terça-feira, 7 de janeiro de 2014

SuperVia recebe trens nacionais e acelera renovação da frota

Transportes sobre trilhos

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro – O sistema de trens urbanos do Rio, operado pela concessionária SuperVia, passará a contar com composições fabricadas no Brasil neste ano. O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, visitou hoje (7) a oficina da SuperVia, em Deodoro, na zona oeste do Rio, para conhecer os novos trens. Seis carros estão acoplados e, até o final da semana, mais dois devem ser entregues para completar a primeira composição.
De acordo com a SuperVia, o investimento nos trens nacionais chega a R$ 280 milhões com a construção de uma fábrica para a montagem das composições produzidas em São Paulo. Segundo o secretário Júlio Lopes, este é o primeiro de uma série de 200 novos carros nacionais a serem entregues este ano. Além disso, a SuperVia receberá outros 240 carros encomendados na China.
"Os novos trens que adquirimos, fabricados no Brasil, vão acelerar a renovação da nossa frota, que hoje conta 94 trens novos [procedentes da China]. Os nossos investimentos para revitalizar o sistema ferroviário do Rio permitirão que os passageiros contem com um transporte cada vez melhor em seu dia a dia”, afirmou o presidente da concessionária, Carlos José Cunha.
Fonte - Agência Brasil  07/01/2014

Ondas gigantes provocam pânico em Portugal




Várias pessoas observavam o mar agitado em Foz do Douro quando a água avançou sob o calcadão. A tempestades provocaram ondas de até 18 metros de altura no litoral português.



Depósitos em poupança superam retiradas e captação líquida é recorde

Economia

No ano passado, os depósitos em poupança superaram os saques, gerando captação líquida de R$ 71,047 bilhões, resultado recorde em toda a série histórica iniciada em 1995. Em 2012, a captação líquida ficou em R$ 49,719 bilhões. Em dezembro de 2013, a captação de R$ 11,201 bilhões também é recorde para todos os meses na série histórica do Banco Central



Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília – No ano passado, os depósitos em poupança superaram os saques, gerando captação líquida de R$ 71,047 bilhões, resultado recorde em toda a série histórica iniciada em 1995. O dado foi divulgado hoje (7) pelo Banco Central (BC). Em 2012, a captação líquida ficou em R$ 49,719 bilhões.
Em dezembro de 2013, a captação de R$ 11,201 bilhões também é recorde para todos os meses da série histórica do BC. No período, os depósitos chegaram a R$ 148,506 bilhões e as retiradas totalizaram R$ 137,304 bilhões. Foram creditados rendimentos no total de R$ 3,012 bilhões. No último mês de 2012, a captação ficou em R$ 9,205 bilhões.
Ao final do ano passado, o saldo da poupança ficou em R$ 597,943 bilhões. Desse estoque total, R$ 466,788 bilhões são do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e R$ 131,154 bilhões da poupança rural.
A poupança tem rendimento de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais Taxa Referencial (TR). Esse é o rendimento definido pelo governo sempre que a taxa básica de juros, a Selic, estiver acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa está em 10% ao ano e deve continuar a subir. A previsão de instituições financeiras é que Selic feche 2014 em 10,5% ao ano.
Essa forma de cálculo do rendimento da poupança foi definida pelo governo em 2012. Por essa regra, sempre que a taxa básica for igual ou inferior a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da Selic mais a TR.
Fonte - Agência Brasil  07/01/2014

