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terça-feira, 17 de março de 2015

MST monta acampamento no CAB após a marcha

Política

MST vai acampar no CAB durante Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Os cerca de seis mil trabalhadores rurais estão acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no CAB. A marcha faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária.

Da Redação -A Tarde
Com informações de Luan Santos
Edilson Lima | Ag. A TARDE
Salvador - Os integrantes do Movimento Sem-Terra (MST) retomaram a marcha na manhã desta terça-feira, 17. O grupo, que iniciou a caminhada até a capital baiana na última segunda, 9, chegou por volta de 9 horas no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Eles saíram por volta de 5 horas das imediações do bairro de Águas Claras e seguiram pela BR-324, Acesso Norte, Rótula do Abacaxi e Avenidas ACM e Paralela, afetando o trânsito na rodovia e em Salvador, mas a situação já foi normalizada.
Os cerca de seis mil trabalhadores rurais estão acampados na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no CAB. A marcha faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária.
Os Sem-Terra pedem reforma agrária, melhorias nos assentamentos, investimentos em agricultura familiar e justiça para a morte do MST Fábio Santos morto em 2013.
O grupo só chegou no CAB nesta manhã, mas líderes do movimento vieram na frente para entregar a pauta de reivindicação. Eles se reuniram com o governador Rui Costa duas vezes na semana passada e, de acordo com a coordenação do MST, já há consenso com o governo em relação a alguns pontos da pauta.
Os trabalhadores rurais fazem uma assembleia nesta tarde, às 15 horas. No mesmo horário, o governador Rui Costa receberá as lideranças na Governadoria. Nesse encontro, a coordenação do MST vai falar sobre os pontos já acordados com o governo.
Fonte - A Tarde  17/03/2015

sábado, 14 de março de 2015

Marcha do MST na Bahia percorreu 90 quilômetros em defesa da reforma agrária

Notícias

De acordo com a coordenação do MST na Bahia, os manifestantes chegaram hoje (14) ao município de Simões Filho, depois de passarem pelas cidades de Amélia Rodrigues e Candeias. A previsão é que eles percorram os 31 quilômetros restantes e cheguem à capital baiana na próxima segunda-feira (16).

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Em caminhada desde a última segunda-feira (9), um grupo de 6 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) da Bahia já percorreu cerca de 90 quilômetros em marcha iniciada em Feira de Santana com destino a Salvador. O ato dos camponeses quer chamar a atenção do Poder Público para a violência no campo, o avanço do agronegócio na região e a necessidade de reforma agrária.
De acordo com a coordenação do MST na Bahia, os manifestantes chegaram hoje (14) ao município de Simões Filho, depois de passarem pelas cidades de Amélia Rodrigues e Candeias. A previsão é que eles percorram os 31 quilômetros restantes e cheguem à capital baiana na próxima segunda-feira (16).
A marcha faz parte das ações relacionada à Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, iniciada na semana passada. Segundo o MST na Bahia e a articulação dos movimentos sociais de Feira de Santana, a caminhada também tem como objetivo denunciar a falta de atenção das autoridades municipais com a estruturação do Centro de Referência e da Casa Abrigo de Feira de Santana, a redução do orçamento referente à agricultura familiar e reivindica a construção de creches pelo Programa Brasil Carinhoso.
Fonte - Agência Brasil  14/03/2015

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Movimentos sociais convocam marcha por reformas e 'contra a direita'

Política

Para professor da Fundação Getúlio Vargas, PSDB e setores da mídia reencarnam o Lacerdismo, discurso golpista da década de 50.PSDB e mídia insuflam discurso moralista e conservador na classes média

RBA
Da Redação
OSWALDO CORNETI/FOTOS PÚBLICAS
São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e o Coletivo Juntos promovem nesta quinta-feira (13) a partir das 17h, no Vão do Masp, na avenida Paulista, a “Marcha Popular pelas Reformas, contra a Direita, por mais Direitos!”. Para o cientista político Francisco Fonseca, são os movimentos sociais, organizados de baixo para cima, que têm legitimidade para defender as instituições democráticas e lutar por direitos sociais e de cidadania.
O pedido de recontagem de votos por parte do PSDB, as manifestações que reivindicam a volta da ditadura e o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), a violência contra militantes de esquerda e a esforço golpista por parte da grande mídia, em especial da revista Veja, são componentes de um quadro que cheira ao passado, na opinião do cientista político. “Um passado do qual não temos a menor saudade” e que, na opinião do professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), se "assemelha ao Lacerdismo."
O Lacerdismo faz referência ao líder político da antiga União Democrática Nacional, partido que, de democrático, não tinha nada, pois, na década de 50, a cada derrota nas urnas, a UDN, batia às portas dos militares, tentando impedir a eleição de Getúlio Vargas, por exemplo, e foi um dos incentivadores do golpe do 1964, que instalou uma ditadura civil-militar que vigorou por 21 anos.
Para Francisco Fonseca, nas últimas eleições, o PSDB incorpora e ressuscita o discurso da UDN, quando o candidato Aécio Neves utiliza na campanha a expressão ‘mar de lama’, cunhada por Carlos Lacerda e, ao se prestar ao papel de porta-vozes de determinados grupos de elite e da classe média que se insurgem contra as mudanças promovidas pela mobilidade social ocorrida nos últimos anos, como a democratização do acesso a espaços públicos, de aeroportos às universidades.
O professor analisa que o PSDB é um partido que teve origem nas classes médias urbanas, moderno, fundado em princípios, mas que “vem fazendo uma trajetória que nega completamente a socialdemocracia, que dá nome ao partido” e que, hoje, “faz uma trajetória da centro-esquerda para a centro-direita e para a direita” e se posiciona contra avanços em direitos sociais, em temas como o aborto ou na proposta de redução de maioridade penal.
Segundo Fonseca, o partido contribui negativamente com a democracia ao estimular tal discurso conservador nos setores de classe média, que não deve ser entendida como conservadora por definição e por não ter um projeto de nação.
O cientista político destaca ainda a necessidade de se promover uma reforma nos meios de comunicação em busca de maior pluralidade e que se reveja o critério de concessão de rádio e televisão, e a distribuição de publicidade oficial para veículos que, abertamente, se manifestam contra a democracia e fomentam "o discurso golpista."
Ele conclui retomando a necessidade de mobilização popular para instituir tais reformas e resistir ao avanço do discurso conservador: “Tudo isso está presente nesta postura de vencer esse debate público da democracia contra o autoritarismo, dos direitos sociais contra o elitismo. É isso que está em jogo. Se o Brasil, hoje, é uma democracia, essa democracia passa pelos movimentos sociais”, afirma o professor Francisco Fonseca.
Fonte - Rede Brasil Atual  11/11/2014