.), bem como todas as atividades a serem realizadas, como a substituição do óleo, filtro, etc.
"Com esse novo projeto de manutenção, a Alstom reafirma a sua posição de liderança em serviços ferroviários e seu compromisso em melhor atender seus clientes em longo prazo", afirma Michel Boccaccio, Vice-Presidente Sênior da Alstom Transporte no Brasil e na América Latina.
Os trens Metropolis da Alstom foram fabricados na unidade da Lapa, na cidade de São Paulo. Em aço inoxidável, eles contam com quatro grandes portas automáticas, por carro, e corredores largos que asseguram maior fluidez e acessibilidade aos passageiros, especialmente àqueles com mobilidade reduzida.
A Alstom possui mais de 20 anos de experiência e é líder de manutenção no mercado. Mais de 200 clientes confiam hoje na empresa para a entrega de serviços de qualidade de forma eficiente. 20% dos trens mantidos pela Alstom foram construídos por outros fabricantes. Os Serviços de Apoio da Alstom para seus clientes incluem a formação profissional, documentação, obsolescência, gerenciamento, design e suporte de competências.
Fonte - ABIFER  13/03/2014