Sem ações radicais, governo aperta ALL

Ferrovias

Valor Econômico
foto - ilustração
O governo não pretende tomar medidas "radicais" contra a empresa de ferrovias América Latina Logística (ALL) e descarta, por enquanto, a abertura de um processo para cassar sua concessão. Há preocupação no Palácio do Planalto, entretanto, com gargalos nas operações da concessionária e como eles podem se transformar em um obstáculo para a expansão da malha ferroviária.
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, liderou ontem uma reunião técnica para discutir os leilões de novas estradas de ferro em 2014. Participaram representantes do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da estatal Valec - não havia representantes da ALL.
A reunião foi marcada para discutir as novas concessões do setor e não tinha a ALL como foco único nem principal, mas as "deficiências operacionais" da empresa são vistas no governo como um obstáculo à expansão das linhas. O que mais preocupa o Planalto é a situação da ALL Malha Paulista - a empresa também administra as malhas Norte e Sul.
Hoje, a avaliação entre auxiliares da presidente Dilma Rousseff é que os futuros trens, ao chegar em Estrela D'Oeste (SP), terão enorme dificuldade em usar os trilhos da ALL e alcançar o porto de Santos. Isso porque a malha da empresa estaria saturada no interior paulista e não poderia receber, nas condições atuais, os trens que chegarão pela Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) e pela Norte-Sul.
Por isso, a ordem do Planalto é que o Ministério dos Transportes e a ANTT façam uma espécie de "devassa" na empresa. O objetivo é saber por que faltam investimentos e se será possível exigir um plano de obras da ALL. Um dos pontos principais do diagnóstico é resolver, de vez, o contencioso com a Cosan. Em 2009, os dois grupos fecharam um acordo bilionário para o transporte de açúcar. Parte do dinheiro seria aplicado na duplicação de 400 km de ferrovia de Itirapina a Santos. As obras começaram mas estão emperradas em alguns trechos, principalmente na Serra do Mar. A ALL alega falta de licenças ambientais e de autorizações da Funai. A Cosan contesta essa versão, argumento que tem a simpatia de integrantes do governo.
O Planalto busca saber se tem meios de exigir a realização de investimentos pela ALL ou se, para evitar um desequilíbrio econômico do contrato, teria que bancar obras com recursos do Tesouro.
Fonte - Revista Ferroviária  07/01/2014

Livro que relata envolvimento de FHC com a CIA esgota edição

Política

Correio do Brasil
Da Redação 

Rio de Janeiro
FHC é citado por três jornalistas quanto
 ao seu envolvimento com a espionagem dos EUA
Está esgotado nas duas maiores livrarias do Rio o livro da escritora Frances Stonor Saunders Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da cultura, no qual o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é acusado, frontalmente, de receber dinheiro da agência norte-americana de espionagem, para ajudar os EUA a “venderem melhor sua cultura aos povos nativos da América do Sul”. O exemplar, cujo preço varia de R$ 72 a R$ 75,00, leva entre 35 e 60 dias para chegar ao leitor, mesmo assim, de acordo com a disponibilidade no estoque. O interesse sobre a obra da escritora e ex-editora de Artes da revista britânica The New Statesman, no Brasil, pode ser avaliado ao longo dos cinco anos de seu lançamento.
Quem pagou a conta?, segundo os editores, recebeu “uma ampla cobertura pela mídia quando foi lançado no exterior”, em 1999. Na obra, Frances Stonor Saunders narra em detalhes como e por que a CIA, durante a Guerra Fria, financiou artistas, publicações e intelectuais de centro e centro-esquerda, num esforço para mantê-los distantes da ideologia comunista. Cheia de personagens instigantes e memoráveis, entre eles o ex-presidente brasileiro, “esta é uma das maiores histórias de corrupção intelectual e artística pelo poder”.
“Não é segredo para ninguém que, com o término da Segunda Guerra Mundial, a CIA passou a financiar artistas e intelectuais de direita; o que poucos sabem é que ela também cortejou personalidades de centro e de esquerda, num esforço para afastar a intelligentsia do comunismo e aproximá-la do American way of life. No livro, Saunders detalha como e por que a CIA promoveu congressos culturais, exposições e concertos, bem como as razões que a levaram a publicar e traduzir nos Estados Unidos autores alinhados com o governo norte-americano e a patrocinar a arte abstrata, como tentativa de reduzir o espaço para qualquer arte com conteúdo social. Além disso, por todo o mundo, subsidiou jornais críticos do marxismo, do comunismo e de políticas revolucionárias. Com esta política, foi capaz de angariar o apoio de alguns dos maiores expoentes do mundo ocidental, a ponto de muitos passarem a fazer parte de sua folha de pagamentos”.
Quem pagou a conta?
está esgotado nas livrarias do Rio
As publicações Partisan Review, Kenyon Review, New Leader e Encounter foram algumas das publicações que receberam apoio direto ou indireto dos cofres da CIA. Entre os intelectuais patrocinados ou promovidos pela CIA, além de FHC, estavam Irving Kristol, Melvin Lasky, Isaiah Berlin, Stephen Spender, Sidney Hook, Daniel Bell, Dwight MacDonald, Robert Lowell e Mary McCarthy, entre outros. Na Europa, havia um interesse especial na Esquerda Democrática e em ex-esquerdistas, como Ignacio Silone, Arthur Koestler, Raymond Aron, Michael Josselson e George Orwell.
O jornalista Sebastião Nery, em 1999, quando o diário conservador carioca Tribuna da Imprensa ainda circulava em sua versão impressa, comentou em sua coluna que não seria possível resumir a obra em tão pouco espaço: “São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas”, afirmou.

Dinheiro para FHC
“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de US$ 145 mil. Nasce o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento)”. Esta história, que reforça as afirmações de Saunders, está contada na página 154 do livro Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro daquele ano.
Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura militar havia lançado o AI-5 e elevado ao máximo o estado de terror após o golpe de 64, “desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos”, como afirma a autora. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. O ex-presidente Juscelino Kubitcheck e o ex-governador Carlos Lacerda tinham sido presos. Enquanto isso, Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela para fundar o Cebrap. O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, por onde passou FHC, era voz corrente que o compromisso final dos norte-americanos girava em torno de US$ 800 mil a US$ 1 milhão.
Segundo reportagem publicada no diário russo Pravda, um ano após o lançamento do livro no Brasil, os norte-americanos “não estavam jogando dinheiro pela janela”.
“Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando (os dólares)”. Na época, FHC lançara com o economista chileno Faletto o livro Dependência e desenvolvimento na América Latina, em que ambos defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos”. A cantilena foi repetida por FHC, em entrevista concedida ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, na edição da última terça-feira, a última de 2013.
Com a cobertura e o dinheiro dos norte-americanos, FHC tornou-se, segundo o Pravda, “uma ‘personalidade internacional’ e passou a dar ‘aulas’ e fazer ‘conferências’ em universidades norte-americanas e européias. Era ‘um homem da Fundação Ford’. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA”.

Principais trechos da pesquisa de Saunders:
1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).
2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).
3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147).
4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).
5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).
6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45).

Espionagem e dólares
Não há registros imediatos de que o ex-presidente tenha negado ou admitido as denúncias constantes nos livros de Sauders e Leoni. Em julho do ano passado, no entanto, o jornalista Bob Fernandes, apresentador da TV Gazeta, de São Paulo, publicou artigo no qual repassa o envolvimento do ex-presidente com os serviços de espionagem dos EUA, sem que tivesse precisado, posteriormente, negar uma só palavra do que disse. Segundo Fernandes, “o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que ‘nunca soube de espionagem da CIA’ no Brasil. O governo atual cobra explicações dos Estados Unidos”.
“Vamos aos fatos. Entre março de 1999 e abril de 2004, publiquei 15 longas e detalhadas reportagens na revista CartaCapital. Documentos, nomes, endereços, histórias provavam como os Estados Unidos espionavam o Brasil.Documentos bancários mostravam como, no governo FHC, a DEA, agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas, pagava operações da Polícia Federal. Chegava inclusive a depositar na conta de delegados. Porque aquele era um tempo em que a PF não tinha orçamento para bancar todas operações e a DEA bancava as de maiores dimensão e urgência”, garante Fernandes.
Ainda segundo o jornalista, o mínimo de “16 serviços secretos dos EUA operavam no Brasil. Às segundas-feiras, essas agências realizavam a ‘Reunião da Nação’, na embaixada, em Brasília”.
Bob Fernandes, que foi redator-chefe de CartaCapital, trabalhou nas revistas IstoÉ (BSB e EUA) eVeja, foi repórter da Folha de S.Paulo e do Jornal do Brasil, afirma ainda que “tudo isso foi revelado com riqueza de detalhes: datas, nomes, endereços, documentos, fatos. Em abril de 2004, com a reportagem de capa, publicamos os nomes daqueles que, disfarçados de diplomatas, como é habitual, chefiavam CIA, DEA, NSA e demais agências no Brasil. Vicente Chellotti, diretor da PF, caiu depois da reportagem de capa Os Porões do Brasil, de 3 de março de 1999. Isso no governo de FHC, que agora, na sua página no Facerbook, disse desconhecer ações da CIA no país”.
Fonte - Correio do Brasil  07/01/2014

As 'fantasmagóricas' estações fechadas do metrô de Londres

Transportes sobre trilhos

BBC Brasil
fotos -BBC Brasil
As plataformas e bilheterias vazias de estações abandonadas do metrô de Londres oferecem uma fascinante viagem ao passado.

Os locais, muitos deles ainda preservando em suas paredes cartazes e pôsteres originais, tem sido visitados ocasionalmente por fotógrafos e cineastas.

Estações como, por exemplo, a de Aldwych, que operou entre 1907 e 1994, estão na lista de construções britânicas tombadas.

A Companhia de Transportes de Londres não especifica o número exato de estações de metrô sem uso na capital britânica, mas afirma que são "cerca de 40".

Fonte - Revista Ferroviária  06/01/2014

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cidades do Reino Unido ficam em alerta após maior tempestade em 20 anos





Moradores de áreas costeiras tiveram que deixar as casas, depois que ondas de 9m atingiram a região. Várias cidades do sul da Inglaterra ficaram cobertas pela água.



Sisu destina 44% das vagas para cotas

Educação

Das 171 mil vagas ofertadas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), 37,4% são destinadas à Lei Federal de Cotas e 6,5% são para ações afirmativas das próprias instituições. As inscrições foram abertas na madrugada desta segunda-feira (6) e vão até dia 10. São oferecidas vagas em 4.723 cursos de 115 instituições públicas de educação superior...


Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Esta edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) tem 44% das vagas destinadas a ações afirmativas. Das 171 mil vagas ofertadas pelo programa, 37,4% são destinadas à Lei Federal de Cotas – que prevê que este ano pelo menos 25% das vagas sejam preenchidas por estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Além disso, 6,5% são para ações afirmativas próprias das instituições.
De acordo com a Lei de Cotas, a reserva de vagas para estudantes de escolas públicas deve ser pelo menos 25% este ano e chegar ao percentual de 50% em 2016. Dados do Ministério da Educação mostram que 61 universidades e institutos federais que participam do Sisu já atingiram a meta prevista para 2016.
“As universidades estão se antecipando e chegaremos mais cedo à meta de 50% de todas as vagas em todos os cursos federais serem ofertadas predominantemente aos estudantes da escola pública que são 88% dos estudantes do país”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Das vagas reservadas pelas instituições para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas, metade é destinada àqueles com renda familiar bruta mensal por pessoa de até um salário mínimo e meio. O preenchimento das vagas leva em conta ainda critérios de cor ou raça, ou seja, um percentual das vagas é reservado a estudantes autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
As inscrições no Sisu foram abertas na madrugada de hoje (6) e vão até o próximo dia 10. Na primeira edição deste ano, o Sisu oferta 171.401 vagas em 4.723 cursos de 115 instituições públicas de educação superior.
Durante a entrevista coletiva em que divulgou dados do Sisu, Mercadante foi questionado sobre a possibilidade de deixar o Ministério da Educação para ocupar a chefia da Casa Civil e respondeu que “tudo o que se tem sido dito sobre isso é pura especulação". Segundo ele, este é um tema exclusivo da presidenta da República”.
Em dezembro, a presidenta Dilma Rousseff disse que faria uma reforma ministerial entre o final de janeiro e o início de março. Também em dezembro, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, informou que pretende deixar a pasta.
Fonte - Agência Brasil    06/01/2014

Cuiabá recebe mais 4 VLTs

Transportes sobre trilhos

RF
foto - ilustração
Chegaram a Cuiabá (MT) mais quatro Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) que circularão entre a cidade e Várzea Grande. Os VLTs são compostos por sete carros, totalizando 28 carros de passageiros.
Segundo a MAC Logistic, contratada pela CAF, fabricante dos VLTs, para fazer a toda a logística de transporte dos veículos, as unidades saíram do Porto de Bilbao, na Espanha, em 30 de novembro. Após a realização dos procedimentos aduaneiros no porto de Santos, os carros foram transportados em 12 caminhões até Cuiabá. Na capital mato-grossense está sendo realizado um novo desembaraço aduaneiro e os carros serão levados para o pátio de manobras do VLT.
Essa é a segunda entrega do projeto. O primeiro VLT, com sete carros, chegou ao Brasil no final de outubro. Uma nova remessa de VLTs já está chegando ao porto de Santos.
De acordo com a empresa de logística, até março deste ano serão realizadas mais nove ou dez entregas como estas, totalizando os 40 trens. Cada VLT tem capacidade para transportar 400 passageiros.
Desde novembro, a CAF realiza os testes estáticos do primeiro VLT. Os testes de via estão previstos para iniciar em fevereiro.
Os VLTs estão sendo produzidos na Espanha. A produção foi dividida em três unidades fabris da empresa. Os VLTs estão sendo produzidos no País para dar tempo de atender o contrato para entrega dos VLTs em dois anos. A ideia da CAF era produzir os veículos no Brasil, mas isso não foi possível por conta do prazo de entrega e das adaptações necessárias na fábrica da empresa em Hortolândia, no interior de São Paulo. O edital não exigia a produção nacional.
Os 40 veículos serão utilizados nos 22 quilômetros de linha férrea em dois trechos: CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro. Ao todos serão 33 estações.
Fonte -  Revista Ferroviária  06/01/2014

Dilma diz que Brasil fará em 2014 a "Copa das Copas"

Brasil

Na volta do recesso de fim de ano, a presidenta destacou em sua conta no microblog Twitter que todos os que vierem ao país serão bem recebidos, já que o brasileiro é alegre e acolhedor, e terão a oportunidade de conhecer um país multicultural e batalhador



Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Na volta do recesso de fim de ano, a presidenta Dilma Rousseff disse em sua conta no microblog Twitter que o Brasil fará em 2014 a “Copa das Copas”. Segundo Dilma, todos os que vierem ao país serão bem recebidos, já que o brasileiro é alegre e acolhedor, e terão a oportunidade de conhecer um país multicultural e batalhador.
“Os brasileiros começam 2014 confiantes que irão sediar a #CopadasCopas. No Brasil, a Copa estará em casa, pois este é o país do futebol”, escreveu Dilma. “Esta será a Copa de 12 cidades-sedes, da floresta amazônica aos pampas gaúchos, das montanhas de Minas às praias cariocas, das dunas do Nordeste à metrópole de São Paulo”
Dilma considera que a grande procura por ingressos, que ultrapassou 6 milhões de pedidos na primeira fase de venda, mostra a confiança no país. “A procura por ingressos para os jogos, a maior em todas as Copas, mostra que torcedores do mundo inteiro confiam no Brasil. Amamos o futebol e por isso recebemos esta Copa com orgulho e faremos dela a #CopadasCopas".
Dos pedidos recebidos na primeira fase de venda, 889.300 ingressos foram comercializados. De acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), do total vendido, 71,5% foram adquiridos por torcedores brasileiros. O restante foi distribuído entre torcedores de 187 países. A Copa do Mundo começa em 12 de junho e os jogos serão realizados em 12 capitais brasileiras.
Fonte - Agência Brasil   06/01/2014

'Concessionápolis', vitrine da privatização

Infraestrutura

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
As concessões em infraestrutura do governo federal têm uma vitrine plantada no centro do País. A 150 quilômetros de Brasília, o município de Anápolis (GO) reúne, em torno de um mesmo local, um porto seco, duas rodovias federais e duas ferrovias - uma delas em fase final de construção. Também avançam as obras de pavimentação de um aeroporto de cargas, empreendimento do governo estadual. Tudo é ou será concedido à iniciativa privada, o que transforma a cidade numa "Concessionápolis".
Todos esses empreendimentos estão interligados, em meio a um crescente distrito industrial que reúne um polo farmoquímico, esmagadoras de grãos, fábricas de fertilizantes e até uma montadora, a coreana Hyundai. A paisagem que se vê trafegando pela rodovia é similar a das áreas mais dinâmicas do interior paulista.
"Anápolis é o principal centro de distribuição de carga do País e talvez o distrito industrial que mais evoluiu", disse o diretor de Operações da Valec, Bento José de Lima. A empresa, que é uma estatal federal, é a responsável pela construção da norte-sul.
A conclusão das obras da ferrovia, prevista para junho de 2014, consolidará Anápolis como uma inédita referência logística bem no centro do País. "Isso é o sonho de consumo de uma nação que quer o desenvolvimento", entusiasma-se o diretor-superintendente do Porto Seco Centro-Oeste, Edson Tavares. "Vai ser uma mudança drástica em toda a região", prevê o prefeito da cidade, Antônio Gomide (PT).

Meio do caminho
O trecho da Norte-Sul, que está para ser inaugurado, tem 855 quilômetros e vai ligar o interior goiano a Palmas, no Tocantins. Lá, a ferrovia já está operante e segue rumo ao Norte, até Açailândia (MA), onde se entronca com a Estrada de Ferro Carajás e segue para o porto de Itaqui, próximo a São Luís.
Com a chegada da Norte-Sul, a produção de eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus poderá chegar de trem a Anápolis, de onde será distribuída para todo o País. Hoje, esses produtos saem da Amazônia de barcaça e depois seguem de caminhão até o Sudeste, onde estão os centros de distribuição das redes de varejo. E, de lá, voltam para o Centro-Oeste ou seguem para o Nordeste.
"Isso é logística burra", afirma Tavares. Mais inteligente, acredita ele, seria trazer os produtos para Anápolis, que está no meio do caminho de tudo e tem uma rede de rodovias e ferrovias. "Num raio de mil quilômetros daqui estão 75% da população economicamente ativa do País", explica.
A ferrovia também servirá para levar a produção agrícola do entorno de Anápolis a Itaqui, no Maranhão. Segundo Bento Lima, parte dos grãos produzidos mais ao Norte deverá embarcar na ferrovia para ser esmagada em Anápolis e depois seguir para exportação em Itaqui. A via também servirá para distribuir fertilizantes na região produtora.

Acima da média
Com a indústria e o agronegócio, a economia goiana tem crescido acima da média do Brasil. A estimativa para 2013 é de uma expansão de 3%, acima da faixa de 1,5% a 2,5% da economia nacional, segundo estimativas de mercado. "Temos sido ousados", afirmou o secretário de gestão e planejamento do Estado, Giuseppe Vecci. "Mas para podermos sustentar o crescimento nos próximos anos é necessário investir em infraestrutura."
Quando concluído, esse trecho da Norte-Sul será concedido à iniciativa privada, idealmente em 2014. A ferrovia será um teste para o novo modelo de exploração de ferrovias do governo federal, no qual a Valec comprará 100% da capacidade de transporte da linha e a revenderá a quem tiver carga. O concessionário vai cuidar da manutenção e da operação.
Com entroncamento no distrito de Anápolis, já estão concedidos o trecho da BR-060 até Brasília e outro da BR-153, em direção ao Sul, que passa por Goiânia e segue até a divisa de Minas Gerais com São Paulo. O pedaço da 153 que segue rumo ao Norte até Palmas (TO) será leiloado em 2014.
O porto seco é uma concessão federal, assim como a malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que já funciona como uma ligação do distrito industrial de Anápolis com o porto de Tubarão (ES). A Norte-Sul será conectada à FCA, que em função disso vem recebendo investimentos para melhorar a operação. A linha é da década de 1930 e a baixa velocidade impede seu uso mais intensivo.
O aeroporto de cargas, igualmente previsto para junho, será concedido pelo governo do Estado. A obra, que é o item número um de uma versão local do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) federal, já deveria estar pronta. Porém, sofreu atrasos por causa do terreno, que exigiu drenagem e reforços adicionais.

ALL NO LIMITE......

Ferrovias

Enchendo espaços vazios no pátio
 de Araraquara: criatividade sem fim
Gerson Toller
jornalista, diretor da Revista Ferroviária
“Isso aqui é como o exército vietcong. Construímos as pontes abaixo do nível do rio para a aviação americana não ver”. A frase, de um alto executivo da ALL, bem definia o estilo de administração da então nova concessionária: criatividade, economia de meios e soluções heterodoxas. Mais viriam, no mesmo estilo: vagões tanque viravam graneleiros, vagões fechados viravam telescópicos, locomotivas operavam só com motores de tração; motores de tração GM eram usados em locos GE, e assim por diante, para general Giap nenhum botar defeito.
Durante um bom tempo, deu resultado: o investimento foi contido, o tráfego subiu e os resultados de balanço – se não sustentaram as cotações em bolsa – permitiram a transferência para o público de 60% do capital da empresa.
O problema é que – talvez não no Vietnam, mas com certeza na ferrovia – “manutenção postergada não reclama, se vinga”, como diz Julio Fontana, presidente da Cosan Logística e responsável pelo projeto da Rumo, na ingrata função de principal cliente da ALL. Em 2013, até o final de novembro, a ALL foi responsável por 370 acidentes ferroviários – 46,42% das ocorrências no país – com 113 vítimas, incluindo os oito mortos de São José do Rio Preto (SP). Isso quando realizou apenas 10,4% do tráfego medido em toneladas úteis, conforme dados da ANTT. 

De pouco adiantaram os R$ 23 milhões de multas aplicadas pela ANTT por “manutenção de via postergada” e “negligência na manutenção de ativos arrendados”. Mesmo porque, segundo Jorge Bastos, diretor geral da ANTT, boa parte das multas nunca é paga, por conta de recursos judiciais.
De pouco adiantou, igualmente, a parceria oferecida pela Cosan/Rumo, que em 2009 se dispôs a investir R$ 1,2 bilhão no aumento de capacidade da ALL, para multiplicar o volume de açúcar transportado pela ferrovia até o porto de Santos. O objetivo era alcançar 9 milhões de toneladas em 2013, tirando da rodovia 2 mil caminhões por dia.Todo o dinheiro vinha da Rumo, enquanto o gerenciamento do projeto ficava por conta da ALL.
O que aconteceu na realidade foi que, este ano, o volume ficou em menos de um quarto da meta, a duplicação de linhas está longe de ser concluída e a ALL destruiu em acidentes 43 vagões novos comprados pela Rumo para o transporte de açúcar. Para não perder clientes, a Rumo voltou a utilizar caminhões, o que levou a um aumento de 86,4% no custo de serviços no primeiro semestre do ano. Depois disso, em mais uma manobra surpreendente, a ALL entrou na Justiça, em outubro passado, contra a Rumo, para escapar ao pagamento das multas contratuais – que neste final de ano se elevam a um total acumulado em torno de 200 milhões – e encerrar o contrato. Foi a primeira vez na história conhecida do transporte ferroviário que uma ferrovia tentou descartar um cliente que lhe forneceu 929 vagões e 50 locomotivas para executar um contrato de longo prazo. Isto é incrível!
Fonte - Revista Ferroviária  06/01/2014

Cidades que retomaram o bonde como alternativa ao transporte

Transportes sobre trilhos

Renato Lobo 
Via Trolebus
Em meio a notícia em que a EMTU juntamente com a prefeitura de Praia Grande resolveram alterar o projeto de VLT (veículo leve sobre trilhos) para corredor de ônibus, destacamos outras localidades que retomaram os bondes, como alternativa sustentável de transporte.
No continente europeu, cidades como Bruxelas, Paris e Berlin ressuscitaram os seus “tramways” nos últimos dez anos, além de outras cidades que manteram e modernizaram seus sistemas, como Varsóvia, Basileia, Zurique, Lisboa e Porto, ou das Américas, como São Francisco e Toronto.

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Bruxelas:
O sistema de tram (como são chamados os VLT’s na Europa) é um dos dez maiores do mundo, que transportava cerca de 123,5 milhões de passageiros em 2012. Em 2013, o sistema é composto por 19 linhas. A partir de 2011, o comprimento total da rota do sistema de bonde alcançou 138,9 km, tornando-se uma das redes maiores da Europa.



Paris
A região francesa de Île -de-France , abrangendo a capital de Paris, atualmente possui sete linhas de bondes, e está planejando novos ramais . Das linhas existentes cinco são operados pelo governo local, a RATP, que também opera o metrô de Paris e a maioria dos serviços de ônibus. Outra, a T4 é ​​mantida pela operadora ferroviária nacional francesa SNCF. Três das linhas servem Paris.


Berlin
A rede de VLT de Berlin tem cerca de 190 km, é um dos sistemas mais extensos do mundo. O sistema se destaca pela sua rapidez, segurança , pontualidade e confiabilidade. Limpeza e conforto , acessibilidade e preocupação ecológica são a regra . Todos os anos, 1,3 milhões de viagens transportam 157 milhões de passageiros aos seus destinos. A cada 460 metros existe uma estação.
Não apenas nestas regiões, mas em países emergentes também projetam uso de bondes modernos para o sistema de transportes. Na China, existem pelo menos 15 projetos em estudo.

No Brasil
No Brasil, além da linha de VLT de Santos que fazia parte do projeto que ia para a Praia Grande, estão em obras o VLT de Cuiabá desde 2012, com previsão de entrega entre este ano e 2015. Além destes, o Rio de Janeiro esta construindo uma rede cujo objetivo é integrar o centro da cidade, o Aeroporto Santos Dumont e a Barca Rio-Niterói à região portuária da cidade. A previsão é de que o sistema esteja em funcionamento até 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e deve retirar pelo menos 60% dos ônibus e 15% dos carros que circulam atualmente no centro da cidade.
Já em Brasília, o VLT começou a ser construído e tem como objetivos desafogar o fluxo de veículos, e incrementar o sistema público de transporte. O sistema será operado pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). O Projeto completo tem como intuito ligar o Aeroporto de Brasília ao Terminal da Asa Norte, através da via W3, e também ligará todo Eixo Monumental. As obras começaram em 2009, mas a obra foi paralisada pela Justiça em setembro de 2010. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou que o contrato para construção do VLT fosse anulado, por suspeita de irregularidade na concorrência pública. Em 1º de março de 2013 o Governo de Distrito Federal publicou o edital de qualificação das empresas interessadas em assumir a construção do VLT, marcando a retomada do projeto.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  05/01/2013

domingo, 5 de janeiro de 2014

Importantes conferências para os rumos da agenda ambiental acontecerão em 2014

Meio Ambiente





A ministra Izabella Teixeira lembrou que a próxima COP em Lima, no Peru, que “será a primeira na Amazônia”....

Ana Cristina Campos
Agência Brasil

Brasília - A comunidade internacional vai lidar, no ano que vem, com duas negociações importantes para definir os rumos da agenda ambiental. A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-20) está prevista para ocorrer entre 1º e 12 de dezembro de 2014, em Lima, no Peru. Além da COP-20 haverá a 12ª reunião de cúpula da Convenção de Diversidade Biológica (CDB), que será sediada pela Coreia do Sul entre 6 e 17 de outubro de 2014.
Vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU), os encontros reúnem delegações de centenas de países para firmar acordos de combate ao aquecimento global e de proteção da fauna e da flora. “Deve haver convergência entre os temas. As duas conferências não podem ficar isoladas”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Para ela, é necessário maior esforço para confluência entre as negociações sobre clima e sobre a conservação da biodiversidade. “Temos o time do clima e o da biodiversidade, que fazem esforços imensos, mas nunca vi uma manifestação dos dois nas convenções internacionais. Precisamos reorganizar o processo político de diálogo entre as partes, o que envolve o setor privado, os jovens, as entidades ambientalistas, as entidades sociais e os trabalhadores”, disse.
Na avaliação da ministra, a próxima COP em Lima, no Peru, que “será a primeira na Amazônia”, tem que resgatar a unidade que os países em desenvolvimento conseguiram na COP-19, em Varsóvia. Para contribuir na construção de um acordo mais amplo, Izabella disse que o Brasil já está em entendimento com a presidência da COP em Lima para ajudar a construir não só um engajamento dos países, mas de toda a sociedade em um diálogo, já com vistas a Paris que sediará a conferência em 2015, quando deve ser estabelecido um novo acordo global climático que entrará em vigor em 2020.
Segundo Izabella o desafio é resgatar o espírito de confiança no ambiente de negociação nas próximas COPs. A aprovação de mecanismos capazes de diminuir as emissões de poluentes na atmosfera é um dos principais gargalos das negociações internacionais de mudanças climáticas. Para a ministra, é preciso mudar o foco das reuniões de cúpula. “Chegou a hora de parar de olhar somente para o problema e procurar as soluções. São debates acirrados em busca de um entendimento e o estresse político entre os países precisa ser eliminado”, destacou.
O subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, José Antonio Marcondes de Carvalho, negociador-chefe brasileiro nas conferências internacionais sobre temas ambientais disse que o desafio da COP em Lima é conquistar a confiança dos países desenvolvidos. “O Brasil continua com sua determinação inabalável de avançar nesses processos [de negociação climática]”, ressaltou.
Fonte - EBC  05/01/2014

Ministros do STF começam ano com aumento de R$ 1,4 mil

Justiça

André Richter
Repórter da Agência Brasil
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Brasília – Os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram o ano com aumento de aproximadamente R$ 1,4 mil nos salários. De acordo com uma portaria publicada na sexta-feira (3) no Diário da Justiça, desde o dia 1º de janeiro, o salário dos ministros passou de R$ 28.059,29 para R$ 29.462,25, um reajuste de cerca de 4,9%.
O aumento provocou efeito cascata nos subsídios dos demais membros da magistratura, como juízes e desembargadores dos tribunais federais e estaduais. O salário dos ministros do STF é o teto constitucional, valor máximo pago aos servidores públicos, e serve de parâmetro para o cálculo dos vencimentos dos demais magistrados do país.
O aumento está previsto na Lei nº 12.771, de 28 de dezembro de 2012, que definiu o valor dos vencimentos dos ministros até 2015, quando os membros do STF terão um novo reajuste. A partir de 1º de janeiro do ano que vem, o salário será R$ 30.935,36. Conforme a norma, a partir de 2016, os salários serão fixados pelo próprio STF, por meio de projeto de lei, com base na previsão orçamentária, e em comparação com os ganhos dos demais servidores públicos.
De acordo com a folha de pagamento disponibilizada pelo STF, o salário líquido de um ministro da Corte, com descontos de imposto de renda e outras deduções legais, varia entre R$ 18 mil e R$ 20 mil.
Em dezembro, com o pagamento de férias aos ministros, o valor líquido ficou entre R$ 23 mil e R$ 28 mil. No mês passado, por exemplo, o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, recebeu R$ 40.498,91 de salário bruto, mas ficou com R$ 26.298,24. O ministro Celso de Mello, membro mais antigo da Corte, recebeu R$ 40.498,91, mas, com os descontos, recebeu R$ 23.363,75. Luís Roberto Barroso, ministro mais novo na Corte, recebeu R$ 37.412,39 de salário bruto e R$ 26.130,33, com descontos.
Fonte - Agência Brasil  05/01/2014